Home Aftershow Eventos Discos A.A.A. Banda X Porta 253 Borlas Fenther TV Passatempos Arquivo Ficha Técnica #fenther






Cálculo - rapper e produtor de Barcelos, cuja sonoridade se inspira no hip hop norte-americano dos anos 90 e no funky groove da música negra dos anos 70; desde 2010, já arrecadou vários prémios no mundo da música, tendo mesmo ficado em 1º lugar no Urban Beat Battle (2010) e Rimas e Batidas Beat Challenge (2016); em 2015, lançou o seu primeiro álbum “A Zul”, incluindo 12 faixas originais produzidas pelo próprio. Este projeto contou com a participação de Simple em várias faixas; em 2018 lançou o álbum “Tourquesa” que conta com várias participações, como Ace, Cuss, Harold e Macaia. O segundo single intitula-se “Caixinha” e o videoclip tem assinatura de Bad Mike. Sucede ao tema “JonSnow”, ambos lançados em 2019; um dos momentos altos do verão de 2019 para Cálculo foi o concerto no Sumol Summer Fest.

Capitão Fausto


Callaz - a música de Maria Soromenho diz Callaz à frente, pseudónimo com o qual assina o seu percurso artístico desde 2017; aprendeu a misturar sons sozinha, dando à sua linguagem musical o barulho de fundo próprio da autonomia, uma preferência por um processo de trabalho guiado pela filosofia DIY; o seu auto-intitulado disco de estreia é produzido em Lisboa por Adriano Cintra. Coleção de 10 temas, por vezes lúdicos e vulneráveis, estes são uma cativante e imaginativa fusão de pop eletrónico e indie rock; no primeiro EP "Beer, Dog Shit & Chanel N°5" (edição de autor), coleção de cinco faixas produzida por Filipe Paes, estreia-se com um enredo aparentemente solarengo no qual picos de ansiedade, memórias turvas e afetos sobem ao palco sob um filtro retro. Sentem-se ecos do pesar melancólico de Nico e indícios de uma vontade pop experimental que assistiríamos com The Space Lady; volvido um ano da sua estreia, Callaz edita "Gaslight", uma produção a cargo de Primeira Dama e Chinaskee, no qual se confirmam as ambições do primeiro EP. Tanto são aprofundados os devaneios e conclusões tirados a partir de experiências na primeira pessoa, como são poetizadas em canção figuras como Florbela Espanca ou Mary Landon Baker; após o lançamento de Gaslight, toca pela primeira vez fora de Portugal, em Los Angeles. É nesta viagem que começa a desenvolver a matéria prima que mais tarde se torna o seu primeiro disco. Inicia um longo processo de experimentação: as músicas são escritas ao longo de vários meses e exploradas ao vivo em vários sítios da Europa. Toca na Suécia, Islândia, Alemanha e Espanha. Grava o disco em Lisboa e apresenta-o numa digressão em Nova Iorque dando concertos em prestigiadas salas como The Bowery Electric e Rockwood Music Hall. Volta a Lisboa para lançar oficialmente este novo trabalho dia 28 de Fevereiro de 2020; as suas atuações ao vivo e trabalho de pesquisa contribuem para que o seu primeiro álbum seja uma obra mais coesa. As canções, mais complexas agora, vivem assentes em refrões incisivos na escuridão dançante a que já nos habituou.

Camané - o Fado confunde-se com a vida. E Camané confunde-se com o Fado!; demonstrando uma rara sensibilidade musical, continua a afirmar-se como uma voz única na arte de cantar o Fado. Um dos fadistas mais aclamados a nível nacional e internacional; desde 1995 que os discos de Camané se tornam em grandes sucessos, todos eles com características próprias e bem definidas; em 2013 faz uma viagem na sua carreira musical editando uma colectânea com alguns dos seus sucessos, assim, regressou às grandes salas de Portugal para apresentar o “Melhor 1995-012”. Em Abril esgotou o Grande Auditório do CCB, em setembro levou ao rubro o público do Festival Caixa Alfama e em Novembro voltou a repetir a proeza de 2008 e encheu o Coliseu dos Recreios, dando um concerto com convidados especiais , que ficará na história do Fado. Em 2014 fez digressão por quinze cidades portuguesas, uma tournée europeia (em países como Alemanha e Macedónia, entre outros) e também nos Estados Unidos; o ano 2015 começa com 2 concertos no “Merida Fest “ no México, onde atua pela primeira vez. Em Março regressa aos Estados Unidos e ao Canadá. 6 concertos, 6 teatros lotados. A digressão passou por New Bedford, New Jersey e São Francisco. Nos Estados Unidos destaque para os concertos no NJPAC e SFJAZZ, o público ficou rendido pela sua emoção e autenticidade em cima do palco. No Canadá, as cidades de Toronto, Montreal e Vancouver , também excederam todas as expetativas. Em Maio “Infinito Presente”, o aclamado novo disco de Camané, tem entrada direta para o 1º lugar do top nacional de vendas. “Infinito Presente” marca o regresso aos discos após um interregno de cinco anos. Editado no ano em que se assinalam 20 anos sobre a edição de “Uma Noite de Fados”, “Infinito Presente”, a par de discos anteriores, conta com produção, arranjos e direção musical de José Mário Branco que coassina com Manuela de Freitas a supervisão artística. O instrumental ficou a cargo de José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Carlos Bica (contrabaixo). Considerado pela crítica como o melhor álbum de Camané de sempre; em Março de 2017 junta-se à Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo Maestro Cesário Costa e ao Coro Ricercare. Esgotam 4 concertos consecutivos no Teatro São Luiz Teatro Municipal. Estes concertos mostraram um Camané em boa e louvável harmonia com orquestra, na sua voz magnífica; numa retrospetiva dos seus temas mais conhecidos e dos maiores sucessos da sua carreira, revisita os últimos vinte anos mas, também, onde nos dá a sentir temas inéditos, com arranjos musicais de Filipe Raposo. A critica é unânime:” Camané: a alma canta e o fado acontece”; “O São Luiz inteiro aplaude, sem esforço, de pé”;

Capicua

vence o PRÉMIO TENCO 2017, juntamente com Vivicio Capossela e Massimo Ranieri, na categoria de divulgador cultural, são os vencedores na 41ª Edição do Prémio Tenco. O Prémio Tenco é atribuído anualmente a um ou mais artistas de classe mundial que se distinguiram ao longo de sua carreira. Prémio Tenco foi concedido pela primeira vez em 1974 ,nomeado a partir do cantor e compositor italiano Luigi Tenco. Originalmente concedida em paralelo com o Festival de Música de San Remo, esta distinção já foi atribuida a personalidades tão diferentes e marcantes da música, entre as quais Leonard Cohen, Tom Waits e John Cales. Entre a lusofonia já foram atribuídos a Sérgio Godinho, Dulce Pontes, José Mario Branco, Vinicius, Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, assim como a Cesária Évora; preparou o sucessor de "Infinito Presente" e editou " Camané canta Marceneiro", numa justa e merecida a Alfredo Marceneiro, uma das suas maiores referências.

Cancro - álbum editado em Outubro de 2019, o longa duração, será o primeiro tomo no universo do novo projecto nascido da Haus e que junta Tiago Lopes, José Penacho (Marvel Lima e Riding Pânico) e Fabio Jevelim (Paus e Riding Pânico). A apresentação foi no dia 19 de Outubro no Sabotage Club em Lisboa; são a banda nascida das cinzas das fogueiras de cantautores e vieram para lhes queimar as violas, punk feito de 0's e 1's aos berros pelo ser humano em cima de guitarras sujas e chorosas.

Capicua - nome artístico de Ana Matos Fernandes; é uma rapper portuguesa e vincou o seu nome no panorama musical português como MC, com temas como "Vayorken" e "Maria Capaz"; nasceu no Porto, fez a licenciatura em Sociologia no ISCTE e o doutoramento em Geografia Humana em Barcelona, mas o que sempre quis fazer foi música; em 2012, a sua música alcançou um público mais alargado, sendo falada em todos os meios de comunicação portugueses, conseguindo assim profissionalizar-se na música. Faz, também, desde aí, diversas participações com outros artistas, incluindo Sérgio Godinho, Sam the Kid e DJ Ride; o seu trabalho é grandemente influenciado pelos poetas portugueses, em especial a poesia de Sophia de Mello Breyner; em 2014, a sua música inspira o nome da plataforma feminista criada por Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues; um ano mais tarde edita Medusa e cria o projecto Mão Verde com Pedro Geraldes dos Linda Martini.

Capitão Fausto - a história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro capitulo em 2011, com “Gazela” – o Álbum de estreia. Ali encontramos a urgência das canções juvenis, dos hinos pop que se cantam e sabem sempre a pouco; em 2014 “Pesar o Sol” chega aos escaparates. E é neste segundo Álbum (muitas vezes o tudo ou nada de tantos Artistas) que se impõem como uma das mais originais e criativas propostas do nosso país. Defendem-no ao vivo, com Espectáculos memoráveis nos grandes e pequenos festivais, nos clubes, nos Teatros, um pouco por todo o Portugal que os recebe e obriga a crescer. Como cresce exponencialmente a sua base de fãs, agora transformada em legião; em 2016 são as canções de “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” que os levam a superar todas as expectativas. Pouco mais de 30 minutos de musica e palavras, em modo pop recheado de primor e requinte, que contam as estórias de vida de cada um dos Capitão Fausto, mas que são muito mais que isso, porque crescer é para todos. 2016 confirma que são, finalmente, uma aposta segura. Uma aposta no bom gosto musical e na sensibilidade apurada. Uma aposta na criatividade e no fulgor de uma banda que parece imparável; em 2019 revelaram “A Invenção do Dia Claro”, quarto disco de originais. Gravado nos Red Bull Studios São Paulo por Rodrigo "Funai" Costa, foi produzido e misturado em Alvalade pela própria banda. A masterização esteve a cargo de Brian Lucey no Magic Garden Mastering em Los Angeles. A capa é da responsabilidade de Vitor da Silva, ilustrador e designer gráfico responsável pela criação do grafismo de jornais notáveis como o “Expresso”, o “Tempo” e "Correio da Manhã". “Sempre Bem”, “Faço As Vontades”, “Amor, a nossa vida” e "Boa Memória" mostram uma banda que renasce a cada disco, que se renova com o cuidado de quem quer construir uma carreira sólida, de uma forma aparentemente galopante mas sem o torpor do deslumbramento; apaixonados por Cartola, samba e choro, foram ao Brasil apostados em reinventar-se. 2019 recebeu os de braços abertos. Em 2020, aquela que é considerada por muitos como uma das bandas mais importantes da sua geração, regressou aos palcos dos Teatros.

Captain Boy - alter-ego de Pedro Ribeiro; vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo que canta histórias que transcendem o tempo. A sonoridade ferrugenta acompanha-o em todas as actuações, remetendo-nos para um ambiente como se nós próprios estivéssemos a bordo de um barco imaginário; leva no porão um EP homónimo, editado em 2015, o longa-duração de estreia, 1, e passagens pelo Super Bock Super Rock, festival Bons Sons, Festival Vodafone Paredes de Coura ou Casa da Música, entre outros; 2019 começou com o anúncio de novo álbum e do single que o apresentou, "Balloons and Melodies".

Carlos Barretto - contrabaixista de jazz e artista plástico português; nascido no Estoril, em 1957,  teve contacto com a música desde cedo, através do pai, que tocava guitarra e harmónica cromática, além de ser frequente em sua casa a audição de discos de espetros musicais variados, desde os clássicos , aos mais modernos músicos de jazz da altura. Aos seis anos inicia a aprendizagem da guitarra, mas é aos dez nos que inicia o estudo no Conservatório Nacional de Lisboa (piano e solfejo) passando posteriormente para o Contrabaixo, por influência das sonoridades ouvidas no Festival de Jazz de Cascais, tendo então estudado com o professor Armando Crispim, com quem concluiu o curso de música do Conservatório Nacional de Lisboa. Nesta fase, e paralelamente, frequenta a escola de Jazz do Hot Club de Portugal, onde estabelece as bases da sua relação com o Jazz e faz as primeiras experiências regulares com músicos locais deste género musical; em 1982, prosseguiu os estudos do Contrabaixo, com o conceituado instrumentista e professor Ludwig Streischer, na Academia Superior de Música de Viena, em Viena de Áustria, onde residiu entre 1982 e 1984. Nesta cidade teve oportunidade de prosseguir o seu envolvimento com o jazz, tocando com musicos como Fritz Pauer (músico regular de Art Farmer), Joris Dudli e Christian Radovan (ambos da Vienna Art Orchestra). No seu regresso a Lisboa, toca profissionalmente na Orquestra Sinfónica da RDP, e em vários projectos de música popular portuguesa, e inicia a profissionalização na área Jazz, tocando com músicos nacionais de jazz como Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Mário Delgado, José Salgueiro, Carlos Martins (músico) e Mário Barreiros. No entanto, a pequena dimensão e as limitações do meio musical do jazz profissional em Portugal, nessa altura, levam-no em 1984 a fixar-se em Paris, França, onde opta definitivamente pela carreira profissional no jazz e na música improvisada. Com base nesta cidade atuou em clubes de Jazz como o New Morning, o Magnetic Terrasse, Petit Journal Montparnasse, La Villa, Bilboquet, Dunois, etc., em conjunto com músicos de primeiro plano como Steve Grossman, Steve Lacy, Steve Potts, Barry Altschul, Aldo Romano, Hal Singer, Alain Jean Marie, George Brown, Michel Graillier, entre muitos outros, e percorreu vários dos festivais do circuito francês, nomeadamente Coutances (Jazz sous les Pommiers), Jazz à Vienne, Jazz à Marciac, Radio France (Paris , Montpellier), Festival de Calvi (Córsega), Banlieues Bleues (Paris), Nantes, Perpignan, Limoges, etc., nos quais atuou com músicos como Horace Parlan, Tony Scott, Lee Konitz, Glenn Ferris, Siegfried Kessler e John Betsch; em 1990 gravou na Bélgica um CD ao vivo com Mal Waldron, ao qual se seguiu uma série de concertos em várias cidades europeias. Destacam-se, nesta altura, os concertos para as rádios e televisão, como por exemplo para a Radio-France, com Mal Waldron, Richard Raux, François Chassagnite, Jeff Sicard, para a France-Inter com "Lee Konitz, Carlos Barretto Quartet" e para a TV-M6 com Horace Parlan, Tony Scott e John Betsch. A sua estadia em França proporciona ainda a oportunidade de participar em vários grupos e formações de jazz noutros países, como Suíça, Holanda, Alemanha, Bélgica, Espanha, Andorra, Itália, Hungria e Áustria. Em 1993 Barretto regressa a Portugal, forma o seu próprio grupo "Carlos Barretto Quintet", que incluía Perico Sambeat, François Théberge, Bernardo Sassetti e Mário Barreiros e começa a lecionar na Escola de Jazz do Hot Club de Portugal, base a partir da qual toca em vários concertos e festivais de Jazz, destacando-se o Festival Europeu do Porto, a Fundação de Serralves, o Centro Cultural de Belém, os Encontros de Jazz em Évora, o Festival Jazz em Lisboa, o Festival de Jazz de Guimarães, além dos concertos regulares no Hot Club de Portugal, de que se salientam os concertos com Lee Konitz, John Stubblefield, George Cables, Lynne Arrialee, Cindy Blackman e com a sua própria formação. Com a sua formação "Carlos Barretto Quintet", grava‘Impressões’(Movieplay)(1993), que resulta em vários concertos em Portugal, Espanha, França e Suiça. No ano seguinte, 1994, grava ‘Alone Together’ (Groove - Movieplay) com o ‘George Cables Trio’. Nesta fase esteve presente em Espanha, Angola, Cabo Verde, Argentina e Marrocos, com o seu quinteto ou integrando formações de outros músicos; em 1996 grava ‘Going Up’ (Challenge - Dargil.), com um quinteto renovado (Bob Sands, Perico Sambeat, Albert Bover, e Philippe Soirat)[3] e o disco é considerado o melhor disco do ano (1996) em Portugal e distinguido com o Prémio Villas Boas da Câmara Municipal de Cascais, dando origem a vários concertos e participações nos festivais internacionais do Porto, Acarte (Lisboa), Seixal, Loulé, Guarda, Madrid e Barcelona. Carlos Barretto ainda participou na gravação de ‘Passagem’ de Carlos Martins (Enja - com Cindy Backman e Bernardo Sassetti)(1996). Durante o ano de 1997, acompanha Art Farmer, Brad Mehldau, Kirk Lightsey, Don Moye, Gary Bartz e Joe Chambers, em Espanha, França e Inglaterra, onde também atua em nome próprio. É deste ano o album ‘Jumpstart’ (Fresh Sound), que grava com o Quarteto de Bob Sands. Ainda em 1997 e com o objectivo de experimentar outras sonoridades, junta-se a José Salgueiro e Mário Delgado, e forma o grupo "Suite da Terra", que perdura até à atualidade. Este trio ganha mais tarde o nome "Lokomotiv", pelo qual é conhecido hoje. É, porém, apenas no ano seguinte que este trio de Carlos Barretto grava o CD ‘Suite da Terra’ (BAB - Dargil) um disco experimental, de fusão entre vários estilos, desde a música tradicional portuguesa, o Jazz e o Rock, sendo ainda permeável às influências africanas e orientais. Este disco é lançado em Maio de 1998, seguido da tournée de apresentação, e que terminou em vários espectáculos na "Expo 98" bem como a realização de uma série de concertos em Macau; compôs a peça ‘Os Seis Sentidos’, para dança, integrado no espectáculo ‘Quadrofonia do Tempo’ - com Bernardo Sassetti, Carlos Martins e Laurent Filipe, apresentado no "Festival dos 100 Dias", na "Expo 98". A coreografia foi de Ana Rita Barata e Peter Michael Dietz. O disco ‘Olhar’ (Up Beat), de 1999 é gravado com Bernardo Sassetti, Mário Barreiros e Perico Sambeat, formação a que dá o nome de Quarteto Carlos Barretto, seguindo-se ao seu lançamento, uma série de concertos de apresentação por todo o país. Mais uma vez, um disco de Carlos Barretto foi considerado pela imprensa portuguesa um dos melhores discos de jazz do ano. Em 2000, e voltando ao seu trio "Lokomotiv", gravou ‘Silêncios’(Foco Musical), ao mesmo tempo que prosseguem, por todo o país e por Espanha, os concertos com o quarteto, participando ainda no programa "Unifonia" com apresentações nas universidades portuguesas. Aproveitando também o seu gosto pela pintura, que até aí tinha cultivado não profissionalmente, Carlos Barretto apresentou o projecto «Solo Pictórico», que une a sua música e pintura originais, apresentando-o em vários espectáculos e gravando o disco com o mesmo nome, em 2002. Barretto continua até hoje a apresentar espetáculos em que incorpora a sua pintura e a sua música, num produto único e coerente; os seus trabalhos em estúdio, e como resultado da sua relação com a dinâmica editora Clean Feed, Carlos Barretto lança ainda Radio Song (CBTM/Clean Feed) em 2006 e Lokomotiv (Clean Feed) em 2003, este último do seu trio, agora finalmente designado com o nome "Lokomotiv" e adicionado de François Cournloup; na vertente pedagógica Barretto dirige vários workshops, nos quais leva a cabo um programa de descoberta de novos instrumentistas. Entretanto prossegue a sua atividade criativa, com a produção de obras originais para ensembles de contrabaixo; entre os trabalhos mais recentes, conta-se o disco Labirintos (Edição Clean Feed) de 2010; mantém ativos vários projetos musicais, nomeadamente o "Quarteto Carlos Barreto", o projecto "Lokomotiv", as suas atuações a solo, e o projeto "Solo Pictórico" em que incorpora música e pintura; em 2014, inserido nas Comemorações do Mandela International Day, promovido pela Embaixada da África do Sul, coordena a construção de um retrato do activista com tampas de plástico, com a participação da população local.

Carlos Barreto Xavier - nasceu em Goa, Índia; compositor, teclista e produtor musical, tem uma vasta obra editada e desenvolve intensa atividade artística (Anjos, António Chainho, Delfins, Hands on Aproach, João da Ilha, Jorge Roque, Katia Guerreiro, Marta Dias, Radiophone, Ritual Tejo, Santos e Pecadores e Passione); desenvolve trabalho solidário e investiga as relações entre a música e a educação no ensino básico, tal como a inclusão social pelas artes.

Carlos Dias - trabalhou durante cerca de 18 anos em editoras e distribuidoras de música, Musica Alternativa e Musicactiva. Desde 1989 integra os Subway Riders, que foram activos durante os 90 e agora desde 2011. Esteve ligado às rádios escolares, piratas e continua na Rádio Universidade de Coimbra como realizador e locutor. É um eterno apaixonado pela musica e pelos discos.

Carlos Guerreiro - nasceu em Lisboa no ano de 1954; é um músico, construtor de instrumentos, marceneiro-entalhador, escultor e professor, que começou por aprender guitarra. No ano em que acabou o liceu (ano em que se dá a Revolução de Abril) foi para o Conservatório para o curso de Educação pela Arte e no fim dos estudos iniciou um percurso de professor a dar aulas a alunos invisuais no Centro Helen Keller. Estudou mais tarde, a Arte de Trabalhar a Madeira, na Fundação Ricardo Espírito Santo, e esteve 20 anos a ensinar música a doentes com paralisia cerebral; fez parte do Grupo de Acção Cultural (GAC) com José Mário Branco, Eduardo Paes Mamede, Afonso Dias e outros; em 1991 foi um dos fundadores do grupo Gaiteiros de Lisboa e é o director musical e produtor de diversos discos da banda.

Carlos J. Vales - técnico de som freelancer há mais de 30 anos, sendo responsável pelo som ao vivo do grupo Xutos & Pontapés desde 1986; realiza trabalho de estúdio com grandes nomes da música nacional portuguesa como por exemplo Jorge Palma, Rui Veloso, Sérgio Godinho e os grupos Resistência, Quinteto de Lisboa, entre outros.

Carlos Martins - saxofonista (tenor e soprano) , compositor e professor de jazz, português, com uma carreira nacional e internacional apreciável; começou por estudar música e tocar clarinete na Banda Filarmónica de Grândola e, posteriormente, continuado os estudos de composição e saxofone no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi ainda aluno na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, de que posteriormente se tornou professor. Participou ainda em cursos de música contemporânea e improvisada na Fundação Calouste Gulbenkian e estudou no IX Seminário Internacional de Música de Barcelona; professor da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, Academia de Música de Setúbal e New Jersey Performing Arts Center e fundador do quinteto de Maria João (cantora) e do Sexteto de Jazz de Lisboa, trabalhou e gravou com músicos importantes como Cindy Blackman, Ralph Peterson Jr., John Stubblefield, Don Pullen e Bill Goodwin, e fez espetáculos em vários clubes de jazz da Europa e em festivais internacionais, com vários outros músicos importantes do jazz; colaborou com o Grupo Colectiva (Teatro e Música), tendo trabalhado com a compositora Constança Capdeville e participou em vários concertos da Oficina Musical do Porto, dirigida pelo maestro Álvaro Salazar bem como com os músicos solistas do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos pelo maestro João Paulo Santos; em 1992 é fundador do festival Lisboa em Jazz, o primeiro festival dedicado à apresentação de músicos portugueses de jazz, organizado em Portugal, e dos Encontros na Sétima (Lisboa, 1994); escreve música para teatro, cinema e ballet, tendo colaborado com o coreógrafo Rui Horta, compondo a música do bailado "As árvores movem-se", com a bailarina e coreógrafa Vera Mantero, para quem compôs a música do bailado "Em corpo com som", a Companhia Contemporânea de Setúbal para quem musicou a coreografia do bailado ‘Dançar José Afonso’ (1994), e ainda a música para o bailado ‘Cantoluso’, para a Companhia Nacional de Bailado. No cinema, são de Martins a banda sonora do filme "Filha da Mãe" de João Canijo, a banda sonora e a música da exposição "A Queda de um Anjo" do escultor António Quina, e as bandas sonoras do filme ‘PAX’ de Eduardo Guedes (1994) e do vídeo "Sétima Colina", do Lisboa 94; o primeiro disco internacional de Carlos Martins "Passagem" (1995) para a etiqueta ENJA, conta com um quarteto all-star, incluindo dois dos mais importantes músicos portugueses de jazz, Bernardo Sassetti e Carlos Barretto, completado pela baterista americana Cindy Blackman, tendo chamado nos meios internacionais a atenção sobre Martins, o que aliás já tinha antes acontecido com a revelação do seu tom cool/hot e do fraseado no estilo de Sonny Rollins na faixa "Working Blues", publicada no disco "sampler" da etiqueta ENJA "More Adventures". Em 1995 fundou a "Orquestra Sons da Lusofonia", da qual é director artistico; em 1997 gravou um disco com o guitarrista e compositor cabo-verdiano Vasco Martins, em 1998 gravou "Caminho Longe" com o projecto/orquestra Sons da Lusofonia, e mais recentemente gravou ‘Sempre’, com o seu "Quinteto", comemorando os 25 anos do 25 de Abril, todos para a editora EMI- Valentim de Carvalho; é um dos quatro compositores (com Laurent Filipe, Carlos Barretto e Bernardo Sassetti) do projecto ‘Quadrofonia do Tempo’, apresentado no "Festival dos 100 dias", na "Expo 98" em Lisboa;

Carlos Paredes

como director musical e músico, com uma orquestra de cordas, e em colaboração com outros músicos, preparou o espetáculo e o disco "As Viagens do Fado", um projecto que integra música de três continentes (Europa - América - África) a partir de um roteiro de influências musicais à volta do fado, destinado às comemorações de 25 anos da "União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa" (UCCLA), e uma iniciativa desenvolvida no âmbito da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade; em 2008 Carlos Martins lança o álbum "Água", com Carlos Martins (Saxofone Tenor), Alexandre Frazão (Bateria), André Fernandes (Guitarra), Nelson Cascais(Contrabaixo e Baixo Eléctrico), Bernardo Sassetti (Piano e Fender Rhodes), Júlio Resende(Piano) e a participação especial de Pacman dos Da Weasel, e que foi considerado CD Jazz Nacional do ano 2008, pela votação da critica portuguesa; apresenta-se actualmente com os seus "Quarteto" e "Quinteto", com a Orquestra Sons da Lusofonia e o grupo e orquestra do seu projecto "Viagens do Fado"; em 2016 é lançado o novo disco de Carlos Martins. Inclui uma das últimas colaborações de Sassetti na faixa "Chant of Kali" onde “é a graça espiritual de Bernardo Sassetti que perdura”.

Carlos Paredes - foi um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa, tendo sido igualmente um grande compositor; é considerado como um dos símbolos ímpares da cultura portuguesa. Para além das influências dos seus antepassados - pai, avô e tio, tendo sido o pai, Artur Paredes, o grande mestre da guitarra de Coimbra, manteve um estilo musical coimbrão, a sua guitarra era de Coimbra e a própria afinação era do Fado de Coimbra; a sua vida em Lisboa marcou-o e inspirou-lhe muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos; neto e bisneto de guitarristas, Gonçalo Paredes e António Paredes, começou a estudar guitarra portuguesa aos quatro anos com o seu pai, embora a mãe preferisse que o filho se dedicasse ao piano; frequenta o Liceu Passos Manuel, começando também a ter aulas de violino na Academia de Amadores de Música; em 1934, a família muda-se para Lisboa, o pai era funcionário do BNU e vem transferido para a capital. Abandona a aprendizagem do violino para se dedicar, sob a orientação do pai, completamente à guitarra; inicia em 1949 uma colaboração regular num programa de Artur Paredes na Emissora Nacional; em 1958, é preso pela PIDE por fazer oposição a Salazar, é acusado de pertencer ao Partido Comunista Português, do qual era de facto militante, sendo libertado no final de 1959 e expulso da função pública, na sequência de julgamento; em 1962, é convidado pelo realizador Paulo Rocha, para compor a banda sonora do filme Os Verdes Anos; tocou com muitos artistas, incluindo Charlie Haden, Adriano Correia de Oliveira e Carlos do Carmo. Escreveu muitas músicas para filmes e em 1967 gravou o seu primeiro LP "Guitarra Portuguesa"; a sua paixão pela guitarra era tanta que, conta que certa vez, a sua guitarra se perdeu numa viagem de avião e ele confessou a um amigo que «pensou em se suicidar»; a 10 de Junho de 1992 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada; uma doença do sistema nervoso central, (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida; em 2003, a sua obra foi reunida e organizada numa definitiva caixa de 8 discos; morreu a 23 de julho de 2004 na Fundação Lar Nossa Senhora da Saúde em Lisboa, sendo decretado Luto Nacional. Foi sepultado no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; deixou uma extensa discografia. Depois dos EPs “Carlos Paredes” (1957), “Verdes Anos” (1962), “Romance nº 2” (1968), “Fantasia” (1968) e “Porto Santo” (1968), Carlos Paredes edita, também em 1968, o seu primeiro álbum, “Guitarra Portuguesa”, com Fernando Alvim à vioa, no qual se incluem um dos temas de mais difícil interpretação, “Variações em Ré Maior” (a abrir o disco), e o encantador “Canção Verdes Anos”. Seguem-se “Balada de Coimbra” (um EP de 1971), “Movimento Perpétuo” (o segundo álbum, de 1971), “António Marinheiro” (EP de 1972), “É Preciso um País” (1975, com poemas lidos por Manuel Alegre), “Concerto em Frankfurt” (1983), “Invenções Livres” (1986, com António Vitorino d’Almeida), “Espelho de Sons” (1988) e “Dialogues” (1990, com o músico de jazz Charlie Haden). Edita ainda “Asas Sobre o Mundo” (1992), “O Melhor dos Melhores” (1994), “Na Corrente” (1996), “O Melhor de C. Paredes” (1998) e “Canções para Titi” (2001).

Carminho


Carminho - é a grande voz do fado e uma das artistas portuguesas com maior projecção internacional; nasceu no meio das guitarras e das vozes do fado, filha da conceituada fadista Teresa Siqueira, estreou-se a cantar em público aos doze anos, no Coliseu. O Fado esteve sempre tão presente que nunca pensou que pudesse ser a sua profissão. Durante a faculdade cantava em casas de Fado, foram várias as propostas para gravar mas decidiu esperar. Licenciou-se em Marketing e Publicidade e percebeu que cantar exigia uma maturidade e um mundo que ainda não tinha. Durante um ano viajou pelo mundo, participou em missões humanitárias e regressou a Lisboa decidida a entregar-se por inteiro a um percurso artístico; “Fado”, o seu primeiro disco, é editado em 2009, que se tornou num dos mais aclamados álbuns do ano e da década. Alcança a platina, resultado invejável para uma estreia, e vê "Fado" abrir os corações de Portugal à sua voz, e as portas do mundo ao seu talento: melhor álbum de 2011 para a revista britânica "Songlines", actuações nas principais capitais europeias, no Womex 2011 em Copenhaga e na sede parisiense da UNESCO no âmbito da candidatura do Fado a património mundial. No mesmo ano, colabora com Pablo Alborán em “Perdoname” e torna-se na primeira artista portuguesa a atingir o número 1 do top espanhol; em 2012, o segundo álbum, “ALMA”, estreia-se no primeiro lugar de vendas em Portugal e alcança posições de destaque em vários tops internacionais. Depois de passar pelas principais salas da Europa e do Mundo, em países como Finlândia, Suécia, Peru, Chile, Argentina, Colombia, China, India, Letónia, EUA, Alemanha, Reino Unido, Coreia do Sul, Polónia, França, Austria, Dinamarca, entre tantos outros, atua também no Brasil e realiza o sonho de gravar com Milton Nascimento, Chico Buarque e Nana Caymmi que resulta numa reedição de “Alma” com três novos temas. Carminho começa assim a conquistar o Brasil, com concertos esgotados no Rio de Janeiro e um pouco por todo o país; no ano seguinte afirmou-se como uma das mais internacionais artistas portuguesas, levando a sua voz aos quatro cantos do mundo, ao mesmo tempo que é distinguida em Portugal com um Globo de Ouro e o Prémio Carlos Paredes, vendo ambos os seus álbuns atingirem a marca da dupla platina; no final de 2014 edita “Canto”, e a sua relação com o Brasil ganha raízes ainda mais profundas, com a primeira parceria de Caetano Veloso com o seu filho mais novo Tom que lhe oferecem o inédito “O Sol, Eu e Tu”. “Canto” inclui também o dueto com Marisa Monte e participações especiais de Jaques Morelenbaum, António Serrano, Carlinhos Brown, Javier Limón, Naná Vasconcelos, Dadi Carvalho, Jorge Hélder e Lula Galvão; em 2016, na sequência de um convite endereçado pela família de um dos maiores compositores do mundo, grava “Carminho canta Tom Jobim”, com a última banda que o acompanhou ao vivo nos seus últimos dez anos, partilhando temas com Marisa Monte, Chico Buarque e Maria Bethânia. “Carminho canta Tom Jobim” é já platina e com este disco Carminho é galardoada com o Globo de Ouro de melhor interprete. Depois do grande êxito conquistado com este álbum, a cantora portuguesa, considerada uma das maiores intérpretes da história da nossa música, está de regresso com um novo disco de originais; “Maria” é o título que Carminho escolheu para o seu novo álbum, o quinto da sua carreira e o mais pessoal de sempre. Um álbum que assina a produção e inclui várias canções de sua autoria. Um disco verdadeiramente emocionante. Um diálogo constante, sempre sintonizado no respeito por tudo aquilo que Carminho aprendeu directamente das suas raízes do fado, respeitando a verdade das palavras e da linguagem tradicional, mas ao mesmo tempo com um olhar livre e contemporâneo sobre o mundo que a inspira, reinterpretando muito do que aprendeu com o fado desde pequena.

Caroline Lethô - EBM, house profundo, techno indescritível, o álbum mais estranho, new wave, house obscuro; do Algarve, a viver agora em Lisboa, Carolina Mimoso tornou-se uma das maiores promessas do país, com produções em editoras como AVNL ou Extended Records e String Theory, o seu programa de rádio mensal na Rádio Quântica; esmaga apenas material de alta qualidade e sonoridades impacientes.

Casa da Música - é a principal sala de concertos localizada na Avenida da Boavista, no Porto; foi projectada pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade; embora o concerto do dia de abertura ocorresse no dia 14 com os Clã e Lou Reed o espaço só foi inaugurado no dia 15 de abril de 2005, pelo presidente da República Jorge Sampaio com o concerto dado pela Orquestra Nacional do Porto.

Cassete Pirata


Cassete Pirata - estrearam-se com o lançamento do EP homónimo em 2017; estão na fase final de produção do seu disco e até já desvendaram uma das suas novas canções, com o vídeo de “Outro Final Qualquer”. Liderados por João Firmino (mais conhecido como Pir), vocalista e compositor da maior parte dos temas; contam com a bateria de João Pinheiro (Diabo na Cruz, TV Rural), o baixo de António Quintino (Samuel Úria), a dupla única de cantoras e teclistas Margarida Campelo e Joana Espadinha, e contam ainda com o produtor musical Luís Nunes (aka Benjamim); vindos maioritariamente das escolas de jazz de Lisboa e Amesterdão, trazem as canções rock diretamente da juventude, canções que reprimiram durante o estudo das harmonias do jazz. O lirismo das melodias e o som psicadélico dos teclados vêm de quem juntou os Supertramp e os Melody's Echo Chamber aos discos de Coltrane e Milton Nascimento; com a sua sonoridade rock, são reconhecidos como uma das mais promissoras bandas do panorama musical português; em 2019 editam "A Montra", o álbum de estreia.

Catacombe - Scintilla é o álbum primeiro dos Catacombe. Surge talvez demasiado tempo após o último, “Quidam”, de 2014. Surge após crescimentos individuais e colectivos, após o trabalho, após o sono, após o riso e a lágrima. Surge quando os que o compõem não são os mesmos que há cinco anos, mesmo que o passado se sinta próximo. E surge, impreterivelmente, para nos ensinar uma valiosa lição: a de que não há escuridão que resista ao mais ténue dos brilhos, não há quarto que não se alumie com o mais fraco dos candeeiros; gravado e produzido por Daniel Valente, nos estúdios Caos Armado e no CCMP, misturado por Falk Andreas e masterizado por James Plotkin (O.L.D., Khanate), Scintilla transporta-nos até àquele momento primordial em que o homem descobre o fogo, para que milhões de anos mais tarde uma banda possa descobrir o rumo, ou a maturidade. A luz, ou o alvor. A estrela da manhã, a mesma que é dada aos que triunfam. E, escusado será dizê-lo, Scintilla, e os Catacombe, triunfaram; nem sempre é fácil rotular o tipo de música que ouvimos, especialmente quando encontramos casos com algumas fusões, como Catacombe. Relembrando Mogwai e God Is An Austronaut, assim nos chega o novo álbum da banda portuense.

Cavaliers of Fun - começou no ano do Senhor de 2009. Ricco Vitali habita o espaço cósmico de Londres e desenvolve pop tropical futurista. Baixos saltitantes e arpeggios italo-disco embalam e fazem respirar; como qualquer viagem intergaláctica, a imensidão do espaço criou a necessidade de companhia. Eis que surge Miguel Nicolau, co-piloto desta nave; o regresso à caliente Lisboa trouxe, em 2011, o primeiro EP Sharing Space Secrets. Um manual de sobrevivência cósmica; em 2013 é a vez de CAMP COF, dreamwaves com influências africanas; nos anos seguintes tocaram na Aula Magna, abriram para os Imagine Dragons no Coliseu dos Recreios, passaram pelos conceituados clubes Moroder de Madrid, Razzmatazz de Barcelona, Musicbox em Lisboa e ainda pelos festivais de Verão em Portugal e Espanha; entre concertos remisturam os Dragonette, The Teenagers, We Trust, Norton, Britney Spears, Gwen Stefani, Outkast entre outros; em 2015 são os grandes vencedores do EDP LIVE BANDS. Com a vitória do concurso ganham a oportunidade de gravar o primeiro álbum Astral Division.

Cave Story - são uma banda nascida nas Caldas da Rainha, terra mitológica onde acontece tudo e nada ao mesmo tempo; formados em 2013, lançaram um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a FatCat Records e o Reverence Valada; um trio que se tornou num quarteto durante a tour de lançamento do seu primeiro LP West (2016); voltaram às edições com o segundo longa duração Punk Academics. Depois do primeiro single Special Diners, tema preciso e enérgico que explora a economia de uma canção, o segundo single a faixa título Punk Academics é um momento de perdurável entusiasmo. Oito minutos que se dividem em todas as dinâmicas que fazem parte desse disco. Ao longo do disco percorremos as lições do DIY, do punk, do hardcore. Aqui tornadas um objecto. Estudo de caso sobre a influência sem preconceito, da libertação física dos Black Flag, ludicidade dos Minutemen, ou a contemplação que nunca se perde de vista dos Television.

CCOB - Circulo Católico de Operários de Barcelos; sala de concertos; uma referência na área da cultura, da arte, da música e do espectáculo no concelho.

César Cardoso - nasceu em 1982 em Leiria, e desde cedo se dedicou á música, com apenas 7 anos; em 1995 entrou para a Escola de Música do Orfeão de Leiria (EMOL) e aí concluiu o 8º grau do conservatório na classe de saxofone do Prof. Alberto Roque, em 2003. Durantes esses anos, participou em várias master classes, onde teve a oportunidadede trabalhar com Hugo Gaito, José António Lopes, Mário Marques, Jean-Marie Londeix, entre outros músicos; entre 2004 e 2008 frequentou a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, onde trabalhou com Jorge Reis e Pedro Moreira e começou a distinguir-se como músico de jazz: em 2007 participou na peça de teatro Quando o Inverno Chegar, de José Luís Peixoto, sobre a direcção musical de Pedro Moreira; em Dezembro desse mesmo ano tocou no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em representação da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, num evento inseridono Festival Portugal Jazz Itinerante; em Maio de 2008 foi escolhido para integrar a European Colours Jazz Orchestra, tendo sido o único representante de Portugal; em 2008 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa, tendo-se licenciado em Saxofone Jazz e continuado a trabalhar com Jorge Reis e Pedro Moreira. Ao longo do seu percurso académico, participou em vários workshops nos quais teve contacto com grandes músicos do panorama jazzístico nacional e internacional, como Pedro Madaleno, João Moreira, Ricardo Pinheiro, Afonso Pais, Bruno Santos, José Menezes, Bernardo Moreira, Dave Schnitter, Jesse Davis, David Binney, John Taylor, Perico Sambeat, Chris Cheek, John Ellis,entre outros; é membro do grupo de dixieland Desbundixie, com o qual gravou Kick’n Blow (em 2007) e Up 2 Nine (em 2009), este último com a participação especial de Maria João na voz e de Filipe Melo ao piano; é mentor e director artístico da Orquestra Jazz de Leiria, a qual junta a comunidade jazzística de Leiria, tendo já realizado vários concertos com convidados, dos quais se destacam Vânia Fernandes, David Fonseca, Maria João, Herman José, Luísa Sobral, Áurea, Tiago Bettencourt, Pedro Abrunhosa e Ana Bacalhau; de destacar também a sua colaboração com Orquestra do Herman José, Lisbon Swingers, BigBand Reunion, Claus Nymark Big Band, 7teto do Hot Clube de Portugal, 5teto de Rodrigo Gonçalves, Nelson Cascais Quintet, Xutos e Pontapés e ainda a Orquestrade Jazz do Hot Clube de Portugal; em 2010 gravou o seu primeiro disco de originais, "Half Step", com o seu quinteto, do qual integravam os músicos Bruno Santos, Filipe Melo, Demian Cabaud e Bruno Pedroso. O disco conta ainda com Pedro Moreira como convidado especial e teve a sua apresentação no Festival de Jazz da Marinha Grande;

César Cardoso

em 2015 lançou o seu segundo disco de originais, "Bottom Shelf", no Hot Clube de Portugal, o qual gravou com o seu actual quarteto - Bruno Santos, Demian Cabaud e André Sousa Machado, alguns dos melhores músicos de jazz nacionais; já tocou com outros grandes nomes do Jazz nacional e internacional, como João Moreira, Jorge Reis, Claus Nymark, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Lars Arens, Afonso Pais, Nelson Cascais, João Paulo Esteves da Silva, Julian Arguëlles, Maria João, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Zé Eduardo, Perico Sambeat, Rosario Giuliani, Stacey Kent, Benny Golson, John Ellis, Miguel Zenón, Joe Lovano, John Hollenbeck, Guillermo Klein entre outros; em 2016 lançou o livro "Teoria do Jazz", pela Chiado Editora, o primeiro livro em Português sobre a baseteórica do Jazz, idealizado como manual de apoio para estudantes de Jazz; tem desenvolvido a sua paixão pela escrita para Big Band em parceria com diversas orquestras, tendo neste momento cerca de 100 arranjos, compostos originalmente para a Orquestra Jazz de Leiria (incluindo arranjos de temas dos artistas convidados) e para a Orquestra do Hot Clube de Portugal, que lançou recentemente o disco "Dançados Pássaros", com músicas de António Pinho Vargas, 3 das quais com arranjos seus; em 2018 lançou o seu terceiro disco de originais, "Interchange", que gravou com o seu quarteto – Bruno Santos, Demian Cabaud  e André Sousa Machado, e contou a participação especial do saxofonista alto Miguel Zenón. Neste mesmo ano lançou também o segundo livro, "Teoria do Jazz – Exercícios",que complementa o primeiro volume com exercícios teóricos colmatando uma falha que existia no ensino do jazz em Portugal; actualmente, é também professor de saxofone, teoria, combo e Big Band na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e Saxofone Jazz na Universidade de Évora; "Dice of Tenors" é editado em 2020 e resultada intenção do seu mentor, César Cardoso, de procurar novas abordagens, caminhos e ideias de composição e arranjo,através de uma formação alargada. Esta formação é constituída por 8 elementos, distribuídos por sopros, saxofone tenor, saxofone alto, trompete e trombone, e secção rítmica, vibrafone, piano, contrabaixo e bateria. Tendo já outros projectos com formações em Quarteto e Quinteto e tendo escrito muitos arranjos para Big Band, a ideia desta formação surgiu por ser diferente do que tem feito e sobretudo para lançar a si mesmo o desafio de construir um disco com uma identidade própria mas com inovação e frescura na abordagem dos temas. Para este disco, César Cardoso escolheu 8 temas, 6 dos quais são Standards do Jazz celebrizados por alguns dos maiores saxofonistas tenores – Hank Mobley, Benny Golson, John Coltrane, Dexter Gordon, Sonny Rollins e Joe Hendersone –, e compôs ainda 2 temas a completar o disco. Estes arranjos contêm abordagens e técnicas novas,recentemente estudadas, havendo a intenção de criar algo como se fosse um novo tema mas ao mesmo tempo sem perder a essência do original. Além disso, um dos pressupostos é o de elevar o nível musical através da sua complexidade harmónica, rítmica e métrica, sem perder o lado musical,tornando tudo o mais orgânico possível.

Charanga - projecto de criação e performance musicais. Na era digital e cultura actual, fazem uso de computadores, beatboxes, sintetizadores, ferramentas virtuais e influências musicais globalizadas, mas também o tambor, a gaita-de-fole, o violino, o bandolim, a D. Ermelinda que canta a Moda da Ceifa e os adufes; o repertório é maioritariamente original, sendo complementado com variações, versões e deambulações inspiradas nas construções melódicas, harmónicas e rítmicas do cancioneiro popular português e galego; celebram 10(X) anos de navegação entre os beats das máquinas de ritmos e os toques dos adufes e bombos. Foi uma viagem que juntou a electrónica, os samples, os ritmos das Beiras, as modas de Trás-os-Montes, as cantigas do outro lado da fronteira, uma pitada de pop, o saber de todos nós, o povo, e tudo o que se foi arrepanhando no caminho, tal qual manta de retalhos Bordada pelo Ti Tobias com pespontos de Electrónica Cá da Terra. Prepararam uma rota que partiu da península ibérica e seguiu rumo ao planeta X. Apresentaram o seu novo álbum "Charanga com X: 10 anos depois entre Beats & Toques". O planeta X foi construído, por todos e para todos, na ressaca livre de um mundo cada vez mais intoxicado; o novo disco contou com a colaboração de vários artistas como: Adufe & Alguidar vozes e adufes juntam-se numa versão apimentada pela electrónica de uma música do GAC, João Aibéo, Yuri Antunes, Rui Machado e José M. Cruz a emprestarem os seus sopros a uma versão livre à volta de uma chamarrita dos Açores que termina numa festa klezmeriana com o Cavaco à mistura, Daily Misconceptions remisturando uma das músicas do álbum dedicada às falhas de memória e aos Kraftwerk, Luís Peixoto (que largou as cordas e agarrou-se aos processadores) a remisturar uma das primeiras músicas da Charanga: Analogia da Gaita, Paulo Azevedo, designer que emprestou o seu génio para pôr um X na Charanga e Micaela Neto, fotógrafa que acompanha a Charanga desde sempre; a Charanga foi vencedora dos prémios Megafone/SPA 2014 organizados pela associação Megafone5 - João Aguardela e atribuído por um diverso painel de júris composto pelas seguintes personalidades: Luis Varatojo (Músico), Pedro Gonçalves (Crítico de Música da Time Out), Ricardo Alexandre (RTP/Antena1), Jorge Cruz (Músico), Fausto da Silva (Rádio Universidade de Coimbra), Raquel Bulha (Antena 3) e Luís Ferreira (Director do Festival Bons Sons). Ao longo da curta carreira da Charanga foram também várias as referências, entrevistas e presença em vários programas, jornais e rádios de referência (Antena 3, RDP, Terra Pura, Radio 3 Espanha (rTVe), Radio Nacional Belga, Rádio Universitária de Coimbra, Mundofonias, jornal i, Público, Ípsilon, TSF, canal Q, RTP, SIC etc); deram espectáculos um pouco por todo o país e em Espanha em auditórios municipais e outros locais de espetáculo de referência. Participaram em festivais do circuito da música e cultura portuguesas (Andanças e Festa do Avante - 2010 / Outonalidades e Salva a Terra – 2011,2013 / L Burro e l Gueiteiro – 2012 / Iberfolk - 2013 / Festival Terra Transmontana e Festival Bons Sons 2014, etc); publicaram vários registos - EP "Electrónica Cá da Terra" (2009), EP “TransBorda” e LP “Borda Tu!” (2013) e "Tribut'ó Ti Tobias" (2016) e são compostos por Francisco Gedeão - Voz, percussão tradicional, sintetizadores e programação de ritmos, Quim Ezequiel - Gaita de foles, vozes de apoio e aerofones vários, Simões - Bandolim, Bouzouki , Marta Baqueiro - Manipulação de vídeo ao vivo e David Pereira - Técnico de Som.

Chullage


Churky - “Nada Nem Ninguém” constitui a música de apresentação do álbum de estreia de Churky, vencedor do EDPLiveBands2018; o disco (Sony Portugal) foi editado em Fevereiro de 2019 e tem por título “É”; apresenta o resumo de Churky e das suas canções totalmente compostas e tocadas por si mesmo. Diogo Rico (nome de Churky) é autor de todos os temas do álbum de estreia, gravado no Estúdio da Estrela (Lisboa). Foi também no Estudio que trabalhou com João Carneiro, realizador dos vídeos dos próximos singles "É" e "Pente Fino"; a história de Churky começa muito cedo. Desde os 13 anos que aprendeu a tocar todos os instrumentos e aos 15 já se dedicava à composição. Tendo a zona da Nazaré como base de vida, as suas músicas traçam linhas diferentes do habitual. Esse mesmo toque diferenciador levou-o à vitoria no EDPLiveBands e catapultou Churky para um reconhecimento maior, como são os casos das actuações nos festivais NOS Alive (Portugal), Mad Cool (Espanha) e Belem Art Fest (Portugal).

Chullage - Nuno dos Santos é um rapper português filho de pais cabo-verdianos; relacionado com Cultura e Educação, ligado ao Teatro, a Workshops e Exposições foi responsável pelo Desenho de Som da exposição de Vhills – Dissection – nos Museus EDP; actualmente, foca-se na criação de letras e instrumentos para projectos pessoais; editou "Mulher da Minha Vida/Rapresálias" (2001), "Rapresálias…" (2001), "Rapensar (Passado, Presente e Futuro)" (2004) e "Rapressão 1" (2012).

Ciclo Preparatório - são José Pape, Francisco Macedo, Constança Pinto Gonçalves, Benedita Pinto Gonçalves, Sebastião Macedo e João Gagliardini Graça; O segundo disco de originais "Se é para perder, que seja de madrugada" foi gravado por Bernardo Barata, misturado por Hugo Valverde e masterizado por Nuno Monteiro. A produção esteve a cargo de Sebastião Macedo e o artwork é da autoria de Benedita Pinto Gonçalves. Foi editado numa primeira fase em formato digital e depois chegou ao mercado uma edição limitada em Vinil, com o apoio da Fundação GDA. Deste álbum fazem parte os singles "Melhores Dias Hão-de Vir", "Caravela" e "Montes da Beira". Este último que se encontrou no TOP A3.30 da Antena 3.

Cinema Alvalade - inaugurado em inícios dos anos 50, o Cinema Alvalade, na lisboeta Avenida de Roma, ganhou lugar entre o polo que ali se desenvolveu quando os Cafés Vá Vá, Luanda e a Pastelaria Suprema chamaram as atenções da juventude lisboeta; em inícios dos anos 70 começou a receber concertos, quando acolhe uma atuação histórica dos alemães Embryo; em finais dos oitentas, tem pontualmente uma agenda mais intensa de música, recebendo, entre outros, os Sigue Sigue Sputnik, Fish e Tom Verlaine. Hoje há ali novamente cinema. - in Blitz (Nuno Galopim)

Cíntia - Cíntia Nicole Correia, conhecida apenas por Cíntia, é uma jovem compositora e intérprete de 18 anos nascida e criada na Apelação em Loures; foi em 2017, com apenas 16 anos, que se interessou verdadeiramente pela música. Tudo começou ao ser desafiada por um amigo para entrar em estúdio e criar um novo tema. A partir daí, o bichinho da música começou a crescer em si e nunca mais parou; influenciada desde muito cedo por nomes como Força Suprema e J Hus, a artista tem vindo a dar cartas no Afro Swing.

The CityZens - trio formado em 2013 em Vila Nova de Famalicão, composto por Jorge Humberto (guitarra e voz), Luís Ribeiro (baixo) e Rui Pedro (bateria); após 13 anos de trabalho em conjunto, no projeto sUBMARINe, e finda a atividade deste último existiu da parte de Jorge Humberto e Luís Ribeiro a necessidade de continuar com a sua aventura musical. Dessa vontade surge agora The CityZens, projeto que partiu como um duo e que passou a trio com a entrada do baterista Rui Pedro; a banda move-se no universo, Garage Rock, Blues Rock, Alternative Rock, Indie rock; em 2015 apresentaram o primeiro álbum "Medicine For Open Minds", um disco que passeia por universos Folk Rock psicadélico, Soul Rock e Blues Rock, que os levou a tocar em 40 cidades nacionais; em 2018 passam de trio a quarteto, com a entrada do Pedro Barbosa para as teclas e guitarra; "we are The CityZens" marca o regresso às edições discográficas. Produzido por Paulo Miranda, o novo álbum é um disco rock composto por 9 canções; o single de apresentação foi "Sleepwalker"; lançaram um EP homónimo com três temas que foram acolhidos de forma positiva junto do público e das rádios.

Clã


Clã - formam-se em Novembro de 1992 com Hélder Gonçalves (principal compositor, arranjador e director musical) a convidar Miguel Ferreira, Pedro Biscaia, Pedro Rito, Fernando Gonçalves e Manuela Azevedo para se juntarem a ele neste projecto; “LusoQualquerCoisa”, produzido por Mário Barreiros e Carlos Tê (também responsável por duas letras e co-autorias de outras letras com Hélder Gonçalves), foi editado em Fevereiro de 1996. Aclamado pela crítica, e com forte presença nas rádios nacionais, este primeiro trabalho impõe os Clã como uma das mais fortes revelações da música portuguesa emergente; “Kazoo”, o 2º álbum, foi editado em Setembro de 1997, dando origem a uma tour de mais de dois anos, com mais de cem espectáculos por todo o país, com direito de passagem por Macau e Brasil; a estreia nos grandes palcos dos festivais de Verão aconteceu em 1998 com concertos no Festival Super Rock (na Praça Sony), Festival Paredes de Coura e Noites Ritual Rock; apresentaram o projecto “Afinidades”, encomenda da Expo’98 que conta com a participação de Sérgio Godinho; Maio de 2000 lançaram o 3º álbum de originais, “Lustro”. Neste álbum, para além de Carlos Tê, contam com letras de Sérgio Godinho, Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto) e Arnaldo Antunes, músico e poeta paulista; em 2001 é editado “Afinidades – Clã e Sérgio Godinho ao Vivo”, com base nas gravações das três apresentações do projecto, em 1999, no Rivoli; o novo trabalho, “Rosa Carne”, foi editado em Maio de 2004 e apresentado ao vivo, até final do ano, em mais de 50 concertos. De destacar o espectáculo apresentado a 26 de Novembro, no Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, com os convidados Paulo Furtado e Arnaldo Antunes e encenação inspirada no universo do último álbum. Deste espectáculo nasceria o primeiro DVD da banda, “Gordo Segredo"; “Cintura” foi editado em Outubro de 2007 e teve como single de avanço “Tira a Teima”. Nesse mês, deram início a uma digressão por auditórios e cine-teatros que se prolonga até Março de 2008; em janeiro de 2011 acontece a estreia de «Disco Voador», Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves percorreram algumas escolas do concelho de Vila do Conde, realizando oficinas onde apresentavam as novas canções e promoviam o contacto directo dos alunos com a música e os músicos e depois apresentado ao vivo no Centro Cultural de Belém e na Casa da Música. «Disco Voador» conquistou a atenção de pequenos e graúdos. Um trabalho surpreendente e inovador inspirado no universo dos “supernovos”; em 2014 voltaram com novo álbum "Corrente" e uma nova digressão nacional.

Coimbra


Club Makumba - João Doce conheceu Tó Trips em 2004, na tour dos Wraygunn. Logo ali nasceu uma forte amizade e, mais tarde, surgiu também a ideia de fazerem alguma coisa juntos. O plano inicial era simples: Tó Trips na guitarra e João Doce na percussão. O EP “Sumba”, gravado e masterizado por Eduardo Vinhas no Golden Poney Studios, nasceu dessa necessidade criativa de dois músicos. É um exercício livre, espontâneo, experimental e tribalista. E esse caminho continua a ser feito, agora com Club Makumba; de forma a aumentar a palete de cores e ambientes, Gonçalo Prazeres, saxofone, e Gonçalo Leonardo, contrabaixo, juntam se à banda de Tó Trips e João Doce; tem influências de música mediterrânica, numa geografia primitiva sem qualquer preconceito no que diz respeito a raízes e fronteiras. A convite de Legendary Tigerman, os Club Makumba deram o seu primeiro concerto no Super Bock em Stock 2019 em Lisboa.

Club Souto – Sessões de inverno do Souto Rock; actuações com concertos e dj sets; iniciou em 2015 com pequenos concertos no Platano Kobêrto, na freguesia de Roriz, que também é a sede do festival Souto Rock; em 2018, os concertos migram para Barcelos no CCOB.

Coimbra - o fado de Coimbra está intimamente ligado às tradições académicas e caracteriza-se por uma guitarra com uma estrutura, configuração e afinação própria. Nomes como Adriano Correia de Oliveira e Zeca Afonso, cantores e poetas da resistência à ditadura, revolucionaram a música tradicional portuguesa. É ainda ligado ao Fado de Coimbra que temos a mais emblemática casa de Fados; O Centro Cultural àCapella. Numa antiga capela do Séc. XIV, reúnem-se todas as noites os melhores músicos da atualidade fadística: Nuno Correia da Silva, Ricardo Dias, Nuno Botelho, Bruno Costa e outros dão-nos o que o fado tem de melhor; géneros como o rockabilly e o blues, surgem vários nomes associados a Coimbra. Desses são exemplos JP Simões, Legendary Tiger Man (Paulo Furtado), os WrayGunn, Tédio Boys, a Jigsaw, os Bunnyranch, d3ö, entre outros.

Conan Osiris - alter ego de Tiago Miranda, um artista que está empenhado em mostrar que há um passo de dança em cada nota musical do seu disco de estreia “Adoro Bolos”, editado em 2017; as suas influências são variadas e bebe de géneros tão diferentes como fado, hip hop, canto cigano ou magrebino e até metal; o nome Conan Osiris atingiu uma popularidade a nível nacional graças à sua participação no Festival da Canção com o tema “Telemóveis”; romântico e humorista ao mesmo tempo, é um dos projetos mais refrescantes da música portuguesa feita hoje e promete conquistar (ainda mais) o público; é bem português, mas é o espelho da globalização. Conan Osiris é músicas do mundo, é o afunilamento de todas as visceralidades, musicas e não só, que transporta em si; é uma das mais gratas surpresas musicais dos últimos tempos.

Conan Osiris


Conjunto Corona - são dB e Logos, duas distintas personagens do hip hop nacional que uniram ideias em comum; dB é o produtor e muito provavelmente o maior cleptomaníaco de samples em Portugal onde tudo tem potencial para ser reutilizado nos seus beats, e Logos é o rapper de serviço e, muito provavelmente, aquele com mais facetas em Portugal, sendo quase camaleónica a forma como aborda cada música; depois de dois álbuns editados em 2014 e 2015 (“ Lo-Fi Hipster Sheat ” e “ Lo-Fi Hipster Trip”), o Conjunto Corona lançou “Cimo de Vila Velvet Cantina” no ano de 2016; seguindo o bom ritmo de edições, em 2018 chegou mais um capítulo desta história. “Santa Rita Lifestyle” é o recente disco inspirado pela rotunda de Santa Rita, "enclave místico na junção dos terrenos sagrados de Águas Santas, Ermesinde, Valongo e Baguim do Monte"; o Conjunto procura a maturidade ao mesmo tempo que mantém a mesma infantilidade de sempre, uma intenção que se faz notar em canções fortemente urbanas, até um pouco marginais, e quase sempre psicadélicas. O objetivo é o mesmo de sempre: “não quer fazer rap quadrado”.

Conjunto!Evite - são José Deveza, Manuel Belo, Sebastião Santos, Fábio Neves e Vicente Santos; a banda nasceu da capacidade de sonhar que o Prog-Rock tinha pernas para andar e podia sair do armário sem cheirar a naftalina; adeptos de cantigas longas e de fazer viajar quem os ouve. É música pela música, uma espécie de fusão entre Pink Floyd e Death From Above, ELP e QOTSA, Yes e Mastodon, Camel e Tool, num caldeirão de influências que se insinua, mas nunca transborda e que faz ponto caramelo na palavra cantada de dois irmãos que só sabem harmonizar em português.

Cosmic Burger - a Cosmic Burger não assenta em apenas um rótulo, é transversal e multidisciplinar. A editora que é muito mais que isso, é também uma agência e um coletivo de criativos, onde se desenvolvem funções de agenciamento e produção de artes; fundada em 2014 por Francisco Quintas, conta, atualmente, com uma equipa de seis elementos e uma carteira de quatro bandas: Imploding Stars, IVY, Blackoyote e VHS.

Cosmic Mass - o disco de estreia aconteceu a 1 de Março, numa odisseia vibrante para todos os fãs de rock; com a bagagem cheia de fuzz e riffs que te expropriam os ouvidos, são a resposta da Beira Litoral à mais recente onda psych-garage que tantos discos nos tem dado nos últimos tempos; juntos que nem colegas de carteira, André Guimas, Miguel Menano, Pedro Teixeira e António Ventura chegam com Vice Blooms, disco de estreia que peca pela maturidade que descreve a criatividade rock n’roll de um projecto embrionário; à garantia de um concerto frenético, o quarteto aveirense é capaz de converter as vibrações do palco em energia renovável em apenas 40 minutos de rock sem prefixo. Dos King Gizzard & The Lizard Wizard aos Oh Sees, e com toques de Syd Barrett a camuflar o psicadelismo na fauna do garage-rock, isto são malhas de te fazer crescer a barba com a aura pop típica dos anúncios da TV. Resumindo: um mimo de rock!; "I’ve Become the Sun” foi a música com a qual os Cosmic Mass se deram a conhecer ao mundo e percebe-se porquê. Rápido, cheio de energia e viciante, este hino àquele momento da noite de adrenalina e peito feito em que uma pessoa se sente invencível e o maior do mundo, é uma perfeita amostra daquilo que a banda é e tem para oferecer. Com isto, deixaram os Cosmic Mass encarregues de fazer o seu próprio videoclip. O que acontece quando se dá uma câmara a quatro gajos com mentalidade de criança? Em “I’ve Become the Sun” vê-se a banda a interpretar da forma mais literal possível a letra da canção num videoclip que promete mostrar os Cosmic Mass da forma mais Cosmic Mass possível.

Cuca Roseta


Cuca Roseta - Maria Isabel Rebelo Couto Cruz Roseta nasceu em 2 de dezembro de 1981, na freguesia de São Jorge de Arroios, em Lisboa; começou a cantar em São João do Estoril, no coro da igreja dos Salesianos, entre 1990 e 2000, onde teve por colega Tiago Bettencourt com quem fundaria, em 2001, os Toranja, tendo feito as segundas vozes do álbum Esquissos (2003), o primeiro disco da banda. Neste álbum encontra-se o tema "Carta" que recebeu o Globo de Ouro para "Melhor Canção" em 2004. Após participar com sucesso num concurso de fadistas, deixa os Toranja, em 2005, para se dedicar ao fado. Passa a integrar o elenco do "Clube de Fado", de Mário Pacheco, em Alfama; usando apenas o nome "Cuca" participa no Festival RTP da Canção 2006 com o tema "As Minhas Guitarras", com letra de Paulo Abel Lima e música de Ramón Galarza; é uma das vozes incluídas no documentário Fados (2007), do realizador espanhol Carlos Saura, onde canta o conhecido fado "Rua do Capelão". O tema viria a ser incluído na banda sonora do filme e na compilação Fado : Sempre! Ontem, Hoje e Amanhã (2008); para editar o seu álbum de estreia no fado, recusou vários convites e esperou quase quatro anos pela oportunidade de gravar com o galardoado músico, compositor e produtor argentino Gustavo Santaolalla. O convite dele para produzir o trabalho surgiu após um encontro fortuito, na casa de fados onde ela cantava. O álbum Cuca Roseta foi lançado em março de 2011 em 120 países. A projecção mediática incluiu, por exemplo, a capa do suplemento Atual, do semanário Expresso ou ter sido "Disco Antena 1", da emissora pública portuguesa; em maio de 2013 é editado o álbum Raiz. O seu segundo disco entrou directamente para 7.º lugar da tabela de vendas nacional. Produzido por Mário Barreiros, em co-produção com a fadista, este trabalho contou com Pedro Pinhal na viola de fado, Rodrigo Serrão no contrabaixo, tendo a guitarra portuguesa sido dividida por Bernardo Couto, Luís Guerreiro, Eurico Machado, José Manuel Neto e Bruno Costa. Cuca escreveu a maioria das letras, sendo de se registar um tema assinado pelo chef José Avillez; dois anos depois foi lançado "Amor Ladrão", single de avanço de Riû, o terceiro trabalho de originais editado em maio. A produção deste disco recaiu sobre o brasileiro Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor e mais uma vez a maioria das letras foram assinadas pela artista. A música é de nomes como Jorge Palma, Sara Tavares, Júlio Resende, Mário Pacheco, João Gil, o uruguaio Jorge Drexler ou o brasileiro Ivan Lins. O álbum conta com dois temas originais compostos especialmente para ela por Djavan e Bryan Adams, com o canadiano a assinar ainda a fotografia da capa. Ainda em 2015, participa com Aldina Duarte, Rita Redshoes, Gisela João, Ana Bacalhau, Marta Hugon, Manuela Azevedo e Selma Uamusse na gravação do tema "Cansada", escrito pelo jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho da SIC, para ser o hino da APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima; o quarto álbum de estúdio, Luz, surgiu em Novembro de 2017. A produção foi de Diogo Clemente e o disco contém vários temas originais de Cuca Roseta e composições de artistas como Pedro da Silva Martins, Jorge Fernando, Carolina Deslandes, Hélder Moutinho ou Mário Pacheco.



www.fenther.net ® Todos os direitos reservados @ 2020       Para corrigir ou acrescentar algo: geral@fenther.net       (em actualização permanente...)

     

      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006