Home Aftershow Eventos Discos A.A.A. Banda X Porta 253 Borlas Fenther TV Passatempos Arquivo Ficha Técnica #fenther





Tape Junk


Talea Jacta – são um duo do Porto composto pelo guitarrista Pedro Pestana (10000 Russos, Tren Go! Sound System) e pelo baterista/percussionista e escultor sonoro João Pais Filipe (HHY & Makumbas, Sektor 304, Mecanosphére, Montanha Magnética, Paisiel, Space Quartet, CZN, Burnt Friedman); a sua música junta as polirritmias ethno-techno de Pais às marcianadas aguitarradas de Pestana em longos trechos circulares e repetitivos; nasceram em 2016 a partir de um convite da Favela Discos para um concerto improvisado e foi aí o início de uma bela amizade. Gravado logo após a final do Euro 2016 no HertzControl Studio por Marco Lima, “I” capta muito bem as primeiras energias do duo. Com vontade de explorar outros territórios sonoros, em 2018, com o apoio Criatório da Câmara Municipal do Porto, organizaram o projecto “Est”, que consistiu numa série de residências artísticas com Rafael Toral, Wendy Mulder (Onrust), Julius Gabriel e André Couto. Cada uma destas residências culminou com um concerto gravado em multipista nos Maus Hábitos a ser lançado em duplo vinil e disponível também no bandcamp da banda. ★

Tape Junk – surgiram em 2012 no seio da família Pataca: uma derivação directa e natural dos Julie & The Carjackers, banda formada em 2009 por João Correia e Bruno Pernadas e cujo primeiro album “Parasol” seria editado pela Pataca Discos. Estes suspenderam temporariamente a sua actividade, enquanto João Correia fundou os Tape Junk e Bruno Pernadas dedicou-se ao seu trabalho de estreia a solo “How Can We Be Joyful in a World Full Of Knowledge”, editado na Pataca Discos em 2014; em 2013 lançaram “The Good & The Mean” (Optimus Discos). João Correia conta com a colaboração de Nuno Lucas e António Vasconcelos Dias (a secção rítmica dos Julie & The Carjackers), Bruno Pernadas, Francisca Cortesão (Minta, They’re Heading West) e Frankie Chavez, guitarrista que acompanharia a banda em grande parte dos espectáculos que se seguiram ao lançamento do disco; o álbum de estreia foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Nas palavras de Emanuel Carneiro (JN), “The Good & The Mean” reflecte “a existência de talento e de domínio do vocabulário básico da folk e do rock”; com a experiência dos muitos concertos juntos, mais do que o projecto a solo de João Correia, os Tape Junk passaram a ser a banda de João Correia (voz e guitarras), Nuno Lucas (baixo eléctrico), António Vasconcelos Dias (bateria) e Frankie Chavez (guitarras e slide guitar); são uma banda rock. Com um vocabulário assimilado a partir de bandas como Pavement, Giant Sand, Stooges, Rolling Stones ou Velvet Underground. Através de uma linguagem simples e, simultaneamente, intensa, João Correia escreve sobre situações do quotidiano com as quais facilmente nos identificamos: histórias comuns, situações inusitadas, episódios caricatos ou simples romances; desde o lançamento do primeiro disco, a banda actuou de norte a sul do país com destaque para a abertura do festival de Paredes de Coura, Vodafone Mexefest e TMN ao Vivo (1ª parte de Young Gods), Nós Em Palco e circuito Outonalidades. Num registo mais intimista, João Correia partilhou várias vezes o palco com Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout), com quem toca em They're Heading West, e interpretou temas dos projectos musicais de ambos; em Março de 2019 editam a Cassete "Couch Pop", disco gravado em casa, tocado, produzido e misturado por João Correia com a participação de António V Dias nos sintetizadores.

Tédio Boys


Teatro S. Luís – o São Luiz Teatro Municipal é um espaço nobre de encontro entre as artes e os cidadãos que buscam uma experiência de prazer inteligente; desdobrando as suas propostas entre uma sala à italiana com capacidade para albergar espetáulos exigentes e o Jardim de Inverno, espaço mais versátil e informal, apresenta uma programação diversa, composta por teatro, dança, música e literatura, e aposta no aprofundamento da experiência de públicos sempre mais diversos e mais alargados.

Tédio Boys – banda originária de Coimbra nasceram como um lado B da banda É Mas Foice; têm uma história singular no meio musical português. Enquanto em Portugal passavam ao lado do sucesso, iam fazendo digressões pelos Estados Unidos. Seis anos depois de terem dado o último concerto, dois jovens também de Coimbra, Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire decidiram fazer um documentário sobre o percurso único desta mítica banda. "Filhos do Tédio", um filme com cerca de 48 minutos que foi estreado no Festival Indie Lisboa. A fita vale não só pelos documentos históricos que mostram a banda a actuar em Portugal mas, sobretudo, pela aventura americana que interpretaram, sem parelo na história do rock "made in Portugal"; irreverentes e frenéticos, começaram a tocar numa rua de Coimbra, até a Polícia acabar com a música. Anos depois, teriam a honra de subir ao palco principal da Queima das Fitas, mas o espectáculo foi marcado por uma proeza nunca vista: os músicos actuaram nus. Mas a grande aventura destes "boys", que foram buscar o título de Tédio "ao tédio que se vivia em Coimbra", como diz o cantor Toni Fortuna no filme, aconteceu nos EUA; hoje, Toni canta nos d3ö; o baterista Kaló esteve nos Bunnyranch e agora com The Twist Connection e os guitarristas Víctor Torpedo e Paulo Furtado conhecem o êxito com outros projectos. Víctor Torpedo sacudiu a cena rock londrina com The Parkinsons e fundou os Blood Safari. Paulo Furtado, com os Wraygunn e o seu projecto a solo The Legendary Tigerman. Só falta o baixista André Ribeiro voltar à música.

Teia – banda de "rock's"! Usam o som em função das palavras. Inevitavelmente, o "som rock" mostra-se escasso para responder às inquietações da banda na hora de comunicar; resultam numa fusão de múltiplas sonoridades que convergem num rock talhado, e retalhado, por uma parafernália de influências oriundas de toda a parte; editaram em 2007 o EP "Lengalenga", produzido por Rodolfo Cardoso e Teia; surgem no Porto em 2004. São o resultado da evolução de um outro projecto no qual participámos. Esse projecto foi sofrendo mutações, sobretudo na sonoridade e na formação, e quando estabilizou era já algo completamente diferente;Teia é sinónimo de trama, de emaranhado… sugere complexidade, cruzamentos, relações.

TGB – a trupe da tuba, guitarra e bateria confirma-se como uma proposta a ter seriamente em conta no espectro geral da música criativa, ao lado dos News For Lulu de John Zorn ou do Tiny Bell Trio. O formato instrumental é invulgar, mas ainda mais o que os elementos constituintes (Sérgio Carolino, Mário Delgado e Alexandre Frazão) dos TGB fazem com ele; quando estamos na presença de uma tuba e não existe um contrabaixo à vista, presumimos que as suas funções são substitutivas deste. Errado: executante de renome internacional com atividade partilhada entre a música erudita (clássica e contemporânea) e o jazz, Carolino utiliza a sua ferramenta de trabalho tanto ritmicamente como para construir melodias enquanto solista. Este vai e vem nos parâmetros musicais do trio redefine também os papéis dos seus companheiros, Delgado na guitarra e Frazão na bateria. A nível de abordagens e de escolha de repertório este projeto revela-se único, erigindo uma música muito atual e multifacetada, com largo espaço para a improvisação e um notável equilíbrio entre os préstimos individuais e o chamado «efeito de grupo». Natural do Rio de Janeiro, Alexandre Frazão vive em Portugal desde 1987. A sua atividade profissional tem sido predominantemente orientada para o jazz e para a música improvisada. Em 2002 fundou o Trio TGB (Tuba, Guitarra, Bateria). Tubista português e artista Yamaha, Sérgio Carolino iniciou os seus estudos de tuba com apenas 11 anos no Conservatório Nacional de Lisboa, prosseguindo-os no Conservatório Superior de Genebra. Leciona tuba e música de câmara na Academia Nacional Superior de Orquestra e é tuba principal da Orquestra Nacional do Porto desde 2002. Mário Delgado começou os seus estudos na Escola de Jazz do Hot Clube. O guitarrista divide-se atualmente entre vários projetos, nomeadamente o seu próprio grupo «Filactera» e o Trio de Carlos Barretto; há pelo menos três originalidades no Trio TGB. Antes de mais a formação, praticamente singular no planeta jazz: tuba, guitarra e bateria. Depois os temperos: jazz, claro, mas também rock, e pop, e ingredientes ad-hoc como músicas de filmes ou bossa nova. E finalmente a capacidade de compor, dividida em partes iguais pelos três músicos. Todos eles são, de resto, solistas de primeira, com uma personalidade vincada que os afirma internacionalmente como um dos grupos mais respeitados e representativos das novas tendências do jazz; receberam vários prémios e distinções: em 2003, o seu concerto no Braga Jazz foi incluído na lista dos melhores concertos de Jazz, pelo Diário de Notícias, no ano seguinte, o concerto no Festival de Jazz de Lagos foi incluído nos melhores concertos desse ano pelo site jazzportugal, Sérgio Carolino foi considerado músico português em destaque pelo mesmo site, o CD TGB foi incluído na lista dos melhores discos de 2004 pela revista Blitz, pelo Expresso, e pelo Diário de Notícias. O tema “Só” foi incluído no CD “Exploratory Music from Portugal” lançado pela revista WIRE no final de 2004. E no ano seguinte, o disco “TGB” foi galardoado com o Prémio Carlos Paredes.

Throes + The Shine – são a materialização de uma fusão funky e kudurista com o clássico rock; as suas vibes levam-nos a viajar por vários pontos do mundo, mas destaca-se a eletrónica tropical que atinge o clímax na celebração ao vivo a transbordar de energia; oriundos do Porto e de Angola e já passaram por vários palcos internacionais.

Throes + The Shine


Tiago – se já sairam à noite em Lisboa a probabilidade de alguma vez teres acabado no Lux é grande ou não fosse esse espaço toda uma instituição da noite portuguesa; é há mais de uma década residente, com sessões que se alimentam principalmente de house, disco e acid, função que combina com uma agenda internacional crescente e a direcção da editora Interzona 13; um DJ todo o terreno que chegou aos pratos depois de tocar em bandas portuguesas bem conhecidas como Gala Drop, Loosers ou Pop Dell'Arte.

Tiago Castro – habituado aos microfones passa a responder pelo seu alter ego Acid Acid, projecto recém-formado com vista para outros mundos coloridos, através de sintetizadores, guitarras e o que mais vier;conhecido do grande público enquanto uma das vozes da rádio Radar, das suas Florestas Encantadas, dos seus Álbuns de Família e rádio SBSR; há muito ligado à música, do outro lado da galáxia, do lado de quem a comunica.

Tiago Guillul – nome artístico de Tiago de Oliveira Cavaco; músico, compositor, cantor, membro fundador do coletivo de artistas FlorCaveira; recorre à tradição do punk, da música popular portuguesa e da música religiosa; além do projecto a solo, é membro das bandas "Ninivitas", "Guel, Guillul e O Comboio Fantasma", "Os Lacraus" e "As Velhas Glórias"; editou em Dezembro de 2013 o livro "Felizes Para Sempre - e outros equívocos acerca do casamento"; tem bandas desde os 15 anos, na sua maioria projectos com amigos da mesma idade, influenciados pela cena punk hardcore que se vivia na época. No entanto, era a cave da Igreja Baptista de Queluz o local de ensaio e de concertos de quase todas elas; em 2002 gravou os "Fados para o Apocalipse contra a Babilónia". No ano seguinte lançou o disco "Mais Dez Fados Religiosos de Tiago Guillul"; em 2004 gravou o seu terceiro disco, "Tiago Guillul Quer Ser o Leproso Que Agradece". Um pequeno disco com os temas "A Isabel é intelectual (porque perdeu a virgindade na Feira do Livro)", "Ó Judas, aperta o laço", "A estranha via da monogamia" e "Tu tens o coração do tamanho do Salmo 119"; apenas ao seu 4º disco, de nome "IV", alcança dimensão nacional, graças à ampla cobertura crítica. Assim, no ano de 2008 começa também a projecção da editora FlorCaveira; em 2010 Guillul edita "V" e no ano seguinte edita "O Inverno Desinspirado do Rapaz do Sul do Céu", disco construído sobre excertos do disco "South Of Heaven" dos Slayer; em Novembro de 2011 edita "Os Lacraus Encaram o Lobo", disco que o reúne à banda de Guel, Sr. Ricardo e Ben Monteiro; a 13 de Novembro de 2012, data de nascimento de Santo Agostinho, edita "Amamos Duvall", disco-duplo produzido por si e por João Eleutério; em 2013 edita com outros artistas da FlorCaveira o disco "Xungaria no Céu", maioritariamente produzido por si, Martim Torres e João Eleutério; no ano seguinte edita com Samuel Úria e Martim Torres o segundo disco da Xungaria no Céu, "Dropa o Beat", produzido sonoramente por si e João Eleutério e graficamente por Pedro Lourenço; em 2015 edita "Sou Imortal Até Que Deus Me Diga Regressa", produzido por si e João Eleutério, em edição da FlorCaveira com a Amor Fúria.

Tiago Nêveda – melómano; fotografo e escritor no site B-Side N' Crowd.

Tiago Pereira – realizador, documentarista, radialista e visualista; tem promovido e divulgado a música portuguesa, como mentor e diretor do projeto A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, em várias direções, tornando-se um ativista, defensor da memória coletiva e tradição oral, realizando filmes, séries documentais, programas de rádio, programação musical e de eventos sobre o tema da cultura popular. Estendendo-se ao artesanato e à gastronomia.

Tim Tim por Tim Tum – a linguagem do projecto explora, num universo de interacção e improvisação entre os músicos, o som e o silêncio, o acústico e a estética, o gestual e o imprevisível. O objectivo do projecto é a comunicação com o público, esperando que este reaja emotivamente; quatro baterias em palco é por si só fascinante, e o universo a descobrir é tão vasto quanto a imaginação de quem as toca e de quem as ouve. Mas não é só das baterias que vive o Tim Tim Por Tim Tum, já que a filosofia deste grupo é que qualquer corpo ou objecto que produza som pode ser usado para fazer música. É em formato acústico que a apresentação dos Tim Tim por Tim Tum provoca um maior impacto junto do público; o quarteto de baterias foi fundado em 1996 por percussionistas portugueses, inspirados por um workshop do mítico baterista Max Roach no Jazz em Agosto do ano anterior. A formação tem variado ao longo dos anos, mas José Salgueiro, Alexandre Frazão, Bruno Pedroso e Marco Franco têm sido elementos regulares nos últimos anos.

Time For T – a partir de uma formação que juntou músicos de Portugal, Inglaterra, Espanha e Brasil, Time For T nasceu do cruzamento de influências e linguagens do folk rock, soul e blues Tuareg; ao projecto que começou em Brighton com o cantautor Tiago Saga, juntaram-se Joshua Taylor, Felipe Bastos e Juan Toran; depois de três EP’s, 2017 foi o ano do lançamento do primeiro longa-duração Hoping Something Anything que já conseguiu tirar os pés do chão em diversos festivais nacionais e internacionais como GreenMan, NOS Alive, Super Bock Super Rock e o Secret Garden Party. O álbum foi apresentado na BBC Radio 1 e 6(Reino Unido), na Antena 3(Portugal) e Deutschland Radio Kultur(Alemanha). Um dos seus singles "Rescue Plane" atingiu o primeiro lugar no Spotify UK Viral Charts; em 2019 finalizaram o segundo longa-duração entre Madrid e Lisboa e lançaram o segundo registo Galavanting.

Tipo– aventura solitária com inicio em fevereiro de 2015 de Salvador Menezes, membro co-fundador dos You Can’t Win, Charlie Brown; editou em março de 2018 o disco "Novas Ocupações" pela Pataca Discos e foi apresentado na galeria Zé dos Bois em Lisboa; o álbum foi co-produzido pelo próprio, o Benjamim e o Afonso Cabral. Tocaram nalgumas músicas sempre que achavam que tinham alguma coisa a acrescentar. O Tomás Sousa foi o baterista de todas as músicas.

Tracy Vandal


Tomara– um projeto que tem o título de uma expressão de desejo. Uma vontade muito grande de chegar a algum lado; de conseguir alguma coisa. Filipe Cunha Monteiro, de 38 anos, já o desejava há muito tempo. Desde a pré-adolescência, aquele período em que ainda era permitido sonhar com um palco gigante montado num estádio diante de plateias frenéticas. Os anos passaram e a vida meteu-se no caminho, com muito poucos atalhos à mistura. Dedicou-se à realização, com a música a assumir um protagonismo de duas faces. Um hobbie que teimava em não se tornar mais sério e um fantasma que se ia fechando num armário; em 2012, quando nasceu Carolina, a primeira filha de Filipe Cunha Monteiro, o também realizador decidiu enfrentar os medos. Com a preciosa ajuda da sua mulher, a também cantora e compositora Márcia, este primeiro disco a solo começou a ganhar corpo e a aparecer as primeiras composições instrumentais. E os medos, o tal fantasma, tornou-se um fiel companheiro; Favourite Ghost é o nome do primeiro disco de Filipe Cunha Monteiro que neste disco troca o nome por um verbo, “Tomara”, o pretérito mais que perfeito do indicativo da 1ª e/ou 3ª pessoa singular do verbo Tomar, na esperança de que este disco seja a primeira paragem de uma viagem não acabe.

Tomás Figueira– jovem sesimbrense de 22 anos, guitarrista e compositor, que vive à procura do seu sonho: a música. Inspirado nos seus artistas favoritos: Bob Dylan, Tracy Chapman, Eddie Vedder, o Tomás assume ser um jovem "old school"  e é na pop e na folk que sente conforto para passar a sua mensagem; aprendeu a tocar guitarra aos 14 anos no Clube Sesimbrense e foi lá que mais tarde, com o prof. Ricardo Gonçalves, começou a dar os primeiros passos para o seu primeiro álbum.  Tirou um ano sabático após a conclusão do 12º ano, em humanidades, e partiu para à descoberta. Durante esse período escreveu e compôs muito. Entre trabalhos de voluntariado no campo e os seus momentos para compor, o Tomás sempre encontrou tempo para partilhar as suas músicas à volta de uma fogueira. Essa experiência permitiu-lhe ganhar motivação para começar a gravar os seus temas, bem como ter uma nova visão sobre a vida e sobre a forma de a viver; "Who I Am" passa a ideia de serenidade e convicção no que realmente o Tomás sente que pode oferecer, chegando à conclusão que ser sincero será a única promessa que poderá fazer. O tema faz parte de uma história de amor com desencontros, reencontros e onde o autor busca o autoconhecimento e é deste conjunto de temas que nasce o álbum "Moon Queen".

Torcido– "Vi Pular" é o tema de Torcido, composta á volta do Ukelele resultado de uma viagem onde o formato e dimensão do instrumento permitiu a companhia essencial ao André Nunes para continuar a criar. Adicionados depois teclados, samplers e demais camadas até se tornar completa. O single contou com a participação de David Estevão no contrabaixo, Pedro Maia  gravou guitarras, Pedro Santos  para além de misturar e masterizar, gravou modulares, guitarras e baglama.

Tracy Vandal– começou a sua carreira musical em Glasgow, Escócia, numa banda chamada Dick Johnson, 1995, como guitarrista e vocalista. Na mesma altura é vocalista numa outra banda chamada “The Blisters” onde também actuava Alex Kapranos dos Franz Ferdinand. Mais tarde muda-se para Londres onde integra a banda “Lincoln” onde atinge uma certa notoriedade no cenário country alternativo entrando em tourné com bandas como os “Tindersticks”, “Calexico” e “Lambchop”. Os “Lincoln” lançaram 5 álbuns; em 2009, durante as férias de verão em Coimbra, com Vítor Torpedo, Carlos Mendes (Kaló) e Pedro Serra (Portuguese Pedro) formam-se os “Tiguana Bibles”.

Travo– com um nome inspirado numa vila italiana, são uma banda criada por cinco rapazes bracarences; Gonçalo Araújo, Nuno Gonçalves, David Ferreira e Pedro Couto são os fundadores deste crescente projeto de rock psicadélico; banda que se caracteriza por uma sonoridade única, composta por camadas e camadas de texturas espaciais e psicadélicas. Os delays ora alegres ora sombrios, destacam-se na voz e nas guitarras, conduzindo os ouvintes a um estado de transe interestelar. Tudo isto está representado no seu álbum "Ano Luz". Esta é uma explosão sonora ardente de riffs rasgados suavemente, dançando com a batida do sonho que é a vida.

Três Tristes Tigres


Tren Go! Sound System– é uma one-man-band que explora terrenos psicadélicos monocórdicos e repetitivos; Pedro Pestana, (10000 Russos e Talea Jacta), é o maquinista desta locomotiva colocada por cima de linhas de feedback; através das mais variadas paisagens, uma guitarra e um arsenal de pedais de efeitos criam as camadas através de loops gravados em tempo real diluindo fronteiras entre géneros musicais; na estrada desde 2006, percorreu os carris deste país de lés-a-lés inúmeras vezes e toca regularmente por esta Europa fora. Podem destacar-se Milhões de Festa 2010 e 2013, Um Ao Molhe 2015-17, Festival Rescaldo 2016 ou Festa do Avante! 2012; em 2011 lançou "Wooowoooo" pela Lovers & Lollypops e "Bedroom Music #1" pel'A Giant Fern. E em 2017 lançou "Live at Plátano, Roriz" pela Martelo Pneumático. Esteve ainda presente em compilações da Tapes She Said, da música pop desempregada, da Optimus Discos e do Um Ao Molhe; conta com colaborações frequentes com diversos artistas visuais como Slide Jane, Rodrigo Pereira e Very Bery Strawberry. ★

Três Tristes Tigres - formada na década de 1990. A banda é mais conhecida pelo tema "O Mundo a Meus Pés"; desde 1987 que a ex-Ban Ana Deus trabalhava e colaborava com a poetisa Regina Guimarães na autoria de canções para teatro e video. A teclista Paula Sousa (ex-Repórter Estrábico) acaba por entrar numa fase mais avançada. Em 1992 está definida a primeira formação do grupo. O nome foi escolhido por ser um trava-línguas e porque achavam graça haver tristes na música ligeira que se associa a divertimento; o primeiro álbum "Partes Sensíveis", é editado em 1993. A popularidade do tema "O Mundo A Meus Pés" leva a que as edições posteriores do disco tivessem na capa uma imagem de Ana Deus retirada do teledisco desse tema. Paula Sousa sai em Dezembro de 1993. O grupo participa no disco de homenagem a António Variações com "Anjinho da Guarda". Alexandre Soares (ex-GNR), que colaborara na gravação de "Anjinho da Guarda", entra para o grupo; o segundo álbum de originais, "Guia Espiritual", vê a luz do dia no início de 1996. O disco foi bastante aclamado e agraciado com o prémio Blitz para o Melhor Álbum Nacional do Ano e o projecto levou ainda o prémio de Melhor Grupo Nacional. "Zap Canal" é um dos temas mais divulgados nas rádios nacionais; no final de 1998 é editado o seu terceiro álbum, "Comum". Este incluia o tema "Falta (forma)" com a participação de Manuela Azevedo dos Clã. A formação ao vivo passa a contar com João Pedro Coimbra (bateria, percussão) e Pedro Moura (programações); em Maio de 1999 é apresentado em Lisboa e no Porto o espectáculo "Fera Consentida" baseado num texto de Maria Gabriela Llansol; em Fevereiro de 2000 é estreado no Auditório Carlos Alberto o espectáculo "KITCHnet" de Ana Deus com textos de Regina Guimarães; em 2001 é editada a compilação "Visita de Estudo" com temas de todos os álbuns, o tema "Anjinho da Guarda" e como novidades o tema "Coisas Azuis", concebido para o espectáculo "Ferida Consentida", uma nova versão de "Subida aos Céus" e uma remistura de J.P. Coimbra para "O Mundo A Meus Pés". Alexandre Soares é o autor da banda sonora do filme "Ganhar a Vida" de João Canijo. No filme pode ser ouvido o tema "Fome de Femme" dos Três Tristes Tigres; em 2006, é editado o livro "As Letras como Poesia", pela Objecto Cardíaco, que inclui uma análise das Letras de Regina Guimarães para os T.T.T., republicado em 2009 pela Afrontamento; 22 anos depois do último álbum de originais, editam "Mínima Luz" numa edição de autor. Continuam a ser, acima de tudo, o par formado pela cantora Ana Deus e pelo instrumentista Alexandre Soares, com o apoio das letras de Regina Guimarães (que escreve desde o início para o grupo) e de outros escritores. Os escritos de William Blake, Langston Hughes e Luca Argel são as outras fontes para o quarto álbum dos Três Tristes Tigres. A semente do regresso foi plantada em 2017, quando a convite do Teatro Rivoli, na sua cidade natal, o Porto, a dupla deu um concerto nas suas velhas vestes felinas (durante o pousio dos Tigres, Ana e Alexandre continuaram a trabalhar juntos, como Osso Vaidoso).

Tresor&Bosxh - Ricardino Lomba nos sintetizadores e Tiago Rosendo nos sintetizadores e guitarra; membros de outras bandas também de Barcelos como Biarooz, Ratere ou Johnny Sem Dente; em 2014 editam o EP homónimo de estreia; o segundo EP "Grocery" saiu no inicio de 2018 com a colaboração de Pedro Oliveira na bateria.

The Twist Connection


Trêsporcento– horários de trabalho, casas para pagar, declarações de IRS a preencher: em 2006 os sinais da idade adulta já não podiam ser ignorados. Mas podiam ser fintados, e na clandestinidade de um prédio semi-devoluto do centro de Lisboa começaram uns ensaios. Os armários da adolescência foram abertos; o pó foi limpo; as guitarras desenferrujadas. O vizinho do terceiro andar foi o primeiro a não levantar objecções. As famílias foram tolerando e os amigos apareciam aos primeiros concertos. Surpreendentemente, voltavam. Havia coisas para dizer, e elas foram sendo ditas. Histórias de uma certa clandestinidade emocional que de repente era exposta à luz do dia. Entretanto, o prédio do centro de Lisboa deu lugar a uma sala na fronteira entre Moscavide e Sacavém. Houve uma ida aos Olivais para gravar duas canções; houve um fim-de-semana no Porto para gravar mais duas. Uma dessas canções passou na rádio. Ninguém tentou proibir. Se a música pop serve para seduzir raparigas, o processo corria bem: foram festejados dois casamentos. Em 2009 surge a primeira colecção de canções, intitulada homonimamente TRÊSPORCENTO, que é um agradecimento (e uma justificação) a todos aqueles a quem os ensaios roubaram tempo; e também uma homenagem à vontade juvenil de ser um músico de palco. Cada dia que passa fica mais difícil fintar a idade adulta, que vai impondo uma grelha de prioridades onde o pedal de distorção vai perdendo espaço. Mas os TRÊSPORCENTO ainda estão muito longe de desistir.

Tricycles– imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: “Apetece-me apanhar o próximo barco para Marte e desviá-lo até ao centro do Sol”. É mais ou menos isto que os Tricycles são. Uma coisa vagamente improvável, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histórias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas músicas prontas a explodir, lentamente, a mil à hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias. São tudo isto e, claro, não são absolutamente nada disto, porque “isto” não passa de palavras que tentam descrever música - algo que, sabemos todos, é impossível de se fazer apropriadamente. Portanto, façamos uma pergunta para a qual tenhamos uma resposta: quem são os Tricycles? Os Tricycles são: o João Taborda (António Olaio & João Taborda), o Afonso Almeida (Cosmic City Blues, Sequoia), o Edgar Gomes (Terb) e o Sérgio Dias; começaram a ser fabricados quando o Sérgio (bateria) e o Edgar (baixo) se juntaram ao Afonso (guitarra, voz) e ao João (guitarra, teclas, voz), que já andavam a fazer música juntos há algum tempo; gostam de andar na estrada, como qualquer veículo digno desse nome. A energia da lua no alcatrão quente sobe pelos pedais até ao volante e explode em concertos onde o público e a banda comungam raivas e melodias; gostam do estúdio, onde brincam como putos irrequietos no parque infantil. O single “All the mornings” foi o primeiro exemplo dessas brincadeiras, um jogo de reflexos que poderia dar uma história, um irónico lamento contra o tic tac do relógio. Este single foi o tema de avanço para o álbum Tricycles, primeiro da banda, gravado e produzido pelo Nelson Carvalho com os Tricycles, e saiu em Março de 2019, editado pela Lux Records.

The Twist Connection– a banda de Coimbra é formada por Carlos Kaló Mendes, bateria e voz (Tédio Boys, Wray Gunn, bunnyranch, Parkinsons), Samuel Silva, guitarra, Sérgio Cardoso, baixo (É Mas Foice, Wray Gunn) e Raquel Ralha (Belle Chase Hotel, Wray Gunn); em Junho de 2018 editaram o registo tendo como título o nome da banda. Este trabalho resume um caminho percorrido entre e após os muitos, muitos, concertos inseridos na promoção de "Stranded Downtown" (2016); influenciados por uma série de estéticas do Séc XX que entraram pelo novo milénio, desde os 50s ao Punk , encontram em 2018 a própria identidade, ou pelo menos fazem por isso. Não são do Garage nem de qualquer vaga Psicadélica . Gostam de Rock´n´Roll, e praticam-no. Sobrevivem-no e falam sobre isso; o álbum "Twist Connection" (Lux Records 2018) foi gravado em Coimbra nos Blue House Sudios pelo Jorri Silva (a Jigsaw, Parkinsons) e pelo João Rui (a Jigsaw ) que também toca em todos os temas do álbum vários instrumentos, desde o piano ao theramin, passando pelas guitarras e percurssões; em 2020 o mundo parou e os The Twist Connection, à semelhança de outros artistas, viram a sua actividade suspensa. Este era um ano que prometia: com um novo álbum ”is that real?”, editado a 27 de março, a agenda estava já preenchida e a vontade de levar as novas canções a mais gente e a mais lugares era mais intensa do que nunca. As canções ouvem-se nas rádios, o álbum disponível em todas as superfícies digitais e é fácil encontrar os vídeos no YouTube e nas redes sociais.



www.fenther.net ® Todos os direitos reservados @ 2020       Para corrigir ou acrescentar algo: geral@fenther.net       (em actualização permanente...)

     

      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006