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Crónicas
Maio 2007

Crónica de Vitor Pinto!

Berlin – Maio de 2007

Uma cidade que visitei, que vi e recordarei.

Berlin parece ser uma cidade cinzenta à partida, devido ás enormes feridas de guerra provocadas recentemente… Ao primeiro contacto sente-se um certo frio. Uma frieza que chega mesmo a assustar. Ao caminhar pelas zonas outrora problemáticas, dá-mos de caras com edifícios ainda destruídos, felizmente a serem agora imortalizados pelos “ocupas”, vemos inúmeras casas ainda com marcas dos projecteis que se cruzavam nestas zonas. Por toda a cidade, por todas as esquinas, há memoriais, há lembranças do que poderia já estar esquecido, mas que a capital germânica, não esquece e faz questão de exibir a verdade sofrida, a todos os que visitam Berlin. Por entre inúmeros casos, encontra-se o inevitável Muro, que tantas marcas provocou, deixando marcas reais, em torno de toda a cidade. São momentos de arrepiar sem dúvida.

Por tudo isto, Berlin poderia ser uma cidade fechada, triste, quase sem vida, pois os motivos para uma vida feliz, foram manchados no passado. Mas tal não passa de pensamentos errados, felizmente. Basta ver a harmonia que existe num dos imensos parques que existe em plena cidade. São centenas de pessoas que por ali ficam ao sol de quase 30 graus, a conversar, relaxar, ou simplesmente a beber uma cerveja local. É assim a vida dos berlinenses. Alegre e acima de tudo muito bem vivida.

O reduzido trânsito ajuda a tamanha paz, visto estar em crescimento, a vontade de pedalar pelas ruas, fazendo lembrar por instantes Amesterdão. Há muita boa disposição, gente de todo o mundo, há confiança numa cidade em assustador crescimento. Pede-se aos visitantes que regressem mais tarde. Daqui a uns 5 anos. O motivo? Encontrarão uma outra nova cidade, pois a este ritmo de crescimento e reconstrução de TODA a cidade, Berlin estará imparável.

Encontramos muito facilmente postais ou fotografias da antiga Berlin, da destruição da 2ª guerra mundial e consequente guerra-fria. Arrepiante pelo facto de ter sido tudo tão recente. E quando pensamos que todos aqueles edifícios fotografados no tempo da guerra, iriam acabar em escombros e esquecidos para todo o sempre, dá-mos de caras em cada esquina que cruzamos, com os mesmos edifícios, recuperados ao pormenor, e com a agravante de lhes acrescentarem sempre algo de novo. Diria mesmo, acrescentarem-lhes sempre algo de futurista. Nunca antes visto. Incrível!

Berlin cresce todos os dias. Sempre de cara lavada, com um novo espírito e o futuro sempre como objectivo. Foi uma agradável surpresa, que para já, ainda está bem escondida no centro da Europa.

Vítor Pinto

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