A primeira noite abre, às 22:00, com uma das mais recentes bandas de Barcelos, Nada Ético. Também Os Overdoses, fundados por João Pimenta (10.000 Russos e Green Machine), fazem a sua estreia no festival para apresentar o disco de estreia “All Killers! No Fellers”, editado em 2024.
Com música nova, os Sunflowers prometem incendiar o Largo do Souto. A banda do Porto apresenta “A strange feeling of existential angst” (2023). Para fechar o palco principal, o techno-punk dos Maquina vai fazer as delícias dos amantes das pistas de dança.
A noite de sexta-feira fecha com dj set de Dedos Bionicos + Lovers&Lollypops, no Plátano Koberto.
Já no sábado, 13 de julho, Them Flying Monkeys serão os responsáveis por abrir o palco principal, seguindo-se a eletricidade dos Dead Club e o regresso dos 800 Gondomar. A banda do Porto, que atuou em 2018 no festival, está de regresso a Roriz com o novo álbum “São Gunão” (2024), lançado após uma pausa de alguns anos.
O Largo do Souto encerra com Hetta, banda oriunda do Montijo, que tem sido responsável por colocar o punk hardcore nos principais palcos nacionais.
O fecho do festival está a cargo da dupla local de djs Carlos & Custódio, também na já mítica sala do Plátano Koberto.
Leonel Miranda, da organização, explica que, como é habitual, procuraram as “novidades da música alternativa nacional” e, por isso, há “muita música nova”.
“Estarão reunidas em Roriz algumas das mais entusiasmantes bandas de rock nacionais do momento e com certeza que voltaremos a ter uma boa e grande festa”, vinca o promotor.
O Souto Rock é um festival organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Roriz desde 2005, que junta nomes emergentes da música nacional num ambiente de convívio típico das festas do Minho. Conta com o apoio do Município de Barcelos e Junta de Freguesia de Roriz.
Todos os espetáculos do Souto Rock 2024 são de entrada livre e o campismo é gratuito.
Sexta-feira, 12 de julho
Nada Ético
Os Overdoses
Sunflowers
Maquina
Dedos Biónicos + Lovers&Lollypops (dj set)
Sábado, 13 de julho
Them Flying Monkeys
Dead Club
800 Gondomar
Hetta
Carlos & Custódio (dj set)
Nada Ético
Nascidos na cidade do rock, Nada Ético trazem de volta as entranhas do Nu Metal, com um traço bastante português.
Embalados pelo primeiro EP, a banda de Barcelos aproxima-se do lançamento do seu primeiro álbum, reunindo a nostalgia dos anos áureos com uma lufada de ar fresco de inovação e introdução de novos géneros. Sedentos e indecifráveis, sobem ao palco do Largo do Souto.
Os Overdoses
Janet, Joey e Johnny são 3 misfits de Forest Hills, Queens exilados em Morto, Portugal, perseguidos durante anos pelas autoridades federais americanas por corrupção da juventude e incitamento ao crime. Homicídio? Necrofilia? Vampirismo? Canibalismo? Sim. A tudo.
Nos dias que correm, através de riffs de guitarra arrancados das mais profundas raízes norte-americanas, drones arrepiantes, letras aterrorizantes sobre as suas experiências no submundo do crime, os Overdoses canalizam os seus demónios e os dos outros em “All killers, no feelers” que foi editado pela Socorro (Portugal), Dirty Filthy Records (Reino Unido) e Echodelick (EUA) em fevereiro de 2024.
Sunflowers
Os Sunflowers são uma banda de noise rock e art punk oriunda do Porto. A banda foi fundada em 2014 por Carlos de Jesus (guitarra, sintetizadores, voz) e Carolina Brandão (bateria, voz), aos quais se juntou Frederico Ferreira (baixo) em 2018.
Conhecidos pelos seus concertos intensos e pela sua energia irreverente, tornaram-se figuras emblemáticas da cena indie portuguesa, cativando o público nacional e internacional com o seu ataque sónico estrondoso e sem rodeios.
Maquina.
O trio Maquina acaba de lançar o seu álbum “Prata”, um disco com o selo da editora Fuzz Club. Sucede ao sucesso instantâneo que foi “Dirty Tracks For Clubbing” (2023), que passou por Roriz à boleia do Club Souto.
Baseiam-se na repetição krautrock, na força do techno industrial e EBM, na crueza do punk e na loucura do psicadelismo. Maquina exploram os limites desses géneros criando um som cheio de adrenalina, que vai transformar o Largo do Souto numa pista de dança cheia de gente suada.
Them Flying Monkeys
Os Them Flying Monkeys são uma banda de rock alternativo, de Sintra, criada por cinco amigos de longa data: Diogo Sá (guitarrista), Francisco Dias Pereira (teclista), Hugo Luzio (baterista), João Tomázio (baixista) e Luís Judícibus (guitarrista e vocalista).
O seu primeiro EP, Them Flying Monkeys, foi editado de forma independente em 2015 e conduziu a banda à sua primeira tour nacional de clubes, durante a qual venceu os prémios do XXI Festival de Música Moderna de Corroios, do Vodafone Band Scouting e do EDP Live Bands.
No seu primeiro LP, Golden Cap, editado pela Sony Music em 2017, a banda revitalizou a sua sonoridade, enveredando por um psicadelismo pop-rock que caracterizou boa parte do seu percurso. Entre 2017 e 2018, a banda realizou a sua segunda tour nacional, pisando os palcos de festivais como o NOS Alive, o BBK Bilbao (Espanha), o Vodafone Mexefest, a Festa do Avante!, entre outros.
Entre Maio e Junho de 2019, a banda realizou a sua primeira tour internacional, atuando em Espanha, França e Itália. Regressada a Portugal, a banda compôs o seu segundo LP, Under the Weather, editado pela Montanha Records em 2020, diluindo o seu psicadelismo entre composições ora mais ornamentadas, ora mais roqueiras e diretas ao assunto.
Os Them Flying Monkeys já gravaram o terceiro EP, onde aliam o seu lado mais robusto e explosivo à exploração de novos elementos eletrónicos na sua instrumentação.
Dead Club
Dead Club é um ritual que envolve desde vozes sussurradas a gritos de desespero contrastados com uma guitarra suja, drum machines e sintetizadores.
Rock enquanto sobrevivência, aquilo que devia sempre ser. Em Dead Club o género é reavivado a electro-choques do synth punk e assume aquele brilho refratado quase glam no balanço e poder antémico, electricidade a conduzir as palavras de Violeta num esgar de raiva, desespero e sensualidade.
Em 2022 lançaram o seu EP intitulado de “Adios Amigos” e, em 2023, o LP “Never To Heaven”.
800 Gondomar
Os 800 Gondomar são frequentemente entendidos como uma das mais fortes performances ao vivo na música portuguesa, com a sua característica mistura de rock de garagem distorcido e barulhento, sempre prontos para tomar de assalto qualquer palco ou plateia que encontrem.
O LP de estreia – Linhas de Baixo – elevou-os a uma posição de destaque no rock alternativo português, com mais de cem performances por todo o país - incluindo o Souto Rock em 2018 - e uma digressão europeia de seis semanas.
Como pontos-altos incluem-se concertos em horário nobre em festivais como o NOS Alive
(Lisboa, PT) e a partilha de palco com bandas como Thee oh Sees, The Black Lips e Fat White Family, entre mais. As reviews aos seus espectáculos são eletrizantes e unânimes.
Após um hiato de cinco anos, e uma breve tour de reaquecimento com passagens pela Grécia e Macedónia, os 800 Gondomar lançaram o segundo LP – São Gunão –, uma ode refinada ao amadurecimento suburbano, pleno de singles e experimentação, que ambiciona reafirmar o estatuto de banda a não perder no circuito doméstico, mas não só.
Os 800 Gondomar apresentam-se definitivamente mais intensos, amadurecidos, selvagens e criativos do que nunca. Uma banda essencial no actual revivalismo da música de instrumentos, de língua portuguesa e do contacto corpo-a-corpo, pronta a atacar nos espaços únicos que cria, tornando-os fortes, enérgicos, inesquecíveis e arrebatadores mas também sensíveis e inclusivos.
Hetta
Conjurado no Montijo, Hetta é um quarteto constituído por Alex Domingos, João Pires, João Portalegre e Simão Simões. Tocam música rápida, caótica, navegando os universos do mathcore, do screamo e do noise, embrulhando-os num pós-hardcore que tanto pisca o olho aos idos anos 90 e 00, como procura dar a mão aos ventos do futuro.
No seu EP de estreia, Headlights, gravado por Leonardo Bindilatti e Miguel Abras e lançado em 2022, estão presentes os suspeitos do costume: gritos opressivos e saturados, bateria hiperactiva e guitarras incisivas. A parede sonora, tanto em Headlights como nas apresentações da banda ao vivo, é a breve explosão de energia em que a ânsia por fôlego é promessa cumprida, e em que a vontade é de cada vez fazer mais.