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You Should Go Ahead em discurso directo. Novo álbum na rua!

Fenther – Um regresso algo demorado... Voltaram só quando perceberam que tudo estava perfeito?
YSGA – Passaram apenas dois anos do lançamento do 1º álbum… apesar de nos parecer uma eternidade. Inicialmente pensámos em editar no final de 2007, mas era humanamente impossível! Produzimos o disco com alguma calma, tentámos ser perfeccionistas! Não se trata de procurar o cenário perfeito mas de conjugar todo o trabalho que envolve um novo disco.

Fenther – Uma das vantagem de se fazerem as coisas pelas próprias mãos, é precisamente não haver pressões nem datas. Foi por isso que partiram para uma producão caseira?
YSGA – Apesar de termos sido os produtores, a produção não foi caseira. Investimos bastante e pela 1ª vez sentimos que estávamos a fazer um trabalho “profissional”. Sentimos que melhor do que ninguém sabíamos o que queríamos. Essa vantagem rapidamente se transforma numa grande desvantagem porque não temos ninguém a impor-nos nada a não ser nós próprios. Isso implica uma disciplina que por vezes é difícil de encontrar...
Foi só aplicar a experiência passada e tudo correu na perfeição.

Fenther – Contentes com o resultado?
YSGA – Muito! Mas somos auto-críticos o suficiente para apontar o dedo a alguns detalhes que poderiam melhorar.

Fenther – Apostaram muito na imagem? O digipack e a originalidade do disco, tem como objectivo marcar a diferença?
YSGA – Apostámos em ter uma imagem coerente com a música. Foi um processo mais abrangente que envolveu som, imagem, comunicação e tudo o que envolve o lançamento de um disco para o mercado. Um disco vale pela música que contém mas também pelo objecto em si, e pensamos que isso foi conseguido, tentámos criar um objecto de colecção! Algo de único, pelo menos para os próximos tempos!

Fenther – Este vosso segundo disco traz um tema bónus, que só pode ser escutado num leitor de vinil. Como surgiu a ideia?
YSGA – A ideia surgiu em conversa com a editora (EDEL). O mercado está em revolução e é preciso valorizar a parte física do disco de modo a despertar o interesse das pessoas. Uma faixa em vinil no CD pareceu-nos uma ideia original e adequada. Adorámos! É um híbrido...

Fenther – Como tem sido as reacções?
YSGA – Tal como esperávamos, toda a gente ficou entusiasmadíssima!

Fenther – Qual é o tema?
YSGA – Vicious Wife

Fenther – Alguma brincadeira aos Vicious Five e X-Wife ou trata-se de um tributo?
YSGA – Começou tudo com uma ideia para a criação de uma t-shirt… um misto de brincadeira com tributo! Mais tarde, precisava de um nome para um tema que falava de uma mulher “com vícios” que “explorava “ o marido! Pareceu-nos indicado o nome, deixou de ter ligação mas ficou com o nome.

Fenther – Vocês ainda gostam de vinil?
YSGA – Gostamos claro! É um objecto que nos marcou a infância! Ouvir um vinil é um ritual, não é como ouvir um CD.

Fenther – Porque não editar os vossos dois discos em vinil?
YSGA – Porque não há... disponibilidade (se é que nos entendem)! Mas está aí uma boa ideia para o pack de Natal 2008 dos You Should Go Ahead! Uma forte possibilidade…

Fenther – "Emotional Cocktail” porquê?
YSGA – Porque este disco é composto por temas bastante diferentes entre si mas que fazem sentido juntos. São “ingredientes” com conta peso e medida, tal como num cocktail. Não se trata de uma mistura aleatória mas de uma conjugação harmoniosa.

Fenther – Este é um disco diferente do primeiro?
YSGA – Em determinados momento sim, noutros é apenas um desenvolvimento do 1º. É um disco variado, com linguagem variada mas dentro de um contexto! O primeiro tinha alguns momentos, que apesar de interessantes, não faziam parte do contexto… A composição, apesar de não termos alterado a metodologia, é fruto de um maior conhecimento entre nós, de maior diálogo entre instrumentos. Tentámos dar um passo em frente, experimentar coisas diferentes, ser mais arrojados.

Fenther – Consideram-no mais dançavel ou assumidamente mais 'emo'?
YSGA – Respondendo em inglês: both! Achamos que esse é um dos pontos forte do disco! Tal como a nossa vida é cíclica, o disco também o é.

Fenther – Tem concertos de apresentação deste álbum marcados para breve?
YSGA – Temos, o ideal é estarem constantemente atentos à nossa página do MySpace http://www.myspace.com/ysga Estão sempre a aparecer novas datas… Destacamos o dia 21 de Junho no Santiago Alquimista, onde vamos fazer o concerto oficial de lançamento do disco.

Fenther – Houve uma experiência por vossa parte no Texas no festival SXSW (south by south west)... Quando foi?
YSGA – Em Março de 2007

Fenther – E valeu a pena?
YSGA – Claro que sim! Aprendemos muitas coisas novas. Serviu para perceber que há uma longa estrada a percorrer, mas também serviu para nos valorizarmos… Muitas pessoas nos questionam acerca de resultados directos da nossa ida ao SXSW. Não há! Mas aprendemos muita coisa e conhecemos pessoas interessantes, lógicas diferentes... é uma perspectiva diferente.

Fenther – Esperam lá regressar novamente?
YSGA – Claro que sim! Já em 2009.

Fenther – E em que outros locais gostariam de tocar?
YSGA – Em alguns Festivais de Verão Europeus e talvez voltar a NYC! Mas...em todo o lado em que nos queiram ouvir!

Fenther – Mensagem final….
YSGA – Oiçam o disco, vale muito a pena! Depois sigam em frente… pelo menos deviam!

Vitor Pinto




Conversa com os Linda Martini a proposito do seu novo registo!

Fenther – Os Linda Martini tentam marcar a diferença? É um ideal primário da banda?
Linda Martini – Só no sentido em que a banda foi feita para experimentarmos coisas diferentes das que fazíamos nos projectos anteriores. Claro que tentamos também não repetir o disco anterior a cada edição. Estagnar é morrer e esse não é de todo o nosso plano.

Fenther – Como nasceu esta ideia excelente de editar um vinil e embrulha-lo num saco?
Linda Martini – Estávamos quase a entrar em estúdio e decidir pormenores no que ao artwork dizia respeito quando o Pedro entra numa dessas tertúlias com um saco na mão e fez-se luz. Decidimos meter o disco num saco e fazer deste a sua capa. Depois a rastilho sugeriu incluir-se um cd-r com os mp3 do ep e o objecto final foi tomando forma.

Fenther – Sentem que estão cada vez mais no topo da música nacional? Sentem alguma pressão ou desafio?
Linda Martini – Sentimos que estamos um pouco mais longe do fundo. O caminho para o topo ainda é longo. Temos a noção de onde estamos e vamos deixando as coisas acontecerem a seu tempo. Quanto a pressão, só aquela que impomos a nós próprios. Encaramos cada disco como um novo desafio e como já referimos acima, queremos sempre fazer algo diferente de edição para edição.

Fenther – Este EP poderia ser um álbum. Porque não o assumiram como tal?
Linda Martini – Não tem tempo suficiente para ser chamado de álbum. Para isso teria que ter 30 minutos. Mas ainda que tivesse, não o faríamos.

Fenther – Seis excelentes temas... Qual o vosso tema eleito?
Linda Martini – Dentro da banda há 5 pessoas, pelo que é difícil chegar a um consenso. Gostamos de todos ou não estariam no disco.

Fenther – Porque Marsupial?
Linda Martini – Marsupial, pela analogia com o saco. Como a edição vem dentro de um saco, achámos que o nome era apropriado.

Fenther – Vão apresentar este trabalho ao vivo por onde?
Linda Martini – Já fizemos algumas datas e neste momento, confirmadas estão:
3 Maio - galeria do desassossego em Beja
11 Maio - enterro da gata em Braga
24 Maio - soundtrack na fábrica de Braço de Prata em Lisboa
28 Junho - rockspot na Bajouca, em Leiria

Fenther – Mais novidades vão acontecer em breve?
Linda Martini – Sim, vão estando atentos ao nosso myspace. Há mais concertos a serem confirmados, bem como a gravação do video de "a corda do elefante sem corda".

Fenther – Sempre com o espírito inovador e com temas perfeitos?
Linda Martini – Essa pergunta foi feita com o intuito de nos deixar corados e como tal não respondemos.

Fenther – Mensagem final...
Linda Martini – Obrigado pela oportunidade e apareçam num dos próximos concertos.
Abraços a todos!

Vitor Pinto




Uma curta conversa com Alex Hacke dos Einstürzende Neubauten...

Fenther – After all this years, what’s the feeling of you guys? How are you now?
Alex Hacke – Very good, thank you.

Fenther – «Alles Wieder Offen» is another adventure of E.N. alone, right? Why do you walk with your own foots and not with a major?
Alex Hacke – We wont be able to find a company that can give to us:
The advance we need
The tour-support we require
The promotional effort necessary

Fenther – Was it your choice or solution?
Alex Hacke – We set up a website, where we ask the fans to directly support the production of a new record.

Fenther – It’s hard to do records without any supports? Does this record gets paid right before the edition, how does this work?
Alex Hacke – It is hard but worth it. About 2000 people paid for the CD or a CD/DVD-combination in advance and we used these funds to produce the new album.

Fenther – Tell us 3 words, how describe this record?
Alex Hacke – Intimate, honest, dynamic.

Fenther – Do you feel this record is your best album ever? Why?
Alex Hacke – Yes, because it represents the current state of the band.

Fenther – Have you planed a tour to show this work all over the World?
Alex Hacke – Yes, we will tour extensively in spring 08.

Fenther – And Portugal? It’s in the plans of E.N future tour.?
Alex Hacke – Yes, I’m sure we will manage to play at least in Lisbon.

Fenther – E.N already played in Portugal. Do you like and know Portugal?
Alex Hacke – Yes, I like Portugal but I don’t speak portuguese.

Fenther – After this new record, will we have more news about the band? Do you have any plans to the future of the greatest German band?
Alex Hacke – After the tour, EN will rest for a while.

Danke!
Vitor Pinto

Porto - Casa da Musica dia 3 de Maio
Lisboa - Aula Magna dia 4 de Maio