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Crónicas

Dezembro 2012


Crónica ao sol

Confortavelmente relaxado debaixo do sol outonal, caem-me quais folhas secas, uma novidade bem quentinha e uma afirmação de peso. Numa primeira audição, as atenções não mais se desviaram de “Wings”, o apetitoso disco de estreia de Yellow. E o nome do registo, não poderia ser mais apropriado... Este projecto tem asas enormes para voar bem alto no seio da musica nacional, mas também fora de portas. Para tal, basta que estas asas (“Wings”) sejam bem expostas e muito bem agitadas. Yellow traz-nos um som novo, fresco e aromatizado dentro de um electro glamouroso com retoques belos e sedutores que fazem lembrar a princesa islandesa Björk. E que mais poderíamos nós querer? Yellow já faz parte do arco-íris nacional...

A afirmação vai direitinha para Moullinex. O Musico, produtor e dj Luis Clara Gomes já tem vindo a fazer alguns estragos saudáveis pela Europa, sendo pouco reconhecido em Portugal como é habitual. Agora Moullinex ganha uma outra força, e o musico residente entre Lisboa e Munique, oferece-nos um disco fabuloso sobre o sela da GOMA. Muito bom este “Flora”... Vem recheado de muito funk, rasgado por fragancias disco e new wave. Perfeito para se ouvir calmamente ao sol, ou transforma-lo em aperitivo nocturno para uma noite de dança com estilo. Saudável...

Sem se ouvir falar deles nos últimos tempos, Ben Folds Five regressa em 2012 com um acentuado registo que não se desvia um milímetro daquilo já criado anteriormente. “The Sound of the Life of the Mind” traz de volta Ben Fold e toda a sua magia está de regresso ao piano provocador que ainda faz soar boas canções. É bom voltar a ouvir Ben Folds Five e seria bom voltar a vê-lo ao vivo, como tive a oportunidade de ver em 1998 no campo de treinos junto ao extinto Estádio das Antas no Porto, baptizado de Rockódromo. Integravam o cartaz do Festival Imperial ao Vivo onde outros nomes de fazer chorar de saudades se apresentaram em grande estilo e vontade de dar grandes concertos. Exemplo de Pulp, Nick Cave, Moby ou James... Uma edição de luxo de um festival que ficará na memoria.

A fechar fica uma pequena nota para um disco que vai crescer e ainda vai fazer muitas delicias. Falo de “Piramida”, o surpreendente trabalho dos Efterklang. Depois do registo “Parades”, os dinamarqueses regressam e não vem sóbrios. Trazem consigo este fabuloso disco e trazem muita vontade de continuar... Ao vivo passam por Portugal em mais uma edição lisboeta do Vodafone Mexe Fest. Por aqui a audição continua firme e continuará. Cinco estrelas!


Vitor Pinto - Dezembro 2012


Vitor Pinto escreve on-line às terças feiras.


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