










7º Aniversário BranMorrighan – Maus Hábitos Porto
Surma
Whales
Azul-Revolto
Dj a Boy Named Sue
BILHETE Fenther.net © 29/01/2016
Surma + Whales + Azul-Revolto + Dj A Boy Named Sue
Bilhete 3,5€
Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de paisagens bem mais exóticas.
SURMA é o seu projecto a solo onde mistura sonoridades do jazz com post-rock, electrónica e
noise em composições invulgares. Nos rituais desta nova tribo, combinam-se os poderes de
cordas, samplers, sintetizadores, e harmonias, que nos levam para algures entre o noise e o
experimental. Inovação e minimalismo exótico, ninguém sabe muito bem onde começa e
acaba, nem mesmo a senhora que segue ao volante, mas é precisamente aí que reside a
beleza da viagem.
Ainda não fizeram um ano de existência mas já venceram a mais recente edição do Festival
Termómetro. Dizem que o seu nome foi escolhido por causa do paralelismo que há entre o
processo de composição e o trajecto que a baleia faz no oceano: “É um animal que anda
devagar, mas com firmeza”. Entre as novas correntes do vasto oceano da música indie (tanto
no rock como na electrónica) começamos a avistar, cada vez mais perto, um caso sério nas
novas bandas nacionais.
Desde que lançou o seu primeiro trabalho “Ouija” (ZigurArtists, 2014) azul-revolto tem-se
revelado um dos mais cativantes projectos da música electrónica a emergir de Lisboa. Um ano
depois de em “Ouija” nos ter brindado com quatro temas que privilegiavam a introspecção
(não só do autor, mas também do ouvinte), o novíssimo “S O M A” (ZigurArtists, 2016) é um
exercício de esplendor rítmico que encerra uma fisicalidade quase palpável. “S O M A” é uma
colecção de temas groovados com traços leftfield, passando por um ambiente house e garage,
que apontam certeiramente à entrega e a recompensa do corpo.
Os seus sets caracterizam-se por uma forte vertente rock’n’roll, nos quais visita sonoridades
Rhythm & Blues, Soul, Surf, 60’s, Latin Grooves, Exotica, Garage, Punk Rock, ou Vintage
Electronics, uma espécie de máquina do tempo, que cria laços entre os grandes clássicos e as
novas vertentes da música contemporânea.
Playlists ou sets pré-definidos não têm espaço neste universo caracterizado por ambientes
dançáveis e festivos, intensos e imprevisíveis, recheados de hits do passado e do presente.
Sinal dos tempos ou desígnio dos deuses, A Boy Named Sue baralha e volta a dar a História da
Música Popular, sem quebras de ritmo nem tiros no escuro, como só um verdadeiro mestre-
de-cerimónias é capaz.
3,5€









