Kimi Djabaté, Octa Push e White Haus no novo festival de Guimarães


Em Agosto há L’agosto

Pelo novo festival urbano de Guimarães passam Octa Push, Riding Pânico, 10 000 Russos e Kimi Djabaté

O Museu Alberto Sampaio foi o local escolhido para esta primeira edição do L'Agosto, o novo festival urbano vimaranense que, entre 10 e 12 de Agosto, propõe uma viagem musical em torno dos diferentes espectros da música urbana. World music, electrónica e rock são as três pautas que marcam o ritmo dos três dias de concertos, por onde passarão Octa Push, Riding Pânico, Kimi Djabaté, 10 000 Russos, entre outros.
O mote da primeira edição é dado pelas brasileiras Spicy Noodles (Brasil), numa explosão de samplers, guitarras e teclados. O dia 10, centrado nos ambientes world, conta ainda com os vimaranenses El Rupe, acabados de editar “Suite 3,14”, e o guineense Kimi Djabaté.
A saga continua, a 11 de Agosto, com o carrosel rockeiro dos RATERE ,a ruralidade psicadélica dos Ganso, , as incursões de post-punk psicadélico dos 10 000 Russos e a super-banda Riding Pânico.
O cartaz fecha-se numa festa electrónica pautada por ritmos de O Gringo Sou Eu, White Haus e Octa Push, a 12 de Agosto.

L’agosto é, assim, um acontecimento de confronto imediato com o público num dos locais mais icónicos da cidade de Guimarães, onde ganha a diversidade musical e cultural. O festival conta com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e do Museu Alberto Sampaio e é organizado pela Elephante MUSIK e Estúdio Lobo Mau.  A entrada para todos os concertos é livre.

Músico e compositor guineense, KIMI DJABATÉ é descendente de uma família secular de músicos mandingas. Virtuoso tocador de balafon e guitarra assinou com “Kanamalu” e “Karam” um lugar de destaque na world music nacional e internacional.

Os 10 000 RUSSOS andam, há um par de anos, a testar os nossos limites. Navegando algures entre as fronteiras do post-punk e do psych rock, a banda (que na realidade é trio) tem vestido capas de feitiçaria shamânica, reorganizando o espectro sonoro dos noise num ritual hipnótico que esmiuça o drone, a distorção e o psicadelismo.

A lusofonia redescobre novas fronteiras em “Língua”, o mais recente trabalho da dupla OCTA PUSH, que se permitiu a rebater fronteiras entre o semba, a morna, o funaná, o afrohouse e o MPB. Gravado com a colaboração de uma mão cheia de artistas nacionais, os irmãos refinam aqui as heranças afro-portuguesas pela lenta da urbanidade global.

Não deverá existir um único vertebrado que não tenha sido tocado pela pop numa determinada altura da vida. Realidade transversal e intergeracional, a maleabilidade do género redefine-se também no espírito camaleónico dos seus intérpretes, como este irrequieto João Vieira, que em WHITE HAUS convoca para cima da mesa o pós-punk, synth-Pop, o electro e o acid house.

A música dos RIDING PÂNICO, esse supergrupo ao inverso, não é arbitrária ou volátil, e sim a fusão da velocidade de uma faísca com a vontade eléctrica de ser. Tudo em nome de um espírito indecifrável, de um rock que, antes de ser outra coisa qualquer, é português.

É agitado este carrosel sonoro dos RATERE, condensando a mecânica do krautrock, a doutrina da electrónica de pendor analógico, o indie-rock, post-rock, punk e psicadeismo em camuflagens que mudam música a música. A Guimarães trazem POTA e um mar imenso de electricidade e metamorfoses.

Nascidos em Guimarães, os EL RUPE procuram as pontes entre o analógico e o digital, descobrindo que na música, como na natureza, as portas de um elevador podem dar lugar a uma floresta.

Rapper e produtor da velha escolha, este O GRINGO SOU EU retalha-se no sampling de beats alheios, qual ladrão da universalidade da música. Di-lo à boca cheia, enquanto aprimora o sotaque com que mistura esta miscelânea de ritmos que marcam.

É na franqueza da música brasileira que descobrimos este duo luso-brasileiro que condimenta com samplers, guitarras e teclados um som que lhes é muito próprio. As SPICY NOODLES Estreiam-se em Guimarães em Agosto numa actuação que deve ser ingerida sem moderações.

Os GANSO são uma banda de rock, mas não só. Na ruralidade da sua identidade, inspirada na herança de um tal José Cid, cruzam referências lo-fi, psicadelismo e banda desenhada.


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