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R.U.M. - Radio Universitária do Minho com emissões em 97.5 fm a partir de Braga; com mais de 30 anos de história, é uma rádio generalista com um perfil alternativo: a música e a cultura preenchem as 24 horas de emissão com uma selecção ecléctica, desde a Literatura ao Jazz, passando pelas Músicas do Mundo e pela Electrónica; aposta cada vez mais na Informação de excelência, com serviços noticiosos à hora certa e rubricas dedicadas aos destaques desportivos, culturais e também ao dia-a-dia da Universidade do Minho.

Rackham - um quarteto de Monção composto por Nuno Fernandes na guitarra, Tomé Parente na guitarra e baixo, Filipe Marinho no sintetizador, acordeão e percussão e João Pedro Carvalho na bateria; a música que fazem é alegre, tem força, é assente em várias fusões de estilos e animada por poderosas distorções e timbres de guitarra embriagados. Rackham quer fazer musica para divertir as pessoas, para as por a imaginar cenários de desenhos animados e contos de piratas. “El Chapo” foi o single de avanço para o EP de estreia, “Tchim Plim! As Espadas Soam Assim”, que teve edição em Fevereiro de 2019.

Rão Kyao - nome artístico de João Maria Centeno Gorjão Jorge nascido em Lisboa, é um músico e compositor, famoso como intérprete de flauta de bambu e de saxofone; cedo mostrou a sua tendência para a actividade musical participando, a partir dos sete anos de idade, em diversos grupos corais. Na adolescência inicia os seus estudos de saxofone e de flauta de bambu. Dá os seus primeiros passos musicais com o saxofonista Victor Santos com quem estudou teoria musical, solfejo, saxofone e flauta; estreou-se ao vivo como intérprete de saxofone tenor aos 19 anos de idade, tendo sido nessa fase inspirado pelo jazz. Para além de tocar em numerosos clubes lisboetas, tocou também no estrangeiro, em países como Dinamarca, Espanha, França e Países Baixos, Índia, Japão, Canadá... Fixou-se na França; passou a tocar em público a partir de 1965, principalmente em sessões de estudantes e no Hot Club de Portugal, onde pôde ser visto ao lado de grandes figuras internacionais como Don Byas, Dexter Gordon, Pony Poindexter, Ian Carr, entre outros. Em 1967 trabalhou com alguns grupos da Bossa Nova e tocou pela primeira vez no estrangeiro, nomeadamente em França e na Holanda. Em 1970, Espanha escutou-o ao vivo com frequência no Whisky Jazz Club de Madrid. No ano seguinte participou no “Festival Internacional de Jazz de Cascais” com os “The Bridge” e em 1972 com os ” Status”. No fim da década de 1970 partiu para a Índia, tentando redescobrir o elo perdido entre a música portuguesa e a música do oriente. Durante esse período, estudou música indiana e flauta bansuri. Dessa experiência, resultaram o álbum Goa (1979), e novas sonoridades no seu trabalho; instala- se, nos primórdios da sua carreira, em França onde permanece dois anos tocando com uma série de grandes nomes de jazz e de música de carácter étnico (indiano e africano). É então que participa na gravação de dois LP’s de música de raiz africana. Ainda em França, inicia o estudo sistemático de música indiana, música que a par da árabe, está na base da música tradicional portuguesa; em 1976 já em Portugal, grava o seu primeiro LP "Malpertuis", que impôs Rão Kyao como um dos mais surpreendentes instrumentistas e compositores da música portuguesa. O disco de estreia contou com a colaboração do grupo de Jazz” Araripa”. Tal facto leva-o em 1977 a gravar "Bambu", considerado, então, pela crítica o melhor álbum de música portuguesa do ano. Em 1978 é convidado a participar no Festival Internacional de Música Jazz Yatra em Bombaim (Índia) representando Portugal. Aqui actua com a Big Band de Clark Terry e com o seu próprio grupo. Na sequência desse Festival resolve fixar-se em Bombaim, com vista a aperfeiçoar o estudo da flauta de bambu (Bansuri) em particular e da música indiana em geral, com o mestre Raghunath Seth. Consciente da enorme influência que essa música havia tido na construção da música tradicional portuguesa, regressa a Portugal em 1979 e grava o álbum "Goa" (antiga cidade portuguesa na Índia) que reflecte precisamente essa influência; em 1980 edita o álbum "Live at Cascais" gravado ao vivo no” Festival Internacional de Jazz”, com um trio de músicos ingleses. No ano seguinte, utilizando uma secção rítmica composta por músicos indianos grava o álbum "Ritual"; fazendo parte integrante da sua formação musical e do seu gosto, o Fado (canção popular portuguesa e a mais genuína expressão da nossa música de cidade), bebendo ao mesmo tempo a influência do Oriente através do povo árabe na nossa música tradicional, leva-o a gravar em 1983 o álbum "Fado Bailado". Nesse trabalho, interpretou ao saxofone diversas obras de Amália Rodrigues. Este disco, ainda hoje um enorme sucesso, vem a ser o primeiro LP Platina, atribuído a discos portugueses. Volta entretanto ao Oriente, a Macau, onde o convidam a gravar um LP que relata, em termos musicais, a presença portuguesa no Oriente. Desafio que aceita. Escreve, então, esse trabalho, "Macau o Amanhecer", no ano 1984. Regressa a Bombaim para aprofundar os estudos de flauta de bambu e de música vocal indiana. Foi neste LP que experimentou, pela primeira vez, uma nova sonoridade, descobre na ligação da Flauta de Bambu com a corda e a percussão. Esse facto origina já nos finais do mesmo ano, em Portugal, o seu novo LP "Estrada da Luz", outro enorme êxito e novo Disco de Platina. Eleito Álbum do ano pela Federação dos Centros de Cultura; em "Oásis" (1985) continua a explorar, com extremo rigor e belíssimo resultado, esta sua sonoridade que surge do cruzamento das músicas indianas com a portuguesa. Em finais de 1986, é convidado a gravar, em Bratislava (Checoslováquia), os temas de uma série de TV, com uma orquestra sinfónica de cem figuras. Desta gravação é editado um novo disco. Ainda neste ano fica disponível uma colectânea que engloba os melhores momentos de "Estrada da Luz" e "Oásis"; num novo trabalho "Danças de Rua" (gravado no Brasil e em Lisboa. Misturado digitalmente nos Estúdios de Wisseloord /Holanda), Rão leva ainda mais longe toda a sua proposta anterior, uma vez que utiliza uma rítmica brasileira nordestina, música sobre a qual mais se faz sentir a influência da música tradicional portuguesa. Disco de Ouro, editado na Europa, Japão e Estados Unidos. Seguindo-se uma digressão por países como Japão, Índia e China; em Novembro de 1989 edita o disco denominado "Viagens na Minha Terra" (igualmente misturado na Holanda). Neste projecto desenvolve a sua concepção ao interpretar temas inspirados na riquíssima música de raiz popular portuguesa; grava com o grupo espanhol Ketama, em 1992, um disco com o título de "Delírios Ibéricos" em que junta a sonoridade portuguesa ao Flamenco, em composições verdadeiramente ibéricas. Assume-se como o primeiro CD a apresentar esta fusão. CD editado em Espanha, Japão, Alemanha e EUA. Edita o álbum " Águas Livres", em 1994, sob o conceito ambiental de “Águas Livres, Águas Vivas”. Em 1996 apresenta uma gravação realizada ao vivo, um CD com o título de "Viva o Fado", onde interpreta composições tradicionais e originais baseadas no Fado; em 1997 edita" Navegantes", interpretando, num ambiente totalmente acústico, vários temas que celebram os Descobrimentos Portugueses. Com influências da música indiana, jamaicana e árabe, e cuja principal inspiração veio de um dos mestres indianos da flauta, Hariprasad Chaurasia. Neste trabalho Rão Kyao inovou pela utilização de novos instrumentos, a ocarina e o saltério, e pela vocalização em alguns dos temas. Apresentou este trabalho na Expo 98 Portugal. Em 1999 grava com a Orquestra Chinesa de Macau, composições próprias, no sentido de ilustrar, através da música, os 450 anos de presença portuguesa naquela província. É em "Junção" que se encontra o tema “Celebração da Paz”, de sua autoria, interpretado durante a cerimónia que celebrou a transição da administração portuguesa daquele território para a República Popular da China; com o pseudónimo de “Shrivad Pani” este disco de originais gravado em 1999, com o título “ The Music of Sound” - Musical Suite For Bamboo Flute And Processed Sounds. Esta gravação teve na sua origem o desejo ao compor este CD, numa fase em que a música meditativa era à altura ainda pouco divulgada em Portugal e de partilhar do que usufrui pessoalmente na sua prática diária, dos benefícios da meditação através da música. A base do seu trabalho neste percurso da vertente de Música Meditativa teve como início um estudo, originada por uma ligação intuitiva desde sempre com a música indiana; em 2000 é convidado por Carlos Avilez para musicar a peça “A Real Caçada ao Sol” que é uma das peças mais importantes na dramaturgia de Peter Shaffer, apresentada no Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa. Em 2001, grava" Fado Virado a Nascente", uma nova abordagem do Fado por parte de Rão Kyao que assume a ligação à música árabe convidando o violinista Gazi e o percussionista Barmaki. Juntos, com a Guitarra Portuguesa e com cantoras, criaram uma música Virada a Nascente que espelha de forma clara a dita arábica influência; em 2004, edita um novo disco "Porto Alto" que é descrito pelo músico da seguinte forma: “ O percurso de um sonho que se desenrola através da música de Portugal, país do pão, do azeite e do vinho”. Este disco foi apresentado no primeiro festival Rock In Rio em Lisboa. No ano seguinte grava um projecto ao vivo no "Festival Sete Sóis Sete Luas", com o Grupo de Cante Alentejano “ Os Ganhões de Castro Verde”. Com o seu quinteto e com músicos convidados de Espanha e de Itália; em 2006 grava o álbum "Mondego", com a Orquestra Clássica do Centro (Coimbra) e a direcção do Maestro Virgílio Caseiro. Interpreta clássicos de grandes autores portugueses (José Afonso, José Nisa, entre outros) para além de alguns temas da nossa música tradicional, principalmente daquela região, contando aí com alguns temas originais e em 2008 edita" Porto Interior" com uma das maiores instrumentistas da China que toca dois instrumentos clássicos chineses: a Pipa e Guzheng. É mais um retracto da integração exemplar dos povos português e chinês em Macau e que pretende fortalecer, por este meio, a amizade entre Portugal e China; em 2009 edita um CD Duplo: "Em’Cantado". Neste duplo CD a sua flauta aparece na companhia de um grupo de excelentes fadistas que interpretam composições e letras, na sua maior parte escritas propositadamente para o efeito, algumas de sua autoria. É mais uma incursão do músico no universo fadista que o acompanha desde que, nos anos 80, gravou "Fado Bailado". No lado B deste podemos ouvir em temas originais “cantados” pelas flautas de Bambu, piano e percussões, numa versão lírica e intimista tão querida de Rão Kyao; em 2011 edita " Sopro de Vida; Ao Ritmo da Liturgia" que contém a sua interpretação de vários cânticos religiosos, exclusivamente portugueses, com o propósito de revelar a grande riqueza musical e espiritual de vários compositores ligados à música litúrgica. Ainda em 2011 edita "Pure Light", dando a sua contínua atenção musical, ao que consiste na interpretação de música meditativa (Nada Yoga) com o nome genérico de "Samadhi"; em 2012 fica disponível "Melodias Franciscanas", cujo conteúdo é, na sua maior parte, constituído por temas do Padre Mário Silva que musicou uma série de textos litúrgicos referentes à Ordem Franciscana e celebrativos da figura de São Francisco de Assis. É convidado por Luiz Avellar, pianista e compositor Brasileiro a participar para a trilha sonora de uma série infante-juvenil de grande projecção no mercado brasileiro, sendo por diversas vezes premiada em festivais do género no Brasil e América do Sul. No final desse ano edita o álbum de originais, “Coisas que a Gente Sente". Como o próprio nome indica “expressa vários temas originais, com um ênfase muito grande na nossa, portuguesa, sonoridade num caminho estreito e desafiante entre o respeito pela sua raiz e o desejo constante duma procura de novos caminhos seja na sua composição, na sua interpretação ou nos seus arranjos” (Rão Kyao). Em Julho 2013 com a designação: “Orient.7Sóis.Orkestra“ com toda a produção musical liderada por Rão Kyao estreia esta apresentação na 21.ª edição do Festival “Sete Sóis Sete Luas”. Surgida do trabalho conjunto de seis prestigiosos artistas provenientes das diversas margens do Mediterrâneo, com especial destaque para as culturas musicais do Oriente do Mare Nostrum: Argélia, Croácia, França, Grécia, Portugal. Apresentada em tournée por diversos países do sul da Europa; em Setembro de 2013 regressa a Macau para actuar em estreia mundial com novas composições de sua autoria para a Orquestra Chinesa de Macau em colaboração com o Maestro Pang Ka Pang em apresentação de três suites denominadas “ Casas de Macau”. Na visita da Orquestra a Portugal em Setembro de 2014 apresentou-se em Coimbra com estas suas novas composições mantendo assim o elo musical Luso-Chinês nos dois continentes; em Novembro de 2014 grava na Capela do Convento de Santa Teresa de Jesus em Lisboa o CD "Sopro de Vida-Maria" que, na continuação de uma série iniciada pelo anterior disco de música litúrgica, contém temas todos eles dedicados a Nossa Senhora. Foi editado em 2015.Esta versão instrumental de cânticos marianos foi apresentada na visita do Papa Francisco a Portugal no Mosteiro da Batalha em 2017, onde foi gravado um DVD que esteve no mesmo ano no comando do top nacional de DVD, com "Recital Sopro de Vida Ao Vivo no Mosteiro da Batalha". Na Rota do Património foi recentemente apresentado este recital na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos em Maio e na Igreja de Santa Engrácia no Panteão Nacional em Outubro de 2019.Em Janeiro de 2016 é editado o CD "Earth & Wings" Healing Dance Journey. Com temas originais, em que através desta sonoridade deseja criar “uma viagem sonora de cura e expansão”. O seu mais recente disco com o título" Aventuras da Alma", novamente de originais, foi editado em Maio de 2017; em Outubro de 2019 foi convidado a criar um espectáculo numa triangulação musical mediterrânica feita de múltiplas pontes e influências civilizacionais, entre Portugal, Espanha e Marrocos, no âmbito de um desafio artístico para que se juntasse com músicos espanhóis e marroquinos num concerto inédito que acolheu este ano, pela primeira vez em Portugal, a Bienal Ibérica de Património Cultural em Loulé. Do convite surgido através de uma organização ligada ao Instituto Cultural de Macau, começa em 2019 a escrever a música para um bailado denominado "A Trança Feiticeira" baseado no romance homónimo de Henrique de Senna Fernandes, romance esse que descreve a relação difícil e atribulada de um português e de uma chinesa nos anos 30 do século passado.

Rapaz Ego - é a kryptonite de Luís Montenegro (teclista e compositor nos Salto); depois do EP "Gente a Mais", feito em apenas uma semana na ida primavera de 2016, este Rapaz regressou a todo o vapor no ano de 2019 com o lançamento de “Vida Dupla”, o single que dá nome ao disco editado em 2020. E porque um single nunca vem só, “Ponto Cruz”, foi a segunda amostra do disco.

Ratere


Rapaz Improvisado - é um ‘Rapaz Improvisado’ porque Leonel Mendrix (de Pombal, distrito de Leiria) odeia  “limar tudo como se quisesse dar a ideia de que [é] perfeito”, e prefere deixar fluir as suas composições, naturalmente, à medida que as executa; em 2013 estreou-se com ‘Na acústica do improviso’, álbum em que as músicas foram criadas no mesmo dia da sua gravação; em 2015 apresentou, com o álbum ‘Monoceros’, a sua própria banda sonora para o filme ‘Blade Runner’ ( em 2016 apresentaria um novo  tema com Mini-Monoceros) e, não contente, ainda nesse ano avançou com ‘Neo Noir’ mostrando, também, o que poderia muito bem ser uma banda sonora alternativa para filmes neo-noir; é o instrumental, o improviso, a experimentação, o noir-jazz-surf blues ligados a uma imagética cinematográfica que nos faz viajar, tanto para filme dos anos 40 como para constelações futuristas.

Ratere - banda formada pelos musicos Ricardino Lomba, João Coutada, José Moutinho, Óscar Sousa, Ricardo Falcão e Tiago Rosendo; depois de percorrer estradas intergalácticas com o EP "Super Power Satellite", a máquina regressou em 2016 com toda a electricidade e apresentou o seu primeiro longa-duração "POTA" com produção de José Arantes.

Ray - projeto a solo de Luís Raimundo dos Keep Razors Sharp e The Poppers, e o primeiro single foi 'City Cowboys': Segundo o músico, a canção integrará o seu primeiro álbum em nome próprio, gravado na Riviera Francesa e produzido por Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), com quem já tinha trabalhado no âmbito das suas bandas. Com realização de Bruno Ferreira, o primeiro vídeo conta também com a colaboração dos artistas Pedro Batista, Carol From Lisbon e Almirante Reis.

Real Combo Lisbonense  - mergulham numa tradição algo perdida no tempo, a das orquestras e conjuntos de baile que animavam os bares, restaurantes, hotéis, casinos e festas em Portugal nos anos 40, 50 e 60 do século XX. Este reencontro com as origens da música popular urbana em Portugal tem tanto de nostálgico como de progressista: propõem-se manter viva uma forma de tocar em conjunto, baseada num som de orquestra, de arranjos e instrumentação própria; e manter vivo um repertório que de outra forma não poderia ser experienciado em palco neste novo século, muito mais dado a simplificar e economizar nas soluções instrumentais. Este trabalho persistente é ainda mais importante num momento em que a música portuguesa demonstra particular vitalidade. E que se reconhece o cada vez mais importante papel da língua portuguesa no mundo, na sua dimensão lusófona e para além dela. Nesse sentido, a matriz do RCL é claramente lusa, mas, como quase toda a música pop, é igualmente cosmopolita. Um espectáculo do RCL aspira a ser festivo e congregador; destina-se a novos e velhos, cultos e menos cultos, ricos, pobres e remediados; a todos convida para dançar. E não é por acaso que a dança está no epicentro deste projecto. Num tempo como o que vivemos, a dança, enquanto manifestação estética do ser social, propicia o encontro, a partilha e o convívio, numa das suas dimensões mais democráticas; entre a sua estreia em 2009 e até finais de 2013 o Real Combo Lisbonense dedicou-se a explorar o baú dos grandes sucessos e pérolas perdidas da música pop feita em Portugal.

Ray

Com especial enfoque nas décadas de 50 e 60. Dessa primeira fase, saíram clássicos como a “Borracha do Rocha” ou “Sensatez”, incluídos no 1o EP, editado logo em 2009; dos muitos espectáculos dados nesses quatro anos sublinhe-se a série Optimus Bailes Optimus, no Clube Ferrovário e Voz do Operário, em Lisboa, e no Ateneu Comercial do Porto. Estes bailes contaram sempre com convidados especiais, num autêntico desfile de estrelas da música portuguesa: Simone de Oliveira, Rui Veloso, Lenita Gentil, Vitorino, Rui Reininho, Carminho, Miguel Araújo,
Ana Bacalhau, B Fachada, Zé Pedro e muitos outros. Importantes foram também o Grande Baile da República, em Lisboa, em 2010, por ocasião do centenário da República, no qual o RCL partilhou palco com a Orquestra Sinfónica da GNR, o pianista Pedro Brumester e a Orquestra Imperial do Rio de Janeiro. E a deslocação do grupo ao Rio de Janeiro, para actuar no mítico Circo Voador, a convite da Orquestra Imperial ,juntando mais uma vez em palco as duas formações parentes carioca e lisboeta; entre 2014 e 2017 o grupo dedicou-se ao legado de Carmen Miranda, com a gravação de um álbum, “Saudade de Você - Real Combo Lisbonense às voltas com Carmen Miranda”, lançado em 2014, e inúmeras apresentações, literalmente do Minho ao Algarve. Pela sua importância e impacto destaque-se o espectáculo apresentado no dia 5 de agosto de 2016, data dos 60 anos da morte da cantora luso-brasileira-americana, em Várzea de Ovelha, aldeia onde nasceu Carmen Miranda. O espectáculo foi transmitido em directo na íntegra pela Antena 1. Depois de Carmen Miranda e da passagem pelas semi-finais do Festival da Canção 2017, onde enquanto convidados especiais revisitaram temas da história desse festival, o Real Combo Lisbonense regressou ao formato baile com um alinhamento eclético, recheado de clássicos e pérolas perdidas da música portuguesa; em setembro de 2018 actuou nas festas de Ponte de Lima e em Barcelona, nas festas La Mercè; formado por Ana Brandão na voz e percussões, Joana Campelo na voz e percussões, Margarida Campelo na voz, piano eléctrico e percussões, Ian Mucznik na voz, guitarra e percussões, João Paulo Feliciano no orgão, piano eléctrico e percussões, Bruno Pernadas na guitarra e piano eléctrico, David Santos no baixo e coros, João Pinheiro na bateria, Rui Alves na percussões e voz, Sérgio Costa no sax tenor, flauta, orgão e piano eléctrico, Tomás Pimentel no trompete, feliscorne, piano eléctrico e percussões e Mário Feliciano como membro honorário; editaram o EP "Real Combo Lisbonense" e o álbum "Saudade de Você - Real Combo Lisbonense às voltas com Carmen Miranda".

Rei Bruxo - nasce da vontade de criar um repertório de criar um som urbano, contemporâneo e uma reflexão sobre o mundo atual e os fenómenos do consumo artísticos dos dias de hoje; em português, melodicamente, apresentam um rock progressista muito, muito curioso.

Resistência - grupo do início da década de 1990. O projecto consistiu na união de esforços entre vários músicos, provenientes de diversas bandas, e na transformação, adaptação e nova orquestração de temas trazidos por eles (e não só) para uma vertente mais acústica e virada para uma valorização da "voz" como instrumento, e na junção dessas mesmas vozes, mostrando a força da união. Os temas interpretados ganharam vida nova e uma alma genuíno; constituído por Alexandre Frazão na bateria, Rui Luís Pereira (Dudas) na guitarra, Fernando Cunha na voz e guitarras, Fernando Júdice e Yuri Daniel no baixo, Fredo Mergner na guitarra, José Salgueiro na percussão, Miguel Ângelo na voz, Olavo Bilac na voz, Pedro Ayres Magalhães na voz e guitarras e Tim também na voz e guitarras; na cidade de Lisboa, na edição da Feira do Livro de 1989, deu-se o primeiro passo para a criação do projecto que mais tarde se iria designar por Resistência. Teresa Salgueiro, Anabela Duarte e Filipa Pais, ao lado de Pedro Ayres Magalhães, o mentor do projecto, estiveram presentes numa sessão experimental primordial. Na seguinte reunião, as vozes femininas dos Madredeus, Mler Ife Dada e Lua Extravagante, deram a vez a um elenco completamente masculino, cujo núcleo contou com Pedro Ayres Magalhães, Miguel Ângelo, Tim, Fernando Cunha e Olavo Bilac (nesta altura já existiam os Santos & Pecadores, mas ainda não tinham gravado). A esse rol de artistas juntaram-se os músicos José Salgueiro e Alexandre Frazão na bateria e percussões, Rui Luís Pereira (Dudas) e Fredo Mergner nas guitarras e também Fernando Júdice e Yuri Daniel no baixo. O elenco ficou assim completo com três vozes principais e seis guitarras acústicas; o primeiro registo, "Palavras ao Vento", chegou às lojas em 1991, tendo sido gravado em Outubro e Novembro do mesmo ano, nos estúdios Êxito (Lisboa), com Jonathan Miller e Tó Pinheiro da Silva (Engenheiros de Som) e Paula Margarida e Rui Silva (Assistentes de Som). A masterização ficou também a cargo de Jonathan Miller, embora feita nos CTS Studios, em Wembley, Inglaterra. No ano seguinte a banda rumou à estrada, actuando em trinta concertos durante o Verão; após a dupla-platina conquistada, a Resistência apresentou mais um disco em 1992. "Mano a Mano". O segundo disco tomou forma com os mesmos músicos do primeiro trabalho, mas verificou-se alguma inovação. O disco "Mano a Mano" incluía temas como "Timor", "Esta Cidade", "Perigo", "Fim", "Prisão em Si", e ainda os bem sucedidos "Um Lugar ao Sol" , "A Noite" e "Aquele Inverno". Já no fim desse ano, regressam aos palcos no Porto e em Lisboa, tendo as actuações na capital originado um álbum ao vivo editado em 1993. O disco "Ao Vivo no Armazém 22" apresentou algum material inédito e incluía também uma introdução escrita de autoria de Pedro Ayres Magalhães. 1993 também ficou marcado pelo retorno aos espectáculos, que encaminhou a Resistência a vinte cidades de Portugal. O grupo participa também no primeiro "Portugal ao Vivo", em Alvalade; em 1994, foram convidados a participar no disco de homenagem a José Afonso, "Filhos da Madrugada", lançado nesse ano. O tema "Chamaram-me Cigano" foi o escolhido para a homenagem e é a terceira faixa do segundo disco. No fim de Junho seguinte participaram também no concerto de apresentação, que teve lugar no então Estádio José de Alvalade. O grupo participa no disco de tributo a António Variações denominado "Variações - As Canções de António", com o tema "Voz-Amália-de-Nós"; apesar da obrigação para com a editora em gravar um quarto álbum, a banda ficou inativa a partir de 1995 e os músicos retornaram aos seus respetivos projetos; em 2012 é lançada a compilação "As Vozes de Uma Geração" com todos os temas dos dois primeiros álbuns, os temas "Voz-Amália-De-Nós" e "Chamaram-Me Cigano" e ainda dois temas do álbum ao vivo. Acresce ainda um livro com um texto biográfico da autoria do jornalista António Pires, dezenas de fotos de Augusto Brázio e as letras das canções. Em Setembro, foi anunciado o regresso do grupo para dois concertos, um a 19 de Dezembro de 2012 no Campo Pequeno, em Lisboa, e outro no Multiusos de Guimarães, no dia 29 de Dezembro de 2012, que servem para assinalar os vinte anos da estreia ao vivo do grupo. Depois do êxito dos concertos em Lisboa e Guimarães, realizam dois concertos no Porto em 26 e 27 de Abril de 2013.Foi também já anunciado a sua participação no festival Portugal ao Vivo, no estádio do Restelo no dia 22 de Junho. A 31 de Julho de 2013 participaram na Expofacic em Cantanhede; em 24 de novembro de 2014, os Resistência regressaram com o álbum "Horizonte" que marcou o retorno do grupo aos estúdios de gravação, depois de 22 anos de ausência, com 11 novas canções resgatadas ao repertório de Madredeus & a Banda Cósmica, Delfins, Xutos & Pontapés, Tim e Rádio Macau; em 2016 é lançado “Ao Vivo em Lisboa”, em CD e DVD, que apresenta na integra o concerto que a Resistência realizou no Campo Pequeno, em Lisboa, a 17 de Dezembro de 2015.

Retimbrar - são um colectivo musical do Porto com um trabalho de exploração de ritmos, canções e instrumentos tradicionais portugueses, que resulta num reportório misto de originais e reinterpretações. É fundamental para o grupo o desígnio de conhecer e dar a conhecer a herança popular e cultural portuguesa; foi fundado em 2008 por Andres ‘Pancho’ Tarabbia, percussionista uruguaio radicado em Portugal, a quem se juntou António Serginho que entretanto co-assumiu a coordenação e a liderança do grupo; entre 2010 e 2012, a Casa da Música acolheu os Retimbrar nos projetos do Serviço Educativo; a experiência adquirida nos diferentes contextos em que têm estado ativos, permitiu-lhes encontrar diferentes performances ajustáveis à natureza de cada momento, da rua ao palco, da oficina ao concerto; 6 anos depois, os Retimbrar editaram o seu primeiro disco no dia 1 de Abril deste ano. “Voa Pé” traz consigo os ecos dos bombos na rua e a emoção das canções partilhadas nos palcos e fora deles. Este disco é uma edição de autor com o apoio da Casa da Música, da Cultura Fnac e da Revolução d’Alegria Associação.

Ricardo Falcão - tecnico de luz e som; trabalhou com a Tapada Crew e Alcateia Lab; membro da banda Ratere.

Ricardo Martins - baterista lisboeta que não só é conhecido pelo seu trabalho a solo, mas também por tocar com inúmeras bandas, entre as quais Pop Dell’Arte, Bruxas/Cobras, Jibóia e Papaya; juntamente com Alex D'Alva Teixeira formam os Algumacena.

Rita Redshoes


Rita Redshoes - a história no universo musical começa a desenhar-se em 1996. Na altura a cantora era conhecida como Rita Pereira e desempenhava o papel de baterista no grupo de musicos que fazia parte do grupo teatro "Ita Vero", da Escola Secundária de José Afonso, Loures; um ano depois passou a cantar a tocar e teclas nos Atomic Bees que lançaram uma versão de 'Perfect' dos Fairground Attraction, incluída na colectânea "Optimus 2000 - Novos Talentos" e que em 2001 editaram o álbum "Love.noises.and.kisses". Mais tarde tocou baixo no grupo Rebel Red Dog, e tocou piano e cantou no projecto Photographs; a partir de 2003 foi convidada para teclista de serviço da banda de suporte de David Fonseca, com quem interpretou o tema 'Hold Still', do álbum "Our Hearts Will Beat As One"; em 2007, o imaginário do filme "O Feiticeiro de Oz" e do clássico 'Let's Dance ', de David Bowie, inspiraram-na a adoptar o nome de Rita Redshoes. Na mesma altura começa a preparar o seu primeiro álbum tendo por avanço o single 'Dream On Girl', incluído na colectânea "Novos Talentos - FNAC 2007"; o álbum lançado em 2008 Golden Era, apresenta 12 músicas cantadas em inglês, uma dúzia de exemplos de pop melódica que remete para os universos de Fiona Apple, Cat Power, dos primeiros tempos dos Goldfrapp ou ainda de David Fonseca; dois anos mais tarde edita Lights & Darks. Composto na íntegra por temas originais, revela-nos uma artista mais matura, desprendida e directa nas suas canções, e que confirmam em definitivo Rita Redshoes como uma cantautora de excepção; The Other Woman, ou o mundo nas canções delas é o mais recente espetáculo em 2012. Rita Redshoes sempre se questionou sobre a importância que o “ser mulher” tem na caracterização da sua criatividade. Dessa descoberta, quase evidente, resultou a concepção de um concerto de características algo diferentes das que lhe são habituais: uma homenagem às autoras, compositoras e intérpretes que pela sua criatividade a inspiraram desde que despertou para a música.. Dentro deste espetáculo encontramos algumas cantoras como PJ Harvey, Loretta Lynn, Lhasa de Sela, Joan Jett, Nina Simone, Dolly Parton, Joni Mitchell, Amélia Muge, Patti Smith ou Sheryl Crow; em Dezembro do mesmo ano, a singer-songwriter, a convite do percussionista Nuno Aroso, participa no concerto “3’30 – Percussive Sung Songs”, no âmbito do CCBeat, que decorreu no Centro Cultural de Belém; em 2014 regressa às canções com “Life Is A Second Of Love”, o seu terceiro trabalho de originais, um disco que a confirma como uma das mais talentosas compositoras da sua geração e uma intérprete de rara capacidade. “Broken Bond” é o tema que antecipa a descoberta “Life Is A Second Of Love”, um trabalho gravado no final de 2013 entre Portugal e o Brasil com produção a cargo de Gui Amabis, músico e produtor oriundo de São Paulo; dois anos depois edita Her. Gravado em Berlim, nos estúdios Riverside, este álbum de Rita Redshoes teve a participação de alguns músicos de eleição: Knox Chandler, o guitarrista que também é o responsável pelos arranjos de cordas do disco e já trabalhou com bandas como os R.E.M., Depeche Mode ou Siouxie and the Banshees; Earl Harvin, o baterista norte-americano que já tocou com os Pet Shop Boys, The Pychedelic Furs ou Damien Rice, sendo actualmente o baterista dos Tindersticks; e Greg Cohen, baixista de jazz mais conhecido por pertencer ao quarteto de John Zorn, mas que tem tocado com uma lista infindável de músicos como Tom Waits, David Byrne, Elvis Costello, Bob Dylan, Laurie Anderson, Lou Reed, Anthonyand the Johnson ou Marisa Monte; ao 4.º disco escreve e interpreta, pela primeira vez a solo, três temas em português, um dos quais em co-autoria com Pedro da Silva Martins. Este foi ainda o disco em que a artista mais instrumentos tocou: piano, omnichord, teclados e guitarra acústica.

Ritz Clube - a poucos passos da Praça da Alegria, com a Avenida da Liberdade igualmente por perto, o Ritz Clube (no número 57 da Rua da Glória) foi uma sala com história bem anterior à era do rock que a fez espaço de culto da cultura jovem lisboeta na etapa final do século; surgiu como cabaret, com um belo palco recortado em arco e uma sala com dois andares para espectadores representando o topo de um edifício construído em 1908 que em tempos chegou a ter um barbeiro entre paredes. Teve uma presença importante na noite lisboeta nos tempos do Estado Novo, tendo a sua história depois de 1974 assistido a uma progressiva abertura de horizontes a outras músicas, tornando-se mesmo de passagem obrigatória para muitas carreiras de vozes locais e abrindo a atenção aos sons de África que ali conquistaram um importante público; nos anos 90, numa etapa em que o circuito pop/rock visitou frequentemente aquele palco, ali se viveram noites inesquecíveis com nomes como os Da Weasel, Sérgio Godinho (que no Ritz registou parte do disco ao vivo Rivolitz), Pop Dell'Arte, Mãozinha ou Ena Pá 2000: as paredes mostravam, contudo, sinais de degradação e o espaço, considerado de interesse municipal, fechou por motivos de segurança em 2000. Fez-se silêncio. E durante 12 anos a sala esteve encerrada, tendo durante o intervalo, esporadicamente, acolhido um ou outro ensaio (de bandas como o Quinteto Tati ou os Ena Pá 2000) e motivando em 2005 um abaixo assinado pela sua defesa... Na noite de (re)abertura, em maio de 2012, Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Luís Varatojo (A Naifa) foram os DJs, abrindo uma agenda que, nos tempos seguintes, anunciou para aquele palco atuações de Jorge Palma, dos Diabo Na Cruz, Corações de Atum ou Linda Martini, entre outros; festivais de cinema como o Indie Lisboa e Queer Lisboa fizeram festas na sua sala e o festival Termómetro Unplugged realizou ali uma final; como outrora, muitos iniciados e figuras de circuitos alternativos ali encontraram um espaço para se mostrarem no coração da cidade. Mas foi sol de pouca dura, acabando o Ritz Clube por fechar novamente as portas cerca de um ano depois com problemas de insonorização, desviando para outras salas os últimos espectáculos originalmente agendados. Desde então, a porta não reabriu [a sala reabriria em 2017, três anos depois da feitura deste artigo]. - in (Nuno Galopim)

Rock Rendez Vous


Rock Rendez Vous - no número 175 da Rua de Beneficência, ao Rego, em Lisboa, no edifício que em tempos tinha albergado o cinema Universal, inaugurou-se em dezembro de 1980 o Rock Rendez Vous. O concerto de abertura foi de Rui Veloso que, aliás, utilizou o espaço quando as obras ainda decorriam para ensaiar a Banda Sonora antes da entrada em estúdio para a gravação do álbum de estreia, Ar de Rock; Mário Guia, o proprietário, imaginou um clube de rock à imagem do famoso Marquee de Londres, casa por onde passaram lendas como os Rolling Stones ou os The Who; espaço impôs-se muito rapidamente no cenário musical português funcionando como rampa para inúmeros projetos musicais, sobretudo depois da criação do Concurso de Música Moderna. A primeira edição deste concurso aconteceu em 1984, no mesmo ano em que o semanário BLITZ nasceu. Mário Guia acreditava que a iniciativa poderia agitar o panorama musical português e as suas expectativas eram perfeitamente justificadas. Para Nuno Rebelo, dos Mler Ife Dada, a história da pop em Portugal talvez tivesse sido diferente se o concurso não tivesse existido. Provavelmente, sem o concurso nunca teriam sequer chegado a existir. Além dos Mler Ife Dada, bandas como Croix Sainte, Essa Entente, Linha Geral, Radar Kadafi, Pop Dell'Arte ou Mão Morta viram o seu caráter distinto ser premiado pelo júri que apreciou cada uma das edições do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous, que dessa forma se transformou num autêntico viveiro de propostas criativas que ajudaram a definir uma época na música portuguesa; manteve-se aberto até julho de 1990 e nessa década de intensa atividade foi palco de inúmeros concertos que conquistaram um lugar na história: foi lá que os Xutos & Pontapés gravaram o seu primeiro registo ao vivo (a 31 de julho e 1 de agosto de 1986, embora o álbum, 1º de Agosto no RRV, só tenha saído em 2000), foi lá que os Heróis do Mar debutaram, foi lá que Adolfo Luxúria Canibal inscreveu a sangue o seu nome no folclore rock nacional; importantes bandas internacionais como os Teardrop Explodes, Woodentops, Killing Joke, Danse Society, Lords of the New Church ou Raincoats inspiraram os criadores locais, trazendo sinais vitais de modernidade até à Rua da Beneficência. O Rock Rendez Vous foi isso: escola e recreio, universidade e templo para a década em que a música portuguesa atingiu a sua maioridade. - in Blitz (Rui Miguel Abreu)

Rodolfo Cardoso - licenciado em Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto; desde a década de 90, como músico participou em vários projectos como WCNoise, Raúl Marques e os Amigos da Salsa, 3angle, Pedro Khima ou Alberto Indio; como produtor musical e engenheiro de som trabalhou com grupos de vários estilos músicais desde o Rock ao POP, da músical clássica ao Jazz como Pedro Khima, Alberto Índio, Lullabye, Drive, 3 Angle, Per7ume, The Gift, Raul Marques e os Amigos da Salsa, EZSpecial, Sexteto de Mário Barreiros, Pedro Neves Trio, Duo Porquois-Pas, Quarteto Vintage, Portuguese Brass, entre outros projetos musicais; fundador dos 3angle (guitarras, baixo, programações) com Fernando Rodrigues (programações, voz) e Carla Oliveira (voz, letras). Banda que soa a uma miscelânea com ambientes pop, jazz, soul, trip-hop, trance, rock, r&b, drum&bass e downtempo; na área do Teatro Musical sempre em colaboração com o compositor Artur Guimarães participou como músico, produtor musical, engenheiro de som ou responsável pelo departamento de Som nas peças “Jesus Cristo Superstar”, “La Cage aux Folles” e “Fado a História de um Povo” (Produções de Filipe la Féria).

Rui Maia


Rui Maia - músico, produtor e DJ; em 2002 fundou com João Vieira (Dj Kitten) e Fernando Sousa a banda pós punk X-Wife onde toca sintetizadores; colecionador e amante de música, iniciou-se no DJ’ing em 2004 mantendo uma agenda regular com actuações um pouco por todo o país, apostando numa sonoridade mais virada para o disco, house e techno.

Rui Miguel Abreu - crítico musical desde 1989; escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3; de vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.

Rui  Veloso - nascido em Lisboa, mas criado desde os três meses de idade no Porto, é filho do engenheiro Aureliano Capelo Veloso, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto. É igualmente sobrinho paterno do General Pires Veloso, ex-governador de São Tomé e Príncipe; começou a tocar harmónica com apenas seis anos de idade. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por nomes como B. B. King e Eric Clapton. Com 23 anos lançou o álbum "Ar de Rock" gravado com a Banda Sonora (Ramon Galarza e Zé Nabo) e que contou com Carlos Tê e António Pinho na escrita das letras em português. No disco destaca-se o tema "Chico Fininho", que foi um marco na música rock cantada em português; em 1981 é editado o single "Um Café e Um Bagaço". Verifica-se uma mudança na banda sonora com a saída de Zé Nabo e a entrada de António Pinho Vargas e Mano Zé. O álbum "Fora de Moda" é editado em 1982. Contém temas como "Estrela De Rock And Roll", "A Minha Namorada Até Fala Estrangeiro", "A gente Não Lê" e "Sayago Blues". O álbum "Guardador de Margens" de 1983 tem o seu maior sucesso no tema "Máquina Zero". O tema título e "A Ilha" são outros temas marcantes deste disco. Grava o single "Rock da Liberdade" de apoio à eleição de Mário Soares; em 1986 foi lançado o álbum homónimo, que esteve para se chamar "Os Vês pelos Bês", com temas como "Porto Covo", "Beirâ", "Negro do Rádio de Pilhas" e "Porto Sentido". O disco torna-se um grande sucesso. Em 1988 é editado o duplo álbum "Ao Vivo". 1990 é o ano de "Mingos & Os Samurais" com temas como "Não Há Estrelas No Céu", "A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)" e "Baile da Paróquia". O disco vendeu mais de 140.000 cópias. A seguir novo duplo-álbum com "Auto da Pimenta" desta vez em comemoração dos descobrimentos portugueses. A 10 de Junho de 1992 foi feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Mário Soares. Nesse ano grava o single "Maubere", de apoio ao povo de Timor, gravado com Carlos Paredes, Nuno Bettencourt, Rão Kyao, Paulo Gonzo e Isabel Campelo. Em 1995 é editado o álbum Lado Lunar cujo tema principal é o tema que dá nome ao disco. Ainda na década de 1990 integrou os Rio Grande, formado por Tim, João Gil, Jorge Palma e Vitorino, num estilo de música popular com influências alentejanas que alcançou uma considerável popularidade. Dessa experiência resultariam dois discos, um de originais em 1996 e outro ao vivo, em 1998; no ano de 1998 é editado o álbum Avenidas com temas como Todo O Tempo Do Mundo e Jura. Faz ainda o tema principal do filme "Jaime" de António Pedro Vasconcelos, "Não Me Mintas"; em 2000 lançou a compilação O Melhor de Rui Veloso - 20 anos depois. Foi também editado um disco de tributo : 20 anos depois - Ar de Rock e em 2002, a mesma formação dos Rio Grande, mas sem Vitorino, voltou a juntar-se no projecto Cabeças no Ar, dedicado a canções nostálgicas que remontam aos tempos da escola, entre elas O Primeiro Beijo e A Seita Tem Um Radar. O Concerto Acústico, de 2003, é editado nos formatos CD e DVD. Regressou aos discos de originais, em 2005, com A Espuma das Canções; em 2 de Junho de 2006 actuou no Rock in Rio em Lisboa, precedendo os concertos de Carlos Santana e de Roger Waters. No mesmo ano comemorou vinte e cinco anos de carreira, ocasião brindada com três concertos, dois no Coliseu do Porto e um no Pavilhão Atlântico; edita o livro "Os Vês Pelos Bês", de Ana Mesquita, com a biografia de Rui Veloso e um "Songook" com 30 das suas melhores canções em 2007 e no ano seguinte colaborou com a banda Per7ume no tema Intervalo, que foi um sucesso radiofónico. Em 2009 lançou o álbum Rui Veloso ao Vivo no Pavilhão Atlântico. No ano de 2010 comemorou 30 anos de carreira com concertos no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto; no ano de 2012 lança Rui Veloso E Amigos que contou com a colaboração de nomes como Jorge Palma, Camané, Luís Represas, Expensive Soul, Carlos do Carmo, Dany Silva, entre outros; em 6 de Novembro de 2015 comemorou os 35 anos de carreira com um concerto realizado no MEO Arena. Neste concerto Rui Veloso estreou uma canção chamada Do Meu País com letra do poeta moçambicano Eduardo Costly-White. Do Meu País e Romeu E Juliana são os dois temas inéditos da compilação O Melhor de Rui Veloso lançada ainda em 2015.

Rusted Sun - no final do ano de 2018, o trio gravou, numa garagem e com um gravador portátil bem ao estilo "do it yourself", o seu mais recente EP, Sonus II, que consiste no EP lançado no ano anterior, reimaginado como um trio de guitarra, baixo e bateria, homenageando as inspirações musicais de cada um.

RUZE - figura central da cena hip-hop coimbrã; é um dos mais antigos MCs portugueses que continua em actividade; o seu EP “Tenho Tudo” relata as dificuldades dos portugueses na era do consumismo e foi produzido na totalidade pelo produtor tomarense Raze, num estilo vincado que segue a escola de rap dos anos 90. Batidas directas, rimas acutilantes, atitude desafiadora e bem humorada, é isto que podemos esperar de RUZE, em disco e em cima do palco. 



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