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A Jigsaw – banda blues-folk formada em Coimbra pelo trio: João Rui, Jorri e Susana Ribeiro; o seu som é caracteristicamente multi-instrumentista, podendo-se ouvir uma guitarra e uma harmónica, um banjo e um contra-baixo ou umas castanholas, um bombo tradicional ou um violino; a inspiração para o nome a Jigsaw vem da música Jigsaw You, dos belgas dEUS; a inspiraçao para a música, de nomes como Johnny Cash, Bob Dylan, Leonard Cohen ou Nick Cave; a banda surge em 1999 e em 2004, ligada à editora Rewind Music, edita o EP From Underskin; em 2008 com o single "Lion's Eyes Louder", do seu primeiro álbum "Letters From The Boatman", chegam aos tops do A3-30 da Antena 3, sendo convidados para uma actuação ao vivo no programa de comemoração de 14 anos da mesma rádio; um ano mais tarde editam o álbum conceptual Like The Wolf; em 2011 lançam o álbum Drunken Sailors & Happy Pirates, atraindo a atenção internacional, ao serem referidos pela revista francesa Les Inrockuptibles, o The Guardian e a Ruta66 de Espanha, afirmando que os a Jigsaw eram uma banda a seguir; no ano seguinte tocam no Festival para Gente Sentada ao lado de bandas como Tindersticks; em 2014, a especializada revista francesa Les Inrockuptibles que os coloca junto de nomes como Tom Waits e Leonard Cohen, volta a avisar para que não se perca de vista este duo conimbricense. E o caso não é para menos: volvidos três anos da edição do seu último trabalho de estúdio, os multi-instrumentistas Jorri e João Rui revelam finalmente nesse outono o seu novo álbum “NO TRUE MAGIC”. As raízes continuam a ser o Folk, o Blues, a literatura e um conceito: “a imortalidade”. Depois da “perda da inocência” e da “construção da identidade”, os a Jigsaw falam-nos agora da aceitação dos termos da nossa mortalidade. E há também um lado feminino neste álbum: a Norte Americana Carla Torgerson (The Walkabouts, Tindersticks) que entrega a sua voz no dueto “Black Jewelled Moon”.

A Minha Fender é Melhor do Que a Tua – programa radiofónico produzido por Vitor Pinto na Radio Universitária do Minho (R.U.M.); totalmente dedicado à nova música nacional contendo entrevistas, destaques e apresentações ao vivo; no ar entre 1998 e 2005.

Acid Acid


Acid Acid – criado em finais de 2014, Tiago Castro, homem há muito ligado à música, do lado de quem a comunica; ao comando de sintetizadores e guitarras revela-nos a sua faceta mais experimental, ambiental e psicadélica; a sua música é construída paulatinamente, com cada camada a revelar um novo trilho num universo muito particular. A guitarra mistura-se continuamente com os sons dos sintetizadores numa construção por camadas que não são mais que leituras que se interpenetram formando uma matéria continua não uniforme, ora densa ora preenchida de vazios, possibilitando por isso diferentes leituras. A matéria e o vazio nas diferentes composições; das inevitáveis comparações às experiências pioneiras dos anos 70, do krautrock, ouvem-se as inspirações de Tangerine Dream, Cluster ou Harmonia, referências aos momentos mais ambientais de Brian Eno ou Pink Floyd, tudo isto filtrado por um mantra psicadélico de identidade muito vincada; nos primeiros meses de 2018 encontramos Acid Acid em estúdio. O acumular dos concertos e colaborações com outros músicos de Vitor Rua a Violeta Azevedo, de João Paulo Daniel ao Ensemble Decadente, permitem o aprofundamento da sua linguagem e sobretudo a construção de uma matriz sonora cada vez mais identificável.

Afonso Dorido – nascido em Barcelos, em 1982 faz parte da banda Indignu, formada naquela cidade em 2004; surge depois numa aventura solitária baptizada como Homem em Catarse.

Ana Bacalhau – depois de dez anos à frente dos Deolinda, estreia-se num projeto a solo com "Nome Próprio". Um disco editado em outubro de 2017, que conta com a colaboração de Samuel Úria, Jorge Cruz, Nuno Prata, Afonso Cruz, Nuno Figueiredo, Capicua, Márcia, Carlos Guerreiro e Francisca Cortesão; ao vivo é acompanhada por João Bessa na produção, Luís Figueiredo nos teclados, Luís Peixoto no cavaquinho, bouzouki e banjo, Alexandre Frazão na bateria e percussão, e pelo seu marido Zé Pedro Leitão no contrabaixo e baixo, ele que também a acompanhou em bandas como os Lupanar e no trio de jazz e Blues chamado Tricotismo em 2005. No ano seguinte formaram os Deolinda juntamente com Pedro da Silva Martins e Luís José Martins; nasceu em Lisboa em Novembro de 1978; aos 15 anos começou a tocar guitarra e a cantar; em 2001 entrou para vocalista do grupo Lupanar com quem gravou ("Abertura" de 2005) e participou num álbum de homenagem a Carlos Paredes; por iniciativa da ONU foi lançado em 8 de Março de 2013, dia internacional da mulher, o tema "One Woman" gravado por por cantoras e músicos de 20 nacionalidades diferentes. A cantora foi a representante Portugal. Outros nomes são Angelique Kidjo (Benim), Anoushka Shankar (Índia), Rokia Traoré (Mali), a espanhola Concha Buika e a brasileira Bebel Gilberto; em dezembro de 2013, estreia-se em palco a solo co projeto "15", apresentado em seis concertos na Casa da Música e no Teatro São Luiz, onde cantava algumas das canções que mais a marcaram desde os 15 anos de idade; participa também num concerto colectivo de tributo a Joni Mitchell. Grava duas canções para o 2º volume "Voz & Guitarra" onde revisita "Sexto Andar" dos Clã e "Estrela da Tarde" de Ary dos Santos e Fernando Tordo. No mês de março de 2014, atua em Lisboa, no Rossio, como convidada de Mafalda Veiga, cantando "Because The Night", de Patti Smith. Ainda nesse ano canta com a cantora cabo-verdiana Teté Alhinho no B. Leza e junta-se à cantora de Jazz Joana Machado e a Rita Redshoes, no concerto de lançamento do álbum "Blame It On My Youth", de Joana Machado, no Centro Cultural Olga Cadaval; com Aldina Duarte, Cuca Roseta, Gisela João, Manuela Azevedo, Marta Hugon, Rita Redshoes e Selma Uamusse canta a canção "Cansada" da autoria de Rodrigo Guedes de Carvalho.

Anarchicks


Anarchicks – a banda nasceu em 2011 pela mão da Helena Andrade, baixista e Priscila Devesa, ex-vocalista. Pouco tempo depois quando se começou a querer consolidar a banda surgiu a Catarina Henriques para tocar bateria e a banda passou a trio. Depois de algumas audições, juntou-se a Ana Moreira nas guitarras, tendo entretanto encontrado nova voz pela garganta de Marta Lefay; o seu primeiro EP "Look What You Made Me Do" viria a ser editado em 2012; o ano seguinte ficaria marcado pelo lançamento do álbum de estreia, intitulado "Really?!"; no verão de 2013 subiram ao palco principal do festival Super Bock Super Rock. Ainda nesse ano realizaram inúmeros concertos, de entre os quais se podem destacar a primeira parte das Cansei de ser Sexy em Lisboa e a atuação no Festival Masculin/Feminin, em França, onde partilharam o palco com Peaches; em finais de 2015 lançam o EP "We Claim The Right", e já em 2016 editam o seu segundo álbum de originais "We Claim The Right to Rebel and Resist". Com uma grande experiência ao vivo, as Anarchicks apresentam um espetáculo enérgico e dinâmico que nunca deixa o público indiferente; o mais recente trabalho é um EP, foi lançado em Abril de 2017 e dá pelo nome de "Vive la Ressonanse".

André Simão


André Simão – arquitecto e multi-instrumentista; fundador dos The Astonishing Urbana Fall, La La La Ressonance e Dear Telephone; colaborador em inúmeras bandas como Duquesa, PZ, White Haus ou Sensible Soccers.

André Tentugal - nasce no Porto em 1982; a par da sua carreira como mentor do projecto musical We Trust realizou uma série de vídeos musicais para grupos nacionais como Old Jerusalem, Norberto Lobo, X-Wife, Mind da Gap, Moonspell, Sizo, Foge Foge Bandido, Ornatos Violeta, Sean Riley & The Slowriders, Rodrigo Leão, entre outros, e internacionais: Kap Bambino, Scout Niblett, Tiny Vipers, Ariel Pink, Divine Comedy, etc; foi director de fotografia do filme "Land of My Dreams" de Yann Gonzalez do projecto Estaleiro e estreia-se em 2013 na realização com o filme “De Onde Os Pássaros Vêem a Cidade”; no projecto MIRA MAR é manipulador de imagens em tempo real e a sonoplastia, que resultam num concerto-filme capaz de explorar todas as sensações, sempre com um fio condutor de criação.

Andreia Miranda – redatora do site universitário ComUm e colaboradora do site Fenther.net.

Angelica's Mercy - no início era a inocência: o pop-rock teen dos Ah-Doc que, mesmo assim, chegou e sobrou para ganhar o Rock Viridi, em Vila Verde, decorria o ano de 1992. E serviu também para uma longa série de concertos, dentro e fora de Barcelos, que permitiram ao quarteto ganhar experiência e maturidade enquanto músicos. Das cinzas, rapidamente nasceriam os Angelica's Mercy em 1994, com três dos quatro anteriores Ah-Doc: André Reis (baixo e voz), Jorge Aristides (bateria) e Pedro Nuno (guitarra), sendo Ricardo Cibrão (guitarra) o único que não transitara do anterior projecto; a torrente inspiradora era proveniente de nomes como The Felt, The Jesus And Mary Chain, The Cure, Joy Division, The Young Gods ou Velvet Underground; antes de virarem o ano, tocaram no 1º Encontro de Música Moderna de Viseu, causando enorme sensação e sendo considerados uma das três melhores bandas de todo o festival. Mais perto de casa, tocaram no Cervães Rock, em Vila Verde; gravaram a 1ª demo, com Paulo Miranda, nos estúdios AMP (Viana do Castelo), logo em Fevereiro de 1995. Apenas com fins promocionais, chamava-se “Deep Noises From The Backwoods” e apresentava-nos quatro temas: “Inexpedint”, “Myosis”, “So Called-Distant” e “Motherfuckin' Time”. O primeiro faria parte da compilação em CD promovida pelo programa da RUM, “Deixe de Ser Duro de Ouvido” (mais tarde, também editora e agência, sediada em V. N. Famalicão). Com a maqueta de estreia ainda a ser digerida, Paulo Miranda, cede-lhes gratuitamente o estúdio e convida-os para a difícil tarefa de recriar o clássico "Heroin" dos The Velvet Underground. A banda aceita e com tempo de estúdio ainda disponível, grava "What's My Sentence". Estas duas faixas farão parte da segunda demo da banda, "A Million Days of Immaginary Rain", conjuntamente com os outros quatro da primeira sessão. Esta demo é, nos dias de hoje, uma verdadeira raridade no underground nacional. “What's My Sentence” acaba por conhecer uma exposição mais ampla ao ser incluído na compilação “Ritual Rock II”; a banda começa a tocar com bastante regularidade, ficando para a memória um concerto em Felgueiras com os The Melancholic Youth Of Jesus e Sad Cow, outro em Barcelos, no pavilhão municipal, perante 3000 pessoas, na abertura para Pedro Abrunhosa e os Bandemónio e ainda a vitória no 3º Concurso de Música Moderna de Castelo de Paiva; passaram a quinteto com a inclusão do saxofonista Paulo Antunes que, ironicamente, viria deixar cair a guilhotina sobre a estética musical da banda até então. O ocaso acabou por ter lugar no mítico bar Palha d'Aço, na Ribeira do Porto. A banda dividiu a actuação em duas partes: uma primeira mais “clássica” e de acordo com o trabalho exposto na demo e até então mais conhecido, e a segunda com a improvisação do saxofone. Entre os presentes na sala, estava Jorge Manuel Lopes, jornalista do jornal Blitz, que lhes fez uma um elogio arrebatador, dando-lhes uma exposição que até então não havia sido possível; pouco tempo depois acabaram definitivamente, dando lugar a uma das mais determinantes bandas barcelenses da década de '90 e, provavelmente, decisiva para o impacto que a música feita nesta cidade viria a assumir até aos dias de hoje: The Astonishing Urbana Fall. - in Sinfonias de Aço.

The Astonishing Urbana Fall – não são uma espécie de fénix renascida das cinzas dos Angelica's Mercy, mas antes a sua mutação seguinte; a formação era rigorosamente a mesma com Paulo Araújo (saxofone), Pedro Nuno (guitarra), Jorge Aristides (bateria), Ricardo Cibrão (guitarra) e André Simão (baixo e voz). A diferença fundamental é que depois da entrada do Paulo, a banda experimentou uma nova abordagem estética e resultou. Não só os músicos se identificavam mais com a nova orientação musical, como o público reagiu bem à mudança ou ao choque do primeiro impacto. Nascia a primeira grande erupção do vulcão barcelense; o primeiro registo acontece com a célebre maqueta (ou álbum nunca editado) de 9 temas que surpreendeu toda a gente que a ouviu. Foi gravada no estúdio AMP em Viana do Castelo, com a produção do conhecido Paulo Miranda; os 9 temas acabaram por não ser editados, mas 4 deles chegariam ao público no célebre EP “Acetaminophen”, numa edição da famalicense Deixe de Ser Duro de Ouvido. Isto foi em 1996 e este trabalho era quase uma obrigação, depois do ruído que a banda conseguiu gerar em seu redor; 1996 foi o ano em que a banda apresentou o seu espectáculo desconcertante e até provocador por diversos palcos, como o Cais do Rock (Póvoa de Varzim), Festival Rock de Matosinhos (onde se sagraram vencedores), IV Festival de Paredes de Coura (onde abriram o evento e deixaram toda a gente de boca aberta com um dos mais marcantes concertos de toda a carreira) ou ainda Vilar de Mouros; a banda foi sendo cada vez mais falada e apontada como uma das maiores esperanças da música portuguesa alternativa, ao ponto de serem primeira página do jornal Blitz. Ainda antes da edição de “Acetaminophen” a banda descarta uma das guitarras, com a saída do Pedro Nuno, que viria a integrar os This Isn't Luxury; as críticas positivas ao EP de estreia chovem literalmente de todos os quadrantes e a banda goza de uma exposição crescente. Fruto disso, tocam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na apresentação dos Prémios Blitz, e rumam a Londres, para tocar no Clube Orange. Ainda em 1997 tocaram, entre outros locais, nas Festas da Cidade de Lisboa, no Festival Regresso Às Aulas (Braga) e na Bienal de Vila Nova de Cerveira; no ano de 1998 assistiria à edição de “Iconolator”, mais um EP que surpreende novamente pela estética diferente do trabalho de estreia; com os elementos com funções repartidas por vários instrumentos, há dois concertos memoráveis em Barcelos: um no original Cellos Rock, na Praceta Sá Carneiro, e outro integrado nas Festas das Cruzes, com os Coldfinger. Os concertos tinham frequentemente aspectos cénicos que, tal como a música, raramente eram repetidos e muitos deles eram concebidos para determinados espaços em particular. O mais estimulante em cada concerto, era a sensação de ser todo um concerto novo de cada vez que a banda se apresentava ao vivo. Nenhum concerto era igual a outro e todos tinham uma história diferente para contar, ao ponto de ainda hoje imensas pessoas se lembrarem de determinados detalhes em alguns concertos em particular; o último EP, de nome “Rhizome (Prelude)” é uma edição de autor de 2002 e teve duas edições: uma em digipack e outra numa caixa de lata. Foi gravado no estúdio Oops. em Barcelos e nesta altura a banda já integrava Ana Araújo (voz), Gil Teixeira (samples e teclas) e José Arantes (samples e violoncelo). Era altura de esperar pacientemente pela edição de um álbum, o que nunca viria a acontecer. Sofrem nova mutação e quando parecia que o colectivo se desintegrara, surge mais um projecto surpreendente: La La La Ressonance. - in Sinfonias de Aço

Astrodome - são uma banda de Heavy Psych nascida no Porto em 2014; formados originalmente por Pedro Guimarães e José Costa nas guitarras, Mike Oliveira no baixo e Bruno Silva na bateria, o quarteto oferece uma viagem sonora com uma bateria cavalgante, um baixo poderoso e duas guitarras carregadas de echo e fuzz; passagem por festivais como Sonic Blast Moledo ou Indie Music Fest e aberturas para bandas como The Atomic Bitchwax; lançaram o seu álbum homónimo de estreia em 2015 e foi editado em formato digital e numa edição limitada de 100 unidades em cassete pela YAYAYEAH, que esgotou em poucas semanas. A britânica HEVISIKE RECORDS lançou posteriormente uma edição especial em duplo vinil de 300 exemplares; em 2016 passaram por dezenas de palcos entre Portugal e Espanha e celebraram a primeira parte de bandas como Greenleaf ou Karma to Burn; viram ainda a sua formação ser alterada com a saída de Pedro Guimarães e a entrada de Kevin Pires(o também guitarrista de Big Red Panda); o segundo longa-duração da banda, "II" sucede ao disco homónimo e é editado em 2018.



Baile dos Vampiros – festa de encerramento do Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto - Fantasporto; com sessões no Teatro Sá da Bandeira e Hard Club; para além das produções fantásticas nos participantes são apresentadas bandas e djs até o amanhecer.

Bateu Matou


Baleia Baleia Baleia – dupla Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), fruto de um processo laborioso que demorou cerca de 1 ano, e foi gravado no Quarto Escuro e no Teatro Rivoli, Porto, algures entre Dezembro de 2016 e Dezembro de 2017; o disco homónimo contém oito temas que de certa maneira já compõem um imaginário colectivo da banda, devido às suas letras, melodias e refrães pegajosos, que ficam e levamos a passear na nossa mente; as edições físicas em vinil 12'' e CD deste primeiro álbum, ficaram a cargo da mais recente subsidiária da ZigurArtists, a editora IC26, que disponibilizou os diferentes formatos em abril de 2018 no concerto de apresentação no Hard Club no Porto.

Barcelos – aqui criam-se bandas ao mesmo ritmo que se moldam galos de barro. A água que corre no Cávado parece ter sido contaminada de eletricidade capaz de brotar rock em quem a toma. Desde meados de 1990 que dezenas de bandas se formaram e continuam a dar cartas dentro e fora de portas. Outras, foram memoráveis, épicas e míticas, mas foram-se com o tempo. Foi o caso dos Fucklore. Diz a história que estes terão sido a primeira banda punk a povoar a cidade. Volvido o século chegou o shoegaze monocromático dos Loops e o punk animado dos Azia; na mesma década de 90, bandas como Astonishing Urbana Fall e This Isn't Luxury ou o programa de rádio Sinfonias de Aço criaram o movimento rock; nomes como Black Bombaim, Glockenwise ou Killimanjaro também fizeram história em Barcelos; o Festival Milhões de Festa foi muito bem recebido nesta cidade.

Bateu Matou – projeto que junta três dos mais talentosos bateristas da música urbana nacional: Quim Albergaria (PAUS), Rui Pité "RIOT" (Buraka Som Sistema) e Ivo Costa (Carminho, Batida, Sara Tavares); levam à pista de dança um explosivo cocktail de músicas de várias latitudes; a vasta experiência dos três músicos traduz-se em ritmos frenéticos, dançáveis e onde o espírito de dança global é a tónica; mais do que uma ideia, Bateu Matou é uma vontade – uma vontade de transformar o pulso do Global Bass e a forma como Lisboa se mexe numa banda de baile novo. É tão simples como isso, a força percussiva que se cria quando se juntam, tem um e apenas um objetivo – fazer dançar.

Bildmeister – formados em 1997 são Hugo, Gil, Nuno e João; depois de em 2003 terem apresentado "Explay" em mais de 30 concertos por todo o país, voltaram com novos temas que saiu em 2004; nesse ano editaram o single de antecipação do album composto por três temas: "Here Alone", titulo do primeiro single do album e que tem um vídeoclip realizado pelo austriaco Thomas Draschan (estreou no 12.º Curtas Vila do Conde, no programa Electric Guitar!), "Transistor", tema o primeiro tema composto pelos bildmeister e nunca antes editado, e "I Fit In My Style", do disco "Explay", remisturado pela Stealing Orchestra; foi produzido por Paulo Miranda (Unplayable Sofa Guitar, Old Jerusalem, Alla Polacca, ...) e contou com a presença de alguns amigos, em colaborações variadas. O update sonoro foi subtil mas suficiente para que os temas tenham ficado mais sujos, mais carregados, mais electricos! As melodias ficaram ainda mais simples deixando lugar para mais volume, sons intensos e distorcidos, mapas sonoros onde as estradas são quase sempre a direito e feitas a grande velocidade... as paragens serviam apenas para recomeçar... provavelmente de forma ainda mais rápida.

Blasted Mechanism


Blasted Mechanism – nasceram em 1995, por ideia de Valdjiu e Karkov, como uma banda diferente no espectro musical português. Auto-definem-se como um projecto artístico de música tocada por seres de outro mundo; sobressaem-se do panorama musical pela sua imagem forte extravagante e por uma música caracterizada pela fusão de músicas do mundo, incorporando elementos tradicionais de vários países do mundo, como por exemplo, na música We do álbum "Sound in Light", onde é possível ouvir guitarra portuguesa tocada por António Chainho, com música rock electrónica; conhecidos também por inventarem e construírem alguns dos instrumentos que utilizam como a Kalachakra e o Bambuleco, os quais vão buscar alguma inspiração à cultura oriental; em 2002, pela primeira vez na história da MTV, os artistas portugueses têm direito a uma categoria exclusivamente dedicada ao reconhecimento internacional do seu trabalho de nome “Best Portuguese Act” nos MTV Europe Music Awards e em 2003 os Blasted Mechanism são uma das cinco bandas portuguesas nomeadas para o prémio. Em ambos os anos o prémio foi arrecadado pelos Blind Zero; em fevereiro de 2008 a banda anunciou através de uma newsletter que Karkov, o vocalista até então, abandonou os Blasted Mechanism. Para o lugar do Karkov entrou Pedro Lousada, que pertenceu aos Zedisaneonlight, com o nome Guitshu; actualmente a banda é composta pelos membros Guitshu (voz), Valdjiu (bambuleco, kalachakra, banjo-bandola), Ary (baixo), Syncron (bateria), Winga (percussões, didgeridoo) e Zymon (guitarra, sitar eléctrica, teclas); editaram Blasted Mechanism EP (1996), Balayashi (1998), Plasma (1999), Mix 00 (2000), Namaste (2003), Avatara (2005), Sound in Light (2007), Mind At Large (2009), Blasted Generation (2012) e Egotronic (2015); a mítica banda nacional que nos tem habituado ao longo dos anos a várias mutações, volta em 2018 com o novo disco "Sinchronicity" e teve "Running" como primeiro single. Este regresso com nova formação, nova produção, novo espetáculo e novo look foi apresentado pela primeira vez do NOS Alive; Valdjiu, Ary, Guitshu e Fred Stone tiveram a companhia de Joahn Eckman, músico sueco que trouxe à banda um refresh vocal e combinando a lírica com a voz de Guitshu.

Blaya


Blaya – Karla Rodrigues nasce em Fortaleza, no Ceará, em 1987, e vem para Portugal com dois meses. Familiares e amigos tratam-na por Blaya desde os 14 anos; com 19 anos muda-se de Sines para Lisboa. Frequenta o Festival Músicas do Mundo, onde assiste a duas das primeiras atuações dos Buraka Som Sistema em Porto Covo e em Sines; em 2008 é convidada por Branko, Riot, Conductor e Kalaf a integrar os Buraka Som Sistema e participa afincadamente na produção dos álbuns “Komba” (2011) e “Buraka” (2014), revelando preferência pelos temas “Tira o Pé”, “Van Damme” e “Vuvuzela”; a 1 de julho de 2016, com um concerto na Torre de Belém testemunhado por largos milhares de pessoas, a banda coloca um ponto final na carreira, por tempo indeterminado. Antes disso, Blaya colabora com Tom Barman, dos dEUS, no projeto Magnus e em 2013 lança um disco homónimo com seis temas e duas remisturas que apresenta ao vivo no palco Clubbing do festival Nos Alive; com a colaboração de MC Zuka, Kaysha, Laton, Ella Nor ou Virgul, Blaya compôs temas para o novo álbum a editar durante o ano de 2018 pela Warner Music Portugal. O disco foi composto, produzido e gravado no estúdio da sua produtora e label RedMojo, em Paço D’Arcos, entre setembro e novembro de 2017.

Blog Bran Morrighan – nasceu a 13 de Dezembro de 2008 numa perspectiva meramente pessoal de Sofia Teixeira; motivador de convites para participações em debates literários, apresentações de obras, parcerias com editoras, entre outras; divulgação da cultura nacional estende-se à música, livros e ao teatro; nos últimos anos tem-se dedicado à promoção activa de bandas, realizando noites de concertos em várias salas portuguesas com destaque para as noites de Aniversário no Musicbox, Lisboa, e no Maus Hábitos, Porto.

Burn Damage – nasceram em 2008 e fazem parte a Inês na voz, Alex na bateria, Ivo nas guitarras e Rui no baixo; as influências musicais vão de Death a Groove-doom-core-metal tendo as bandas Pantera, Sepultura ou Arch Enemy como referência.



Carlos J. Vales - técnico de som freelancer há mais de 30 anos, sendo responsável pelo som ao vivo do grupo Xutos & Pontapés desde 1986; realiza trabalho de estúdio com grandes nomes da música nacional portuguesa como por exemplo Jorge Palma, Rui Veloso, Sérgio Godinho e os grupos Resistência, Quinteto de Lisboa, entre outros.

Casa da Música - é a principal sala de concertos localizada na Avenida da Boavista, no Porto; foi projectada pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade; embora o concerto do dia de abertura ocorresse no dia 14 com os Clã e Lou Reed o espaço só foi inaugurado no dia 15 de abril de 2005, pelo presidente da República Jorge Sampaio com o concerto dado pela Orquestra Nacional do Porto.

CCOB - Circulo Católico de Operários de Barcelos; sala de concertos; uma referência na área da cultura, da arte, da música e do espectáculo no concelho.

Chullage - Nuno dos Santos é um rapper português filho de pais cabo-verdianos; relacionado com Cultura e Educação, ligado ao Teatro, a Workshops e Exposições foi responsável pelo Desenho de Som da exposição de Vhills – Dissection – nos Museus EDP; actualmente, foca-se na criação de letras e instrumentos para projectos pessoais; editou "Mulher da Minha Vida/Rapresálias" (2001), "Rapresálias…" (2001), "Rapensar (Passado, Presente e Futuro)" (2004) e "Rapressão 1" (2012).

The CityZens - trio formado em 2013 em Vila Nova de Famalicão, composto por Jorge Humberto (guitarra e voz), Luís Ribeiro (baixo) e Rui Pedro (bateria); após 13 anos de trabalho em conjunto, no projeto sUBMARINe, e finda a atividade deste último existiu da parte de Jorge Humberto e Luís Ribeiro a necessidade de continuar com a sua aventura musical. Dessa vontade surge agora The CityZens, projeto que partiu como um duo e que passou a trio com a entrada do baterista Rui Pedro; a banda move-se no universo, Garage Rock, Blues Rock, Alternative Rock, Indie rock; em 2015 apresentaram o primeiro álbum "Medicine For Open Minds", um disco que passeia por universos Folk Rock psicadélico, Soul Rock e Blues Rock, que os levou a tocar em 40 cidades nacionais; em 2018 passam de trio a quarteto, com a entrada do Pedro Barbosa para as teclas e guitarra; "we are The CityZens" marca o regresso às edições discográficas. Produzido por Paulo Miranda, o novo álbum é um disco rock composto por 9 canções; o single de apresentação foi "Sleepwalker"; lançaram um EP homónimo com três temas que foram acolhidos de forma positiva junto do público e das rádios.

Clã


Clã - formam-se em Novembro de 1992 com Hélder Gonçalves (principal compositor, arranjador e director musical) a convidar Miguel Ferreira, Pedro Biscaia, Pedro Rito, Fernando Gonçalves e Manuela Azevedo para se juntarem a ele neste projecto; “LusoQualquerCoisa”, produzido por Mário Barreiros e Carlos Tê (também responsável por duas letras e co-autorias de outras letras com Hélder Gonçalves), foi editado em Fevereiro de 1996. Aclamado pela crítica, e com forte presença nas rádios nacionais, este primeiro trabalho impõe os Clã como uma das mais fortes revelações da música portuguesa emergente; “Kazoo”, o 2º álbum, foi editado em Setembro de 1997, dando origem a uma tour de mais de dois anos, com mais de cem espectáculos por todo o país, com direito de passagem por Macau e Brasil; a estreia nos grandes palcos dos festivais de Verão aconteceu em 1998 com concertos no Festival Super Rock (na Praça Sony), Festival Paredes de Coura e Noites Ritual Rock; apresentaram o projecto “Afinidades”, encomenda da Expo’98 que conta com a participação de Sérgio Godinho; Maio de 2000 lançaram o 3º álbum de originais, “Lustro”. Neste álbum, para além de Carlos Tê, contam com letras de Sérgio Godinho, Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto) e Arnaldo Antunes, músico e poeta paulista; em 2001 é editado “Afinidades – Clã e Sérgio Godinho ao Vivo”, com base nas gravações das três apresentações do projecto, em 1999, no Rivoli; o novo trabalho, “Rosa Carne”, foi editado em Maio de 2004 e apresentado ao vivo, até final do ano, em mais de 50 concertos. De destacar o espectáculo apresentado a 26 de Novembro, no Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, com os convidados Paulo Furtado e Arnaldo Antunes e encenação inspirada no universo do último álbum. Deste espectáculo nasceria o primeiro DVD da banda, “Gordo Segredo"; “Cintura” foi editado em Outubro de 2007 e teve como single de avanço “Tira a Teima”. Nesse mês, deram início a uma digressão por auditórios e cine-teatros que se prolonga até Março de 2008; em janeiro de 2011 acontece a estreia de «Disco Voador», Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves percorreram algumas escolas do concelho de Vila do Conde, realizando oficinas onde apresentavam as novas canções e promoviam o contacto directo dos alunos com a música e os músicos e depois apresentado ao vivo no Centro Cultural de Belém e na Casa da Música. «Disco Voador» conquistou a atenção de pequenos e graúdos. Um trabalho surpreendente e inovador inspirado no universo dos “supernovos”; em 2014 voltaram com novo álbum "Corrente" e uma nova digressão nacional.

Club Souto – Sessões de inverno do Souto Rock; actuações com concertos e dj sets; iniciou em 2015 com pequenos concertos no Platano Kobêrto, na freguesia de Roriz, que também é a sede do festival Souto Rock; em 2018, os concertos migram para Barcelos no CCOB.


Da Weasel


Da Weasel – nascem em meados de 1993, como um projecto 100% em inglês e numa onda experimentalista; banda formada por Pacman (Carlos Nobre), Armando Teixeira, Jay Jay Neige (João Nobre; ex-Braindead) e Yen Sung. Um ano depois, dá-se a primeira aventura discográfica do grupo com o lançamento do EP "More Than 30 Motherf*****s". Desde logo, surge o primeiro hino do grupo e que se tornou um dos temas de maior sucesso em concerto: «God Bless Johnny»; não demoraria mais de um ano, para que a Dínamo Discos, subsidiária da BMG, editassem o primeiro álbum, "Dou-lhe com a Alma" (1995). Neste trabalho assiste-se à transição para o português como língua dominante. Nessa altura, à formação inicial juntam-se Pedro Quaresma (guitarra) e Guilherme Silva (bateria). Logo depois vola a haver mexidas na formação com a saída de Yen Sung e a entrada de Virgul; o ano de 1997 traz o "3º Capítulo". Um disco com um discurso duro e onde Pacman se afirma — definitivamente — como um dos maiores e mais engenhosos letristas do panorama musical português. «Todagente» torna-se mais um dos hinos do grupo; no início de 1999 colaboram em XX Anos XX Bandas, disco de tributo aos Xutos & Pontapés em que participaram com o tema «Esquadrão da Morte»; em Setembro de 1999 é editado o álbum "Iniciação A Uma Vida Banal - O Manual" onde se destaca o tema «Outro Nível». Este álbum leva o grupo para a estrada numa digressão memorável. Um dos pontos altos da digressão foi a primeira parte do concerto dos Red Hot Chili Peppers realizado em Novembro de 1999 no Pavilhão Atlântico; Armando Teixeira sai da banda no início de 2001. Durante o Verão participam nos festivais do Sudoeste e de Paredes de Coura. Em Dezembro foi editado o álbum "Podes fugir mas não te podes esconder", com produção de Mário Barreiros, que se torna o primeiro disco de Ouro da banda. «Tás na Boa» foi o primeiro single. Outro dos destaques é a participação dos Orishas no tema «Sigue, Sigue!»; em 2004 começam com a pré-produção do disco que se virá a chamar "Re-Definições" e já como sexteto, com a entrada de DJ Glue para a família (aquando do início da tour de "Podes fugir mas não te podes esconder"). Em Fevereiro fazem as malas e arrancam para o Algarve. O destino é Olhão, morada do estúdio Zip-Mix (de Tó Viegas e Viviane dos Entre Aspas), onde mais tarde se juntam os convidados João Gomes (Cool Hipnoise e André Rocha. Permanecem no Algarve até ao final desse mês, saindo do estúdio com o disco praticamente todo gravado. Falta apenas registar as colaborações de Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto) e da locutora/apresentadora Anabela Mota Ribeiro. «Re-tratamento» (o primeiro single extraído do álbum) foi a música que os lançou definitivamente para o mercado português permitindo-os acabar o ano em beleza com a atribuição do prémio Best Portuguese Act no MTV Europe Music Awards, em Roma; quase no fim da digressão do álbum Re-Definições, a banda juntou-se à orquestra sinfónica, dirigida pelo maestro Rui Massena, num espectáculo único onde se verificou a fusão entre o Hip-Hop e a música clássica; em Abril de 2007 lançaram o álbum "Amor, Escárnio e Maldizer". O disco conta com muitas participações, tais como Gato Fedorento, Bernardo Sassetti, Rapper e o produtor americano Atiba the Dappa e a participação especial da orquestra de Praga dirigida pelo Maestro Rui Massena. Nesse álbum destacam-se os temas «Dialectos da Ternura» e «Mundos Mudos»; em Setembro de 2009 anunciam uma pausa de um ano, prometendo voltar em Setembro de 2010 para a produção do oitavo disco de originais e para mais actuações ao vivo. Em 9 de Dezembro de 2010 anunciam o fim do grupo na sua página oficial.

de Turquoise – é uma construção íntima a solo de André Júlio Teixeira, onde o instrumento alfa é a Guitarra e a voz sua fiel companheira. A viagem é o mote e o mundo a mira; de Turquoise é o nome do seu mais recente projecto a solo, uma tentativa de encontrar na música, talvez, essa mesma frequência harmónica de azul, que apazigua, que sugere um lugar pleno para se estar. Um lugar sempre novo, reconfortante e vibrante. Um abrigo do vazio do mundo, onde a percepção de tempo e espaço se expande sem noções, onde o pensar perde o contexto e se silencia, e de onde nascem forças motrizes que nos contam histórias concretas, abstratas, a começar pelo ponto mais infinitamente distante de nós, para acabar no mais íntimo: com uma formação e experiência profissional em música e teatro, André Júlio Teixeira, músico multi-instrumentista, procura fazer essa descoberta a solo. CAMOMILA, o seu mais recente EP, é uma delas, onde explora o potencial da simplicidade e elasticidade da guitarra e da voz, por vezes subtilmente modeladas com pedais de efeitos, mas sem se desfocar da qualidade acústica que os caracteriza, procurando uma versatilidade rica em elementos sonoros.

Deambul – a deambulação de Miguel Feraso Cabral já vem de longe. Desde a formação inicial dos Mola Dudle como músico e produtor, passando pelo trabalho como improvisador avulso na bateria ou com instrumentos inventados por si em formações diversas; conta também com uma breve aterragem nas baquetas dos Coty Cream e a coordenação, produção do projecto transnacional The Nevermet Ensemble; as guitarras surgiam, esporadicamente, nas suas produções em estúdio, mas revelaram-se em três apresentações semi-improvisadas ao vivo em 2017 (Povo, Galeria Zaratan e Sofar Sounds Lisbon). Em Deambul o foco está na guitarra eléctrica, nos seus acordes distorcidos e nas melodias com tremolo, flutuando sobre loops e percussões.

Dear Telephone – formados em 2010 são compostos por Graciela Coelho na voz e teclados, André Simão na voz, baixo e guitarras, Ricardo Cibrão na guitarra e teclados e Pedro Oliveira na bateria; inspiram-se no nome da curta-metragem de Peter Greenaway “Dear Phone” de1976; editam o primeiro registo em março de 2011 pela PAD, o EP “Birth of a Robot”, entusiasticamente recebido pela imprensa e apresentado ao vivo em salas como o Theatro Circo, Hard Club (com Anna Calvi) ou em festivais como o Optimus Primavera Club e Milhões de Festa, entre outros; representam Portugal na edição de agosto 2011 do “Music Alliance Pact”; editam o primeiro longa duração “Taxi Ballad” em Maio de 2013; no ano seguinte fazem a estreia fora de Portugal, no Powerlunches em Londres; em outubro de 2017 editam “Cut”.

The Dirty Coal Train


The Dirty Coal Train – são Ricardo Ramos (guitarra e voz) e Beatriz Rodrigues (guitarra e voz). Um power duo de instrumentos amaldiçoados que debitam decibéis de inspiração no DIY do punk, no garage dos 60 e no cinema de série B onde coabitam com monstros, vampiros, psicopatas, ovnis e demais parafernália. Garage Punk com Surf & rock & roll nu, cru e directo como o género exige; durante os anos que separam a sua infância da maioridade, sonharam e almejaram entrar para o restrito grupo de eleitos criadores ficando presos nas garras da distância e dos ventos desoladores da sua terra natal, Viseu; nos últimos sete anos percorreram as terras e meios dos eleitos de modo independente conhecendo inúmeros artesãos do processo criativo com quem partilhavam o amor e empenho pela arte (por vezes eram por esta mesma razão denominados de "amadores") e aprenderam que procuravam encarnar um termo distante e para eles vazio. Assim, optaram por caminhar esse mundo paralelo onde foram aceites como iguais, esse mundo que separa criadores reconhecidos de amadores... os eleitos dos freaks!; depois de quatro álbuns, uma compilação e cinco singles promovidos com datas pela Europa e América do Sul, a banda edita “Portuguese Freakshow” em 2018, um disco que conta com um enorme leque de convidados do underground rockeiro português que ao longo dos anos tocaram com a banda e que neste disco participam e contribuem para as criações do duo. Neste disco arriscam por temáticas ou sonoridades menos familiares para a banda como experimentações electrónicas, sons experimentais mais soturnos, esquizofrenia pop e covers de temas clássicos. Convidados especiais: Carlos Mendes (Tédio Boys, The Parkinsons, The Twist Connection), Nick Nicotine (The Act-Ups, Ballyhoos, The Jack Shits, Bro X, Suave), Victor Torpedo (The Parkinsons, Subway Riders), Ondina Pires (The Great Lesbian Show, Pop Dell'Arte), Fast Eddie Nelson (Big River Johnson, Fast Eddie & the Riverside Monkeys), Captain Death (Tracy Lee Summer), Mário Mendes (Conan Castro & the Moonshine Piñatas), Old Rod Coltrane (Puny e ex-the Dirty Coal Train), Miss Volatile (DeCanja), Johnny Intense (The Act-Ups), Ana Banana (Cabeça de Peixe, Dirty Coal Train), Sérgio Lemos (Great Lesbian Show, Dr Frankenstein, Canal Caveira), Stephane Alberto (Canal Caveira, Duendes do Umbigo), Jorge Trigo (Quarto Fantasma), Carlos Dias (Subway Riders, Wipeout Beat), Eduardo Vinhas (Pop Dell'Arte), Ricardo Martins (Lobster, Jiboia, Pop Dell'Arte), entre outros.

Dory & The Big Fish


Dory & The Big Fish – San de Palma dá voz a Dory & The Big Fish e faz-se acompanhar por alguns dos seus parceiros de outras aventuras, aos quais se juntam também novas colaborações; Sonia Cabrita (Little B, Viviane, Gaijas), na bateira, e Luis Duarte (The Speeding Bullets, The Cynicals, Anaquim), nos teclados, completam o quinteto de que também fazem parte os ex-The Profilers e Os Lábios, Eurico Silvestre, baixo, Telmo Dias e Sérgio Franco, guitarras; a banda nasce em Dezembro de 2014 com canções de estilo Blues Rock, onde a voz de San surge ora triste e desiludida, ora terrivelmente sedutora e apaixonada; depois de alguns concertos em Portugal e Espanha nos últimos dois anos, preparam-se, em 2018, para começar a apresentar um conjunto de canções gravadas por Pedro Vidal no Estúdio de Vale de Lobos e que serão compiladas em disco, sob o título "Love is a Piñata".

Doutor Assério – dizem que a idade deixa os homens mais macios. É verdade. Os Doutor Assério têm a capa do punk rock mas nem isso os safou. Em 2017, lançaram o disco "Homónimo”, que é uma coletânea de canções de amor. Este trabalho de estreia é um roteiro hedonista pela cidade de Barcelos e pelos seus locais mais bem frequentados. Há canções que exprimem ternura pelo sistema e por moças devotas de Francisco Sá Carneiro; eles são Leonel Miranda, Pedro Silva e Tó Meira.

Dreamweapon – duo portuense formado por André Couto (baixo, voz, loops) e Edgar Moreira (guitarra, voz, synth, loops); uma líquida presença na cena alternativa nacional, o projecto trilha desde 2013 os palcos nacionais e internacionais, apresentando-se já no Milhões de Festa, no Lisbon Psych Fest, no Sonic Blast Moledo, no Serralves em Festa, no Zygurfest, no Reverence Valada e no Liverpool Psych Fest; em 2018 trazem na bagagem o lançamento do seu segundo longa-duração, Sol, às mãos da editora de culto londrina Fuzz Club Records - um disco gravado numa espontânea semana de Fevereiro de 2017, dando início ao seu ciclo solar, prosseguindo no seu trilho sónico de retirar forma à forma.

Duquesa – é Nuno Rodrigues, vocalista e guitarrista dos rock’n’rollers barcelenses chamados Glockenwise, onde nos apresenta os seus temas a solo, próximo de uma raiz indie-pop; depois do EP de estreia, homónimo, em 2013, o vocalista lançou o segundo ensaio: Norte Litoral vem com sete faixas, duas delas cantadas em português; Barcelos (onde nasceu e viveu) e Porto (onde trabalha e vive), fazem parte da sua inspiração.


Ermo


ENES – Andrés Malta apresenta a nova banda da cidade do Porto; juntou Jonny Abbey na guitarra, na bateria Gonçalo Lemos, Leonardo Pinto como teclista e Jay no baixo, e começou a traduzir sentimentos, pesares, dores e alegrias num cocktail explosivo de temas rock, pintalgados de arranjos pop, e com uma secção rítmica protagonizada por uma electrónica de pés a puxar para a pista de dança; "Lighter Weight" foi o tema que deu a conhecer as aventuras e desventuras protagonizadas por "Charlie", personagem principal do álbum de estreia, com o mesmo nome, editado em abril de 2018.

Ermo – dupla de Braga formada por António Costa e Bernardo Barbosa; apresentam-se em 2013 com “Vem por Aqui” carregado de ambientes electrónicos e com algumas mãos de Luís Salgado à mistura; dois EP’s surgem. O primeiro sem nome em 2012 e o “Amor Vezes Quatro” em 2015; no final de 2017 editam "Lo-Fi Moda" um dos grandes discos deste ano.

Eu Fúria – em Junho de 2015 nasce um grupo de três amigos que começaram a tocar juntos muito antes dessa data no mítico bairro de Alvalade; João Barradas na voz, Rafael Matos na bateria e Ivo Martins no Baixo estrearam-se ao vivo em Setembro nas Festas da Nazaré’15 num recinto com capacidade para 20 mil pessoas; em Novembro do mesmo ano, lançaram a primeira canção. “Tudo o que fizemos” teve uma critica muito positiva por parte do público e dos media; não tem parado de tocar e já passou por conhecidas salas e festivais, como o AgitÁgueda, Festas da Nazaré, CAE Portalegre, Texas Bar ou Sabotage Club; gravado no final de 2017, "Diversão D'Almas" é o primeiro longa duração com edição do selo Ás de Espadas.



Fat Freddy – a cooperativa criativa nasceu em 1998 com Pedro Guedes e Xinas Leite que decidem desenvolver uma banda que tem na criatividade a base de todo um longo e frutuoso percurso discográfico e de estrada; 3 álbuns e 1000 concertos depois, contam com o violoncelista Ricardo Januário na criação de ambientes enigmáticos, mas simultaneamente realistas. A pulsão rítmica do baixo e violoncelo dão coração a todo o conjunto, que é colorido pela guitarra, teclados e demais electrónica por cenários que têm tanto de real, como de negritude; a matriz rock que sempre os caracterizou mantém-se, tal como toda a vertente exploratória e experimentalista; depois de "Fanfarras de Ópio" e "Álbum sem Nome", o terceiro registo "Atirem o meu Cadáver para uma Valeta" editado pela Honeysound, conta com Pedro Espada na voz e letras.

Feed – oriundos da cidade da Maia em 1994; constituido inicialmente por Bruno Aires (bateria), António Barbot (baixo, EZ Special, Monstro Mau, Budda Power Blues), Paulo Teixeira (guitarra) e Orlando Pona (voz, EZ Special); influenciados pela tendência grunge, começaram por tocar apenas covers das suas bandas de preferência. Quando assumem uma postura mais autónoma, integram um segundo guitarrista, Mário Leite (EZ Special), que acentuou ainda mais a sonoridade do grupo nos caminhos perdidos da música de Seattle; gravam em finais de 1995, uma maquete com quatro temas originais que enviam para toda a imprensa especializada, obtendo a atenção de Henrique Amaro que, no seu programa radiofónico transmitido na Antena 3, a congratula com a menção de "Maquete da Semana"; com referências óbvias a Red Hot Chili Peppers, Lenny Kravitz, Nirvana e Pearl Jam, não tardou muito que, rotulados pela mesma imprensa como um pastiche de outros grupos americanos, passem a ouvir novos sons entre os quais acid jazz, funk. Integram essas novas influências e caminham então por uma nova estrada sonora, fundindo o rock alternativo norte-americano às tendências de recuperação do funk que então se faziam sentir; já tinha participado numa edição anterior do festival Termómetro Unplugged mas a mudança de estilo musical foi de tal forma radical que mais uma vez acabariam por ser seleccionados para participarem no evento em 1997. A banda liderada por Orlando Pona levava assim para casa o troféu em ouro e prata representativo da sua vitória no evento e pouco tempo depois entrava em digressão por quase todo o país; em 2000 ainda se mantinham no activo tendo gravado o seu primeiro trabalho de longa duração para a Numérica de Paços de Brandão; posteriormente à dissolução da banda, o núcleo duro da mesma foi tocar nos Ez Special.

Fernando Martins – músico e produtor; criou em conjunto com o irmão o grupo Ritual Tejo e foi um dos jurados do programa Chuva de Estrelas, em 1998; marcou uma geração de músicos e da música em Portugal e tem desenvolvido ao longo dos anos vários projectos, sendo Tambor o mais recente.

Filipe Melo – músico, realizador e autor de BD; nascido em Lisboa, começou cedo a estudar piano, jazz e improvisação. Estudou no Hotclube de Portugal e no Berklee College of Music, em Boston, colabora com vários músicos e já conta com mais de 20 discos gravados; escreveu, produziu e realizou vários projectos de culto: I’ll See You in My Dreams, vencedor do Fantasporto 2004, e Um Mundo Catita, a primeira série de ficção da RTP2; actualmente, lecciona na Escola Superior de Música de Lisboa.

Filipe Miranda – músico e fundador das bandas Angelica’s Mercy, Kafka, The Partisan Seed; como convidado, tem colaborado ao vivo e em gravações com várias bandas e é membro dos grupos Interm.Ission, Nikouala, Was An Outsider ou Villa Nazca; compõe e grava, também em nome próprio e com vários pseudónimos; programador dos festivais NAA e BINNAR em V.N. de Famalicão.

Frankie Chavez

First Breath After Coma – Roberto Caetano, Telmo Soares, Rui Gaspar, Pedro Marques e João Marques formam a banda de Leiria em 2012 e surgem com o selo da Omnichord Records; um ano mais tarde editam o álbum “The Misadventures Of Anthony Knivet” e em 2016 apresentam “Drifter” marcando o regresso da banda aos discos, com salas cheias em Leiria, Porto, Coimbra e Lisboa; nomeados pela Associação Europeia de Editoras Independentes para melhor disco europeu lançado em 2016, numa lista de 25, ao lado de nomes como Agnes Obel, Radiohead ou Royal Blood; seleccionados para festivais como Vodafone Paredes de Coura e Reeperbahn em 2016 e Eurosonic ou NOS Primavera Sound em 2017.

Flak - é João Pires Campos; musico, compositor e produtor de artistas nacionais como os “Rádio Macau”, fez colaborações com os “GNR”, com os “Sétima Legião”, Sergio Godinho, entre outros; fez músicas para filmes sendo premiado pelo seu trabalho; desde 2004 é formador na RESTART.

Francisco Rebelo - músico, produtor, técnico de som e formador português; ajudou a fundar grupos durante os anos 90 como os Cool Hipnoise; colaborou com vários músicos e integrou grupos como os Space Boys, Cacique 97, participando ainda no projecto Orelha Negra e no colectivo Cais do Sodré Funk Connection.

Frankie Chavez - deslumbrou aquando da sua chegada em 2010, com uma mistura de rock e folk que só ele próprio sabe fazer; Joaquim Chaves nasceu em Lisboa e lançou um EP homónimo pela Optimus Discos; começou a carreira por tocar sozinho em formato de "one man band" passando mais tarde a incluir João Correia como baterista nas actuações ao vivo; em 2011 edita o álbum "Family Tree", em 2014 "Heart and Spine".


Galgo


Galgo – depois do lançamento de EP5 em 2015 a banda de Oeiras fez-se à estrada e foi em Setembro de 2016 que editaram o seu primeiro longa-duração Pensar Faz Emagrecer; chegam a 2018 de ouvidos postos no futuro e com novas roupagens musicais, assumindo um percurso com vista para o digitalismo moderno, mas sem desviar a crueza do rock que os caracteriza. O novo álbum do quarteto formado por Alexandre Moniz, João Figueiras, Miguel Figueiredo e Joana Batista foi produzido e gravado no estúdio HAUS, chegando naturalmente a uma mescla de paisagens sonoras refrescantes, onde as vozes ganham uma nova abordagem. As guitarras permanecem estrídulas, o baixo agiganta-se e a ferocidade do rock move-se por teclados cintilantes, felizes e afortunados; Quebra Nuvens foi apresentado no dia 20 de Abril no Musicbox em Lisboa.

Gator, The Alligator – banda formada em 2017 por Eduardo da Floresta na guitarra, Ricardo Tomé no Baixo, Filipe Ferreira na bateria e Tiago Martins na guitarra e voz; Barcelos é a cidade que acolhe o estilo Banana Rock que produzem; o jacaré hiperativo chegou e está pronto para soltar descargas elétricas em forma de ondas sonoras. Carregado de poderes místicos do fuzz, promete hipnotizar todos aqueles que se submeterem aos seus feitiços.

Grandfather’s House – banda de Braga que surge em 2012 com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz, e João Costeira na bateria; contam com mais de 250 concertos dados por todo o país e internacionalmente; editaram o primeiro EP "Skeleton" em 2014; em 2016, editam o longa-duração, "Slow Move", sendo aclamados pelo público e pela crítica; lançaram o seu terceiro disco “Diving” em Setembro de 2017, resultado de uma residência artística no espaço GNRation (Braga) contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respetivamente.



Hard Club – com mais de vinte anos de existência, é um centro cultural de Portugal, inaugurado a 18 de Dezembro de 1997, em V.N.de Gaia fundado por Kalu, dos Xutos & Pontapés. Durante nove anos fez história com uma sala de concertos, recebendo entre 1997 e 2006 mais de 500 mil espectadores em 1300 espectáculos, num total de mais de 5 mil artistas vindos de 34 países; o primeiro concerto foi com os Dubwar a 18 de Dezembro; passaram inúmeros nomes nacionais e internacionais como os Muse, Rammstein ou Morphine; a sala encerrou em 2006 voltando a abrir quatro anos mais tarde no centro do Porto no Mercado Ferreira Borges com os alemães Atari Teenage Riot; o novo local tem espaço de estúdio e de sala de ensaios, um auditório com capacidade para 150 pessoas sentadas ou 300 de pé, para além de espaços de cafetaria e restauração assim como venda de livros e discos;

Homem em Catarse – projecto a solo de Afonso Dorido; editou dois EP’s (Homem em Catarse e Guarda-Rios) e um álbum (Viagem Interior); para além desta aventura solitária é membro fundador dos Indignu desde o seu inicio em 2004.

Huggs – simultaneamente inspirados pela energia crua e indisciplinada do panorama underground britânico e pelas baladas românticas típicas dos anos 50 e 60, nascem do contraste entre as melodias contagiantes do Duarte na guitarra/voz e a irreverência punk e bateria pesada do Jantonio, quando os dois se conhecem por acaso num projecto de faculdade; ao vivo, apresentam-se como power trio, contando para isso com a ajuda do Guilherme (Ditch Days), que depois de assistir a um ensaio não só se encarregou do baixo como ajudou a completar as primeiras canções da banda e a gravar as demos do primeiro EP; cantam sobre como é crescer em Lisboa e, provavelmente, em qualquer outro lado, transportando-nos para uma atmosfera tão suja, fria e insensível - impossível não lembrar a tão aclamada série Shameless - quanto quente e apaixonante; “Take My Hand” foi o single de apresentação da banda e foi retirado do primeiro EP com edição no último trimestre de 2018, gravado pelo Gonçalo Formiga (dos Cave Story) no seu estúdio das Caldas da Rainha e produzido pelo próprio em conjunto com a banda.



Imploding Stars – quinteto da cidade de Braga formada por Rafael Lemos, Jorge Cruz, João Figueiredo, Francisco Carvalho e Élio Mateus; Riverine é o nome do novo álbum da banda de post-rock; após o lançamento de A Mountain and a Tree (2014), a banda sonora Mizar & Alcor (2016) para a versão portuguesa do documentário From Earth to Universe e a participação com Treeless prairie na coletânea T(h)ree - Vol. 5 - Portugal - Cazaquistão - Uzbequistão (2017), Riverine foi lançado na primavera de 2018; o videoclip de Demise, realizado por Diogo Louro e com participação de Teresa Arcanjo, Afonso Santos e Catarina Costa, aborda o desaguar na imensidão do mar. Uma relação que se esforça para ultrapassar adversidades acaba destruída pela derradeira separação e o ponto sem retorno lança a protagonista numa espiral deslocada do espaço e do tempo onde só consegue observar o seu próprio desaparecimento.

Indignu – mais um nome a sair da fornada de bandas em Barcelos e contam já com três registos. Em 2010 aparece”Fetus in Fetu”, “Odyssea” três anos depois e “Ophelia” em 2016; denominados como uma banda pós-rock, a banda é composta por Afonso Dorido, Graça Carvalho, Helena Silva, Jimmy Moom, Mateus Nogueira e Paulo Miranda.

Inês Lamares - técnica de som independente desde 2000; passou pela gravação e mistura, operação de áudio para televisão e construção de estúdios, e tem vasta experiência como técnica de som ao vivo, onde se contam colaborações com músicos e entidades como Orquestra Jazz de Matosinhos, Kenneth Dahl Knudsen Orchestra, Stopestra, Vozes da Rádio, Marcia, Carlos Bica, Lavoisier, Dazkarieh, José Valente, Best Youth, Mesa, Old Jerusalém, We Trust, Casa da Música, Hard Club, Rivoli, Festival Ollin Kan ou Festival Curtas de Vila do Conde, entre muitos outros; tem actualmente o seu estúdio pessoal Cabriolet Music Studio.



Jerónimo – os irmãos decidiram juntar-se e formar um projecto homónimo. São eles: Gil Jerónimo (Les Crazy Coconuts), Luís Jerónimo (Nice Weather For Ducks) e Nuno Jerónimo (mais conhecido como Nuno Rancho, dos Few Fingers); a música é de base indie numa simbiose de experimentalismo e de electrónica; lançaram o seu primeiro single “Big bites’ em Outubro de 2017 pela Omnichord Records; foram finalistas na edição de 2018 do Festival Termómetro.

João André - com mais de 20 anos de actividade na indústria musical João André Piedade é detentor de um vasto currículo com dezenas de trabalhos discográficos como Produtor, músico e engenheiro de som; trabalhou com alguns dos melhores músicos portugueses e estrangeiros como: Maceo Parker, Caetano Veloso, Zeca Baleiro, Lenine, Rui Veloso, André Indiana, Hornheads, Alexandre Frazão, Mónica Ferraz entre outros; em 2012 inicia-se como produtor tendo até à data produzido nomes como Emmy Curl, The Weatherman, WE TRUST e Diana, Martinez & the crib e The Black Mamba entre outros; toca com Mónica Ferraz, We Trust, Alberto Índio, Emmy Curl, Diana Martinez & The crib.

João Carvalho


João Carvalho - amigo e amante e apreciador de musica e das coisas mais simples; divide o tempo entre Braga (onde vive), Paredes de Coura (onde nasceu) e o Porto (onde tem escritório); proprietário da empresa Ritmos onde tem protagonizado, desde 2003, vários eventos de relevo, alguns deles também de periodicidade anual, de onde se destacam o Festival Para Gente Sentada, o Cerveira ao Piano, a produção do Serralves em Festa e o grande Vodafone Paredes de Coura, onde começou a organizar este festival desde 1993 com apenas 20 anos; em 2011, João Carvalho, José Barreiro e Filipe Lopes da Ritmos, juntaram-se ao Primavera Sound de Barcelona e a José Eduardo Martins fundando a Pic-Nic, empresa que organiza o NOS Primavera Sound, no Porto; em 2018 alarga fronteira e organiza o Super Bock Under Fest na cidade de Vigo com Benjamin Clementine à cabeça.

Joaquim Albegaria


João Gomes - destaque no universo do funk nacional e do groove; é produtor e músico profissional; membro e fundador dos Cool Hipnoise, Spaceboys, Cacique 97 e Orelha Negra; é formador na Restart há já vários anos.

João Vieira - no início dos anos 2000 deixou Londres, onde viveu durante alguns anos e trabalhou como DJ, músico e promotor de clubes, regressando à cidade natal, o Porto, para iniciar as noites Club Kitten, que haveriam de afirmar-se em todo o país; como DJ Kitten, e a partir do Porto, reescreveu a cena clubbing em Portugal nos anos 2000 com o seu inovador Club Kitten; formou, depois com Rui Maia e Fernando Sousa, os X-Wife, da qual é vocalista, guitarrista e co-produtor; grupo que lançou cinco álbuns em que a energia simples do rock se adaptava aos impulsos eletrónicos; agora, João Vieira, ou seja DJ Kitten, desenvolve novo projeto solitário, White Haus, lançando o álbum homónimo de estreia em 2014 e o segundo "Modern Dancing" dois anos depois.

Joaquim Albergaria - baterista dos Caveira e vocalista dos Vicious Five (entre 2003 e 2009) com Rui Mata, Edgar Leito, Paulo Segadães, Bruno Cardoso (Xinobi); toca bateria siamesa a par de Helio Morais nos PAUS; fundador da sala de ensaios e estúdio de gravação HAUS; esteve no arranque da Vodafone FM em 2011 mudando-se depois para a Antena 3; recentemente crio os Bateu Matou com Ivo Santos e Rui Pité.

Joaquim Durães (Fua) –arranca com a Lovers & Lollypops; depois de ter estado em Barcelona, sentiu a necessidade de emular o espírito que lá se vivia a nível musical, começa o promover concertos de bandas que gostava de as ver por cá; depois da organização de concertos aventura-se no campo da edição discográfica; organiza o Festival Milhões de Festa que conta já com mais de 10 anos de existência, o Tremor nos açores, entre outros eventos alternativos.

Jonny Abbey – produtor e músico da cidade do Porto; criador de batidas electrónicas, ambientes Indie e melodias Pop, onde a guitarra e os teclados são os instrumentos de eleição; editou o álbum de estreia “Unwinding” numa edição de autor, sendo de sua autoria a composição, interpretação, gravação, mistura e edição; Cecília Costa também faz parte deste projecto; participa na banda portuense ENES como guitarrista.

Jorge Ferraz – músico-guitarrista (embora trabalhe com muito equipamento electrónico e digital, a guitarra e a guitartrónica são a sua grande obsessão), compositor e produtor, fundou e liderou algumas bandas portuguesas underground desde 1983, com destaque para Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! (cujo primeiro disco foi considerado em 1998, num trabalho conjunto do Público e da FNAC, um dos melhores discos da música popular portuguesa de 1960 a 1997), Ezra Pound e a Loucura, ou Fatimah X. Em 2006 passou a trabalhar em nome próprio, tendo publicado, desde então, dois álbuns (2008 e 2010); em 2014, no número comemorativo dos 30 anos da revista Blitz, foi considerado um dos melhores 30 guitarristas portugueses dos últimos 30 anos; foi ainda cofundador da efémera banda João Peste & o Acidoxibordel que reuniu, entre outros, músicos dos Pop Dell’Arte e dos Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!, bem como o saxofonista Rodrigo Amado; foi produtor dos seus discos a solo e de grande parte das edições das bandas que integrou, tendo ainda desempenhado essas funções com Pop Dell’Arte e The Great Lesbian Show; desde 2013 que é igualmente membro fundador do colectivo multimédia Cellarius Noisy Machine; em maio de 2018 edita "Machines dor Don Quixote ...et... viva la muerte?" pela Cobra Discos.

José Arantes – tecnico de som formado em Londres; trabalhou na Casa da Musica no Porto; transformou o estudio de gravação londrino L-house no barcelense B-house.

José Roberto Gomes – mentor da banda barcelense Killimanjaro; guitarrista nos Solar Corona.



Karbonsoul – os membros da banda são Mário Rodrigues nas guitarras, Muffy na voz, Mário Pinheiro no baixo e Carlos Pereira na bateria; movem-se nos estilos Death e Black Dark metal; editaram Frozen Bodies em 2009, The Sirene em 2010, Bleeding Sorrow em 2013 e 2014 dupla edição de Decadent Empire e 3logy.

Keep Razors Sharp – são Afonso (Sean Riley & The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e Bibi (Pernas de Alicate); uma banda de amigos que começaram a frequentar a sala de ensaios nos intervalos das saídas à noite; o percurso iniciou-se naturalmente e as músicas foram surgindo sob a premissa de nunca se prenderem a estilos ou limitações estéticas. “Keep Razors Sharp” foi composto e gravado durante os últimos seis meses em três sessões de estúdio espalhadas no tempo e de espírito tão livre quanto a composição. O resultado é um disco no qual a visão da banda, ao nível de som e espaço, foi enriquecida pelas várias contribuições ao longo do processo de gravação e mistura; a parte visual de “Keep Razors Sharp” foi desenvolvida pela ilustradora Sara Feio que criou de raiz uma imagem com enfoque na dicotomia presa/ predador, temática amplamente explorada - sob diversas formas - na componente lírica das canções. Keep Razors Sharp é uma viagem que em tudo reflecte paixão. Por vezes resultado directo da sua vivência, outras espelhando a sua ausência, mas sempre intensa e nunca indiferente.

Killimanjaro – nasceram em 2011 em Barcelos e são descritos como uma banda do género “heavy-rock”; Os três membros da banda são José na Guitarra e voz, Masquete no baixo e Joni na bateria; editaram “Killimanjaro”, “Hook” e “Shroud”.



La la la Ressonance – são André Simão, Gil Teixeira, Jorge Aristides, Ricardo Cibrão e Paulo Miranda; vêm de Barcelos, não cantam mas são polivalentes; nascem em 2005 das cinzas dos The Astonishing Urbana Fall com quem chegaram a tocar em festivais como Vilar de Mouros ou Paredes de Coura; no ano seguinte lançam Palisade, o primeiro álbum da banda, assentando numa atmosfera claramente amadurecida entre o experimentalismo e o jazz. Desde cedo criam os primeiros laços da sua música com o cinema criando, entre outras, a banda sonora do Le voyage dans la lune de Méliès, como fizeram os conhecidos Air ainda este ano. Ainda em 2009, editam Outdoor sempre sem se desviarem do conceito inicial; o terceiro e último álbum, inspirado no filme do expressionista alemão F. W. Murnau, foi lançado em Abril de 2012 pela PAD com a participação especial de The Astroboy.

Leiria – cidade acolhedora de bandas como Surma, First Breath After Coma, David Fonseca, Whales, Les Crazy Coconuts, Born A Lion, The Allstar Project, Nuno Rancho & A Few Fingers, André Barros, Yesterday, Les Enfants Terribles e Horse Head Cutters entre outros e casa mãe da editora Omnichord Records.

Luis Salgado


Leonel Miranda – presidente da ACR Roriz; organizador do festival Souto Rock; membro fundador dos Loops e Doutor Assério.

Lovers & Lollypops – editora e produtora com mais de 70 edições entre elas, discos de Glockenwise, Filho da Mãe, Memória de Peixe, Sequin, Black Bombaim, Jibóia ou Duquesa, entre muitos outros projectos; nasceu em 2005 no Porto com a edição do disco dos Green Machine de Barcelos; produz o Milhões de Festa, o Tremor nos Açores, Serralves em Festa!.

Lolly Pop – programa radiofónico produzido por Vitor Pinto na Radio Universitária do Minho (R.U.M.) entre 1998 e 2005; totalmente dedicado à nova música nacional e internacional alternativa; feito com emissões em directo e com convidados em entrevista e com pequenos concertos em formato acústico em estúdio; em 2006 o programa migrou para a Radio Trofa sobre o alterego de "Lusco Fusco"; regressou ao nome original na Radio Digital de V.N. de Famalicão e habita desde 2017 na Radio Radical semanalmente às sextas entre as 22h e a meia noite; por entre inúmeros convidados em opinião e crónicas destaca-se os contributos de Zé Pedro, Nuno Calado, Miguel Pedro, João Carvalho ou Paulo Furtado.

Luis Salgado – guitarrista, programador e fundador das bandas U-Clic e Stereoboy; programador do espaço cultural Maus Hábitos no Porto.



Manuel Melo – apresenta o Sinfonias de Aço na Radio Barcelos e assume-se como um programa de Música Moderna Portuguesa, ecléctico no género musical, como caracteriza o autor do programa; o programa celebrou 25 anos; melómano da musica nacional em geral e em particular da musica nascida na cidade do galo.

Mariana Silva – fotografa do site HeadLiner.

Marta Neves – fotografa freelancer; colabora com a Revista RUA e com o site Fenther.net.

Mão Morta – ao longo das três últimas décadas têm tido uma palavra a dizer no mundo rock em Portugal. Com doze discos de originais, a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e tornou-se um dos vértices máximos do rock nacional; em 2017 ficou marcado pelo regresso do coletivo, mais amadurecido mas nunca domesticado. Com concertos de norte a sul do país, a banda celebrou os 25 anos do álbum "Mutantes S.21" que inclui o hino Budapeste, um dos que fez desta, uma banda de culto e lançou ainda o disco "Mão Morta + Remix Ensemble", o qual junta diferentes sonoridades que resultam num som inesperado e surpreendente.

Mão Morta

Em 2018, a banda de rock portuguesa trará novidades, o lançamento de um novo disco e uma nova tour, nos quais a voz de Adolfo Luxúria Canibal fará novas crónicas de desespero e resistência do país e do mundo que o(s) inspira; actualmente a banda é formada por Adolfo Luxúria Canibal(vocalista e letrista - fundador (1984)), Miguel Pedro (baterista, programador, compositor e produtor - fundador (1984)), António Rafael (teclista, guitarrista, compositor e produtor - desde 1990), Sapo (guitarrista e compositor - desde 1991), Vasco Vaz (guitarrista e compositor - desde 1995) e Joana Longobardj (baixista - desde 2000); foram membros da banda Marta Abreu (Voodoo dolls), José Pedro Moura (SPQR , Acidoxibordel, Um Zero Amarelo e Pop Dell'Arte), Carlos Fortes (Um Zero Amarelo), Zé dos Eclipses (Bang-Bang, AuAuFeioMau, Fanfarra Atroz, Rongwrong e Humpty Dumpty), Joaquim Pinto (PVT Industrial) e Paulo Trindade (Quarteto de Manuel Beleza, AuAuFeioMau, Fanfarra Atroz, PVT Industrial, Os Eléctricos Chamados Desejo, Baile de Baden-Baden, Rua do Gin e Os Seis Graus de Separação); em Outubro de 1984, Joaquim Pinto assiste em Berlim a uma actuação dos Swans. No final do concerto encontra Harry Crosby, baixista da banda nova-iorquina, que lhe diz que ele tem cara de baixista. Pinto regressa a Braga, compra um baixo e, em Novembro desse ano, forma os Mão Morta, com Miguel Pedro na guitarra e Adolfo Luxúria Canibal na voz; estreiam-se ao vivo, em Janeiro de 1985, no Porto, no Orfeão da Foz. Zé dos Eclipses entra para guitarrista passando Miguel Pedro para a bateria; em 1985 participam no 1.º Concurso de Nova Música Rock, no Pavilhão Infante de Sagres, onde ficam em 4.º lugar. São apurados para o III Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous onde acabariam por obter o Prémio de Originalidade, que era o mais apetecível e prestigiante galardão em disputa depois da sua entrega no ano anterior aos Pop Dell’Arte; Carlos Fortes entra para o grupo, na 2.ª guitarra, e em Outubro de 1986 têm a sua estreia internacional com um concerto em Vigo (Espanha), no El Kremlin, integrados na mostra Rock Vigo-Oporto 86. No decurso desta participação viria a frutificar uma amizade entre os Mão Morta e os Pop Dell’Arte, que também faziam parte do cartaz; o ano seguinte ficou marcado pela devastação do Cinema Império, em Lisboa, quando integrados no cartaz das Jornadas do Império, aí actuaram em Outubro juntamente com os americanos Gun Club; estreiam-se ao vivo na televisão, no programa juvenil Fisga, transmitido pelo Canal 1 da RTP – Radiotelevisão Portuguesa; o jornal de música Blitz publica em Janeiro de 1988 as escolhas dos seus leitores sobre os melhores do ano anterior, os Mão Morta são surpreendentemente contemplados com diversas nomeações, surpresa ainda maior tendo em conta que são o único nome a aparecer sem qualquer disco gravado: surgem em 9º lugar na categoria de “melhor grupo nacional”, em 7.º na de “melhor grupo ao vivo nacional” e em 8º na de “melhor cantor nacional”, com Adolfo Luxúria Canibal; o álbum homónimo é editado em Julho desse ano através da editora Ama Romanta.Em Dezembro fazem as duas primeiras partes, no Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa e no Teatro Rivoli no Porto, do australiano Nick Cave com os seus Bad Seeds; participam na compilação À Sombra de Deus, com o subtítulo de Braga 88 que teve um grande impacto mediático, não só por ser a primeira vez que, em Portugal, uma Câmara Municipal apoiava a cultura juvenil e editava um disco de bandas locais, mas sobretudo por finalmente estar disponível um registo do que era a afamada movida bracarense, de que muito se falava mas que poucos, fora de Braga, conheciam, tirando os seus representantes mais notórios Mão Morta, Rongwrong e Bateau Lavoir; 1989 acabaria por ficar para a história dos Mão Morta como aquele em que Adolfo Luxúria Canibal infligiu a si próprio vários golpes numa perna num concerto realizado num Rock Rendez-Vous completamente lotado. Começavam a preparar um novo disco mas Joaquim Pinto abandona a banda após o concerto que deram em Janeiro de 1990 no Rock Rendez-Vous. Seria substituído por José Pedro Moura, até aí nos Pop Dell’Arte, e que se viria a estrear como baixista da banda.; num lotado Cinema Alvalade, fazem mais um apoteótico concerto em Lisboa, na primeira parte dos suíços Young Gods, onde apresentam a integralidade de Corações Felpudos e que contou com a estreia ao vivo de António Rafael nas teclas. António Rafael já participara nas gravações do disco, enquanto músico convidado, mas com este concerto tornava-se oficial a sua entrada no grupo. Corações Felpudos seria editado apenas em Setembro de 1990 através da marca Fungui, a fábrica de sacos e carteiras de Vítor Silva, 'manager' da banda desde os tempos da Malucos da Pátria; no final de 1990 estão em estúdio a gravar aquele que seria o seu 3.º disco: O.D., Rainha do Rock & Crawl; em fevereiro de 1991, quando a banda se apresentou para dois concertos esgotados na nova sala lisboeta Johnny Guitar, seria o último concerto de Zé dos Eclipses com a banda, uma vez que estava de partida para Santa Bárbara, nos EUA. Dois dias antes, num concerto em Santo Tirso, tinha-se estreado Sapo, anteriormente guitarrista dos Pop Dell’Arte, que o iria substituir na guitarra; em maio de 1992 entram novamente em gravações.

Mutantes S.21

Escolhem o melhor estúdio português da época, o Angel, onde conhecem o produtor e técnico de som José Fortes, com quem entram em perfeita sintonia. A banda ganha confiança e entrega-se de alma e coração à produção daquele que viria a ser o seu disco mais celebrado: Mutantes S.21.Editado no início de Dezembro, novamente pela marca Fungui; o êxito de Budapeste e de Mutantes S.21 não poderia deixar de se reflectir na solicitação de concertos, e 1993 é um ano de tournée triunfal, com várias actuações míticas. Iniciada em Março, com as primeiras partes dos americanos Tubes, no Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa e no Coliseu do Porto, a tournée de Mutantes S.21 leva-os, como cabeças de cartaz, à Queima das Fitas da Universidade do Porto ou à Semana do Enterro da Universidade de Aveiro, onde o deboche em palco lhes vale uma interdição da academia por vários anos. Outros concertos desse ano ficariam gravados na memória, como em Março os confrontos que provocaram com a polícia em Mirandela ou em Junho a invasão do palco por uma fã com seios nus numa lotada Incrível Almadense, em Almada, mas nenhum se aproxima do que em Maio protagonizaram no Teatro-Circo, em Braga: a assistência, numa sala mais que esgotada, rendeu-se ao grupo e foi como se levitasse, completamente inconsciente dos seus actos, num histerismo colectivo de difícil explicação, para só aterrar no final, num Teatro-Circo destruído, de que quase só as centenárias paredes resistiram. Pelo meio tinha havido de tudo, desde mergulhos para a multidão até uma tentativa de sexo oral com Adolfo Luxúria Canibal por parte de uma fã mais incontrolada. Ainda em Novembro tocam com os britânicos Inspiral Carpets, na Grande Nave do Parque de Exposições, em Braga, na apresentação do 2.º volume da série À Sombra de Deus, cuja ideia de retrato do estado de criatividade da música bracarense tinha sido retomada por Miguel Pedro, ainda e sempre com o patrocínio da autarquia, e dão a primeira entrevista para uma televisão estrangeira, no caso a Lemon TV, da Escócia; Vénus em Chamas é editado pela BMG e é eleito "melhor disco do ano" pela Antena 3; Mão Morta Revisitada começa a ser gravado, na sala de ensaios da banda, em Braga, sob a direcção de José Fortes, que desde Mutantes S.21 nunca mais se divorciou do grupo, sendo editado em Outubro de 1995, com uma festa concerto em Palhais, a aldeia de José Fortes, e onde Vasco Vaz se estreia como guitarrista dos Mão Morta em substituição de Carlos Fortes; em agosto de 1995 são cabeças de cartaz ao 4.º festival internacional de Paredes de Coura; recebem do encenador Jorge Silva Melo um convite, em nome do Centro Cultural de Belém (CCB), para musicarem poemas do falecido dramaturgo alemão Heiner Müller, a propósito da apresentação póstuma da peça Germania 3. A banda, com a colaboração da figurinista Ana Rita e da realizadora Mariana Otero, transforma o convite na concepção de um espectáculo multimédia, Müller no Hotel Hessischer Hof, que estreia em Janeiro de 1997 num CCB esgotado e eufórico; nesse mesmo ano editam Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável, um trabalho conceptual baseado nas teorias artístico-políticas da Internacional Situacionista; em 1998, durante o mês de Maio, tiveram 24 horas de emissão radiofónica dedicada ao grupo, na
RUM – Rádio Universitária do Minho, num evento intitulado 24 Horas du Mão Morta; a transição para o novo milénio traz também mudanças na formação da banda: José Pedro Moura faz o seu último concerto com os Mão Morta em Junho de 2000, em Braga, num espectáculo integrado nos festejos dos 2000 anos da cidade, porque, para espanto geral, quando sobem ao palco do 8º festival internacional de Paredes de Coura, em Agosto, é Gonçalo Budda, do grupo bracarense Big Fat Mamma, que ocupa o seu lugar… José Pedro Moura é substituído por Marta Abreu, anteriormente no grupo feminino de Coimbra Voodoo Dolls. A sua estreia ao vivo com a banda dá-se só em Novembro, na sua cidade natal, na Festa das Latas da Universidade de Coimbra, mas ficaria apenas mais um concerto com o grupo – na Recepção aos Caloiros da Universidade da Beira Interior, na Covilhã – porque pouco depois vaga o lugar para Joana Longobardi, que já anteriormente a substituíra nas Voodoo Dolls, e que se estreia no concerto de Ano Novo, em Braga.; em Março de 2001 os Mão Morta editam o novo disco Primavera de Destroços, com a sua apresentação a ser feita no Teatro Gil Vicente, em Coimbra. Com esta edição dão por cumprido o contrato de dois discos assinado com a NorteSul e Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro e António Rafael decidem criar a sua própria editora discográfica.

Adolfo Luxúria Canibal

Embora o propósito não fosse editar Mão Morta, antes a intervenção activa no mercado editorial português pela disponibilização de nomes que normalmente não são assinados pelas grandes editoras, o primeiro artefacto da Cobra, editado em Maio de 2003, é Carícias Malícias, um registo ao vivo da tournée por pequenos espaços que os Mão Morta tinham montado, com uma profusa selecção de fotografias tiradas pelos fãs a testemunhar o entusiasmo que a rodeou. A vontade de partilha com os fãs faria ainda com que o vídeo de promoção ao disco fosse composto unicamente com imagens captadas por eles nos mais diversos concertos da tour; Nus é editado pela Cobra em Abril de 2004. O álbum é uma viagem pela memória de uma geração, a “sua geração lisérgica bracarense” como os Mão Morta a identificam, com as suas utopias de liberdade e revolução e a sua descida aos infernos da droga, da prisão e da morte, e começa com o tema Gumes, um épico de 22 minutos que funciona como distribuidor dos restantes temas. A sua apresentação é feita em Abril num esgotado Auditório do Palácio de Exposições, em Braga, com a presença dos convidados Marta Ren, voz dos Sloppy Joe, e Miguel Guedes, vocalista dos Blind Zero. Em Abril é editado o livro Narradores da Decadência, a primeira biografia dos Mão Morta, onde o jornalista Vítor Junqueira aborda a carreira da banda. É lançado o terceiro tomo da série À Sombra de Deus coligido novamente por Miguel Pedro e editado pela autarquia, onde os Mão Morta incluem o tema Sobe, Querida, Desce; terminadas as Sessões de Inverno, dedicam-se à preparação de um espectáculo baseado no livro Os Cantos de Maldoror, escrito por Isidore Ducasse sob o pseudónimo de O Conde de Lautréamont. Não impede que em Abril gravem 4 temas para o programa de rádio 3 Pistas, de Henrique Amaro (dois dos quais editados em disco no mês seguinte, numa colectânea com os melhores temas apresentados), difundido pela emissora Antena 3; Adolfo Luxúria Canibal intensifica a sua envolvência nos Mécanosphère e cria Estilhaços com António Rafael, um espectáculo de spoken word que apresenta por todo o país e ainda em Budapeste, na Hungria (e posteriormente edita em disco em 2006); António Rafael, para além de Estilhaços, compõe para várias peças de teatro; Miguel Pedro funda novos grupos, como Jazz Iguanas com António Rafael, um trio de electrónica improvisada (com disco editado em 2006), ou Mundo Cão, um quinteto rock clássico, com Vasco Vaz e ainda a colaboração nas letras de Adolfo Luxúria Canibal (com primeiro disco editado em 2007); estreiam finalmente Maldoror em Maio de 2007. A estreia é em Braga, no novo Theatro Circo. O espectáculo, com encenação de António Durães, cenografia de Pedro Tudela, figurinos de Cláudia Ribeiro, imagens vídeo de Nuno Tudela e desenho de luz de Manuel Antunes; em julho de 2008 fazem um filme concerto integrado no 16º Curtas de Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, em que musicam, e tocam ao vivo acompanhando a projecção, os filmes A Study In Choreography For Camera, At Land, Meshes Of The Afternoon e Ritual In Transfigured Time da realizadora norte-americana Maya Deren; disco Pelo Meu Relógio São Horas de Matar é editado em Maio de 2014. Previsto comemorar 30 anos de carreira, o seu título foi retirado de um poema do poeta surrealista português António José Forte. O vídeo-clip do tema Horas de Matar, realizado por Rodrigo Areias, tornou-se viral, gerando mais de 33 000 visualizações em apenas 24 horas; em Abril de 2015, depois de convidados pelo Theatro Circo para criarem um espectáculo especial para o encerramento do ano de comemorações do seu centésimo aniversário, apresentam-se com o Remix Ensemble, dirigido pelo maestro Pedro Neves, para uma abordagem contemporânea de 14 temas do seu reportório, arranjados e orquestrados por Telmo Marques. O espetáculo foi ainda apresentado em Coimbra, em Lisboa, na Aula Magna, e na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto.

Mariza


Máquina del Amor – Filipe Palas (smixsmoxsmux), José Figueiredo (smixsmoxsmux e peixe:avião), Ronaldo Fonseca (peixe: avião) e Miguel Macieira(smixsmoxsmux) promovem uma expressão de conectividade que surge a partir da passagem do tempo; descrevem e negam– brilhantemente - a realidade desse mesmo tempo; são uma noção. Imago. Conceção. Ideia. E o seu modo humano de receber informações é e será sempre através dos sentidos. Bem-vindos à transformação da máquina sobre o amor, ou a aceitação do amor pela máquina. - Márcio Alfama de Freitas

Mariza – não precisa de apresentações. Mariza é, tão só, Mariza – a grande embaixadora contemporânea da música cantada em português. A voz que fez do Fado a sua bandeira e a partir dele soube percorrer caminhos que nunca o deixaram para trás. É por isso que o seu novo disco de originais – o seu sétimo trabalho de estúdio – se chama, apenas, Mariza; a voz inconfundível, a intérprete de eleição, de maturidade crescente. A Mariza de "Fado em Mim", o álbum que a tornou num fenómeno mundial em 2001, cresceu com cada nova viagem e cada novo regresso, cada nova experiência e cada nova frustração, cada nova aventura e cada novo desafio; os discos seguintes – cinco gravações de estúdio, três registos de palco e uma colecção de êxitos -, os milhões de discos vendidos, os concertos e digressões e honrarias internacionais não afastaram nunca a menina que comovia os vizinhos quando cantava à janela. Mariza cresceu, sim, mas é a mesma Mariza de sempre, que canta porque sim, porque tem de ser, porque tem de cantar. E isso é o que faz de tudo o que Mariza canta Fado; em "Mariza", mistura os clássicos e os modernos, um pé no passado e outro no futuro, mas sempre com o talento por inteiro, e rodeada por nomes de peso. Nas autorias, velhos cúmplices como Mário Pacheco, Tiago Machado ou Jorge Fernando e os novos amigos como Matias Damásio, Héber Marques dos HMB ou Carolina Deslandes.

Marta Ren


Marta Ren – fez parte dos Sloopy Joe e, mais tarde, dos Bombazines, aponta este disco de estreia como um mergulho nos anos 1960 e 1970, nos clássicos do soul e do funk; "Stop > Look > Listen", o primeiro álbum a solo, é um bilhete de identidade musical, que a apresenta no soul e no funk, e que é editado esta semana pela italiana Record Kicks; a maioria das canções são da sua autoria e de New Max, dos Expensive Soul; "Summer's Gone" e "2 Kinds of Men" foram dois dos temas que serviram de âncora para a concretização do disco de estreia. O processo foi lento, de maturação, com muitos ensaios com a banda, The Groovelvets, a assinatura de um contrato com uma editora que a projetou lá fora; vinte anos ligados à música, sempre no Porto, estudou canto, até perceber que "toda a parte técnica estava a tapar o feeling"; com Marta Ren, nos Groovelvets estão os músicos Sérgio Marques (baixo), Hugo Danin (bateria), Bruno Macedo (guitarra), Sérgio Alves (teclados), Manu Idhra (percussão), Paulo Gravato (saxofone), João Martins (saxofone), Rui Pedro Silva (trompete), José Silva (trompete) e João Sêco (trombone).

Maus Hábitos – espaço de intervenção cultural; situado na rua Passos Manuel no Porto; concertos, festas, exposições, encontros, cinema e o restaurante Vicios de Mesa; proprietário Daniel Pires e Luís Salgado o programador do espaço.

Miguel Pinheiro Marques – licenciado em música, pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (Porto); é membro fundador e técnico de som nos Estúdios Sá da Bandeira; criou posteriormente o Bender Mastering Studio, um estúdio dedicado à masterização áudio. Desde então dedica-se em full-time a esta etapa da produção áudio, sendo actualmente o técnico de masterização residente nos Estúdios Sá da Bandeira/SDB Mastering; desde 2015 é sócio-gerente e director técnico da Muséo - áudio & acústica, uma empresa nacional de projecto, construção e consultoria acústica dedicada às indústrias do áudio profissional.

Miguel Silva – produtor e DJ desde o inicio dos 90’s; faz parte do pequeno grupo de pioneiros da música electrónica Portuguesa, nomeadamente no Techno; conta com mais de 50 edições nos mais diversos formatos (vinil, CD de originais ou misturado como DJ, Digital); em editoras de diversos países com presença em diversos clubs, eventos nacionais e internacionais ao lado das mais diversas figuras do Djing e Produção; conclui o curso de técnico de som e foi ainda co-fundador da Dance Planet (lisboa) e mais tarde da MK2.

Milhões de Festa – festival urbano nascido em 2006 organizado pela Lovers & Lollypops; aborda a música sem limitações genéricas, estendendo-se desde a pop mais dançável ao metal mais extremo, sem deixar de parte linguagens vindas de África, da América Latina e da Ásia; cria cruzamentos entre o que é diferente como as colaborações Black Bombaim & la la la ressonance, Black Bombaim com Gnod, Throes + The Shine, ou o Ensemble Insano preparado exclusivamente, e com membros de Glockenwise, Green Machine, la la la ressonance, entre outros músicos barcelenses; ao longo dos anos, fizeram parte nomes tão consagrados quanto The Fall, Electric Wizard, Earthless, The Bug, Deerhoof, High On Fire, Liars, EyeHateGod, Orange Goblin, Chelsea Wolfe, The Vicious Five e Electrelane, que partilharam protagonismo com as revelações Alt-J, El Guincho, Toro Y Moi, Washed Out, Mikal Cronin, Jacco Gardner, Boogarins, Jibóia, Melt Yourself Down e Hey Colossus; a primeira edição aconteceu no Porto, a duas seguintes em Braga e em 2010 o festival passou a ser realizado em Barcelos nas zona envolvente das piscinas municipais; o futuro passa por ter um festival que cada vez mais ultrapasse as “quatro paredes” onde decorre e se estenda ainda mais ao resto da cidade.

The Millions – são Rock n’ Roll mas não são brutos nem fazem poses; são Blues mas não se queixam nem se compadecem; são Soul mas não rezam aos céus; depois de reunirem entre si largos anos de experiências em inúmeros dos melhores projectos da música portuguesa, propõem-se partilhar os ensinamentos dos mestres do Rock n’roll, Blues e Soul clássicos, através de um punhado de composições originais, carregadas de uma boa energia alquímica e ancestral, que convida à dança, à catarse e à exaltação da rebeldia mais pura, tão desejadas quanto necessárias nestes nossos dias dos números gigantes; a banda de Sérgio Costa (ex-Belle Chase Hotel e Quinteto Tati), de Alexandre Mano (ex-Superego e The Underdogs), João Gomez e João Rijo, apresentam em 2018 o álbum de estreia, “Internal Combustion".

Mr. Gallini


MIRA MAR - projeto de Peixe, Frankie Chavez e André Tentugal; faz parte da família Turbina e primeiro álbum tem data de lançamento prevista para Setembro/Outubro de 2018; com 12 temas gravados no estúdio Vale de Lobos com o produtor Pedro Vidal, preparam agora o lançamento de 3 singles com vídeo para lançarem respectivamente em Março, Maio e Julho; contam com o engenheiro de som Quico Serrano para os acompanhar na estrada e nesta aventura.

Moon Preachers - são um duo do Seixal formado por Rafael Santos e João Paulo Ferreira; tocam garage rock, punk rock, psicadélico, tocam o caos. Tocam a vida de dois miúdos de 19 anos; lançam em Março de 2018 o seu primeiro disco, “A Free Spirit Death”, documento que retrata uma vida adolescente paranóica, confusa e fugaz. Não tendo nada a perder, apresentam desde honestos hinos à loucura (The Beast/Shake My Head) a tratados punk das periferias (High Street). Desde o rock tribal desassossegado de “Death Hallway" ao balancé de “Walking and Trembling”. Desde canções barulhentas que dizem que é tempo de mudar (Ghost on the Hill) a instrumentais frenéticos que acompanham o teu pensar (Confusion Beat); o disco foi gravado nos Estúdios King, no Barreiro, e foi produzido pela lenda viva Nick Nicotine.

Movimento – grupo formado em 2010 pelos músicos Miguel Ângelo, Gomo, Selma Uamusse (Wraygunn) e Marta Ren (Sloppy Joe e Bombazines); este Movimento revisita uma série de clássicos nacionais dos anos 60 e anos 70, tendo lançado o primeiro álbum na Primavera de 2011.

Mr. Gallini – projecto a solo de Bruno Monteiro, o baterista dos Stone Dead; apresentou-se no single “Bad Mood”; em 2018 estreia-se nos álbuns com uma trilogia, “Mr. Gallini’s Amazing Trilogy”, uma explosão electrónica que vai desde o 8-bit ao krautrock, até um lado mais selvagem com influências do punk e do rock ‘n’ rol; “Fink The Alien” foi primeiro avanço do álbum de estreia, “Lovely Demos”, lançado em Janeiro pela Lovers & Lollypops. O disco foi totalmente gravado e tocado por Mr. Gallini tal como o vídeo do primeiro single foi escrito, realizado e animado pelo próprio, sendo esta a estreia de Mr. Gallini no mundo da animação, onde assina como Bruno Gallini.

Mundo de Músicas – este site integra uma rede de blogs criada pela Beat Digital. Por essa razão, a redacção editorial é formada pela equipa da Beat Digital, que também produz o blog Estratégia Digital. É curioso que o slogan deste blog seja uma citação de um escritor, mas tal demonstra humildemente como encaramos a arte: um conjunto de movimentos cruzados entre quem faz e quem consome as artes que alimentam a vida.



Nádia Schilling - natural das Caldas da Rainha, cresceu com o movimento de rock alternativo que popularizou a cidade na década de 90. Com influências folk mas também do rock e do jazz o primeiro trabalho foi gravado ao longo de dois anos e contou com diversos convidados. As músicas foram compostas numa velha guitarra acústica, após o período tumultuoso que se seguiu à morte da sua mãe. “Above the Trees” surge assim como um disco de uma escuridão subtil e invulgar, onde se expõe como forma de exorcismo de sombras e de catarse, mas também como um disco de memórias e um tributo.

Nikkilouder - são uma banda do Porto com uma interpretação muito particular de musicas do vasto cancioneiro rock´n`roll dos tempos modernos e antigos, um contrabaixo, uma guitarra, um pedal de loops, um violino e uma voz que podem ser duas se o pedal de harmonias funcionar; fazem parte da banda Xinas na guitarra, pedais e voz, Cavalera no contrabaixo e Lomokova no violino e percussões.

Nuno Dias – representante da Domino e da Popstock! em Portugal; comentador do programa radiofónico “Obrigado, Internet; alternador de discos.



Omnichord Records – fundada em 2012 em Leiria, depois de Hugo Ferreira visitar a Islândia e ficar inspirado pelo sucesso de uma comunidade de músicos criada por pessoas normais; no seu catalogo contam nomes como First Breath After Coma, Surma, Few Fingers, Twin Transistors, Whales, Jerónimo, Oba Simaa ou Nice Weather for Ducks.

Ornatos Violeta – originária da cidade do Porto, composta por Manel Cruz na voz, Nuno Prata no baixo, Peixe na guitarra, Kinörm na bateria e Elísio Donas nos teclados; apenas dois álbuns publicados "Cão" em 1997 e "O Monstro Precisa de Amigos" em 1999, depressa se tornou uma referência na música portuguesa do final dos anos 90; os temas "Capitão Romance" e "Chaga" fizeram parte da banda sonora do filme "Rasganço" de Raquel Freire; em 2002 terminam as actividades com um concerto na Queima das Fitas do Porto; nos passos seguintes surgiram os Pluto, banda de rock ligeiramente mais tradicional, que inclui Manel Cruz na sua formação, como vocalista e guitarrista secundário, e Peixe como guitarrista principal; outro projecto de Manel Cruz (voz), surgido no mesmo ano, foram os SuperNada, com um álbum editado apenas em 2012, integrado por mais quatro membros: Miguel Ramos (baixo), Ruca (guitarra), Eurico Amorim (teclado) e Francisco Fonseca (bateria). Em 2006, Nuno Prata lançou o seu primeiro álbum a solo onde participam como convidados, entre outros, os restantes ex-membros dos Ornatos Violeta. Em 2008, Manel Cruz lançou o projecto Foge Foge Bandido com um álbum duplo, "O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei". O teclista Elísio Donas veio depois a participar no grupo Per7ume, do qual saiu em Agosto de 2008. A 31 de Maio de 2010 saiu o primeiro álbum de Zelig, banda da qual faz parte o guitarrista Peixe. Depois seguiu a aventura solitária em nome próprio. O baterista Kinorm esteve envolvido em diversos projetos, com destaque para Mata Tu, Patrón!, Plus Ultra, com Rui Silva (Gon), dos Zen, e O Bom, o Mau e o Azevedo; em 2012, sensivelmente após uma década de inatividade, a banda anuncia a realização de três concertos, nos Coliseus de Lisboa, Porto e Micaelense (Ponta Delgada), através da sua página Facebook. Sensivelmente um mês depois foi também noticiada a sua presença no Festival Paredes de Coura 2012.


PAUS

:Papercutz – projecto de pop electrónica da cidade do Porto, formado por Bruno Miguel e Catarina Miranda, com olhos postos no resto do mundo; encontra-se a preparar a edição para 2018 do próximo álbum de nome "King Ruiner"; já editou o EP “Ultravioleta rmx’s” em 2008, no mesmo ano saiu o álbum “Lylac”, dois anos mais tarde “Do Outro Lado do Espelho”, em 2012 editou “The Blur Between Us” e em 2013 mais dois EP’s. “Where Beasts Die” e “Rivers”.

The Partisan Seed– uma longa aventura do barcelense Filipe Miranda que começa em 2005; editou “Visions Of Solitary Branches” em 2006, “Indian Summer” em 2008, “SpiritWalking” em 2012, dois anos mais tarde surge “Angels On The Boardwalk” e em 2017 “Insomnia”.

Paradigma– banda de rock formada em 2011 em Oliveira de Azeméis; só a partir de 2013 é que tocaram, gravaram e produziram na formação atual com Araújo na guitarra e na voz, Samuel na bateria e Monteiro no baixo; servem de escola e inspiração bandas e músicos como Rolling Stones, Pink Floyd, Nirvana, Sex Pistols, Ornatos Violeta, Xutos e Pontapés, Jorge Palma, António Variações ou o imortal Zeca Afonso; "Eixo do Mal" é o mais recente trabalho; após o lançamento em 2014 do disco DEMO "Perdidos no Tempo", a banda revela-se com um som mais consistente e maduro. O álbum conta com 8 temas cantados em português que passam por críticas, histórias e, sobretudo, passam pela vontade de expressão artística e intelectual da banda.

Paulo Segadães - fotografo; baterista nos Men Eater e Vicious Five entre 2003 e 2009; baterista de The Legendary Tigerman desde 2013, partilhando o palco com Paulo Furtado e João Cabrita.

PAUS - continuam a ser Hélio Morais, Makoto Yagyu, Fábio Jevelim e Quim Albergaria. Um baixo, teclados e uma bateria siamesa ainda são as ferramentas do seu ofício. Um ofício que foi mudando desde que pela primeira vez nos deram a beber da sua música no ep de 2010 “é uma água”; as canções destes quatro nunca foram bem canções. Sempre foram vontades de estar em sítios estranhos, desafiantes, com cor e horizontes largos; 8 anos, 3 LP’s, 2, ep’s, várias tours internacionais, do País de Gales ao Texas, da Sardenha ao México, a sua viagem levou-os à Madeira. A convite de Pedro Azevedo e da família ALESTE, foram em Setembro de 2017 filmar e fotografar todo o aspecto visual de um disco que tinham começado a preparar em Julho desse ano. A perspetiva de aterrar no mais longínquo e maravilhoso subúrbio de Lisboa impregnou, ainda antes de chegarem ao Funchal, a música que então estavam a terminar. “Madeira” é o som dos PAUS a apaixonarem-se pelas cores e pelas pessoas que fazem a ilha, gente rodeada a mar, sem condição. “Madeira” são 9 canções e vídeos onde vemos e ouvimos os PAUS sempre em viagem e sempre em casa. Não é só um Disco, é um Videodisco e um Vinil, e foi lançado a 6 de Abril de 2018.

Peixe - guitarrista dos emblemáticos Ornatos Violeta e construído uma carreira a solo que brotou em “Apneia” e “Motor”; Pedro Miguel Gomes Cardoso é o actual guitarrista da banda Pluto, bem como da banda Zelig.

Pedro Oliveira (Sonic) – designer e musico; natural de Barcelos toca bateria e percussão há 20 anos; baterista em bandas como Weird Nox, Kafka, sUBMARINe, Green Machine, The Partisan Seed e mais recentemente com Old Jerusalem, peixe:avião, Projecto OZO, La La La Ressonance e Dear Telephone.

Pedro Vasco Oliveira – redator e fotografo no site Mundo de Músicas; fez parte de uma nova fase dos Fat Freddy.

Platano Kobêrto


Platano Kobêrto - localizado na freguesia de Roriz, Barcelos; sede do festival Souto Rock.

Primitive Reason - banda formada em 1993 por Guillermo de Llera (baixo e voz), Jorge Felizardo (bateria) e Brian Jackson (voz principal) em Cascais. Rapidamente recrutaram para o projecto Mark Cain (saxofone) e Mikas Ventura (guitarra); a diversidade de proveniências (Portugal, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos da América, Suíça), influências e estilos de cada um dos membros tornou-se evidente nos seus primeiros temas, e os seus concertos anárquicos e intensos rapidamente ganharam notoriedade na cena local; em 1996 estreiam-se com o álbum "Alternative Prison"; os temas "Seven Fingered Friend" e "Hipócrita" abalaram a cena musical com a sua proposta inédita de fusão inesperada de estilos, desde o rap, punk, hardcore, reggae, ska, ritmos tribais e africanos, passando pelo jazz e pelo funky; marcaram de imediato presença nos festivais Paredes de Coura, Super Bock Super Rock e Vilar de Mouros; editaram "Tips & Shortcuts" dois anos depois; em 2003 acabaram a gravação de "The Firescroll" na sua própria editora independente, a Kaminari Records.; depois de muitas alterações nos membros da banda ainda editaram "Pictures in The Wall" em 2005, "Cast The Way EP" em 2007, reeditaram "Alternative Prison" em 2008 aproveitaram para festejar o seu 15º aniversário e em 2013 editam "Power to the People" sendo reeditado em vinil no início de 2015.

PZ


PZ – Paulo Zé Pimenta começou a fazer música no seu quarto com um computador, um sampler, e um ou dois sintetizadores quando tinha 16 anos. À medida que foi aprendendo a mexer em máquinas e a tocar vários instrumentos num modo auto-didata, foi desenvolvendo uma sonoridade própria que tomou outra dimensão com o modo como expõe as suas ideias através das suas letras e da sua voz; põe tudo em pratos limpos e fá-lo à sua maneira não só através da música que produz de fio a pavio, como também pela realização dos seus próprios videoclips adulterados por uma variação sui-generis da estética “do-it-yourself” como se pode testemunhar em videos como “Olá”, “No Meu Lugar”, “Nada Mais”, "Mundo", “Passeio”, “O Que Me Vale és Tu”, e ”Cara de Chewbacca" uma música que resultou de uma colaboração com dB; este é o seu projecto mais intimista com 4 álbums editados até a data ("Anticorpos”, "Rude Sofisticado”, “Mensagens da Nave-Mãe" e "Império Auto-Mano"), existem outros trabalhos que permitem ao músico viajar por sonoridades e estados de espirito alternativos como Pplectro (alter ego que toma conta dos seu devaneios puramente electrónicos), Paco Hunter (projecto que desenvolveu com o seu irmão Zé Nando Pimenta), e a Zany Dislexic Band (banda de improviso que conta também com Zé Nando Pimenta, Duarte Araújo e Sergio Freitas); conta também com a preciosa colaboração de realizadores como Alexandre Azinheira (responsável pelos “Croquetes”, a "Neura", as "Bestas", "Sem Ponta Por Onde Se Pegue" e "Caga Nela"), Nuno Beato (realizador da animação monstruosa de “Autarquias”), Filipa Cardoso (que pegou no tema “Sofá Efervescente” e o transformou numa peça dadaísta filmada com uma Super 8) e Joana Areal (que realizou o videoclip da nova colaboração de PZ com dB, "Tu És A Minha Gaja"). O formato do videoclip tornou-se numa variante fulcral da música moderna e a música de PZ não foge à regra conseguindo ao mesmo tempo subverter o próprio formato com experiências visuais e sonoras fora do vulgar, que fogem à norma, e que nos fazem pensar e rir da nossa própria condição humana.



The Quartet Of Woah! - formou-se em 2010, pela vontade de Gonçalo Kotowicz e de Rui Guerra. Miguel Costa era a escolha já há muito tomada na suas cabeças para baterista; passaram pela banda vários baixistas que não faziam o clique, bem como um segundo guitarrista. Chegaram a ser um quinteto e a ideia inicial não se aproximava, nem de longe nem de perto, ao som que fazem hoje em dia. Várias tentativas depois, surgiu o André Gonçalves e fez-se magia. A partir dessa altura chamar-se-iam The Quartet of Woah! (com ponto de exclamação e tudo), e abandonariam as canções feitas até à data (excepto Ultrabomb, que foi a primeira música composta pelo coletivo e se manteve inalterada); o nome veio da enorme vontade do quarteto em espantar quem o ouve; no decurso de 2015, por entre diversas atuações de norte a sul do país, a banda começou a desenhar o seu segundo álbum, homónimo, que viria a ser editado digitalmente em 2017 e com edição física em janeiro de 2018. The Quartet of Woah! - o álbum - é uma ode ao caminho, uma viagem pelo interior. Uma análise ao passado, vista do futuro. Um retrato da imortalidade como meta inatingível. Uma porta para o desconhecido. Uma melancólica introspeção rumo à catarse final. É a desconstrução em espiral duma parafernália cacofónica. O poder da individualidade no todo.



R.U.M. - Radio Universitária do Minho com emissões em 97.5 fm a partir de Braga; com mais de 30 anos de história, é uma rádio generalista com um perfil alternativo: a música e a cultura preenchem as 24 horas de emissão com uma selecção ecléctica, desde a Literatura ao Jazz, passando pelas Músicas do Mundo e pela Electrónica; aposta cada vez mais na Informação de excelência, com serviços noticiosos à hora certa e rubricas dedicadas aos destaques desportivos, culturais e também ao dia-a-dia da Universidade do Minho.

Ratere - banda formada pelos musicos Ricardino Lomba, João Coutada, José Moutinho, Óscar Sousa, Ricardo Falcão e Tiago Rosendo; depois de percorrer estradas intergalácticas com o EP "Super Power Satellite", a máquina regressou em 2016 com toda a electricidade e apresentou o seu primeiro longa-duração "POTA" com produção de José Arantes.

Ricardo Falcão - tecnico de luz e som; trabalhou com a Tapada Crew e Alcateia Lab; membro da banda Ratere.

Rodolfo Cardoso - licenciado em Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto; desde a década de 90, como músico participou em vários projectos como WCNoise, Raúl Marques e os Amigos da Salsa, 3angle, Pedro Khima ou Alberto Indio; como produtor musical e engenheiro de som trabalhou com grupos de vários estilos músicais desde o Rock ao POP, da músical clássica ao Jazz como Pedro Khima, Alberto Índio, Lullabye, Drive, 3 Angle, Per7ume, The Gift, Raul Marques e os Amigos da Salsa, EZSpecial, Sexteto de Mário Barreiros, Pedro Neves Trio, Duo Porquois-Pas, Quarteto Vintage, Portuguese Brass, entre outros projetos musicais; fundador dos 3angle (guitarras, baixo, programações) com Fernando Rodrigues (programações, voz) e Carla Oliveira (voz, letras). Banda que soa a uma miscelânea com ambientes pop, jazz, soul, trip-hop, trance, rock, r&b, drum&bass e downtempo; na área do Teatro Musical sempre em colaboração com o compositor Artur Guimarães participou como músico, produtor musical, engenheiro de som ou responsável pelo departamento de Som nas peças “Jesus Cristo Superstar”, “La Cage aux Folles” e “Fado a História de um Povo” (Produções de Filipe la Féria).



S. Pedro – alter-ego de Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito, que em 2015 decidiu lançar-se sozinho, estreando-se com o tema “CBDV”; em 2016 lançou uma edição de autor, e limitada, do álbum “O Fim” e no ano seguinte uma reedição do mesmo através da editora NorteSul (subsidiária da Valentim de Carvalho), com quem assinou contrato.

Selma Uamusse


Selma Uamusse – é uma cantora com uma trajetória entre o jazz, a música espiritual, o gospel e a soul. Nasceu em Maputo, em 1981, mas em 1988 veio viver para Portugal. Canta profissionalmente desde 2000; integra formações de diversos estilos musicais, do afrobeat aos blues; criou em nome próprio os projetos Selma Uamusse Nu Jazz Ensemble e Tributo a Nina Simone; entre Maputo e Lisboa gravou o seu primeiro álbum em nome próprio, juntamente com o produtor, compositor e multi-instrumentista David Neerman. A componente rítmica da música moçambicana é uma das suas referências.

Senhor Doutor – nascido e criado no meio da sobrevivência questionável, aos pré quarentas, este Senhor Doutor (vestido por Jorge Ferreira) vive no sentimento fantasma de pertencer sempre a outro lugar, que por fatalidade nunca irá ocupar. É nesta intersecção nostálgica que se mantém convicto de que um dos seus muitos esquemas, um dia, levará a fortuna e o glamour a baterá à sua porta finalmente. Então veste a pele do “Chico Esperto” desmedido, da verdadeira “fina flor do entulho” que dá a cara pela máxima do “antes parecer que ser” e de quem, ao mesmo tempo, não sabe redimensionar-se aos circuitos que almeja habitar e que não percebe sequer a sorte que tem em não se embaraçar na sua atitude desproporcionada; a cantar quem quer parecer, faz relatos dos mais típicos males da vida, ao ritmo de um burlesco optimismo. O seu nome? Não interessa! Apenas exige que o tratem por Senhor Doutor!

Sensible Soccers – a sonoridade da banda incorpora estéticas muito variadas. Sem esconderem o gosto pela melodia pop, fogem ao formato tradicional, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão; o seu primeiro registo data de 2011, ano em que também se estrearam nas vibrantes atuações ao vivo; editaram "Fornelo Tapes Volume 1", o single “Sofrendo por você” e em 2014 o primeiro álbum de originais, “8”. Foram muito bem recebidos pela imprensa e a resposta do publico foi optima, fazendo com que a banda percorresse o país em concertos, bem como em Espanha e Paris; depois de uma incursão performativa com a artista Laetitia Morais, editaram em Março de 2016 o seu segundo trabalho, “Villa Soledade”; famosos pelos seus concertos hipnotizantes e pela simpatia junto da audiência, chegando a ter um certo estatuto de banda de culto; são maioritariamente uma banda instrumental com sons ambientais e sintetizadores com a companhia de guitarras a produzir momentos para a pista de dança em fantásticos momentos down-tempo.

Sinfonias de Aço – programa da Rádio Barcelos com mais de 25 anos existência; apresentação e produção de Manuel Melo; vai para o ar aos sábados das 12h às 15h; programa de Música Moderna Portuguesa e eclético no género musical.

Sloppy Joe – banda Reggae/Ska/Pop/Dub do Porto; formada por Marta Ren: Voz, Sérgio Pires: Baixo, Mariana Ribeiro: Guitarra, Marco Oliveira: Guitarra, Tito Santos: Sax Alto, Nuno Martino: Trompete, Manu Idhra: Percussões, Filipe Deniz: Bateria, Percussões; formaram-se ao som do Ska e do Reggae, com tonalidades dub, mas rapidamente ampliaram o seu universo de influências. Este é tão variado que acabam por se perder, no emaranhado do conjunto, as referências originais, disseminadas que estão num todo multicultural, característica principal da banda; Sloppy Joe é pop e popular; descomprometida e prometedora. É universal, de versos vários; mediterrânica, do fim da terra, característica principal da banda; portuguesa, de todo o mundo; as suas prestações ao vivo, em tempos descritas como um «misto de casamento de ciganos e backsatage dum espectáculo de circo», demonstraram , volvidos alguns anos de estrada, uma outra serenidade e consistência, sem que se perca o melhor da exuberância de outrora; editaram o único àlbum em 2003 "Flic Flac Circus" pela Mundo de Aventuras de José Carlos Soares.

Sofia Teixeira – autora do Blog Bran Morrighan; agente na Omnichord Records de Leiria e colaboradora no site Musica em DX; divulgadora cultural.

Solar Corona – Rodrigo Carvalho na guitarra e único elemento original do trio, José Roberto Gomes (Killimanjaro) no baixo e Peter Carvalho (Repressão Caótica) na bateria; editaram os EP’s “Innerspace” (2013) e “Outerspace” (2014) e o álbum “Specimen Days” (2016)

Souto Rock – festival de verão que acontece no mês de Julho na freguesia de Souto, Barcelos; com sessões no centro da cidade de Barcelos; acontece anualmente desde 2005 sempre com entrada gratuita; por lá já passaram nomes como Loops, Interm.Ission, Green Machine, Act-Ups, The Glockenwise, The Vicious Five, Bunnyranch, Indignu, Black Bombaim, Alto!, Murdering Tripping Blues, Anti-Clockwise, The Parkinsons, Peixe:Avião, Dapunksportif, Stone Dead, Plus Ultra, 10000 Russos, Ratere, Grandfather's House,The Twist Connection, Bed Legs ou Fast Edie Nelson.

Sunflowers


Stereoboy - projecto pessoal de Luís Salgado, onde se junta a Sofia Arriscado e a Daily Misconceptions num percurso onde a electrónica abraça as guitarras; lança “Bubble Pop Core” em 2009 com Helena Veludo nas vozes e em 2011 expõe “éme”; em 2013 edita “OPO” pela PAD de Braga.

Stone Dead – banda de Alcobaça; lançou o disco “Good Boys”, em 2017 pela Lovers & Lollypops, e foi considerado um dos melhores álbuns do ano pela revista Blitz; banda formada em 2012 por João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves, e Leonardo Batista; editaram dois EP’s “Silver Ball” e “The Stone John Experience”.

Suave - projecto do multifacetado Nick Suave que anteriormente se apresentava como Nick Nicotine, é o pseudónimo de Carlos Ramos; ligado a outros projectos como Hey, Pachuco! Recs, Nicotine’s Orchestra, The Act-Ups, Los Santeros, Bro-X ou The Jack Shits; é, também, desde 2000 o diretor de um dos mais antigos e carismáticos festivais portugueses, o Barreiro Rocks; após quase duas décadas a ser referência incontornável no panorama mais alternativo do rock and roll nacional, Nick pega na energia que o contagia e apresenta um trabalho com uma aproximação a universos sonoros que já havia explorado no passado mas, desta feita, cantando num português directo ao coração; com a sua voz característica, Nick alicerça a música nas suas maiores influências: Motown e o rock and roll mais antigo mas sem ter qualquer pretensão ao revivalismo. Música intemporal, com os pés assentes confortavelmente em 2018; a banda é composta por Nick Suave na voz, teclas e guitarra, Fred Ferreira na bateria (Orelha Negra, Buraka Som Sistema), Cláudio Fernandes no baixo (Pista, Nada-Nada), Ernesto Vitali na guitarra (Nicotine’s Orchestra, Pista). Com o coração na soul e as ancas no rock and roll: este é o 57º disco da sua carreira mas, pela primeira vez, cantado em português.

Sulfur Giant – criadores de uma sonoridade "psychedelic stoner blues" editaram o álbum “Beyond the Hollow Mountain”; Marco Lima (guitarra), Marco Mourão (guitarra), José Roda (baixo) e Ricardo Pereira (bateria) juntaram-se em 2014 em Caminha; editando o primeiro EP “Towards the Light” no mesmo ano; passaram por festivais como Sonic Blast Moledo, Vilar de Mouros, Rock D’ouro, Souto Rock ou Contracorrente.

Sunflowers - auto-intitulado como o duo mais selvagem e bonito do Porto; editou em 2016 o disco de estreia "The Intergalatctic Guide to Find the Red Cowboy", depois de dois ep’s que provocaram a agitação no meio do punk psicadélico português; banda formada pela dupla Carlos de Jesus (voz e guitarra) e Carolina Brandão (voz e bateria) lançaram no mês de fevereiro de 2018 o aguardado segundo álbum, "Castle Spell".

Surma – Débora Umbelino vem de Leiria; projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise; editou “Antwerpen” pela Omnichord Records em Outubro de 2017.


Tiago Nêveda – melómano; fotografo e escritor no site B-Side N' Crowd.

Tipo– aventura solitária com inicio em fevereiro de 2015 de Salvador Menezes, membro co-fundador dos You Can’t Win, Charlie Brown; editou em março de 2018 o disco "Novas Ocupações" pela Pataca Discos e foi apresentado na galeria Zé dos Bois em Lisboa; o álbum foi co-produzido pelo próprio, o Benjamim e o Afonso Cabral. Tocaram nalgumas músicas sempre que achavam que tinham alguma coisa a acrescentar. O Tomás Sousa foi o baterista de todas as músicas;

Tresor&Bosxh - Ricardino Lomba nos sintetizadores e Tiago Rosendo nos sintetizadores e guitarra; membros de outras bandas também de Barcelos como Biarooz, Ratere ou Johnny Sem Dente; em 2014 editam o EP homónimo de estreia; o segundo EP "Grocery" saiu no inicio de 2018 com a colaboração de Pedro Oliveira na bateria.



U-Clic


U-Clic - banda electro punk rock nascida em Tomar; no início de 2007 é editado “Console Pupils”, o álbum de estreia deste colectivo formado por Luís Salgado, Filipe Confraria e Gonçalo Figueiredo.



Vas Dost - inspirados por filmes escuros e luzes distorcidas, este trio de Fafe remete a sua mensagem através do fluído dançável e da explosividade rítmica da bateria, a guitarra insana, gritante e cortante, e o baixo sempre presente a encontrar uma reste de luz e fazer sorrir a tristeza dentro da música; compostos por Zé Castro, Duarte Oliveira e Bruno Sampaio a banda intitula-se por um estilo de Neo Post-Punk sempre com as inspirações britânicas da raiz do mesmo; o seu primeiro EP intitulado “Post Wavez” mostra aquilo que esta banda é tanto no Cd como quando se deparam com o público olhos nos olhos, gravado na Adega Records; a principal escolha é fazer o público explodir de sentimento dentro da melancolia-dançavel e sentirem conforto dentro do desconforto, e a companhia na solidão.

Vhils - Alexandre Farto nasceu em Lisboa em 1987. Cresceu no Seixal, na Margem Sul; aos 10 anos interessou-se pelo graffiti e começou a pintar na rua com 13 anos. Primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho em Portugal e depois um pouco por toda a Europa; o graffiti deu-lhe a base para decidir o seu futuro profissional e passou da lata de spray para ostencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos; farto de pintar em paredes ilegais, passou para os posters de publicidade. Pintava-os de branco e escavava as camadas de anúncios acumulados.

Vhils

Experimentou voltar às paredes e esculpi-las também. E foi assim que conquistou o mundo; desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na St. Martin''s School. Foi lá que começou a ser conhecido, e conseguiu que a sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas lhe valessem o reconhecimento mundial; foi convidado para expor no Cans Festival, evento organizado pelo Banksy e foram surgindo bons convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália; tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. Por cá, um pouco por todo o lado, Torres Vedras, Porto, Lisboa (por exemplo na Lx Factory ou na Fábrica do Braço de Prata), entre outras; usa explosivos e martelos pneumáticos para esculpir e dar textura, técnica que tem vindo a desenvolver. Também usa lixívia, produtos de limpeza, ácidos corrosivos e café juntamente com os tradicionais sprays, stencils e tintas; a convite da editora holandesa Lebowski publicou o livro Vhils/Alexandre Farto Selected Works 2005-2010, uma compilação dos seus trabalhos em paredes e suportes como metal ou madeira; esculpiu numa parede de Berlim um retrato da chanceler alemã Ângela Merkel; surge na musica uma parceria com os Orelha Negra que se juntaram para criar um vídeo para M.I.R.I.A.M. O vídeo foi realizado e editado por Vhils e teve como diretor de fotografia Vasco Viana. Os explosivos foram da responsabilidade da Pirotec. A música é dos Orelha Negra; também já trabalhou com os Buraka Som Sistema e foi contactado pelos U2 para a feitura de um videoclipe, que foi incluído no lançamento visual intitulado "Films of Innocence"; em 2015, o trabalho de Vhils também chegou ao espaço, através da Estação Espacial Internacional, no âmbito do filme “O sentido da vida”, do realizador Miguel Gonçalves Mendes; é o fundador, juntamente com a francesa Pauline Foessel, do projeto cultural Underdogs, que se divide entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, exposições dentro de portas, no n.º 56 da rua Fernando Palha, um antigo armazém recuperado e transformado em galeria, e a produção de edições artísticas originais; inaugurou na Galeria Vera Cortês, em Lisboa, "Intrínseco", que reúne elementos visuais de vários locais do mundo onde o artista já trabalhou. Uma reflexão na forma de uma instalação, que ocupa o espaço da galeria com um conjunto de peças produzidas em placas de PVC.

Victor Torpedo - também conhecido como Victor Silveira é actualmente guitarrista dos Parkinsons; apelidado como ´o gajo mais porreiro do rock em Portugal`, passou por bandas como Tédio Boys, 77, Blood Safari, Tiguana Bibles, Subway Rider, entre outros projectos que participa pontualmente; actua também com sessões de DJing e de karaoke (Victor Torpedo Karaoke Show); está ainda ligado a vários projectos de arte (Sardine & Tobleroni, We Love 77).

Vozes da Rádio


Vitor Rua - tem vindo a construir carreira desde 1980; fez parte do grupo King Fischers Band e foi um dos fundadores da famosa banda Grupo Novo Rock (GNR) e os TELECTU, juntamente com Jorge Lima Barreto, tendo actuado por todo o mundo; é guitarrista, musicólogo, produtor e compositor musical, que tem dedicado grande parte da sua vida à música experimental e tecnológica.

Vozes da Rádio - são um quinteto vocal formado em 1991 na cidade do Porto; desde essa altura cantam acappella os mais variados estilos musicais; em 1994 gravaram pela primeira vez no álbum de homenagem a Zeca Afonso “Filhos da Madrugada” onde interpretaram “Índios da meia praia”; desde 1995 gravaram dez discos. “Bruxas, Heróis de Males d’Amor” (1995), “Mappa do Coração” (1997), “Mais perto (uma produção comunicativa) ” (2001), “O som maravilha dos Senhores” (2002), “Natal” (2003), “Mulheres” (2005), “7 e Picos, 8 e Coisa, 9 e Tal” (2007), “Pérolas e Porcos” (2009), “Ora Vejam Lá!” (2009), “Canções do Homem Comum, Vol I” (2016), “Canções do Homem Comum, Vol II” (2018); no seu curriculum, além de centenas de concertos por todo o país, ilhas e Macau, têm igualmente várias participações em discos e espectáculos de outros artistas portugueses: Gaiteiros de Lisboa, Ala dos Namorados, Rui Veloso, Delfins, Clã, Sara Tavares, Rui Reininho ou Mafalda Arnauth são alguns dos exemplos de colaboração.


Walter Benjamin - Benjamim já não é Walter. Agora é apenas Benjamin; nome de batismo Luis Nunes, escritor de canções que passou a melhor parte de quatro anos a viver em Londres voltou a Portugal no verão de 2013 para se instalar no coração do Alentejo onde se instalou na vila de Alvito; construiu um estúdio de gravação onde criou o álbum "Auto Rádio" inspirado em Duo Ouro Negro, Lena d'Água, Chico Buarque, Zeca Afonso e também em Bob Dylan, Beatles ou Beach Boys.

We Find You - projeto que se inicia em 2015, em Braga, com David Dias (voz) e Miguel Faria (guitarra e coros); depois de mais de um ano a juntarem-se todas as semanas para tocar, fazendo versões de temas e depois, por “curiosidade”, fazendo originais, decidiram tornar este hobby numa coisa mais séria; apesar da formação clássica, David e Miguel participam em vários projetos, de diferentes vertentes musicais, o que os aproximou de uma sonoridade folk anglo-saxónica, com linhas melódicas simples, com influências que vão desde Radiohead ou Coldplay a Ray Lamontagne, Patrick Watson ou Matt Corby; as viagens, as histórias, o gosto pelo desconhecido, os momentos entre amigos, e o conhecer de novas pessoas inspiram o nome WeFindYou, ou seja, o desejo de levar música ao público, seja numa sala de espetáculos ou em sua casa; o conceito da banda é de poder proporcionar um concerto intimista onde se faz uma viagem por diversos estados de espírito, é um concerto a dois, onde para além de tocar os seus temas, fazem algumas versões de temas que pertencem apenas a vozes femininas.

Whales - são Vasco Silva na bateria e vozes, Roberto Oliveira nas guitarra, teclas e vozes e Pedro Carvalho nas vozes, teclas e baixo; “Whales” foi produzido pela Casota Collective e masterizado por Paulo Mouta Pereira. Foi editado em 2018 pela Omnichord Records; venceram um Festival Termómetro, um ZUS! e foram Novos Talentos FNAC; correram festivais como o NOS ALIVE ou os BONS SONS e “Big Pulse Waves” rodou com insistência por muitas rádios; os ex-companheiros de Débora Umbelino nos Backwater & The Screaming Fantasy passaram de quarteto para trio e com “How Long” e “Ghost” começaram a desenhar uma nova identidade.

White Haus - João Vieira é DJ, músico e produtor; com o alter-ego White Haus , deu início à aventura da composição e produção eletrónica; o projeto apresenta-se ao vivo como uma banda de 4 elementos: João Vieira (X-wife/DJ Kitten), André Simão (Dear Telephone e Sensible Soccers), Graciela Coelho (Dear Telephone) e Gil Costa (Fugly); o resultado deste processo foi a edição de um ep em 2013 e do álbum de estreia, pela Valentim de Carvalho, em 2014 e "Modern Dancing" editado em 30 de Setembro de 2016 (pela Cultura Fnac); tendo já percorrido o país em vários espetáculos e com presença em todos os principais festivais de Verão como NOS Primavera sound, NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura, Super Bock Super Rock ou Bons Sons.


X-Wife


X-Wife - a banda formada por João Vieira, Fernando Sousa e Rui Maia têm uma identidade muito própria quando trabalham juntos. E, depois, porque são daqueles artistas irrequietos e irreverentes que nunca se rendem às receitas seguras e procuram constantemente experimentar, inovar, chegar mais longe, sem nunca trair a sua linhagem primordial, olhando para a história da música moderna como uma fonte inesgotável de inspiração onde as coordenadas que se cruzam vão de Nova Iorque a Berlim, do pós-Punk à EDM, dos anos 70 aos nossos dias; em 2018 editam as 10 canções que compõem “X-Wife”. E, mais uma vez, 10 canções trabalhadas ao mais ínfimo pormenor, como se poderá confirmar pelos talentos convidados a colaborar com o trio. Sejam as baterias de Fred Ferreira ou de Nuno Sarafa, o saxofone de João Cabrita, as vozes de Rita Silva e de Liliana Marinho ou as percussões e misturas de Zé Nando Pimenta; quando uma banda como os X-Wife está praticamente 7 anos sem lançar um álbum, a expectativa é sempre grande. Quando, neste prolongado intervalo, a sua única canção lançada foi a “Movin’ up” e o trabalho dos seus membros se reflecte em projectos sólidos como Mirror People ou White Haus, a expectativa deste retorno é ainda maior; em homenagem a um dos seus álbuns, "Are You Ready For a Blackout", lançam com este disco a sua própria editora, Blackout, passando a ser a banda responsável pelas suas edições independentes. A distribuição está ao cargo da Rastilho Records; para além de João Vieira com White Haus e Rui Maia como Mirror People, Fernando Sousa partilha o palco ao lado de PZ e dos Best Youth.

Xinas Leite - fundador e contrabaixista dos Fat Freddy juntamente Pedro Guedes em 1998; atualmente é guitarrista com os Clash City Rockers e com Nikkilouder; pontualmente apresenta-se como Nikkilouder - One man Band com uma interpretação muito particular de musicas do vasto cancioneiro rock´n`roll dos tempos modernos e antigos, uma guitarra, um pedal de loops, e uma voz que podem ser duas se o pedal de harmonias funcionar.

Xinobi (Bruno Cardoso) - guitarrista dos Vicious Five entre 2003 e 2009; depois de lançar alguns EPs sólidos em rótulos como Discotexas, Nervous, Work-It-Baby e Ministry of Sound, ganhou um reconhecimento real entre artistas e criadores de opinião bem conhecidos; reparte a Discotexas com Moullinex; editou vários singles e remisturou faixas de artistas como Kris Menace ou Toro y Moi; actua com a The Discotexas Band; edita o álbum "1975" em 2014 em nome próprio e repete a dose três anos mais tarde com "On The Quiet".

Xutos & Pontapés –em dezembro de 1978, Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel formam a banda, dando o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, com Zé Leonel na voz, Tim no Baixo, Zé Pedro na guitarra e Kalú na bateria, na sala Alunos de Apolo para a comemoração dos 25 anos do Rock & Roll: em 1981 entra para a banda o guitarrista Francis e sai Zé Leonel, acumulando Tim as funções de baixista e vocalista; no ano seguinte editam o primeiro álbum: 1978-1982; em 1983 Francis sai da banda que passa a actuar com músicos convidados, entre os quais o saxofonista Gui. No mesmo ano entra para a banda o guitarrista João Cabeleira; o primeiro álbum gravado por João Cabeleira em 1985 foi Cerco com as músicas "Barcos gregos" e "Homem do leme" que sairiam também em single; a explosão mediática começou em 1987 com o álbum Circo de Feras e os seus mega sucessos "Contentores", "Não sou o único" e "N'América". Continuou com o single "7º Single" e o seu estrondoso hit "A minha casinha"; o álbum 88 foi um dos pontos mais altos da carreira com os mega êxitos "À Minha Maneira", "Para Ti Maria" e "Enquanto a noite cai", entre outros, dando início a uma das maiores tour da banda que ficou retratada no álbum "Xutos - Ao vivo"; dois anos mais tarde o álbum Gritos Mudos é mal recebido e o sucesso da banda sofre o seu primeiro revés, embora a música "Gritos mudos" seja também um grande sucesso; o grupo entra em crise interna, com os seus elementos a iniciarem outros projectos. Tim integra os Resistência, Zé Pedro e Kalu abrem o bar Johnny Guitar e integram a banda de Jorge Palma, Palma's Gang, com Flak e Alex, ambos dos Rádio Macau; em 1991 editam o álbum Dizer não de Vez; no ano seguinte saí Direito ao Deserto; seis anos depois editam o álbum Tentação, que serve de banda sonora ao filme de Joaquim Leitão, Tentação; em 1999, com novo folêgo, fazem a tour XX Anos Ao Vivo, onde fazem cerca de oitenta concertos. Em ano de comemoração dos vinte anos de carreira é também editada uma compilação de homenagem, XX Anos XX Bandas, com a participação de várias das bandas e artistas. Nesse ano, gravam ainda o tema "Inferno" para o filme do mesmo nome de Joaquim Leitão; os membros dos Xutos & Pontapés em 2004, foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Comendador da Ordem do Mérito. Nesse mesmo ano, deram dois concertos no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, nos dias 8 e 9 de Outubro para celebrar os seus 25 anos de carreira. A canção "O Mundo ao Contrário" do álbum homónimo foi escolhida para música oficial do filme Sorte Nula, que conta com uma breve participação de Zé Pedro como actor; no ano seguinte realizaram uma tour intitulada A Tour dos 3 Desejos, na qual deram no mesmo ano, António Feio encenou um musical Sexta Feira 13 com apenas músicas dos Xutos, tendo estes concebido um tema especialmente para o musical com mesmo nome da peça; ainda no mesmo ano, foram convidado pelos Gato Fedorento a interpretar o genérico do Diz Que É Uma Espécie de Magazine'; foram convidados em 2008 pela Associação Encontrar-se a integrarem o Movimento UPA – Unidos Para Ajudar, em conjunto com os Oioai, para interpretarem o tema de solidariedade "Pertencer"; ao longo do ano de 2009, é reeditada toda a discografia da banda. São editadas em vinil e limitadas a 500 unidades, o que se torna numa peça de coleccionador; em Setembro desse ano actuam perante 40 mil espectadores num estádio do Restelo quase cheio para ver o derradeiro concerto de comemoração dos trinta anos de carreira da banda. Os Pontos Negros e Tara Perdida asseguraram as primeiras partes e nomes como Camané, Pacman, Manuel Paulo e Pedro Gonçalves foram os convidados da noite; depois de terem completado 30 anos, têm mais uma prenda dos fãs, em Setembro de 2009, são nomeados para os EMAs na categoria de "Best Portuguese Act", ganhando o prémio em Novembro do mesmo ano; em 2012 sai o disco "O Cerco Continua" com músicas do disco "Cerco" mas noutra versão; dois anos dedpois é lançado o disco "Puro", que comemora os 35 anos da banda; a 30 de Novembro de 2017 morre o guitarrista e fundador Zé Pedro aos 61 anos, vítima de doença hepática.



You Should Go Ahead – banda formada em Lisboa nos inícios de 2005, sendo constituídos por: Pedro Lourenço (voz e guitarra), David Ferreira (guitarra e voz), Inês Vicente (baixo e voz) e Tiago Salsinha (bateria); após algumas apresentações ao vivo das quais se destacam a presença no Festival Sudoeste 2005 e a participação no concurso TMN Garage Sessions, do qual foram finalistas, a banda gravou o seu primeiro álbum, auto-intitulado, lançado para o mercado no mês de Maio de 2006, com edição da Chiado Records, do qual foi extraído o primeiro single "Like when I was seventeen", masterizado por Howie Weinberg, conhecido por trabalhar com bandas como Smashing Pumpkins, Franz Ferdinand, The Clash, Metallica, Nirvana, Sonic Youth, etc.; o vídeo do segundo single "Wake up song", realizado por Miguel Rocha, arrecadou o prémio de Melhor Vídeo de Ficção no VIMUS 2007 - Festival Internacional de Vídeo Musical da Póvoa do Varzim; depois de partilharem o palco do Festival Lisboa Soundz com os The Strokes, Dirty Pretty Things ou She Wants Revenge, foram seleccionados para participar no maior festival de música do mundo, South By Southwest 2007, em Austin, Texas, E.U.A. juntamente com bandas como The Stooges, Interpol, Lily Allen ou Bloc Party. De regresso a terras lusas foram convidados a tocar no main stage do Festival Creamfields cujo cartaz apresentava nomes como Placebo e Prodigy; após um ano e meio de novas composições a banda entrou em estúdio, em Dezembro de 2007, para gravar o sucessor de You Should Go Ahead; em Maio de 2008 apresentam o seu segundo álbum, Emotional Cocktail, desta feita com edição realizada através de uma parceria entre a banda e a EDEL Portugal, que teve como carta de apresentação o single "Rave Party Machine"; em 2009 a banda anuncia o fim citando "Divergências musicais e pessoais ditaram o fim do percurso" segundo Inês Vicente, baixista e fundadora da banda.


Zé Pedro


Zé Pedro – melómano, entusiasta musical, comendador, inspirador e amigo; guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés; paralelamente fazia parte das bandas Ladrões do Tempo, Clash City Rockers e Os Maduros; colaborador com inúmeras bandas como convidado e critico atento de musica em rádio, jornais e revistas; deixou-nos em Novembro de 2017 com 61 anos; tinha sido diagnosticado com Hepatite C; em 2011 o guitarrista fez um transplante de fígado.

Zen – surgiram no Porto em 1996 resultando da junção de Rui Silva (Gon) e Miguel Barros dos extintos No Creative Solution, André Hollanda e Jorge Coelho ex-guitarrista dos Cosmic City Blues; em 1997 editam o "Zen EP" e em 1998 editam "The Privilege of Making the Wrong Choice"; um ano mais tarde fazem um concerto no Hard Club acabando por ser editado em CD em 2000; nesta altura Jorge Coelho sai e aventura-se em nome próprio sendo substituído por Jorge Loura; dois anos mais tarde Rui Silva abandona o projecto em outubro formando os Bombazines com Marta Ren e anos mais tarde surge com os Plus Ultra. É substituído por João Fino. Com a nova formação editam em 2004 o seu segundo álbum "Rules, Jewels, Fools"; em 2011 os Zen surgem novamente com a formação original, excepção feita a Jorge Coelho, estando no seu lugar Marco Nunes (Blind Zero, Hiena, Jorge Palma & Os Demitidos e Pedro Abrunhosa & Comité Caviar)



                                                                      

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