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Mafalda Veiga – Ana Mafalda da Veiga Marques dos Santos, conhecida como Mafalda Veiga, nasceu no seio duma família numerosa, de cinco filhos e filhas, de origem Alentejana; aos oito anos, na sequência do 25 de abril de 1974, muda-se para Espanha, acompanhando os pais. Permaneceu no país vizinho até ao ano de 1980. Após essa estadia de sete anos em terras espanholas o seu pai oferece-lhe uma guitarra. Foi um tio, Pedro da Veiga, guitarrista de fado, quem a iniciaria na composição. Mais tarde, a cantautora afirmaria ter encontrado «solo fértil para as suas palavras» no instrumento, uma forma de canalizar a energia criativa da sua adolescência;  estreia-se como autora em 1983, precisamente com o tema Velho, com o qual em 1984 ganharia o Festival da Canção de Silves. No mesmo ano, Mafalda ingressa no curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde veio a fazer a sua licenciatura. Começa a gravar as suas primeiras maquetas, mas o curso universitário toma precedência sobre a carreira musical que ficaria adiada alguns anos; em 1987 dá início a sua carreira discográfica com o álbum "Pássaros do Sul", produzido por Manuel Faria (membro do grupo Trovante). O álbum ofereceu-lhe imediato reconhecimento nacional;

Mafalda Veiga

o sucesso foi tanto que o disco chegou rapidamente às 10 mil cópias vendidas. Com o sucesso, recebeu prémios como o Troféu Nova Gente para Melhor Cantor e a oportunidade de representar Portugal no Festival Internacional da RTP na Jugoslávia. Este sucesso deveu-se quase exclusivamente à faixa "Planície", levando inclusive a que outras canções como "Restolho", "Sol de Março", (a já referida) "Velho", ou "Nós", que já mostravam o perfil da artista, não fossem valorizadas. O êxito deste registo levou à rápida gravação do segundo álbum de estúdio da cantora: "Cantar", em 1988 e de novo com a produção de Manuel Faria. O disco recebe o Prémio Antena 1 para Melhor Disco, mas não atinge, contudo, as expectativas em termos comerciais. Apesar de canções como "Por Outras Palavras", "Nazaré", "Por Te Rever" ou "O Nome do Sal", falta-lhe um catalisador como a "Planície" do registo anterior. Decide, então fazer uma pausa na carreira discográfica; nos quatro anos seguintes dedicou-se a levar as canções dos dois discos anteriores aos palcos portugueses. Viajou extensivamente pelo país dando concertos, mas destaca-se principalmente deste período a participação especial naqueles que seriam no derradeiros concertos da banda Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e do Porto; em 1992 regressou aos estúdios para gravar "Nada se Repete", novamente produzido por Manuel Faria e co-produzido por Amândio Bastos, contando com a participação especial de Luís Represas que, para além da autoria de uma letra, gravou em dueto o tema "Fragilidade". Apresentou este disco em dois espectáculos no Teatro São Luiz, em Lisboa; em 1996, surge o álbum "A Cor da Fogueira", com uma nova musicalidade e produção a cargo de José Sarmento, do qual o maior sucesso foi a canção "O Lume". Em 1999, é editado "Tatuagem", marcando a entrada da cantora no selo Popular, da Valentim de Carvalho. A produção ficou a cargo de Manuel Paulo Felgueiras, membro do grupo Ala dos Namorados. Deste álbum, destacam-se os temas "Tatuagens", em dueto com Jorge Palma, "Cada Lugar Teu", "Um Pouco de Céu", "Uma Noite Para Comemorar" e ainda os temas "No Rasto do Sol" e "Gente Perdida", que viriam alguns anos depois a fazer parte de trilhas sonoras de novelas da Rede Globo. Mafalda Veiga apresentou "Tatuagem" em três concertos esgotados no grande auditório do CCB e no Rivoli do Porto. Destes concertos resultou o álbum "Mafalda Veiga ao Vivo", disco de platina; em Março de 2003 surge o sétimo disco da carreira de Mafalda Veiga, "Na Alma e Na Pele". Este trabalho conta com a produção do ex-baixista dos Silence 4, Rui Costa. O álbum é constituído por onze canções originais onde se destacam o single de apresentação, "Uma Gota", e o tema "Cúmplices" dedicado ao Clube de Fãs e conta também com uma faixa interactiva. O ano termina com a edição do DVD, do segundo concerto realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, a 5 de Outubro de 2003. Também em Dezembro, a Quasi Edições lança o primeiro Songbook de Mafalda Veiga, reunindo as letras e cifras de 16 canções escolhidas de cada um dos seus discos; em 2005, é editado também pela Quasi Edições, o seu primeiro conto infantil "O carocho pirilampo que tinha medo de voar", integrado na colecção "Tempo dos mais novos", feita em parceria com o Jornal de Notícias. No dia 20 de Outubro desse ano recebe o Prémio Carreira Prestígio da Rádio Central FM de Leiria; em 2008 foi publicado pela editora Valentim de Carvalho o álbum Chão. Oito anos mais tarde edita o registo Praia.

Mancines


Mancines – as vozes de Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet, The Twist Connection) e Toni Fortuna (d3ö, Tédio Boys, M’as Foice) juntam-se a Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Azembla’s Quartet) e Gonçalo Rui (produtor musical e guitarrista) para uma viagem cinematográfica, sem guia turístico, pelas bandas sonoras dos anos 60 e 70; passados quatro anos da estreia com "Eden's Inferno", a banda regressa em 2019 com o álbum "II" pela mão da Lux Records. É um disco menos negro, mais positivo e actual, sobretudo mais desligado das sonoridades dos projectos anteriores dos músicos. Se “Eden’s Inferno” fora digno de alguma atenção por parte do público e da crítica,este novo disco promete fazer mexer a banda, agora mais coesa e menos tímida em palco.

Manel Cruz – nome artístico de Manuel Gomes Coelho Pinho da Cruz (São João da Madeira, 16 de outubro de 1974) é um vocalista, guitarrista e letrista português; membro dos grupos rock Pluto e Supernada, e possui também um projecto a solo designado Foge Foge Bandido. Contudo, é mais conhecido pela sua carreira nos Ornatos Violeta, na qual ganhou notoriedade e reconhecimento; é o terceiro de três filhos da união de Adão Cruz e Manuela Coelho. Marta e Marcos são o nome dos irmãos, tendo a irmã inspirado a composição do tema "Marta", lado B de "Ouvi Dizer"; sempre teve, desde muito novo, aptidão para as artes e frequentou a Escola Secundária Artística Especializada de Soares dos Reis, onde conheceu grande parte dos colegas dos Ornatos Violeta. A sua primeira paixão foi a banda desenhada e durante os seus primeiros 18 anos de vida dedicou-lhe muito do seu tempo, chegando até a fazer algumas exposições, sendo que a música só apareceu depois desse tempo surgindo como um refúgio a uma certa pressão de várias pessoas em relação ao seu jeito para a arte plástica. A par da música, trabalha também, como ilustrador e pintor; o seu percurso musical iniciou-se nos Ornatos Violeta, a sua primeira banda, em 1991, como vocalista, compositor e letrista onde permaneceu durante cerca de 11 anos. Manel Cruz nunca teve qualquer tipo de formação musical ou de canto, achava as aulas demasiado chatas. Mas não foi isso que o impediu de compor e dar voz a tantas e tantas músicas. Sendo que os 11 anos enquanto “ornato” o ajudaram a evoluir em vários sentidos, notando-se isso mesmo na música que fez e continua a fazer; em 2000 foi galardoado pelo Jornal Blitz com o prémio de “Melhor Voz Masculina”, ao mesmo tempo que os Ornatos Violeta arrecadavam os outros três prémios para os quais tinham sido nomeados tornando-se nos grandes vencedores da noite. Dois anos depois, e para grande tristeza de muitos dos fãs de Ornatos Violeta, foi anunciado o seu fim. Desta maneira, Manel Cruz, continuou o seu percurso como músico ingressando em duas bandas em simultâneo: os Pluto e os SuperNada, na mesma semana desenharam-se os esboços do que faria continuar a carreira musical do cantor; em 2006, a Objecto Cardíaco editou o livro «As Letras como Poesia», que reúne um conjunto de ensaios sobre as letras dos Ornatos Violeta. Este livro foi reeditado em 2009 pela Afrontamento; em 2011 foi lançada uma caixa com a reedição dos álbuns "Cão" e "Monstro Precisa de Amigos" e edição de um terceiro CD, "Inéditos e Raridades", que incluía temas como "Dez Lamurias por Gole» (editado numa colectânea da revista Ritual de 1995), "Tempo de Nascer" (da colectânea "Tejo Beat" de 1998), "Circo de Feras" (do álbum de homenagem aos Xutos & Pontapés de 1999), "Marta" (lado B de "Ouvi Dizer"). Incluía ainda os inéditos "Como Afundar", "Há-de Encarnar", "Devagar", "Rio de Raiva" e "Pára-me Agora". Os quatro primeiros temas foram recuperados das gravações "O Monstro Precisa de Amigos", enquanto "Pára-me Agora" foi gravado para um terceiro álbum de originais que são chegou a ser gravado; depois do fim dos Ornatos Violeta, Manel Cruz funda a banda Pluto a par com o ex-Ornato Peixe, Eduardo e Ruka que editam o álbum "Bom Dia" no ano de 2004; a 1 de Junho de 2008, lançou o primeiro álbum do seu projecto a solo Foge Foge Bandido, iniciado cerca de 10 anos antes, intitulado "O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei"; é reconhecido como um excelente letrista, tendo sido convidado pela banda Clã a escrever uma música. Escreveu a música "Doença do Bem" e acabou por escrever uma segunda música "Amigos de Quem". Esta última, cantou ao vivo com a banda, tendo sido incluída no seu disco "Vivo"; em Abril de 2019 edita o primeira o álbum que assina em nome próprio, com o título "Vida Nova".

Manifesto – uma banda rock nascida nos arredores de Gaia formada por Gildo Oliveira, José Guedes, Miguel Barbosa e Hélder Cruz; além do Rock, exploram géneros musicais como o punk, rock progressivo, blues, ska e experimentalismo; as canções são uma forma eficaz de comunicação, seja através do protesto, da revolta ou até da desilusão perante a sociedade vigente. As letras politizadas, o ativismo e consciencialização social refletem a atitude e o espírito da banda que pode ser ouvido no seu primeiro EP composto por quatros temas lançado no segundo trimestre de 2019.

Manuel Fúria


Manuel Fúria – Manuel Fúria e os Náufragos apresentaram “Viva Fúria” em Fevereiro de 2017, o segundo álbum da banda. Em rutura com a ideia de rutura pela rutura, varreram Portugal, de Faro às Flores, de Évora a Melgaço; mais de um ano depois, “Viva Fúria” terminou, Manuel trabalha no seu sucessor, celebrando-o com cúmplices e amigos – Samuel Úria, Miguel Ângelo, o trio instrumental Bispo, Tomás Wallenstein ou Tomás Cruz.

Manuel Melo – apresenta o Sinfonias de Aço na Radio Barcelos e assume-se como um programa de Música Moderna Portuguesa, ecléctico no género musical, como caracteriza o autor do programa; o programa celebrou 25 anos; melómano da musica nacional em geral e em particular da musica nascida na cidade do galo.

Manuela Azevedo – Maria Manuela Machado Azevedo mais conhecida Manuela Azevedo nasceu em Vila do Conde, em 1970. Licenciou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Paralelamente tirou o Curso Geral de Piano; 1992 foi fundadora, como vocalista, dos Clã que ainda mantém os mesmos elementos. Integrou também o projecto Humanos, com Camané, David Fonseca e outros músicos, que recriou o legado de António Variações entre 2004 e 2006; participou individualmente no espectáculo "Porto Cantado" do Porto 2001 com outros músicos do Porto; foi a narradora da versão portuguesa do filme de animação "História Trágica com Final Feliz" de Regina Pessoa. Em 2007 foi homenageada pela Câmara Municipal de Vila do Conde; em 2008 foi uma das cantoras participantes no tema "Woman", versão de um tema de John Lennon, gravado para o CD "Mulher Passa a Palavra" destinado a recolher fundos para combater o cancro do colo do útero. Colabora depois com Júlio Resende. Em Outubro foi uma das convidadas musicais do concerto da Count Basie Orchestra realizado na Campo Pequeno; em 2010 colabora em discos de nomes como Júlio Pereira, Virgem Suta e Peixe:Avião; no ano de 2012 participa na peça "Inesquecível Emília" que parte da experiência das reclusas da cadeia de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. A peça foi apresentada no estabelecimento prisional e mais tarde na Assembleia da República. Ainda nesse ano dá voz ao genérico da rubrica "Mixórdias de Temáticas" de Ricardo Araújo Pereira para a Rádio Comercial; com Nuno Rafael e Hélder Gonçalves colabora, em Junho de 2013, no espectáculo "Caríssimas Canções" de Sérgio Godinho. Participa também nos espectáculos "Deixem o Pimba Em Paz" com Bruno Nogueira e "Joining Mitchell" de tributo a Joni Mitchell. "Deixem o Pimba Em Paz" dará origem a um disco e a concertos durante alguns anos; com Aldina Duarte, Rita Redshoes, Gisela João, Ana Bacalhau, Marta Hugon, Cuca Roseta e Selma Uamusse participa na gravação do tema "Cansada", escrito pelo jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho da SIC, para ser o hino da APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima; colabora no disco "Quatrada" de Galandum Galundaina onde dá voz, em língua mirandesa, ao tema "Tanta pomba"; com os restantes membros dos Clã participou no musical "Fã". Em fevereiro de 2017 é editado o tributo a David Bowie, organizado por David Fonseca, onde colabora no tema "Modern Love". Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves aparecem no Disco e DVD "Ao Vivo Em Lisboa" de Arnaldo Antunes. Manuela colabora também com Samuel Úria numa nova versão do tema "Carga de Ombro".

Mariana Silva – fotografa do site HeadLiner.

Marta Neves – fotografa freelancer; colabora com a Revista RUA e com o site Fenther.net.

Mão Morta – ao longo das últimas três décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de catorze discos de originais (aos quais se juntam registos ao vivo ou compilações), a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e conta com um percurso onde não faltam episódios curiosos. Um deles decorreu mesmo antes da sua formação, quando Harry Crosby, então músico dos nova-iorquinos Swans, considerou que Joaquim Pinto "tinha cara de baixista". Esta opinião, partilhada em Berlim algures em 1984, após um concerto do grupo norte-americano, serviu como incentivo para que Joaquim Pinto se sentisse encorajado a aprender a tocar baixo e a formar uma banda. E assim nasciam os Mão Morta.

Mão Morta

O Orfeão da Foz, no Porto, testemunhou no ano seguinte o primeiro de muitos concertos que funcionaram como rastilho para o culto. Ainda nos palcos, o grupo passou por vários concursos – como o mítico Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous, em Lisboa, onde em 1986 conquistou o Prémio de Originalidade – e chegou a novos públicos com as primeiras partes de concertos dos Xutos & Pontapés, em 1987, que então eram mais populares do que nunca. Outra primeira parte, de um concerto dos norte-americanos Gun Club em Lisboa, foi também marcante mas por razões diferentes: a noite terminou com um Cinema Império devastado, uma vez que o público reflectiu a energia dos Mão Morta e acabou por gerar desacatos com os seguranças; "Mão Morta", o álbum de estreia, foi editado em 1988 e não desiludiu os que seguiam o grupo até então. O aplauso da imprensa musical, a adesão aos concertos que se sucederam e até os elogios de Nick Cave (para quem os Mão Morta fizeram, nesse ano, as primeiras partes em Lisboa e no Porto) contribuíram para que o arranque da discografia do grupo fosse feito da melhor forma. Era um disco completamente diferente do que então se fazia em Portugal. Ao longo desse período inicial decorreu também um dos episódios mais memoráveis da história do grupo: a passagem pelo Rock Rendez-Vous, em 1989, foi da euforia ao pânico quando
Adolfo Luxúria Canibal auto-infligiu vários cortes na perna enquanto cantava "Bófia". E o sangue da letra da canção tornou-se tão real que foi necessário um garrote para o estancar – situação que despertou desmaios no público e a ida do vocalista para as urgências no fim do concerto; em apenas quatro anos os Mão Morta editaram mais três álbuns, do "disco de ressaca" "Corações Felpudos" (1990) ao "de urgência", "O.D., Rainha do Rock & Crawl" (1991). Mas o melhor, na opinião de muitos fãs, guardou-se para o fim destes quatro anos: "Mutantes S.21" (1992). Viagem aos recantos mais sinuosos de nove cidades – de Lisboa a Paris, passando por Istambul ou Amesterdão –, deixou um clássico na memória colectiva (o inevitável "Budapeste") e é um dos álbuns mais consensuais da banda, tendo originado concertos lendários como o do Theatro Circo, em Braga, destruído por uma multidão em transe com a música do grupo. Menos celebrado do que o antecessor, "Vénus em Chamas" (1994), a estreia por uma multinacional – BMG Ariola –, mostrava os novos caminhos experimentais que se perfilavam no horizonte da banda. A breve passagem pela BMG encerrou com "Mão Morta Revisitada" (1996), uma espécie de ponto da situação da matéria dada, a que se sucederia o mais desafiante "Müller no Hotel Hessischer Hof" (1997), registo de um espectáculo multimédia estreado num Centro Cultural de Belém repleto, onde os Mão Morta musicaram e encenaram poemas do dramaturgo alemão Heiner Müller (a partir de um convite do encenador Jorge Silva Melo). Também lotado, o concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, encerrou a apresentação de "Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável" (1998) com um apuro cénico ainda mais forte – onde o vídeo foi ferramenta essencial para o grupo desenvolver as reflexões sobre os media presentes nesse disco, baseadas nas teorias situacionistas de Guy Debord. Uma elaboração cénica que continuaria nas apresentações de "Primavera de Destroços" (2001). Já na digressão "Carícias Malícias", os espectáculos mostraram um despojamento total e apostaram essencialmente em pequenos locais, com um intimismo que marcou vários espaços do país onde um concerto de rock seria improvável.

Mutantes S.21

Com "Nus" (2004), cuja sugestão foi o poema "Uivo" de Allen Ginsberg, os Mão Morta regressaram a concertos mais elaborados e teatrais, vertente mantida e aperfeiçoada em "Maldoror" (2007), álbum que regista a performance apresentada na cidade-natal do grupo, num Theatro Circo renovado que encheu repetidamente com um público deleitado pelo espectáculo cénico ancorado nos "Cantos de Maldoror" do Conde de Lautréamont; depois da experiência "Rituais Transfigurados" (2009), em que musicam vários filmes da cineasta experimental norte-americana Maya Deren, regressariam ao rock mais primário e cru com "Pesadelo em Peluche" (2010), novamente para uma multinacional, a Universal. E este regresso motivou outro, já que a banda voltou ao Coliseu de Lisboa para apresentar o disco – cujo conceito reivindicava influências do escritor inglês de ficção científica J. G. Ballard – e onde propôs, mais uma vez, uma reviravolta cénica ao vivo; depois dos grandes festivais, como o Rock In Rio Lisboa, o Alive, o Paredes de Coura – onde são aliás presença recorrente –, o Primavera Sound Porto ou o Reverence e de actuações por Espanha, França, Itália e Brasil, os músicos começam a dinamizar e a envolver-se em projectos comunitários, de que resultam os musicais "Então Ficamos…", protagonizado por 600 habitantes do concelho de Guimarães e apresentado em 2012 no encerramento da Capital Europeia da Cultura, e "Chão", de 2014, interpretado por 70 mulheres de Paredes de Coura; em 2014 sai um novo disco, "Pelo Meu Relógio São Horas de Matar", que caiu, em plena crise económica, como uma bomba na esfera pública portuguesa, sobretudo devido ao vídeo de "Horas de Matar", o tema que encerra o álbum. Realizado por Rodrigo Areias, o teledisco, que rapidamente causou polémica, mostra Adolfo Luxúria Canibal de pistola em riste, disparando sobre várias pessoas, tendo por cenário locais simbólicos de poder como tribunais, a Assembleia da República ou o Palácio de Belém. Criticado por uns e louvado por muitos outros, o vídeo gerou um debate aceso em vários órgãos de comunicação social e nas redes sociais, confirmando o poder singular dos Mão Morta para agitar as águas geralmente pacatas da música portuguesa enquanto ferramenta de intervenção. Já em 2017 é editado "Nós Somos Aqueles Contra Quem os Nossos Pais Nos Avisaram", a gravação do concerto realizado no Theatro Circo no ano anterior, para o encerramento das comemorações do seu centésimo aniversário. O espectáculo, pondo lado a lado a banda e o Remix Ensemble – a sinfonieta da Casa da Música do Porto vocacionada para a música contemporânea (com os temas do grupo a serem arranjados e orquestrados pelo músico Telmo Marques) –, foi um êxito de crítica e de público, a ponto de novos convites para a sua repetição terem imediatamente surgido. Ainda em 2017, repuseram em palco a integralidade do disco “Mutantes S.21”, com desenhos de vários ilustradores portugueses, criados especificamente para os temas do disco, a serem projectados e manipulados digitalmente em tempo real pelo artista digital João Martinho Moura durante a apresentação das canções. Apesar de essa reposição ter sido prevista apenas para 2017, o seu êxito ditou que se prolongasse por 2018, incluindo no Theatro Circo, a sala que 25 anos antes sofrera uma destruição lendária quando da sua apresentação; em 2018 começaram também a tocar excertos do que anunciavam ser o próximo trabalho conceptual, que estreou no início de 2019 numa sala completamente lotada do Guidance – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Guimarães. Tratava-se de “No Fim Era o Frio”, um espectáculo de dança criado em cooperação com a coreógrafa Inês Jacques, e que para além da banda incluía a presença de seis bailarinos. A música do espectáculo, gravada em estúdio, constituiu o seu novo álbum de originais, que se juntou assim aos outros 19 álbuns da sua discografia, grande parte deles sistematicamente incluídos nos diversos balanços dos melhores discos de sempre da música portuguesa. O mesmo aconteceu a "No Fim Era o Frio", considerado pela imprensa especializada Melhor Disco do Ano. Ainda em 2019, o grupo, na sua versão Redux, volta a aventurar-se na criação de música original para cinema, desta vez para a longa-metragem "A Casa na Praça Trubnaia" do cineasta soviético Boris Barnet, cuja estreia ocorreu em Outubro na mostra de cinema Close-Up, em Vila Nova de Famalicão. ★

Mão Verde


Mão Verde – é um disco e um livro para crianças. Melhor ainda: é um lisco e um divro que, sendo para crianças, não se quer infantil; o disco tem música de Pedro Geraldes (Linda Martini) e lengalengas originais escritas e cantaroladas por Capicua. E o livro, além das lengalengas escritas no papel, tem ilustrações de Maria Herreros e notas didáticas que ajudam a aprofundar o conteúdo das letras; o nome nasce da expressão francesa "avoir la main verte", que significa ter jeito para as plantas e talento para a jardinagem. Como uma celebração desse cuidado, Mão Verde tem uma clara motivação ecologista e vem despertar a atenção para o universo verde que nos rodeia. Uma dúzia de canções alegres, compostas com sensibilidade e humor, para falar de agricultura, natureza, alimentação e ecologia, numa abordagem tão inteligente quanto espirituosa do imaginário infantil; nascido de um concerto no São Luiz Teatro Municipal em Dezembro de 2015, Mão Verde transforma-se em disco/livro.

Máquina del Amor – Filipe Palas (smix smox smux), José Figueiredo (smix smox smux e peixe:avião), Ronaldo Fonseca (peixe: avião) e Miguel Macieira (smix smox smux) promovem uma expressão de conectividade que surge a partir da passagem do tempo; descrevem e negam– brilhantemente - a realidade desse mesmo tempo; são uma noção. Imago. Conceção. Ideia. E o seu modo humano de receber informações é e será sempre através dos sentidos. Bem-vindos à transformação da máquina sobre o amor, ou a aceitação do amor pela máquina. - Márcio Alfama de Freitas

Máquina del Amor


Márcia – estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes e estagiou em cinema documental, mas à parte da sua formação académica frequentou o curso de canto na escola de Jazz Hot Clube; em 2009 lançou o seu primeiro trabalho a solo "Márcia", com cinco canções em guitarra e voz. Entre elas, a sua canção mais conhecida, "A pele que há em mim" que mais tarde viria a ter uma versão em dueto com o cantor J.P. Simões. Esta versão, "A Pele que há em mim (quando o dia entardeceu)" foi nomeada para melhor canção na gala Globos de Ouro 2012; "Dá" foi o seu primeiro álbum de longa duração, produzido pelo jovem músico Luis Nunes (que edita sob pseudónimo de Walter Benjamin) e pelo mentor do Real Combo Lisbonense (projecto que integrou entre 2008 e 2012), João Paulo Feliciano. Este disco foi editado em 2010 por uma editora independente e reeditado em 2011 pela Parlophone Music Portugal; em Maio de 2013 lançou "Casulo", um disco influenciado pela experiência da maternidade que teve pela primeira vez em 2012 e produzido pelo seu marido, Filipe Cunha Monteiro, também conhecido como Tomara; dois anos depois lançou um novo álbum de originais, "Quarto Crescente" gravado no Rio de Janeiro e produzido pelo músico Dadi Carvalho; é seguramente um dos talentos maiores da composição em língua portuguesa e em 2018 edita “Vai e Vem”. Este último registo é precisamente o mais recente trabalho da viagem da compositora de excelência, que inclusive já escreveu para outros artistas como Ana Moura, António Zambujo e Sérgio Godinho, entre outros; é autora de temas intemporais como “A Insatisfação”, “Cabra Cega” e “Tempestade”; foi precisamente com o último disco que conquistou o Prémio José da Ponte da Sociedade Portuguesa de Autores bem como nomeação para Globos de Ouro da SIC / Caras para a música "Tempestade"; o ano de 2019 foi particularmente positivo ao nível de espetáculos e marca a sua estreia no brasil: as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo receberam as primeiras apresentações em solo canarinho. O ano termina da melhor forma com um concerto no Coliseu de Lisboa; no presente, Márcia apresenta um espetáculo impactante em que as suas canções são pautadas por uma narrativa de luz muito personalizada.

Marciano – de Leiria, o projecto a solo de Marciano Silva (Canker Bit Jesus, Homem de Marte); o seu crescimento deu-se no seio do rock mas foi na linguagem pop com reminiscências anos 80 que encontrou neste momento o meio para exprimir as mais variadas influências que vão do fado até ao industrial. Emotividade, atitude, irreverência e neo-romantismo são palavras-chave para descrever Marciano; a mistura destes elementos e a falta de rotulagem fazem com que seja alvo de comparações com António Variações, Heróis do Mar, Sétima Legião e até Paulo de Bragança.

Maria João


Maria Ana Bobone – começou a cantar fado aos 16 anos, tendo concluído posteriormente os cursos de piano e de canto do Conservatório Nacional de Música de Lisboa; estreou-se em disco ao lado Miguel Capucho e Rodrigo da Costa Félix, em 1994 - "Alma Nova"; a segunda experiência em registo discográfico, já como única voz presente, aconteceu num projecto de Ricardo Rocha e João Paulo Esteves da Silva - "Luz Destino" - no qual o Fado se "vestiu" duma sonoridade fora do que é habitual ouvir-se neste género musical; a fadista conta já com uma nomeação para os "Globos de Ouro" na categoria de "Melhor Intérprete Individual" (1997), tendo já pisado os principais palcos de Portugal. Das suas participações internacionais, constam atuações no Luxemburgo, Copenhaga, Barcelona, Suiça, EUA, Suécia, Itália, Holanda, Marrocos, entre outras.

Maria João – nascida Maria João Monteiro Grancha, é uma cantora de jazz; dedicou-se ao desporto durante vários anos (chegou a ser cinturão negro de Aikido), só bastante tarde descobriu a sua queda para a música. A música surgiu na sua vida depois de ter sido aconselhada a ter aulas no Hot Clube de Portugal. Foi aprovada numa audição e começou ali mesmo a estudar música; com colegas da escola fundou a sua própria banda de jazz, o Quinteto de Jazz de Maria João, e começou a apresentar-se em casas noturnas de Lisboa; colaborou, em 1991, com o grupo Cal Viva, de Carlos Bica e José Peixoto; com Mário Laginha, em 1994, formou um duo. Desta parceria, podem-se destacar os álbuns "Cor" (1998), o qual evoca os 500 anos dos descobrimentos portugueses, e "Lobos, Raposas e Coiotes" (1999), no qual gravou duas famosas canções brasileiras, "Beatriz" e "Asa Branca"; o álbum "Chorinho Feliz", (2000), lançado em comemoração aos 500 anos da presença portuguesa no Brasil, conta com a participação de músicos como Gilberto Gil e Lenine e outros músicos como Helge A. Norbakken, Toninho Ferragutti e Nico Assumpção; em 2001 foi lançado o disco do projeto "Mumadji", quarteto formado por Maria João, Mário Laginha, Helge Norbakken e Toninho Ferragutti; em 2003 foi lançado o álbum "Undercovers" com releituras de grandes sucessos da música universal, incluindo "O Quereres", de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano foi a diretora da academia do programa Operação Triunfo, na RTP; 2004 foi o ano do disco "Tralha", com temas originais de Mário Laginha; a 30 de janeiro de 2006, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e em 2007 lançou a solo o disco "João"; desde 2009, juntamente com o teclista João Farinha, lidera o projecto OGRE, banda que mistura jazz com música eletrónica; em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro; possuidora de um estilo único, tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da actualidade. Unânimes no aplauso, crítica e público nomearam-na "uma voz levada às últimas consequências", declarando-a "uma cantora que não pára de evoluir"; com enorme versatilidade e domínio da composição, escreveu para diversas formações, como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Filarmónica de Hannover, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble Casa da Música, o Drumming, Grupo de Percussão, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas. Entre as peças de sua autoria destacam-se música para teatro e cinema, um concerto para piano e orquestra estreado no Festival Internacional de Música do Algarve, e um concerto para clarinete e orquestra, composto para Guimarães Capital da Cultura 2012; em junho de 2016 participou no "Experimenta Portugal", programa cultural promovido pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo em torno do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com uma apresentação musical no Auditório Ibirapuera, Oscar Niemeyer, com a Orquestra Jazz Sinfônica, sob regência do maestro João Maurício Galindo, e com a participação dos guitarristas do fado de Coimbra, Ricardo Dias e Luís Ferreirinha.

Maria João e Mário Laginha


Maria João e Mário Laginha – mantêm há mais de duas décadas um duo de invulgar cumplicidade, com centenas de concertos efectuados em Portugal e no estrangeiro e vários discos gravados. "Iridescente", o opus do duo, demonstra, uma vez mais, o enorme talento e criatividade de Maria João e Mário Laginha. Resultado de uma encomenda feita pela Fundação Calouste Gulbenkian para um concerto incluído no ciclo Músicas do Mundo, a música de "Iridescente" foi composta propositadamente para um invulgar ensemble: voz, piano, acordeão, harpa e percussão. Maria João assina todas as letras e pela primeira vez estende a sua capacidade criativa à música, é de sua autoria o tema que dá nome ao álbum, todos os restantes temas e arranjos são da responsabilidade de Mário Laginha; a capacidade inovadora do duo proporciona em cada novo disco e nas actuações em palco, momentos de criatividade e emoção. A música que interpretam não se pode rotular, sendo, muito simplesmente, a que gostam de fazer. Nela se encontram a originalidade e as influências sonoras dos países por onde passam para apresentar os seus espectáculos. Juntos gravaram, até agora, mais de uma dezena de discos, todos eles aclamados pela crítica da especialidade; surpreendente, a carreira de Maria João, tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de jazz da Europa e do mundo.

Marinho – nasceu em Lisboa e cresceu em frente à televisão. Teve desde cedo muita exposição a desenhos animados americanos e aos filmes de meados dos anos 90, o que resultou numa crescente intimidade com a perspetiva de Hollywood sobre o amor, relações e natureza humana no geral. Agora, como jovem adulta, ela tenta compreender aquilo que existe entre expectativas romantizadas em demasia e a vida real fora de sitcoms. As resoluções surgem na forma de canções de folk-rock alternativa, que escreveu e colecionou ao longo dos anos e que resultam neste seu primeiro disco; em 2019, lançou "Freckles", em antecipação do álbum de estreia "~" (ler til ou tilde em inglês), que é construído a partir da simplicidade das raízes da música folk norte-americana e inspirado em ricas texturas cinematográficas. "Ghost Notes", e "Window Pain" são mais dois singles de Marinho a ter em atenção.

Mariza


Mário Barreiros – Mário de Jesus Barreiros Pinto nasceu no Porto em 1961; é um músico português, baterista, guitarrista, professor e produtor musical; participou no grupo musical Mini Pop e Jafumega antes de se dedicar definivamente ao jazz e mais recentemente à produção musical; foi um dos fundadores da Escola de Jazz do Porto; provém de uma família com vários músicos, irmão de Eugénio Barreiros (Voz) e Pedro Barreiros (contrabaixista), e cedo estudou bateria e guitarra como autodidacta; apenas aos oito anos de idade integrou o grupo Mini Pop, formado pelo seu pai com um amigo e os dois irmãos, o qual gravou vários discos e chegou a ter algum sucesso na década de 1970. Os Mini Pop foram uma das revelações do Festival de Vilar de Mouros de 1971; frequentou o Conservatório de Música do Porto onde conhece músicos como António Pinho Vargas e José Nogueira os quais participavam nas jam sessions da Cooperativa Árvore. Nestas sessões aparecia grande número de músicos do Porto, que vai conhecendo, ao mesmo tempo que descobre o jazz, nutrindo desde logo uma grande admiração por Tony Williams; como consequência do fim dos Mini Pop, e da descoberta do jazz bem como dos conhecimentos de músicos do Porto, organiza os Jafumega, com Álvaro Marques, baterista dos Psico, o saxofonista José Nogueira, o pianista António Pinho Vargas, que tocavam nos Abralas [grupo de jazz-rock instrumental], para além do seu irmão Eugénio Barreiros (Voz) e Luís Portugal (Voz). Foi uma simbiose entre grupos que deu origem aos Jafumega; como baterista de jazz, tinha aparecido pela primeira vez ao vivo em 1978 no Hot Clube de Portugal. Em 1979, o Quarteto de António Pinho Vargas era formado por António Pinho Vargas ao piano, José Nogueira (saxofone) e os irmãos Mário Barreiros e Pedro Barreiros, respectivamente na bateria e contrabaixo. O disco de estreia dos Jafumega foi editado em 1980 mas o grupo só obteve sucesso público com o tema "Ribeira". Em 1982, os Jafumega lançaram o álbum homónimo e tocaram em Vilar de Mouros. Em 1983 editaram o álbum "Recados" mas que não é tão bem recebido e o grupo faz uma paragem; surgiu integrado no Quarteto de Rão Kyao (Saxofone), juntamente com António Pinho Vargas (Piano) e José Eduardo (Contrabaixo); em 1985, Mário Barreiros e a sua família foram alguns dos dinamizadores da abertura da Escola de Jazz do Porto, juntamente com Pedro Abrunhosa; em 1994 fundou o Sexteto de Mário Barreiros e foi guitarrista de "Rui Veloso e os Optimistas", aquando da apresentação ao vivo do álbum "Mingos & Os Samurais"; quando assumiu a direcção musical do grupo de Pedro Abrunhosa, para quem produziu os seus dois primeiros álbuns. Foi guitarrista de "Pedro Abrunhosa & Bandemónio"; posteriormente produziu discos de Clã, Ornatos Violeta e Silence 4, entre outros. Produziu também o disco "Tejo Beat" com Mário Caldato; depois de um interregno entre 1999 e 2002, voltou à actividade musical, como músico de jazz, e volta a apresentar-se em palco, reactivando o seu sexteto; com a abertura dos MB-Estúdios, em Canelas (Vila Nova de Gaia), começou a produzir alguns dos trabalhos gravados nesse estúdio. Produziu discos de Jorge Palma, Blind Zero, Da Weasel, entre outros;

Marta Hugon

em 2009 apresenta no ciclo Jazz no Parque em Serralves, o "Projecto Kind Steps - O Legado de 1959", que no quinquagésimo aniversário pretende prestar tributo àquele ano, um dos mais produtivos e inovadores no jazz, com discos de referência como "Kind of Blue" de Miles Davis, "Giant Steps" John Coltrane, "Mingus Ah Um", de Charles Mingus, "Cannonbal Takes Charge", de Cannonball Adderley, "The Shape of Jazz to Come", de Ornette Coleman, e "Anatomy of a Murder", de Duke Ellington. Para este projecto formou um ensemble que integrou o arranjador Abe Rábade e juntou três sopros, para recriar a música de alguns daqueles discos considerados fundamentais na história do jazz, com a formação Jesús Santandreu (saxofone-tenor), Abe Rábade (piano), Avishai Cohen (trompete), Ben Van Gelder (saxofone alto) e Carlos Barreto (contrabaixo) e o próprio na bateria; mais recentemente após novo período de pausa, em que a sua actividade se estende às gravações, produção musical e actividade como guitarrista noutros grupos, a paixão pelo jazz vence de novo e o Sexteto de Mário Barreiros torna a aparecer publicamente com mais regularidade, agora com um repertório que inclui temas originais, da sua autoria, e temas de Pedro Guedes e Mário Santos. É lançado um disco; recentemente Mário Barreiros integra com Perico Sambeat e Bernardo Sassetti o Quarteto de Carlos Barretto; fez ainda parte do Quinteto de Maria João, Quarteto de António Pinho Vargas, Sexteto de Jazz de Lisboa, Quarteto de Mário Laginha, Cool Jazz Orchestra (de Pedro Abrunhosa) e tocou entre outros, com Andy Sheppard, David Liebman, Frank Lacy, John Stubblefield, David Schnitter, Al Grey, Perico Sambeat e Wayne Shorter; estudou com os bateristas Billy Hart, Paul Motian, Joe Hunt e Kenny Washington.

Mário Delgado – guitarrista das àreas do jazz, fusão, jazz rock e música experimental, com várias participações em projectos de outras àreas musicais; é um dos guitarristas mais activos da cena musical portuguesa, quer devido à sua própria personalidade, quer porque a sua técnica e capacidade musical, aliada a uma expressão e linguagem muito pessoal e inovadora, o tornam um músico muito requisitado, para as mais diversas áreas estilisticas; nasceu em 1962, em Águeda, e já em Lisboa iniciou os seus estudos musicais na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, nas classes de Zé Eduardo e David Gausden, tendo aí participado em vários combos e grupos formados por alunos. Dedicou-se também posteriormente à guitarra clássica, estudando com José Peixoto e Piñero Nagy na Academia de Amadores de Música de Lisboa. Durante a sua fase inicial participou em vários grupos com David Gausden, Carlos Martins, Maria João, Nana Sousa Dias, e tocou com vários músicos estrangeiros que se deslocaram a Portugal, o que consolidou as suas bases no jazz, e definiu uma personalidade musical muito ideossincrática e ao mesmo tempo aberta e eclética. Ao longo do tempo, Mário Delgado participou em seminários e workshops, nomeadamente com Bill Frisel, Atila Zoller, John Abercrombie, Barney Kessel, Kenny Burrel, David Liebman, Gary Burton, Jimmy Giuffre, Steve Lacy, Derek Bailey, Hans Benink, Zé Eduardo, Red Mitchel, Paul Motian, Joe Lovano e Hal Galper; colaborou ou colabora regularmente com músicos portugueses de variadissimas áreas, do jazz ao rock, ou à música popular, como Anamar, José Mário Branco, Mafalda Veiga, Lua Extravagante, entre outros, e é músico nas bandas de Jorge Palma, e na banda de Mário Laginha e Maria João, sendo ainda director musical do cantor Janita Salomé; em 1989 participou no Segundo Festival de Jazz na Cidade (Lisboa), e em 1990 na Bienal de Marselha para jovens artistas mediterrânicos, com o grupo Zê-de-Zastre. Em 1990 compôs e apresentou um espectáculo multimédia, encomendado pela Câmara Municipal de Almada, incluído na Semana da Juventude daquele Concelho, conjuntamente com o músico José Peixoto e o fotógrafo José Fabião. Durante os anos 90 trabalha regularmente com o seu Trio, que se baseia no reportório clássico e contemporâneo de jazz mainstream, mas também algum material da cena avant-garde, bem como nos seus próprios originais, consolidando a sua linguagem e personalidade musical; participa no ciclo "Música Improvisada no Terraço do Palácio Fronteira" em 1992, no "I Encontro Nacional de Guitarras" no mesmo ano, no Palácio Galveias, no ciclo "Concerto de Guitarras II" em 1993, e finalmente em "A indeterminação na Música do Renascimento ao séc. XX", incluído nas festas da Cidade de Lisboa no mesmo ano, com um trio criado em 1992, com o guitarrista José Peixoto e o percussionista José Salgueiro. Este trio gravou o disco "Taifa"’ em Março 1993, no qual se espraiam sonoridades árabes e mediterrânicas, tão ligadas à herança musical portuguesa; em Maio de 1993 interpreta ao vivo a banda sonora do bailado "Vozes Caladas", da coreógrafa Amélia Bentes e música de José Peixoto, em espectáculos da Companhia de Dança de Almada. Em 1994 fez os arranjos para o disco ‘Raiano’ de Janita Salomé, fazendo também parte dos músicos que o gravaram. Fez vários concertos com a "Orquestra Som do Mundo" e com o saxofonista Carlos Martins; em 2000 Mário Delgado compôs o projecto "Filactera", dedicado aos seus heróis da banda desenhada, respondendo a uma encomenda do Festival de Jazz do Porto, para a edição desse ano, sobre temáticas da banda desenhada, que afinal fazem parte do seu próprio imaginário. Para este projecto reúne os quatro músicos Alexandre Frazão, bateria, Andrzej Olejniczak, Saxofone tenor, Carlos Barretto, Contrabaixo, Claus Nymark Trombone, a que se junta o próprio Mário Delgado na guitarra. O álbum é gravado nesse ano para a Clean Feed; com o contrabaixista Carlos Barretto funda o "Carlos Barretto Trio", o qual acaba por se transformar no projecto trio "Carlos Barretto Lokomotiv", que integra também o baterista José Salgueiro. Ao longo do tempo grava com este trio álbuns como "Suite da Terra" (Bab/Dargil/1998), "Silêncios" (Foco Musical/2000), "Lokomotive" (Clean Feed/2003), "Radio Song" (Clean Feed/2002) e "Labirintos" (Clean Feed/2010). Em 2004 surge o projecto TGB (Tuba, Guitarra e Bateria) com o baterista Alexandre Frazão e o Tubista Sérgio Carolino, que não só apresenta uma formação improvável, mas que não resulta apenas numa experiência feita da soma dos três instrumentos, mas sim numa abordagem inovadora e madura em que os três instrumentos contribuem para um resultado final inédito [notas 2], e que dificilmente se poderia adivinhar à priori. O álbum reúne composições e compositores tão diversos como Jorge Palma (“Só”), Carlos Barretto (“3.4.7”), Thelonious Monk (“Brilliant Corners”), Bud Powell (“Un Poco Loco”) e até Led Zeppelin (“Black Dog”). Em 2010 o grupo TGB volta a editar, desta vez o álbum "Evil Things" que tem a particularidade de contar com Paulo Ramos como convidado. Ao contrário do anterior, este é um álbum muito mais virado para os géneros rock, numa vertente heavy, gerando aquilo que em All.About.Jazz se descreve como uma aura de metal-leve/jazz, fundido com ressonância de uma mistura jazz-blues-rock, culminando num final de tom-difuso. Com o contrabaixista Carlos Bica, Delgado faz alguns concertos do álbum "Single", primeiro álbum solo de Bica, como seu convidado. Com Alexandre Frazão (bateria), Zé Nabo (baixo), Paulo Ramos (voz) e Manuel Paulo (teclados), parte para um novo projecto, criando uma banda de tributo aos Led Zeppelin, chamando-lhe Led On, que pretende recriar e homenagear o mais fielmente possível, sem arranjos ou adaptações a música dos Led Zeppelin, grupo que também faz parte do imaginário do próprio Delgado; como projectos actuais, além de prosseguir a participação em bandas e gravações de outros músicos portugueses das mais variadas àreas musicais, Delgado mantém activos os projectos "Resistência", "Filactera", "TGB", "Led ON", "Lokomotiv", actuações com os seus próprios grupos, a participação na banda de Maria João e a direcção musical da banda de Janita Salomé. Entre 1990 e 2000, Mário Delgado manteve uma actividade pedagógica, ligada à Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e aos seus Cursos Itinerantes. Após essa data, foi professor de guitarra e combos na Escola de Jazz do Barreiro e participa em workshops e outras acções de formação musical. É actualmente professor no Curso de Jazz da Academia dos Amadores de Música em Lisboa, e na licenciatura de Jazz da Universidade de Évora; participou em 1995 no " 6th Annual IASJ Meeting " em Israel onde representou a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. Em 2005 recebeu o prémio Carlos Paredes atribuído pela Câmara de Vila Franca de Xira ao disco Tuba Guitarra e Bateria do colectivo TGB (Carolino, Delgado, Frazão)

Mário Laginha – ao longo de mais de três décadas de carreira, foi sendo habitualmente conotado com o domínio do jazz. No entanto, se é verdade que os primórdios do seu percurso têm um cunho predominantemente jazzístico, foi um dos fundadores do Sexteto de Jazz de Lisboa (1984), criou o Decateto Mário Laginha (1987) e lidera ainda hoje um trio com o seu nome, o universo musical que construiu, nomeadamente com a cantora Maria João, é também um tributo às músicas que sempre o tocaram, começando pelo jazz, mas passando pelas sonoridades brasileiras, indianas e africanas, pela pop e pelo rock, sem esquecer as bases clássicas que presidiram à sua formação académica; tem articulado uma forte personalidade musical com uma grande vontade de partilhar a sua arte com outros músicos e criadores. No final da década de oitenta estabeleceu uma parceria regular com o pianista Pedro Burmester. Esta dupla seria alargada a Bernardo Sassetti em 2007 no projeto 3Pianos. Até ao seu inesperado desaparecimento, Sassetti foi também um parceiro e cúmplice de Laginha em muitos concertos; com uma sólida formação clássica, Mário Laginha tem escrito para formações tão diversas como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Big Band de Frankfurt, a Orquestra Filarmónica de Hanôver, a Orquestra Metropolitana de Lisboa o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão, ou a Orquestra Sinfónica do Porto. No palco ou em estúdio, tocou com músicos como Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Armando Marçal, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Kai Eckhardt, Julian Argüelles, Steve Argüelles, Howard Johnson, ou Django Bates, entre outros. Além disso, Laginha compõe também para cinema e teatro; com o trio partilhado com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, gravou, em 2012, o "Mongrel", um trabalho que partiu de temas originais de Chopin, transformados pela linguagem pessoal de Laginha. No mesmo ano, foi lançado o "Iridescente", com Maria João; no final de 2013, Mário Laginha e o seu Novo Trio, com o guitarrista Miguel Amaral e o contrabaixista Bernardo Moreira lançaram "Terra Seca", um disco que desbrava novos caminhos para o jazz e para a música portuguesa.

Mariza – não precisa de apresentações. Mariza é, tão só, Mariza – a grande embaixadora contemporânea da música cantada em português. A voz que fez do Fado a sua bandeira e a partir dele soube percorrer caminhos que nunca o deixaram para trás. É por isso que o seu novo disco de originais – o seu sétimo trabalho de estúdio – se chama, apenas, Mariza; a voz inconfundível, a intérprete de eleição, de maturidade crescente. A Mariza de "Fado em Mim", o álbum que a tornou num fenómeno mundial em 2001, cresceu com cada nova viagem e cada novo regresso, cada nova experiência e cada nova frustração, cada nova aventura e cada novo desafio; os discos seguintes – cinco gravações de estúdio, três registos de palco e uma colecção de êxitos -, os milhões de discos vendidos, os concertos e digressões e honrarias internacionais não afastaram nunca a menina que comovia os vizinhos quando cantava à janela. Mariza cresceu, sim, mas é a mesma Mariza de sempre, que canta porque sim, porque tem de ser, porque tem de cantar. E isso é o que faz de tudo o que Mariza canta Fado; em "Mariza", mistura os clássicos e os modernos, um pé no passado e outro no futuro, mas sempre com o talento por inteiro, e rodeada por nomes de peso. Nas autorias, velhos cúmplices como Mário Pacheco, Tiago Machado ou Jorge Fernando e os novos amigos como Matias Damásio, Héber Marques dos HMB ou Carolina Deslandes.

Marta Ren


Marta Dias – alia elementos urbanos, contemporâneos e telúricos, saberes e sabedorias, intuições bem pensadas, sensualidade em equilíbrio com contenção. YUE, é o seu álbum de estreia em 1997 de onde se destaca o single “Gritar”; ao segundo disco encontrava-se AQUI (1999), mas já projetava pontes improváveis de “Ossobó” a “Quase Fado”; foi com o fado que correu mais mundo, cedendo-lhe o timbre mestiço e o jeito jazzy que guardou da escola do Hot Club de Portugal.

Marta Hugon – estudou na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal com Ana Paula Oliveira e tem aulas particulares de técnica vocal com Cristina de Castro; em 1997 frequentou o Curso de Canto Jazz da Casa de Mateus, onde estudou com a cantora britânica Norma Winstone; em 1998 integrou diversos grupos na área do jazz e do funk como o grupo Ernesto Modesto. Colaborou depois com nomes como Cool Hipnoise no álbum "Música Exótica..." e com Shrimp no disco "Electric Sul"; em 2004 gravou com os Spill, do guitarrista André Fernandes, o disco "Amplitude" para a editora Tone of a Pitch. Com Alexandre Camarão participou no seu album "The Remixes" e na compilação "Composto de Mudança"; formou um grupo de jazz com Filipe Melo no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e André Sousa Machado na bateria. Gravaram o disco "Tender Trap" que saiu em 2005; três anos depois o disco "Story Teller" foi editado em Abril e em 2011 o novo disco, "A different Time".Em 2016 editou Bittersweet.

Marta Ren – fez parte dos Sloopy Joe e, mais tarde, dos Bombazines, aponta este disco de estreia como um mergulho nos anos 1960 e 1970, nos clássicos do soul e do funk; "Stop > Look > Listen", o primeiro álbum a solo, é um bilhete de identidade musical, que a apresenta no soul e no funk, e que é editado esta semana pela italiana Record Kicks; a maioria das canções são da sua autoria e de New Max, dos Expensive Soul; "Summer's Gone" e "2 Kinds of Men" foram dois dos temas que serviram de âncora para a concretização do disco de estreia. O processo foi lento, de maturação, com muitos ensaios com a banda, The Groovelvets, a assinatura de um contrato com uma editora que a projetou lá fora; vinte anos ligados à música, sempre no Porto, estudou canto, até perceber que "toda a parte técnica estava a tapar o feeling"; com Marta Ren, nos Groovelvets estão os músicos Sérgio Marques (baixo), Hugo Danin (bateria), Bruno Macedo (guitarra), Sérgio Alves (teclados), Manu Idhra (percussão), Paulo Gravato (saxofone), João Martins (saxofone), Rui Pedro Silva (trompete), José Silva (trompete) e João Sêco (trombone).

Mathilda – um ano depois de lançar a sua primeira música "Infinite Lapse", Mathilda - ou Mafalda Costa - volta a oferecer-nos um traço da sua candura. Engana-se pois, quem pensar que este se tratou de um período de repouso: o tema, que foi editado por uma Mafalda de apenas 17 anos, valeu-lhe palavras de apoio em publicações nacionais e internacionais, mais de 40 concertos entre Portugal, Espanha e Inglaterra e, acima de tudo, tempo e espaço para delinear o disco de estreia; "Small Fish Lilac Skies" foi a canção escolhida para abrir a porta ao seu primeiro longa-duração, com nome guardado em segredo, que verá a luz do dia no Outono de 2019. O tema está repleto das imperfeições que aborda, reflexo da fragilidade do crescimento e da insegurança dos novos começos; foi gravado ao vivo e ao primeiro take por Diogo Alves Pinto, no estúdio da Planalto e o videoclip foi imaginado e realizado por Joana Jorge.

Maudito – oriundo do Porto, Maudito ou Weis (até 31 de Dezembro de 2019) começou a brincar com palavras por volta de 2009; em 2014 lançou a primeira mixtape “Preso a Ideias Soltas” e logo a seguir, em 2015 o seu icónico single “Spread Weis Not Aids” muito bem recebido pelo público. Nos anos seguintes lançou diferentes singles soltos e ainda uma compilação de sons perdidos chamada “Palavras Atropeladas”; em 2016 juntou-se ao seu produtor e também rapper Virus e juntos lançaram o EP “Agora ou Nunca”. Depois deste projecto Weis lançou vários singles como “Isso Era Tudo Escusado”, “Leva-me Para Longe”, “Um Nome Confuso” e, no início de 2020, alterou o seu nome para Maudito e anunciou um EP com o produtor Beiro através do single “Dá-me Espaço” com a participação de João Não.

Mécanosphère


Maus Hábitos – espaço de intervenção cultural; situado na rua Passos Manuel no Porto; concertos, festas, exposições, encontros, cinema e o restaurante Vicios de Mesa; proprietário Daniel Pires e Luís Salgado o programador do espaço.

Maxime – situado à Praça da Alegria, em Lisboa, o Maxime foi fundado em finais dos anos 40 como um típico cabaré de luxo por onde passaram personalidades como o monarca Juan Carlos, de Espanha; à entrada dos anos 90, o Maxime era apenas uma sombra de tempos passados, mas foi aí, em 1995, que os lisboetas Cool Hipnoise fizeram a festa de apresentação do seu álbum de estreia; em 2006, Manuel João Vieira tomou conta desse espaço que até 2011, ano de encerramento, recebeu numerosos concertos de artistas nacionais e internacionais como José Cid ou Bonnie Prince Billy, entre tantos outros. - in Blitz (Rui Miguel Abreu)

Mécanosphère – um colectivo artístico transnacional de música e performance fundado em Paris pelo músico/artista/escritor francês Benjamin Brejon; depois de um início errático, o colectivo ganha fôlego em 1998 a partir do encontro de Benjamin Brejon com Adolfo Luxúria Canibal, de cuja colaboração resultam os primeiros concertos e um mini-álbum, “Lobo Mau”, editado em 2001, ainda com Sam Dournal (electrónica) e Sébastien Fauveau (guitarra) na formação e a participação do saxofonista Florent Dupuit. Mas seria só após a sua deslocalização para Lisboa que a história de Mécanosphère começa verdadeiramente, primeiro só com os dois, Benjamin Brejon e Adolfo Luxúria Canibal, que editam “Mécanosphère” em 2003, depois agregando, numa formação mutável por definição, músicos de proveniências diversas, como o percussionista norte-americano Scott Nydegger ou o saxofonista dos Stooges, Steve Mackay, e ainda, entre outros, diversos instrumentistas da cena experimental do Porto (Gustavo Costa, Henrique Fernandes ou Jonathan Uliel Saldanha). Neste período são gravados os seus álbuns seguintes – “Bailarina” em 2004, com Le Pilote Rouge (bateria) e Scott Nydegger (electrónica) na formação, e “Limb Shop” em 2006, com os mesmos e ainda Henrique Fernandes (baixo) e Steve Mackay; a estética idiossincrática de Mécanosphère era por esta altura baseada numa combinação de elementos de hip-hop sónico, dub, noise brutalista, chaos rock e free jazz industrial com spoken word e colagens dadaístas de textos literários e poesia sonora, evocativa da influência de autores como J.G. Ballard, Gilles Deleuze, Bernard Stiegler, William S. Burroughs ou Velimir Khlebnikov tanto ao nível do método como dos tópicos conceptuais da sua música. Após esta primeira fase de intenso trabalho num formato mais ortodoxo de “banda”, em estúdio e actuando ao vivo, Mécanosphère expande a sua actividade no sentido de uma abordagem multidisplinar e intermédia focada em projectos mais assumidamente artísticos, teóricos e literários; em 2007 organizam, em colaboração com Ewen Chardronnet, o evento “Sputnik Day”, dedicado à celebração do 50º aniversário do primeiro voo do satélite Sputnik; em 2009 Mécanosphère fez a co-curadoria do “Ciclo Kenneth Anger”, dedicado ao seminal cineasta underground Kenneth Anger, que incluiu uma colaboração com o vocalista britânico Mark Stewart (Pop Group, Mark Stewart & The Maffia); depois de uma suspensão de dez anos, surgem em 2015 com um novo álbum, “Scorpio”, e uma formação remodelada que incluía, para além dos fundadores Benjamin Brejon e Adolfo, André Coelho (electrónica, ex-Sektor 304), Manuel João Neto (saxofone) Henrique Fernandes, João Pais Filipe e Rui Leal, e a colaboração do artista norte-americano Gregory Whitehead e da vocalista e artista alemã Annina Dupuis. Foi com esta formação que se apresentaram no festival Reverence em Setembro de 2016, seu último concerto até à data. ★

Meera – um trio de música electrónica constituído por Jonny Abbey (músico e produtor, ex-Mirror People), Cecília (vocalista e baterista) e Goldmatique (produtor); surgiu entre uma tour de Verão no Brasil e um sunset íntimo num terraço no Porto; as suas canções, quer sejam sobre a libertação sexual, abraçando em simultâneo a necessidade humana de intimidade, ou sobre a auto-aceitação das nossa falhas e desequilíbrios, oferecem-nos o escape perfeito, contendo uma electricidade contagiante, capaz de nos proteger de todas as preocupações rotineiras. Meera é a receita certa para a diversão que todos procuramos.

Meera


Megafone – projecto musical a solo do músico João Aguardela que fundou os Sitiados e A Naifa e liderou os projectos Linha da Frente. Morreu a 18 de Janeiro de 2009, pouco antes de fazer 40 anos; o projecto Megafone editou quatro álbuns, enumerados "Megafone" de I a IV, tendo sido editados entre 1997 e 2005; em 2009, foi criada por amigos, o projecto Megafone 5 com objectivo de promover a música de João. Este projecto colocou todos os seus álbuns enquanto Megafone, disponíveis para descarregamento gratuito no site www.aguardela.com, que foi criado em memória do artista.

The Melancholic Youth Of Jesus – fundados em 1990 por Carlos Santos, oriundo da ex-colónia Britânica Zimbabwe; alcançaram um estatuto de banda de culto no circuito underground Europeu; ao longo dos anos a banda tem vindo a re-inventar a sua matriz sonora, cujas raízes derivam do rock intemporal dos Velvet Underground, New York Dolls e The Stooges, a aura bucólica de Manchester e Liverpool patente nas canções dos New Order e Echo & The Bunnymen, e o"muro de som" do excêntrico Phil Spector; tendo pisado alguns dos palcos mais relevantes em Portugal, além de inúmeros concertos no reino Unido e Europa, encontram-se em processo de renascimento com as entradas de Miguel Lopo (Guitarra), João leitão (Baixo) e Pedro Almeida (Bateria), que em conjunto com Carlos Santos (Voz/Guitarras), procuram canções intemporais e imunes a modas, e que falam intimamente com os ouvintes individualmente; editaram em 1992 "Hall Of Noises", em 1994 "Lowveld", quatro anos depois editam o EP "Wanderlust", em 1999 "One Life Aint Enough", em 2004 "A Cure 4 A Contemporary Dis-Es", nove anos depois em 2013 "Gush" e "Slowmotion", em 2018 "mYoj Live" e em 2019 dois EPs "Social Suicide" e "Gloominati".

Men on the Couch – banda da nova geração de música vinda da Madeira; há mais de meia década eram apenas 4 amigos a fazer o que quer que os miúdos daquela altura faziam (tipo jogar ao pião e lançar papagaios de papel), até que um dia sentiram a electricidade dos nossos primeiros acordes na obscuridade do Sofá da cave da Dona Zita, e desde aí que não pararam mais; Senso Comum é o primeiro álbum gravado em estúdio dos Men On The Couch. Após vários anos a tocarem juntos, a banda madeirense decidiu aventurar-se no BlackSheep Studios em Sintra para eternizar as músicas acumuladas na gaveta. Assim nasceu  o primeiro trabalho discográfico da banda, que carrega todas as felicidades, desilusões, pensamentos e teorias que uns miúdos de 23 anos possam ter. Nesta viagem, Guilherme Gomes, João Rodrigues, Tiago Rodrigues e Francisco Sousa vêm mostrar que a Madeira não é só Poncha.

MERCIC – Carlos Sobral mais conhecido no meio underground como "Maldito" diz adeus a todas as suas bandas para se focar no seu projeto; MERCIC tem sido desenvolvido desde 2015 e o músico decide focar-se a 100% e levar para palcos o seu projeto pessoal que contem três álbuns já lançados; "Maldito" estava ligado a bandas como Cryptor Morbious family, Inkilina Sazabra, Kapitalistas Podridão e Máquina Apollo.

Midnight Ambassador


Meses Sóbrio – são uma banda que funde rock com elementos de eletrónica composta por Manuel Perdigão (guitarra, teclado), João Fernandes (bateria) e Miguel Rosa (voz, guitarra e teclado); após um longo mas frutuoso período inicial de descoberta musical e definição de identidade, iniciado em 2017, a banda começou a trabalhar no que viriam a ser os temas do primeiro EP "Folha", lançado em Setembro de 2018; fizeram parte de várias playlists de rádios nacionais onde foram muito acarinhados pela crítica e os media, esgotaram um concerto de apresentação em Lisboa e fizeram parte do Festival Termómetro de 2018; com inspiração nas atmosferas viajantes de bandas como os Doors, Pink Floyd ou Tame Impala, este projecto pretende criar uma sonoridade orgânica e eclética, que abra portas a várias sensações e interpretações; lançaram o seu primeiro longa duração em Novembro de 2019. O primeiro single foi “Camaleão”.

Midnight Ambassador – é André Graça; natural de Beja estudou piano, percussão, saxofone e composição no Conservatório Regional de Música. Terminado o ensino médio, foi aceite na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, onde cursou Composição Musical e Tecnologias para Filmes e Jogos; depois de anos de prática numa vertente mais clássica, começou a explorar novos géneros musicais, como o R&B, o Pop e o Indie; em 2018 lançou o seu primeiro EP, Midnight Ambassador, onde o músico começa uma busca incessante pela sua identidade pessoal e musical. O single Fools rapidamente ganhou notoriedade chamando a atenção da instituição de saúde mental britânica SANE, e posteriormente de Pete Eliot, realizador de uma série documental chamada Instrumental Health, série que está agora nomeada para os Mind Media Awards de 2019; também integrou o projecto #fazesparte, uma instituição de saúde mental portuguesa dirigida pela YMCA e para quem realizou um concerto de beneficência; em Junho de 2019 lançou Pleasure que atingiu altos níveis de popularidade fazendo parte da playlist Hot New Bands do Spotify, registando também já passagens pela KEXP Seattle, pelas mãos do lendário DJ Marco Collins e pelo top A3.30 da Antena3, alcançando o 4º lugar.

Miguel Pinheiro Marques – licenciado em música, pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (Porto); é membro fundador e técnico de som nos Estúdios Sá da Bandeira; criou posteriormente o Bender Mastering Studio, um estúdio dedicado à masterização áudio. Desde então dedica-se em full-time a esta etapa da produção áudio, sendo actualmente o técnico de masterização residente nos Estúdios Sá da Bandeira/SDB Mastering; desde 2015 é sócio-gerente e director técnico da Muséo - áudio & acústica, uma empresa nacional de projecto, construção e consultoria acústica dedicada às indústrias do áudio profissional.

Miguel Silva – produtor e DJ desde o inicio dos 90’s; faz parte do pequeno grupo de pioneiros da música electrónica Portuguesa, nomeadamente no Techno; conta com mais de 50 edições nos mais diversos formatos (vinil, CD de originais ou misturado como DJ, Digital); em editoras de diversos países com presença em diversos clubs, eventos nacionais e internacionais ao lado das mais diversas figuras do Djing e Produção; conclui o curso de técnico de som e foi ainda co-fundador da Dance Planet (lisboa) e mais tarde da MK2.

Milhões de Festa – festival urbano nascido em 2006 organizado pela Lovers & Lollypops; aborda a música sem limitações genéricas, estendendo-se desde a pop mais dançável ao metal mais extremo, sem deixar de parte linguagens vindas de África, da América Latina e da Ásia; cria cruzamentos entre o que é diferente como as colaborações Black Bombaim & la la la ressonance, Black Bombaim com Gnod, Throes + The Shine, ou o Ensemble Insano preparado exclusivamente, e com membros de Glockenwise, Green Machine, la la la ressonance, entre outros músicos barcelenses; ao longo dos anos, fizeram parte nomes tão consagrados quanto The Fall, Electric Wizard, Earthless, The Bug, Deerhoof, High On Fire, Liars, EyeHateGod, Orange Goblin, Chelsea Wolfe, The Vicious Five e Electrelane, que partilharam protagonismo com as revelações Alt-J, El Guincho, Toro Y Moi, Washed Out, Mikal Cronin, Jacco Gardner, Boogarins, Jibóia, Melt Yourself Down e Hey Colossus; a primeira edição aconteceu no Porto, a duas seguintes em Braga e em 2010 o festival passou a ser realizado em Barcelos nas zona envolvente das piscinas municipais; o futuro passa por ter um festival que cada vez mais ultrapasse as “quatro paredes” onde decorre e se estenda ainda mais ao resto da cidade.

The Millions – são Rock n’ Roll mas não são brutos nem fazem poses; são Blues mas não se queixam nem se compadecem; são Soul mas não rezam aos céus; depois de reunirem entre si largos anos de experiências em inúmeros dos melhores projectos da música portuguesa, propõem-se partilhar os ensinamentos dos mestres do Rock n’roll, Blues e Soul clássicos, através de um punhado de composições originais, carregadas de uma boa energia alquímica e ancestral, que convida à dança, à catarse e à exaltação da rebeldia mais pura, tão desejadas quanto necessárias nestes nossos dias dos números gigantes; a banda de Sérgio Costa (ex-Belle Chase Hotel e Quinteto Tati), de Alexandre Mano (ex-Superego e The Underdogs), João Gomez e João Rijo, apresentam em 2018 o álbum de estreia, “Internal Combustion".

Minta & The Brook Trout – a história começou em 2006, quando tudo acontecia no MySpace, enquanto veículo da gravações caseiras das canções de Francisca Cortesão. "You", lançado em 2008 pela extinta Naked e co-produzido por Nuno Rafael, tinha cinco. Uma delas, "A Song To Celebrate Our Love" foi lançada também na compilação Novos Talentos FNAC; o projecto a solo transformou-se entretanto em banda, no coração da qual estão as canções sucintas de Francisca Cortesão e os arranjos minimais de Mariana Ricardo. Em torno deste duo, em gravações e concertos, tem girado um elenco de músicos variado, tanto como membros de Brook Trout como enquanto convidados especiais; actualmente é um quinteto: Francisca Cortesão (voz e guitarra), Mariana Ricardo (voz, baixo, ukulele e percussão), Bruno Pernadas (guitarra), Margarida Campelo (voz, teclado e percussão) e Tomás Sousa (bateria e voz).

Montanhas Azuis


Miramar - projeto de Peixe, Frankie Chavez e André Tentugal; faz parte da família Turbina e o primeiro álbum conta com 12 temas gravados no estúdio Vale de Lobos com o produtor Pedro Vidal; contam com o engenheiro de som Quico Serrano para os acompanhar na estrada e nesta aventura; a sua música é rica, sem nunca ser excessiva. É coerente, sem nunca ser repetitiva. É uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem electricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um; juntos e apenas munidos de um instrumento que se transformou na sua extensão natural, Frankie Chavez e Peixe, levam-nos a sítios onde nunca fomos e eles também não.

Mísia - sabe-o bem, que a pura vida acontece quando esta se deixa contaminar pelas emoções, pelas ideias e pelas vivências. A pura vida carrega as marcas, as visíveis e as invisíveis, de quem nela se atravessa. É isso que Mísia canta, com alma de quem bem sabe com quantas mágoas se tece um xaile negro; esta fadista soube amar Amália e muitas outras vozes, de poetas e marujos, de compositores e músicos, que com ela ergueram um singular percurso e repertório de mais de 25 anos de entrega a palcos e estúdios, apontando tantas vezes caminhos e espaços que o fado não conhecia, mas que ela se atreveu a trilhar porque sentia que tinha que ser. Porque sentia.

Mitó Mendes - vocalista d’A Naifa, Maria Antónia Mendes, ou Mitó, como é conhecida entre os amigos e até profissionalmente, nasceu em Lisboa e desde cedo percebeu que a música faria parte da sua vida; embora tenha sido ao lado de João Aguardela, que morreu em 2009, e Luís Varatojo que se tornou conhecida para o grande público, aquando da formação d’A Naifa, Mitó teve anteriormente projetos a solo; terapeuta, especialista em medicina chinesa e com formação em música e teatro, dedicou-se a A Naifa, e juntamente com Sandra Baptista formaram as Señoritas.

Monday - depois de se ter apresentado ao público em 2018 com o disco de estreia, “One”, Monday, projeto de Cat Falcão (Golden Slumbers), regressou com um novo single, “little fish”, e uma sonoridade diferente; em “little fish”, tema produzido por Miguel Nicolau (Memória de Peixe) e lançado com selo da Street Mission Records, Monday abriu uma janela e deixou o dia entrar. O resultado é uma canção colorida, orelhuda e vibrante. Trocando as influências folk por uma estética despreocupada e sonhadora, carregada deguitarras ondulantes e sintetizadores suaves, a sensibilidade pop destaca-se neste novo mundo, e a voz de Cat Falcão aparece mais ambiciosa e confiante. É o primeiro tema de avanço de “Room for All”, EP com lançamento em 2020. O video que acompanha a canção foi realizado por André Tentúgal.

Mísia


Montanhas Azuis - chegou em Fevereiro de 2019 às lojas e aos palcos o disco que junta Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno Pernadas. Ilha de Plástico, o longa duração que foi editado pela Revolve, sela a colaboração que os três músicos iniciaram no ano passado sob o nome Montanhas Azuis; não é por acaso que o combo de Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno Pernadas nos remete para sul, para um continente isolado, e para paisagens desconhecidas nos caminhos trilhados pelos três virtuosos: Montanhas Azuis cruza os rendilhados bucólicos de Lobo, o expressionismo de Franco e a desenvoltura harmónica de Pernadas num exercício geográfico novo para os membros desta contração de paragens tão distintas. Sintetizadores e guitarras colidem, lentamente, em camadas texturizadas com rugosidade analógica, característica do imediato e do puro. O que acontece em concerto às mãos deste trio luxuoso é perene, e habita esse espaço plena e singularmente. As imagens também estão presentes pelas mãos de Pedro Maia, o guia cinemático desta aventura excursionista.

Monumental de Cascais - tal como o Dramático, beneficiou da ausência de lugares para espetáculos musicais de grandes dimensões; ainda nos anos 80, os Skids, Tourists (com Annie Lennox e Dave Stewart), Original Mirrors e 999 fizeram parte do I Festival Rock de Cascais. Também os Uriah Heep, Status Quo ou o Festival Só Rock aconteceram ali. Porém, seriam os espetáculos dos Aerosmith, Extreme, Scorpions, Mark Knopfler, Supertramp, Backstreet Boys ou, especialmente, Smashing Pumpkins que emprestaram credibilidade ao espaço; foi demolido em 2008. - in Blitz (Miguel Francisco Cadete)

Moon Preachers - são um duo do Seixal formado por Rafael Santos e João Paulo Ferreira; tocam garage rock, punk rock, psicadélico, tocam o caos. Tocam a vida de dois miúdos de 19 anos; lançam em Março de 2018 o seu primeiro disco, “A Free Spirit Death”, documento que retrata uma vida adolescente paranóica, confusa e fugaz. Não tendo nada a perder, apresentam desde honestos hinos à loucura (The Beast/Shake My Head) a tratados punk das periferias (High Street). Desde o rock tribal desassossegado de “Death Hallway" ao balancé de “Walking and Trembling”. Desde canções barulhentas que dizem que é tempo de mudar (Ghost on the Hill) a instrumentais frenéticos que acompanham o teu pensar (Confusion Beat); o disco foi gravado nos Estúdios King, no Barreiro, e foi produzido pela lenda viva Nick Nicotine.

Moullinex - alter ego do produtor, dj e multi-instrumentista português Luís Clara Gomes; com inúmeros sucessos underground como Take My Pain Away e Maniac, remixes de actuações de Røyksopp, Cut Copy e Two Door Cinema Club, tornou-se um artista impulsionador da música disco; ao lado de Xinobi, em 2012, fundou a editora Discotexas; depois de dois álbuns aclamados pela indústria musical (Flora em 2012 e Elsewhere em 2015), apresenta Hypersex (2017). O terceiro projecto de estúdio representa uma celebração colectiva da cultura da música sobre o amor: não importa de onde és, quem és ou quem escolheste amar.

Mr. Gallini

Movimento – grupo formado em 2010 pelos músicos Miguel Ângelo, Gomo, Selma Uamusse (Wraygunn) e Marta Ren (Sloppy Joe e Bombazines); este Movimento revisita uma série de clássicos nacionais dos anos 60 e anos 70, tendo lançado o primeiro álbum na Primavera de 2011.

Mr. Gallini – projecto a solo de Bruno Monteiro nascido em Pisões, o baterista dos Stone Dead; apresentou-se no single “Bad Mood”; em 2018 estreia-se nos álbuns com uma trilogia, “Mr. Gallini’s Amazing Trilogy”, uma explosão electrónica que vai desde o 8-bit ao krautrock, até um lado mais selvagem com influências do punk e do rock ‘n’ rol; “Fink The Alien” foi primeiro avanço do álbum de estreia, “Lovely Demos”, lançado em Janeiro pela Lovers & Lollypops. O disco foi totalmente gravado e tocado por Mr. Gallini tal como o vídeo do primeiro single foi escrito, realizado e animado pelo próprio, sendo esta a estreia de Mr. Gallini no mundo da animação, onde assina como Bruno Gallini; apresentou o sucessor do seu álbum de estreia de 2018, que é, também, o segundo tomo de uma trilogia anteriormente anunciada. “The Organist” mostra o lado mais pop de Gallini, seguindo um método sempre rock (refrões, juventude, electricidade...), mas deixando espaço para que outras ferramentas mais eletrónicas (teclados, theremins e vocoders...) possam também respirar, num álbum que bebe tanto à brit-pop dos anos 90, como à space era dos anos 50, mas que soa vivaço e atual, sem cair nos pantanosos terrenos da mera nostalgia.

Mundo de Músicas – este site integra uma rede de blogs criada pela Beat Digital. Por essa razão, a redacção editorial é formada pela equipa da Beat Digital, que também produz o blog Estratégia Digital. É curioso que o slogan deste blog seja uma citação de um escritor, mas tal demonstra humildemente como encaramos a arte: um conjunto de movimentos cruzados entre quem faz e quem consome as artes que alimentam a vida.

Mundo Segundo – MC, produtor e ex b-boy, é uma figura incontornável do hip-hop português e um dos mais ativos embaixadores do movimento; falar do seu percurso é recuar no tempo até à década de 90, altura em que começou a dar os primeiros passos na música, e passar em tom de nostalgia mais de 20 anos de carreira que influenciaram muitas gerações tanto a nível artístico como social. É incontornável recordar neste regresso ao passado as míticas “Nova Gaia Hip-Hop Sessions” da qual foi criador e que ao longo de quase dez anos acolheram bandas de norte a sul do país no antigo Hard Club, na marginal de Gaia; parte integrante dos Dealema, um dos casos mais sérios de longevidade no hip-hop português, Mundo Segundo esteve também na génese de outro projetos musicais de que são exemplo o Terrorismo Sónico, Real Companhia, Sindicato Sonoro, Gaiolin City Breakers e ainda Factor-X que pela primeira vez juntava Mundo Segundo a Dj Guze do coletivo Dealemático; partilha os palcos e tem um disco com outro nome maior do hip-hop português, Sam the Kid; a par das muitas edições discográficas, teve a oportunidade de abrir a solo espectáculos para algumas lendas do hip-hop americano de que são exemplo M.O.P, Dilated Peoples, Masta Ace, Marco Polo, Beatnuts, Pharaoh Monch, A.Z., entre outros.

Mundo Segundo


Mur Mur – junta a atriz e cantora Sandra Celas, Alexandre Cortez (Rádio Macau, Palma’s Gang, Lisbon Poetry Orchestra), Filipe Valentim (Rádio Macau, Viviane), o guitarrista Tiago Inuit (Rota do Sul, Fausto) e o baterista Luís Barros (Alek Rein, Filipe Sambado,). O resultado são canções pop urbanas que compõem o primeiro álbum da banda, Rio Invisível com edição digital a 28 de Setembro de 2018, dia em que banda apresenta o vídeoclip do primeiro single “Lisboa”, com letra de Ondjaki; este primeiro trabalho foi pré-apresentado recentemente na Igreja de Santo António, no coração de Lisboa, numa sessão intimista e numa formação especial, que permitiu realçar as evidentes e distintivas qualidades de um trabalho que privilegia a língua portuguesa e que dentro de uma linguagem próxima do universo pop/rock- bebe as suas influências não só na música portuguesa contemporânea, mas também em géneros musicais diversificados que vão da eletrónica ao jazz; são canções que abordam temas que vão de um certo intimismo a um lado objetivamente mais urbano e de cariz social. São nitidamente canções de cidade onde nas entrelinhas se sente um lado de miscigenação e de cruzamento de linguagens que são, também, um retrato de Lisboa e da alma portuguesa; o primeiro álbum de originais, Rio Invisível, foi produzido por Miguel Sá Pessoa cuja atividade profissional foi essencialmente desenvolvida nos EUA onde produziu New Kids on The Block; Jordan Knight; Mark e Donnie Wahlberg; Mai Kuraki (Japão); Lyle Mays (Pat Metheny Group); Luciana Souza e Nando Lauria, entre muitos outros, e como compositor e produtor trabalhou para a Disney (filme), Sony Music, Island Records e Atlantic Records.

Murta – Francisco Murta nasceu na Figueira da Foz, cresceu entre Samora e Benavente. Os acasos da vida acabaram por levá-lo até ao piano. Hoje não só é ele quem escreve as letras e compõe a música das suas canções, como também toca vários instrumentos musicais, como o piano, a guitarra, o baixo, o ukelele, entre outros; a vontade de continuar a aprender levou-o até ao Hot Club, em 2016, para explorar mais a voz e o piano. A partir daí começou a dar cada vez mais concertos e com o feedback positivo que ia recebendo, percebeu que se podia dedicar por inteiro à música. Hoje os vídeos das suas atuações somam milhares de visualizações no YouTube; em Outubro de 2018 colaborou com o jovem rapper algarvio Domi, no single “Rosas”. E foi também em 2018 que assinou contrato com a Universal Music Portugal. “Porquê” foi o primeiro single lançado com o selo da multinacional.

Museum Museum – um duo que editou o seu primeiro EP "Bare Me Raw"; composto por Marta Banza e Miguel Reis, conhecidos por partilhar o palco no formato duo de Tio Rex (projecto a solo de Miguel); Museum Museum é o veículo para a libertação musical de Marta, surgindo da sinergia entre os dois membros, tanto na composição como na escrita.

My Master The Sun – banda lisboeta formada em 2013 numa triste época de dormência social, futebol e estrelas de reality shows. Com uma narrativa forjada na luta de classes, os MMTS procuram musicar, com raiva e poderio sonoro, o que sentem como urgente, numa revolta que salta das entranhas para as ruas deste ou qualquer país, em ondas espasmódicas de violência visceral; num território com decibéis que nunca são a mais, onde conspiram as guitarras trovejantes e ritmos anafados, a voz dá vida ao lamento desesperado do homem, perdido, mas consciente da sua existência, com ganas de desconstruir o mundo à sua imagem: LIVRE e iconoclasta. Transpiram uma dualidade negra que, em simultâneo, projecta uma luz ofuscante capaz de fazer o ouvinte ou espectador ficar sem chão; em Novembro de 2014 lançaram o seu primeiro EP intitulado "MMTS", ao mesmo tempo que começaram a amadurecer "A Arte da Desobediência", álbum editado em Maio de 2016; "1000 Ogivas de Fel Cairão Sobre Ti "surge após um momento de turbulência dos My Master The Sun e para tentar contrariar não só os carneiros como os ideais de uma sociedade que flutua no vazio vivendo num mundo cada vez mais corrompido e podre e anda de mão dada com ilusões vãs e ambíguas. Ambiências de desilusão e alguma frustração guiam-nos ao conforto erróneo de caminhos viciantes e ao conforto real de um Sol que, no fundo, está dentro de nós. Há um confronto da humanidade com ela própria e do indivíduo enquanto ser humano e ser inserido na humanidade coberta de alguma poeira e negrume pegajosos surgindo, depois, a necessidade de podermos olhar para nós e sabermos que essa é a única salvação possível. Ondas sonoras compostas por camadas de densidade instrumental adjacente ao doom e ao slugde acompanham uma voz que, em português, declama de forma directa, tudo o que pensamos mas, raramente, exteriorizamos; os My Master The Sun são Ricardo Falé na Voz, João Menor na Guitarra, Ricardo Canelas no Baixo, Sérgio Barata na Guitarra e Nuno Garrido na Bateria. ★



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