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Estivemos à conversa com O Martim a propósito da edição de "Deixa o Tempo em Paz".

Fenther – É difícil ser musico em Portugal? Dá para viver somente da música?
O Martim – Acho que depende do que queres dizer com "viver da música". Eu não ambiciono ter uma mansão e um helicópetro no quintal. Dá para viver da música sim, tal como dá para viver de qualquer outra coisa, se formos trabalhadores e organizados.

Fenther – E editar discos? Já é uma tarefa mais facilitada?
O Martim – Hoje em dia as coisas estão diferentes do que quando comecei. Há uns anos estar ligado a uma editora era indispensável para se poder gravar e editar um disco. Editar significa reproduzir e divulgar, e agora isso consegue-se fazer em casa. Nesse aspecto, é uma tarefa facilitada mas que ao mesmo tempo se torna difícil por existir mais abundância de coisas novas a aparecer.

""Deixa o Tempo em Paz" é uma alternativa à frase "Vive no presente"."

Fenther – Fala-nos um pouco sobre este “Deixa o Tempo em Paz” em poucas palavras...
O Martim– A ideia com este disco e com este título era de passar uma mensagem para o mundo, mas que na verdade é mais direccionada a mim próprio. Acho sempre que é frequente nas minhas canções eu auto-aconselhar-me na esperança que a sabedoria que eu acho ter se concretize na minha pessoa. Na teoria isto funciona melhor do que na prática. Neste caso "Deixa o Tempo em Paz" é uma alternativa à frase "Vive no presente".

Fenther – Há convidados no disco? Com quem costumas trabalhar em estúdio, na produção, em palco...
O Martim– Embora as minhas canções e gravações sejam por hábito produzidas em minha casa por mim, é irresistível quando os nossos melhores amigos são também os mais talentosos músicos não os convidar a participar nas músicas. Habitualmente o David Pires e o António Quintino são os principais produtores por detrás de O Martim, neste disco o Cut Slack e o Ben Monteiro entram também em acção.

"Eu não ambiciono ter uma mansão e um helicópetro no quintal. Dá para viver da música sim, tal como dá para viver de qualquer outra coisa, se formos trabalhadores e organizados."

Fenther – Antes deste registo, o que já editaste?
O Martim– "Um caso Perdido" foi o primeiro EP em 2011
"Em banho Maria" o primeiro disco (2013) que contou com a ajuda do meu amigo B Fachada (com quem tocava na altura) e do David Pires. 
"De 5 em 7 Dias" segundo EP (2014)
"Horas para Gastar vol. I" segundo disco (2015) 
Todos estes discos podem ser ouvidos e descarregados na íntegra em omartim.bandcamp.com

Fenther – Dois ou três discos que recomendes a nível nacional?
O Martim– O dos Capitão Fausto, o do Samuel Úria (no qual tive o prazer de gravar várias linhas de baixo) e o do Luis Severo.

Fenther – E internacional?
O Martim – "Melhor do que Parece" dos Terno.

Fenther – Que bandas recomendarias a um visitante a Portugal?
O Martim – Os Cassete Pirara, os Capitão Fausto e os Pontos Negros.

Fenther – Vais estar na estrada a apresentar este “Deixa o Tempo em Paz”? por onde?
O Martim – Neste momento eu estou sem agente e a tratar de marcar sozinho as datas de apresentação deste disco por aí. Como ainda não as tenho, recomendo que sigam a minha página de facebook.com/omartim onde divulgarei as ditas assim que elas surgirem.

Fenther – Mensagem final...
O Martim – A mensagem final é para ti Vitor e para toda a equipa Fenther: Obrigado pelo vosso trabalho e por divulgarem a nossa música. É graças a vocês que chegamos às pessoas. Continuem!

Vitor Pinto



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