THE SISTERS OF MERCY E GANG OF FOUR SOBEM AO PALCO DO EDP VILAR DE MOUROS

The Sisters of Mercy regressam a Portugal para atuar na mítica aldeia de Vilar de Mouros, a 23 de agosto.
No ano em que celebram 40 anos de carreira, os Gang of Four chegam ao EDP Vilar de Mouros, a 24 de agosto.

A organização do EDP Vilar de Mouros acaba de anunciar os The Sisters of Mercy e os Gang of Four no Festival que decorre de 22 a 24 de agosto. As duas bandas britânicas juntam-se assim a um cartaz cada vez mais eclético e demonstrativo do caráter de Vilar de Mouros, composto por nomes como: The House of Love, Killing Joke, Manic Street Preachers, Nitzer Ebb, Prophets of Rage, Skunk Anansie, Gogol Bordello, The Wedding Present, Clan of Xymox, Anna Calvi, Fischer-Z e Linda Martini.
Caracterizados pelas influências de rock gótico, os The Sisters of Mercy chegam à aldeia minhota a 23 de agosto para partilharem as canções que marcaram uma geração, como “More”, “Dominion”, “Temple of Love” ou "This Corrosion". Apesar de terem lançado apenas três Álbuns, conseguiram tornar-se numa das bandas mais influentes da década de 80.

Fundada em 1977, a banda de pós-punk Gang of Four atinge o seu auge em 1979, com o álbum “Entertainment” que imortalizou músicas como “Natural Not In It”, “Not Great Men” e “Return the Gift”. Com um trabalho previsto para 2019, “Happy Now”, espera-se um concerto de celebração entregue por uma das bandas mais pertinentes da New Wave.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e na Ticketline. O bilhete diário tem o custo de 35 euros e o passe para 3 dias com acesso gratuito ao campismo custa 70 euros.


SOBRE AS BANDAS CONFIRMADAS:

The Sisters of Mercy
Não há muitas bandas como os Sisters of Mercy. Editaram três celebrados álbuns entre 1985 e 1990 – “First and Last and Always”, “Flodland” e “Vision Thing” – levaram temas como "This Corrosion" ou "Temple of Love" aos lugares cimeiros das tabelas de vendas internacionais, mas, numa clara atitude de desafio às normas e às pressões da sua editora, desistiram de lançar novos discos, mantendo-se, no entanto, como uma banda de estrada, comandada pelo carismático Andrew Eldritch.
Em 2016, numa entrevista à revista Blitz, Eldritch confirmava uma promessa de lançar novo material caso Donald Trump fosse eleito, algo que acabou por não acontecer. Seja como for, indo completamente contra a corrente de muitas bandas da sua nova geração que lançam novo material para terem o pretexto para tocar êxitos antigos, os Sisters of Mercy mantiveram uma saudável honestidade na atitude de regressarem ciclicamente à estrada para tocar os seus clássicos. Explica a Eldritch: "A verdade é que nos divertimos muito a tocar o nosso material original. Acho que é importante ter novas canções nos concertos e fazemos isso. E, claro, temos que navegar muito bem a linha divisória que separa as pessoas que compram bilhetes porque querem ouvir coisas que já conhecem das outras que compram bilhetes porque gostavam de nos ouvir a tocar coisas novas. Temos sempre que encontrar esse equilíbrio".
Com um dos expoentes do rock gótico de regresso a Portugal para uma apresentação em Vilar de Mouros, repete-se o ritual, repetem-se as canções e renova-se o culto.

Gang Of Four
Os Gang Of Four foram uma das mais interessantes bandas do período pós-punk e da new wave. O grupo originalmente liderado por Andy Gill e Jon King lançou, entre 1979 e 1983 quatro álbuns que são encarados como verdadeiros clássicos, na atualidade: “Entertainment”, “Solid Gold”, “Songs of the Free” e “Hard” marcaram a primeira fase da banda e ajudaram a compreender o som que veio do punk e que abraçou outras sonoridades, do dub ao funk, revelando-se uma mescla que continua a inspirar músicos e bandas até aos dias de hoje.
O grupo passou por diversas fases, teve vários contributos de músicos notáveis, como Gail Ann Dorsey, por exemplo, colaboradora de David Bowie, e na fase mais recente conta com Andy Gill a representar a linhagem original. O grupo foi também criando nova música, com “What Happens Next” a ser a sua mais recente edição, que já data de 2015. No entanto, há um novo trabalho previsto para 2019: “Happy Now” deverá reconfirmar a pertinência presente de uma banda cuja atitude de pura originalidade perante a música inspirou grupos como os Franz Ferdinand ou Rapture, apenas algumas das bandas das gerações mais recentes que tomam Gang of Four como grande referência.


edpvilardemouros.com



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