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B.Leza – é um clube nocturno luso-africano, em Lisboa, ligado sobretudo à cultura e à comunidade de Cabo Verde; espaço de danças africanas e de música ao vivo, sempre esteve aberto a outros estilos, mas imperam os ritmos da música africana como Kizomba, Funaná e Coladeira entre outros; o seu nome é uma homenagem a um dos grandes vultos da cultura e da música cabo-verdiana, Francisco Xavier da Cruz, conhecido por B.Leza; criado em 1994 (pelo o músico Tito Paris com o nome de Baile) e dirigido por Alcides Gonçalves, e as irmãs Madalena e Sofia Saudade e Silva, filho do grande cantor caboverdiano Bana; funcionou no Palácio Almada Carvalhais, do século XVII, edifício pertencente à Casa Pia Atlético Clube, sito no Largo do Conde Barão n.º 50, em Lisboa; encerrado em 2007, tem havido desde então um movimento para restaurar o B. Leza em algum outro local e iniciativas pontuais numa itinerância por diversos espaços culturais e outros espaços nocturnos da cidade.

Bandida


Baile dos Vampiros – festa de encerramento do Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto - Fantasporto; com sessões no Teatro Sá da Bandeira e Hard Club; para além das produções fantásticas nos participantes são apresentadas bandas e djs até o amanhecer.

Baleia Baleia Baleia – dupla Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), fruto de um processo laborioso que demorou cerca de 1 ano, e foi gravado no Quarto Escuro e no Teatro Rivoli, Porto, algures entre Dezembro de 2016 e Dezembro de 2017; o disco homónimo contém oito temas que de certa maneira já compõem um imaginário colectivo da banda, devido às suas letras, melodias e refrães pegajosos, que ficam e levamos a passear na nossa mente; as edições físicas em vinil 12'' e CD deste primeiro álbum, ficaram a cargo da mais recente subsidiária da ZigurArtists, a editora IC26, que disponibilizou os diferentes formatos em abril de 2018 no concerto de apresentação no Hard Club no Porto; canções como “Sacaplicação” ou “Quero Ser um Ecrã” dissipam qualquer dúvida a propósito da capacidade dos Baleia Baleia Baleia. Trocado por miúdos, o mesmo é dizer que não estão para brincadeiras e prometem festa a rodos com o seu punk-rock dançável e sempre mordaz.

Bandida – raivas, dores, doçuras e contradições numa voz que junta ao fado, e ao jazz, a garra do timbre mestiço para afirmar o ser mulher. Marta Dias e Carlos Barreto Xavier criaram doze canções em Português feitas para cantar com ternura, atrevimento e ousadia. Ah, Bandida; foram apresentados com o primeiro single “A Canção da Bandida”; as doze canções são fruto da parceria entre Marta Dias e Carlos Barreto Xavier e nasceu da composição, “Esse Meu Amor”, que integrou o “Best Of” da cantora. Neste álbum a acompanhar a voz e o piano, Bandida conta com a cumplicidade de Ruca Rebordão, nas percussões e de Yuri Daniel (baixo elétrico) cujo percurso musical é bem conhecido de todos e que acompanha Jan Garbarek em concerto, e Pedro Zagalo (Hammond).

Bar Ben – fenómeno de contaminação de um entusiasmo pela descoberta de uma cultura jovem que assim se descentralizava, o Bar Ben, em Alcobaça, foi um dos mais ativos polos de atividade fora dos grandes centros urbanos nos anos 80 e 90, tendo acolhido um concurso de bandas a partir de 1991; peça fulcral da movida local, foi ali que os The Gift se estrearam em 1994. Também da cidade, Us Forretas Ocultos foram presença marcante na sua história; nomes como os Estado Sónico (vencedores do concurso em 91), Ex-Votos ou d3ö passaram pelo bar. - in Blitz (Nuno Galopim)

Bar Oceano – ainda antes de a Avenida 24 de Julho ser moda, o Bar Oceano, algures no final dos anos 80, imperou enquanto capital da música ao vivo mais extrema em Lisboa; com o interior forrado de velhas placas de autocarro com o nome dos bairros lisboetas, era ali que enquanto o Rock Rendez Vous adormecia e o Johnny Guitar não despertava atuavam Ku de Judas, Peste & Sida, Mata-Ratos, Crise Total, NAM, CIAneto, Manuel João Vieira, Mata a Velha, Necrose, Dernier Cri e Los Paz d'Almas, entre muitos outros; destaque ainda para o primeiro (e último!) concurso de bandas hardcore. - in Blitz (Miguel Francisco Cadete)

Bateu Matou


Bar das Palmeiras – o bar do Partido Socialista Revolucionário (que viria a fazer parte do Bloco de Esquerda) acolheu no final dos anos 80 concertos de punk rock que viriam a terminar com a morte de um dos seus organizadores, José Carvalho, no dia 28 de outubro de 1989, vítima da ação de um grupo de skinheads. Nessa noite atuariam os Dogue Dócil mas antes já por lá haviam passado os Ex-Votos, Amen Sacristi, Clandestinos, NAM, Censurados ou Peste & Sida; o movimento Tropa Não!, contra o Serviço Militar Obrigatório e no qual participaram dezenas de bandas, tinha ali um dos seus quartéis-generais. - in Blitz (Miguel Francisco Cadete)

Bárbara Bandeira – quando se diz que é uma das principais promessas da música portuguesa, não se está a exagerar. Ficam os dados: em 2018, ultrapassou os 20 milhões de plays em streaming e vídeo, arrecadou o Globo de Ouro na categoria de “Revelação do Ano”, lançou o EP de estreia "Cartas" (um dos discos mais vendidos do Verão) e percorreu o país para atuar nos principais palcos, conquistando milhares de novos fãs; o EP “Cartas” deu-nos o single “Friendzone”, com 3 milhões de visualizações, e o single “A Última Carta”, um sucesso que foi mesmo além das 8 milhões de visualizações; em 2019, Bárbara Bandeira vai lançar o seu primeiro longa duração, apresentado pelo single “Como eu”.

Barcelos – aqui criam-se bandas ao mesmo ritmo que se moldam galos de barro. A água que corre no Cávado parece ter sido contaminada de eletricidade capaz de brotar rock em quem a toma. Desde meados de 1990 que dezenas de bandas se formaram e continuam a dar cartas dentro e fora de portas. Outras, foram memoráveis, épicas e míticas, mas foram-se com o tempo. Foi o caso dos Fucklore. Diz a história que estes terão sido a primeira banda punk a povoar a cidade. Volvido o século chegou o shoegaze monocromático dos Loops e o punk animado dos Azia; na mesma década de 90, bandas como Astonishing Urbana Fall e This Isn't Luxury ou o programa de rádio Sinfonias de Aço criaram o movimento rock; nomes como Black Bombaim, Glockenwise ou Killimanjaro também fizeram história em Barcelos; o Festival Milhões de Festa foi muito bem recebido nesta cidade.

Barreiro Rocks – promovido pela “Hey, Pachuco! Associação Cultural”, instituição barreirense dedicada à promoção e criação musical (seja na forma de CDs, colóquios, revistas ou DVDs), o Barreiro Rocks surgiu de forma quase amadora e foi crescendo de tal forma que se tornou numa verdadeira referência no panorama musical europeu. “Passaram pelo Barreiro e pelas festas de apresentação na Península Ibérica milhares de pessoas de toda a Europa, centenas de bandas de todo o mundo e o festival passou a ser considerado no concorrido mapa dos festivais europeus da especialidade como um dos melhores da atualidade”. A promoção da cidade na margem sul do Tejo foi outro dos objetivos definidos desde o início pela organização do festival, que quis mostrar o Barreiro como “uma cidade jovem, plena de vida, com uma localização ideal para o crescimento de um evento cultural de cariz urbano”; 19 anos após a sua criação, o Barreiro Rocks deixou de assentar arraiais na cidade que lhe deu nome; ao longo da sua existência, foi palco para nomes como os King Khan & The Shrines, Jay Reatard, ou Tamar Aphek, para além de ter dado a conhecer ao público português artistas hoje firmados como Black Lips ou Ty Segall, que ali se estreou em Portugal em 2010.

Bed Legs


Basset Hounds – são o resultado da amplitude que nasce da necessidade de redefinir o horizonte de melodias, que se encontram entre o embalo e o impulso, conjugando guitarras aéreas, vozes dissipadas, baixos terrenos e baterias métricas.; caracterizados pela despreocupação em se cingirem a uma ideia, manifestam a fluidez da sua dinâmica e a coesão do seu som, que poderá ser ouvido no álbum homónimo editado a 12 de Outubro de 2015, com selo da NOS Discos; o disco de estreia, cujo artwork é da autoria de Pyramid Studio, foi gravado na integra nos Black Sheep Studios em Agosto de 2014, por Guilherme Gonçalves (excepto “Over the eyes”), o qual colabora nas faixas “Bossa”, “Young” (guitarra adicional) e “Marr” (congas).

Bateu Matou – projeto que junta três dos mais talentosos bateristas da música urbana nacional: Quim Albergaria (PAUS), Rui Pité "RIOT" (Buraka Som Sistema) e Ivo Costa (Carminho, Batida, Sara Tavares); levam à pista de dança um explosivo cocktail de músicas de várias latitudes; a vasta experiência dos três músicos traduz-se em ritmos frenéticos, dançáveis e onde o espírito de dança global é a tónica; mais do que uma ideia, Bateu Matou é uma vontade – uma vontade de transformar o pulso do Global Bass e a forma como Lisboa se mexe numa banda de baile novo. É tão simples como isso, a força percussiva que se cria quando se juntam, tem um e apenas um objetivo – fazer dançar.

Beatriz Nunes – é cantora e compositora; "Canto Primeiro" é o título do seu álbum de estreia em 2018, mas não traduz verdade porque Beatriz Nunes, 30 anos, tem um percurso já vasto, feito de estudo e entrega, de experiências intensas, e de exploração de múltiplas vertentes, da música popular e do jazz, à erudição do canto lírico. Na verdade, 30 anos é muito pouco para tanta bagagem. Isso ajuda a explicar que em 2018 tenha sido escolhida pela European Jazz Network para a conferência On the Edge que teve lugar em Lisboa, em Setembro 2018. Entre centenas de candidaturas, a proposta de Beatriz Nunes foi selecionada: “Beatriz Nunes tem feito um percurso entre a música clássica e o jazz”, escreve-se no programa oficial. Verdade: Beatriz Nunes procura os mais elevados espaços para a sua voz e em "Canto Primeiro" expõe alma e técnica apurada em repertório próprio e até num pequeno tesouro de um grande José Afonso, como quem reclama um lugar numa historia que ainda continua a ser escrita. Por vozes como a sua; é vocalista de Madredeus desde 2011, com quem gravou o álbum Essência em 2012, e se apresentou em tournée no Barbican de Londres, Wien Konzerthaus em Viena, Haus der Kulturen der Welt em Berlim, AVO Sessions em Basel, Festival Mimo em Ouro Preto, Is Sanat em Istambul, entre outros. Em 2015 gravou com os Madredeus o último álbum do grupo, Capricho Sentimental; mantem actividade em nome próprio, com apresentação de repertório de Jazz e música portuguesa. Tem várias colaborações em projectos de Jazz e nova música portuguesa; desde 2010 tem participado nos Programas anuais de Ópera do Sintra Estúdio de Ópera, designadamente em Taças de Himyneu, Salome e Il trionfo di Davidde; começou a cantar bem cedo, aos 9 anos, no Coro da Academia dos Amadores de Música de Lisboa, onde se iniciou no estudo de guitarra clássica. Em 2004 iniciou o curso de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional, que concluiu em 2011. Em 2014 terminou a licenciatura em Música-Jazz variante Voz, na Escola Superior de Musica de Lisboa. No mesmo ano recebeu a bolsa do New York Voices Summer Camp em Toledo, Ohio ( EUA) onde estudou técnica vocal com Kim Nazarian e composição com Lauren Kinhan e Peter Eldridge, da Berklee College of Music; a par da sua actividade de cantora e compositora, é professora de voz na Escola de Jazz do Barreiro desde 2012 e na Escola Profissional Oficio das Artes em Montemor-o-Novo desde 2015.

Beatriz Nunes


Beatriz Pessoa – os media apostam em 2018 como o ano de Beatriz Pessoa e das suas canções de toada jazz e estrutura pop; depois de um 2017 repleto de apresentações especiais, este é mesmo o momento, como escreveu o jornal Público, da “voz que a pop roubou ao jazz”.

Bed Legs – depois do lançamento do primeiro EP “Not Bad” em 2014, “Black Bottle” foi o nome do álbum de estreia deste projecto de Braga. O que dá a beber? Um rock que enrola e envolve, concentrado em 9 canções, que contam a história de uma noite estranha naquele bar onde entras enganado, mas do qual não queres sair; banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas); intenso cheiro a rock ‘n’ roll, deveras vivido e desejado, viaja de braço dado com essências sonoras de outras épocas, tudo majestosamente pincelado e abençoado pela orla do rhythm and blues; no álbum “Bed Legs” ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado. Gravado na Mobydick Records, com o apoio do GNRation, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”, neste registo espontâneo abundam a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista; a revelação fica totalmente completa através da letra e voz, num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres.

Best Youth


Bejaflor – é uma pequena criatura que habita a floresta do pop do nosso país, onde pulsam ritmos quebrados, além de vozes e harmonias sintetizadas por José Mendes, um jovem produtor com apenas 19 anos; o álbum de estreia homónimo de Bejaflor é composto por canções - na sua plenitude melódica e lírica - com uma estética pop em andamento eletrónico e com influências hip hop, mais modernas e sofisticadas; na sua música, há ainda ecos de B Fachada, por exemplo, além da enorme vontade de dar a conhecer a sua própria voz, sem perder um apelo pop muito evidente ao longo deste registo de estreia.

Ben Monteiro – nasceu em 1980, filho de pai cabo-verdiano e mãe portuguesa, nascida do Rio de Janeiro, com padrinhos norte-americanos. Portanto, a mescla cultural é impossível de evitar; aprendeu a tocar guitarra por intermédio de um livro de coros e hinos de igreja escrito pelo pai, estudou Design mas abortou a formação e optou pelas artes performativas; trabalha como designer, ilustrador, fotógrafo, videógrafo e realizador, mas a música permanece a maior paixão, o que o leva a pisar palcos em dezenas de países. Mas foi quando começou a trabalhar com Alex D’Alva Teixeira e formou os D’Alva que decidiu abraçar a música a tempo inteiro, enquanto músico, compositor e produtor.

Bernardo Sassetti – Bernardo da Costa Sassetti Pais, conhecido apenas por Bernardo Sassetti foi um compositor e pianista; iniciou os seus estudos de piano DINDONG clássico aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, tendo frequentado também a Academia dos Amadores de Música. Dedicou-se ao jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna. Em 1987 começa a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet; participa em inúmeros festivais com músicos tais como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros quinze anos de carreira, apresenta-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D'Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou "Into the blue" (Verve), nomeado para os Mercury Awards 95- Ten álbuns of the year. Em Novembro de 1997, também com Guy Barker, gravou "What Love is", acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres e tendo como convidado especial o cantor Sting; como compositor destacam-se as suites "Ecos de África", "Sons do Brasil", "Mundos", "Fragments (Of Cinematic Illusion)", "Entropé" (para piano e orquestra) e "4 Movimentos Soltos" (para piano, vibrafone, marimba e orquestra). O seu primeiro trabalho discográfico como líder, Salsetti (Groove/Movieplay), foi gravado em Abril de 1994 com a participação de Paquito D'Rivera, o segundo, Mundos (Emarcy/Polygram), em Janeiro de 1996; "Nocturno", lançado pela editora Clean Feed em 2002, foi distinguido com o 1.º Prémio Carlos Paredes. "Índigo" e "Livre" são outras das suas mais recentes gravações de piano solo para a mesma editora; a 30 de Janeiro de 2006 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique; faleceu no dia 10 de Maio de 2012, na sequência de uma queda de 20 metros duma falésia no Guincho.

Best Youth – são um duo Indie Pop do Porto, formado por Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas cujo EP de estreia, “Winterlies”, foi publicado em 2011 tendo o seu único single, “Hang Out”, sido considerado um dos hits de rádio em 2012, tocando em festivais, como o Optimus Primavera Sound, SWTmn, Vodafone Mexefest, Festival Paredes de Coura e Optimus Alive; em 2015, lançam o primeiro LP, “Highway Moon”, com os três primeiros singles, “Red Diamond”, “Mirrorball” e “Black Eyes” a atingirem o número um do top da rádio Antena 3, conquistando excelentes críticas nacionais e internacionais, e nomeações para melhor álbum do ano em Portugal. Com o mesmo registo discográfico percorrem festivais como Super Bock Super Rock, Vodafone Mexefest, Sol da Caparica, e esgotam salas por todo o país - Hard Club e o Theatro Circo inclusive -, além de espetáculos em Inglaterra e na Hungria.; no ano seguinte, sobem ao palco principal do Festival Paredes de Coura e, em 2017, chegam ao Festival Eurosonic, tendo sido considerados pela imprensa internacional como uma das dez bandas a ter em atenção; em 2018 lançam um novo Longa duração, “Cherry Domino”, e o primeiro single, “Midnight Rain”, atinge o topo da airplay nacional, assim como o segundo single, “Nightfalls”, que foi gravado e produzido em Nova Yorque por Patrick Wimberley (Beyonce, MGMT, Solange, Blood Orange). O disco é considerado pela imprensa portuguesa como um dos melhores do ano, e destacado nas listas da Antena 3, Blitz, Radar e Rádio SBSR.

Birds Are Indie


Bildmeister – formados em 1997 são Hugo, Gil, Nuno e João; depois de em 2003 terem apresentado "Explay" em mais de 30 concertos por todo o país, voltaram com novos temas que saiu em 2004; nesse ano editaram o single de antecipação do album composto por três temas: "Here Alone", titulo do primeiro single do album e que tem um vídeoclip realizado pelo austriaco Thomas Draschan (estreou no 12.º Curtas Vila do Conde, no programa Electric Guitar!), "Transistor", tema o primeiro tema composto pelos bildmeister e nunca antes editado, e "I Fit In My Style", do disco "Explay", remisturado pela Stealing Orchestra; foi produzido por Paulo Miranda (Unplayable Sofa Guitar, Old Jerusalem, Alla Polacca, ...) e contou com a presença de alguns amigos, em colaborações variadas. O update sonoro foi subtil mas suficiente para que os temas tenham ficado mais sujos, mais carregados, mais electricos! As melodias ficaram ainda mais simples deixando lugar para mais volume, sons intensos e distorcidos, mapas sonoros onde as estradas são quase sempre a direito e feitas a grande velocidade... as paragens serviam apenas para recomeçar... provavelmente de forma ainda mais rápida.

Birds Are Indie – surgiram em 2010, quando Joana Corker e Ricardo Jerónimo decidiram que era tempo de juntar três acordes e fazer uma música. Mas como só dois era pouco e afinal foram três acordes que os fizeram nascer, aos dois Birds juntou-se um amigo de longa data, Henrique Toscano. Estava montado o trio de afinados “pássaros” para definir um plano: serem uma banda. Ora e se três pontos definem um plano, três amigos mais três acordes, definem um distinto plano; no palmarés do trio contam-se já vários EP’s e três álbuns auto-editados: “How music fits our silence” (2012), “Love is not enough” (2014) e “Let’s pretend the world has stopped” (2016); com "Local Affairs" chegam ao seu 4º longa-duração, juntando-se à família da Lux Records, histórica editora de Coimbra, cuja atividade tem fervilhado nos últimos anos, com edições de The Twist Connection, Ghost Hunt, d3ö, Raquel Ralha & Pedro Renato, The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders, entre muitos outros. Em ebulição está também o estúdio conimbricense Blue House, onde o disco foi gravado, com a preciosa colaboração na produção de João "Jorri" Silva (a Jigsaw, The Parkinsons). Como este músico também se junta habitualmente ao trio, em palco, tornou-se de forma natural em convidado especial nas gravações, ao qual emprestou o seu talento nas teclas e no baixo. Neste cenário de cumplicidade musical (e não só) que se tem sentido em Coimbra, a banda foi-se entregando a diversos “affairs” que influenciaram a construção do álbum, desde o som, a algumas letras, passando pelo “artwork”; 10 anos é muito tempo, principalmente para uma banda que começou sem (se) dar conta. E esta é uma celebração que não pode ser adiada, seja qual for o grau de confinamento. No meio das incertezas e tristezas criadas pela pandemia, os Birds Are Indie e a Lux Records propõem que alguma normalidadee alegria se mantenham no nosso quotidiano. Para isso, nada melhor do que a música de um novo disco. Assinalam o aniversário redondo com o lançamento de "Migrations - The travel diaries #1". Este foi o primeiro de dois volumes distintos, o #1 em CD (com edição a 17 de Abril de 2020) e o #2 em vinyl (a ser editado em 2021). Ambos os formatos contarão com a revisita de 5 canções da sua discografia anterior, reinterpretadas e regravadas. Mas como a música lhes parece surgir naturalmente, há também lugar para mais 10 faixas novas, estando 5 delas no CD e outras 5 no vinyl. Com mistura e masterização de João Rui, que no estúdio conimbricense Blue House trabalhou em discos de bandas como a Jigsaw, From Atomic, Raquel Ralha & Pedro Renato e Wipeout Beat, todas as faixas tiveram a participação no baixo e algumas teclas do convidado especial Jorri (a Jigsaw), que também colaborou na gravação. Liderar esse processo, como habitualmente, ficou a cargo de um elemento da banda, Henrique Toscano, e o mesmo aconteceu com o artwork e o design, feitos pela mão da Joana Corker.

Black Bombaim – roubaram o nome aos Mão Morta, o groove ao baixo dos Sleep, o fuzz da guitarra ao Hendrix e a bateria em modo locomotiva aos Earthless; tal como os Sex Pistols, fizeram algo novo e único com o que recolheram. Não são uma carrinha punk, mas sim uma nave espacial stoner com apenas duas velocidades: a de órbita e a de escape, que nos impulsiona para o vácuo sideral onde um riff esticado à eternidade parece durar apenas o suficiente para induzir o transe; são, simplesmente, um trio de poder que desafia o conceito de "poder".

Blasted Mechanism


Blasted Mechanism – nasceram em 1995, por ideia de Valdjiu e Karkov, como uma banda diferente no espectro musical português. Auto-definem-se como um projecto artístico de música tocada por seres de outro mundo; sobressaem-se do panorama musical pela sua imagem forte extravagante e por uma música caracterizada pela fusão de músicas do mundo, incorporando elementos tradicionais de vários países do mundo, como por exemplo, na música We do álbum "Sound in Light", onde é possível ouvir guitarra portuguesa tocada por António Chainho, com música rock electrónica; conhecidos também por inventarem e construírem alguns dos instrumentos que utilizam como a Kalachakra e o Bambuleco, os quais vão buscar alguma inspiração à cultura oriental; em 2002, pela primeira vez na história da MTV, os artistas portugueses têm direito a uma categoria exclusivamente dedicada ao reconhecimento internacional do seu trabalho de nome “Best Portuguese Act” nos MTV Europe Music Awards e em 2003 os Blasted Mechanism são uma das cinco bandas portuguesas nomeadas para o prémio. Em ambos os anos o prémio foi arrecadado pelos Blind Zero; em fevereiro de 2008 a banda anunciou através de uma newsletter que Karkov, o vocalista até então, abandonou os Blasted Mechanism. Para o lugar do Karkov entrou Pedro Lousada, que pertenceu aos Zedisaneonlight, com o nome Guitshu; actualmente a banda é composta pelos membros Guitshu (voz), Valdjiu (bambuleco, kalachakra, banjo-bandola), Ary (baixo), Syncron (bateria), Winga (percussões, didgeridoo) e Zymon (guitarra, sitar eléctrica, teclas); editaram Blasted Mechanism EP (1996), Balayashi (1998), Plasma (1999), Mix 00 (2000), Namaste (2003), Avatara (2005), Sound in Light (2007), Mind At Large (2009), Blasted Generation (2012) e Egotronic (2015); a mítica banda nacional que nos tem habituado ao longo dos anos a várias mutações, volta em 2018 com o novo disco "Sinchronicity" e teve "Running" como primeiro single. Este regresso com nova formação, nova produção, novo espetáculo e novo look foi apresentado pela primeira vez do NOS Alive; Valdjiu, Ary, Guitshu e Fred Stone tiveram a companhia de Joahn Eckman, músico sueco que trouxe à banda um refresh vocal e combinando a lírica com a voz de Guitshu.

Blaya – Karla Rodrigues nasce em Fortaleza, no Ceará, em 1987, e vem para Portugal com dois meses. Familiares e amigos tratam-na por Blaya desde os 14 anos; com 19 anos muda-se de Sines para Lisboa. Frequenta o Festival Músicas do Mundo, onde assiste a duas das primeiras atuações dos Buraka Som Sistema em Porto Covo e em Sines; em 2008 é convidada por Branko, Riot, Conductor e Kalaf a integrar os Buraka Som Sistema e participa afincadamente na produção dos álbuns “Komba” (2011) e “Buraka” (2014), revelando preferência pelos temas “Tira o Pé”, “Van Damme” e “Vuvuzela”; a 1 de julho de 2016, com um concerto na Torre de Belém testemunhado por largos milhares de pessoas, a banda coloca um ponto final na carreira, por tempo indeterminado. Antes disso, Blaya colabora com Tom Barman, dos dEUS, no projeto Magnus e em 2013 lança um disco homónimo com seis temas e duas remisturas que apresentou ao vivo no palco Clubbing do festival Nos Alive; com a colaboração de MC Zuka, Kaysha, Laton, Ella Nor ou Virgul, Blaya lançou finalmente o seu primeiro álbum a solo no dia 27 de Maio de 2019, data do seu aniversário, acompanhado do novo single e vídeo “Só Love feat. Laton & No Maka”; o álbum inclui um conjunto de 15 temas entre os quais encontramos grandes êxitos como “Faz Gostoso”, “Vem na Vibe” e “Eu Avisei”; desde que lançou o single Dupla Platina “Faz Gostoso”, em Março de 2018, Blaya tem surpreendido tudo e todos com os seus incríveis concertos ao vivo, vendeu mais de 30 mil singles, passou os 10 Milhões de streams e os seus videos foram vistos mais de 40 Milhões de vezes. Números impressionantes alcançados no curto espaço de um ano. para que se tenha uma ideia do impacto que Blaya e os seus temas têm criado recentemente, Madonna anunciou que “Faz Gostoso” estará também incluído, numa versão diferente, no seu novo álbum.

Blog Bran Morrighan – nasceu a 13 de Dezembro de 2008 numa perspectiva meramente pessoal de Sofia Teixeira; motivador de convites para participações em debates literários, apresentações de obras, parcerias com editoras, entre outras; divulgação da cultura nacional estende-se à música, livros e ao teatro; nos últimos anos tem-se dedicado à promoção activa de bandas, realizando noites de concertos em várias salas portuguesas com destaque para as noites de Aniversário no Musicbox, Lisboa, e no Maus Hábitos, Porto.

Bons Sons – é o festival de música portuguesa que decorre em agosto, na aldeia de Cem Soldos, Tomar; organizado pela associação cultural local SCOCS, pretende ser uma plataforma de divulgação de música portuguesa, onde o público descobre projetos emergentes e reencontra músicos consagrados. A aldeia é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe vários palcos, integrados nas ruas, praças, largos, igreja e outros espaços, promovendo uma relação de proximidade com o público e envolvendo a população na realização do festival. São os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita.

Blaya


Born Folk – são uma banda fundada em Lisboa por três músicos com influências oriundas de épocas distintas, composta por Luís Vieira, Cláudio Magalhães e Ricardo Lobo, músicos que se juntaram em Junho de 2019 para agora apresentarem o seu primeiro EP. Chama-se Come Inside!, tem cinco temas e assume uma dimensão criativa pop, livre e eclética; o grupo assume uma dimensão criativa pop, livre e eclética. A ideia de re/nascer (Born) sucessivamente através da intrínseca simplicidade (Folk) está na origem do nome da banda.

Botswana – nasceram no Porto. Morreram lá, prematuramente. Aquela que se pôde denominar automaticamente como super-banda, teve, na sua curta existência, vários alinhamentos; nascidos da ideia de João Pimenta (ALTO!, ex-Green Machine), que se juntou a Marco Castro e Igor Domingues (Throes, Throes + The Shine) e a Sofia Magalhães (CRISIS, ex-We Are the Damned), adoptaram a meio caminho os teclados de João Chaves (Dreams). Assim se mantiveram durante meio ano, até à gravação de "Atilla Atlas" e à troca de baixista. Sai a Sofia, entra João Brandão (ex-Killing Frost). À hora da despedida, já não se faziam ouvir os teclados de João Chaves (que voltou para participar no concerto-funeral), e ouvia-se a guitarra extra de Cláudio Tavares (For the Glory). Deixaram em testamento o último "2 Songs", gravação, como não deixaria de ser, de duas músicas, em jeito de adeus; caracterizavam-se por um estilo diferente de todas as bandas que o compunham, ou talvez a junção de todas elas.

Bruno de Seda – Bruno Martins já anda por estas bandas há algum tempo: Equations, José Pinhal Post-Mortem Experience ou Suave Geração são alguns dos projetos do músico; em 2019 está de volta como Bruno de Seda; o seu disco de estreia, homónimo, foi lançado a 10 de Maio de 2019 em formato digital e CD (edição de autor). Deste disco, “que tanto evoca a chuva na areia como as ânsias selvagens dos corações ardentes”, fazem parte nove músicas, e “Além Mar”, “Chuva na Areia” e “Meu Céu, Minhas Máquinas” são alguns dos pontos altos deste registo; é um obreiro da canção, um iniciado nos cantos de Vénus, um inquisidor da sentimentalidade e um inquilino permanente no corpo de Bruno Martins.

Bruno Pernadas – compositor, arranjador, produtor, improvisador; são cada vez mais os epítetos deste músico que iniciou o seu percurso musical aos 13 anos na guitarra clássica, e que completou a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e a Escola Superior de Música de Lisboa; já com uma vasta discografia em nome próprio, tem na guitarra o seu instrumento de eleição e mil e um géneros musicais por inspiração: Folk, Jazz, Space Age-Pop, Exótica, Afro-beat, Rock Psicadélico, Electrónica, Ambient.

Bruxas/Cobras – são Ricardo Martins e Pedro Lourenço; o EP “Vermelho” foi gravado ao vivo no BlackSheep Studios. Gravado, misturado e masterizado por Guilherme Gonçalves. Um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas do Pedro Lourenço (dos históricos Sei Miguel) e a bateria do Ricardo Martins (Papaya, Jibóia, Pop Dell’Arte, entre muitos outros) acompanhando o ritmo frenético quando é necessário ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente; o mais recente trabalho, "Azul", não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro "Vermelho", como aprofunda matérias que lhes são caras – a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações, construindo não uma declaração, antes um método de pesquisa, aproximando-os cada vez mais dos primeiros trabalhos de antropologia cultural e musical, Porta aberta para rock matemático, sem perdas de tempo e um animal de palco a partir baterias para transcendências percussivas.

Burn Damage – nasceram em 2008 e fazem parte a Inês na voz, Alex na bateria, Ivo nas guitarras e Rui no baixo; as influências musicais vão de Death a Groove-doom-core-metal tendo as bandas Pantera, Sepultura ou Arch Enemy como referência.



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