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S. Pedro – Pedro Pode, ou S. Pedro, é um tipo honesto e criativo, uma espécie de vizinho do lado que conhecemos, cumprimentamos e com quem damos duas de letra para depois descobrir, com orgulho, que um gajo tão simples e porreiro é afinal o autor de uma mão cheia de canções que já entraram por direito próprio para o cancioneiro nacional: porque este exímio compositor e letrista não embarca em modas e faz música genuína, que nasce do binómio inspiração-transpiração, em doses variáveis, mas que assenta sobretudo na vida de todos os dias. Na sua, que também poderia ser a nossa; em 2015 decidiu lançar-se sozinho, estreando-se com o tema “CBDV”; S. Pedro, começou pelo “O Fim”, o seu disco de estreia a solo lançado em 2017; com selo NorteSul/Valentim de Carvalho, em setembro de 2019, o ex-homem forte dos Doismileoito, regressou com “Mais Um”, um segundo disco cheio de grandes canções e de pequenas histórias atravessadas por uma ponta de ironia e humor.

Samuel Úria


Sallim – chama-se Francisca Salema e começou a assinar Sallim graças ao tumblr que criou em 2013; andou em Belas Artes, depois mudou-se para Letras, e talvez haja um pouco desses dois universos na música que faz: a construção de uma atmosfera muito própria, muito visual, acompanha o gosto por cantar em português, com um enorme à vontade com a nossa língua; em 2016, editou “Isula”, o seu primeiro disco. Folk à portuguesa, dream pop ou qualquer outro rótulo parece chocar com a verdadeira motivação de Sallim: fazer canções e fazê-las bem. E é isso que continua a fazer, de ano para ano; no início de 2019, editou o seu segundo disco, “A Ver o que Acontece”. Gravado no Golden Pony entre Maio e Junho de 2018, este segundo registo foi produzido por Eduardo Vinhas e pela própria Sallim. As letras são de uma simplicidade desarmante e revelam algumas dores de crescimento da parte de alguém que às vezes “só quer ficar na cama”. As canções, essas, continuam um encanto, como se percebe quando ouvimos “Primavera Nova” ou “Não Vale a Pena Pensar”.

Samuel Palitos – teve o primeiro contacto profissional com a bateria há 25 anos; começou a tocar como autodidacta, mais tarde ingressou no Hot Jazz Club de Portugal e concluiu na Drumtech/Tech Music Schools em Londres o diploma em Commercial Music Performance; fez parte de conhecidos projectos como Censurados, KOTJ, Sitiados, Tim, Lulu Blind, Flux, Rádio Macau e Billy Franks (UK), entre outros; encontra-se presentemente a tocar com A Naifa, Ladrões do Tempo e Miguel Ângelo.

Samuel Úria – músico português nascido em Tondela em 1979, membro do movimento FlorCaveira (que teve a sua origem em 1999) fundado por Tiago Guillul; líder dos Samuel Úria & As Velhas Glórias, embora se tenha celebrizado nos últimos anos pelos seus trabalhos a solo. Participa ainda no supergrupo da FlorCaveira "Os Ninivitas" e supõe-se ter integrado, com um alter-ego, o projecto Maria Clementina. Desde 2013, é também um dos rostos e vozes do colectivo XNC, com Tiago Guillul, Alex D'Alva Teixeira, Martim Torres e outros; o EP Em Bruto e o álbum Nem Lhe Tocava captaram a atenção da imprensa portuguesa, com a crítica a ser consensual na consideração de Samuel Úria como um dos mais importantes escritores de canções da actualidade; em Junho de 2009 escreveu e gravou, num só dia, um disco inteiro em sua casa. A composição e registo das músicas foi filmada e transmitida em directo pela internet, enquanto os espectadores forneciam sugestões via email. O resultado foi o disco "A Descondecoração de Samuel Úria", lançado um ano depois; surge na longa-metragem O Que Há De Novo No Amor? representando-se a si próprio, dando um concerto onde toca duas canções suas Barbarella e Barba Rala e Não Arrastes o Meu Caixão; edita em 2013 o seu 3º LP, intitulado "Grande Medo do Pequeno Mundo", um disco imediatamente acolhido pela crítica e pelo público. Destacam-se neste disco as participações de cantores como Manel Cruz, Márcia, António Zambujo ou Gonçalo Gonçalves; ganhou, em 2014, o prémio para a melhor canção do ano da SPA, como o tema "Lenço Enxuto"; apesar de ainda ser conotado à música alternativa e um fenómeno emergente das editoras indie portuguesas, a carreira de Samuel Úria passa pela escrita de canções e letras para nomes de primeira água da música lusa, como Ana Moura, António Zambujo, Clã ou Kátia Guerreiro; lança em 2016 o álbum "Carga de Ombro", produzido por Miguel Ferreira e novamente aclamado pela crítica; singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português; escreveu a letra da canção "O Poço", gravada para o próximo disco de originais dos conimbricenses Mancines.

Sandra Baptista – deu-se a conhecer como acordeonista dos saudosos Sitiados, banda que marcou os anos 90, tendo depois participado n'A Naifa, banda que também contava com Mitó Mendes. As duas, e só elas, juntaram-se para formar as Senõritas, projeto que revela a maturidade, musical e pessoal, destas senhoras; acordeão que Sandra usa desde o início dos anos 1990, quando era a Sandra daquelas danças que cumpria nos concertos dos Sitiados, braços e pernas descobertos, um rodopio muito seu ao som de Esta Vida de Marinheiro e Vamos ao Circo; a rapariga trazia tanta festa à banda que até os Despe & Siga decidiram homenageá-la na letra de Casal Garcia: «Já temos fados e guitarradas, temos vinho e sardinhadas. E a Sandra com o seu acordeão dá os acordes do refrão. Venham daí rapaziada, começa a festa não tarda nada. E esta noite é sempre a abrir porque para o ano ainda está para vir.»; quando os Sitiados terminaram, Sandra cansou-se do palco. «Naquela fase, preferi ir aprender vídeo, fotografia, edição de imagem. Eram coisas que me interessavam. E foi nessa altura que me tornei ativista na Animal, uma organização de defesa de direitos. Organizei campanhas, dei o rosto por muitas, comecei a acolher bichos em casa.». Na quinta que comprou com João Aguardela, tem hoje oito cães e uma mão-cheia de bichos felizes, ainda que todos contem passados de tragédia. Há uma cadela a quem foram cortadas as orelhas, um que ficou com problemas na coluna pelas sovas que levou, outros que estavam presos, subnutridos, que alguém lhe veio despejar pelos muros. Dentro de casa, tem dois gatos que encontrou no lixo e, atrás de uma vedação, tem uma vintena de galinhas, uma vaca chamada Marília, que tinha sido abandonada no meio de um baldio enquanto bezerra, e três cabras.

Selma Uamusse


Scarecrow Paulo – Faíscas, Corpo Diplomático, Heróis do Mar, LX90, Kick Out The Jams e Ovelha Negra… O que há em comum nestes nomes emblemáticos e seminais da música portuguesa? Paulo Pedro Gonçalves. Ou Scarecrow Paulo; com um álbum gravado em Londres e editado em 2017 “Skank”, fez chegar ao mundo um naipe de cancões que viajam entre o negrume dorido de Tom Waits ou Jacques Brel e a esperança de um take feliz gravado à primeira; é mais uma vida do homem que não quis ficar quieto. Se Paulo Pedro Gonçalves carrega nos ombros parte da responsabilidade de ter agitado a música portuguesa de forma incontornável não sabemos. Mas a história nunca mais será a mesma depois de tudo o que o seu Talento nos tem oferecido.

SEA Groove – distingue-se como contrabaixista, produtor e compositor com letras profundas, de sua autoria, que mergulham em assuntos importantes partilhados pela sociedade desde sempre; nasce no Baleal com os seus primeiros temas a surgir em 2014. Em 2018 lança o seu primeiro trabalho a solo como multi-instrumentista e realiza concertos actualmente com os The Ocean Travellers (Hugo Trindade na guitarra, Edgar Alexandre nos teclados e Luis Lane na bateria); o primeiro single “Living Life”, contou com um excerto de uma entrevista a “Zeca” Afonso, enriquecido com sonoridades distintas numa mistura explosiva de estilos como o chillhop, indie jazz e jazz rap.

Sease – é Miguel Laureano e Rita Navarro, um duo de Oeiras que nasce da vontade de criar música em conjunto sem amarras a nenhum género. O resultado é uma música que devaneia entre o indie pop e o mar, com viagem garantida a quem os ouve; lançaram em Março de 2015 o seu primeiro EP When Lost At The Ocean, A Fellow Comes Out, ao que hoje somam o álbum The Way The Waves Hit The Beach e o EP e extensão do álbum Wave Motion; contam histórias etéreas na linguagem do som, e continuam desbravando novos caminhos.

Selma Uamusse – é uma cantora com uma trajetória entre o jazz, a música espiritual, o gospel e a soul. Nasceu em Maputo, em 1981, mas em 1988 veio viver para Portugal. Ex-aluna da escola de Jazz do Hot Club, mãe, missionária e activista social. Canta profissionalmente desde 2000; integra formações de diversos estilos musicais, do afrobeat aos blues; criou em nome próprio os projetos Selma Uamusse Nu Jazz Ensemble e Tributo a Nina Simone; entre Maputo e Lisboa gravou o seu primeiro álbum em nome próprio, juntamente com o produtor, compositor e multi-instrumentista David Neerman; teve edição em vinil este "Mati" e ostenta o selo da Lux Records; a componente rítmica da música moçambicana é uma das suas referências; lançou a sua carreira a solo em 2014 mas antes fez parte dos Wraygunn, Cacique 97, Funkoffandfly, Soulbizness e sua carreira ficou, nos últimos anos, marcada pelas colaborações com variados músicos e artistas portugueses, Rodrigo Leão, Throes+The Shine, Moullinex, Medeiros/Lucas, Samuel Úria, Joana Barra Vaz, Octa Push etc. pisando também, os palcos do teatro e cinema. Mantém-se parte da dupla KNOT3 com Toni Fortuna e faz parte do Gospel Collective.

Senhor Doutor – nascido e criado no meio da sobrevivência questionável, aos pré quarentas, este Senhor Doutor (vestido por Jorge Ferreira) vive no sentimento fantasma de pertencer sempre a outro lugar, que por fatalidade nunca irá ocupar. É nesta intersecção nostálgica que se mantém convicto de que um dos seus muitos esquemas, um dia, levará a fortuna e o glamour a baterá à sua porta finalmente. Então veste a pele do “Chico Esperto” desmedido, da verdadeira “fina flor do entulho” que dá a cara pela máxima do “antes parecer que ser” e de quem, ao mesmo tempo, não sabe redimensionar-se aos circuitos que almeja habitar e que não percebe sequer a sorte que tem em não se embaraçar na sua atitude desproporcionada; a cantar quem quer parecer, faz relatos dos mais típicos males da vida, ao ritmo de um burlesco optimismo. O seu nome? Não interessa! Apenas exige que o tratem por Senhor Doutor!

Señoritas


Señoritas – foi numa quinta em Palmela com animais que nasceu o disco da «Mitó d'A Naifa» e da «Sandra dos Sitiados». É o refúgio de Sandra Baptista, a Sandra do acordeão dos Sitiados. Ali, numa sala carregada de história e onde os bichos circulam livres, nasceu um projeto musical a meias com Mitó Mendes, que era a vocalista de A Naifa; lançaram o álbum de estreia, "Acho Que É Meu Dever não Gostar", e não fizeram concessões a ninguém. Criaram aquilo que bem lhes apetecia. As letras são muitas vezes duras, falam da vida como ela é. Algumas letras saíram logo à primeira. Mitó deu-lhes voz, agarrou-se à guitarra e à tarola, Sandra acrescentou-lhe baixo e acordeão. É um registo menos alegre do que seria de esperar, tendo em conta os passados musicais de cada uma; Sandra Baptista é conhecida por causa dos Sitiados, uma das bandas de maior sucesso nos anos 1990, mistura de rock com música tradicional portuguesa. Mitó dava voz a A Naifa, a banda que durante uma década, de 2004 a 2014, abriu portas à mesclagem do fado com o pop. O que apresentam agora, no entanto, não é nada disso. As Señoritas são mais urbanas, mais femininas, mais minimalistas; as duas conheceram-se há uma dúzia de anos, por causa de João Aguardela, e deram-se logo bem; foi em 2002 que Sandra Baptista começou a fazer da proteção aos animais um projeto de vida. Dois anos depois, conheceu Mitó. Era o início de A Naifa. Não estava na banda mas acompanhava o grupo e, quando João Aguardela morreu, em 2009, tomou o lugar do companheiro no baixo. As miúdas da banda tornaram-se amigas. Mitó trabalha durante a semana, tem um consultório de medicina tradicional chinesa, mas aos fins de semana fartava-se de vir para a quinta. Então, rodeadas de um jardim zoológico inteiro, apareceram as primeiras letras e os primeiros acordes. Tardes e noites a conversar sobre a vida começaram a dar lugar ao improviso ao microfone. No meio de uma sala que guarda um capítulo da história da música portuguesa, e no meio da bicharada, nasceram as Señoritas.

Sensible Soccers – a sonoridade da banda incorpora estéticas muito variadas. Sem esconderem o gosto pela melodia pop, fogem ao formato tradicional, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão; o seu primeiro registo data de 2011, ano em que também se estrearam nas vibrantes atuações ao vivo; editaram "Fornelo Tapes Volume 1", o single “Sofrendo por você” e em 2014 o primeiro álbum de originais, “8”. Foram muito bem recebidos pela imprensa e a resposta do publico foi optima, fazendo com que a banda percorresse o país em concertos, bem como em Espanha e Paris; depois de uma incursão performativa com a artista Laetitia Morais, editaram em Março de 2016 o seu segundo trabalho, “Villa Soledade”; famosos pelos seus concertos hipnotizantes e pela simpatia junto da audiência, chegando a ter um certo estatuto de banda de culto; são maioritariamente uma banda instrumental com sons ambientais e sintetizadores com a companhia de guitarras a produzir momentos para a pista de dança em fantásticos momentos down-tempo; escrito durante o ano de 2018, “Aurora” foi gravado em Dezembro por João Brandão, em regime de residência na Casa do Soto, em Arouca. A produção é assinada por B Fachada, que acompanhou a construção do álbum e participa em três temas ao volante de um sintetizador modular. Uma edição de autor e teve o apoio da Fundação GDA e editado no inicio de 2019; se em “Villa Soledade” trabalharam sobre o imaginário das estradas nacionais, de um país real e por cumprir, esquecido e alienado, em “Aurora” evocam um Portugal pessoal e optimista, da infância e das memórias inventadas: as férias com os pais, as visitas de estudo, o sul de Espanha, as distâncias maiores e o tempo distendido, os Setembros melancólicos, os singles pop e o FM estéreo, os primórdios do topless e as discotecas gigantes, as coisas que se imaginava que aconteciam em sítios onde não se ia; com nova formação, abordam cada uma das dez faixas do álbum como uma aventura à procura dos fragmentos de uma espécie de mixtape construída em retrospetiva, onde a guitarra expressionista dá lugar a um coro de três cabeças, composto de baixo, percussão e sintetizadores. São actualmente Hugo Gomes, Manuel Justo e André Simão e contaram em todo o processo com a colaboração de Sérgio Freitas (teclas) e Jorge “Cientista” Carvalho (percussão); o terceiro longa-duração contou com a produção de B Fachada. São dez faixas de melodias pop que fogem ao formato tradicional de canção e optam por arranjos que se desenvolvem ao logo dos temas. Traços melódicos que reafirmam a singular sonoridade do trio português que é já conhecido pela diversidade estética no espectro musical.

Sereias – enquanto o país arde de tédio, as Sereias mergulham de vez no seu jazz-punk para nos trazerem aquele que é o primeiro single do disco de estreia. “Primeiro-Ministro” promete ser hino de uma campanha que urge trazer para as ruas, onde a poesia mordaz de A. Pedro Ribeiro, poeta “maldito”, anarquista, ex-candidato a Presidente da República, anda em choque com os ambientes turvos, electrónicos e imersivos dos mascadores sónicos que o acompanham; os Sereias são: António Pedro Ribeiro (voz), Arianna Casellas (voz), João Pires (bateria), Julius Gabriel (saxofone), Nils Meisel (sintetizadores), Sérgio Rocha (guitarra) e Tommy Luther Hughes (baixo), Celestino Monteiro (documentação) e Francisco Laranjeira (vídeo).

Sensible Soccers


Sérgio Carolino – um tubista, professor e "Artista Internacional Yamaha", premiado e com projecção mundial, participando nos mais variados projectos musicais inovadores com o seu instrumento, incluindo o jazz, a música improvisada e o repertório clássico; nasceu em Alcobaça em 1973, e iniciou os seus estudos na Escola de Música da Banda de Alcobaça, onde após uma pequeníssima e fugaz passagem pelo fagote, passou de emidiato para a tuba, intrumento pelo qual diz "Foi Amor ao Primeiro Som!". Dois anos mais tarde é admitido na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, prosseguindo os seus estudos no Conservatório de Música de Genebra (Suiça), com o professor Pierre Pilloud (tuba solo da Orquestra da Suisse Romande), e na disciplina de música de câmara com o professor Kurt Sturzenegger. Ao longo da sua aprendizagem, frequentou com participante várias Master Classes com os professores Roger Bobo, Mel Culbertson, Shmuel Hershko, Gene Pokorny e Harvey Philips. Demonstrou uma grande curiosidade, e a capacidade explorar diferentes caminhos e idiomas musicais, tendo-se apresentado na interpretação desde o repertório clássico e contemporâneo ao jazz e música improvisada mais experimentalista. Actualmente a sua reputação internacional como um virtuoso estabeleceu-se pela sua interpretação do repertório standard e contemporâneo para tuba e na sua abordagem estilistica ao jazz, funk e à música totalmente improvisada; fundou variadíssimos grupos/projectos como "Estardalhaço da Geringonça", "Estardalhaço Brass Band", "SACALE" trio com Bernardo Sassetti (piano) e Jean-François Lézé (marimba), "To B'Horn" trio com B.Silva (trompa), "Multiphonic Pocket Band", o ensemble português de tubas "Tubaphonia", colaborando com imensa regularidade com orquestras portuguesas como a Orquestra Metropolitana de Lisboa (da qual foi tuba solo de 1997 a 2001), Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Remix Ensemble, Orquestra Portuguesa da Juventude e a Orquestra Jovem de Sopros da União Europeia; desde 2000, está envolvido em novos e inovadores projectos musicais: os TGB com Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria), 2tUBAS&friends com Anne Jelle Visser (tuba), Duo XL com Telmo Marques (piano), diretor do ensemble português de tubas How Low Can You Go?, European Tuba Trio com François Thuillier (tuba) e Anthony Caillet (eufónio), The Postcard Brass Band, projeto TUBIC com a companhia SA Marionetas de Alcobaça, o Ensemble TUBAX com Mário Marques (saxofone) e Telmo Marques (piano) e quarteto de cordas, (versão com 2 pianos com Telmo Marques e Daniel Bernardes), e TUBAX DUO (com Mário Marques), o Tu B'Horn com José Bernardo Silva (trompa), Tuba 'n Saxes Company¡ com o quarteto de saxofones SAXOFÍNIA e Jeffery Davis, Mr SC & The Wild Bones Gang, o Duo TUBAB duo com o baterista Jorge Queijo, Surrealistic Discussion com jovem virtuoso João Barradas, T’nT tubas&trombones com Steve Rossé (tuba) e os The Wild Bones Gang, os The Funky Bones Factory! com Ruben da Luz, Paulo Perfeito, Daniel Dias, Rui Bandeira (trombones), Miguel Moreira (guitarra) e Acácio Salero (bateria). Dos seus mais recentes projetos incluem o ensemble Hangin’ from the Strings! (tuba e quinteto de cordas), Conical Brass com Jeff Nelsen (trompa) e Telmo Marques (piano), VOX HUMILIS com Thomas Ruedi (eufónio), Crossfade Ensemble com Daniel Bernardes, Mário Marques, Jeffery Davis, João Barradas, Hugo Assunção, Ricardo Toscano, o duo Moderato Tangabile com o pianista/compositor Argentino Daniel Schvetz, o trio SubWoofer com Gil Gonçalves (tuba) e Miguel Moreira (bateria), o DUO AR. com a cantora e ícone mundial - Maria João, o YAMAHA TUBA DUO com Shimpei Tsugita (tuba), o projeto TUBA&DRUMS DOUBLE DUO com Oren Marshall (tuba) e Alexandre Frazão e Mário Costa (bateria), o TransAtlantic Tuba Connection com Mike Forbes (tuba) e Pedro Silva (set up de bateria) e o T'nT "Tuba 'n Tuba" com Gene Pokorny (tuba principal da Chicago Symphony Orchestra); é professor de tuba e diretor artístico do Jovem Ensemble Português de Metais e Percussão MASSIVE BRASS ATTACK! na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto (IPP) e, desde 2002, tuba solo da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música; foi solista com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, onde estreou Mundialmente o “Concerto para Tuba e Orquestra, Op. 144” (obra a si dedicada) do compositor António Victorino D’Almeida, e mais recentemente, o “Concerto para Tuba e Orquestra – Impermanentia” do compositor Paulo Perfeito (também dedicado à sua pessoa), sob a direção de Christian Lindberg. Em 2006 fez a estreia mundial da obra “Hangin’ from the Strings, Fantasia para tuba, orquestra de cordas e harpa” de Paulo Perfeito, com a Orquestra de Cordas da Universidade de Melbourne, inserido no Melbourne International Festival of Brass, fazendo a estreia nacional da obra em 2007, com a Orquestra do Algarve, com a Fundação Orquestra Estúdio, no âmbito do Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, onde estreou a obra “SoNotas, Concertino para Tuba e Orquestra de Cordas” do compositor Francisco Loreto. Mais recentemente foi solista com a Orquestra Sinfónica Provincial de Santa Fé, Argentina interpretando o cONCERTO fOR tUBA, Op. 139 de Jorge Salgueiro; foi convidado a ser o Artista Residente durante um ano, onde teve oportunidade de estrear, gravar e apresentar vários dos seus projetos, tendo estreado dezenas de obras de compositores nacionais e estrangeiros no CineTeatro João D'Oliva Monteiro em Alcobaça (2009), Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha (2012) e no Centro de Cultura Contemporânea e CineTeatro Avenida em Castelo Branco (2016); tem mais de duzentas obras escritas para e dedicadas a si, por compositores dos cinco continentes, quatro das quais vencedoras do Harvey Phillips Award Prize for Excellence in Composition, organizado pela International Tuba Euphonium Association (ITEA) e entregues durante a International Tuba Euphonium Conference (ITEC), realizadas de dois em dois anos. Compositores Luís Cardoso, Francisco Loreto (Portugal), Dimitris Andrikopoulos (Grécia) e Andrew Batterham (Austrália) foram alguns dos vencedores do prestigiante prémio; em 2010 concebeu um novo e único instrumento, o qual baptizou com o nome de Lusofone ‘Lúcifer’, inspirado no Orenophone do virtuoso tubista Britânico e seu grande amigo - Oren Marshall, o qual foi construído pelos mestres norte-americanos, Tim Sullivan e Harold Hartman;  venceu o Prémio SPA 2013 na Categoria de Música Erudita, pelas obras editadas em 2012 e ação divulgadora da música Portuguesa, entregue na Gala SPS/RTP no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa, e a qual teve transmissão em direto na televisão pública portuguesa.

SevenDixie – estamos nos “Loucos Anos 20”, ou “Roaring Twenties”. A rebeldia social e os ritmos efervescentes e frenéticos marcam a sociedade da época. Influenciados pela a rebeldia social do momento, recriam essa energia e animação por palcos e ruas, convidando o público a viajar até aos anos 20; Louis Armstrong e Dukes of Dixieland são algumas das influências do grupo, revisitados através de temas como Hello Dolly, When The Saints Go Marching In e Tiger Rag; tem participado em festivais do género, tais como, Festival Mimodixielândia (Águeda, 2015), Beja na Rua (Beja, 2016), Almarte (Almodôvar, 2017), 18º Festival de Teatro de Viseu |Artes de Rua (Viseu, 2017), Fanfarrão (Tomar, 2017), Artes à Rua (Évora, 2017) e Brass iT (Minde, 2018); o som do grupo é poderoso, divertido, intenso, ritmado e acelerado, proporcionando ao público de qualquer faixa etária uma experiência descontraída e memorável; são Patricia Camelo na voz e Clarinete, João Carlos Araújo no trompete, Rodrigo Lino no saxofone, Nuno Lopes na voz e trombone, João Rasteiro na tuba, Sérgio Galante no banjo e guitarra, André Domingos no piano e bombo e Mário Lopes na bateria, washboard e voz.

Shared Files


Shared Files – um projeto musical e multimédia que se inscreve num universo alternativo resultando numa fusão entre a eletrónica e o orgânico. Alma e essência, dentro de uma pasta de ficheiros partilhados; são Rita Pinto (Voz, Theremin e Maquinas), Simão Valinho (Maquinas e Samplers), Bruno Pais (Baixo) e Lígia Lebreiro (Video e Multimedia); fizeram a sua primeira aparição pública com a apresentação de um “showcase” e do videoclip “The Garden” no dia 31 de Maio de 2013, no bar Escadas para o Céu, em Santa Maria da Feira. Nessa mesma altura tem o prazer de integrar a coletânea “Black Summer” (cata52), by various artists do catálogo londrino “catalogue of wonders – ARTS ON THE VERGE OF AN ATACK OF GENIUS – analogue & digital music & noises & sounds for the detectable connoisseur”.

Sidewalkers – depois de em 2009 terem sido considerados banda Novos Talentos FNAC e terem participado na curta-metragem Perdido e Achado de Victor Santos, editaram o álbum de estreia em 2011 tendo, a partir daí, actuado por todo o país nas salas mais importantes e alguns festivais de referência como os Paredes de Coura, Festa do Avante, OesteFest entre outros; amantes de canções simples e directas, o universo Sidewalkers não é um cenário negro e depressivo mas um quadro aberto a todas as emoções e pensamentos em que tudo se pode escrever, como se tivéssemos os olhos fechados; depois de anos de inactividade, regressaram para um concerto único e exclusivo.

Sinfonias de Aço – programa da Rádio Barcelos com mais de 25 anos existência; apresentação e produção de Manuel Melo; vai para o ar aos sábados das 12h às 15h; programa de Música Moderna Portuguesa e eclético no género musical.

Sitiados – foram uma banda portuguesa da década de 1990, sob a alçada de João Aguardela, conhecida por temas como Esta Vida de Marinheiro e Vamos ao Circo. O nome do projecto advém de um tema da banda Mão Morta; em 1987, José Resende (guitarra), João Aguardela (voz) e Mário Miranda (baixo), todos ex-Meteoros, juntavam-se ao baterista Fernando Fonseca para formar a banda Sitiados. Desde logo, procuraram efectuar uma fusão entre o rock e a música tradicional portuguesa, de forma semelhante ao trabalho de The Pogues, na Irlanda; participam no quinto concurso do Rock Rendez Vous onde se qualificam em 2º lugar. Com esta classificação conseguem lugar na compilação "Registos", editada pela Dansa do Som com o tema "A Noite". Sandra Baptista entra para o grupo para substituir o acordeonista Manuel Machado. Entram também Jorge Buco (bandolim) e o ex-Clandestinos João Marques que substitui Mário Miranda. José Resende passou também a colaborar apenas em estúdio e na composição; em 1992 editam o álbum de estreia, "Sitiados", que esteve para se chamar "A Última Valsa", pois pensavam que este seria o fim dos Sitiados. O tema "Vida de Marinheiro", dedicado a Necas, baterista dos Clandestinos, dá grande sucesso ao disco e este vende mais de 40 mil cópias. Nova mexida na composição, desta vez com a entrada de João Marques (baixo), João Cabrita (saxofone), Jorge Quadros (bateria), Ani Fonseca (guitarra e voz) e Jorge Ribeiro (trombone);

Sitiados

a 26 de Junho de 1993 abrem a primeira edição do Portugal ao Vivo, no Estadio José de Alvalade, deixando ao rubro mais de 45.000 pessoas com a sua impressionante energia e total dedicação. O segundo álbum, "E Agora?!" é editado em Setembro de 1993. É lançada também a compilação "Johnny Guitar" que inclui o tema "Marcha dos Electrodomésticos", uma versão de "A minha Sogra É Um Boi" dos Mata-Ratos; no ano seguinte a banda fez parte do projecto "Filhos da Madrugada" de homenagem a José Afonso, com a versão "A Formiga no Carreiro". A 30 de Junho é realizado um concerto no Estádio José Alvalade com a participação dos Sitiados e das restantes bandas presentes nesta compilação. Participam ainda nesse ano na compilação "As Canções de António", tributa a António Variações, com "O Corpo É Que Paga"; em 1995 sai o disco "O Triunfo dos Electrodomésticos". Este inclui uma versão de "Lá Isso É" da autoria de Sérgio Godinho. No entanto este ficou muito aquém dos resultados obtidos em trabalhos anteriores, passando despercebido ao público; um ano depois é lançam o quarto disco que volta a se chamar "Sitiados". Este contém uma versão de "A Menina Yé Yé" do conjunto António Mafra. Participam ainda na compilação do programa "Xabarín" da Televisão Galega com "Aí Ven Ela"; em 1999 participam no disco "XX Anos XX Bandas", tributo aos Xutos & Pontapés, com a canção "P'ra Ti Maria". O ex-Censurados Samuel Palitos ingressa na composição do grupo. Nesta altura trocam ainda de editora, passando da BMG para a Sony, onde editam o disco "Mata-me Depois"; no ano 2000 a banda deixa de dar espectáculos e desaparece da cena musical; João Aguardela, líder da banda, faleceu com 39 anos em 18 de Janeiro de 2009 vítima de cancro. Seis anos depois, a 25 de Janeiro de 2015, falece aos 48 anos Fernando Fonseca (baterista fundador) vítima de um linfoma.

Sloppy Joe – banda Reggae/Ska/Pop/Dub do Porto; formada por Marta Ren: Voz, Sérgio Pires: Baixo, Mariana Ribeiro: Guitarra, Marco Oliveira: Guitarra, Tito Santos: Sax Alto, Nuno Martino: Trompete, Manu Idhra: Percussões, Filipe Deniz: Bateria, Percussões; formaram-se ao som do Ska e do Reggae, com tonalidades dub, mas rapidamente ampliaram o seu universo de influências. Este é tão variado que acabam por se perder, no emaranhado do conjunto, as referências originais, disseminadas que estão num todo multicultural, característica principal da banda; Sloppy Joe é pop e popular; descomprometida e prometedora. É universal, de versos vários; mediterrânica, do fim da terra, característica principal da banda; portuguesa, de todo o mundo; as suas prestações ao vivo, em tempos descritas como um «misto de casamento de ciganos e backsatage dum espectáculo de circo», demonstraram , volvidos alguns anos de estrada, uma outra serenidade e consistência, sem que se perca o melhor da exuberância de outrora; editaram o único àlbum em 2003 "Flic Flac Circus" pela Mundo de Aventuras de José Carlos Soares.

Slow J – João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências; durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição. Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período, produziu até mais não e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação. Entre estúdios profissionais, guest houses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down”, o seu primeiro disco, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos; passados dois anos, 2019 foi a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de Slow J, esta obra foi concebida para converter energia negativa, provocada pela fama e pela culpa, em sucesso privado e aceitação, uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio. “You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros seja um limite à sua própria procura pela felicidade.

Smix Smox Smux


Smix Smox Smux – “Viver Para Sempre” é o EP da banda, editado pela Azul de Tróia; o trio José Figueiredo, Filipe Palas e Miguel Macieira define este novo trabalho como sendo ” tradição oral ligada à corrente eléctrica, com sotaque de Braga. Um disco curto, intenso e com malhas descomprometidas”.

Sofia Teixeira – autora do Blog Bran Morrighan; agente na Omnichord Records de Leiria e colaboradora no site Musica em DX; divulgadora cultural.

Solar Corona – Rodrigo Carvalho na guitarra e único elemento original do trio, José Roberto Gomes (Killimanjaro) no baixo e Peter Carvalho (Repressão Caótica) na bateria; editaram os EP’s “Innerspace” (2013) e “Outerspace” (2014) e o álbum “Specimen Days” (2016).

Solar da Cruz Vermelha de Massarelos – em Massarelos, no Porto, um grupo de carolas entre os quais João Loureiro, dos Ban, decidiu investir na produção de concertos de talentos emergentes em meados dos anos 80; os Cães Vadios estrearam-se ali, bem como os Prece Oposto, tal como os Ban; ficou histórica a organização do Porto Rock, em 1985, com Xutos & Pontapés (primeiro concerto com João Cabeleira), além de espetáculos com os Pop Dell'Arte e outras bandas de Lisboa. - in Blitz (Miguel Francisco Cadete)

Sopa de Pedra – nasceram em 2012, no Porto, e são um grupo de 10 mulheres que criam e interpretam à capella arranjos originais da música popular portuguesa; habituadas a cantar desde pequenas, este grupo de amigas tem em comum o gosto pela música de raiz tradicional: atraídas pela riqueza melódica e harmónica da música tradicional portuguesa, mas também pela forma como traduzem o modo de viver de um povo, falando dos seus ofícios e costumes, revisitam a história com rigor artístico, trazendo frescura com novas harmonizações e arranjos polifónicos; em disco e ao vivo, o grupo explora a complexidade, riqueza e profundidade da música tradicional remetendo-a para o contexto da música actual; o repertório das Sopa de Pedra inclui, sobretudo, música de tradição oral das várias regiões portuguesas, dos cânticos mirandeses de Trás-os-Montes às baladas açorianas, das cantigas de adufeiras da Beira Baixa ao Cante Alentejano, passando também pelo repertório de cantautores como Zeca Afonso, Amélia Muge, João Lóio ou grupos como Almanaque e GAC; tal como no conto popular da Sopa de Pedra, a criação musical começa com uma base simples: uma pedra, uma tradição, uma melodia, um cantar, à qual se juntam novas vozes e ideas entrançadas. Certo é que cada vez que se canta, ou cada vez que se junta um amigo, a tradição se reinventa; depois da passagem por vários festivais, como o Bons Sons, Andanças, Noite Branca de Braga, Primavera Sound, Festival de Músicas do Mundo, Small is Beautiful, entre muitos outros concertos, as Sopa de Pedra voltaram aos auditórios com "Ao Longe Já Se Ouvia".

Souq – são uma banda Aveirense, formada em 2009, e composta por Bruno Barreto (baixo), Bruno Tavares (voz), Jorge Loura (guitarra), Jorge Oliveira (bateria) Paulo Gravato (saxofone), Rui Bandeira (trombone) e Gabriel Neves (saxofone); Souq é uma palavra árabe que significa “mercado”. Nos seus primórdios, os Souqs árabes localizavam-se na periferia das cidades, mas já era onde aconteciam os mais relevantes acontecimentos culturais e artísticos. Com o tempo foram as cidades que começaram a crescer à volta do Souq. Essa metáfora explica um pouco a forma como olham para o projeto e a própria música; o seu primeiro álbum foi "At La Brava - Volume Two Of Red Desert Saga". O trabalho capta o espírito do rock, psicadelia, blues, pop e jazz para construir um som que é sempre dinâmico e contundente. “At La Brava”, o início de uma saga na cidade da terra vermelha, escondida no meio do deserto, é o novo álbum de uma banda incomum e excitante, como se os Captain Beefheart estivessem a tocar músicas do Dave Brubeck com os Black Sabbath como banda suporte.

St. James Park


Souto Rock – festival de verão que acontece no mês de Julho na freguesia de Souto, Barcelos; com sessões no centro da cidade de Barcelos; acontece anualmente desde 2005 sempre com entrada gratuita; por lá já passaram nomes como Loops, Interm.Ission, Green Machine, Act-Ups, The Glockenwise, The Vicious Five, Bunnyranch, Indignu, Black Bombaim, Alto!, Murdering Tripping Blues, Anti-Clockwise, The Parkinsons, Peixe:Avião, Dapunksportif, Stone Dead, Plus Ultra, 10000 Russos, Ratere, Grandfather's House,The Twist Connection, Bed Legs ou Fast Edie Nelson.

Spicy Noodles – nasceu no verão de 2016, quando Érika Machado (br) e Filipa Bastos (pt) puderam experimentar, pela primeira vez, uma imersão numa residência artística. Essa experiência teve duração de três meses e aconteceu em três pequenas vilas alentejanas, onde surgiram as primeiras músicas do projeto e os primeiros vídeos; a sonoridade deste duo é imersa em samplers, guitarras, teclados, baixo e bits electrónicos, que são misturados como pacotes de temperos instantâneos para uma explosão de sensações em cada uma das canções; seguiram-se as primeiras apresentações ao vivo, no Festival Atalaia Artes Performativas; os temas abordados são variados e falam sobre o quotidiano traçado, como a casual «Converseta» de esquina para a vida extenuante de «José Francisco», e os momentos registados nestas anotações musicadas, poderão de forma «Leve Leve» ser a sua «Canção do Coração»; em 2017, conquistaram o 1º lugar no prémio "World Academy - Novos Criadores" e actualmente encontram-se a preparar o seu disco de estreia.

St. James Park - "Highlight" é o disco de estreia de St. James Park, projeto a solo de Tiago Sampaio (GrandFather's House). O álbum, editado no dia 20 de março, pela Cosmic Burger, conta com as colaborações de Lince, Noiserv e IVY; este novo percurso nasce em 2020 da necessidade de explorar novas sonoridades, agora no âmbito eletrónico, e novas relações com a música enquanto processo de criação e reflexão; no seu álbum de estreia, fala-nos da sensação de viver na escuridão da sua própria sombra mantendo, ainda assim, uma perspectiva promissora e clara, alimentada por pequenos raios de luz que vão surgindo ao longo dos temas. O primeiro single, "Playground", que conta com a participação de Sofia Ribeiro (Lince), abre-nos as portas para o universo de St. James Park. A eletrónica solarenga deste tema enfatiza a maré de sensações que pontuam o álbum, imprimindo o balanço e a leveza de uma dança que nos leva, contudo, numa viagem nostálgica e desassossegada; composto, misturado e gravado na íntegra por Tiago Sampaio e masterizado por Rui Gaspar (Casota Collective, First Breath After Coma), o disco conta também com as colaborações de Noiserv e IVY. A edição tem o selo do coletivo criativo bracarense Cosmic Burger.

Spicy Noodles


Stereoboy - tal como na estereofonia o projeto Stereoboy também é feito de dois canais. O projeto pessoal de Luis Salgado associa-se em cada momento a um outro canal que pode ser uma pessoa, um coletivo ou apenas uma máquina. Junta-se a Sofia Arriscado e a Daily Misconceptions num percurso onde a electrónica abraça as guitarras e lança “Bubble Pop Core” em 2009 com Helena Veludo nas vozes. Em 2011 expõe “éme” e em 2013 edita “OPO” pela PAD de Braga; na nova vida de Stereoboy, a eletrónica junta-se à bateria de João Pimenta (10 000 Russos) e à percussão industrial de José Marrucho criando drones tanto imersivos e contemplativos como agressivos e ruidosos. Edita um novo álbum em Abril de 2020 numa parceria de edição entre O Cão da Garagem e a inglesa Dirty Filthy Records chamado “Kung Fu”.

Stone Dead – banda de Alcobaça; lançou o disco “Good Boys”, em 2017 pela Lovers & Lollypops, e foi considerado um dos melhores álbuns do ano pela revista Blitz; banda formada em 2012 por João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves, e Leonardo Batista; editaram dois EP’s “Silver Ball” e “The Stone John Experience”.

Stopestra – uma orquestra composta pelos músicos que “habitam” o Centro Comercial Stop; fundado em 2010, o projecto nasceu da parceria entre o Serviço Educativo da Casa da Música e o Movimento de Músicos do STOP; integra uma centena de elementos, amadores e profissionais, dirigidos pelo britânico Tim Steiner. Uma pluralidade de estilos que converge numa única linguagem, forte e contagiante, a qual se apresentou pela primeira vez ao vivo no festival Optimus Primavera Sound 2012.é uma formação aberta, todos são bem-vindos. É maioritariamente composta por músicos que ensaiam no Centro Comercial Stop, no Porto. Mas não exclusivamente. O único requisito para se ser membro da Stopestra! é a vontade de tocar. Não existem conceitos estilísticos para além do respeito pela diversidade artística dos músicos. Não existem requisitos técnicos a não ser estar artisticamente comprometido nos ensaios e nas atuações. Stopestra! é um projeto em constante evolução que vai descobrindo mais sobre si próprio em cada performance. É uma força artística e social. Foca-se nas possibilidades de desenvolver um trabalho numa grande formação que é mais do que apenas números; em concerto estão 57 músicos, mas é a singularidade de cada um desses 57 músicos que faz o concerto ser aquilo que é. Ao contrário do que acontece numa orquestra clássica, cada músico tem o seu próprio som e a sua própria voz e as diferenças são tão importantes como as semelhanças.

Suave - projecto do multifacetado Nick Suave que anteriormente se apresentava como Nick Nicotine, é o pseudónimo de Carlos Ramos; ligado a outros projectos como Hey, Pachuco! Recs, Nicotine’s Orchestra, The Act-Ups, Los Santeros, Bro-X ou The Jack Shits; é, também, desde 2000 o diretor de um dos mais antigos e carismáticos festivais portugueses, o Barreiro Rocks; após quase duas décadas a ser referência incontornável no panorama mais alternativo do rock and roll nacional, Nick pega na energia que o contagia e apresenta um trabalho com uma aproximação a universos sonoros que já havia explorado no passado mas, desta feita, cantando num português directo ao coração; com a sua voz característica, Nick alicerça a música nas suas maiores influências: Motown e o rock and roll mais antigo mas sem ter qualquer pretensão ao revivalismo. Música intemporal, com os pés assentes confortavelmente em 2018;

Sunflowers

a banda é composta por Nick Suave na voz, teclas e guitarra, Fred Ferreira na bateria (Orelha Negra, Buraka Som Sistema), Cláudio Fernandes no baixo (Pista, Nada-Nada), Ernesto Vitali na guitarra (Nicotine’s Orchestra, Pista). Com o coração na soul e as ancas no rock and roll: este é o 57º disco da sua carreira mas, pela primeira vez, cantado em português.

Sulfur Giant – criadores de uma sonoridade "psychedelic stoner blues" editaram o álbum “Beyond the Hollow Mountain”; Marco Lima (guitarra), Marco Mourão (guitarra), José Roda (baixo) e Ricardo Pereira (bateria) juntaram-se em 2014 em Caminha; editando o primeiro EP “Towards the Light” no mesmo ano; passaram por festivais como Sonic Blast Moledo, Vilar de Mouros, Rock D’ouro, Souto Rock ou Contracorrente.

Sun Blossom – projeto pessoal e intransmissível desenvolvido nos anos formativos do Alex; aos 15 anos começa a escrever as canções que fariam parte da sua primeira cassete homónima, editada 2 anos depois pela Revolve. Desde então lança também o single "GLUE", em 2016 e o EP "Cruising" em 2018 pela Spring Toast Records e compromete-se a formar trios com alguns dos seus músicos preferidos de Lisboa para interpretar as canções ao vivo; há qualquer coisa de suburbano na forma como Alex Fernandes aborda a música que compõe à guitarra. Se na base das suas canções encontramos a repetição encantatória do riff (tão celebrada, p. ex., nos Velvet Underground ou nos Brian Jonestown Massacre), é no seu tratamento do peso e do ruído que encontramos um manifesto contra o tédio niilista dos nossos tempos, algo que é historicamente transversal ao psicadelismo, ao punk e ao grunge. Avolumada pelo baixo de Alexandre Rendeiro e pela bateria de Luís Barros (ambos seus colegas em Alek Rein), a guitarra de Alex Fernandes rasga linhas de fuga melódicas que facilmente se incendeiam em sessões catárticas de improviso, gestos que lembram as explorações sonoras de um Mizutani. O trio gravou durante alguns dias de Março de 2018 as canções que se tornarão num álbum.

Sunflowers - auto-intitulado como o duo mais selvagem e bonito do Porto; editou em 2016 o disco de estreia "The Intergalatctic Guide to Find the Red Cowboy", depois de dois ep’s que provocaram a agitação no meio do punk psicadélico português; banda formada pela dupla Carlos de Jesus (voz e guitarra) e Carolina Brandão (voz e bateria) lançaram no mês de fevereiro de 2018 o aguardado segundo álbum, "Castle Spell".

Surma – Débora Umbelino é mais conhecida pelo nome artístico de Surma; nasceu e cresceu na pequena aldeia de Vale Do Horto, onde começou, desde cedo várias aventuras com projectos musicais. Enquanto estudava no Ensino Secundário em Leiria venceu o ZUS! em 2014 com os Backwater & The Screaming Fantasy e em 2015 começou o seu projecto a solo a que chamou Surma, que rapidamente correu o pais e começou a despertar a atenção do público e da imprensa. Pelo meio frequentou o curso de Jazz no Hot Club, com especialidade em contrabaixo e voz e aventurou-se em pós-produção audiovisual; o seu disco de estreia acabava por ser adiado para o final de 2017, tendo "Antwerpen" merecido logo uma aclamação generalizada que a colocou num lugar cimeiro dos novos valores da música nacional. Meios como o Expresso, Público, Blitz ou Antena 3 votam-no como um dos melhores do ano e a Sociedade Portuguesa de Autores nomeou "Hemma" para melhor canção de 2017; nos últimos dois anos apresentou-se ao vivo por mais de 200 vezes e por 16 países. Dos norte-americanos South By Southwest ou NYC Indie Week ao mítico clube Londrino 100 Club, do holandês Eurosonic ou do Francês MaMA ao islandês Iceland Airwaves ou ao Brasileiro SIM São Paulo, do austríaco Waves Vienna ao alemão Das Fest, do espanhol ARN ao Esloveno Ment. Internacionalmente viu o seu disco de estreia ser editado em vários países europeus e ser nomeado para melhor disco independente do ano pela IMPALA (Associação Europeia de Editoras Independentes), conseguindo destaque em meios tão prestigiados como a BBC, o Musikexpress ou a NPR.

Surma

Em dois anos Surma tem também corrido o pais desde pequenas salas a dezenas de festivais como o NOS Alive, o Vodafone Paredes de Coura, o Bons Sons, o Super Bock Super Rock e o NOS Primavera Sound; continua vários trabalhos e residências colaborativas, mantém-se, desde 2016, como solista convidada dos Concertos para Bebés e foi responsável pela banda sonora da longa-metragem "SNU" e concorrente e finalista da edição de 2019 do Festival da Canção; tem colaborado também com músicos tão distintos como Tiago Bettencourt, Tomara, Miguel Ângelo, Gobi Bear, Captain Boy, Prana e Jerónimo; no final de 2019 lançou um EP com a revisitação de alguns dos primeiros temas da sua carreira e prepara a edição do segundo longa-duração novamente pela Omnichord Records; editou a 29 de maio de 2020, um tema inédito totalmente feito no período de quarentena. “Sybille” foi a maneira da artista se expressar durante os tempos atípicos vividos. Esta foi uma canção que não estava no planeamento de Surma para 2020, a preparar o seu segundo disco de originais, a artista dividia-se entre a estrada e o estúdio antes da implementação do Estado de Emergência em Portugal devido à pandemia da Covid-19. No entanto, e como muitas outras pessoas, em março também se confinou em casa e viu toda a sua agenda em pausa e planos em suspenso. Foi neste contexto de isolamento e nas viagens ao seu subconsciente que surgiu “Sybille”, uma canção que reflete tanto uma exploração do interior de Surma enquanto pessoa e artista, como um escape à realidade que a rodeou durante esse período. ★

Surya Exp Duo – a literatura de ideias resulta em musicalidades do outro mundo. E é nesse espaço só seu que os Surya Exp Duo criam uma distopia dividida em três partes distintas, com uma continuidade entre si, como quase de um filme se tratasse. "Trigunam", o  registo da dupla lisboeta, com a aprovação da editora Lovers & Lollypops, vai buscar o seu nome ao sânscrito e não é, por isso de estranhar, que nos leve até à India. Imaginemos tapetes voadores, cachimbos de água, incenso com odor a canela, imaginemos a reflexão hindu e a simbiose perfeita entre mente e corpo. Imaginemos o transe, numa qualquer aldeia asiática; imaginemos a vida nómada, espacial. Imaginemos corpos leves, sem qualquer peso de partícula, em jornada, sem itinerário, ao universo da liberdade. Imaginemos o cosmos, um mundo maior e um céu estrelado; gravado e misturado em formato analógico, apenas com o auxílio de delays de fita, bem ao estilo dos anos 70, "Trigunam" foi gravado e misturado no Living Dub Room, em Lisboa, durante Agosto de 2011. Tiago Jónatas, o timoneiro do theremin, foi o produtor-viajante de serviço. Depois da improvisação, surgiu a exploração. E é isso que Tiago Jónatas (The Rising Sun Experience) e Nno Mar procuram. O espaço já deixou de ser o limite, esta nave de quarenta minutos leva-nos até lá. ★

Susana Ribeiro – autora, compositora e intérprete; co-autora do repertório da banda a Jigsaw.



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