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Zé Pedro
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Lisboa por Ana Gabriela Sousa e Vitor Pinto
Vitor Pinto e Ana Gabriela Sousa
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Ana Gabriela Sousa
Vitor Pinto
Nuno Ávila (RUC)
Vitor Pinto
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Crónicas
Zé Pedro
Queria hoje começar por falar dos Editors, que estava a ouvir agora na rádio, e que considero uma banda fantástica ao vivo. Já os vi 3 vezes e se há alguém que eventualmente possa ter duvidas se a banda funciona ao vivo, ela funciona mesmo muito bem ao vivo, vale mesmo a pena.
Pois agora, depois do Rock in Rio vem aí a avalanche de festivais em Portugal, e eu quero passar pela maior parte deles.
Na Zambujeira irei tocar, o que é bom sinal, e com os Franz Ferdinand antes de nós, o que é óptimo, portanto será um bom dia de Zambujeira, certamente, e para nós é um orgulho brutal ter uma banda como os Franz Ferdinand a abrir para nós.
Outra situação espectacular vai ser no Super Bock do Porto em que vamos ter os ZZ TOP antes mesmo de nós e então, como devem imaginar, isso enche-me de orgulho.
E depois Paredes de Coura que é sempre o Festival do coração. Temos os The Wombats, os Pistols, temos os Editors, temos os Primal Scream, temos os Mars Volta que eu adoraria ver e estou a fazer tudo para isso , mas com os Xutos com um concerto no Algarve dia 1, vou-me esforçar bastante para conseguir ver os Pistols a 31 e os Mars Volta no dia 2.
Entretanto, e do que tenho andado a ver, em relação ao Rock in Rio, que estive lá praticamente todos os dias, mas acabei por não estar no dia dos Bon Jovi, e toda a gente diz que também foi um grande espectáculo, mas de qualquer maneira no 1º dia tivemos a Amy Winehouse, que infelizmente não estava sequer nem à altura do disco, para se poder, de alguma maneira, entender um bocadinho do que ela poderá ser um potencial ao vivo.
Tenho a impressão que ela tem todas as condições para isso, tem um disco brutal, canta realmente com uma alma fantástica , tem uma banda em cima do palco fora de série, pena a senhora não estar em condições e pena mais ainda ter sido obrigada a vir cá ao Rock in Rio num estado tal. E quando uma pessoa não está nem para ai virada, pelo menos foi o que me pareceu com a Amy. Não lhe tiro nenhum valor, porque é realmente aflitivo. Eu que conheço os palcos, estar a assistir a uma prestação daquelas, fico sempre assim com um bocadinho de pena, mas mesmo assim eu acho que ela teve muita sorte com o publico, que de alguma maneira estive mais a acarinha-la do que propriamente a exigir dela qualquer coisa. Ter 90 000 pessoas, e a grande parte delas ter isso ao festival por causa da Amy, é brutal e por isso ela teve muita sorte.
Mas logo a seguir assisti a um espectáculo fabuloso, as pessoas não deram muita importância, nomeadamente a critica, mas eu acho que foi dos grandes espectáculos do Rock in Rio, e que foi o concerto do Lenny Kravitz.
Mas este foi fabuloso. Para já foi dos melhores sons a sair do PA do Rock in Rio, a banda era brutal, um guitarrista que é uma coisa fora de série, as musicas estavam muito bem intercaladas, as baladas com as partes mais fortes, com rock in roll, com as partes mais soul dele, e então foi dos grandes concertos do Rock in Rio. Esse e os Offspring. Eu não estava à espera que eles estivessem tão vivos como estão. Sabia que eles andavam aí, que tiveram a sua fase alta há uns anos atrás, vi-os no Coliseu e adorei na altura, mas pensava que agora a banda estivesse mais desarticulada, mas não, foram brutais.
Em relação a discos, nesta altura não estou muito preso aos discos porque nós, os Xutos, estamos num retiro criativo. Estamos assim meios fechados, só saímos ao fim de semana, estamos a adiantar muito as composições do próximo disco que em principio será gravado lá para Outubro. Temos já 10 musicas muito bem alinhavadas e com pernas para andar para musicas finais, tudo muito interessante.
Mas hoje, por acaso, passei pela Fnac, que é sempre um dos pontos de referência. Uma pessoa que gosta de musica tem de ir lá de vez em quando espreitar o que há. E acabei por trazer um disco, que aconselho a todos, e que vinha a ouvir no carro, que é uma colectânea feita pelo Henrique Amaro só com bandas portuguesas, que é os “Novos Talentos Fnac II”.
O dinheiro deste disco reverte todo para a AMI, é uma causa justa, o disco só custa 4€, é duplo e tem trinta bandas da nova geração de bandas portuguesas.
Um forte abraço!
Zé Pedro
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