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Edições ao telescópio...

Existem coisas na vida que nos deixam contentes, só pelo facto dessas coisas existirem embora questionando sempre: “Mas Como é possível?” Não sabemos. O que sabemos, é que Rodrigo Cardoso fundou a editora Bor Land por amor á camisola, e… ainda continua, após todos estes anos! Um feito notável.
Um exemplo á sociedade em geral, embora sabendo da tamanha dificuldade e do enorme esforço que isso implica. E o Rodrigo que o diga. De louvar todo este trabalho que ao longo de mais 5 anos, a Bor Land foi fazendo. Sempre no mundo alternativo, grandes discos foram surgindo, grandes nomes da nova música portuguesa foram apresentados ao mundo.

Recentemente, uma compilação a comemorar o quinto aniversário, foi editada e reuniu todos os nomes do catálogo da Bor Land.
Neste ano de 2006, foram chegando mais novidades. Destaque para uma outra compilação, com uma embalagem sem dúvida original. (Aliás, todas as edições da Bor Land, tem como imagem própria, excelentes formatos gráficos, e tudo o que demais possa proteger a rodela (cd)).

Uma embalagem de pano, com costuras manuais feitas com lã vermelha. Lá dentro, 6 temas, antecipando assim o que por aí virá ao longo deste ano. Musicas de Bypass do álbum de estreia. (já lá vamos).
Uma pequena amostra do 7´´ de Alexandre Soares e Jorge Coelho, antecipação do que por aí virá pelas mãos dos barcelenses The Astonishing Urbana Fall, primeiros toques para Most People Have Been Trained to be Bored, e o split cd em amostra com 2 temas de Bruno Duarte e Old Jerusal ém, que juntamente com os Puny, preenchem o fabuloso «Splitted».

Três nomes aqui reunidos neste «Splitted», tão perfeitos na sua união. Os sete primeiros temas ficam a cargo de Bruno Duarte, musico dos München (banda a ouvir atentamente). Fantasias de sons acrobáticos, rebatidos em momentos relaxantes. “Colibri Research” é o tema chave.
Os 3 temas seguintes são da responsabilidade de Francisco Silva (Old Jerusal ém), que uma vez mais, nos deixa levar pelas suas histórias “folkianas”, sempre em busca de um amanha diferente. Continua em grande forma.
At é ao final do registo, a estreia dos Puny com 11 temas curtos e directos. O último tema tem 17 segundos! Nomes bem sugestivos como: “He She It Want To. I Fuck Kylie Minogue” ou “Jad Fair vs Mathematics vs Daniel Johnston in a Drug Free Existentialist Convention. “ (Ufa!).
Pelo Meio, um tema perfeito dedicado a Elsa a Bee Keeper, já desaparecida entre nós, infelizmente.
Foi a mais recente edição da Bor Land, uma vez mais, e como sempre, com uma caixa original, lacrada com o símbolo da editora e com as mãos do sempre atento Paulo Miranda, imparável nos trabalhos desta casa.

Para terminar, «Mighty Sounds Pristine». Finalmente o disco de estreia dos lisboetas Bypass, eles que por cá anda há mais de 10 anos. Por entre muitas actuações ao vivo, Ep’s e maquetes, chegam finalmente ao longa duração.
Um disco que nos eleva ao transformismo ambiental, que os Bypass já nos habituaram ao vivo. O som não é novidade, mas a atitude experimentalista que nos sujeitamos ao ouvir nestes doze temas, leva-nos a lugares nunca visitados antes, e isso, é muito bom!
Cada audição, uma viagem diferente. De que estão á espera? Calcem os patins e deslizem nas emoções do álbum de estreia dos Bypass. “Setnov” no início do disco, serve de banda sonora imediata e o aroma do single “Eurostar Trilogy: EuStar, Tunnel. Ahford”,completa a aventura.
Há um motim controlado em “Tormlog”. Violências verbais que nos fazem dançar, e os arrepiantes “ Sweet” e “Nine Am”, que a cada audição, nos conquista ainda mais. Fabuloso!
A alucinação final fica com “Slow Fock”, uma viagem de 10 minutos pela pureza do som e da fantasia.

Acompanhem as aventuras da Bor Land. Cheguem-se á frente e apoiem a nova música portuguesa.

www.bor-land.com

Vítor Pinto

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