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A Cantadeira edita disco de estreia "Tecelã". Um trabalho sobre as tradições e as raízes da música portuguesa, com um abordagem contemporânea destes legados

Maio 14, 2024

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Foto: Vasco Ribeiro Cascais

A Cantadeira edita hoje um novo disco, "Tecelã", do qual faz parte o single "Senhora das Flores", anteriormente lançado. É um trabalho sobre as tradições e as raízes da música portuguesa, mas sempre com um abordagem contemporânea destes legados.

"Tecelã" é um disco de 14 canções onde se quer manter as tradições musicais vivas, mas também reinventá-las criando novas canções com o legado das antigas. Neste trabalho a artista assume-se verdadeiramente como cantadeira, mergulhando na voz para encontrar uma identidade própria a solo, mas também das cantadeiras portuguesas da nossa memória coletiva.

Joana Negrão (A Cantadeira) refere "Quis que a tradição ancestral das canções se misturasse na perfeição com o que sinto hoje e com as questões e dilemas dos meus dias de Mulher, Mãe e Artista. O meu contato constante com pessoas que ainda vivem as tradições musicais mais antigas no seu próprio contexto, desde as Adufeiras de Monsanto, na Beira-Baixa, até às mulheres mais a centro e norte de Portugal, com o seu canto polifónico, deu-me uma enorme riqueza cultural e emocional, que trago sempre comigo e que espero que transpareça neste disco e quando canto em palco.”

Um disco que explora a voz como um dos instrumentos que mais nos conecta às nossas raízes, uma homenagem a todos os cantares que vieram antes nós, construindo um futuro que os homenageia e os extravasa. "Cantar e ir ao encontro da nossa própria voz é um exercício que nos conecta com a nossa identidade mais profunda. Acredito que dentro de todos nós há alguém que canta e seus males espanta.", remata A Cantadeira.

Com o disco sai também o videoclipe de "Da minha pele", novo single do disco e que ganha agora uma nova vida num vídeo onde A Cantadeira se rodeia de outras cantadeiras e adufeiras, mulheres que sempre fizeram parte do seu imaginário não só pessoal, mas principalmente enquanto artista.

"Tecelã" está desde já disponível em todas as plataformas e faz-se à estrada já a partir dos próximos dias, numa digressão que deu arranque em Monsanto na Festa do Adufe e que passou por Lisboa na Casa do Comum a 9 de maio vai passar um pouco por todo o Portugal: Coimbra a 13 de maio no Festival Santos da Casa, depois a 25 do mesmo mês em Évora no SHE. Passa depois por Esmoriz (Ovar), pelo Tan Tan Tann Festival a 15 de junho e a 6 de julho na Covilhã. Mais datas a ser anunciadas em breve.

“Onde estão as cantadeiras?
Onde estão as cantadeiras?
Pra dar voz à dor da alma
Quando já nos falta a calma

Dão voz à dor da alma
Com um eco ancestral
Em nós vivem carpideiras
Que nos lavam todo o mal”

Foto: Vasco Ribeiro Cascais




Sobre A Cantadeira:
A Cantadeira é Joana Negrão, nascida em Setúbal em 1983, com um percurso musical ligado à música de tradição oral portuguesa e que tem vindo a traçar um percurso sólido num domínio que se caracteriza, por um lado, por uma pesquisa pelas músicas tradicionais de tradição oral e, por outro, pela introdução de motivos contemporâneos nessas sonoridades ancestrais. Motivos contemporâneos e novas canções que refletem o sentir do presente com o pulsar dos instrumentos tradicionais. Joana Negrão materializou esse trabalho em projectos como os Dazkarieh e os Seiva e agora lança-se solo com A Cantadeira. Mantém em síntese tudo o que fez até hoje, mas utilizando apenas a sua voz gravada em várias camadas e instrumentos de percussão tradicionais, como o Adufe, a Pandeireta e também a Gaita de Foles Portuguesa.

A Cantadeira é Mulher, Mãe, Cantora, Gaiteira, Adufeira e procura inspiração nas mulheres de antigamente e nas de hoje, nas nossas mães, tias e avós que com as suas vozes nos embalaram, acolheram, criaram e nos deixaram o seu legado feminino, forte e emotivo. Apresenta-se a solo num espectáculo em que a voz é o fio condutor para paisagens sonoras ancestrais e atuais.

Em 2024 lança o seu primeiro disco, Tecelã, onde Joana Negrão procura manter tradições musicais vivas, mas também reinventá-las, criando novas tradições e novas canções com o legado das antigas. É uma imersão na voz para trazer a identidade das cantadeiras portuguesas e a tradição ancestral das canções, mas, ao mesmo tempo, misturar-se com o que a artista sente hoje e com as questões e dilemas dos seus dias de mulher, mãe e artista.

Recorrendo à voz como elemento primordial e à gravação constante de camadas de vozes sobrepostas gravadas ao vivo e em tempo real, A CANTADEIRA tem Voz (es) de Mulher.

Joana Negrão: Voz, Loops Vocais, Adufe, Pandeireta, Bombo, Gaita-de-fole Portuguesa;

Alinhamento:
01 - Sai mau olhado
02 - Senhora das Flores
03 - Da minha pele
04 - Onde estão as Cantadeiras
05 - Pandeiro
06 - Manhã Clara
07 - Velhinha
08 - Menina
09 - Lilaré
10 - Medo
11 - Lá vai o luar
12 - Rosa do Céu
13 - Tecelã
14 - Lado a lado




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