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A.A.A.
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Estivemos à conversa com Stereoboy a propósito da edição de "Kung Fu".

Fenther – Como está Stereoboy neste tempo de "Guerra"?
Stereoboy – Está em casa, a ouvir os discos que não teve tempo de ouvir em tempo de paz.

Fenther – E editar um disco numa altura destas tão negra para a cultura? Preocupa-te?
Stereoboy– Foi obviamente uma decisão pensada. É mais aborrecido não poder fazer apresentações ao vivo e uma tour para mostrara os temas para já, mas por outro lado as pessoas estão em casa, sem muito para fazer, e tem mais disponibilidade para fazer coisas que normalmente não fariam tão amiúde, inclusive ouvir discos novos. E este disco precisa dessa disponibilidade mental.

"A ideia inicial era o disco não ser nada conceptual e ir sendo composto apenas pela construção plástica e ir trabalhando o som."

Fenther – Que formatos vai ter este teu disco? Os tradicionais ou haverá surpresas?
Stereoboy– O disco vai sair em formato fisico e digital pela portuguesa O Cão da Garagem e pela inglesa Dirty Filthy Records. A surpresa é o som que está lá dentro.

Fenther – Porquê "Kung Fu"? Sentiste vontade de dar um golpe a isto tudo?
Stereoboy– A ideia inicial era o disco não ser nada conceptual e ir sendo composto apenas pela construção plástica e ir trabalhando o som. Na fase em que começámos a criar com banda o baterista (João Pimenta) ligou uns trigers à bateria com sons de filmes antigos de kung fu e isso foi dando o mote ao conceito. Depois como os temas acabaram por ficar com partes mais imersivas e outras mais físicas, achei que Kung Fu era um nome que lhe assentava.

"Foi obviamente uma decisão pensada. É mais aborrecido não poder fazer apresentações ao vivo e uma tour para mostrara os temas para já..."

Fenther – Quem está contigo no disco desta vez?
Stereoboy– João Pimenta na bateria e José Marrucho nas percussões metálicas, chapas etc.

Fenther – Um disco intensamente forte. Os concertos vão ser espelho do disco?
Stereoboy– Sim, o disco foi gravado ao vivo (com os três a tocar ao mesmo tempo), apenas com alguns overdubs depois, mas acho que ao vivo fica mais forte ainda.

Fenther – Como Luís Salgado, que recomendas na actual música nacional?
Stereoboy– Está num momento muito bom, recomendo tudo o que passou na minha festa de anos nos últimos três anos, é googlar.

Fenther – Por entre tantos vírus ainda há música saudável?
Stereoboy– Há muita música saudável. Acho que toda a música tem o direito de existir. Depois o tempo dá conta de separar o que é relevante do que é passageiro. Como os vírus.

Vitor Pinto