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Mais Discos Fenther

Edições ao telescópio...

Estando na chamada Rentrée e passada a “silly season”, o Fenther olha para trás e apresenta alguns dos óptimos momentos discográficos nacionais que apareceram na primeira metade deste ano.
Uma verdadeira prova de que se faz boa musica e com qualidade inegável. A verdadeira prova de que vale a pena acompanhar e consumir o produto nacional.

Antes de arrancar de braços abertos para as novas edições até ao final do ano, o Fenther expõe a vontade de não deixar na prateleira o que se fez nestes meses passados de 2008.

“You’re Not Human Tonight” é o segundo registo dos lisboetas The Great Lesbian Show que regressam com o selo da Zounds Records. Um regresso bastante saudável! Recomenda-se uma audição plena.

Uma primeira amostra foi apresentada pela Rastilho do novo projecto bracarense Peixe:Avião. Considerada como banda do momento e com presenças ao vivo de norte a sul do país, Peixe:Avião apresentaram “A Espera é um Arame” e “Camaleão”, dois temas que vão fazer parte do álbum de estreia «40.02».

        

Ainda entre Braga e Barcelos, os já conceituados Green Machine editam finalmente o disco de estreia. Escolhem o selo Rastilho para apresentarem «Plays Ghost». Magnifico trabalho onde “Almodóvar Kind of Girl” abre da melhor forma a fornada de doze temas imparáveis de puras doses rock. “All-Star Love Triangle” tema do ano! Viciante!

Com um arranjo gráfico fabuloso, uma embalagem genial e com conteúdos perfeitos, os V.Economics expuseram um EP de cinco temas baptizando-o de «Shapes & Sounds».
Um projecto a seguir com alguma atenção e se possível, adquirir este objecto único de colecção.

“Sopro Ausente” é o single de apresentação dos Slide. Banda composta por Daniel Fontoura, Daniel Mota, Miguel Botelho, Nuno Costa e José Santos da qual se aguarda por mais novidades.

«Ready! Set! Go!» marcou o arranque desta banda de Peniche e conseguiu fazer estragos! Muitos foram os momentos de rock puro e duro que foram crescendo.
Cresceram na qualidade e na vontade de fazer mais, muito mais. Paulo Franco e João Guincho agarraram em suas guitarras que tão bem manipulam e juntamente com variados bateristas a rodar entre si nos onze temas, debitam o fabuloso «Electro Tube Riot». Um disco para ser devorado com vontade e garra afiada.

Novo passo dado entre a união da nova musica portuguesa e a causa AMI para o combate à Info Exclusão.
Uma ideia de Henrique Amaro que nasceu no passado ano, e agora, novamente com a FNAC, apresenta «Novos Talentos 2008» . Sem duvida que o futuro da musica portuguesa passa por aqui. E se no passado ano se revelaram alguns nomes, nesta edição podemos sugerir uma audição mais atenta a nomes como Madame Godard, Rodriguez, Maia ou Olive Tree Dance. São algumas pistas, descubram vocês o resto…

        

Da cidade da Maia mais um projecto bem interessante. Foomaça! Um grupo de amigos que se querem fazer ouvir, e que conseguem com este interessante EP de seu nome «Gravidade Zero». Queremos saber ver mais fumo a sair…

Quando nada fazia prever, o regresso dos Rádio Macau há uns anos, foi uma surpresa agradável. Neste ano «Oito» demonstra o bem-estar da banda e apresenta doze temas refrescantes acompanhados de um DVD que deixe visualizar esse mesmo bem-estar.

        

Voltando a cidade de Braga e apontando as agulhas para as ondas electrónicas os VortexSoundTech surgem com o álbum de estreia, «Fiery Silence». A dupla nRv e Tatsumaki juntamente com a Thisco dão um colorido negro à movida electrónica deste ano.

Ainda nas movidas electrónicas, sugerimos o projecto No Data. Uma nova aventura entre Carlos Maria Trindade e Luís Beethoven em «Carrocel do Mundo». Um disco com sabor a dança, mas com toque de requinte. Vários são os amigos que se juntam neste projecto. Destaque para a remistura de Tó Ricciardi no tema “Junk in My Mind”. Fabuloso álbum este!

Estando em Braga e não falar dos Mão Morta é quase imperdoável. Também a mítica banda nacional apresentou novidades discográficas neste ano. Trata-se do registo áudio dividido em duas partes da peça “Maldoror”, captado ao vivo na apresentação da peça no Theatro Circo. Uma edição perfeita, bem elaborada com uma capa de luxo. Mais um objecto de colecção concebido pela Cobra.

Um salto até aos sons de rua. NBC reaparece ao mundo com o brilhante «Maturidade». Sem dúvida que NBC está mais maduro e agora, juntamente com a Footmovin como companheira e algumas colaborações de peso no disco, e com tudo isso, sente-se o verdadeiro suor das palavras. Faz todo o sentido haver projectos como NBC.

        

O trio The Aster também marca presença e levanta o braço com o álbum «Save the Drama». Uma apetitosa refeição sonora repartida em três actos. Bem interessante este disco. Experimentem!

«Deus Menor». Um nome sugerido para o segundo trabalho dos Lírio Cão. São doze as faixas que conduzem a viagem para um nome que merece mais atenção.

Mais um nome a reter. Mais um projecto vindo da margem sul. São os Cruzumana. Composto por Liliana Morgado, Zubi Fernandes, Miguel Martins Roger Jordão e Ricardo Miranda. Estão actualmente com um dispo interessante nas mãos. «E tu… Tudo bem?!?» Uma banda a descobrir urgentemente.

Dentro das raízes nacionais, chegam-nos do Porto o álbum «Escarpa» dos Mandrágora. As vozes e o sentimento rural em formato canção pop num registo cheio de energia e boa disposição.

        

Da mesma fornada e com a mesma alegria, «Folklore Hardcore» apresenta-se como um programa de rádio conduzido pelos Fadomorse. Um registo original que não perde por ser diferente. Pelo contrario. «Folklore Hardcore» é um disco de excelência. Perfeito!

Das raízes tradicionais populares, um salto ao fado, também ele enraizado e redescoberto por vários artistas nos últimos tempos. Um dos casos é o projecto A Naifa de João Aguardela, Luis Varatojo e Mitó. Uma união que já muito ofereceu à música portuguesa e que ainda continua a produzir agradáveis e apreciáveis momentos. Regressam este ano com «Uma Inocente Inclinação para o Mal». Um disco agradável e sonhador. Recomendamos “Esta Depressão que me Anima”. Há mais 13 temas a descobrir.

        

De volta para a rua e para o hip hop nacional... Dealema de regresso. Um acontecimento que tardava mas que chegou em boa hora. Aliás, os Dealema chegam sempre em boa hora a qualquer lado. «V Império» reina de novo nas veias destes rapazes e soa como cristais nos nossos ouvidos. As melodias são mantidas por entre as rimas perfeitas e o resultado é... Um disco mais que perfeito. É a pureza dos Dealema em acção.

«Fluir» expõe a leveza das músicas de Joana Pessoa. São 12 deliciosos momentos para se sentir no bem-estar com a vida nesta alegre aventura pela musica popular portuguesa.

        

Imparável a rastilho neste ano de 2008. A prova está na edição de mais dois discos. Monomonkey atira-se com um álbum carnívoro que parece ter vida. «Before We All Implode», impõe um certo respeito e merece ser ouvido com o volume acima do aceitável.
Um rock delicioso vindo da Marinha Grande.

A outra edição passa pela produção magnífica dos Linda Martini. Um regresso esfomeado, fazendo com que «Marsupial» nascesse como um EP, mas que rapidamente se assumiu como um grande álbum. Perfeitos temas, ultrapassando aquilo que já conhecíamos anteriormente.
A originalidade também reina nesta edição. O disco «Marsupial» foi editado em vinil branco dentro de um saco de pano. Uma embalagem original para suportar o vinil e dar um certo charme às prateleiras de discos. Muito bom este momento!

        

Dentro da originalidade está também o recente álbum dos lisboetas You Should Go Ahead, o segundo registo da banda: «Emotional Cocktail». A linha electro pop mantém, o que nos deixa agradavelmente satisfeitos.
“Rave Party Machine” é o verdadeiro tema orelhudo, e por tal, vem incluído como faixa extra neste álbum. Faixa extra mas em formato vinil, pronto a ser ouvido nos gira-discos. É o início dos discos híbridos por cá. Original ao máximo, sem duvida...

Vitor Pinto

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