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Estivemos à conversa com os Capitão Fausto a propósito da edição do novo disco.

Fenther – Como estão os Capitão Fausto neste ano de 2019?
Capitão Fausto – Estamos felizes por ter mais um álbum, e estamos contentes com a recepção que temos tido das canções novas. Fechámos uma vez mais um ciclo, que representa toda a parte do processo de gravar, misturar e produzir canções, e estamos felizes pelo resultado que conseguimos alcançar.

Fenther – Falem-nos um pouco sobre este novo disco...
Capitão Fausto– É um disco curto, e gostamos disso. No entanto, sónicamente conseguimos explorar diferentes ideias que tínhamos em cada música e por isso ele passa por vários momentos distintos e cada música tem a sua aventura particular. Com a ida ao Brasil conseguimos adicionar elementos mais associados à música brasileira nalguns momentos, como foi o caso do pandeiro, do cavaquinho ou da flauta, que entram nas canções de forma discreta mas que para nós lhes dá um ângulo diferente daquele a que estávamos habituados a ter. É talvez um disco com menos guitarras do que os anteriores, e com mais proeminência de piano e de sintetizadores, assim como de arranjos de cordas e sopros, algo que já tínhamos feito no álbum anterior.

"Com a ida ao Brasil conseguimos adicionar elementos mais associados à música brasileira nalguns momentos, como foi o caso do pandeiro, do cavaquinho ou da flauta..."

Fenther – Algo preparado em especial para os concertos da Casa da Musica e do Capitólio?
Capitão Fausto– Sim, queremos ter mudanças cénicas para os concertos que aí vêm e os de apresentação serão os primeiros a ter essa nova ganga. Queremos também tocar o álbum completo, mas ainda não decidimos se de seguida, por ordem, ou entrusado com outras canções.

Fenther – Como correu a recente tour por pequenos clubes?
Capitão Fausto– Correu muito bem. Sentimos que as pessoas que foram ver reagiram bem às canções novas, e aderiram em massa, porque felizmente esgotaram-se esses concertos. Também estávamos com saudades de fazer concertos assim por isso foi óptimo.

Fenther – Preferem este calor humano ou os grandes palcos?
Capitão Fausto– Tudo tem espaço para nós. São bons por diferentes razões.

"Fechámos uma vez mais um ciclo, que representa toda a parte do processo de gravar, misturar e produzir canções, e estamos felizes pelo resultado que conseguimos alcançar."

Fenther – Como se sentem no meio da musica nacional? Uns vencedores?
Capitão Fausto– De todo, até porque a música não se trata de vencer ou e de ganhar, e o sucesso não é um conceito linear, que é cada vez mais subjectivo, curto e finito. Sentimo-nos muito felizes por ter tido ao longo destes já 8 anos, um grupo cada vez maior de pessoas que acompanham genuinamente aquilo que nós fazemos e ano após ano nos acompanham em concertos e nos discos que fazemos. Fora da ideia da música nacional, entre nós, sentimo-nos realizados por estarmos a conseguir fazer música e por ser sempre um processo novo para nós à medida que o tempo passa.

Fenther – Estado da musica nacional? Que bandas recomendam?
Capitão Fausto– Muito por onde escolher, o que é sempre um sinal saudável. E com muita qualidade. Faria falta talvez um circuito maior de Clubes e de concertos mais pequenos onde bandas mais pequenas e pouco conhecidas, mas com qualidade e talento, conseguissem sair das suas cidades sem terem de pagar para tocar, o que ainda acontece muito.

Fenther – Mensagem final...
Capitão Fausto– Com licença e obrigado.

Vitor Pinto



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