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Estivemos à conversa com Tomara a proposito da edição de "Favourite Ghost".

Fenther – Quem é Filipe Monteiro?
Tomara – Sou eu mesmo. Designer por formação. Marido, pai, musico e realizador por amor e vocação.

Fenther – Porquê Tomara? Há história por trás?
Tomara – É uma palavra da qual gosto muito. Transmite esperança e acho que a minha musica tem esse lado aspiracional.

"Trabalhei com muitos músicos enquanto realizador; Da Weasel, David Fonseca, Legendary Tigerman, Sérgio Godinho, Luisa Sobral, António Zambujo, entre outros."

Fenther – Sentes-te como um criador de canções ou um musico simplesmente?
Tomara– Um criador de musica, sendo que alguma tem de flutuar sem texto, e outra tem de ser veículo para dizer coisas que têm de ser ditas.

Fenther – Antes deste trabalho já tinhas editado algo?
Tomara– Editei com a minha primeira banda, os Atomic Bees, em 2000. Esse foi o primeiro projecto “sério” que integrei. Depois fiz parte dos 2 primeiros discos da Rita Redshoes e há alguns anos participo nos discos da Márcia como musico e produtor. Mas este é o meu primeiro trabalho a solo.

""Favourite Ghost" é uma canção que escrevi para a minha filha, sobre o amor, o medo e o futuro. Dá o nome ao disco por ter todos estes temas abordados."

Fenther – Muitas colaborações com músicos portugueses ao longo destes anos?
Tomara– Sim. Além da Rita e da Márcia, participei nos 2 últimos discos do Samuel Úria e esporadicamente nos seus concertos. Toquei, também como convidado, com os Deolinda. Mas sobretudo trabalhei com muitos músicos enquanto realizador; Da Weasel, David Fonseca, Legendary Tigerman, Sérgio Godinho, Luisa Sobral, António Zambujo, entre outros.

Fenther – Qual o nome que te deu mais gosto trabalhar? E o mais divertido?
Tomara– Tenho tirado muito partido e gozo pessoal em quase todas as vezes que trabalhei com outros músicos, muitos deles por quem já nutria muita admiração. Mas se tivesse que destacar um seria obviamente a Márcia. Ou não teria casado com ela.

Fenther – Em poucas palavras descreve "Favourite Ghost".
Tomara – É uma canção que escrevi para a minha filha, sobre o amor, o medo e o futuro. Dá o nome ao disco por ter todos estes temas abordados.

Fenther – Há convidados neste registo?
Tomara – A Márcia, na canção “House”.

Fenther – Como defines o teu som? Em que prateleira podemos encaixar este "Favourite Ghost"?
Tomara – Não sou apologista de prateleiras, mas talvez se situe nalgum território da Folk. As canções e as instrumentações têm muito de imagético e cinematográfico. Deambula entre o formato canção e o instrumental. Esse espaço é dividido e partilhado. É um disco contemplativo e honesto.

Fenther – Vão acontecer concertos de apresentação?
Tomara – Claro que sim. Mas ainda não está nada completamente definido, por isso ainda não vou adiantar pormenores.

Fenther – Estado da musica actual nacional? Está de boa saúde?
Tomara – Sim. Está num auge de criatividade e de diversificação. E isso é óptimo e recomendável.

Fenther – Mensagem final...
Tomara – Espero conseguir chegar com este disco às pessoas que poderão gostar de o ouvir. Se isso acontecer ficarei muito feliz.

Vitor Pinto



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