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Edições ao telescópio...



Dead Combo - «Guitars From Nothing»

A proposito da edição em vinyl de "Guitars From Nothing", o novo dos Dead Combo, Pedro Gonçalves juntou-se ao Fenther e falou-nos desta edição, bem como do futuro da banda...

Fenther – Um regresso há muito desejado, chegou na altura certa, mas com material antigo. Porquê?
Pedro Gonçalves - Estas gravações foram as que originaram os Dead Combo. Foram gravadas só pelo Tó Trips em 2002. Achámos que seria interessante dar a conhecer a origem do grupo e da música ao público, mas por outro lado achámos que não fazia sentido lançar um CD "normal", daí a edição em vinil.

Fenther – Como classificam "Guitars From Nothing" em relação aos vossos 2 álbuns anteriores?
Pedro Gonçalves - É a origem do grupo, onde tudo começou. Quanto a mim acho que neste disco se pode ouvir a alma do grupo no seu estado mais puro e transparente. Visto este ser um disco a "solo" e não ter de todo a minha participação acho que serve como que de preambulo aos discos que se seguiram - Vol 1 e Vol 2 Quando a Alma Não é Pequena.

Fenther – Embora não tenhas feito parte destas gravações, sentes a tua energia nestes temas?
Pedro Gonçalves - Claro que sim. São temas poderosissimos e intensos. Muitos deles acabámos por regravar para o Vol 1.

Fenther – A vossa sonoridade é muito própria. Concordas?
Pedro Gonçalves - Sim. Creio que reside no facto do Tó ter criado uma forma que considero única de tocar guitarra, que consegue unir a tradição da "alma" Portuguesa com a tradição do Blues, Rock e outras tantas músicas.

Fenther – Qual a tua opinião em relação à edição em vinil?
Pedro Gonçalves - Neste caso encaramos a edição como uma edição para "colecionadores". Sempre gostei mais do vinil do que do CD independentemente da qualidade sonora, acho que se cria uma relação mais intensa com o objecto disco em vinil.

Fenther – Estão satisfeitos com o trabalho feito pela Rastilho?
Pedro Gonçalves - Sim, muito.

Fenther – Mais concertos Dead Combo para quando?
Pedro Gonçalves - Para já estamos a trabalhar num novo àlbum e a fazer poucos concertos. Estamos também a trabalhar com a coreógrafa Mônica Coteriano num espectáculo que irá estrear em Novembro em Lisboa com música ao vivo tocada por nós e cantada por ela. Ou seja, não temos tido muito tempo para concertos...

Fenther – Tu e o Tó Trips, pensam já num novo registo? Dentro da mesma linha?
Pedro Gonçalves - Como te disse estamos a trabalhar nisso. Quanto à linha... não pensamos muito acerca do que fazemos. Primeiro fazemos e depois de estar feito é que nos debruçamos sobre o disco e vemos o que tem de diferente ou não em relação aos anteriores.

Fenther - Sentem-se já maduros? Uma banda que sabe bem o que quer?
Pedro Gonçalves - Sempre soubemos o que queriamos. Queremos fazer a música que fazemos e levá-la ao maior número de pessoas possivel.

Fenther – O que ouvem os Dead Combo?
Pedro Gonçalves - Muita música, muito diferente do mundo inteiro. Felizmente temos amigos que estão sempre actualizados nas mais variadas têndencias musicais que nos põem a par do que se passa. Como o Tó costuma dizer: "...desde Slayer a Cesária Évora..."

Fenther – Um apelo para a musica actual portuguesa…
Pedro Gonçalves - Mais música! Mais músicos! Mais espaços de concertos! Mais apoios! Mais TUDO!

Vitor Pinto



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