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100Aura – uma banda de originais proveniente do Porto assumindo um estilo rock; expressa, à sua maneira, os problemas existenciais do ser humano, utilizando o intimismo como base para as suas respostas; banda, criada em 2017, tem como influências alguns nomes do panorama nacional (Ornatos Violeta, Diabo na Cruz e Amor Electro) bem como internacional (Radiohead, Pearl Jam, Audioslave); em Março de 2019 a banda venceu o XVII Concurso “Bandas de Garagem da Queima das Fitas do Porto – Salta da Garagem para o Palco Principal”, conseguindo assim a oportunidade de abrir o palco das Noites da Queima, na Queima das Fitas do Porto 2019. ★

10000 Russos


10000 Russos – formaram-se no Porto em 2012 e são um trio formado por pessoas de outras paragens: João Pimenta (Green Machine, Botswana, ALTO!) é natural de Barcelos, Pedro Pestana (Tren Go! Sound System e Talea Jacta) é da Ilha da Madeira e André Couto (Dreamweapon, The Melancholic Youth Of Jesus), que se juntou à banda em 2014, é de V. N. Gaia. São uma força formidável dentro do psicadelismo moderno; o seu psych/post punk tem largado charme por todo o lado com as referências aos mantras xamânicos, a inclinação Krautrock e o piscar de olho ao techno. Por oposição à maioria de seus pares nesta estética, concentraram-se em criar paisagens sonoras do subconsciente. O ambiente de trabalho tem sido fundamental para o fluxo dos seus longos e obscuros temas de inspiração negra e urbana, na linha das progressivas repetições longas e selvagens dos Neu! ou Suicide. O “10000 Russos LP” pode ser uma viagem de descoberta pelas paisagens desconhecidas da mente e o facto de os 3 músicos virem de outros locais que não o coração do Porto e artisticamente terem diferentes origens, pode contribuir para o vislumbre da inspiração mais negra que a cidade do Porto carrega; ainda nos seus primórdios como duo em 2013 editaram um EP de 4 faixas, “10000 Russos”, que prontamente se fez ecoar pelo underground psicadélico, o que terá ajudado a pisar palcos na boa companhia de nomes como A Place To Bury Strangers ou Wooden Shjips e ainda uma tour por Espanha com os barcelenses Killimanjaro; depois de uma bem conseguida actuação no Reverence Valada em 2014 que contou com as luzes líquidas de Slide Jane, foram convidados a editar pela editora de culto britânica Fuzz Club Records e estabeleceu-se uma parceria duradoira que desde então tem vindo a editar todas as gravações da banda; em 2015 é lançado o “10000 Russos LP”, o primeiro disco longa duração pela FCR com edição em CD, digital e vinil e edição de coleccionador ao qual se seguiu uma tour europeia juntamente com norte-americanos Magic Castles; em 2016 viu 3 lançamentos, um split single de 10” com The Oscillation “Almost See/Ashkenasi”, gravaram e lançaram o segundo volume das Fuzz Club Sessions – uma edição especial de gravações live-to-tape promovidas pela Fuzz Club no Love Buzz Studio em Londres que visam captar a energia das bandas sem overdubs – e ainda uma cassete com o seu primeiro concerto na London Fields Brewery; iniciaram 2017 com uma colaboração com Jonathan Saldanha especial para o Festival Rescaldo. Logo depois, lançaram o seu segundo álbum "Distress Distress” que os levou a percorrer pela Europa vezes com mais de 100 espectáculos – alguns deles esgotados – e vários festivais como Spacefest em Gdansk, Fuzz Club Fest em Eindhoven, Paredes de Coura em Portugal, Psych em Bloom 3D Fest em Stuttgart, Desert Fest em Berlim ou Label Mates Fest em Londres; 2018 viu-os lançar o "RMFTM & 10000 Russos", um album colaborativo com os companheiros de editora Radar Men From the Moon gravado ao vivo no Supernova Studio, Eindhoven, por Bob De Wit durante um dia de folga no meio da tour de Outono de 2017; depois do lançamento de “Kompromat”, o seu terceiro álbum de longa duração, no final de 2019, a banda aterra depois de uma tour onde percorreram mais de 50 salas pelo México e Europa. Enquanto no México, através da editora Hole Records, gravam uma sessão colaborativa com Tajak em Ensenada, uma sessão ao vivo na Radio Aire Libre na Cidade do México e encabeçaram o Sahuaro Fest em Hermosillo; todos os álbuns em nome próprio (até ao momento de escrita) foram gravados pelo Marco Lima no HertzControl Studio em Caminha, misturados por Pedro Pestana e masterizados por Brett Orisson (2015 a 2017) e James Plotkin (2019). A nível de Design, trabalharam com as designers Daniela Pinto (10000 Russos EP, 2013), Olya Dyer (10000 Russos LP, 2015 / Almost See/Ashkenasi, 2016 / Distress Distress, 2017), Glenn Peters (RMFTM & 10000 Russos, 2018) e Shia Santos (Kompromat, 2019). ★

47 de Fevereiro – uma banda cujos membros já haviam trabalhado juntos noutros projectos, e que assim acaba por ser um porto de abrigo para os que quiseram continuar a explorar sonoridades mais pesadas; Killo e Fiscal cruzaram-se numa banda chamada Funkyard, mais tarde Killo juntou-se uma banda chamada Teia, onde tocava Roque Xandeiro. Posteriormente Killo e Fiscal, juntamente com Rui Babince (vocalista de Teia) e Ricardo Cavalera, formam os Touro, aos quais se juntará mais tarde Capitão Moura, líder dos Souq e que passou por bandas históricas como Zen e Fadomorse. Com o desaparecimento de Touro (algures entre 2012 e 2013 no dia 47 de Fevereiro...) criou-se um vazio de rock neste grupo de pessoas, que no entanto colaboravam noutros projectos, como no caso de Retimbrar (Killo, Roque e mais tarde Capitão), Stopestra, etc... . Foi então que Killo, Capitão e Fiscal começaram a juntar ideias para outra banda, aos quais se juntaram Sargento Zero (o antigo membro dos Anger entrou para o lugar de Fiscal, que entretanto reassumiu o posto), Roque Xandeiro e Capadócio (audio), sendo essa formação que estreou a banda a 30 de dezembro de 2015 no extinto Cave 45 no Porto, e que gravou e produziu o álbum de estreia "Luta pela Manutenção". ★

a Jigsaw


a Jigsaw – banda blues-folk formada em Coimbra pelo duo: João Rui e Jorri; o seu som é caracteristicamente multi-instrumentista, podendo-se ouvir uma guitarra e uma harmónica, um banjo e um contra-baixo ou umas castanholas, um bombo tradicional ou um violino; a inspiração para o nome a Jigsaw vem da música Jigsaw You, dos belgas dEUS; a inspiraçao para a música, de nomes como Johnny Cash, Bob Dylan, Leonard Cohen ou Nick Cave; a banda surge em 1999 e em 2004, ligada à editora Som Sónico, edita o EP "From Underskin"; em 2007 com o single "Lion's Eyes Louder", do seu primeiro álbum "Letters From The Boatman", chegam aos tops do A3-30 da Antena 3, sendo convidados para uma actuação ao vivo no programa de comemoração de 14 anos da mesma rádio; um ano mais tarde editam o álbum conceptual "Like The Wolf"; em 2011 lançam o álbum "Drunken Sailors & Happy Pirates", atraindo a atenção internacional, ao serem referidos pela revista francesa Les Inrockuptibles, o The Guardian e a Ruta66 de Espanha, afirmando que os a Jigsaw eram uma banda a seguir; no ano seguinte tocam no Festival para Gente Sentada ao lado de bandas como Tindersticks; em 2014, a especializada revista francesa Les Inrockuptibles que os coloca junto de nomes como Tom Waits e Leonard Cohen, volta a avisar para que não se perca de vista este duo conimbricense. E o caso não é para menos: volvidos três anos da edição do seu último trabalho de estúdio, os multi-instrumentistas Jorri e João Rui revelam finalmente nesse outono o seu novo álbum “No True Magic”. As raízes continuam a ser o Folk, o Blues, a literatura e um conceito: “a imortalidade”. Depois da “perda da inocência” e da “construção da identidade”, os a Jigsaw falam-nos agora da aceitação dos termos da nossa mortalidade. E há também um lado feminino neste álbum: a Norte Americana Carla Torgerson (The Walkabouts, Tindersticks) que entrega a sua voz no dueto “Black Jewelled Moon”; nos últimos anos foram acompanhados pela The Great Moonshiners Band que integra nomes como Victor Torpedo e Tracy Vandal; a Susana Ribeiro esteve com os a Jigsaw desde o "Letters From the Boatman" até ao "Drunkens Sailors & Happy Pirates" inclusive e participou no "No True Magic" como convidada; o quinto álbum da banda terá o selo da Lux Records. ★

A Minha Fender é Melhor do Que a Tua – programa radiofónico produzido por Vitor Pinto na Radio Universitária do Minho (R.U.M.); totalmente dedicado à nova música nacional contendo entrevistas, destaques e apresentações ao vivo; no ar entre 1998 e 2005. ★

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria – é um dos maiores espólios audiovisuais de tradição oral e memória colectiva existentes em Portugal; fundado em 2011 por Tiago Pereira, visa criar uma consciencialização para o conhecimento e importância de um património vivo e muitas vezes esquecido de tradição oral, cantigas, romances, contos, práticas sacro-profanas, músicas, danças e também gastronomia; esta consciencialização, que é essencialmente um mecanismo de alfabetização da memória, lembra-nos de que é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo; com mais de 2160 projectos musicais diferentes e 4000 vídeos, o projecto está presente na Antena 1, Antena 2 e RTP Memória, para além da internet. Ainda faz programação musical, tendo um palco, em nome próprio, no festival Bons Sons, desde 2012; tem a sua sede em Serpins, Lousã e tentáculos pelo país todo, com um centro interpretativo em Beja e mais dois a surgirem, em Palmela e Miranda do Douro. ★

A Naifa – um projecto musical português nascido em 2004, que conjuga as linguagens clássicas do fado com a pop-Rock; foi fundado por Luís Varatojo, Maria Antónia Mendes (Mitó), João Aguardela e Vasco Vaz. As canções do grupo são criadas a partir de poemas de autores portugueses como Adília Lopes, Eduardo Pitta, José Luís Peixoto e José Mário Silva; em 2004 é lançado o álbum de estreia, "Canções Subterrâneas" e em 2006 foi o segundo disco "3 Minutos Antes de a Maré Encher"; o terceiro registo foi "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" editado em 2008. As letras foram da autoria de João Aguardela, sob o pseudónimo de Maria Rodrigues Teixeira; o baixista da banda João Aguardela viria a falecer em 2009 vítima de cancro no estômago; foi lançado um livro que inclui um DVD ao vivo. O Livro procura retratar o universo d’A Naifa, visto de dentro e de fora. Contém um concerto, gravado na digressão 2008 e um documentário produzido em 2006; o grupo continua com os novos integrantes: Sandra Baptista (baixo) e Samuel Palitos. Tocam no Festival Womad e dá vários concertos no continente africano: Namíbia, Botswana, etc.; editam mais um disco "Não se Deitam Comigo Corações Obedientes" em 2012, o primeiro depois da morte de Aguardela; editaram "As Canções d'A Naifa" em 2014, disco de versões de canções portuguesas que tocaram nos concertos: Tourada, Desfolhada, e outras; ganharam o Prémio SPA para melhor disco 2013 com "Não se Deitam Comigo Corações Obedientes"; ao longo do seu percurso fizeram sete tours nacionais e duas na Europa (Bélgica, Espanha, República Checa, Hungria, França). ★

Acid Acid


Acid Acid – criado em finais de 2014, Tiago Castro, homem há muito ligado à música, do lado de quem a comunica; ao comando de sintetizadores e guitarras revela-nos a sua faceta mais experimental, ambiental e psicadélica; a sua música é construída paulatinamente, com cada camada a revelar um novo trilho num universo muito particular. A guitarra mistura-se continuamente com os sons dos sintetizadores numa construção por camadas que não são mais que leituras que se interpenetram formando uma matéria continua não uniforme, ora densa ora preenchida de vazios, possibilitando por isso diferentes leituras. A matéria e o vazio nas diferentes composições; das inevitáveis comparações às experiências pioneiras dos anos 70, do krautrock, ouvem-se as inspirações de Tangerine Dream, Cluster ou Harmonia, referências aos momentos mais ambientais de Brian Eno ou Pink Floyd, tudo isto filtrado por um mantra psicadélico de identidade muito vincada; nos primeiros meses de 2018 encontramos Acid Acid em estúdio. O acumular dos concertos e colaborações com outros músicos de Vitor Rua a Violeta Azevedo, de João Paulo Daniel ao Ensemble Decadente, permitem o aprofundamento da sua linguagem e sobretudo a construção de uma matriz sonora cada vez mais identificável. ★

The Act-Ups – nasceram em 2001 no Barreiro; em 2003 editaram o primeiro disco, “I bet you love us too”, a banda sonora perfeita para uma festa em tom de soul, blues-punk e garage-rock; em 2016, comemoraram 15 anos de existência com a edição de uma compilação (LP+7”) intitulada “Something to Forget”; a banda regressou aos palcos em 2017, com passagem por alguns festivais portugueses e uma digressão de 15 datas em Espanha e França, com concertos explosivos, enormes festas pagãs onde as canções e o público ganham uma nova vida; recentemente gravaram o tema “Baldie (The Bulldog)” para o disco de tributo aos Tédio Boys “Coverbilly Psychosis”, editado pela Lux Records. ★

Adolfo Luxúria Canibal


Adolfo Luxúria Canibal – é o pseudónimo artístico de Adolfo Morais de Macedo; licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, exerceu a advocacia nessa cidade e é actualmente consultor jurídico em Braga; fundador do grupo rock Mão Morta, de que é vocalista e letrista, criou vários espectáculos de spoken word, em nome próprio, sob a designação Estilhaços ou com o percussionista Krake, e integrou o colectivo francês de música electrónica Mécanosphère, tendo mais de três dezenas de discos editados, para além de outros tantos com diversos artistas, nacionais e estrangeiros, onde participa como vocalista ou letrista convidado; dinamizou espectáculos de comunidade, como os musicais “Então Ficamos…”, para o encerramento da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012, ou “Chão”, para o 10.º aniversário da companhia de teatro Comédias do Minho, e concebeu performances várias, com destaque para a neuro-áudio-visual “Câmara Neuronal”, realizada a partir dos sinais eléctricos emitidos pelo cérebro, ou a da instalação “The Wall of Pleasure”, inaugurada na Rooster Gallery em Nova Iorque; participou como actor na série para televisão “O Dragão de Fumo” e em algumas curtas-metragens ou em peças de teatro como “Eis o Homem!” da companhia Mundo Razoável para o Teatro Carlos Alberto, no Porto. Concebeu ainda com o artista plástico João Onofre o filme de videoarte “S/ Título (Minha Voz)”, exibido no festival Curtas de Vila do Conde, e com a coreógrafa Inês Jacques o espectáculo de dança “No Fim Era o Frio”, para o festival Guidance. Foi também autor e locutor de programas de rádio e autor de textos dispersos por jornais e revistas, tendo publicado, entre outros, os livros de poesia “Rock & Roll”, “Estilhaços”, “Todas as Ruas do Mundo”, “No Fim Era o Frio e Outros Textos de Amor e Solidão” e “No Rasto dos Duendes Eléctricos” ou o livro-objecto “Desenho Diacrónico”, com o fotógrafo e artista plástico Fernando Lemos, bem como o livro de crónicas “Garatujos do Minho”, com o fotógrafo Kid Richards. Traduziu ainda Heiner Müller, Isidore Ducasse e Vladimir Maiakovski, de quem foi publicada a recolha “33 Poesias”. ★

Afonso Dorido – nascido em Barcelos, cedo mostrou apetência para as artes nomeadamente a música iniciando estudos de guitarra clássica com 14 anos; em 2004 participa na formação da banda indignu [lat.] e assume o seu fascínio pela obra poética heterónima de Fernando Pessoa, que tem celebrado também com a escrita participando por exemplo no livro que celebra a obra de Eugénio de Andrade, “O sol é secreto”; tem marcado os seus passos no mundo da música com participação em alguns projetos como indignu [lat.] e Homem em Catarse, este último desde 2013 e tocado em diversas salas por todo o país e além fronteiras; em 2017 lança o LP "Viagem Interior" que aborda a temática do interior esquecido e das raízes das suas gentes com 17 temas referentes a 17 locais do país mais longe dos grandes centros e já em 2018 no disco "Umbra" de indignu [lat.] trabalha com músicos como Manel Cruz ou Ana Deus, apresentando o mesmo por Portugal e Espanha. Nesse mesmo ano grava nos Jardins do Museu Nogueira da Silva em Braga seu primeiro disco ao vivo, em modo Homem em Catarse; em 2019 participa em várias residências artísticas em clausura no farol do cabo de São Vicente em Sagres no qual compõe BS para mini-filme sobre vida de faroleiro ou compondo um tema para o Festival Fazunchar em Figueiró dos Vinhos. Faz a sua maior tour pelo país vizinho com mais de uma dezena de apresentações ao vivo e toca em diversos festivais portugueses como o Gente Sentada, Percursos da Música, Oito24 entre outros; com o colectivo indignu [lat.] apresenta-se ao vivo pela primeira vez na Noruega; em Janeiro de 2020 sai com o apoio da Fundação GDA o novo trabalho de Homem em Catarse: "sem palavras | cem palavras", cujo o primeiro avanço resulta num vídeo com a curadoria da Mistaker Maker e a realização de Vasco Mendes. ★

Agir – com 3 álbuns em nome próprio, o primeiro, homónimo, “Leva-me a sério” e “No Fame”, é um dos mais reputados artistas da sua geração, sendo presença constante nas rádios quer pelos temas a solo, quer pelas diversas colaborações com alguns dos maiores nomes da música nacional como Ana Moura, Carolina Deslandes, Diogo Piçarra, Karetus ou, mais recentemente, Papillon e 9 MILLER; do seu percurso fazem parte várias conquistas entre as quais três Coliseus esgotados, o prémio “Best Portuguese Act” nos MTV EMA 2015, o Globo de Ouro de “Melhor Intérprete Individual”, o galardão de disco de Platina do álbum “Leva-me A Sério” e a marca de Disco de Ouro atingida pelo álbum “Duetos” de Paulo de Carvalho, do qual foi produto.

Ala dos Namorados – criado em 1992 por João Gil, Manuel Paulo, e João Monge, aos quais se juntou depois José Moz Carrapa. O grupo descobriu Nuno Guerreiro, num espectáculo de Carlos Paredes, tendo-o convidado para integrar o elenco; o seu nome advém da famosa Batalha de Aljubarrota, na qual os portugueses venceram os castelhanos, em que uma das alas a favor do Reino de Portugal tinha essa designação por ser formada por combatentes ainda jovens. Depois do lançamento do álbum Alma, Moz Carrapa deixa a banda; em 1998 é apresentado o álbum Solta-se o Beijo, que chegou a disco de platina. Cristal é lançado em 2000. Este álbum foi disco de ouro; em 2004 é lançado um DVD e um CD, Ala dos Namorados Ao Vivo No São Luíz e dá-se a saída de João Gil para formar a Filarmónica Gil. Em 2007 tendo como guitarrista Mário Delgado e com canções de João Monge e Manuel Paulo, também responsável pela produção, o grupo edita Mentiroso Normal. Em Dezembro de 2008, o grupo cessa actividade, no final de 15 anos de carreira. Assinalaram os 20 anos do grupo, em Setembro de 2012, com um concerto no B. LEZA que teve a participação de Alexandre Frazão, Mário Delgado, Zé Nabo e Ruben Santos e ainda convidados especias como João Gil e José Moz Carrapa; em 2013 foi lançado o disco Razão de Ser com a regravação de vários dos seus temas mais conhecidos e que contou com a participação de alguns músicos conhecidos, como António Zambujo e Jorge Palma e em Dezembro de 2014 editam o disco, "Felicidade", distribuído pela Farol. Conta novamente com as letras de João Monge a que se junta uma de Carlos Tê e três de José Fialho Gouveia. O grupo é composto atualmente apenas por Manuel Paulo e Nuno Guerreiro a que se juntam outros músicos convidados.

Aldina Duarte


Aldina Duarte – com uma personalidade artística inconfundível e uma singular capacidade interpretativa, é uma das grandes vozes do Fado; a sua carreira intensa está recheada de presenças nas principais salas de nacionais; “Quando Se Ama Loucamente” foi o álbum que teve como ponto de partida a oferta de um tema inédito por Manel Cruz (Ornatos Violeta), mas que é maioritariamente constituído por temas escritos pela própria Aldina Duarte, num tributo à escritora Maria Gabriela Llansol (1931-2008). Foi mesmo classificado na imprensa como um dos acontecimentos musicais de 2017; a paixão de Aldina Duarte pela Literatura leva-a a aliar ao repertório musical tradicional dos grandes fados estróficos tradicionais uma escolha cuidadosa dos poemas que canta. É igualmente autora de muitas das suas letras, bem como de outras cantadas por outros fadistas destacados como Camané, Carminho, Ana Moura, Mariza ou António Zambujo; para além do registo ”Quando Se Ama Loucamente”, a sua discografia inclui “Apenas o amor” (2004), “Crua” (2006), “Mulheres Ao Espelho” (2008), “Contos de Fados” (2011) e ”Romance(s)” (2015). Este último é um disco absolutamente único na história do Fado. Um romance escrito em verso, por Maria do Rosário Pedreira, para as melodias do Fado Tradicional, espólio melódico que foi sempre a matéria musical do seu trabalho, enquanto letrista e fadista, produzido por Pedro Gonçalves (Dead Combo), autor do conceito deste álbum duplo, sendo o segundo disco uma banda sonora do romance cantado; está ainda ligada a diversas iniciativas de difusão do Fado e tem-se envolvido em projetos cinematográficos; editou em 2019 o disco "Roubados" com edição em Vinil, numa celebração dos 25 anos de carreira. Um disco de versões dos temas clássicos cantados nas Casas de Fado, onde começou e continua a cantar, no Sr. Vinho. Saiu em Novembro 2019; criadora e coordenadora da Comunidade Fado Para Todos, a funcionar, há cinco anos, no Museu do Fado; Manuel Mozos tinha filmado Aldina Duarte a cantar o fado A Rua do Capelão nas ruas da Mouraria em Xavier, rodado em 1991. Em 2009, a partir de uma ideia de Maria João Seixas, compôs-lhe um retrato de fadista, "uma das mais importantes vozes femininas do facto actual", filmando-a numa actuação ao vivo no Palácio Fronteira, e ao longo de testemunhos dela própria a solo e em conversas com colaboradores, amigos e familiares, entre os quais a sua mãe e Jorge Silva Melo. Nasceu o documentário "Aldina Duarte: Princesa Prometida". ★

Alex D’Alva Teixeira – mais do que dar um concerto, estar em palco como alguém que se propõe ser anfitrião de uma festa de puro espírito rock'n'roll, o auge de uma entrega que se renova diariamente: tem sido essa a regra de vida de Alex D'Alva Teixeira. Na verdade, parece respirar a arte desde que se lembra de existir. Cresceu rodeado de música, sempre deu por si a trautear melodias e a inventar novas canções, como se de uma segunda natureza se tratasse. O seu eclecticismo é possivelmente a sua característica mais evidente, o que lhe tem permitido ir recolhendo as mais variadas fontes de inspiração; desde 2004 que se tem vindo a construir com afinco nos bastidores, um processo gradual, é certo, mas no decorrer do qual teve, entre outros, o privilégio de ter colaborado com Tiago Guillul, tanto em estúdio como ao vivo; em 2009, começa a trabalhar com o produtor e músico Ben Monteiro, conhecido pela sua presença em bandas como os Triplet ou Os Lacraus; em 2011, teve o prazer de contribuir com uma canção para a mixtape "20 Anos de Ruptura Explosiva", co-editada pela FlorCaveira e Amor Fúria, intitulada “Barulho”, que já se tornou uma espécie de cartão de visita do jovem músico. Ainda nesse ano, lançou “Mixtape”, um conjunto de canções despretensiosas, em que colaborou com inúmeros músicos proeminentes do Hip Hop, da Indie e da Pop, registo esse que serviu como um prelúdio para o ano seguinte; em Fevereiro de 2012, Alex D’Alva Teixeira ganhou o segundo lugar na 17ª edição do Festival Termómetro, sendo um dos artistas incluídos na compilação Novos Talentos Fnac 2012, na qual participou com o tema “Diz-me (Design)”. Em Junho do mesmo ano, é editado pela FlorCaveira o primeiro EP a solo com o título “Não É Um Projecto”, produzido por Ben Monteiro; em 2013, o single “Homologação”, retirado deste EP, é galardoado com o prémio de Melhor Videoclipe do ano nos prémios Offbeatz; em 2014, a colaboração com Ben Monteiro, que viria a dar origem a um longa duração em nome próprio, tornou-se um reflexo da relação que partilham, e rapidamente isso se fez sentir não só na produção mas na escrita das canções que compõem “#batequebate”. O álbum foi a estreia do colectivo D’Alva. Foi este disco que, ao longo de quatro anos movimentados, colocou a banda nas rádios e em diversos palcos nacionais; em 2018, os D’Alva editaram “Maus Êxitos”, que estreou em primeiro lugar no iTunes; o single “Verdade Sem Consequência” esteve no primeiro lugar do Top A3-30 da Antena 3. No final do mesmo ano, juntamente com o multifacetado baterista Ricardo Martins, estreia no festival Barreiro Rocks um novo projecto: Algumacena. ★

Amor Electro


Alexandre Frazão – Alexandre Peres Frazão mais conhecido como Alexandre Frazão é um baterista de jazz, de origem brasileira, radicado em Portugal desde 1987. Além do jazz, é um músico requisitado por músicos de outros estilos de musicais, como a música tradicional ou a pop/rock; é natural de Niteroi, no Rio de Janeiro, mas veio para Portugal com 19 anos. Ainda no Brasil estudou no Conservatório em 1984; dedicou principalmente ao jazz e à música improvisada, tendo colaborado, entre outros com Maria João e Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Laurent Filipe, Rodrigo Gonçalves, Carlos Barretto, Ficções, Dave O’Higgins, Perico Sambeat, Jon Freeman, Mark Turner. Pela sua versatilidade, é frequentemente solicitado para gravar com músicos de outros idiomas musicais, tendo trabalhado, por exemplo, com Resistência, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Ala dos Namorados, Nuno Rebelo, Rão Kyao, Júlio Pereira, Joel Xavier e Tim Tim por Tim Tum com Jim Black; tendo participado em muitos discos de outros artistas são, no entanto, importantes marcos da sua carreira os discos “Nocturno” de Bernardo Sassetti, “Filactera” de Mário Delgado, “Undercovers” de Maria João e Mário Laginha, “Tempo” de Pedro Abrunhosa, e os DVDs de Rui Veloso, “O Concerto Acústico”, e Ala dos Namorados, “Ao Vivo no S. Luiz”; com Mário Delgado e Sérgio Carolino fundou o Trio TGB (Tuba, Guitarra, Bateria) em 2002, que gravou o disco com o mesmo nome; com os vários grupos que integrou ou integra, tem feito vários concertos em portugal e no estrangeiro, em França, Alemanha, Espanha, Brasil, China, Bélgica, Dinamarca e participado em inumeros festivais, dos quais se destacam, por exemplo, Jazz em Agosto, Festival Europeu do Porto, Jazz em Serralves e Festival Internacional de Macau; na actualidade Alexandre Frazão participa no grupo Tim Tim por Tim Tum (grupo de baterias) e no grupo Led On, de tributo a de tributo aos Led Zeppelin, mantendo no entanto uma activadade regular com outros artistas e no jazz e noutras àreas musicais.

Alfredo Costa – nascido em Cabo Verde, Alfredo veio para Portugal com 7 anos. Filho de um dos melhores guitarristas da sua geração e de uma senhora apaixonada pelo teatro e pelo fado; cresceu a ouvir Amália Rodrigues e Cesária Évora, por influência de sua mãe, e Pink Floyd, Genesis, Michael Jackson, Prince, The Police, por influência do irmão; durante dez anos foi vocalista da banda Skills and The Bunny Crew. Anos mais tarde lançou o seu primeiro álbum, “Musa de Guerra”, que teve como singles "Grita Por Mim", "Valsa" e "Princípio do Nada”; em 2019 decidiu arriscar de vez o percurso a solo. “Vaso Ruim” e “Amália” são alguns dos seus temas.

AlgumacenaRicardo Martins: baterista lisboeta que não só é conhecido pelo seu trabalho a solo, mas também por tocar com inúmeras bandas, entre as quais Pop Dell’Arte, Bruxas/Cobras, Jibóia e Papaya. Alex D’Alva Teixeira: oriundo da margem sul do Tejo, é conhecido por fazer parte dos D’Alva, duo pop-alternativo; sempre que os dois se cruzavam em concertos, falavam na possibilidade de fazer “alguma cena” juntos. Demorou, mas finalmente aconteceu. Alex e Ricardo marcaram encontro num espaço de total liberdade criativa, onde exploram territórios sónicos diversos, guiados pelas infindáveis coordenadas do universo do rock e de todas as suas permutações — sempre com a mente aberta a influências de outros géneros musicais. Tem estado a trabalhar com afinco na composição de canções e desde a memorável estreia que tiveram na última edição do festival Barreiro Rocks têm tocado esse repertório em de norte a sul do país levantando o interesse do público alternativo e também de vários meios de comunicação dedicados ao rock, ao metal e à música alternativa; ao longo do ano passado tiveram a oportunidade de actuar diversos em contextos distintos como por exemplo no Maus Hábitos Porto no décimo aniversário do Blog Bran Morrighan da Sofia Teixeira, a primeira parte da estreia dos americanos Glassjaw em Lisboa, o concerto inesquecível na última edição do festival ZigurFest em Lamego e também a participação na mais recente edição do Indiegente Live promovido por Nuno Calado da Antena 3. ★

Ana Bacalhau


Allen Halloween – o nome dele é incontornável há mais de uma década e cada um dos três álbuns que escreveu, ‘Projecto Mary Witch’, ‘A Árvore Kriminal’ e ‘Híbrido’, foi um marco na música portuguesa; embora seja um dos nomes mais aclamados pelo público nacional de hip hop, sempre andou um passo ao lado dessa via. Essa distância foi o que manteve o seu som insubmisso a modas, fazendo da sua música uma das mais singulares do paí; preparou o seu primeiro projecto acústico, ‘Unplugueto’, constituído por reinterpretações de temas antigos e material inédito.

ALTO! – formados em 2008 por elementos dos Green Machine e Black Bombaim, sediados debaixo de um mini mercado em Barcelos, carinhosamente conhecido como “Bunker”, os ALTO! são constituídos por João Pimenta (voz), Bruno Costa (guitarra/voz), Ricardo Miranda (guitarra/teclados), Tiago Silva (baixo/voz), Paulo Senra (bateria); editaram no início de 2009 um ep de 7 temas "See you in hell, Ron" pela Lovers and Lollypops dedicado a Ron Asheton que os levou a tocar por todo o país e Espanha. Gravam neste país "Computer says no", ep de 5 temas em Janeiro de 2010, no Circo Perrotti em Gijón (estúdio de época onde todo o material não passa de 1967) de uma forma 100 por cento analógica. Passaram este tempo a promover este ep e a preparar o disco de estreia, "ALTO!",álbum de 10 canções em 10 toponímias diferentes ilustrando 10 histórias, daquelas que nos acontecem a todos. Mas no Kosovo.Sai pela Lovers and Lollypops a 20 de Fevereiro numa embalagem muito especial que se pode transformar num poster.

AMAURA – as influências são várias,mas o cunho pessoal na escrita e melodia é a característica que distingue AMAURA, tornando-a uma das vozes mais promissoras da música Soul e R&B feita em Portugal; com um extenso currículo de colaborações, entre elas com Sam the Kid e Fred Ferreira, AMAURA segue agora a solo; singles como “Blues do Tinto” ou “Coopero” pavimentam esse caminho para o lançamento da primeira mixtape “Em Contraste”; encontra-se no contraste das baladas mais suaves com as batidas groovy de um Nu-soul feito à sua maneira e na língua lusa. Quem a ouve, não esquece.

Amor Electro – banda portuguesa formada em Lisboa em 2010; o grupo é composto por Marisa Liz como vocalista, Tiago Pais Dias como guitarrista e multi-instrumentista, Ricardo Vasconcelos como tecladista, Rui Rechena como baixista, até 2019 e Mauro Ramos como baterista; misturam música pop (com alguns elementos eletrónicos) com música tradicional portuguesa, usando alguns instrumentos típicos como o acordeão e a guitarra portuguesa. Também revisitam temas da década de 1980 e da década de 1990 do pop/rock português, tocando versões de músicas de Sétima Legião, GNR, Ornatos Violeta e outras bandas, além de suas próprias músicas originais; em maio de 2011 lançam o álbum de estreia "Cai o Carmo e a Trindade". O disco entrou directamente para o quarto lugar do top de vendas em Portugal chegando pouco depois ao primeiro lugar. Em setembro foi anunciado que a banda estava nomeada na categoria "Best Portuguese Act" dos MTV Europe Music Awards. Foram nomeados novamente para o título de Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards de 2012, que viria a ser ganho pela cantora Aurea; em janeiro de 2013 foram galardoados, na Holanda, com o European Border Breakers Award (EBBA).

Amor Fúria

Ainda nesse ano lançaram o seu segundo álbum "(R)evolução" que inclui oito temas originais e duas versões; são nomeados nos Globos de Ouro de 2014 na categoria de "Melhor Canção" com Só é fogo se queimar, uma música com letra de Jorge Cruz; são convidados a fazer o genérico da novela Mar Salgado, do canal SIC, na qual surge a reedição do álbum de 2013 (R)evolução. Além desse tema a nova edição inclui a gravação do Concerto Mais Pequeno do Mundo, oferecido pelos Amor Electro ao ouvintes da Rádio Comercial; colaboram num dos temas do álbum Leva-me A Sério de Agir. Em 2016 escrevem o tema Juntos Somos mais Fortes para o hino da RTP para o Euro 2016; participam com a canção Mas Isso Não Me Satisfaz no disco Passa a Outro e Não ao Mesmo, promovido pela Rádio Comercial, com 11 artistas, 11 canções e 11 causas e em 2018 editão o registo "#4"; no dia 7 de agosto de 2019, através de um comunicado na página do Facebook, a banda anuncia a morte de Rui Rechena, baixista do grupo.

Amor Fúria – editora discográfica independente portuguesa, fundada por Manuel Fúria, Pedro "Almirante" Ramos e João Coração em 2007, e terminada em 2016, sediada no Campo Grande, em Lisboa; os géneros musicais editados são sobretudo música pop e rock cantados em português. O seu nome é uma referência à canção "Amantes Furiosos" da banda portuguesa Heróis do Mar. A sua actividade cruza-se com muita frequência com a da editora FlorCaveira.

Ana Bacalhau – depois de dez anos à frente dos Deolinda, estreia-se num projeto a solo com "Nome Próprio". Um disco editado em outubro de 2017, que conta com a colaboração de Samuel Úria, Jorge Cruz, Nuno Prata, Afonso Cruz, Nuno Figueiredo, Capicua, Márcia, Carlos Guerreiro e Francisca Cortesão; ao vivo é acompanhada por João Bessa na produção, Luís Figueiredo nos teclados, Luís Peixoto no cavaquinho, bouzouki e banjo, Alexandre Frazão na bateria e percussão, e pelo seu marido Zé Pedro Leitão no contrabaixo e baixo, ele que também a acompanhou em bandas como os Lupanar e no trio de jazz e Blues chamado Tricotismo em 2005. No ano seguinte formaram os Deolinda juntamente com Pedro da Silva Martins e Luís José Martins; nasceu em Lisboa em Novembro de 1978; aos 15 anos começou a tocar guitarra e a cantar; em 2001 entrou para vocalista do grupo Lupanar com quem gravou ("Abertura" de 2005) e participou num álbum de homenagem a Carlos Paredes; por iniciativa da ONU foi lançado em 8 de Março de 2013, dia internacional da mulher, o tema "One Woman" gravado por por cantoras e músicos de 20 nacionalidades diferentes. A cantora foi a representante Portugal. Outros nomes são Angelique Kidjo (Benim), Anoushka Shankar (Índia), Rokia Traoré (Mali), a espanhola Concha Buika e a brasileira Bebel Gilberto; em dezembro de 2013, estreia-se em palco a solo co projeto "15", apresentado em seis concertos na Casa da Música e no Teatro São Luiz, onde cantava algumas das canções que mais a marcaram desde os 15 anos de idade; participa também num concerto colectivo de tributo a Joni Mitchell. Grava duas canções para o 2º volume "Voz & Guitarra" onde revisita "Sexto Andar" dos Clã e "Estrela da Tarde" de Ary dos Santos e Fernando Tordo. No mês de março de 2014, atua em Lisboa, no Rossio, como convidada de Mafalda Veiga, cantando "Because The Night", de Patti Smith. Ainda nesse ano canta com a cantora cabo-verdiana Teté Alhinho no B. Leza e junta-se à cantora de Jazz Joana Machado e a Rita Redshoes, no concerto de lançamento do álbum "Blame It On My Youth", de Joana Machado, no Centro Cultural Olga Cadaval; com Aldina Duarte, Cuca Roseta, Gisela João, Manuela Azevedo, Marta Hugon, Rita Redshoes e Selma Uamusse canta a canção "Cansada" da autoria de Rodrigo Guedes de Carvalho; a cantora lançou em maio de 2020, o single “Memória”, primeiro cartão de visita do seu segundo álbum, sucessor de “Nome Próprio” (2017), lançado neste ano. Para este single, Ana Bacalhau decidiu pegar no telefone e desafiar João Direitinho, Guilherme Alface e Mário Monginho, membros dos ÁTOA, para escreverem esta canção. A produção ficou a cargo de Twins (já trabalhou com Fernando Daniel, Murta, Dengaz, entre outros).

Ana Moura


Ana Deus – vocalista dos Três Tristes Tigres e ex-membro dos Ban onde integrou na banda em 1987 como segunda voz, ao lado de João Loureiro. Por esta altura trabalha e colabora com a poetisa Regina Guimarães na autoria de canções para teatro e vídeo, nascendo desta colaboração o primeiro álbum dos Três Tristes Tigres, em 1993; em 2003, participa no álbum "Acordar", dos Rádio Macau no tema "Nós Também"; em 2005, colabora no álbum Amália Revisited, com João Pedro Coimbra, em "Medo (Susto)", e em 2007 com os Dead Combo, no tema "Trova do Vento Que Passa", parte do álbum "Adriano Aqui e Agora - O Tributo"; atualmente, em colaboração Alexandre Soares, dá corpo e voz ao projeto Osso Vaidoso.

Ana Moura – Ana Cláudia Moura Pereira, é natural de Coruche, mas como esta vila não dispunha de maternidade foi nascer na capital do distrito, ou seja, Santarém. Os seus pais cantavam em festas familiares e aos seis anos Ana Moura já cantava o Cavalo Ruço, enquanto ouvia frequentemente a mãe trautear O Xaile de Minha Mãe. Na adolescência, altura em que se transfere para Carcavelos, frequenta a Academia dos Amadores de Música; apesar do interesse pelo fado, Ana Moura tem as suas primeiras atuações numa banda de covers de pop/rock, os Sexto Sentido, formado com colegas de escola. A experiência acaba por conduzir ao início de gravações de um disco com o músico Luís Oliveira, cujo lançamento fazia parte da agenda da multinacional Universal. O disco, no entanto, não chega a ser terminado; num bar em Carcavelos, cede à tentação e canta um fado. Impressionando o guitarrista António Parreira, que estava presente na sala, este toma a iniciativa de apresentar a jovem a Maria da Fé. Contratada por Maria da Fé para o Senhor Vinho, Ana Moura tem nesta casa de fados uma verdadeira escola, onde bebe dos ensinamentos de Maria da Fé ou Jorge Fernando. Os dotes da jovem fadista também conquistam Miguel Esteves Cardoso que, de forma indireta, contribui para a gravação do seu primeiro álbum. O acaso ocorreu após Esteves Cardoso ver Ana Moura cantar numa das suas primeiras aparições na televisão; o programa da RTP Internacional, Fados de Portugal, conduzido por António Pinto Basto. Esteves Cardoso resolve escrever uma crónica sobre ela n'O Independente (cf. O susto do fado e a beleza da verdade. A Preguiça, in O Independente, 16 de fevereiro de 2001), que será lida por Tozé Brito, então administrador da Universal. Brito resolve ir ao Senhor Vinho à descoberta daquela voz que conhecia apenas dos Sexto Sentido e logo propõe a Ana Moura a gravação do seu primeiro disco; surge assim Guarda-me a Vida na Mão (2003); "Aconteceu" (2004) e "Para Além da Saudade" (2007) foram os álbuns subsequentes. Este último contem músicas como Os Búzios ou O Fado da Procura. Com este disco Ana Moura chegou ao conhecimento do grande público, o álbum alcançou a tripla platina, por vendas superiores a 55 mil unidades, levando a cantora a permanecer 120 semanas no Top 30 de Portugal. Com o mesmo disco recebeu uma nomeação para os Globos de Ouro, na categoria de Música, para Melhor Intérprete Individual, que acabou por perder para Jorge Palma; em 2007, Moura participou no concerto dos Rolling Stones no Estádio Alvalade XXI, em Lisboa, cantando, em dueto com Mick Jagger, o tema No Expectations; depois de dois grandes concertos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, lança finalmente o seu primeiro DVD ao vivo, a 24 de Novembro de 2008, que obtém grande sucesso junto ao público, pelo seu excelente alinhamento; reconhecida internacionalmente como uma voz raríssima de Contralto, chegou também o reconhecimento dos pares e, em 2008, recebeu o Prémio Amália de melhor intérprete; em 2009 o norte-americano Prince confessa-se fã da fadista, mostrando interesse em colaborar musicalmente com Moura, vindo a fazê-lo no Festival de Verão, Super Bock Super Rock, em 2010; "Leva-me aos Fados", lançado a 12 de Outubro de 2009 (apresentado na Casa da Música - Porto e Coliseu de Lisboa, a 20 e 21 de Outubro), foi Disco de Platina, estando semanas consecutivas no Top 10 dos discos mais vendidos. O álbum incluiu fados como Leva-me aos Fados (single de apresentação), Caso Arrumado, Rumo ao Sul e Fado Vestido de Fado; recebeu, a 23 de Maio de 2010, nos "Globos de Ouro" o globo de "Melhor Intérprete Individual", para o qual estava nomeada juntamente com artistas como Carminho, David Fonseca ou Rodrigo Leão; a 17 de Março de 2011, Ana Moura foi nomeada para "Best Artist Of The Year", um dos importantes prémios da prestigiada revista inglesa de música Songlines. Em Junho e Julho do mesmo ano, a fadista efectuou uma pequena digressão aos Estados Unidos e ao Canadá, que incluiu concertos em quatro famosos festivais de Jazz - São Fancisco, nos Estados Unidos, e Vancouver, Montreal e Otava, no Canadá. Em Montreal, Moura foi uma das cabeças de cartaz do 32º. festival de jazz internacional e no espectáculo agradou à sala cheia do Teatro Maisonneuve, no qual teve como convidado especial o saxofonista Tim Ries, criador do Projecto Rolling Stones; em Novembro de 2012 é lançado o quinto disco da cantora, chamado de "Desfado". O álbum acaba por ser um sucesso sem precedentes, permanecendo no primeiro lugar do Top 30 de Portugal por bastante tempo. Juntamente com o lançamento do álbum, fez uma tour pelo país e fora dele, com concertos centrados mais no norte de Portugal, e fora, passando pelos E.U.A., Canadá, México, Reino Unido, Áustria, Holanda, Alemanha, Noruega, Bélgica e ainda Angola; a 27 de Janeiro de 2015 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique. No final do mesmo ano, lançou o trabalho titulado simplesmente "Moura", acompanhado pela canção Dia de Folga. Em 2016, Ana Moura recebeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Música com "Dia de Folga", canção com letra e música de Jorge Cruz.

Anarchicks


Anarchicks – a banda nasceu em 2011 pela mão da Helena Andrade, baixista e Priscila Devesa, ex-vocalista. Pouco tempo depois quando se começou a querer consolidar a banda surgiu a Catarina Henriques para tocar bateria e a banda passou a trio. Depois de algumas audições, juntou-se a Ana Moreira nas guitarras, tendo entretanto encontrado nova voz pela garganta de Marta Lefay; o seu primeiro EP "Look What You Made Me Do" viria a ser editado em 2012; o ano seguinte ficaria marcado pelo lançamento do álbum de estreia, intitulado "Really?!"; no verão de 2013 subiram ao palco principal do festival Super Bock Super Rock. Ainda nesse ano realizaram inúmeros concertos, de entre os quais se podem destacar a primeira parte das Cansei de ser Sexy em Lisboa e a atuação no Festival Masculin/Feminin, em França, onde partilharam o palco com Peaches; em finais de 2015 lançam o EP "We Claim The Right", e já em 2016 editam o seu segundo álbum de originais "We Claim The Right to Rebel and Resist". Com uma grande experiência ao vivo, as Anarchicks apresentam um espetáculo enérgico e dinâmico que nunca deixa o público indiferente; o mais recente trabalho é um EP, foi lançado em Abril de 2017 e dá pelo nome de "Vive la Ressonanse"; dois anos depois a estrear Rita Sedas na voz, o terceiro disco é uma evolução criativa e musical, que cada vez mais apaga os limites que separam o rock do punk e do electro. O conceito subjacente do LP "Loose Ends" prende-se, ou melhor, desprende-se com os assuntos inacabados das nossas vidas. Os temas incompletos, as narrativas em aberto, as gavetas eternamente desarrumadas, os novelos desenleados. As questões que parecem não ter solução e nos assolam todos os dias como franjas inquietas de uma tapeçaria imperfeita. São 9 canções que alinham o álbum de uma ponta à outra. 9 faixas soltas e diferentes. Mas todas se cosem com as mesmas linhas que definem a essência das Anarchicks.

André Carvalho – o currículo de André é vasto, precioso e invejável, tendo trabalho com Chris Cheek, Will Vinson, Ian Froman, Colin Stranahan, André Matos, Tommy Crane, Vinnie Sperrazza, Mário Laginha, Billy Mintz, Maria João, Gilberto Gil, European Movement Jazz Orchestra, entre muitos outros; com mestrado pela Manhattan School of Music em Jazz perfomance como bolseiro Fulbright, André tocou também extensivamente para além do âmbito do Jazz, nomeadamente com a Orquestra Ibero-Americana (sob a direcção de Gustavo Dudamel), Anton Webern Orchestra (sob a direcção de Franz Welser-Most e Heinrich Schiff), Orquestra Metropolitana de Lisboa (sob a direcção de Michael Zilm), o ensemble de música contemporânea Octothorpe. O seu interesse pelo fado levou-o a tocar com importantes nomes como Carlos do Carmo e Cristina Branco; tem-se apresentado intensivamente pela Europa, tanto como líder como sideman, em Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Finlândia, Suiça, Inglaterra, Croácia, Itália, Eslovénia, Sérvia, Roménia, Bélgica assim como nos Estados Unidos e Egipto; os seus dois primeiros álbuns, "Hajime" e "Memória de Amiba", mostraram uma música com uma visão extremamente pessoal, apresentando uma mistura original de Jazz contemporâneo com elementos de música portuguesa. Ambos os projectos receberam rasgados elogios tanto de críticos portugueses como internacionais; venceu o prémio “Carlos Paredes” em 2012, um prestigiado prémio que reconhece projectos musicais de excelência, assim como o prémio de “Melhor Grupo” no Bucharest International Jazz Competition; o terceiro registo "The Garden of Earthly Delights" foi gravado em Abril de 2018 no The Bunker Studio em Brooklyn, Nova Iorque e foi misturado pelo incrível pianista, engenheiro e produtor Pete Rende, e masterizado pelo multi-instrumentista Nate Wood.

André Simão


André Henriques – voz e guitarra dos Linda Martini, estreia-se a solo com um disco de originais. O disco tem lançamento marcado para o 1º trimestre de 2020 e deverá ser conhecido um primeiro single ainda antes do final do ano. O nome do álbum ainda não tem título definido; produzido por Ricardo Dias Gomes, músico brasileiro que tem colaborado com Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto ou Jesse Harris, o disco está a ser gravado nos estúdios Valentim de Carvalho por Nelson Carvalho e conta com os préstimos de Ivo Costa na percussão (Carminho, Sara Tavares, Bateu Matou), Pedro Ferreira na guitarra elétrica (Quelle Dead Gazelle) e de Ricardo Dias Gomes no baixo e sintetizadores; André Henriques tem-se destacado pelo cuidado na escrita de canções, pela forma como subverte os alicerces da música pop, o seu constante namoro com o fado e canção portuguesa e pelas suas letras emotivas e contundentes que encontraram eco numa geração que se apaixonou novamente pela música portuguesa; para além da sua banda de sempre, o autor tem-se dedicado nos últimos anos à escrita de canções para outros intérpretes, como Cristina Branco, e pelas prolíferas colaborações com Rui Carvalho (Filho da Mãe).

André Júlio Turquesa – procura unir as descobertas e memórias do seu alter ego viajante de Turquoise com o André actor, músico e compositor, que agora repousa as raízes e desarruma as ideias num novo lugar; movido pela rotina, reencontros, procura interior e experimentação, surge Orgônio, um álbum de portas abertas ao compositor multi-instrumentista, que agora cria sem olhar a meios mas abusando deles numa busca selvagem pelo que há de mais intenso nas memórias, influências, referências e suas constantes conjugações. O álbum é composto por dez faixas com música e letra originais, reunindo temas que contemplam a participação de músicos como Emmy Curl, João Hasselberg, Ricardo Coelho entre outros, e onde a língua portuguesa passa a coexistir com a francesa e inglesa, com composições suas e também com poemas da autoria de Valter Hugo Mãe e Miguel Bonneville.

André Simão – arquitecto e multi-instrumentista; fundador dos The Astonishing Urbana Fall, La La La Ressonance e Dear Telephone; colaborador em inúmeras bandas como Duquesa, PZ, White Haus ou Sensible Soccers.

André Tentugal - nasce no Porto em 1982; a par da sua carreira como mentor do projecto musical We Trust realizou uma série de vídeos musicais para grupos nacionais como Old Jerusalem, Norberto Lobo, X-Wife, Mind da Gap, Moonspell, Sizo, Foge Foge Bandido, Ornatos Violeta, Sean Riley & The Slowriders, Rodrigo Leão, entre outros, e internacionais: Kap Bambino, Scout Niblett, Tiny Vipers, Ariel Pink, Divine Comedy, etc; foi director de fotografia do filme "Land of My Dreams" de Yann Gonzalez do projecto Estaleiro e estreia-se em 2013 na realização com o filme “De Onde Os Pássaros Vêem a Cidade”; no projecto MIRA MAR é manipulador de imagens em tempo real e a sonoplastia, que resultam num concerto-filme capaz de explorar todas as sensações, sempre com um fio condutor de criação.

Ângela Polícia - depois da estreia a solo em 2017, prepara o sucessor de ‘Pruridades’, álbum lançado pela Crate Records, editora criada por Razat, dj e produtor que nos deixou este ano e a quem o músico de Braga sublinha o seu reconhecimento; Fernando Manuel da Ângela Polícia Fernandes é um músico artisticamente versátil que se desdobra em diversos projectos: vocalista nos Bed Legs, rapper na fusão rap-rock dos Osso, voz e corpo de sensibilidade maior na densa electrónica-pop de O Amante Negro e ainda membro activo no colectivo artístico local Projéctil.

Ângela Polícia


Angelica's Mercy - no início era a inocência: o pop-rock teen dos Ah-Doc que, mesmo assim, chegou e sobrou para ganhar o Rock Viridi, em Vila Verde, decorria o ano de 1992. E serviu também para uma longa série de concertos, dentro e fora de Barcelos, que permitiram ao quarteto ganhar experiência e maturidade enquanto músicos. Das cinzas, rapidamente nasceriam os Angelica's Mercy em 1994, com três dos quatro anteriores Ah-Doc: André Reis (baixo e voz), Jorge Aristides (bateria) e Pedro Nuno (guitarra), sendo Ricardo Cibrão (guitarra) o único que não transitara do anterior projecto; a torrente inspiradora era proveniente de nomes como The Felt, The Jesus And Mary Chain, The Cure, Joy Division, The Young Gods ou Velvet Underground; antes de virarem o ano, tocaram no 1º Encontro de Música Moderna de Viseu, causando enorme sensação e sendo considerados uma das três melhores bandas de todo o festival. Mais perto de casa, tocaram no Cervães Rock, em Vila Verde; gravaram a 1ª demo, com Paulo Miranda, nos estúdios AMP (Viana do Castelo), logo em Fevereiro de 1995. Apenas com fins promocionais, chamava-se “Deep Noises From The Backwoods” e apresentava-nos quatro temas: “Inexpedint”, “Myosis”, “So Called-Distant” e “Motherfuckin' Time”. O primeiro faria parte da compilação em CD promovida pelo programa da RUM, “Deixe de Ser Duro de Ouvido” (mais tarde, também editora e agência, sediada em V. N. Famalicão). Com a maqueta de estreia ainda a ser digerida, Paulo Miranda, cede-lhes gratuitamente o estúdio e convida-os para a difícil tarefa de recriar o clássico "Heroin" dos The Velvet Underground. A banda aceita e com tempo de estúdio ainda disponível, grava "What's My Sentence". Estas duas faixas farão parte da segunda demo da banda, "A Million Days of Immaginary Rain", conjuntamente com os outros quatro da primeira sessão. Esta demo é, nos dias de hoje, uma verdadeira raridade no underground nacional. “What's My Sentence” acaba por conhecer uma exposição mais ampla ao ser incluído na compilação “Ritual Rock II”; a banda começa a tocar com bastante regularidade, ficando para a memória um concerto em Felgueiras com os The Melancholic Youth Of Jesus e Sad Cow, outro em Barcelos, no pavilhão municipal, perante 3000 pessoas, na abertura para Pedro Abrunhosa e os Bandemónio e ainda a vitória no 3º Concurso de Música Moderna de Castelo de Paiva; passaram a quinteto com a inclusão do saxofonista Paulo Antunes que, ironicamente, viria deixar cair a guilhotina sobre a estética musical da banda até então. O ocaso acabou por ter lugar no mítico bar Palha d'Aço, na Ribeira do Porto. A banda dividiu a actuação em duas partes: uma primeira mais “clássica” e de acordo com o trabalho exposto na demo e até então mais conhecido, e a segunda com a improvisação do saxofone. Entre os presentes na sala, estava Jorge Manuel Lopes, jornalista do jornal Blitz, que lhes fez uma um elogio arrebatador, dando-lhes uma exposição que até então não havia sido possível; pouco tempo depois acabaram definitivamente, dando lugar a uma das mais determinantes bandas barcelenses da década de '90 e, provavelmente, decisiva para o impacto que a música feita nesta cidade viria a assumir até aos dias de hoje: The Astonishing Urbana Fall. - in Sinfonias de Aço.

Anger - formam-se no final de 1994 na cidade de Aveiro; Pedro Pereira (voz, guitarra), Lino Vinagre (guitarra), Tó Viegas (baixo) e Afonso Corte-Real (bateria) são os elementos fundadores do projecto; o concerto de estreia aconteceu no Verão de 1995, mas foi na segunda actuação, em Outubro desse ano, no Johnny Guitar em Lisboa, que se tornou visível que para além da competência técnica, da energia e da qualidade da música, o quarteto aveirense tinha também a protecção dos deuses: depois de assistir à sua prestação, o A&R da NorteSul mostra-se interessado na banda! É o início de um processo negocial que culmina com a contratação do grupo; o primeiro álbum, homónimo, é editado pelo selo da Valentim de Carvalho em Julho de 1997, antecedido pelo single "Low Life", mas antes apanham o seu primeiro banho de multidão com uma actuação na Queima das Fitas de Coimbra. Nesse mês de Julho, consumada a substituição de Tó Viegas por Ricardo Melo (baixo), inicia-se também a tournée de promoção ao disco - a 'Anger Tour' - que os levaria a actuar nos maiores festivais de Verão realizados no nosso país. Desta 'Anger Tour', o encontro com os One Minute Silence no Festival de Paredes de Coura viria a revelar-se providencial: não só os deu a conhecer aos Clawfinger como lhes abriu as portas para uma primeira tournée europeia, com os norte-americanos D.R.I que acabará por leva-los nos primeiros meses de 1998 a países como Holanda, Bélgica, França, Suiça, Alemanha, Austria, Hungria, Eslovénia, Itália e Espanha;

Aniki Bobó

em Novembro de 1998 os Anger começam a trabalhar no que viria a ser o seu segundo disco, "Y2K", editado novamente pela NorteSul. Antecedido pelo single "Look Sharp", o álbum é finalmente editado em Maio de 1999. Reforçados com a entrada de Luís Silva para os teclados, os Anger iniciam a tournée de promoção ao disco. Entretanto a NorteSul, com quem tinham assinado para 4 álbuns, tem graves problemas financeiros e, em Fevereiro de 2001, grupo e editora decidem a rescisão amigável do contrato que os une. Em Abril desse ano os Anger participam com o tema "If You Close Your Eyes" para o disco de tributo aos Tarântula, tendo igualmente participado no concerto de homenagem que no Outono juntaria várias bandas no palco do Hard-Club; em 2002 começam seriamente a pensar que está na altura de sair um novo disco. O grupo elabora uma maqueta com o novo álbum que irá despertar interesse por parte da editora Cobra. Gravado em Maio e Junho de 2003 no Area51 Studio, em Hanover, na Alemanha, com Tommy Newton, conhecido pelo seu trabalho com os Guano Apes, "The Bliss" é editado no fim de Setembro, antecedido pelo single "Say (What You Wanna)".

Aniki Bobó - o Aniki Bobó abriu na década de 80 e "foi um dos primeiros bares do Porto a ter DJs, a par do No Sense", recorda Pedro Tenreiro, A&R da Valentim de Carvalho e um dos DJs que passaram pelo espaço gerido por António Guimarães, conhecido como Becas, desde 2004 à frente do Passos Manuel. "Foi o primeiro sítio realmente cosmopolita da Ribeira", defende Pedro Tenreiro. "Esteve sempre cheio anos a fio. Abrigou artistas plásticos, designers, arquitetos, músicos, escritores, atores, enfim, a mais moderna comunidade artística da cidade; recebeu festivais de performance e concertos de gente que vai do Carlos Zíngaro a um embrião dos Repórter Estrábico". Pedro Tenreiro realizou por lá a noite Stratusphunk (onde se estreou a futura referência do drum'n' bass nacional, Nuno Forte), e Pedro Mesquita e Nuno Pires (da segunda formação dos Repórter Estrábico) também por lá assinaram noites regulares; e no Aniki Bobó passava tudo do hip-hop ao house, mas sempre, ressalva Tenreiro, com uma toada "jazzy"; foi no Aniki Bobó que James Lavelle, patrão da Mo' Wax e mentor dos UNKLE, se estreou em solo nacional; o espaço passou depois por diversas gerências e foi despejado pela Câmara do Porto em 2005 após um longo período de portas encerradas [três anos depois da publicação deste artigo, foi anunciada a reabertura da sala]. - in Blitz (Rui Miguel Abreu)

Antena 3 - a Rádio Antena 3 é a aposta jovem do grupo RDP; a emitir desde 1994, promove e divulga os novos talentos nacionais e tem na sua equipa nomes como António Freitas, Nuno Calado, Luís Oliveira, entre outros; destaque para o programa Portugália de Henrique Amaro que divulga a música nacional a 100%.

António Zambujo - António José Rodeia Zambujo (Beja,19 de setembro de 1975); uma das caraterísticas da sua música é a presença do Fado e Cante Alentejano; estreou-se em 2002 e iniciou uma impressionante série de prémios e outras distinções, com ênfase especial na recomendação da Ordem do Infante D. Henrique, que lhe foi dada pelo Presidente da República (em 2015); em 2004, António Zambujo apresenta-se em todo o mundo. Nas palavras de Caetano Veloso, sua voz "é de tremer e fazer você chorar"; ganhou o prémio da fundação Amália Rodrigues como melhor cantor de fado masculino. A internacionalização foi marcada pela nomeação de seu álbum "Até pensei que fosse minha" para o Grammy Latino de 2017 de Melhor Álbum MPB; em 2020 volta a estar nomeado para os Grammys Latinos, com a música “Sem Palavras” na categoria de Melhor Canção em Língua Portuguesa; editou "O mesmo Fado" (2002), "Por meu Cante" (2004), "Outro Sentido" (2007), "Guia" (2010), "Quinto" (2012), "Lisboa 22:38 - Ao Vivo no Coliseu" (2013), "Rua Da Emenda" (2014), "Até Pensei que Fosse Minha" (2016) onde interpreta canções de Chico Buarque e "Do Avesso" (2018).

April Ivy


April Ivy - Mariana Gonçalves, mais conhecida como April Ivy;  com apenas 20 anos já conta com uma vasta legião de fãs graças à identidade única da sua música, que tem vindo a deixar lastro nas maiores rádios e festivais do país; começou a sua carreira aos 9 anos, com a dobragem de vozes de personagens da Disney, em filmes como Toy Story 3, Tangled ou Minnie & You; em 2016, o primeiro single "Be Ok” tornou-se um sucesso de airplay, chamando a atenção da Universal Music France, que rapidamente a contratou. Depois de uma sucessão de singles de sucesso ao longo dos anos, o projecto editado com a Warner Portugal “game.of.love” trouxe-lhe uma nomeação para os MTV Awards na categoria de “Best Portuguese Act”, uma nomeação para os Globos de Ouro na categoria de “Revelação Nacional” e o prémio “Revelação” para a Nova Era; os três singles editados num mini EP em 2020 chegam pela mão de Sandy Roberton (que colaborou com artistas como Avril Lavigne e Florence + The Machine) e a label americana Beverly Martel. O futuro augura-se radioso para esta artista fora de série, que tem o potencial de alcançar os escalões mais altos da esfera pop internacional.

April Marmara - o solitário projeto de ghost folk cantado e composto por Bia Diniz; com uma invulgar serenidade nos dedos e na pose, e com um registo vocal cuidado e arrepiante, apresenta-nos as suas negras canções de amor. São canções sem espinhas ou gorduras desnecessárias – ora lembram as noites de vendaval vistas pela janela do quarto, ora lembram os passeios ao sabor da brisa das pálidas manhãs de Outono. São imagens e mais imagens que Bia Diniz canta sem qualquer pudor. Esta é música corajosa e, quem ouve, reconhece essa coragem, além da nostalgia, a solidão e a universalidade de quem escreve canções folk assim, sem qualquer afetação; é folk, e exatamente como folk deve ser, ou seja, solitário e bem cantado. A julgar por estas canções, o futuro de April só poderá ser brilhante.

Ary dos Santos - de uma família da alta burguesia, com antepassados aristocratas, era filho do médico Carlos Ary dos Santos e de sua mulher Maria Bárbara de Miranda e Castro Pereira da Silva. Bisneto do 2.º Senhor de Manique do Intendente, 1.º Barão de Manique do Intendente e 1.º Visconde de Manique do Intendente (filho de Diogo Inácio de Pina Manique, 1.º Senhor de Manique do Intendente) e de Maria Guilhermina Frederica de Sousa Holstein de Pina Manique, prima direita do 1.º Conde de Palmela, 1.º Marquês de Palmela e 1.º Duque do Faial, logo 1.º Duque de Palmela. Era irmão de Diogo Ary dos Santos; iniciou a sua instrução no Colégio Infante Sagres, em Lisboa, mas, tendo sido expulso por mau comportamento, passou para o colégio jesuíta Nun'Álvares, em Caldas da Saúde, Santo Tirso. Mais tarde regressou aos estudos em Lisboa, no Colégio São João de Brito, onde foi um dos primeiros estudantes. Após a morte da mãe viu publicados, pela mão de familiares, alguns dos seus poemas. Tinha 14 anos e viria a rejeitar esse livro, que considerava de fraca qualidade. O poeta eminente revelaria as suas qualidades em 1954, ao ser incluído na Antologia do Prémio Almeida Garrett. Pela mesma altura, incompatibilizado com o pai, abandonou a casa da família. Para seu sustento económico exerce as mais variadas actividades, desde vender máquinas para pastilhas elásticas a empregado numa empresa de publicidade; frequentou as Faculdades de Direito e Letras, mas nunca acabou os cursos. A sua estreia literária efetiva dá-se com a publicação de A Liturgia do Sangue (1963). Em 1969 adere ao Partido Comunista Português, com qual participa activamente nas sessões de poesia do então intitulado Canto Livre Perseguido; através da música chegará ao grande público, concorrendo, por mais que uma vez, ao Festival RTP da Canção, sob pseudónimo, como exigia o regulamento. Classificar-se-ia em primeiro lugar com as canções Desfolhada Portuguesa (1969), com interpretação de Simone de Oliveira, Menina do Alto da Serra (1971), interpretada por Tonicha, Tourada (1973), interpretada por Fernando Tordo e Portugal no Coração (1977), interpretada pelo grupo Os Amigos; com Fernando Tordo escreve mais de 100 poemas para canções do músico e o duo Tordo/Ary continua a ser, até hoje, um dos mais profícuos da História da Música Portuguesa. São de suas autorias canções intemporais, como Tourada, Estrela da Tarde, Cavalo à Solta, Lisboa Menina e Moça, O amigo que eu canto, Café, Dizer Que Sim à Vida, Rock Chock, Meu amigo está longe. Estas canções foram interpretadas por cantores como Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Mariza, Amália Rodrigues, Mafalda Arnauth e Paulo de Carvalho. Alguns dos maiores sucessos deste último, como Os Putos, Lisboa Menina e Moça e Quando Um Homem Quiser foram com poemas de Ary dos Santos. Também Carlos do Carmo cantou Lisboa, menina e moça, Os putos, e outras letras de Ary, sendo de destacar o seu álbum antológico Um homem na cidade, composto por 12 temas, todos com letra do poeta, aliados a um conjunto de composições inovadoras. Entre eles, além de Um homem na cidade, refiram-se Fado do Campo Grande, Nova feira da ladra, Namorados de Lisboa, Fado varina ou Balada para uma velhinha. Além dessas, Estrela da tarde, Menor/Maior, Sonata de outono ou Novo fado alegre são igualmente temas de referência na carreira do fadista, escritas por Ary dos Santos; autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos fez no meio muitos amigos. Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes. Notabilizou-se também como declamador, tendo gravado um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira. À data da sua morte em janeiro de 1984, tinha em preparação um livro de poemas intitulado As Palavras das Cantigas, onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro intitulado Estrada da Luz - Rua da Saudade, que pretendia ser uma autobiografia romanceada.

The Astonishing Urbana Fall


The Astonishing Urbana Fall – não são uma espécie de fénix renascida das cinzas dos Angelica's Mercy, mas antes a sua mutação seguinte; a formação era rigorosamente a mesma com Paulo Araújo (saxofone), Pedro Nuno (guitarra), Jorge Aristides (bateria), Ricardo Cibrão (guitarra) e André Simão (baixo e voz). A diferença fundamental é que depois da entrada do Paulo, a banda experimentou uma nova abordagem estética e resultou. Não só os músicos se identificavam mais com a nova orientação musical, como o público reagiu bem à mudança ou ao choque do primeiro impacto. Nascia a primeira grande erupção do vulcão barcelense; o primeiro registo acontece com a célebre maqueta (ou álbum nunca editado) de 9 temas que surpreendeu toda a gente que a ouviu. Foi gravada no estúdio AMP em Viana do Castelo, com a produção do conhecido Paulo Miranda; os 9 temas acabaram por não ser editados, mas 4 deles chegariam ao público no célebre EP “Acetaminophen”, numa edição da famalicense Deixe de Ser Duro de Ouvido. Isto foi em 1996 e este trabalho era quase uma obrigação, depois do ruído que a banda conseguiu gerar em seu redor; 1996 foi o ano em que a banda apresentou o seu espectáculo desconcertante e até provocador por diversos palcos, como o Cais do Rock (Póvoa de Varzim), Festival Rock de Matosinhos (onde se sagraram vencedores), IV Festival de Paredes de Coura (onde abriram o evento e deixaram toda a gente de boca aberta com um dos mais marcantes concertos de toda a carreira) ou ainda Vilar de Mouros; a banda foi sendo cada vez mais falada e apontada como uma das maiores esperanças da música portuguesa alternativa, ao ponto de serem primeira página do jornal Blitz. Ainda antes da edição de “Acetaminophen” a banda descarta uma das guitarras, com a saída do Pedro Nuno, que viria a integrar os This Isn't Luxury; as críticas positivas ao EP de estreia chovem literalmente de todos os quadrantes e a banda goza de uma exposição crescente. Fruto disso, tocam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na apresentação dos Prémios Blitz, e rumam a Londres, para tocar no Clube Orange. Ainda em 1997 tocaram, entre outros locais, nas Festas da Cidade de Lisboa, no Festival Regresso Às Aulas (Braga) e na Bienal de Vila Nova de Cerveira;

Astrodome

no ano de 1998 assistiria à edição de “Iconolator”, mais um EP que surpreende novamente pela estética diferente do trabalho de estreia; com os elementos com funções repartidas por vários instrumentos, há dois concertos memoráveis em Barcelos: um no original Cellos Rock, na Praceta Sá Carneiro, e outro integrado nas Festas das Cruzes, com os Coldfinger. Os concertos tinham frequentemente aspectos cénicos que, tal como a música, raramente eram repetidos e muitos deles eram concebidos para determinados espaços em particular. O mais estimulante em cada concerto, era a sensação de ser todo um concerto novo de cada vez que a banda se apresentava ao vivo. Nenhum concerto era igual a outro e todos tinham uma história diferente para contar, ao ponto de ainda hoje imensas pessoas se lembrarem de determinados detalhes em alguns concertos em particular; o último EP, de nome “Rhizome (Prelude)” é uma edição de autor de 2002 e teve duas edições: uma em digipack e outra numa caixa de lata. Foi gravado no estúdio Oops. em Barcelos e nesta altura a banda já integrava Ana Araújo (voz), Gil Teixeira (samples e teclas) e José Arantes (samples e violoncelo). Era altura de esperar pacientemente pela edição de um álbum, o que nunca viria a acontecer. Sofrem nova mutação e quando parecia que o colectivo se desintegrara, surge mais um projecto surpreendente: La La La Ressonance. - in Sinfonias de Aço

Astrodome - são uma banda de Heavy Psych nascida no Porto em 2014; formados originalmente por Pedro Guimarães e José Costa nas guitarras, Mike Oliveira no baixo e Bruno Silva na bateria, o quarteto oferece uma viagem sonora com uma bateria cavalgante, um baixo poderoso e duas guitarras carregadas de echo e fuzz; passagem por festivais como Sonic Blast Moledo ou Indie Music Fest e aberturas para bandas como The Atomic Bitchwax; lançaram o seu álbum homónimo de estreia em 2015 e foi editado em formato digital e numa edição limitada de 100 unidades em cassete pela YAYAYEAH, que esgotou em poucas semanas. A britânica HEVISIKE RECORDS lançou posteriormente uma edição especial em duplo vinil de 300 exemplares; em 2016 passaram por dezenas de palcos entre Portugal e Espanha e celebraram a primeira parte de bandas como Greenleaf ou Karma to Burn; viram ainda a sua formação ser alterada com a saída de Pedro Guimarães e a entrada de Kevin Pires(o também guitarrista de Big Red Panda); o segundo longa-duração da banda, "II" sucede ao disco homónimo e é editado em 2018.



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