A.A.A.
Access All Areas




Estivemos à conversa com The Weatherman a proposito da edição do single "Oh Cat".

Fenther – As devidas apresentações...
The Weatherman – Alexandre Monteiro, a.k.a. The Weatherman

Fenther – E em poucas palavras apresenta este single "Oh Cat"...
The Weatherman – "Oh Cat" na verdade é uma canção que escrevi para a minha namorada, Catarina. Resumidamente pode-se dizer que é sobre a sensação de se viajar constantemente de um lado para o outro na companhia da pessoa certa. Ou o pretexto de se viajar infinitamente sem se procurar nenhum fim concreto nem nenhuma meta final que não seja o simples prazer de se continuar em viagem.

"A magia de escrever canções reside precisamente nesse mistério - ninguém sabe explicar ao certo de onde vem nem como acontece."

Fenther – Satisfeito com o resultado final?
The Weatherman– Muito. Por várias razões. Foi um verdadeiro trabalho em equipa que uniu genuinamente pessoas em torno da sua paixão pela música. O resultado satisfaz-me em todos os sentidos: tecnicamente irreprensível, criativamente em topo de forma. É uma música que me soa a "aqui e agora". Soa a 2017.

Fenther – Há disco novo a caminho?
The Weatherman– É difícil dizer. Neste momento não estou particularmente inclinado para fazer mais um disco. Sinto-me em modo "singles". Já tenho 4 álbuns, o que já é muita música. É-me mais eficaz dedicar-me a trabalhar numa música só do que em 12 em simultâneo. Ou quem sabe um EP, já que nunca lancei nenhum.

""Oh Cat" na verdade é uma canção que escrevi para a minha namorada, Catarina. Resumidamente pode-se dizer que é sobre a sensação de se viajar constantemente de um lado para o outro na companhia da pessoa certa."

Fenther – Sentes-te confortável na música nacional?
The Weatherman– Pergunta traiçoeira. Estaria a mentir se dissesse que me sinto como peixe na água. Não me identifico realmente com algumas coisas, e só entenderá isto quem estiver atento ao meu percurso, e ao mesmo tempo tiver alguma capacidade de distanciamento em relação ao meio musical português. Vejo muitas bandas a desistir, e algumas em desespero para se tornarem ou continuarem relevantes, mas o que me faz continuar é o meu amor pela música e o facto de ainda sentir que tenho coisas a dizer através das minhas canções. Eu, com o tempo, aprendi a relaxar. Hoje em dia trabalho sem pressão. Antes criava pressão em mim próprio – acho que inconscientemente criava a ilusão de que o mundo precisava urgentemente da minha música ou algo assim.

Fenther – Como está o estado da música feita por cá na tua visão? O que recomendas?
The Weatherman– Há bandas a trabalhar muito bem, e há inúmeros exemplos. Talvez a banda que mais me agrade atualmente sejam os You Can't Win Charlie Brown.

Fenther – Alguma tour planeada para breve?
The Weatherman – Sim. Estamos a planear o regresso à estrada e aos palcos com a marcação de concertos em alguns pontos do País, nos próximos meses, de forma a dar a conhecer este novo trabalho. Todas as novidades podem ser acompanhadas em www.weathermanmusic.com, bem como na minha página oficial do Facebook.

Fenther – Onde cresce a tua inspiração?
The Weatherman – A magia de escrever canções reside precisamente nesse mistério - ninguém sabe explicar ao certo de onde vem nem como acontece. A inspiração pode nascer a partir de qualquer coisa ou de nada em particular. No meu caso, basta sentir necessidade de dizer coisas através da música para funcionar.

Fenther – Mensagem final...
The Weatherman – Disfrutem da Primavera e escolham a banda sonora apropriada.

Vitor Pinto



      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006