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Edições ao telescópio...

Sandy Kilpatrick – «The Ballad of the Stark Miner»

Sandy Kilpatrick. Chegou, viu e promete vencer.
Calmamente, sugere um extremo bem-estar com a pureza das suas canções.

Estamos deliciados com os movimentos deste “songwriter”, ele que se apresentou já com o seu projecto The Neon Road, conseguindo a edição do registo “Incandescent Night Stories”.
Nos dias que correm, Sandy apresenta-se a solo. Investe nos prazeres de uma solidão saudável de refúgio e aparece em 2007 com “The Ballad of the Stark Miner”, um EP de 5 temas, temas esses que denunciam o prazer da escrita, a força da canção, o encanto da melodia, que Sandy tão bem sabe fazer.
Todos estes temas se denunciam na sua língua mãe, o inglês, tendo um reflexo de sentimentos muito próprios por parte deste artista, que vive os seus dias entre Braga e Famalicão.

Sentamo-nos na sala de espera de um ponto de partida e reflectimos. Pensamos na vida. Reflectimos nas emoções do controlo que podemos ter sobre as nossas vidas. “One Glorious Moment” é o tema que abre este registo e nos demonstra isso mesmo. A paz e a vitoria de conseguir um simples momento, um momento único de glória. Perfeito!
Em “Maria’s Eyes” sente-se o aroma de um perfume. Sente-se uma dose profunda esperança, sente-se uma dança que caminha livremente tendo uma vida toda pela frente.
Com a mesma poesia de sentimento, “Serpent in the Dust” combina o medo com a aventura, o medo com os sonhos que nascem e se cruzam com a realidade de um piano que ajuda a respiração doce deste tema.
Apelos de boa vontade são proclamados em “Mercy Came Home Today”, pedindo o regresso de um abandono triste. A melancolia que se estende por entre ruas desertas de Outono, com a chuva sobre uma alma despedaçada, sobre um rosto que procura conforto. Ao fundo, um violino proclama o sentimento tornando-o ao mesmo tempo belo.
“Can You Hear the Sirens Call?”, a pergunta feita a um aventureiro que regressa a casa, algo perdido, algo desencontrado com a vida real. A sirene vai soando, a certeza do desencontro permanece at é que as ondas do mar parem de bater.
A certeza fica sim, marcada no encanto de um disco simples, cru e saudável ao ouvido.

Ao final de cada audição, sente-se vontade, sente-se uma força que quase nos obriga e incentiva à procura de mais, o querer repetir dos momentos vividos ao som das palavras, ao ritmo de uma guitarra perdida, que vai de encontro ao momento, ao presente, à verdade no seu estado mais puro.

Quando se cruzarem com este senhor, um sorriso basta para que ele se sinta de novo inspirado para libertar novas canções.
Sandy Kilpatrick, um nome em crescimento. Apanhem-no!

Vítor Pinto

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