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Estivemos à conversa com os ENES sobre a edição do álbum "Charlie".

Fenther – Quem são os ENES e de onde chegam?
ENES – Andrés Malta: ENES vem da necessidade de dar voz e imagem a uma série de ideias que representam todo um universo musical/espiritual/sexual que se vem formando nos últimos anos da minha vida. Penso que todos tivemos a sorte de estarmos numa fase semelhante das nossas vidas o que, além da relação profissional, nos aproximou muito e fez com que trabalhar ENES fosse/seja muito fácil e prazeroso. O alinhamento é Andrés Malta na voz, Gonçalo Lemos na bateria, Leonardo Pinto nas teclas, Jay no Baixo e Jonny Abbey na Guitarra.

Fenther – Como identificam, o vosso som? É catalogável?
ENES– AM: Talvez! Gosto da frase “Pop on Steroids”. Este disco, Charlie, é uma mistura de batidas e melodias Pop/Electrónicas e guitarras/atitude rock. Mas eu gosto de pensar que cada fase/álbum será algo diferente e livre, sem limites estéticos ou que não se possa fazer porque não é pop ou rock.
Gonçalo Lemos: O álbum realmente soa como o Andrés o descreve, mas espero que o próximo seja uma volta de 180°, no bom sentido hehehe.

"O resultado final para nós é um motivo de orgulho. Soa bem!"

Fenther – "Lighter Weight" foi pensado para ser o cartão de visita da banda?
ENES– AM: Foi a primeira canção a ser escrita para este disco, ainda sem saber muito bem o que iria ser. Em termos estéticos está muito parecida com a ideia inicial, por isso diria que sim.

Fenther – Em poucas palavras falem-nos sobre o álbum "Charlie"...
ENES– AM: Charlie é um disco conceptual com uma trama linear que retrata a história do Charlie, que é a nossa personagem que vive todo o ciclo que a relação entre duas pessoas passa. Desde estar sozinho a passar pelos momentos extremos de felicidade e amargura a dois até ficar outra vez equilibrado. Além das letras, tentamos acompanhar a história em termos harmónicos, melódicos e mesmo nos tempos.
GL: Acima de tudo 9 canções que fazem realmente sentido entre elas. Músicas que nos dizem muito mas que gostaríamos que chegassem ao mundo e criassem uma ligação com as outras pessoas.

"...gosto de pensar que cada fase/álbum será algo diferente e livre, sem limites estéticos ou que não se possa fazer porque não é pop ou rock."

Fenther – Satisfeitos com o resultado final?
ENES– AM: Sim, Muito! Trabalhamos com algumas pessoas que deram um contributo gigante e que tornaram este disco muito mais daquilo que nós estávamos a ver inicialmente. O Davide Lobão foi super importante a trabalhar a mentalidade da banda e a apoiar as 500.000 experiências que cada um de nós queria fazer. O Mário Barreiros levou o disco para outro patamar em termos de som. O resultado final para nós é um motivo de orgulho. Soa bem!

Fenther – Por onde vão apresentar o disco ao vivo?
ENES– AM:Estão a ser organizadas algumas datas pelo território nacional. Vamos estar no Festival Indie Music Fest e de momento não temos mais informações. Mas com certeza que nos encontrarão num futuro próximo.

Fenther – Em palco há algum componente extra disco?
ENES– AM: Há uma ideia base que passa por recriar ao vivo o que está no disco em termos de arranjos musicais. Penso que o espectáculo é mais livre, rockeiro e divertido que o disco. Compenente extra disco: suor, odor, volume e energía!

Fenther – Estado actual da musica nacional? De boa saúde?
ENES– AM: Nos ultimos anos sinto uma melhoria do mercado, não só em termos económicos. Há muito boas bandas novas e cheias de talento e energia. Os produtores são cada vez mais, melhores e assumidos, o que é incrível pois a concorrência melhora a qualidade. No geral, penso que estamos num bom caminho. Continuo a achar que faltam muitas (muitas mesmo) salas de pequena/media dimensão em Portugal que tenham condições e/ou apoios para poderem ter uma programação bem feita. Não só para música ao vivo mas para eventos de música em geral. É importante as pessoas saírem de casa e verem/ouvirem coisas novas/diferentes.

Fenther – Que bandas recomendam?
ENES– AM: Neste momento estou a digerir o disco dos X-Wife e o dos Unknown Mortal Orchestra, que foram recomendações do meu querido Butuc dos The Lemon Lovers.
GL: Ando fascinado com os artistas hip hop da actualidade, em particular com o Tyler, The Creator e o Vince Staples.

Fenther – Mensagem final...
ENES– AM: Respeito é a chave da felicidade. E saiam de casa e vejam concertos (e isto também se aplica a mim!)

Vitor Pinto



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