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Edições ao telescópio no palco Fenther...



Telectu «Ctu Telectu»

Do Tempo do Vinil… Uma colecção fabulosa, vinda de uma ideia genial, onde se pretende reeditar os grandes clássicos da música nacional apenas disponíveis em vinil até hoje.

Depois de tal vontade em dar uma nova vida a estes marcos da musica nacional, a reedição destes trabalhos já foi feita, foram re-masterizados e apresentados pela primeira vez em CD.

Vindos directamente dos arquivos da Valentim de Carvalho, estas peças foram apresentadas em formato “digipack” para não perder de todo a magia das obras feitas nas capas do vinil. Continuam a ser obras de culto e colecção!

Em Dezembro passado, cinco foram as edições que inauguraram este novo sentido da música portuguesa. GNR, Jorge Palma, Manuela Moura Guedes, Sheiks e Tantra fizeram as delícias de recordações infinitas.
Recentemente foram lançadas mais quatro aventuras que não deixam cair de todo este Tempo do Vinil. Quarteto 1111, Quinteto Académico, UHF e Telectu.

Aqui no Fenther, destacamos o trabalho de Vitor Rua e Jorge Lima Barreto. Os Telectu.
Eles que editaram este longa duração em 1982, marcando um inicio de carreira excelente por parte desta dupla.
«Ctu Telectu» foi um marco para estes pioneiros do experimentalismo. Jorge Lima Barreto e Vitor Rua, nesta altura, ainda como guitarrista dos GNR, tiveram a ajuda de Dr. Puto e Toli César Machado.
Um disco que trazia no seu Lado A três temas: “Lotaria Solar”, “Ubik” e “Dr. Bloodmoney”. Este ultimo tema atinge quase os 10 minutos de duração, o que chegou a fazer muitas delicia na altura.
O Lado B suportava os restantes cinco temas: “Valis”, “Simulacra”, “Eye in the Sky”, “Martian Time-Slip” e a fechar na perfeição “Do Androids Dream of Electric Sheep?”.

Nestas reedições, há o acréscimo sempre que possível, de temas nunca editados e de depoimentos dos próprios artistas.
Neste caso Rui Eduardo Pães regista o depoimento desta dupla e expõe no interior do disco. Uma leitura que se recomenda.

Vinte e seis anos depois a I Play apresenta este disco, algo esquecido no tempo, mas nunca nas nossas memórias.

Aguardamos por novas reedições. E que sejam elas bastantes!

Vitor Pinto

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