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Misty Fest 2026 - Formatos inéditos e estreias absolutas marcam a edição do festival de outono
Outubro 25, 2026
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O Misty Fest 2026 afirma-se como um dos mais relevantes festivais realizados em Portugal, distribuindo a sua programação entre dois polos centrais — Lisboa e Porto — e contando este ano também com uma extensão em Loulé e em Coimbra, reforçando a sua presença em diferentes territórios culturais do país.
Promovido pela UGURU, produtora portuguesa fundada em 2002, o festival apresentará um total de 48 concertos: 28 em Lisboa, 18 no Porto, um em Loulé e um em Coimbra. De outubro a dezembro, a programação ocupará mais de uma dezena de salas de referência, privilegiando espaços de proximidade e ambientes intimistas, perante uma audiência estimada em cerca de 35 mil espectadores.
A programação do Misty Fest continua a distinguir-se pela diversidade de linguagens musicais que reúne, cruzando jazz contemporâneo, música indie, propostas neoclássicas, eletrónica, folk e diferentes abordagens experimentais à criação contemporânea.
Entre os principais destaques da edição de 2026 encontra-se José González, um dos artistas internacionais mais acarinhados pelo público português, que apresentará o seu mais recente trabalho em concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto. Rodrigo Leão regressa ao festival com uma recriação especial de Alma Mater, um dos álbuns mais marcantes da música portuguesa das últimas décadas, em apresentações no Coliseu dos Recreios e na Casa da Música, acompanhado por convidados a anunciar brevemente.
Cat Power sobe ao palco do Sagres Campo Pequeno, a maior sala desta edição, para revisitar The Greatest, álbum fundamental da sua carreira que nunca serviu de base a uma digressão em Portugal. Já Al Di Meola, uma das figuras maiores da guitarra contemporânea, regressa ao país para quatro concertos que prometem atrair a sua fiel comunidade de admiradores.
Outro nome incontornável da programação é Alan Stivell, referência maior da música celta, que celebra seis décadas de carreira. Christian Löffler, verdadeira referência na cena electrónica contemporânea graças ao seu uso imaginativo do techno, deep house e ambient, por seu lado, apresenta o seu novo álbum num formato inédito em Portugal, acompanhado por uma banda de cinco músicos. Diferente dos seus habituais concertos em formato live ou das ocasionais apresentações com ensemble, esta será a primeira vez que o artista alemão traz esta configuração ao país.
As Contemporary Jazz Nights ocupam um lugar de destaque na programação deste ano. Em Lisboa, o público poderá assistir aos concertos dos britânicos Mammal Hands, um dos grupos mais relevantes da nova geração do jazz europeu, da saxofonista e compositora Laura Misch e da baterista francesa Anne Paceo, uma presença há muito desejada pelo festival. No Porto, Mammal Hands e Anne Paceo regressam para novas apresentações, juntando-se-lhes Eliana Glass, pianista, compositora e cantora norte-americana em rápida ascensão internacional.
No Teatro São Luiz, East Forest apresenta um espetáculo que cruza eletrónica ambiental, composição contemporânea e uma sensibilidade próxima da tradição New Age.
Niklas Paschburg atua no Museu do Oriente, em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto. O compositor, pianista e produtor alemão é um dos nomes em maior destaque na atual cena neoclássica europeia, desenvolvendo uma linguagem que cruza piano e eletrónica. A presença deste universo estético tem sido uma constante na programação do Misty Fest, que em edições anteriores acolheu artistas como Joep Beving ou Dobrawa Czocher.
Ainda no São Luiz, uma noite dedicada ao jazz contemporâneo reunirá Svaneborg Kardyb e Vega Trails, dois projetos ligados à prestigiada editora Gondwana Records. Enquanto os dinamarqueses Svaneborg Kardyb regressam a Portugal, Vega Trails estreia-se finalmente perante o público nacional.
Entre as restantes propostas internacionais destaca-se também Rodrigo Cuevas, um dos artistas mais celebrados da nova música espanhola, que traz ao festival o espetáculo La Belleza. Habitualmente apresentado em grandes auditórios e arenas no seu país, este concerto permitirá uma rara oportunidade para o ver num contexto mais próximo e intimista.
Os PAUS, uma das bandas mais importantes da música alternativa portuguesa das últimas duas décadas, apresentam alguns dos últimos concertos da sua carreira. Surma, uma das criadoras mais singulares da atual cena nacional, mostrará um novo espetáculo a solo atualmente em desenvolvimento.
A canadiana Frazey Ford estreia-se em Portugal no âmbito do Misty Fest. Com uma abordagem que aproxima folk, soul e canção de autor, é uma das vozes mais distintas da música norte-americana contemporânea.
Na sala Luís de Freitas Branco do Centro Cultural de Belém, a programação assume um carácter mais intimista. Youn Sun Nah, artista sul-coreana com uma carreira internacional consolidada, apresenta-se pela primeira vez em Portugal. Eliana Glass regressa também nesta sala para um segundo concerto, numa das atuações mais recomendadas desta edição.
Nancy Vieira & Francisco Sassetti estreiam um novo espetáculo conjunto que aproxima a morna cabo-verdiana do universo pianístico do compositor português. Já Maria João & João Farinha apresentam O Coração é um Músculo, projeto centrado na exploração das possibilidades expressivas da voz e na cumplicidade artística construída ao longo de décadas de colaboração.
Com uma programação que reúne artistas consagrados e novas descobertas, cruzando diferentes geografias, gerações e linguagens musicais, o Misty Fest 2026 volta a afirmar-se como um espaço singular de encontro com algumas das mais estimulantes propostas da música contemporânea.
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