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Crónicas
Abril 2007

Crónica de Zé Pedro!

Para este mês de Abril, destaco o disco dos Bloc Party. Ando a ouvi-lo ultimamente e vão ficando cada vez mais certezas para a grandeza deste, mais adulto, mais consistente para uma banda tão jovem e para o tão difícil segundo álbum, onde foram apostar na produção feita por Jack Knife Lee, o que foi uma surpresa para mim pois gosto muito deste produtor.

A par desta edição, estou de olhos postos no também segundo álbum, mas dos Arctic Monkeys. Ando a devorar aos poucos o novo dos Arcade Fire que esta muito bom.

Quanto aos Klaxons, achei muita piada a esta nova onda "new rave", tal como achei piada aos Cansei de Ser Sexy.
Quero muito ver Klaxons ao vivo no S.B.S.R., numa altura em que Lisboa anda numa loucura de festivais, tudo por causa da separação de Álvaro Covões da Musica no Coração, levando-o a criar o festival Alive.
Infelizmente não poderei ir a este festival, pois estarei no Canada com os Xutos, o que também e excelente. Fico com pena de não poder ver a estreia dos Beastie Boys. Ficara para outra altura.
Com tudo isto, o S.B.S.R. já tem pesos pesados como os Interpol, Metallica ou Arcade Fire, deixando assim um duelo em aberto entre estes 2 promotores.

Quanto aos concertos que vi, tal como já tinha referido em crónicas anteriores, vi os três concertos dos Nine Inch Nails em Lisboa, como não podia deixar de ser.
Eles vieram cá fazer os ensaios gerais para esta pré tour Europeia, testando assim, já algum material novo para o álbum já pronto.
Na altura entrevistei Trent Reznor para o Top + da RTP e foi engraçado a opinião dele em relação á criação de álbuns conceptuais, tal como será o novo dos N.I.N..
Ele defende esta formula e adverte para quem tiver oportunidade de o fazer, que o faça, para captar assim desta forma, a atenção do publico, pois este deixou de ter interesse pelos artistas e pelos seus trabalhos num todo, caminhando erradamente para o consumo de musicas soltas, o que é muito mau.
O apelo deixado por Trent Reznor para a defesa do produto e da imagem foi forte para que não fiquem todos agarrados a apenas um “hit” e esperar para ver o que acontece.
Outra coisa excelente que aconteceu na passagem pelos N.I.N. por Portugal, foi a nova musica do novo álbum deixada numa pen propositadamente nos camarins do Coliseu de Lisboa. Magnifico. Até as próprias T-Shirts da tour, trazem nas costas pistas e mensagens escondidas…
Marcante sem duvida os 3 concertos, sendo o ultimo, para mim, o melhor, o mais coeso.

Aguardo para breve, o referido segundo álbum dos Arctic Monkeys. Eles que vão ter como convidado o produtor de hip hop Dizzee Rascal. Espero ansiosamente pelo novo dos Queens of the Stone Age, que tem o Trent Reznor como convidado especial.

Estive também a ler sobre o novo dos Editors. Eles estão também a gravar com o produtor Jack Knife Lee. Adorei o álbum de estreia e espero que este seja tão bom como o primeiro, ainda por cima, vê-los ao vivo foi algo de espantoso, pois julguei que a banda fosse mais tímida e recatada, mas no S.B.S.R. do ano passado, confirmei um concerto excelente.

Estou com bastante curiosidade para descobrir os Satellite Party, o novo projecto de Perry Farrel, ele que conta com o nosso conterrâneo Nuno Bettencourt, tendo já um ponto alto no disco de estreia. Um poema declamado por Jim Morrisey. Como foi possível eles arranjarem tal gravação?

Em relação a concertos, aguardo pelo regresso dos Bloc Party em Maio. Quero muito ver os The Who, pois dentro do pacote dos dinossauros do rock, são os únicos que me falta ver.

Por agora é tudo meus amigos. Cá ficou mais uma crónica sobre o Rock’n’Roll. Afinal é isto que nos move.

Um abração grande!
Zé Pedro

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