A.A.A.
Access All Areas




Estivemos à conversa com Vaarwell a propósito da edição de "Homebound 456".

Fenther – As devidas apresentações...
Vaarwell – Os Vaarwell são: Margarida Falcão, Ricardo Nagy e Luís Monteiro.

Fenther – E em poucas palavras apresente este "Homebound 456"...
Vaarwell – O "Homebound 456" é um disco no qual começámos a trabalhar no inicio de 2015 (ainda antes do EP ter saído). Encaramos este disco como uma continuação e evolução do "Love and Forgiveness" mas procuramos explorar aquilo que não conseguimos aprofundar no EP como os sons eletrónicos, texturas através sintetizadores e sons que gravámos com um gravador.

"Ficamos contentes por fazer parte da evolução que está a acontecer na musica feita em Portugal."

Fenther – Satisfeitos com o resultado final?
Vaarwell– Sim, muito! Chegámos a um resultado melhor do que esperávamos. E como tínhamos quase 10 vezes mais dinheiro do que tínhamos para o nosso trabalho anterior tivemos a oportunidade de gravar no Namouche e a masterizar nos estudios Sá da Bandeira, o que nos ajudou a chegar a um som final que não tínhamos conseguido anteriormente.

Fenther – Há convidados no disco?
Vaarwell– Sim. No disco estão presentes na bateria o Tomás Borralho (Anthony Left) nas musicas "Untitled", Floater", "American Dream", "123" e "Sheets" e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas musicas "I Never Leave, I Never GO", "YOU" e "Waiting Game". Nas musicas "I Never Leave, I Never Go" e "YOU" tivemos também o Bernardo Afonso (Lotus Fever) a exucutar o Teclado. E por fim, nas musicas "Untitled" e "Sheets" tivemos o Paulo Mouta Pereira a tocar Piano que, para além disso, também misturou e co-produziu o disco.

"Neste disco o processo de composição foi muito diferente de musica para musica."

Fenther – Felizes com a aceitação da Azáfama! para fazerem parte do seu catálogo?
Vaarwell– Sim, na verdade eles têm-nos acompanhado quase desde o início e estamos muito contentes com o que têm feito por nós.

Fenther – Sentem-se como uma nova pérola na música nacional? Estão confortáveis?
Vaarwell– Sentimo-nos bem integrados e confortáveis. Ficamos contentes por fazer parte da evolução que está a acontecer na musica feita em Portugal.

Fenther – Como está o estado da música feita por cá na vossa visão? O que recomendam?
Vaarwell – Achamos que, apesar de ser um cliché dizer isto, está cada vez melhor. O Luís recomenda Sease e LOT; O Ricardo recomenda os Lotus Fever, os First Breath After Coma; E a Margarida recomenda Bruno Pernadas e Mai Kino.

Fenther – Porquê a escolha de "YOU" para apresentar este disco intenso e tão cheio de boas canções?
Vaarwell – Escolhemos esta canção como primeiro single porque foi uma das primeiras canções a serem feitas para o disco e uma das que nos orgulhamos mais do resultado final. Pode não ser uma canção com um refrão "catchy" como outras do álbum, mas achamos seria uma ótima forma de apresentarmos o disco.

Fenther – Quem escreve os temas? E como catalogam o vosso som?
Vaarwell – No EP foi quase sempre o mesmo esquema: O Ricardo começava com uma melodia de guitarra, depois enviava para a Margarida e a partir disso iam-se construindo as canções. Neste disco o processo de composição foi muito diferente de musica para musica. Há canções que são só da Margarida e nós fizemos os arranjos, houve algumas que o Ricardo e a Margarida fizeram em conjunto e outras ainda com mesmo processo do EP.
As letras são escritas pela Margarida.

Vitor Pinto



      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006