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7ª edição do Festival Lux Interior, promovida pela Lux Records no ano em que a editora celebra 30 anos, acontece a 29 e 30 de outubro e a 5 de novembro

Setembro 30, 2026

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A 7.ª edição do Festival Lux Interior, promovida pela Lux Records no ano em que a editora celebra 30 anos, acontece a 29 e 30 de outubro, no Teatro Académico de Gil Vicente, e a 5 de novembro, no Salão Brazil, reunindo projectos com diferentes percursos e dando palco a três novas bandas de Coimbra que serão editadas pela editora.

A Lux Records assinala este ano três décadas de actividade com mais uma edição do Festival Lux Interior, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes gerações e percursos da música independente.

O programa cruza projectos com percursos já consolidados com bandas mais recentes, numa programação que acompanha também o trabalho de descoberta e edição da própria Lux Records.

A primeira noite, 29 de outubro, no TAGV, junta Duques do Precariado e Gata Surda. No dia seguinte, 30 de outubro, sobem ao palco Expresso Transatlântico e Voronet Blue.

A programação termina a 5 de novembro, no Salão Brazil, com Birds Are Indie e Gulag Motel.

As primeiras partes das três noites são asseguradas por Gata Surda, Voronet Blue e Gulag Motel, três projectos muito recentes de Coimbra que integram o trabalho de descoberta da Lux Records e que serão editados pela editora.

A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país.

Gata Surda
Com raízes no rock psicadélico, no blues e no baroque pop, os Gata Surda parte das suas referências sem as tomar como destino, construindo um som marcado por arranjos dinâmicos e espaço para a improvisação. Cada música encontra assim a sua própria direção, num processo aberto à descoberta e à transformação.
No centro do projecto está a ideia de que, num mundo marcado pela violência e pela divisão, o amor pode ser mais do que um sentimento e afirmar-se como uma força capaz de transformar o mundo. Enquanto prepara o seu primeiro LP, os Gata Surda leva para o palco essa vontade de descoberta, com canções que respiram, crescem e, quando necessário, saem dos carris.

Duques do Precariado
Os Duques do Precariado nasceram em Lisboa em 2014, quando Pedro mostrou a Fragoso as canções que tinha “no lixo”. Depois de muitas conversas e algumas gravações numa cave da Graça, deram-se a conhecer a 1 de maio de 2017 com o tema “Vou Considerar”, produzido com Bernardo Fachada. Em outubro de 2018, editaram na internet o primeiro álbum, Antropocenas, um conjunto de sete canções que retratam um encontro demorado com a certeza do colapso. Em 2023, o disco foi recuperado do esquecimento com a edição física pela Lux Records e apresentado ao vivo, por vezes em quinteto e muitas vezes apenas pelos dois. No final de 2024, já fora de Lisboa e com Neves entretanto integrado na formação, decidiram fazer um novo disco, Encarnação, celebrando as coisas que descobriram entretanto.
Em Encarnação, segundo disco dos Duques do Precariado, foi editado pela Lux Records e valeu-lhes uma capa do Ípsilon e destaque editorial na Antena 1, Antena 3 e Radar. Depois de passagens pelo NOS Alive, Festival Músicas do Mundo e Mêda+, os Duques do Precariado chegam agora ao Festival Lux Interior, com o tema “Falho” nomeado para Melhor Música nos Globos de Ouro de 2026.

Voronet Blue
Movidos por um sentido de urgência e por um impulso orgânico, os Voronet Blue são uma banda emergente de Coimbra, formada em 2023 por Beatriz (voz), Zé e Bernas (guitarras), Leo (baixo) e Diogo (bateria). O grupo constrói o seu som a partir de densas paredes sonoras, procurando um equilíbrio entre peso e contenção e cruzando influências de alternative rock, post-punk e shoegaze. O EP de estreia, The Chariot, reúne cinco temas que exploram o espaço entre a intensidade e a vulnerabilidade, através de guitarras distorcidas, texturas sobrepostas e dinâmicas em constante transformação.
O primeiro avanço do EP surgiu com “Juliette”, lançado a 26 de junho de 2026, tema que combina uma sonoridade densa e poderosa com uma dimensão etérea e uma atmosfera marcada pela nostalgia. The Chariot chega a 25 de setembro, com edição da Lux Records, em formato digital e CD, acompanhado pelo videoclipe de “Grip”, tema de abertura do EP, com estreia marcada para a mesma data.

Expresso Transatlântico
Expresso Transatlântico explora as interseções entre a tradição musical portuguesa e influências de sonoridades globais contemporâneas, tendo a guitarra portuguesa como elemento central da sua identidade sonora. Nos últimos anos, o grupo tem vindo a afirmar-se nos circuitos nacional e internacional, com passagens por eventos e festivais como a abertura da WOMEX 2022, MUMI, Colours of Ostrava, Eurosonic Noorderslag, Expo Osaka, Zomer van Antwerpen, Primavera Sound, FMM Sines, Vodafone Paredes de Coura, NOS Alive e Festival MED.
Em 2026, o grupo iniciou uma nova etapa com Trópico Paranóia, álbum produzido por The Legendary Tigerman e criado a partir de um período de trabalho desenvolvido em diferentes regiões de Portugal. O disco reflecte esses diferentes ambientes através de uma sonoridade marcada pelo rock, pelas texturas e pelo movimento, explorando também as transformações, tensões e contradições do presente. A nova fase foi sendo revelada através dos singles “Flor Trovão”, “Avalanche”, “Tigre da Serra” e “Nikita Punk”. Com a confirmação da actuação no BIME Bilbao e uma agenda preenchida por festivais e eventos culturais em Portugal, 2026 marca mais uma etapa no percurso nacional e internacional do grupo.

Gulag Motel
GULAG MOTEL é o local onde são despejados, habitam e operam os inoportunos e indesejáveis musicais que se insurgem contra um sistema velho e podre. Entre os prisioneiros deste complexo de hotelaria esclavagista, quatro dos seus hóspedes juntam-se para um projecto improvável de rock suicida, ainda que enérgico e cru.
São eles Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Mancines) nas guitarras e teclas, Hugo Umbelino (Caustic, Babe!) na voz e textos de intervenção sócio-política, Miguel Cordeiro (Victor Torpedo & The Pop Kids, Caustic, Babe!) no baixo e teclas e Ricardo Brito (Parkinsons, Victor Torpedo & The Pop Kids) na bateria e coros. O primeiro panfleto será editado em breve pela Lux Records.

Birds are Indie
Os Birds Are Indie nasceram em Coimbra, em 2010, com Ricardo Jerónimo e Joana Corker, a que se juntou Henrique Toscano, amigo de longa data. Com uma presença regular em palcos de Portugal e Espanha, o trio tem construído um percurso independente marcado por uma identidade própria, tanto na música como na forma de estar em palco. As suas primeiras canções partiram de uma abordagem próxima do bedroom pop e da folk, numa atitude DIY minimalista, influenciada por nomes como Belle and Sebastian, Yo La Tengo, Moldy Peaches e Juan Wauters, evoluindo progressivamente para uma sonoridade mais próxima do rock.
Com uma discografia que inclui singles, EPs e LPs, os Birds Are Indie apresentam em 2026 The Stone of Madness, o seu sétimo longa-duração, editado em CD e vinil. Dando continuidade à fase iniciada com Ones & Zeros (2023), o novo álbum mantém uma essência pop, mas cruza-a com guitarras distorcidas, caixas de ritmos, sintetizadores analógicos, bateria e baixo mais presentes e vozes mais ríspidas e roucas, acompanhando a urgência das letras.



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