Bandas/Discos | Crónicas | Livros | Eventos | DJ7 | Links | Apoios | Home


Mais Discos Fenther

Edições ao telescópio...



Blood Safari - «Death Rodeo»

Depois de um momento histórico por terras britânicas, com o triunfo nos tops de uma banda portuguesa e dos concertos marcantes nas principais salas em Inglaterra, os Parkinsons afirmaram-se com uma potência mundial.
Mas passado todo o “hipe” e toda a loucura, Vítor Torpedo e Pedro Xau, deixam cair os Parkinsons, e regressam ao activo com os Blood Safari. Com nova atitude e nova formação. Vítor e Pedro, recrutam Mr Stix dos Black Time e Charlie Fink dos Penthouse.

Está criado um novo clã do western punk e depois de um EP editado apenas em vinil, surge o álbum editado pela Rastilho records sobre o baptismo de «Death Rodeo».
Pouco mais de meia hora em 10 temas poderosos, como de resto tem vindo a ser imagem de marca de Torpedo depois do seu percurso desde os Tédio Boys.
“Women or Babies” faz as delícias de abertura e está solta a fantasia insuflável do puro punk-rock.
Poderoso “Starvation” recheado de Glamour e muita energia. Um saudável “Real Germans”, e apenas com estes três temas inicias, ficou a vontade de ver toda esta energia em palco. Eles já por cá andaram em palcos nacionais, mas tem o seu quartel-general montado em Londres, a cidade rock’n’roll.
“City Farm 2000” recria o velho western em imagens série B, e “Pennies in your Eyes”, a balada riscada e fresca, pronta a ser diluída em bebidas quentes.

Um excelente disco que passou pelas mãos de Theo Miller, um nome marcante na produção. «Death Rodeo» vai ficar também ele marcado na história.
Até ao final deste registo, que irá voltar sempre ao seu início e continuar num ciclo viciado até…, encontramos o instrumental “Little Bible for, Boys and Girls” recheado de ficção e momentos espaciais.
“Monkey Puzzle” envolve e “Hurricane Blues” faz-nos dançar sem distracção. Faz-nos entrar num “swing” sensual, tudo em movimentos perfeitos.
“The Worst Thing” e “Killed her in the Barn” fecham este registo da melhor forma. Sente-se a revolta de uma guitarra, as batidas imparáveis e a voz embebida de Charlie. Sente-se igualmente nas veias, todas as influências possíveis para a fonte criativa dos Blood Safari. Mas o que estes quatro rapazes provam no seu álbum de estreia, é a força e a vontade de criar algo de novo, activo, sem nunca perder raízes, sem nunca deixar a atitude que os marcará. Força rapazes!

Vítor Pinto

Mais Discos Fenther