A.A.A.
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Estivemos à conversa com The Twist Connection a propósito da edição do álbum homónimo.

Fenther – Como estão atualmente os The Twist Connection?
The Twist Connection – Estão bem! Ainda em “repouso” depois do último concerto “baseado” no “Stranded Downtown” mas já cheios de vontade de regressar aos palcos e de mostrar as canções novas!

Fenther – Alguma mudança significativa depois de "Stranded Downtown"?
The Twist Connection– Tivemos uma mudança essencial na formação: o Sérgio Cardoso, com história longa associada a nomes como os É M’as Foice e os Wraygunn, assumiu o baixo e, de forma natural, ofereceu-nos um conjunto de coisas diferenciadas… desta forma, com o Sérgio e com a maturação da banda, temos a certeza que somos hoje uma banda melhor em todos os sentidos possíveis.

"É em cima do palco, nesse diálogo com o público, que fechamos o círculo e que tudo passa a fazer sentido! Queremos tocar muito, vamos tocar muito e em todo o lado!"

Fenther – Acontece agora o álbum homónimo. Podem levantar uma pontinha do véu e falar sobre este registo?
The Twist Connection– “Podemos: este álbum marca o momento presente da banda. É aquilo que nós somos hoje, enquanto músicos e enquanto pessoas. É um álbum que decorre do caminho que temos percorrido ao longo deste último ano… há algumas marcas que já se poderão considerar identitárias (riffs simples e directos, groove, a angústia existencial das letras) mas também uma série de coisas que fogem um bocadinho ao nosso registo habitual: uns apontamentos country aqui, um tema mais downtempo acolá… é, não temos dúvidas, um passo em frente em relação ao nosso “Stranded Downtown”.

Fenther – O single "Dancing in the Dark" vem com uma autêntica armada de velhos amigo. Quem são eles?
The Twist Connection– No vídeo contamos com a participação de muitos amigos: está lá o João Rui (dos a Jigsaw, que produziu connosco o álbum e que ainda acrescentou uma série de instrumentos lá pelo meio), o enorme Victor Torpedo, os queridos Wipeout Beat mostram os seus melhores moves (Carlos Dias, Miguel Padilha e Pedro Calhau) e os “chefes” do Pinga Amor (o nosso espaço preferido na noite conimbricense) Tita Santana e João Pedro Campos também marcam presença. Para além desta rapaziada toda, a Raquel Ralha, que empresta a sua fantástica voz ao tema, também faz um brilharete. O vídeo foi filmado e produzido por outro amigo, o nosso querido Bruno Pires! Só ficou a faltar o Augusto Cardoso que, apesar de não aparecer no vídeo, acrescentou um belíssimo mellotron à canção!

"...temos a certeza que somos hoje uma banda melhor em todos os sentidos possíveis."

Fenther – No disco também estão presentes todos estes convidados?
The Twist Connection– Nem todos… como estava a dizer, a Dancin’ in the dark #2 conta com a participação especial da Raquel Ralha (na voz) e do Augusto Cardoso (no mellotron). Para além destes apenas o João Rui se pode considerar um convidado, no sentido em que acrescentou a sua marca tocando uma série de instrumentos que enriqueceram os arranjos das canções.

Fenther – Como caracterizam o vosso som atualmente?
The Twist Connection– Não podemos fugir muito desse termo tão abrangente mas que na nossa cabeça é o único que pode definir o que fazemos: rock’n’roll. Não fugimos disto por muito que um refrão possa ter um perfume country, um riff possa soar mais “garage” ou que sintamos num verso uma vertigem mais punk.

Fenther – Onde vai ser a apresentação oficial deste registo? Vão acontecer surpresas em palco?
The Twist Connection – Não sei se podemos defender a existência de uma apresentação oficial. Vamos fazer concertos de apresentação no Porto, em Lisboa, em Coimbra, em Leiria… enfim, por todo o lado! Talvez o concerto em Coimbra, por ser a nossa cidade, possa ser um bocadinho especial e envolver algumas surpresas… vamos ver… venham ver!

Fenther – Depois vão galgar palcos por cá e também por Espanha?
The Twist Connection– Com toda a certeza! Não concebemos a ideia de não tocar ou de tocar uma vez de vez em quando… acreditamos que nos expressamos particularmente bem em cima de um palco e... bem… é essa a nossa vida! É em cima do palco, nesse diálogo com o público, que fechamos o círculo e que tudo passa a fazer sentido! Queremos tocar muito, vamos tocar muito e em todo o lado! Consolidar a nossa posição em Espanha também é um objectivo e, por isso, vamos naturalmente continuar a tocar por lá!

Fenther – Preferem grandes palcos como festivais, ou pequenos clubes mais intimistas?
The Twist Connection– Não é fácil responder a essa questão… havendo as condições técnicas mínimas para que nos sintamos confortáveis em cima de um palco, gostamos é de tocar! Ganhamos uma série de coisas quando tocamos em clubes intimistas (o contacto directo com o público é sempre um privilégio e alimentamo-nos, em parte, dessa interacção) mas tocar em palcos maiores também nos permite chegar a mais pessoas!

Fenther – Mensagem final...
The Twist Connection– Vão à nossa página do Facebook, sigam-nos no Instagram… estejam atentos aos concertos que vão sendo marcados e venham celebrar a vida e as vossas angústias, medos e dúvidas connosco! Numa crítica recente a um concerto nosso, escreveram que éramos os “reis do rock’n’roll no panorama actual”... seja isso verdade ou não, é essa a fasquia que colocamos a nós mesmos quando subimos a um palco! Venham dançar connosco!

Vitor Pinto



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