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Fenther – Quem são e de onde nos chegam os Iconoclasts?
Fenther – Como definem o vosso som?
Fenther – Sentem-se pioneiros do género em Portugal ?
Fenther – E quais são as vossas fortes influencias?
Fenther – O percurso resumido dos Iconoclasts ate à data de hoje...
Fenther – Vêm com o selo da vossa vitoria no termómetro 2011. Uma ajuda importante para a edição?
Fenther – Satisfeitos com o resultado final do disco? Voltariam atrás para alterar alguma coisa?
Fenther – Qual a ideia da capa do vosso disco? O que representa?
Fenther – Tem sido bem aceites pela critica?
Fenther – E os concertos de apresentação como tem corrido?
Fenther – Por onde vão passar em breve?
Fenther – Onde encontramos os Iconoclasts na web?
Fenther – Como esta a actual musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Projectos e ideias futuras?
Fenther – Escolham um tema deste disco. O porquê desta escolha?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto
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Os Iconoclasts à conversa com o Fenther a proposito do seu album de estreia.
Iconoclasts – Somos uma banda composta por seis pessoas que se conheceram para fazer música. Somos de Lisboa.
Iconoclasts – Uma convergência natural dos vários gostos e influências dos seis. Preferimos não catalogar, mas é sempre mais fácil chamar-nos de Rock Alternativo.
Iconoclasts – Não somos os primeiros nem seremos os últimos a tocar música com influências de bandas alternativas como My Bloody Valentine ou The Smiths… Mas talvez sejamos dos poucos cujas essas mesmas influências não sejam fáceis de reconhecer na música que produzimos.
Iconoclasts – My Bloody Valentine, The Smiths (como antes referido), Pixies, Foals, Pavement…
Somos muitos e cada um tem ouve muita música. Mas estas acabam por ser as mais concensuais.
Iconoclasts – Começou quando o Vitor e o Sérgio procuravam formar uma banda. Por volta do Natal de 2008 já tinha entrado o último elemento, depois de meses a fio de audições para econtrar o baterista, baixista e vocalista certos. E também por volta dessa data, preparávamo-nos para promover o EP. Tocámos em muitos locais do país e a aceitação foi sempre boa.
No início de 2011 vencemos o Festival Termómetro e presentemente estamos a fazer por chegar o álbum de estreia “Mt. Erikson”, que foi editado no dia 19 Setembro.
Iconoclasts – Tenho ganho o Termómetro, tivemos alguma ajuda. Nesse aspecto temos a sorte de, para já, dizer que não nos foi muito difícil.
Mas não é fácil para uma banda nova gravar num estúdio profissional e editar um cd sozinha. Há sempre grandes preços associados e nem sempre se arranja ajuda de uma editora.
Iconoclasts – Sim. Há sempre qualquer coisa que uma pessoa gostava de poder mudar. É natural não se ficar 100% satisfeito com o resultado final de um disco. Especialmente quando se passa semanas dentro de um estúdio a trabalhar no mesmo. Perde-se prespectiva.
Mas passados meses de termos completado esse processo, estamos mesmo muito satisfeitos com o resultado. E estamos gratos pela ajuda do Eduardo Vinhas (Golden Pony Studios).
Iconoclasts – Preferimos deixar que as pessoas façam a sua própria interpretação da capa do disco. Mas a partir do facto de que o disco fala maioritariamente de memórias de crescimento, momentos de infância e adolescência… O paralelismo para o visual torna-se mais fácil.
Iconoclasts – Como reagem às notificações menos boas? (se é que elas existem)
Temos sido bastante bem recebidos. Há sempre quem compreenda melhor o que tentamos fazer. Depende, por vezes, do background de quem ouve.
No geral as pessoas têm sido calorosas a criticar o disco. E quando não o são, tentamos analisar o que há de pertinente no negativismo. Temos de aprender a aceitar falhas que nos são apontadas. E a partir daí evoluir.
Mas quando são críticas menos boas feitas a partir de premissas que nos parecem frívolas ou erradas, escolhemos ignorar.
Iconoclasts – Têm corrido bem e esperamos tocar ainda mais o disco ao vivo.
Iconoclasts – Estão algumas datas a ser agendadas a Norte do país.
Tocámos lá muito quando promoviamos o EP e temos saudades de lá ir.
Para já ainda não podemos revelar nada mas podem ir procurando actualizações na net.
Iconoclasts – Encontram sempre informações completas e datas novas em www.facebook.com/iconoclastsband
Iconoclasts – Está cada vez mais populada. Há sempre uma banda nova a surgir e na maioria dos casos a música tem uma notória evolução na qualidade.
Está promissora.
O único entrave é sempre o apoio à música. Em tempos de crise as artes são sempre um pouco deixadas ao abandono. E vivem-se tempos difíceis na música portuguesa.
Iconoclasts – Estamos concentrados em levar o “Mt. Erikson” o mais longe possível.
Mas começamos agora a dar os primeiros passos a compor música nova, ao mesmo tempo. Não podemos adiantar ideias concretas, mas sabemos que não queremos fazer dois álbuns iguais.
Iconoclasts – Wisdom Cola. É um tema preferido na banda, que é sempre tocado de peito aberto e leva-nos a expor um lado mais emocional.
Iconoclasts – Apoiem as bandas portuguesas indo aos concertos. Mais importante do que vender discos, é termos as salas cheias de pessoas interessadas no que há de bom na música.![]()
Fenther – Como está o Francisco Silva actualmente?
Fenther – Sempre inspirado para nos contar historias... É o dia a dia da vida que te inspira?
Fenther – O que costumas ouvir regularmente?
Fenther – De regresso este ano em força. O que mudou do registo anterior até agora?
Fenther – Apareces agora com o selo da PAD. Como chegaste até lá?
Fenther – Continuas a trabalhar com o Paulo Miranda? Um companheiro de longa data...
Fenther – Porquê só agora o álbum homónimo? Chegou altura de prestar homenagem a Old Jerusalem?
Fenther – Editar discos em Portugal é dificel?
Fenther – As apresentações deste disco como correram?
Fenther – Próximos concertos? Onde vão ser?
Fenther – Aparece aqui uma musica escrita por Lou Reed? É uma referencia tua?
Fenther – Vamos ter mais discos perfeitos como este? Que podemos esperar de Old Jerusalem no futuro?
Fenther – Como está a musica nacional na tua opinião?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Old Jerusalem está de regresso aos discos e o Fenther não deixou escapar este momento...
Old Jerusalem – Bem, obrigado.
Old Jerusalem – Não sei dizer com certeza, em parte será, naturalmente. De qualquer forma, não posso dizer que a vida do dia-a-dia seja tão entusiasmante que suscite a cada passo ideias ou inspiração para canções, penso que será mais o pensar do dia-a-dia, a reflecção corrente e recorrente sobre coisas pequenas e grandes que esteja mais na base dessa inspiração.
Old Jerusalem – Ouço regularmente muita música e muito variada, é-me praticamente impossível responder de forma “fechada” a esta pergunta.
Old Jerusalem – Em termos da actividade de Old Jerusalem, entre o lançamento do anterior registo em 2009 e o presente, consumou-se o fim da Bor Land, o que significou que Old Jerusalem passou por um período de auto-gestão nas questões relacionadas com o agenciamento (já antes a suspensão da actividade editorial da Bor Land tinha determinado uma mudança de editora) e posteriormente deu-se nova mudança de “casa”, desta vez para o colectivo PAD com quem actualmente Old Jerusalem trabalha a nível de agenciamento e apoio editorial. Pelo meio houve pedaços significativos de tempo dedicados a outras coisas da vida.
Old Jerusalem – A relação com a PAD foi facilitada pelo facto de conhecer já vários dos elementos do colectivo antes da estrutura ter iniciado a sua actividade. Inclusivamente trabalhei já com essas pessoas a outros níveis antes de Old Jerusalem ter dado entrada no “roster” do colectivo, pelo que a aproximação foi natural.
Old Jerusalem – O Paulo Miranda é um companheiro de jornada desde praticamente o primeiro dia de actividade pública de Old Jerusalem. Estou inclusivamente convencido que tem sido ele a chave fundamental para a longevidade do projecto e é certamente devido ao empenho pessoal e profundo do Paulo que Old Jerusalem conta até hoje 5 discos editados.
Old Jerusalem – Não, de forma alguma. Tratou-se de uma conjugação de factores, alguns simbólicos (o facto de o disco ter sido interpretado na totalidade por mim, sem colaborações externas, o que replicou de alguma forma as condições iniciais do projecto) e outros pragmáticos e prosaicos (o não ter surgido um nome melhor em nenhum momento do processo).
Old Jerusalem – Editá-los com a ideia de os trabalhar para que o investimento realizado tenha um retorno minimamente ajustado ao que se despendeu não é propriamente fácil, mas por outro lado, nunca tantos passos do processo foram tão acessíveis.
Old Jerusalem – Da perspectiva de Old Jerusalem correram bem, foram concertos agradáveis que celebraram de forma sóbria mas viva o nascimento deste novo disco.
Old Jerusalem – Confirmados neste momento para os próximos meses:
28 de Outubro – Jameson Urban Routes no Music Box, em Lisboa
29 de Outubro – showcases FNACs Marshopping (Leça da Palmeira) e Norteshopping (Matosinhos)
30 de Outubro – showcase FNAC Sta Catarina, no Porto
04 de Novembro – Subscuta, em Barcelos
05 de Novembro – Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães
11 de Novembro – showcase FNAC Guimarães
25 de Novembro – showcases FNACs Colombo e Vasco da Gama, em Lisboa
26 de Novembro – Viana do Castelo, local a designar
2 ou 3 de Dezembro – Vodafone Mexe Fest, em Lisboa, local a designar
10 de Dezembro – Auditório de Espinho
Old Jerusalem – Não é uma referência de primeira linha, mas é certamente um songwriter que respeito e que foi ganhando espaço na minha lista de audições ao longo do tempo.
Old Jerusalem – Eu próprio não sei bem o que se pode esperar de Old Jerusalem no futuro, no fundo depende do que aconteça com Old Jerusalem (e comigo…) no presente e futuro mais próximo. Mas idealmente não demoraremos muito tempo até começar a trabalhar nas canções destinadas a tomar parte de um próximo disco. As demos desses temas já estão inclusivamente gravadas, pelo que será uma questão de definir coordenadas “logísticas”, financeiras e estéticas e pôr a bola a rolar…
Old Jerusalem – A música, bem. O mercado musical é que deixa algo a desejar.
Old Jerusalem – Não tenho.
Fenther – Quando descobre a Rita a sua vocação para cantar?
Fenther – Sentes que esta é a altura ideal para lançar a carreira artística?
Fenther – Tinhas editado algo anteriormente?
Fenther – Foi complicado editar agora este álbum de estreia?
Fenther – Porquê “Cherries That Went to the Police”?
Fenther – Este disco foi gravado em várias partes do globo, certo? Como isso aconteceu?
Fenther – Onde vais beber influencias?
Fenther – Há aqui autenticas viagens por diversas culturas e estilos musicais. És seguidora da cultura mundial?
Fenther – Costumas viajar em busca de novos sons e conhecimentos?
Fenther – O teu fiel instrumento neste disco é Ukulele. Fala-nos dele…
Fenther – Quem são os convidados deste disco?
Fenther – Parabéns pelo excelente vídeo “Under the Moon”. Vais voltar a trabahar com o Paulo Abreu para outros vídeos deste disco? Contente com o trabalho dele?
Fenther – Por onde tens andado a apresentar este disco?
Fenther – E próximos concertos?
Fenther – A capa deste disco foi desenhada por um sérvio, dando continuidade à forte internacionalização deste trabalho. A Rita Braga também quer andar pelo mundo?
Fenther – Projectos para o Futuro?
Fenther – Qual a tua opinião sobre a actual musica nacional?
Fenther – Ultima mensagem…
Vitor Pinto

Estivemos à conversa com Rita Braga a proposito do seu novo registo “Cherries That Went to the Police”.
Rita Braga – Sempre gostei de me expressar pela música, voz e instrumentos, tenho cassetes que gravava em casa desde que me lembro, inventava programas de rádio... Aos 18 anos toquei pela primeira vez ao vivo para um público desconhecido mas antes já fazia maquetes que mostrava a amigos.
Rita Braga – Espero que sim. Nos últimos tempos tenho investido muita energia nisso, tanto com o disco como com atuações ao vivo, este ano já foram cerca de 50 pela Europa e Estados Unidos! Fui tendo outras atividades mas agora sinto-me muito focada na música.
Rita Braga – Tinha editado 3 EP’s desde 2004, mas edições feitas em casa em CD-R, para os quais nunca procurei distribuição. Apenas ia vendendo nos concertos.
Rita Braga – Não foi fácil e levou tempo. A minha ideia sempre foi editar um disco feito com melhors condições e outro tipo de produção e colaborações 0mas não tinha meios nem material profissional e quando conheci o Bernardo Devlin ele interessou-se pela minha música e propôs gravar-me e produzir o disco. Deu-me uma grande ajuda e foi muito bom ter contado com ele, apesar de não ter havido estúdio estou satisfeita com o resultado e o som final. Em tempos tive algumas editoras interessadas mas por vários motivos a coisa não se concretizou e acabei por fazer uma edição de autor. Mas agora acho que também foi bom passar por tudo isto para um primeiro album, aliás a edição de autor torna-se cada vez mais comum e não tive obrigações...
Rita Braga – Há uma história por detrás do nome mas explicado não tem graça. O autor da capa, o Zograf, que faz banda desenhada é que deu a sugestão, eu fiquei uns dias a pensar porque ainda não tinha um título e aceitei, achei curioso no mímino.
Rita Braga – Sim... graças à internet. Eu gravei a minha parte em Lisboa, voz e ukulele ou guitarra ou teclados, e os músicos foram-me enviando as faixas à distancia, primeiro começou com as colaborações do Chris Carlone que na altura morava em Filadélfia, depois o Nik Phelps enviou os takes de clarinete da Bélgica, a Yvette e o Jef de Los Angeles e o Hernani e o Rui Dâmaso mesmo de Lisboa, mas também sem nos encontrarmos e por fim um músico argentino, o Ignatz de Buenos Aires. O certo é que funcionou!
Rita Braga – A muitos sítios... os temas populares dos anos 20 fui conhecendo através da Annette Hanshaw, uma das minhas cantoras preferidas que teve uma curta carreira entre finais dos anos 20 e início dos anos 30. Também fui fazendo versões de músicas de filmes, de Hollywood a Bollywood (sinto-me inspirada sempre por um lado visual), e às vezes em viagens havia pessoas que me pediam para aprender uma música na língua delas como foi o caso da Sérvia.
Rita Braga – Não vou propriamente seguindo a imprensa especializada, mas às vezes vou fazendo pesquisas ou encontro coisas ao acaso. Por exemplo um disco de “rebetika”, um estilo de música que se tocava na Grécia, ouvi por curiosidade numa loja e adorei e fui-me informar mais sobre esse tipo de música que é altamente interessante. Muitos discos comprei pela capa, pedi para ouvir e gostei. Depois tenho alguns blogues e sites preferidos – ou rádios online como a Luxuria Music ou a WMFU onde vou descobrindo nomes, do passado e do presnte.
Rita Braga – Sim. É uma vantagem de viajar sozinha é que paradoxalmente nunca me sinto sozinha, acabo por me integrar mais com as pessoas do próprio sítio e absorver mais da cultura local, acho que tenho facilidade de adaptação. Tenho tido sorte porque sempre me receberam bem e geralmente conheço pessoas com quem me identifico e partilho muitos gostos em comum, quer na Europa quer na América e por isso fui sempre parar aos sítios certos, na América em vários estados foram quase tudo amigos e contactos do Chris Carlone que tocou no meu disco. É preciso dizer que ando num circuito muito independente, sem estrutura por detrás por isso é mesmo preciso os músicos apoiarem-se uns aos outros...
Rita Braga – Há muitas razões para gostar de um ukulele. É bonito, tem um som muito característico e tem uma grande vantagem que é a portabilidade... para viajar é o melhor que podia escolher, e penso nesse lado prático (ao vivo também uso bases pré gravadas e basta levar o i-pod). É curioso que apesar de ter sido criado por portugueses “nasceu” no Havai e através da América chegou um pouco a todo o lado mas aqui nunca se tornou popular, talvez agora as pessoas já vão reconhecendo mais. Digo a brincar que é de 40 em 40 anos que volta à moda, foi anos 20, depois nos anos 60 com os Beatles ou o Tiny Tim e agora há outra vez muita gente a tocar... há festivais de ukulele por todo o mundo, da Califórnia à Áustrália ou à Finlândia e Itália mas por acaso ainda não fui a nenhum.
Rita Braga – Sem querer respondi numa pergunta anterior, mas são o Chris Carlone, o Nik Phelps, a Yvette Dudoit, o Hernani Faustino, o Rui Dâmaso (Loosers), o Jef Hogan, o Ignatz B, o Bernardo Devlin produziu o disco e fez colagens e tocou em vários temas.
Rita Braga – Obrigada, sim gosto imenso do trabalho do Paulo, em super 8 e preto e branco com uma marca muito pessoal, fiquei muito contente com o vídeo e por ter trabalhado com ele. Houve também um trabalho de recolha de filmes dos Fleischers Brothers (que produziram também a Betty Boop). Entretanto quando fui para os EUA (fiquei 3 meses entre Março e Junho) fiz mais 4 vídeos para o disco que estão na internet ou no meu site “www.superbraguita.com”.
Rita Braga – Recentemente voltei de uma tour em Bordéus, Paris, Berlim, Leipzig e Madrid. Na última viagem aos EUA ainda não tinha o disco editado mas aproveitei para divulgar o trabalho nas tours e acabei por fazê-lo numa fábrica lá.
Rita Braga – A partir de Domingo começo uma série de showcases nas Fnacs pelo país todo, mas no dia 15 de Outubro é o concerto de apresentação do disco no Teatro do Bairro, em que vou contar com vários convidados do disco. O Nik Phelps, Chris Carlone e Rui Dâmaso são nomes confirmados.
Rita Braga – Sim, a Rita Braga quer andar pelo mundo.
Já agora aproveito para dizer que o autor da capa, o Aleksandar Zograf, é um nome internacional (editado em muitos países e pela histórica Fantagraphics, a maior editora de BD independente americana) e teve um livro recentemente editado pela primeira vez em português pela Chili Com Carne, vale a pena conhecer.
Rita Braga – Brevemente vou compor a banda sonora para um filme que fiz em São Francisco, uma curta metragem muda em que fui atriz (“Wander” realizado pelo Claude Cardenas). Tenho feito bandas sonoras, também compus uma música ao piano que vai ser o tema de uma curta realizada pelo Chris Carlone.
Rita Braga – Este ano tenho estado pouco tempo em Portugal e por isso fui a poucos concertos e não tenho acompanhado muito. Acho que há sempre projetos de qualidade ou novos discos que vão surgindo. E acho que há falta de espaços para tocar ao vivo em Lisboa, pelo menos para o que faço, apesar de ser a capital acabo por tocar muito pouco aqui.
Rita Braga – Paz e amor!
Fenther – Quem são e de onde vem os You Can´t Win Charlie Brown?
Fenther – "Chromatic" porque?
Fenther – Há convidados neste disco? Quem são e onde aparecem?
Fenther – Em poucas palavras definam o vosso trabalho.
Fenther – Apresentações ao vivo? Por onde vão estar?
Fenther – As apresentações anteriores tem corrido bem? Qual tem sido a reacção do publico?
Fenther – E da imprensa?
Fenther – Se tivessem de escolher um só tema deste disco qual seria?
Fenther – São representados pela Pataca Discos. Satisfeitos com o trabalho feito?
Fenther – Se pudessem voltar atras, alteravam alguma coisa desde o inicio da criação musical até ver o disco nas lojas?
Fenther – A quem se deve o fabuloso grafismo do disco?
Fenther – Metas a atingir no futuro?
Fenther – Como esta a actual musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

O Fenther esteve à conversa com os You Can't Win, Charlie Brown e o resultado...
You Can't Win, Charlie Brown – Os You Can’t Win, Charlie Brown são Salvador Menezes, Afonso Cabral, David Santos, Luís Costa, João Gil e Tomás Sousa e vêm de vários cantos de Lisboa com uma vontade comum de fazer música.
You Can't Win, Charlie Brown – Achámos que era um nome que ilustrava bem as diferentes fases e os vários ambientes que existem no disco. Além disso era um nome que tinha uma componente visual muito forte, o que ficou bem demonstrado na capa.
You Can't Win, Charlie Brown – Há. A Márcia canta na “A While Can Be A Long Time” e na “An Ending”, e tivemos também um quarteto de cordas, o “Tempus String Quartet”, também na “An Ending”.
You Can't Win, Charlie Brown – Seis pessoas que gostam muito do que fazem!
You Can't Win, Charlie Brown – Vamos estar no Lux a 15 de Setembro, depois seguimos para uns concertos em Londres mais para o fim do mês, entre 25 e 28 de Setembro.
You Can't Win, Charlie Brown – Tem sido óptimo. Demos 3 concertos na rua, em Lisboa, cada um deles teve mais gente que o anterior, o que foi muito bom. E tocámos também em Paredes de Coura, a reacção foi excelente e soube bem voltar a um palco, principalmente para tocar para tanta gente e num sítio tão especial.
You Can't Win, Charlie Brown – Felizmente as criticas por parte da imprensa têm sido todas muito positivas, o que nos faz acreditar que aquilo que gostamos de fazer é bastante apreciado pelos outros.
You Can't Win, Charlie Brown – Depende dos dias... hoje: “Euphemisms” ... Amanhã umas das outras, ou talvez esta de novo!
You Can't Win, Charlie Brown – Muito satisfeitos, tem sido uma parceria feliz.
You Can't Win, Charlie Brown – Não. Nem faz sentido pensarmos assim. Agora que este disco já saiu, compete-nos é pensar o que é que podemos fazer de diferente e de melhor no próximo.
You Can't Win, Charlie Brown – Foi o Pedro Gaspar. Fez um trabalho fantástico. Já tem trabalhado connosco desde o início, foi quem fez também a capa do EP.
You Can't Win, Charlie Brown – Continuar a fazer o nosso trabalho com gosto e com vontade, isso é que interessa.
You Can't Win, Charlie Brown – Está muito bem. Andam-se a passar coisas muito interessantes, assim de repente conseguimo-nos lembrar logo de bandas como os Paus, We Trust, o Walter Benjamin, os Julie & The Carjackers.... e isto foi logo sem pensar muito no assunto. A lista de boa música continua.
You Can't Win, Charlie Brown – “Vemo-nos por aí!”
Fenther – Como estão Os Velhos actualmente?
Fenther – Por onde tem andando a apresentar as vossas musicas?
Fenther – Musicas essas agoras compiladas neste vosso album, correcto? Foi complicado editar o
disco?
Fenther – Satisfeitos com o resultado?
Fenther – O selo Amor Furia tem sido uma grande ajuda para Os Velhos?
Fenther – Há convidados neste disco?
Fenther – Por onde vão estar em breve a apresentar o disco?
Fenther – Algum cenário especial para os palcos?
Fenther – Como está a musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Projectos futuros?
Fenther – Há algum palco que gostariam de poder pisar?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Com o lançamento do álbum homonimo, Os Velhos falaram com o Fenther e mostraram estar satisfeiros com o trabalho feito até agora.
Os Velhos – Estamos contentes por ter sido possível gravar as nossas canções num disco da maneira que
as queríamos gravar e por ter chegado a hora de esse disco estar disponível para quem o
queira ouvir. Estamos também com vontade de tocar por aí.
Os Velhos – Ultimamente temos estado concentrados no lançamento do disco. Antes desta fase, tocámos
várias vezes em Lisboa e andámos por mais alguns lugares, fomos ao Porto, a Santo Tirso, a
Beja, a Arcos de Valdevez, a Esposende e a Évora. Agora planeamos ir tocar as canções do
disco onde for possível.
Os Velhos – Não. Já tínhamos editado 4 canções pela Amor Fúria e a edição do disco foi a concretização
de um plano que se foi construindo ao longo do tempo. Com a colaboração de mais algumas
pessoas, como o José Fortes, que tratou do som do disco, e os responsáveis da Valentim
de Carvalho, que apoiaram a edição, o processo de gravação e edição foi demorado, mas
tranquilo.
Os Velhos – Sim. Quisemos gravar o disco na casa onde passamos fins-de-semana juntos desde há
uns anos em vez de irmos gravar para um estúdio. Pensámos que era importante para o
nosso disco que estivéssemos a tocar ‘em casa’, todos na mesma sala, para que a captação
aproximasse as canções gravadas do que nós sentimos que elas são. Esta maneira de gravar
e um processo de mistura e tratamento de som bastante cuidadoso permitiram-nos chegar a
um resultado com que ficámos muito contentes.
Os Velhos – É uma ajuda na medida em que, por mérito da Amor Fúria, alguns canais de chegada às
pessoas lhe estão mais abertos do que a uma banda que se lance sozinha. No entanto,
também pode fazer com que se olhe para as bandas que estão sob esse selo como se elas
fossem muito parecidas quando, na verdade, elas são muito diferentes. Sob o selo da Amor
Fúria estão com certeza algumas coisas comuns às pessoas envolvidas, mas também estão
maneiras muito diferentes de encarar a música e de olhar para as bandas, os discos e as
canções.
Os Velhos – Não.
Os Velhos – Apresentamos formalmente o disco em Lisboa, dia 17 de Maio, no MusicBox e no Porto, dia
21 de Maio, no Pitch Club. Depois, planeamos andar por aí a tocar o disco onde nos quiserem
ouvir. Já temos alguns concertos marcados para Junho e Julho, dos quais talvez valha a pena
salientar o do Optimus Alive no dia 6 de Julho, no Palco Clubbing.
Os Velhos – Há uns tempos fizemos uma caixa de luz cor-de-rosa com cartão e madeira, que dizia OS
VELHOS, mas a caixa partiu-se e ainda não a substituímos, por isso não há nenhum cenário
especial planeado para os palcos.
Os Velhos – Esta é uma pergunta a que não se pode responder em poucas linhas. Podemos dizer que há
algumas bandas/músicos a fazer coisas que nos interessam, mas também que não são muitos.
Por outro lado, também não temos qualquer sentimento de nostalgia em relação a outros
tempos da música portuguesa.
Os Velhos – No futuro próximo, queremos dar concertos e dar a conhecer o disco que agora editamos. Num
futuro menos próximo, provavelmente continuaremos a fazer canções e a gravar, mas não
temos nenhum plano concreto definido, por agora.
Os Velhos – Nós não temos nenhum projecto de grandiosidade. Estamos dispostos a fazer canções e a
tocá-las e gravá-las da maneira mais próxima possível daquilo que acreditamos que é bom.
Se quiserem que façamos isso em palcos bonitos, teremos o maior gosto, mas não temos o
objectivo de ‘poder pisar’ nenhum palco.
Os Velhos – Que nos amemos uns aos outros.
No fim de 2004 Marcos César decide abandonar o projecto SOUL DESPAIR para criar o seu projecto próprio. No início de Janeiro de 2005 nascem os Urban Tales, influenciados por bandas como Anathema e Paradise Lost.
Com todos os seus membros reunidos a banda decide gravar uma pré-demo e foi com esse primeiro trabalho que os Urban Tales foram convidados por Ricardo Capristano (conhecido pelo seu trabalho em desportos radicais e documentários de corridas de rally) a incluir uma música no DVD “MAIS1”, um filme de desporto que junta imagens de surf e músicas de bandas portuguesas como The Temple, Urban Tales, Cain, etc.
Após alguns meses em ensaio, escrita e gravação de músicas, a banda decide gravar uma demo oficial para obter o interesse das editoras. Esta primeira demo teve muito boas críticas em termos de media, levando o grupo ao status de banda revelação em 2006.
Fenther – “Diary of No” foi aclamado como um dos melhores álbuns do ano em 2007, vocês sentiram o peso da responsabilidade de fazer um trabalho tão bom ou ainda melhor?
Fenther – "Loneliness still is the friend" é a continuação de Diary of a No, uma vez que a temática da melancolia, da solidão, da morte e da nostalgia persiste?
Fenther – De onde surgiu o título "Loneliness still is the friend"?
Fenther – A inspiração para este álbum teve a sua origem nas tuas vivencias ou de pessoas que te são próximas, ou decidiram desta vez tomar um rumo diferente?
Fenther – Continuas a dominar um pouco no que diz respeito ao processo de criação, da última vez que falamos referiste que apesar de todos participarem a última palavra era tua, neste novo trabalho verificou-se o mesmo tipo de execução, a responsabilidade continua a ser tua?
Fenther – Como surgiu a colaboração do actor Vítor de Sousa no tema “Despair”?
Fenther – Porque o excerto de um discurso de Charles Manson no tema “Silent Cries” , será por ser um tema que foca a violência / a violação? Baseia-se em algum facto real?
Fenther – Como foi trabalhar com o produtor Dave Chang no tema “Stand Alone”? Como surgiu esta colaboração?
Fenther – Os Urban Tales estão a ter bastante exposição nos media, como por exemplo, a MTV, a SIC Radical, a Antena 3, entre outros, em comparação com outros projectos nacionais alternativos que só conseguem a sua divulgação nos meios underground. Como explicas este facto, será por adequarem um pouco a vossa sonoridade para agradarem a gregos e troianos?
Fenther – Há uns dias no facebook comentava-se o facto de muitas bandas do underground nacional não pedirem cachet para actuarem, ou seja, a filosofia do “o que é preciso é tocar” e tal. O que pensam disso?
Fenther – Como foi o lançamento de "Loneliness still is the friend" a 7 de Março? O que têm planeado para a sua divulgação em termos de espectáculos e apresentações ao vivo? Vai haver uma digressão nacional/internacional?
Helena Granjo

Helena Granjo conversou com os Urban Tales. Mais um nome que o Fenther não deixa passar ao lado.
A banda sofreu algumas alterações com o objectivo de manter uma atitude profissional em relação à música e uma vez que o conseguiram, assinaram com a Burning Star Records um contrato para 2 albuns, sendo “Diary of a NO” o primeiro e tendo já sido considerado entre os melhores trabalhos de 2007 por várias revistas e entidades ligadas à cena alternativa nacional e internacional.
Agora em 2011 estão de regresso com o seu mais recente trabalho "Loneliness still is the friend", álbum que parece seguir as passadas do seu antecessor em termos de sucesso. O Fenther esteve à conversa com Marcos, o vocalista deste projecto:
Urban Tales – Nem por isso. Fomos deixando as coisas acontecerem, pelo caminho começámos a perceber que tínhamos grandes músicas em mão e que não devíamos ter dúvidas deste trabalho.
Urban Tales – Sim, acho que isso nunca irá mudar muito. Liricamente a coisa será sempre um pouco assim. Daí “soar” muito a Urban Tales.
Urban Tales – Esse nome já me acompanha há muito tempo. Inclusive usei-o numa música num projecto onde participei com o Vasco Gomes (agora web master da banda) e com o primeiro guitarrista da banda Sérgio Osório.
O nome surge de muito tempo passado sozinho, com os meus pensamentos, de por vezes mesmo estando no meio de muita gente, não me encontrar ali. De muita introspecção, sinceramente, vem de uma série de sentimentos.
Urban Tales – Continua o mesmo. Liricamente a coisa manteve-se em experiências vividas ou assistidas por mim, como fiz no primeiro álbum.
Urban Tales – Sim, acho que a coisa mantém-se. Contudo, neste álbum, a coisa na parte criativa, correu tão bem que não me lembro mesmo de ter que optar por essa possibilidade. Havia muita criatividade no ar e quase todas as ideias eram boas. O problema de todas aquelas ideias, foi ter de pôr de parte coisas tão boas.
Urban Tales – Chegou-se à ideia de que era bom ter alguém a declamar um poema naquele instrumental, depois lembrámo-nos do Vitor de sousa. Primeiro falámos com a manager e depois com ele. Em todas as alturas houve uma grande abertura na participação do Vítor de Sousa na música. Depois foi só ir a um estúdio e gravar. Correu muito bem. Aliás o mérito de toda aquela atmosfera é muito do próprio Vítor de Sousa que foi quem escolheu o poema.
Urban Tales – A música fala de um acto tresloucado certo? De alguém que foi exposto a violência, violação, crime, etc... Dai lembrei-me do tal discurso de Charles Manson. Achei que iria criar uma grande dinâmica e ambiente à música e, de uma certa forma fazia “sentido” na música.
Se é uma história real...? Prefiro que cada um tire a sua ilação e interprete à sua maneira. O que tenho, é a certeza que muita gente já deve ter passado por algo parecido e vive com esse tormento no corpo por toda uma vida.
Urban Tales – Lembrei-me dele, fiz-lhe o convite e ele aceitou. Foi algo muito rápido.
Urban Tales – Não me parece que agrademos a todos...era bom, mas acho que ainda há muita gente que não vai à bola connosco. O que temos de aceitar, faz parte...E isso acontece com todas as bandas.
O facto de termos tanta exposição, não sei bem como te responder a isso, simplesmente batemos à porta das pessoas e pedimos para ouvir a nossa música ai é rezar que gostem. Não há nenhum segredo, até porque nem temos manager, ou outro tipo de ajuda directa. Somos mesmo nós a chatear toda a gente.
Urban Tales – Ui...Isso é complicado, pois há muitas opiniões divergentes acerca disso... Eu sou mais apologista de que o concerto se não tem cachet (que devia), pelo menos que tenha outros factores interessantes para que se dê a aprovação desse evento. Dou-te um exemplo, fomos convidados para tocar em Fevereiro na aula magna (algo que infelizmente não veio a acontecer), na festa do dia das doenças raras. Como deves imaginar nem se iria falar de cachet, mas só o facto de podermos tocar na Aula magna, já era um factor de aceitação. Não quer dizer que é por “um palco” que se aceita um concerto. O que digo é que: se não há cachet para uma banda; pelo menos que haja outros factores (sejam eles quais forem), que valham a pena...Não sei se me faço entender...Mas fica ai a ideia...
Urban Tales – Este álbum está, e falo por mim, a ultrapassar todas as expectativas, há várias coisas a acontecer (coisas que ainda não podemos divulgar), mas que para uma banda deste género é muito bom e muito gratificante, depois é ver todos os meios que já nos tinham aberto portas, agora a darem-nos os parabéns por este trabalho e com reacções bem mais fortes que os anteriores.
Para já pensamos em promover em todo o lado possível este álbum (rádios, jornais, revistas, webzines, etc), visto que daqui a 2/3 meses já ninguem se deverá lembrar de nós pois há imensa oferta de outras bandas constantemente a sair para o mercado.
Depois é esperar por convites e ver o que é possível fazer.

Fenther – Quem são e de onde vêm os The Underdogs?
Fenther – Como definem o vosso som?
Fenther – Temos nas mãos o disco de estreia ou já editaram algo anteriormente?
Fenther – Como tem corrido os concertos de apresentação?
Fenther – Vão estar a tocar por onde?
Fenther – Onde querem chegar os The Underdogs? Há alguma meta a atingir?
Fenther – Foi complicado editar este disco?
Fenther – Satisfeitos com o resultado? Há convidados na produção ou na criação das musicas?
Fenther – Como vêem a actual musica nacional?
Fenther – Projectos futuros?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Uma conversa descontraida enquanto a tripla The Underdogs prepara os derradeiros concertos de apresentação do EP "Silence".
The Underdogs – Os The Underdogs são o Victor Hugo (guitarra, voz, harmónica), Alexandre Mano (baixo) e João Maia (bateria), e são de Aveiro.
The Underdogs – Rock directo e honesto.
The Underdogs – Como banda, este EP “Silence” é a nossa primeira edição oficial.
The Underdogs – A digressão de apresentação do EP ainda não começou. No entanto, todos os concertos até à data têm corrido muito bem e a reacção do público tem sido bastante satisfatória.
The Underdogs – Vamos iniciar a digressão no dia 16 de Abril, Plano B – Porto e depois seguimos para a nossa terra natal, Aveiro, Mercado Negro, no dia 23 de Abril, onde vamos fazer os 3 um Djset, interrompendo o mesmo para dois momentos, onde tocaremos versões acústicas de 5 temas.
The Underdogs – Os The Underdogs querem chegar a tudo e a todos, mas desejamos, acima de tudo, criar e tocar a nossa música.
The Underdogs – Complicado? Não! Já andávamos a tocar há algum tempo e, juntando esse factor ao trabalho diário, apenas queríamos guardar fielmente no EP aquilo que já tínhamos na sala de ensaios e nos concertos. Em resultado, optámos pelo tipo de gravação “Live”, o que, mais uma vez, veio facilitar a produção, criação e edição do EP “Silence”.
The Underdogs – Sim, estamos muito satisfeitos. Todo o projecto ficou ao encargo dos The Underdogs e do nosso “4º” elemento, como habitualmente o mencionamos, o Velvet, nosso técnico de som. Nunca esquecendo, obviamente, o apoio do nosso agente, Carlos Vieira.
The Underdogs – Na nossa opiniãp, a cena musical portuguesa, não obstante a grande vaga de música popular, apresenta-se neste momento com uma enorme e fértil variedade de projectos, mas, acima de tudo, de estilos.
The Underdogs – Continuar a promoção do presente “Silence”, tocando ao vivo, e começar a trabalhar no nosso Album.
The Underdogs – Silence! Silence! The devil is blowing my horn…
Fenther – Como estão os Norton em 2011?
Fenther – Continuam com a mesma vontade de fazer boa musica e fazê-la chegar bem longe? E levá-la até onde?
Fenther – Foi complicado gravar este "Layers Of Love United"?
Fenther – Satisfeitos com o resultado?
Fenther – Houve convidados para este disco?
Fenther – Continua a ser complicado editar discos em Portugal?
Fenther – E pô-los a tocar por ai?
Fenther – Por onde vão andar a mostrar este novo registo?
Fenther – Ao vivo tem alguma particularidade extra do disco? Como se apresentam ao vivo?
Fenther – Há mais portas abertas em Castelo Branco para os Norton? E internacionalização?
Fenther – Como vêem a actual musica feita em Portugal? De boa saude?
Fenther – Uma ultima mensagem...
Vitor Pinto

O Fenther esteve à conversa com os regressados Norton. A banda de Castelo Branco está ai com toda a força... Obrigatório ouvir.
Norton – Muito felizes com o novo disco e com as reacções do público aos concertos e ao disco! Acima de tudo estamos mais activos que nunca!
Norton – Sempre adorámos fazer música, faz parte de nós e das nossas vidas, e a vontade que temos em fazê-la chegar a todo o lado é cada vez maior!
Queremos editar, distribuir e tocar este disco no maior número de países possíveis! Em breve vai ser editado no Japão, e já está a ser distribuído em Espanha, onde também já temos algumas datas confirmadas… Temos recebido críticas de todo o lado do Mundo ao single “Two Points”, da Indonésia à Alemanha, França, Estados Unidos, México…
Norton – Foi mais difícil que os anteriores, sem dúvida! Houve cuidados com este disco que não tínhamos tido antes. Mudámos bastante a maneira de fazer as coisas, talvez por isso tenha sido mais demorado. Estivemos de Outubro de 2010 a Janeiro de 2011 em estúdio, foi um processo longo, mas estamos muito orgulhosos do trabalho final!
Norton – Mais que nunca! Acreditamos imenso no potencial deste disco e não podíamos estar mais satisfeitos!
Norton – Ao contrário dos dois discos anteriores, neste decidimos não ter convidados. Apesar disso o nosso produtor Eduardo Vinhas e o Miguel Nicolau, que toca connosco ao vivo muitas vezes, foram as únicas pessoas de fora dos Norton que tocaram neste disco. Era tão óbvio para nós que participassem, que nem os vemos como convidados, são uma extensão da banda, fazem parte do núcleo dos Norton!
Norton – Depende do ponto de vista, mas achamos que sim. A indústria está completamente desorientada, ninguém sabe bem como vão ser as coisas daqui a uns anos… Não é fácil editar um disco, ter uma boa distribuição e promoção. É preciso trabalho, insistência e acima de tudo acreditares naquilo que fazes!
Norton – Mais difícil é… As salas em Portugal são poucas, muitas das vezes as condições não são as melhores, e agora com a crise mais difícil fica! Mas lá está, com vontade tudo se consegue, é preciso acreditar naquilo que se faz!
Norton – Estamos a marcar espectáculos por todo o país. Um dos nossos principais objectivos com este disco é tocar ao vivo o máximo possível. Foi um disco feito a pensar nos espectáculos ao vivo e é aí que o queremos mostrar. Temos também datas confirmadas em Espanha, e esperamos no início do próximo fazer outra Tour pela Europa, para repetir o que fizemos no final de 2009.
Norton – Ao vivo tentamos ser o mais fiel ao disco possível!
“Layers of Love United” ao vivo é um espectáculo intenso, pensado para a festa, para cantar e dançar!
Norton – Depende, não tanto como gostaríamos, mas vai melhorando com o tempo. A nível de publico está melhor que nunca, e agradecemos imenso às pessoas por isso!
A internacionalização sempre foi um dos nossos principais objectivos, estamos sempre a trabalhar nisso. Como falei anteriormente, o disco vai ser editado no Japão e já está disponível em Espanha, onde já temos alguns espectáculos marcados.
Norton – Sim, existem bastantes bandas a fazer muito boa música por aí, outras nem tanto, mas há movimento e isso é que interessa!
Norton – LAYERS OF LOVE UNITED
Fenther – Como estão os Godog em 2011?
Fenther – O que mudou desde a vossa ultima edição até agora?
Fenther – Satisfeitos com o vosso álbum de estreia "Tell me a Story"?
Fenther – Há convidados neste trabalho?
Fenther – Foi complicado pô-lo cá fora?
Fenther – Em Barcelos há uma enorme fonte de criatividade musical em todos os estilos. Concordam?
Fenther – E locais para tocar? Apoios? Incentivos?
Fenther – Por onde vão andar a promover este vosso disco?
Fenther – Onde querem chegar os Godog?
Fenther – Como vêem vocês o estado da musica feita em Portugal?
Fenther – Ultimo grito.
Vitor Pinto

O Fenther falou com os Godog na apresentação do album de estreia.
A boa disposição da banda de Barcelos que promete fazer estragos a curto prazo.
Godog – RIJOS!!
Godog – Bem, mudanças existem sempre, aprendemos muito, tocamos muito e crescemos com todo o caminho que fizemos até aqui. Mas a mudança que podemos salientar, é o facto da Bárbara ter-se transformado num membro integral da banda, desde a ultima edição (EP Balance between lines), a partir daí fomos homogeneizado a banda que culmina nos 6 elementos. Desde então o processo criativo e de trabalho já conta com a totalidade dos mesmos.
Godog – Sim, muito. Marcamos com este álbum uma etapa percorrida até então. Temos temas novos, outros re-editados com novos arranjos e a receptividade por parte do público tem sido muito boa mesmo.
Godog –
Não, Quem sabe no próximo, mas gostava-mos de salientar e agradecer a cedência dos direitos da versão "A vaca de Fogo " (Madredeus) ao Sr. Pedro Aires Magalhães, Gabriel Castro e ao Rodrigo Leão que acabou por ser o elo de ligação entre nós. Eles ouviram o tema e aprovaram a edição no álbum. É gratificante !!!
Godog – Não foi difícil, e temos que agradecer à Soulfly tattoos pela Edição deste álbum, São amigos que acreditam no nosso trabalho, e fazem neste momento parte da estrutura que queremos cimentar. A apresentação do álbum no C.C.O foi calorosa, recebemos mais de 350 pessoas no anfiteatro.
Godog – Sim, sem dúvida, temos bandas para todos os estilos com a sua inerente qualidade, recentemente numa edição do JN catalogaram barcelos "A Capital do Rock" ou "Seattle Portuguesa", e não é exagero nenhum, e quem conhece a "cena" musical Barcelense nos últimos anos chega a essa conclusão.
Godog – Locais para tocar cada vez ha mais, os eventos e festivais já começam a marcar presença na "agenda" do público, é preciso trabalhar e tentar sempre tocar nos melhores e gratificantes eventos para promover e mostrar o nosso trabalho ao vivo. Quanto aos Apoios e incentivos, podemos contar com associações culturais por vezes com a ajuda de municípios, festas underground, e acima de tudo os nossos fãs e público que nos apoiam imenso.
Godog – Neste momento temos duas fnacs no Porto onde vamos fazer o nosso showcase, e o GSM fest 2011 em Barcelos que este ano conta com um cartaz poderoso, como nomes até agora confirmados Paradise Lost, Church of Misery, EyeHateGod, More than a thousand, men eater, Shamans of Rock e Cold Fear. Fora estas datas estamos a agendar mais concertos para vários pontos do País, todas as oportunidades para tocar são bem vindas.
Godog – Bem, nós queremos chegar a toda a gente, e esperar que as pessoas se identifiquem com a nossa música como nós. A partir daí o futuro o dirá. Mas até agora o percurso foi bastante gratificante.
Godog – Portugal respira uma enorme diversidade musical, embora o mercado de consumo, nomeadamente mainstream, seja bastante restringido. A "exportação" de bandas é reduzida, penso que deviam existir mais iniciativas e apoios para espalharmos mais a música Portuguesa pelo Mundo. Mas vemos com bons olhos o futuro.
Godog – Apoiem a musica portuguesa!
Fenther – Como estão os Kandia actualmente?
Fenther – Um regresso muito desejado após a paragem para as gravações? Ansiosos
por voltar aos palcos?
Fenther – Foi complicado toda a elaboração deste disco? Foi dificil pô-lo cá fora?
Fenther – Satisfeitos com o resultado final?
Fenther – Convidaram alguém para se juntar aos Kandia nas gravações e na produção
final?
Fenther – Já sentiram criticas a este vosso trabalho? Como reagem vocês às menos
boas?
Fenther – Começaram já a rodar as novas canções ao vivo? Por onde?
Fenther – E as próximas datas?
Fenther – Como está a musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Os apoios continuam escassos? E os locais para tocar? Já há mais
oferta?
Fenther – Onde querem chegar os kandia?
Fenther – Um ultimo grito...
Vitor Pinto

O Fenther apanhou os Kandia na apresentação do novo album da banda.
A conversas descontraida com a banda de "Inward Beauty | Outward Reflection".
Kandia – Estamos neste momento em fase de preparação de alguns concertos lá por
fora, continuamos a promover o nosso álbum e gravamos agora o videoclip
para o tema "Into your Hands".
Kandia – Já temos actuado após o lançamento do álbum, estar em palco é sem dúvida
alguma aquilo que mais gostamos de fazer, mas já temos a cabeça a
funcionar para um próximo trabalho! Mas, para já, queremos dar um saltinho
fora de Portugal.
Kandia – É sempre mais complicado quando não tens uma editora a trabalhar contigo
e a ajudar na promoção, mas passo a passo vamos conseguindo fazer o que é
suposto. Uma coisa é certa, é um trabalho muito suado e muito sentido, sem
dúvida.
Kandia– Sim, estamos satisfeitos com o resultado mas achamos sempre que podiamos
ter feito melhor, acho que é inevitável qualquer música pensar isso!
Kandia – O Daniel Cardoso produziu e gravou pianos e baterias no álbum.
Kandia – De facto não nos podemos queixar, só temos tido boas críticas, quanto às
más se as houver desde que sejam construtivas são aceites de bom grado e
fazem-nos crescer.
Kandia – Quando o álbum saiu em Fevereiro de 2010 arrancamos logo com os
concertos de promoção, um ano depois decidimos dar uma frescadela na
setlist para os próximos concertos. Andámos pelo norte e sul do país.
Kandia – As próximas datas são em Espanha, mas estamos a tentar fazer mais
algumas datas aqui em Portugal nos próximos meses.
Kandia – Esse é o velho tema de "não bater mais no ceguinho". Está tudo na mesma,
não vale a pena aprofundar (lol).
Kandia – O Hard Club reabriu e trouxe alguma esperança, já cá fazia falta! De
resto não notamos grandes diferenças no panorama musical/bares/apoios,
está tudo igual... com os seus inúmeros defeitos e poucas virtudes.
Kandia – Sempre mais longe!
Kandia – Era óptimo que as bandas portuguesas se unissem em vez de criarem um
campo de batalha entre elas!
Fenther – Como estão os Glockenwise actualmente? Houve alterações desde a vossa ultima edição?
Fenther – Continuam com a mesma atitude? Onde querem chegar vocês?
Fenther – Um novo album "Building Waves"... Satisfeitos com o resultado?
Fenther – Tem havido boas criticas ao disco. Como reagem às más criticas?
Fenther – Os concertos como tem corrido?
Fenther – Por onde vão estar em breve?
Fenther – Continuam a construir ondas ("Building Waves") por Barcelos. Querem por a cidade a mexer? Tarefa complicada...
Fenther – Que soluções vocês encontram para cidades como Barcelos, se virarem mais para a musica e para a cultura?
Fenther – Gostariam que houvesse mais apoios e locais para tocar em Barcelos? Ou continua a ser preferivel "exportar" o vosso talento para outras cidades mais abertas?
Fenther – Como está a musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Projectos futuro... Já existem ideias e vontades?
Fenther – Como porta estandarte da nova musica feita a Norte, que mensagem querem deixar ficar aqui?
Vitor Pinto

Os Glockenwise estão de regresso. O Fenther apanhou-os em plena apresentação do novo album "Building Waves".
Esta malta está viva e recomenda-se!
Glockenwise – Acima de tudo bem dispostos, muito entusiasmados com a edição do nosso primeiro disco, Building Waves. A principal alteração foi sem dúvida perder um frontman para se ganhar uma guitarra: foi um pena amputar assim a liberdade a um frontman, mas com outra guitarra e uma atitude ainda mais alegre e descomprometida ganha-se muito mais que isso, a banda torna-se um frontman.
Glockenwise – A atitude está um pouco na génese do que fazemos, alterar isso seria descaracterizar os The Glockenwise. A nossa forma de estar perante a música não é muito diferente da nossa forma de estar no quotidiano, portanto era inconcebível continuar este projecto se algum de nós tivesse intenções ou ambições intoleravelmente diferentes das do grupo em relação ao estilo de música e maneira de a fazer. Nós queremos tocar muito mais para mais pessoas, nada mais simples.
Glockenwise – Quando vais gravar um disco levas na cabeça uma ideia pre-concebida de como ele vai soar. Escusado será dizer que no final do processo ele nunca soa exactamente como achavas que ia soar, mas depois de ouvir um bilião de vezes o disco é seguro dizer que estamos muito satisfeitos com o resultado. Trabalhar com o Paulo Miranda é sempre uma experiência estimulante.
Glockenwise– Sinceramente ainda não li nenhuma má crítica ao Building Waves. É mais comum encontrarem-se comentários anónimos em blogs de segunda categoria a desferir insultos vulgares, mas esses só servem mesmo para rir.
Glockenwise – Tentámos tocar com a mesma entrega para 10 ou para 300 pessoas. Os de 300 pessoas costumam ser brutais.
Glockenwise – Dia 26 de Fevereiro tocámos no Hard Club com os selvagens israelitas Monotonix e com os nossos vizinhos Larkin, de Viana do Castelo no Hard Club. Depois dia 4 de Março no Kastrus em Esposende e no fim de semana seguinte em Cantanhede no Rock no Monte (11 de Março) e Musicbox (12 de Março).
Glockenwise – Não é complicada, é impossível. Além do mais não podia estar mais longe dos nossos objectivos. Queremos ver até onde chega a "onda", quanto mais longe de Barcelos melhor.
Glockenwise – Nós limitámo-nos a dar concertos. As soluções têm de ser encontradas pelos órgãos eleitos para esses efeitos. Mas sinceramente: abrir o Teatro Municipal Gil Vicente e garantir-lhe uma boa programação, bem como apoiar iniciativas como o Festival Milhões de Festa, tendo em consideração o tempo e trabalho exigido para a organização de um festival deste género, eram boas formas de começar.
Glockenwise – A ideia de ser a "equipa da casa" não é só ridícula como algo que queremos evitar a todo o custo. É óbvio que queremos tocar em Barcelos e apresentar o nosso disco, e fazer isso num espaço com o mínimo de condições, mas tocar mensalmente em Barcelos é tudo menos o motivo pelo que começámos a banda.
Glockenwise – Boa de saúde. Há muitos projectos entusiasmantes e cada vez mais pessoas interessadas e a melhor parte é que não é um movimento macrocéfalo focado em Lisboa.
Glockenwise – Para já tocar muito o Building Waves e exportá-lo para os sítios mais distantes. Há algumas ideias, mas para já está tudo em aberto.
Glockenwise – Para aqueles miúdos do secundário que estão tão fartos de não fazer nada quanto eu estava: não desistam e façam as cenas com estilo, tenham uma atitude alegre e aberta e vão ver que ainda vão viver muito.
Fenther – Uma longa espera entre o vosso EP e este novo single. Foi preciso afinar tudo e
voltar à carga?
Fenther – Como estão vocês actualmente? O Que mudou?
Fenther – Estão a promover o vosso novo videoclip para este novo single?
Fenther – Em poucas palavras descrevam o video para quem ainda não o viu.
Fenther – E o album? Para quando?
Fenther – Tem tocado ao vivo? Por onde?
Fenther – Para saber das vossas movimentações onde vos podemos encontrar?
Fenther – Com está a musica nacional na vossa opinião?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Supreme Soul de regresso. O Fenther apanhou-os na apresentação do single "The Perfect Place For Us".
Tiago Nobre Dias – Depois do EP “Love and shadows” decidimos que era então o
momento de gravar um disco de longa duração. Foi um longo processo, pois para
além da composição de temas novos, pretendíamos incluir no álbum algumas canções
que fizeram parte dos dois EP’s anteriores. Penso que se tornou mais complexo do
que se esperaria. Pretendíamos renovar a sonoridade mas ao mesmo tempo teríamos
que respeitar a essência e o espírito dessas canções. Para além disso, fomos sempre
muito exigentes em todas as fases de produção do disco. Porque sabíamos o que
queríamos atingir. Porque os nossos objectivos estavam bem definidos, e era nossa a
responsabilidade de corresponder aos desafios colocados por nós próprios. Entendemos
abdicar da variável “tempo” para que o disco, idealizado como um todo, fosse de facto
uma realidade actualmente. Todas as decisões tomadas relativamente ao nosso percurso
como banda estão justificadas. Estamos muito satisfeitos com o resultado final. Durante
esta longa espera, a nossa atitude foi a de uma entrega total ao novo trabalho.
Tiago Nobre Dias – Em termos de sonoridade, continuamos a explorar os ambientes dos finais
da década de 70 e dos anos 80. Nesse aspecto, não vamos desiludir o nosso público!
No entanto, sem querer desvendar muito daquilo que é o “No One’s All” penso que
apresentamos actualmente um som mais agressivo e com melodias mais intensas. Ao
mesmo tempo, considero que a carga emocional e sentimental da nossa música é maior.
Como banda, continuamos fiéis aos nossos princípios e à nossa identidade. Acima de
tudo somos grandes amigos, e isso alimenta verdadeiramente a coesão de um grupo. Em
todas as situações soubemos colocar sempre os interesses colectivos como prioritários e
inabaláveis, em prol dos individuais. Na verdade, talvez as principais mudanças tenham
ocorrido mesmo ao nível pessoal…
Tiago Nobre Dias – Sim. O lançamento do videoclip foi dia 24 de Novembro e o impacto do mesmo
tem superado as nossas expectativas. É um motivo de orgulho, não só para os Supreme
Soul como também para toda a equipa que concretizou este projecto, que na nossa
opinião realizou um trabalho fantástico.
Tiago Nobre Dias – O vídeo retrata uma história entre duas pessoas que partilham lugares e
sentimentos, e a relação ou não relação entre o amor e o destino. Peço desculpa
pela ambiguidade da resposta, mas a história tal como é contada, sugere diversas
interpretações plausíveis. E é muito interessante verificar isso através das conclusões
que o público tem retirado, como se de um filme se tratasse. Gostaríamos de preservar
esta particularidade do videoclip.
Tiago Nobre Dias – O álbum estará concluído em Dezembro. Estamos a terminar as misturas finais
para a posterior masterização. Pretendemos que o disco esteja disponível ao público a
partir de Janeiro de 2011.
Tiago Nobre Dias – Fizemos uma pausa para nos dedicarmos inteiramente ao trabalho de estúdio.
Mas claro, em 2011 vamos voltar a tocar ao vivo para apresentar o “No One’s All”. As
saudades dos palcos já são muitas…
Tiago Nobre Dias – Estamos presentes no Facebook, MySpace, Palco Principal e Last Fm. O
lançamento do nosso site oficial em www.supremesoul.com também está para breve.
Porém, quem desejar receber todas as novidades do grupo, basta enviar uma mensagem
através das redes sociais ou um e-mail para mail@supremesoul.com, e passará a constar
da nossa mailing list.
http://www.facebook.com/pages/Supreme-Soul/116287431554
www.myspace.com/supremesoulmusic
www.palcoprincipal.com/supremesoulmusic
www.twitter.com/supremesoulpt
Tiago Nobre Dias – Temos grandes artistas e música de qualidade em Portugal. Contudo, penso
que no nosso país se trabalha por vezes de uma forma isolada e pouco concertada.
Precisamos de mais parcerias e sinergias entre artistas, bandas, meios de comunicação
social, agentes, promotoras, casas de espectáculos, etc., para contribuirmos de forma
efectiva para a evolução sustentável da música nacional. Mas atenção, refiro-me apenas
à óptica de mercado. Porque a qualidade e diversidade da música portuguesa está
claramente salvaguardada. Talvez com um pouco mais de visibilidade ao que se faz por
cá… e não falo só de música, mas sim da arte em geral.
Tiago Nobre Dias – A todos os nossos fãs e amigos, muito obrigado pelos vossos comentários, pelas
palavras, por todo o apoio.
Um agradecimento ao Fenther pela oportunidade que nos foi dada, tanto agora como
desde sempre.
Fenther – Como está Nuno Prata actualmente?
Fenther – Uma longa paragem emtre o primeiro e o segundo disco. Foi necessaria esta paragem tão longinqua?
Fenther – Satisfeito com o resultado deste trabalho?
Fenther – Como tens reagido às criticas dele?
Fenther – Onde buscas a tua inspiração?
Fenther – Já pensaste em escrever e cantar numa lingua estrangeira?
Fenther – Os concertos ao vivo como estão a correr?
Fenther – O palco será apenas constituido por ti, ou terás outros musicos a acompanhar?
Fenther – O que podemos esperar no futuro da tua veia de cantautor?
Vitor Pinto

Valeu bem a espera de muitos anos, para saborearmos a segunda vez deste musico portuense. Nuno Prata.
Nuno Prata – Bem, obrigado.
Nuno Prata – Foi o tempo suficiente para me afastar da música e acabar o curso, ser pai, arranjar um emprego e voltar à música.
Nuno Prata – Muito. Sobretudo porque legitima o primeiro e perspectiva o terceiro.
Nuno Prata – O que tenho lido tem sido simpático para com o disco. Fico contente, obviamente.
Nuno Prata – As canções nascem sobretudo da tentativa de resolver as minhas questões comigo, com os meus e com o mundo.
Nuno Prata – Se partir do pressuposto que não domino gramática, fonética e semântica, até consigo imaginar com interesse a ideia de escrever e cantar numa outra língua.
Nuno Prata – Bem.
Nuno Prata – Os concertos são em trio, na companhia dos músicos que já tocavam comigo: Nico Tricot e António Serginho.
Nuno Prata – Sinto aqui uma coisa a fervilhar, mas ainda não sei o que é.
Fenther – Há uma nova "Madrugada" no universo Peixe:Avião?
Fenther – O que se alterou entre "40.02" e este vosso novo disco?
Fenther – Este é um disco mais maduro. Estão de acordo?
Fenther – Há convidados neste disco?
Fenther – Foi dificil ultrapassar o peso complicado do segundo álbum?
Fenther – Satisfeitos com o resultado?
Fenther – Por onde vão acontecer as apresentações ao vivo?
Fenther – Qual o caminho a seguir? Mais novidades para breve?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Peixe:Avião. Editado neste final de ano, o segundo longa duração dos
bracarenses, prova ser das melhores colheitas do presente ano.
Peixe:Avião– Há uma vontade de mostrar e ao mesmo tempo tentar definir a música que fazemos, atribuir-lhe um cunho
reconhecível, caracterizá-la com os nossos adjectivos. Assumimos este projecto na perspectiva de construir
uma carreira. Nesse sentido, nos três anos da nossa existência, temos estado a aprender, com erros e
sucessos que vamos angariando ao longo do percurso. Recolhemos experiência através do álbum anterior
(“40.02”), e assim tentámos criar um disco que - pelo menos para nós - em tudo fosse melhor que o
antecessor, reflectindo a maturidade que o tempo e as experiências nos trouxeram.
Peixe:Avião – Acima de tudo tivemos muito mais tempo para idealizar e concretizar o "madrugada", do que o "40:02". Esse
tempo extra permitiu-nos reflectir mais aturadamente sobre todo o processo criativo, de modo a apurar a
nossa identidade.
Peixe:Avião – É esse o nosso desejo. É óbvio que passou mais tempo sobre o nascimento da banda e que, portanto, nos
conhecemos melhor enquanto banda. Por outro lado, todo o processo criativo foi mais aturado, como referi
anteriormente, e esperamos que isso se tenha reflectido numa sonoridade mais madura.
Peixe:Avião – Sim, tivemos a participação da Manuela Azevedo, num tema, e do Bernardo Sassetti, em dois. Foi um
trabalho bastante frutífero, na nossa opinião, tanto do ponto de vista do resultado final, como da nossa
aprendizagem das suas formas de trabalho que são preciosas para nós, tendo em conta a experiência e a
qualidade das suas carreiras.
Peixe:Avião – Embora tivéssemos a noção de que o segundo álbum é uma espécie de obstáculo para qualquer banda,
nós colocamos sempre bastante pressão sobre nós próprios, e acho que essa pressão interna foi mais
importante e positiva para nós, do que qualquer outra.
Peixe:Avião – Sim, este álbum é um grande salto para nós, pelo menos na nossa opinião. Pensamos que é mais exigente
e mais abrangente, simultaneamente e isso era precisamente o que procuravamos. Claro que, por outro
lado, há sempre coisas que podemos melhorar e algumas de que só com o tempo nos poderemos vir a
aperceber completamente.
Peixe:Avião – As festas de lançamento deste disco vão acontecer neste mês de Outubro, dia 9 no Theatro Circo de Braga,
e no dia 14 no Lux de Lisboa. Temos feito showcases nalgumas fnacs de modo a promover a compra do disco, que assumiu a forma de disco-bilhete (a compra do álbum dá direito a assistir qualquer um dos
concertos de lançamento a acontecer em Braga ou Lisboa).
Peixe:Avião – Pretendemos ainda este ano, e sobretudo para o início de 2011, marcar vários concertos para mostrar este
e o anterior álbum no palco, seja em auditórios, festivais, etc. A seu tempo, o próximo álbum irá começar a
formar-se, mas para já queremos que as pessoas venham descobrir a nossa música, seja no disco ou ao
vivo.
Peixe:Avião – “A pedra que deve ser polida merece a paciência do artesão, senão, jamais as asperezas serão eliminadas.”
- salomão
Fenther – Como nasceu este projecto?
Fenther – Tentaste criar algo de novo? Algo diferente?
Fenther – Foi difícil editar este disco?
Fenther – Em Portugal é complicado editar discos na tua opinião?
Fenther – Estás satisfeito com o resultado final?
Fenther – Há convidados neste disco? Quem são?
Fenther – Vais andar na estrada a promover "Invisible Landscape"?
Fenther – Ideias para o futuro?
Fenther – Como vês a musica nacional actualmente?
Fenther – Ultima mensagem...
Vitor Pinto

(aura)
Um projecto bastante interessante tendo o Outono como horizonte.
O discurso directo no Fenther por entre um imaginário fotográfico...
(aura) – No início do ano de 2008 descobri o trabalho fotográfico do José Ramos e a força e expressão
das imagens facilmente me levaram a me perder nos cenários e, inconscientemente, tomei-
os como ponto de partida para viagens imaginárias. Nessa mesma altura também estava
a sentir uma palpitante necessidade de criar algo verdadeiramente pessoal pois, a nível
musical, estava envolvido em algumas bandas – onde o caminho é fruto de um bolo dinâmico
de vontades – e compunha música para televisão e publicidade, estando muito amarrado a
directivas que não dependiam (só) de mim. Essa imensa vontade de total liberdade criativa
começou-se a materializar com a descoberta das fotos pois aí tive a ideia de criar um álbum
conceptual inspirado nesse imaginário. Contactei o José e confrontei-o com o desafio tendo
ele acedido imediatamente a ceder-me o seu espólio de onde escolhi as dez fotografias que se
transformaram nos actos de invisible landscape.
(aura) – O objectivo nunca foi esse: deliberadamente tentar criar algo diferente ou original. Tendo
como base o facto de não me querer impor barreiras criativas ou estilísticas de qualquer tipo, a
fusão entre várias influências e estéticas sonoras foi algo que aconteceu de uma forma natural
e orgânica. Ter, por exemplo, uma estrutura rítmica completamente mindfuck e labiríntica
transvestida com um som poeirento de bateria de sótão a acompanhar uma peça clássica
mesclada com um som podre de teclado não me parece uma incoerência absurda mas sim uma
possibilidade com um potencial interessante. Como tal, neste disco podem sentir um pouco de
tudo o que gosto e me influencia, desde peças orquestrais a Post Rock, Dubstep, Mathrock,
Darkwave, Indie, World Music, Psychedelic, Shoegaze, Música Clássica, Electronica, Sound
Design, etc. O grande desafio ao misturar todos estes ingredientes foi faze-lo de forma coesa e
orgânica, sempre em prol das próprias músicas. Todo este processo multi-direccional tinha que
ter um sentido uno e não soar como uma manta de retalhos. Claro que a produção também foi
feita nesse sentido mas a nível formal e estético tentei criar um organismo mutante mas
saudável e (até) funcional. Em suma, sendo este trabalho fruto de uma intensa e diversificada
amálgama é natural que tenha uma sonoridade muito vincada e própria, para o bem e para o
mal. A mistura de várias formas (aparentemente) antagónicas prende-se com o meu próprio
mapa pessoal. No meu auto-rádio tanto sai The Dillinger Escape Plan como Vampire Weekend.
De Alcest, Boyz Noiz, David Lynch,
Lula Pena, Daniel Johnston, Venetian Snares ou Tiago
Guillul a Nathan Larson, Beirut, Múm, MGMT, Behold… The Arctopus, Burial, Kayo Dot, Verdi
ou Neurosis.
(aura) – Foi. Em primeiro lugar porque não é um produto etiquetado, direccionado para um
determinado target. Reunir um conjunto de editoras que achasse que poderiam estar
interessadas neste disco não foi fácil porque não há assim tantos selos vocacionadas para
projectos experimentais e originais, especialmente que estejam a assinar artistas novos.
Terminei o disco em inícios de 2009 – no pico da crise económica global – e, para além de
ter recebido muitas respostas do género “…Gostávamos mesmo de edita-lo mas agora é
complicado…” tive tudo quase acertado com duas editoras da cena alternativa que faliram/
ficaram em stand by antes de fecharmos o acordo. Depois de ter perdido a energia para
continuar à procura de uma solução convencional para editar o disco – e vendo outros
projectos e amigos, com música muito interessante, na mesma indefinição – decidi criar a
netlabel Abutre, uma plataforma online que lança e promove discos, em formato digital, sendo
o download gratuito. Lancei o álbum originalmente através da Abutre em 2009 e este criou
imediatamente algum impacto na cena da música gratuita global tendo sido indicado pelo
website Norte-Americano Sputnik Music como um dos discos mais interessantes desta nova
tendência de lançamentos digitais. Por força desta visibilidade na internet a editora Romena
Valse Sinistre (que se dedica a música experimental e fortemente emocional e tem um roster
de artistas muito eclético e interessante) contactou-me dizendo que tinham adorado o disco
e o queriam lançar. Imediatamente “cancelei” o lançamento da Abutre, tendo tornado esse
lançamento digital numa espécie de edição limitada, uma vez que só esteve online perto de
um mês. Cerca de quatro meses depois de assinar com a Valse Sinistre o disco está cá fora.
(aura) – Sempre foi difícil haver uma verdadeira indústria musical em Portugal porque a força de
sermos poucos é algo de irreversível. Para uma editora, o investimento de fabricar um
disco é o mesmo em Inglaterra, nos EUA ou em Portugal mas as plataformas de venda e o
número de clientes em potencial é incomensuravelmente mais pequeno no nosso país. Isto
afecta a indústria mainstream – por não haver cashflow para investir em grandes manobras
promocionais – mas também faz com que não haja uma cena marginal editorial que sirva de
forma contínua e profissional os subgéneros mais escondidos. Mesmo quando se vendiam
discos nunca tivemos muitas soluções profissionais (e um verdadeiro mercado) para bandas
de Metal, Dance Music, Punk ou Hip Hop. As editoras que existiram viveram sempre em
contínuo sufoco financeiro e funcionavam com o esforço dos seus criadores. Nesta fase da
indústria, onde as vendas são mínimas, praticamente não temos mercado. Os artistas de top
vivem dos concertos e do merchandising e as nossas majors assinam cada vez menos bandas e
quando o fazem é sob condições constrangedoras. Neste cenário, é óbvio que é inviável haver
editoras Portuguesas de Stoner ou de Ska, que ofereçam condições profissionais aos nossos
melhores artistas. Só tenho 28 anos mas a julgar pelo espólio de vinyl do meu pai, quer-me
parecer que durante os anos 70 e 80 havia uma legítima admiração e respeito pela criação
nacional e os nossos discos tinham a mesma relevância comercial do que o que vinha de fora.
O que me parece é que os anos 90 foram absolutamente desastrosos e a indústria arruinou
esse estatuto, por dois motivos. Primeiramente porque se começou a dar primazia ao fácil e
oco e se apostou em vender sempre as mesmas bandas e fórmulas banais. Segundo, porque
se caricaturou as bandas nacionais ao só apostar no mais desinteressante. Convenhamos de
forma honesta, se lá de fora vinham todo o tipo de propostas refrescantes, bem tocadas e
desafiadoras aqui levávamos com pop tosco e insosso e com entretenimento musical de gosto
absolutamente duvidoso. Essas bandas medianas foram transformadas no porta-estandarte da
música nacional e creio que isso afastou o grande público das bandas e dos discos Portugueses
mas felizmente essa tendência parece-me estar a mudar, até porque temos, e sempre tivemos,
grandes artistas e bandas, nos mais variados estilos.
(aura) – Sim, fiquei bastante satisfeito. Para além de ter tratado de tudo o que diz respeito ao lado
musical e da produção também desenhei todo o artwork, ou seja, ficou tudo sob a minha
alçada, o que torna todo o processo mais fácil e prático. Devido ao facto de terem passado
vários meses desde a conclusão do disco até este ser editado em CD tive muito tempo para
repensar a mistura, a masterização e o lay-out. Comparando com o lançamento original da
Abutre, acabei por ter tempo para enriquecer ainda mais o desenho da capa, adicionei mais
alguns layers a algumas músicas e voltei a masterizar todo o disco. Portanto, a configuração
CD que agora é apresentada é quase como uma versão 2.0 de invisible landscape e aquele
interregno de indefinição acabou por ser muito positivo para o trabalho poder amadurecer a
um ritmo natural, em lume brando. Um pormenor que aprecio bastante é o facto do booklet
– que apresenta todas as fotos – ter sido impresso em papel fotográfico, o que dá bastante
brilho e força às imagens.
(aura) – Há dois grandes amigos de infância, com os quais cresci e partilhei vários palcos e garagens,
que aparecem como convidados neste disco. Roubei ao baixista Bruno Santos (aka Skimy
Farrow) os tappings que podem ouvir no tema nove, warm winter, e a partir daí teci toda a
malha. Queria muito incluir o Bruno neste disco porque a sua maneira de tocar e a beleza
harmónica das suas composições sempre foram uma fonte de inspiração para mim. Acaba por
só entrar num tema mas num próximo álbum quero usurpar-lhe muitas mais notas. O outro
caso é ainda mais interessante pois tinha decidido criar um disco exclusivamente instrumental
– e assim o fiz, até ao penúltimo tema – mas quando cheguei ao último capítulo senti que
faltava uma presença humana, digo assombrosamente humana. Achei que daria força ao disco
quebrar um pouco com um certo abstraccionismo e dar-lhe o rumo concreto de uma voz,
de uma palavra. Não que a letra queira levar o ouvinte a algum lado - até porque o objectivo
desta viagem é apenas fornecer cenários e Banda Sonora - mas acaba por ser um regresso a
nós mesmos, depois de um mergulho em queda livre num mundo por explorar. Olhando para
a foto pareceu-me claro que a voz que encaixaria na perfeição seria a de Jóni Vieira (na altura
nos The Other Side e agora a solo com 1 is the Lonely Number). O processo foi muito simples,
enviei-lhe a foto e disse-lhe para escrever um poema. À noite entrámos no estúdio e uma
garrafa de whisky depois estávamos numa roulote a comer um kebab, com vista para o Douro,
já com o tema gravado.
(aura) – Como deves calcular, tocar este álbum ao vivo - de forma fidedigna - implicaria arranjar
dezenas de músicos de áreas completamente distintas e tentar criar e coordenar esta
orquestra híbrida seria um trabalho complexo e, porque não admiti-lo, extremamente
dispendioso. Caso conseguisse montar toda esta estrutura e conseguíssemos interpretar o
álbum com a emoção e forçaa que nele sinto, acho que seria um projecto e uma experiência
fabulosa mas de uma forma realista devo admitir que isso não deverá acontecer. Já pensei em
fazer algumas versões mais minimais e até reinventar um pouco os temas mas nada de muito
concreto, para já. Aliás, a única reinvenção que fiz, para já, até dificultou mais a tarefa pois
criei uma versão orquestral do primeiro tema do disco (the furious march) para a cena inicial
do filme Português Um Funeral à Chuva. Portanto, a grande promoção que o disco terá será
mesmo a imprensa escrita, a internet e (espero) as pessoas.
(aura) – Bem, a curto prazo tenho algumas coisas interessantes a acontecer. Em primeiro lugar, criei
dez temas originais para a Banda Sonora do filme do realizador Telmo Martins “Um Funeral à
Chuva” e a Lusomundo deverá editar o DVD (possivelmente incluindo a Banda Sonora) já em
Outubro. Tenho uma banda chamada Irmãos Brothers e vamos gravar em breve 4 temas para
um split CD que sairá por uma editora Norte-Americana. É um Mathrock n’ Roll absolutamente
psicadélico com toques de Stoner e Prog. Podem ouvir o primeiro single “Já cedo a sombra se
pôs (no poço negro)” no nosso Myspace. Em breve gravarei mais um ep para Ghost Orchid e o
tema de estreia dos Musgo, um trio que partilho com o Skimy Farrow e Max Tomé. No meio de
tudo isto, e já com outras criações para cinema no horizonte, irei começar a compor o próximo
disco de (aura), para o qual ainda não tenho qualquer ideia. Em relação à Abutre Netlabel, em
breve irá sair uma compilação gratuita, em formato digital, chamada “New Gaze of Portuguese
Rock” que contará com temas (alguns inéditos e studio outtakes) de Miss Lava, Dawnrider, 1 is
the Lonely Number, Laia, Löbo, Irmãos Brothers, Black Bombaim, Haniak, Manuel Gião, Alice
in Wonderland Syndrome, etc. Para saberem de todas as novidades basta irem ao website da
Abutre onde também podem fazer o download de todo o catálogo.
(aura) – Independentemente do que falámos em cima e de praticamente não haver uma verdadeira
indústria com espaço para subcategorias e um circuito amplo com condições e público para
as bandas se fazerem à estrada, acho que a nível criativo estamos em grande forma e muito
mais descomplexados e aventureiros. Isso também tem a ver com as transformações sofridas
na mentalidade desta nova geração. Se vivemos uma década passada de caixotes em zonas
industriais onde se asfixiava ao som de follow the leaders e love generations (generalizando a
tendência dominante) agora testemunhamos um regresso às ruas e, basicamente, ao mundo.
E nas ruas outrora desertas as pessoas trocam ideias, e crescem bares, e crescem palcos, e
crescem galerias de arte, e isso traz promotoras, traz público e traz vida. Se passeassem à noite
pela cidade do Porto há 8 anos atrás nem o mais optimista previa o turbilhão que se levantou
nos últimos anos e o número de novas salas e pessoas que atacaram os becos com um genuíno
entusiasmo. E o processo é recíproco, o meio também influencia a matéria e considero
que vivemos uma fase muito produtiva e efervescente, com tendência para continuar a
crescer. Vejo mais espaços alternativos e salas com bom gosto e condições, vejo festivais e
concertos de estilos marginais com hype e público, vejo grandes centros de artes com uma
programação mais arrojada, vejo novas promotoras com personalidades bem vincadas que
trazem a Portugal arte com relevância contemporânea e vejo muita música a ser produzida,
essencialmente. No meio de tudo isto vão-se fazendo bons discos e vejo os artistas nacionais
a ganhar espaço nas rádios, nos media e nos festivais comerciais pois regressaram a um ponto
onde conseguem surpreender e entusiasmar o público. Pessoalmente ouço muita música
nacional e há muitas bandas e discos que preenchem obrigatoriamente as minhas playlists.
(aura) – Em primeiro lugar agradecer o facto de estarem a dar espaço a este projecto e, na continuação
da resposta seguinte, enaltecer o papel da imprensa online na revitalização da criação musical
Portuguesa. Em relação a invisible landscape, podem ouvir o álbum na íntegra no Last FM
e saber mais informações no Myspace. Podem adquirir o disco através do website da Valse
Sinistre e, claro, para acompanharem todas novidades de (aura) e de todos os projectos da
Abutre Netlabel é só se juntarem a nós no Facebook.
Fenther – Como estão os Pop Dell'Arte actualmente?
Fenther – Quase vinte anos de carreira sempre sem grandes pressões. Como conseguiram tal feito?
Fenther – Sentem-se um mito vivo?
Fenther – Esperaram pelo tempo certo para editar este vosso novo album?
Fenther – Mesmo demorando 15 anos entre "Sex Symbol" e este "Contra Mundum"?
Fenther – O ep que aparece aqui pelo meio "So Goodnight", foi uma forma de dizerem: "Estamos aqui!"?
Fenther – Estão satisfeitos com o resultado final deste "Contra Mundum"?
Fenther – Na vossa opinião está mais próximo de "Sex Symbol" ou de "Free Pop" musicalmente falando?
Fenther – "Ritual Transdisco" é um single perfeito. Orelhudo. Foi pensado para ser assim? Para agarrar logo à primeira audição?
Fenther – Vão estar em palco a apresentar este disco ao vivo?
Fenther – Sentem falta da rotina rock'n'roll, quer na estrada, quer nas entrevistas?
Fenther – Como vês a musica nacional actualmente?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Pop Dell'Arte
Um dos regressos mais aguardados de sempre,
comentado aqui, nas palavras sabias do irreverente João Peste.
João Peste – Estão bem muito obrigado!
João Peste – Não sei se conseguimos isso! Sem pressões ? O que houve mais foi pressões e continua a haver, aliás...
João Peste – Antes um mito vivo do que morto, lol. Mas não, não nos sentimos como um mito... Vivos estamos, alive and kicking e... fucking forever como cantamos na letra do Electric G.
João Peste – Não sei o que é o tempo certo, mas espero que seja o disco certo. Não nos preocupámos assim muito com o tempo, mas em que o disco ficasse como queriamos... e, em parte, conseguimo-lo!
João Peste – Já vi que são excelentes a aritmética... Pois foi, passaram exactamente 15 anos entre o "Sex Symbol" e este "Contra Mundum". Curiosamente, não tenho cabelos brancos, ainda! Não sei se conseguirei repetir esta proeza daqui a 15 anos ou quando for a saída do próximo álbum...
João Peste – Sim, estamos aqui e boa noite! Foi exactamente isso que quisémos dizer...
João Peste – Relativamente, e falo por mim, estou! Mas só com o tempo é que terei a certeza de estar mesmo satisfeito com ele.
João Peste – Acho-o próximo e distante de ambos, simultaneamente. No entanto, a identidade de Pop dell'Arte está presente em qualquer dos três...
João Peste – Não, nem sequer foi pensado,,, foi sentido e tocado, não pensado. É assim que fazemos música. Sem pensar...
João Peste – Sim, no Music Box, dia 15.
João Peste – Népia,,,, Estou até um pouco cansado das entrevistas - lol - Foi tipo overdose, nas últimas semanas.
Quanto à rotina rock'n'roll: Não acredito na rotina do rock'n'roll,,, o rock'n'roll genuino não tem rotinas. As rotinas têm a ver com o mainstream e com o falso rock'n'rolll.... O rock'n'rolll - como canta o Alan Vega dos Suicide - o rock'n'rolll é como uma faca, rasga e rasga a nossa vida até que ela sangre... Depois continuamos a esperar por outro golpe ou desistimos. Nesse caso bye bye rock'n'roll. Mas eu não sou gajo de desistir...
João Peste – Oiço-a mais do que a vejo... B. Fachada, Governo, Maria João Pires, Sei Miguel, Youthless; Musgo, Corsage, Abztract Sir Q ; Social Smokers, Loosers, Tigrala; Filho da Mãe, 3 Tristes Tigres; Mão Morta. 20th Century Expressions (Bruno Monteiro & Joao Paulo Santos).
João Peste – Wild 'n' chic.... we are so wild 'n' chic!
Fenther – Como está Slimmy actualmente?
Fenther – Houve mudanças no alinhamento da banda?
Fenther – Satisfeito com este segundo disco?
Fenther – Sentes que está mais maduro, mais energético, mais sedutor...?
Fenther – Como estão a ser as apresentações ao vivo? Algum ponto de destaque?
Fenther – Por onde vais estar em breve ao vivo?
Fenther – O vídeo de "Be Someone Else" o single, está excelente. Quem o realizou?
Fenther – E como aconteceu mais esta produção de luxo neste disco?
Fenther – Na tua opinião a população portuguesa está mais aberta para receber
Slimmy ou ainda não?
Fenther – Vais editar e apresentar este disco lá fora? Por onde?
Fenther – O futuro de Slimmy passa por onde?
Fenther – Uma mensagem final...
Vitor Pinto

Slimmy
O segundo trabalho para a irreverente banda portuense,
aqui apresentado na primeira pessoa. Senhoras e Senhores...
Slimmy – Slimmy está mais vivo que nunca, com nova formação, com novo disco e novo
espectáculo ao vivo pronto a contagiar o público.
Slimmy – Sim, houve… primeiro houve uma mudança normal de baterista derivada de
razões pessoais do Garcez. Depois incluímos um novo guitarrista, o Funky e um
programador/teclista, o Gustavo Silva. A inclusão destes dois novos elementos, era
algo que já estava pensado desde os últimos tempos da digressão do ‘Beatsound
Loverboy’ e que transforma as actuações ao vivo mais vigorosas e energéticas …
neste momento somos uma máquina de rock’n’roll.
Slimmy – Muito satisfeito. Este novo trabalho apesar de ser novamente uma mistura de
rock e electrónica, que caracteriza Slimmy, é diferente ao nível das canções,
pois considero-o mais orgânico e fruto de um trabalho mais de banda, dado que,
já com o trio formado e na extensa digressão que fizemos com o ‘Beatsound
Loverboy’ enquanto íamos tocando ao vivo, íamos experimentando algumas coisas
e gravando.
A tudo isto não é alheio o facto de ter trabalhado com dois dos produtores do
primeiro álbum, o Quico Serrano e o Mark Turner, pessoas com as quais consigo
ter uma relação muito estreita a nível de trabalho e que conhecem Slimmy desde
os ‘primórdios’.
De referir também que neste CD procuramos ter um conceito gráfico que
acompanhasse as músicas, o universo de Slimmy e o próprio título do álbum ‘Be
Someone Else’. Todo o artwork, que considero excelente, foi desenvolvido pela
Liliana Pinto da My Favourite Designer (www.myfavouritedesigner.net)... cada vez
mais os suportes físicos tem que possuir mais valias que os distinga e que faça
com que o consumidor os compre por o considerar um objecto único’. Todo este
conceito permite que o mesmo CD tenha duas capas diferentes e ainda nos reserve
uma surpresa no instante em que retiramos o booklet da caixa… mas o ideal é
mesmo comprarem o disco para verificarem com os próprios olhos (risos).
Slimmy – Sobretudo sinto uma maior maturidade e experiência, resultante desses dois anos
e meio em digressão por Portugal. A escrita de letras está mais adulta também,
apesar de ainda manter a energia e a irreverência, assim como toda a sexualidade
e sensualidade em tudo o que faço.
Slimmy – Considero que as reacções por parte do público tem sido bastante positivas…
ainda sem o disco editado fizemos alguns concertos de pré-apresentação e notei
que apesar das pessoas ainda não conhecerem os novos temas não ficavam
indiferentes, manifestando-se quase de igual forma às músicas já bem rodadas.
Acho que isso se deve, e identificando o principal ponto de destaque, ao facto de o
espectáculo estar mais real e poderoso com esta nova formação onde a mistura dos
novos temas com os mais antigos ganhou outra dinâmica, o que faz com que os
concertos sejam ainda mais vibrantes.
Slimmy – Em Julho iremos estar em Coruche, no Festival da Juventude no dia 17 e a 29
tocamos em Vila Nova de Gaia. Em Agosto temos uma actuação agendada para o
Porto, que será divulgada brevemente e ainda alguns pedidos para outras cidades
por confirmar… mas o melhor mesmo será fazer essa pergunta à minha agência, a
1bigo (risos)
Slimmy – Tenho a mesma opinião quanto à excelência do vídeo (risos). Foi produzido
pela Riot Films, onde na equipa encontramos alguns elementos que já tinham
trabalhado connosco do vídeo do tema ‘You Should Never Leave Me’, na altura com
um excelente trabalho também por parte de António Vieira como director.
Neste novo vídeo apenas identificamos alguns conceitos que queríamos
seguir, dando total liberdade à equipa de produção, fruto do conhecimento e
reconhecimento dos trabalhos já feitos. A realização ficou a cargo do Miguel
Januário sendo que o Paulo Castilho assumiu a direcção de fotografia e o Júlio Alves
a direcção artística.
… já agora sugiro que publiquem o link para que quem quiser possa confirmar o
que estou a dizer (risos) [http://www.youtube.com/watch?v=HAGjW4WHV6Q]
Slimmy – Não foi propriamente uma produção de luxo… apoiamo-nos basicamente no
talento e nas boas ideias de toda a equipa, que conseguiu passar com imagens a
mensagem da canção e desta nova fase de Slimmy. Foram dois dias de filmagens,
no Cine-Teatro de Estarreja, sendo a maior parte do trabalho realizado em pós-
produção.
Slimmy – Eu acho que sim mas nunca me preocupei muito com isso porque quero
acreditar que os portugueses sabem quando um produto é sincero ou não e tem
discernimento para valorizar quem faz as coisas com paixão e honestidade...
ora, como tanto eu como a minha banda fazemos isto com bastante convicção e
sinceridade, procuramos sempre que a relação que temos com o público assente
num modo ‘festivo’, descontraído e de pura diversão.
Slimmy – Obviamente que tentamos sempre agilizar os nossos contactos para que tal seja
possível, apesar de sinceramente não nos preocuparmos muito com esse tema. Na
realidade hoje em dia e com o mercado que temos é possível comprares/importares
um disco sem o mesmo ter uma edição física no país onde resides. De nada
interessa editares um disco lá fora se ao mesmo tempo não conseguires ter quem o
promova eficazmente e também uma colaboração no agenciamento de forma a que
as coisas resultem realmente. Por outro lado vivemos na era digital onde através
das diversas plataformas existe acesso global ao teu ‘produto’. No álbum anterior
ficamos bastante surpreendidos, pela positiva, com as vendas digitais que o disco
consegui no mercado além fronteiras, principalmente nos Estados Unidos.
Slimmy – O meu objectivo é poder mostra-me e dar-me a conhecer ao maior número de
pessoas possível… assim, espero que passe pelas casas das pessoas, pelas ondas
hertezianas e sobretudo pelos palcos nacionais, já que essencialmente é onde
sentimos mais prazer em apresentar aquilo que fazemos.
Slimmy – Um grande abraço para o fenther.net, que nos acompanha desde o inicio…
descubram o ‘BE SOMEONE ELSE’ e divirtam-se a ouvi-lo, quer seja em CD ou ao
vivo.
Abraço and Good Luck!


Milhões de Festa! O Fenther esteve à conversa com Fua da organização.
Fenther – Tudo preparado para a edição 2010 deste grande festival?
Fenther – Porquê Barcelos?
Fenther – Depois de Braga, Porto e Barcelos, por onde pode seguir o evento? Sul?
Fenther – O Milhões de Festa! atingiu este ano a maturidade?
Fenther – Destaca alguns nomes do cartaz deste ano, internacionais...
Fenther – E nacionais?
Fenther – É dificel fazer um evento deste porte em Portugal? Há apoios suficientes?
Fenther – Onde se podem adquirir os bilhetes e qual o valor deles?
Fenther – Vais dar uns mergulhos na piscina para relaxar? ;)
Vitor Pinto
Fua – Há sempre uma imensidão de pequenos pormenores a tratar mas a preparação está a decorrer de forma bastante tranquilo (dentro dos possiveis num evento deste tipo).
Fua – Porque não em Barcelos? Temos desenvolvido nos últimos anos uma colaboração que me deixa bastante agradado com uma série de bandas de Barcelos. Para além disso sinto uma vontade enorme dos miúdos em pegar em instrumentos, formar bandas, ir a concertos, comprar discos. Só faltava um evento deste tipo. Habituamo-nos a ver as bandas de Barcelos a tocar fora da cidade todos os fins de semana, pelo menos nestes três dias não vão precisar de dormir fora de casa.
Fua – A ideia será estabilizar o festival em Barcelos mas só após a edição deste ano é que colocaremos esta questão.
Fua – Não diria maturidade mas sente-se um óbvio passo em frente em termos de impacto e de crescimento. A maturidade fica para daqui a uns anos (muitos).
Fua – É um bocado complicado destacar nomes dado que todos os presentes no cartaz são escolhas do coração. Estou super curioso para ver como o Mark E.Smith se vai comportar, a estreia dos Electric Wizard é algo de muito relevante, os Delorean por tudo o que se tem falado deles e será muito engraçado ver um concerto deles 6 anos depois do primeiro, os Monotonix vão incendiar o festival por certo mas no geral estou muito curioso para ver todas as bandas.
Fua – Escolhemos as bandas portuguesas que achamos mais relevantes neste momento por cá. Expectivas em alta portanto.
Fua– Acaba por ser complicado mas a disponibilidade da Câmara Municipal de Barcelos no apoio e na organização tem sido exemplar. Um exemplo para outros munícipes no que toca ao apoio à cultura diz respeito. Quando se estabelece uma parceria como a que conseguimos estabelecer tudo se torna mais fácil de desenvolver.
Fua – 15€ bilhete diário e 35€ passe geral. Os bilhetes podem ser adquiridos na ticketline.pt, fnacs e outras lojas habituais. Os bilhetes bonitinhos podem ser encontrados na Louie Louie, Lost Underground, Matéria Prima, Jo Jo's, Casa da Juventude de Barcelos e Café Senra.
Fua – Seria um crime poder usufruir de uma piscina e não o fazer :)
Fenther – Como está a Garagem olhando para trás ao longo destes 14 anos?
Fenther – Sentes o peso da responsabilidade de uma nova educação musical em
Portugal?
Fenther – Quando decidiste "abrir" a Garagem, pensaste chegar tão longe?
Fenther – E fazer tantos estragos pelo meio?
Fenther – Qual o momento mais marcante em todos estes anos de actividade?
Fenther – Sempre acreditaste na cultura Drum'n'Bass?
Fenther – Foi dificel introduzir este estilo por cá?
Fenther – Porque a Garagem só se movimente a Norte do país?
Fenther – O que costumas ouvir nos momentos de relax?
Fenther – A tua veia punk ainda continua?
Fenther – Que tal fazer umas festas Punk Rock algures por ai?
Fenther – Tens por habito, frequentar outras noite Drum'n'Bass por cá ou no
estrangeiro?
Fenther – Podemos esperar por mais 14 anos de Garagem?
Fenther – O que está preparado para os proximos tempos?
Fenther – Para quando os Pendulum?
Fenther – Uma ultima mensagem...
Vitor Pinto

Garagem... 14 anos a oferecer uma nova cultura aos amantes de Drum'n'Bass e não só!
As palavras de Marco Martins. O principal culpado!
Marco Martins – A Garagem continua igual a si mesma, sempre tentando superar as barreiras culturais deste país inovando a sonoridade portuguesa.
Marco Martins – Sem dúvida. O facilitismo criado pela internet,e o seu consumo
instantaneo torna por vezes mais dificil filtrar a qualidade. Parece que
hoje em dia vivemos obcecados com numeros...quantas musicas tens no teu
ipod, quantos, quantos.....discute-se mais numeros, e menos qualidade.
Marco Martins– Quando inicio qualquer projecto, penso sempre em atingir os objectivos
pretendidos, neste caso era revolucionar a cultura da musica electronica
em portugal. após 14 anos de trabalho, penso que ainda é um trabalho em
progresso.
Marco Martins– É acima de tudo atitude Punk (não são estragos, são novos alicerces).
Marco Martins – De tantos que me marcaram tenho que dizer que um deles foi a estreia da
equipa do VSC-guimaraes 1996 com blue orange juice a tocar. isto sim foi
logo um inicio marcante!!!!!!!!
Marco Martins – Sim! Foi algo que desde cedo me despertou atenção, e como promovo apenas
aquilo que gosto, mantive sempre a mesma linha.
Marco Martins – Sim. O drum and bass terá sempre os seus momentos mais altos e mais
baixos. A sua identidade será sempre uma de uma cultura underground, e
nunca mainstream. Por um lado, penso que esse será o lado mais aliciante
do drum and bass, por outro reflecte o gosto geral pelo comercialismo,
algo que penso que nunca irá mudar em portugal.
Marco Martins – A Garagem ja desenvolveu varios eventos em Lisboa. Por vezes em casos
pontuais ainda promove eventos la, mas a nossa frente é sem duvida no
norte. numa altura em que nos queixamos tanto do centralismo, acho que
alguem deve redobrar a atenção pelo norte.
Marco Martins– Musica , de todos os generos punk,rock,techno,etc…
Marco Martins– Para mim a atitude punk é muita revista no drum and bass. culturas do
não-conformismo.
Marco Martins– Tento sempre de vez em quando introduzir outras sonoridades. No ano
passado , os Dokuga tocaram em Guimarães. Este ano, o aniversario conta
novamente com DJs deste genero.
Marco Martins– Poucas vezes, uma vez que trago os Djs de quem gosto, por isso vou mais
a Londres ver novos talentos.
Marco Martins– Como já disse, não posso quantificar, mas irei continuar...
Marco Martins– Camo & krooked , estreia absoluta em Portugal, e o lançamento do ep
stereo out dos Sigma , no s.joao dia 23 junho, no Porto. E finalizar as
rodagens
do documentario de dnb, da stup_IDcreations.
Marco Martins– Ja trouxe os pendulum 6 vezes a portugal. agora que tocam como banda,
penso que seria o formato mais interessante. quem sabe...
Marco Martins– Ressuscitar Lux Interior , juntar os Black Flag e virem todos tocar a
portugal, se possivel para a garagem, e como logico trazer Atari Teenage
Riot que voltam a tocar depois de 10 anos parados, e sem duvida sao uma
loucura...
Fenther – Como surgiu esta ideia?
Fenther – Quais a bandas a participar e o local?
Fenther – Acreditam que Barcelos continua a ser uma cidade-fonte de boa musica portuguesa?
Fenther – Há espaço nessa cidade para tantas bandas?
Alexandra M. – Há, claro. Mais não seja, porque o concelho tem quase 400 mil metros quadrados. As bandas têm todas o seu espaço, porque são bandas de diversos estilos, e, por isso, atacam em área completamente diferentes. Depois também há outra questão, nem todas as bandas têm os mesmos objectivos. Enquanto umas procuram sair da cidade e até do país, outras apenas anseiam pelo divertimento. E depois há ainda bandas que se fazem num dia, desfazem noutro e consecutivamente.
Fenther – Um festival totalmente barcelense. foi bem aceite esta vossa ideia? Houve apoios e ajudas?
Fenther – A razão destas bandas em cartaz?
Fenther – Mesmo sem este ter acontecido, podemos falar já de uma segunda edição do "Cock'n'Roll" ?
Fenther – Onde podemos encontrar informações na web sobre este evento?
Fenther – O convite final...
Vitor Pinto

Cock'n'Roll. Conversas com o Fenther por entre as palavras das produtoras do evento, Alexandra Martins e Inês Faria.
Inês F. – Esta ideia surgiu no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Juntando o útil ao agradável, o projecto serviu para que pudéssemos ter uma pequena ideia de como será trabalhar nesta área, uma vez que tencionamos segui-la após o ensino secundário. Ao mesmo tempo, o tema surgiu naturalmente, visto sermos fãs da cena rock barcelense.
Inês F. – Os concertos, que iniciarão às 16h no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, contarão, respectivamente, com a presença dos The Glockenwise, Azia, Aspen e La La La Ressonance.
Inês F. – Independentemente de ser uma cidade-fonte de boa música é uma cidade-fonte de muita música, e isso, só por si, já é bastante importante. O número de bandas em Barcelos não pára de aumentar e a qualidade de algumas é evidente: há bandas barcelenses a tocar pelo país todo e a abrir para grandes nomes do rock actual. Para além disso, a comunicação social está cada vez mais interessada em dar a conhecer essas mesmas bandas. Desta forma, tem-se vindo a criar um burburinho positivo em torno da cena barcelense e não será, certamente, obra do acaso.
Inês F. – Como se costuma dizer: Onde cabe um português, cabem dois ou três...
Inês F. – Bem aceite sim (apesar de só poder haver certezas depois da realização do evento). No entanto, o mesmo não se pode dizer dos apoios, que ficaram bem aquém das expectativas. O país continua em crise, não é verdade? Assim que vai um forte agradecimento para aqueles que, mesmo em crise, ainda investem na cultura.
Inês F. – Queríamos que o cartaz representasse não só os diferentes estilos de música que por cá se fazem, mas também que mostrasse um pouco da evolução geracional. Isto é, temos os La La La Ressonance - pioneiros da cena barcelense - como também os Aspen, fruto desta nova geração explosiva. Sem esquecer outros factores: os The Glockenwise ainda não apresentaram o seu trabalho acústico na terra mãe; os Azia estão prestes a lançar o novo EP, os Aspen apresentar-se-ão pela primeira vez com o seu guitarrista em Barcelos e os La La La Ressonance por serem, sem sombra de dúvida, dos maiores nomes da música alternativa portuguesa.
Inês F. – É extremamente precipitado falarmos numa segunda edição pois, como já referimos, é um projecto de escola. Visto estarmos a concluir o ensino secundário, o propósito do festival termina também. No entanto, se correr bem e se houver muita adesão, não será por nós que não haverá continuidade.
Inês F. – Toda a informação actualizada sobre o evento na página do Facebook:
http://www.facebook.com/pages/Cock-and-Roll/116594298361804?ref=ts
Inês F. – Já que nunca há nada para fazer aos sábados à tarde, fica aqui o convite para toda a gente que queira aparecer e curtir boa música. Aproveitem, fiquem para a noite e para além de mais concertos, ainda vêem um documentário. "Rock and Roll all night and party every day"
Fenther – Quem são e de onde vêm os Bass-Off?
Fenther – Como está o movimento pela zona das Caldas da Rainha no que diz respeito a bandas
nacionais?
Fenther – Como definem o vosso som?
Fenther – "OHmónimo" Porque?
Fenther – Têm tido boa aceitação por parte da imprensa?
Fenther – Vão apresentar este trabalho ao vivo? Por onde?
Fenther – Foi importante para vocês terem participado no Termómetro e no concurso da Levi’s?
Fenther – Escolham um tema deste álbum. Porquê?
Fenther – Qual o estado da música nacional na vossa opinião?
Fenther – Vocês estão na web? Onde?
Fenther – O vosso disco vai estar em vendas online em mais de 700 países. Como isto aconteceu?
Fenther – Um último grito...
Bass-Off
Vitor Pinto

Bass-Off em discurso directo numa conversa agradável com o Fenther, sempre à volta de "OHmónimo"..
Bass-Off – Os Bass-Off são uma banda de rock alternativo, oriunda de Caldas da Rainha, formada em
2004 pelo Rui Filipe (Joe) na guitarra e voz, Nelson Alves (Né) na guitarra e voz e Nuno
Oliveira na bateria.
Bass-Off – Em relação a este assunto, temos de dizer que sem dúvida Caldas da Rainha ganhou muito
com o seu Centro Cultural e Congressos (CCC). A oferta de eventos culturais é muito maior e
mais variada do que era e isto fez com que muitos bons projectos nacionais se apresentassem
na cidade. Por outro lado, algumas bandas e projectos com menos projecção têm vindo a ser
divulgadas e apresentadas no auditório do Centro de Juventude das Caldas da Rainha ao
longo dos últimos anos. Portanto, pode-se dizer que o movimento de todos estes projectos
nacionais, grandes e pequenos, tem sofrido uma grande evolução na nossa zona e isso é sem
dúvida motivo de orgulho para nós enquanto caldenses.
Bass-Off – Embora gostemos de dizer que somos uma banda de Rock n´Noise, devido às
influências "sónicas" que impomos numa sonoridade tipicamente "rockeira", a verdade é que
rotular este projecto é complicado. Somos os três bastante diferentes em termos musicais,
tanto na execução como nas influências de cada um. Mas todas essas diferenças acabam por
ser conjugadas e quando chega a altura de compor, a nossa sonoridade é uma fusão dessas
mesmas influências, do carácter de cada um. Somos rock, somos indie, somos alternativo,
somos experimental, somos... rock n' noise!
Bass-Off – Porque era importante preciso ser original sem o ser! A verdade é que a primeira hipótese
que surgiu era a de o álbum ser de facto homónimo, à semelhança do que muita gente faz
no seu primeiro álbum. Mas nós decidimos voltar isso a nosso favor e tornar esse termo no
próprio título do álbum! A troca das duas primeiras letras prende-se com questões gráficas (na
nossa opinião funcionava melhor assim e marcava ainda mais a diferença) e com um pequeno
trocadilho: as três primeiras letras formam a palavra Ohm, que é o nome dado à unidade de
medida da resistência eléctrica... uma pequena piada técnica!
Bass-Off – Apenas agora começamos a ter noção do feedback dado pela imprensa, até porque todo
este processo de divulgação leva algum tempo a surtir efeito. Mas a verdade é que todas
as impressões que temos recebido e lido acerca do nosso disco até agora têm sido muito
positivas. Obviamente, esta boa aceitação serve de tónico para continuarmos a trabalhar cada
vez mais.
Bass-Off – Somos, acima de tudo, uma banda de actuações ao vivo. O disco é, obviamente, importante
enquanto suporte físico e veículo de promoção, mas a nossa grande aposta sempre foi o
trabalho ao vivo, com actuações intensas e cheias de energia. Neste momento já temos
concertos de apresentação marcados nas Caldas da Rainha, Porto e Lisboa, além de uma
série de showcases nas Fnac’s de todo o país. Assim que esta primeira ronda de apresentação
estiver terminada iremos então avançar com outras actuações, um pouco por todo o país.
Bass-Off – Nunca fomos uma banda de concursos. Aliás, estes foram os únicos onde participámos desde
que existimos e não fazemos intenção de o voltar a fazer. Mas a verdade é que o timing e
as oportunidades foram excelentes, ao servirem de rampa de lançamento para este álbum.
Se estaríamos aqui sem ter ganho estes concursos? Gostamos de acreditar que sim, mas
contar com a ajuda destes dois eventos foi importantíssimo e só temos a agradecer a toda a
gente que, desde a nossa vitória em ambos os concursos, nos tem ajudado neste processo de
lançamento e promoção.
Bass-Off– Só um? Assim é complicado... Só para sermos do contra, vamos escolher dois: "Whatever"
e "Virginia". O primeiro porque é o nosso single de apresentação, um tema bem mexido, com
boa onda, dançável, enfim, orelhudo! O segundo porque mostra o nosso lado instrumental mais
forte, toda a nossa intensidade sónica.
Bass-Off– Se há uns anos atrás pensávamos que tudo estava perdido, a verdade é que actualmente
há uma luz bem forte ao fundo do túnel. Cada vez surgem mais projectos interessantes, com
originalidade, com valor de nível internacional e com músicos de grande nível. Infelizmente,
viver da música em Portugal continua a ser muito complicado e as oportunidades continuam a
não ser muitas, portanto este será sem dúvida o ponto menos positivo do panorama actual e
que aparenta ter tendência a piorar. Por outro lado, cada vez mais as bandas têm facilidade em
produzir o seu próprio material, em gravar os seus discos e até em editá-los, o que ajuda um
pouco a equilibrar as coisas.
Bass-Off – Tentamos estar presentes em todas as redes sociais de maior expressão, mas o nosso site
principal continua a ser o myspace: www.myspace.com/bassoffband
Podem visitar o nosso perfil e ter acesso a todas as faixas do nosso álbum, bem como a nossa
agenda de concertos, fotos e vídeos. Fora isso, podem também encontrar-nos no Facebook,
Twitter, hi5, LastFM, YouTube, etc.
Bass-Off – Esta foi sem dúvida uma das grandes surpresas para nós, em termos de promoção. A nossa
editora, a Independent Records, em conjunto com a MEDIApromo/MEDIAsounds (a quem
desde já deixamos um enorme agradecimento pelo apoio em toda a produção final e promoção
do disco) conseguiu-nos esta distribuição online através dos mais variados sites (iTunes,
Amazon, etc.), fazendo assim com que o nosso álbum chegue ainda a mais pessoas. É sem
dúvida uma óptima oportunidade para promover o nosso trabalho.
Bass-Off – Visitem o nosso Myspace e se estivermos pelos vossos lados, contamos com a vossa
presença!
Nuno Oliveira – bateria e voz
Fenther – Quem são os The Soaked Lamb e de onde vêm?
Fenther – Aguardaram pelo momento certo para editarem este disco, ou mal esteve pronto, saiu cá para fora?
Fenther – Satisfeitos com o resultado final?
Fenther – O porque dos chapéus e das cadeiras (Hats & Chairs)?
Fenther – O grafismo deste disco está excelente. Os meus parabéns! Vocês tem sempre muito cuidado com a imagem?
Fenther – Ao vivo também tem esse cuidado de apresentação visual?
Fenther – E onde poderemos tirar as provas? Por onde vão passar proximamente?
Fenther – Vocês estão na web? Por onde?
Fenther – Escolham um tema deste disco e porquê?
Fenther – Um ultimo grito...
Vitor Pinto

The Soaked Lamb. Uma conversa agradavel e descontraida aos autores de "Hats & Chairs".
The Soaked Lamb – Somos um “rebanho” em forma de sexteto, todos da mesma família, mesmo os que não têm laços de parentesco.
Vimos de um tempo em que tudo se passava mais devagar e era feito para durar e não para consumo imediato. Principalmente a música. Mas vivemos no presente e até usamos pedais de distorção nas guitarras, se isso ajudar a música. E ajuda muitas vezes. E até podem ser digitais.
Vimos também dos longos almoços de Domingo, em que se comia ensopado de borrego e bebia vinho tinto, quando gravámos o primeiro disco. Foi nesse cruzamento que vendemos a alma ao diabo.
The Soaked Lamb – Se fizéssemos música comercial, e que dependesse de tops e de resultados de vendas, esse momento seria importante. Felizmente, estamos confortavelmente sentados longe dessa realidade e não temos qualquer tipo de pressão. A não ser, talvez, a de algum chapéu que tenha um número abaixo do ideal. As coisas são feitas ao nosso ritmo, e esse ritmo é lento, e tem três tempos se for uma valsa. A maioria das vezes tem quatro é um blues ou um swing, e noutras ainda é um ragtime. Mas nunca acelera muito para além disso. Para nós, o importante foi termos todo o tempo do mundo para que todos os pormenores estivessem ao nosso gosto. Foi nessa altura que colocámos o disco à venda. Coincidiu também com o momento em que chegou da gráfica.
The Soaked Lamb – Estamos muito satisfeitos. Completamente satisfeitos. Este é o disco que nós queríamos. Somos culpados de tudo o que está lá. Qualquer falha e incorrecção foram feitas com toda a atenção e dedicação.
E as reacções, quer do público, quer da imprensa e crítica, têm suplantado as nossas melhores expectativas. Mesmo as mais pessimistas.
The Soaked Lamb – Isso prende-se com a nossa postura em palco, desde os primeiros concertos, e do nosso cuidado com os detalhes. O visual da banda é apenas mais um deles. Todos usam chapéu e todos tocam sentados. Todos excepto o contrabaixista, por uma questão ergonómica do instrumento, e a vocalista, que é bonita demais para ficar sentada.
The Soaked Lamb – Agradecemos o elogio. A imagem é tão importante para nós como a música. Faz tudo parte da mesma preocupação com os pormenores, que mencionámos anteriormente. Além disso é deformação profissional, porque trabalhamos todos na área da comunicação, de alguma forma. Entre designers, publicitários, ilustradores, escritores, realizadores, e outras profissões, não podíamos deixar esse trabalho em mãos alheias.
The Soaked Lamb – Temos sempre esse cuidado. Até nos ensaios temos esse cuidado.
Já aconteceu alguém tocar de chinelos, mas foi uma questão de estar na praia errada. Entretanto esses chinelos mudaram de banda.
The Soaked Lamb – Os ensaios são fechados ao público, e têm que acreditar em nós. Mas ao vivo podem comprová-lo facilmente. Apesar de estarmos quase a terminar a tour nacional de lançamento do novo CD “Hats & Chairs” que nos levou de norte a sul, ainda nos podem apanhar no Musicbox, em Lisboa, no dia 30 de Abril, no concerto de encerramento da tour. Depois disso, apanham-nos mais facilmente em disco. E também como caminhamos devagar, deve ser fácil apanharem-nos em breve, noutros palcos.
The Soaked Lamb – Estamos nos canais sociais habituais, Facebook, Myspace, Blogs, Youtube. etc.
www.soakedlamb.com
www.facebook.com/thesoakedlamb
www.myspace.com/thesoakedlamb
E ainda em www.fenther.net
Já que o tema é a web, aproveitamos para dizer que o nosso booking é feito pela Rewind Music (www.myspace.com/rewindspace)
The Soaked Lamb – Blue Voodoo. Por ter sido o single de lançamento. Por ser o primeiro tema do disco. Por ter um convidado de luxo, que se chama Nuno Reis, a tocar uma trompete fantástica. Por ser talvez o tema que resume melhor o todo, apesar do disco ser bastante diversificado. Por ser Blue. E por ser Voodoo.
The Soaked Lamb – Não é um grito. É uma frase pausada, sussurrada ao ouvido, rouca e em Dó menor: “ouçam a nossa música”. 
Fenther – Como está Freddy Locks Actualmente? De boa saude?
Fenther – Satisfeito com "Seek Your Truth"?
Fenther – Em poucas palavras, define este teu disco...
Fenther – No disco há muitas colaborações... Quem são eles?
Fenther – Ao vivo também vão aparecer?
Fenther – E por onde vão andar a mostrar este registo?
Fenther – Acreditas que o Reggae continua com força em Portugal?
Fenther – Como vês a musica nacional actualmente?
Fenther – Projectos para o futuro?
Vitor Pinto

Freddy Locks conversou com o Fenther a proposito do seu novo disco. O Verão chegou!
Freddy Locks – Sim, estou de boa saúde apesar do peso dos trinta e das poucas horas de sono...
Freddy Locks – Sim. Muito feliz e orgulhoso com o resultado final deste disco.
Freddy Locks – É um disco que fala sobre a verdade e tem um groove muito forte.
Freddy Locks – O Dj Nelassassin partiçipa no tema "Place for you",o Tony Moka participa no tema "Criolo", o Asher G fez o dub "Close to Dub" e o Beat Laden fez o dub "Human dub".
Freddy Locks – Não em todos os concertos, mas vão aparecer em alguns de certeza.
Freddy Locks – Pra já temos concerto dia 24 em Lisboa, depois esperamos mostrá-lo por todo o mundo ;)
Freddy Locks – Sei que o reggae vai continuar sempre a crescer em Portugal e no mundo.
Freddy Locks – Vejo muitos projectos de grande qualidade e uma grande evolução na diversidade. Sinto que temos muito talento em Portugal.
Freddy Locks – Tocar muitos concertos ao vivo, mostrar o disco o mais possível e continuar humilde e sem pretensões. Carpe diem Style !!
Fenther – Como estão os Bunnyranch actualmente?
Fenther – O que se alterou entre o registo anterior e este novo album?
Fenther – Foi complicado editar "If you missed the last train..." ?
Fenther – Satisfeitos com o resultado?
Fenther – Continuam fieis ao som que sempre vos caracterizou?
Fenther – Por onde vão tocar nos proximos tempos?
Fenther – Como está a musica feita em Portugal actualmente, no vosso entender?
Fenther – Se perdessem o ultimo comboio, que fariam?
Vitor Pinto

BunnyRanch conversaram com o Fenther sobre o novo disco "If You Missed the Last Train...".
BunnyRanch – Estão com um álbum novo e a promove-lo.
BunnyRanch – Como temos um guitarrista novo é normal que surjam ideias e sonoridades novas o que é sempre importante e positivo. Mas de qualquer modo acho que as alterações não fogem a sonoridade dos bunnyranch.
BunnyRanch – É sempre o processo que, para nós, requer muita imaginação isto porque as editoras têm cada vez menos capacidade para editarem muitas bandas e por isso preferem ficar com as mais conhecidas em vez de arriscarem em projectos mais alternativos. Desta vez tivemos a sorte de uma editora de Coimbra chamada ARTEZ estar interessada em nós. É uma editora pequena com poucas edições até ao momento, mas para já na minha opinião, estão a fazer melhor trabalho que as ditas grandes editoras.
BunnyRanch – Sim. Trabalhamos onde queríamos e com quem queríamos (sierra vista studios com o Boz Boorer) portanto o saldo é positivo.
BunnyRanch – Acho que sim. Mas quem pode responder a essa pergunta será o publico.
BunnyRanch – Para já estamos a promover o disco nas fnacs e alguns teatros mas em breve vamos a todos os palcos que podermos.
BunnyRanch – Há sempre bandas com que me identifico mais que outras. Gosto dos dead combo, mão morta, a jigsaw por exemplo. Mas sinceramente não sou grande consumidor de música portuguesa actual.
BunnyRanch – Íamos de avião ou de camioneta ou a pé. Mas íamos de alguma maneira.
Fenther – Como estão os The Poppers actualmente?
Fenther – O que se alterou desde o registo anterior e este "Up With Lust"?
Fenther – Como surgiu a ideia da edição em vinil?
Fenther – Contentes com o trabalho da Rastilho?
Fenther – Foi dificil editar este disco?
Fenther – Por onde vão tocá-lo ao vivo?
Fenther – Os The Poppers estão na net? Onde?
Fenther – Projectos para o futuro?

The Poppers conversaram com o Fenther sobre o novo disco com edição em vinil. "Up With Lust" é mais do que um regresso.
The Poppers – Com uma grande vontade de tocar Rock n Roll e mostrar este novo disco ao máximo de pessoas possível. Acreditamos muito no UP WITH LUST.
The Poppers – Muita coisa, a começar pelo baterista… pois desde 2008 que temos o Bruno “The Animal” Fernandes como baterista, sendo parte integrante da banda. O produtor do Boys keep Swinging foi o Paulo Miranda, este novo disco contou com a Produção de Nuno Rafael, o que traçou a alteração de sonoridade. Acho que somos uns sortudos em até á data termos desafiado os produtores que queríamos, e estes terem aceite. Dois profissionais exímios.
The Poppers – Quisemos valorizar o álbum assim como as primeiras pessoas adquirir o dito cujo. Achámos que o Vinil seria a melhor forma de celebrar esta primeira edição do Up With Lust. Por outro lado, era algo que ambicionávamos... Como amantes de Rock n roll, sempre foi um objecto que nos habituámos a ver como … errr “pérola”.
The Poppers – YEP, na altura falámos nesta edição limitada e a Rastilho aceitou sem hesitações.
The Poppers – Um bocado, a editora meteu-nos de castigo a ouvir todos os exemplares da edição limitada para garantir que as faixas estavam todas incluídas… ehehehehe Não, não foi dificil. Aguardamos pela altura em que toda a equipa envolvida estaria em sintonia. A Altura certa é esta, advirto.
The Poppers– Onde nos quiserem ter, para já temos planos para promover ao máximo em Portugal, depois do concerto do S Jorge onde contamos com a presente de Sean Riley e Tó Trips, vamos ao Plano B no Porto. Vamos também tocar nas Fnacs, mas com uma abordagem diferente… acústica e exclusiva. Temos também para já planeada a passagem por Espanha, França, Brasil e talvez a Alemanha. Está a correr bem.
The Poppers – Estão sim, em www.myspace.com/thepoppers
The Poppers – Promover o disco, engordar e ter filhos.
Vitor Pinto
Fenther – Como surgiu o projecto JOAH ANN LEE?
Fenther – Acreditam que é possivel fazer musica em Portugal e viver dela?
Fenther – Se pudessem mudar alguma coisa, o que fariam em prol da musica e da cultura?
Fenther – Foi complicado editar este EP?
Fenther – Já há fumo branco para o àlbum?
Fenther – E concertos ao vivo? Já tocaram onde e para onde vão?
Fenther – Há algum palco que gostariam de pisar?
Fenther – Vocês estão na web? Onde?
Fenther – Escolham um tema do vosso EP. Digam-nos porque...
Vitor Pinto

JOAH ANN LEE conversaram com o Fenther e ficamos a conhecer melhor os seus passos.
JOAH ANN LEE – JOAH ANN LEE nasce das cinzas de um anterior projecto formado por três dos seus elementos, eu (Vasco) o João (guitarra) e o Juca (bateria). O Renato (voz, baixo) respondeu na altura a um anúncio para baixista. Marcámos uns ensaios e partimos dai... durante cerca de ano e meio fomos testando várias hipóteses para a voz... nada resultava. Durante esse tempo, de vez em quando o Renato brincava um pouco ao microfone e detectámos algum potencial. Apesar de musicalmente na altura ainda estarmos algo distantes do que são os JOAH ANN LEE hoje em dia, a voz adaptava-se e tinha o feeling certo... ajudou a consolidar a identidade que procurávamos.
JOAH ANN LEE – Fazer música sim, é possível... Viver dela, não. Em Portugal, os músicos não vivem da música.
JOAH ANN LEE – A resposta é longa, árdua e um exercício demasiado complexo para que alguém se digne a ler até ao fim. Mas tudo resumido, era simpático que as pessoas prestassem atenção. Na era do consumo rápido e em massa, a criação artística foi banalizada, deturpada e desprezada. É preciso pedir por favor para se poder criar. Não devia ser preciso, o Homem nunca deveria ter perdido o respeito por si mesmo. A arte (seja ela música, escrita, pintura, etc) é a materialização da (na ausência de melhor definição) alma.
JOAH ANN LEE – Bastante, até porque não foi de todo editado! Foi disponibilizado gratuitamente em alta qualidade através de todos os canais JOAH ANN LEE - myspace, blog, facebook, twitter. Na sequência da resposta anterior, na era das novas tecnologias existem recursos que dotam qualquer um para gravar, misturar e editar com recursos semi-profissionais. Ainda assim, os JOAH ANN LEE optaram por gravar profissionalmente durante o verão de 2009 nos Blacksheep Studios com o Makoto Yagyu. Fizémos algumas edições em sleeve para efeitos promocionais, mas o EP não foi editado para fins comerciais... ainda.
JOAH ANN LEE – Sim, há. É muito difícil para nós estagnarmos... estamos já a trabalhar em novo material e temos sensivelmente metade do álbum em pré-produção. Até ao verão contamos completar o conceito e preparar a gravação, que deverá acontecer lá para o principio do Outono de 2010. Estamos bastante satisfeitos com os resultados obtidos e o feedback de quem já ouviu é muito positivo.
JOAH ANN LEE – A mini digressão de apresentação do "LION FISH" já arrancou no passado sábado dia 6 de Fevereiro no Santiago Alquimista, com SAM ALONE. Correu bastante bem e apresentámos ao vivo a totalidade do EP, algumas músicas novas e uma ou outra surpresa. Temos já uma data a 17 de Abril na Galeria do Desassossego em Beja (onde nunca estivémos) e uma outra data no Cabaret MAXIME em Lisboa, a 19 de Junho (onde contamos encerrar a Tour). Ainda existem datas por confirmar, mas o nosso objectivo é cumprir paragens obrigatórias como Porto, Coimbra, Barcelos e Leiria. Veremos...
JOAH ANN LEE – Claro que sim. Pessoalmente, o Coliseu dos Recreios é um sonho antigo... relativamente aos JOAH ANN LEE, neste momento... um festival de Verão, sem dúvida. Seria importante para nós pela divulgação, pelo cartaz, pelo público e pela altura do ano... seria a última actuação antes de voltar para estúdio, se tudo correr como planeado.
JOAH ANN LEE – Sim, nos seguintes espaços:
MYSPACE - http://www.myspace.com/joahannlee
BLOG - http://joahannlee.blog.com
FACEBOOK - http://www.facebook.com/joahannlee
TWITTER - http://twitter.com/Joahannlee
JOAH ANN LEE – Essa pergunta é extremamente complicada... bom, na minha opinião... o Lights Out, até porque foi a escolhida para o vídeo que contamos realizar nos próximos dois meses... mas essa é uma surpresa reservada para a próxima oportunidade! Porquê? Porque de certa forma foi uma das músicas que ajudou a construir a sonoridade dos JOAH ANN LEE. Recordo-me que foi composta num abrir e fechar de olhos e marcou definitivamente o percurso a seguir.
Fenther – Quem são e quando se formaram os Unoeskimo?
Fenther – Como gostam de defenir o vosso som?
Fenther – Foi complicado conseber este disco de estreia?
Fenther – Contentes com o resultado e com a reacção da imprensa?
Fenther – Estão a presenta-lo ao vivo? por onde? E futuramente por onde vão passar?
Fenther – Neste vosso album, se quisessem destinguir alguem, quem seria essa pessoa?
Fenther – Os Unoeskimo estão na net? por onde andam?
Fenther – A vossa opinião sobre a musica nacional actual? O estado de saude...
Fenther – Escolham um tema do disco. Porque?
Vitor Pinto

UNOESKIMO em conversas com o Fenther a proposito do seu album homonimo de estreia.
UNOESKIMO – Somos o Carl Minnemann, Tiago Mota, João Mascarenhas, Kiko Brandão e Leandro Leonet. Iniciamos por esforço do Carl que compôs as canções e experimentou alguns músicos. O primeiro concerto em Janeiro de 2007 já foi dado com esta formação à excepção do Leandro que entrou imediatamente antes da gravação do disco.
UNOESKIMO – Não gostamos. Temos como única regra não tocar nada que conscientemente nos pareça algo que já exista. À parte disso sentimos que ainda há muitos ambientes diferentes para visitar e desde que nos soe a nós próprios, não nos vamos coibir de o fazer.
UNOESKIMO – Mais ou menos. Imagino que haja gente que atravesse bem mais problemas do que nós. Tivemos a sorte de ter uma editora ( Figura ) que acreditou e investiu em nós, e um produtor (João Ferraz) que nos deu todo o conforto e segurança que precisávamos para fazer tudo com calma. Começou a ser gravado em Agosto de 2008 e só em Maio de 2009 ouvimos as primeiras masterizações. Foi muito mais tempo do que esperávamos, e por duas vezes adiamos a data de lançamento. Fizemos a opção consciente de só parar de trabalhar quando tivesse completamente acabado, e acho que o conseguimos.
UNOESKIMO – Como disse na resposta anterior, só o lançamos quando o consideramos pronto pelo que sim, ficamos satisfeitos com o disco que fizemos. Quanto à imprensa sofremos o que todos os que não têm uma major por trás sofrem. Não temos acesso a certas pessoas e órgãos que facilmente ditam a difusão e reconhecimento nacional de uma banda. Mas, progressivamente, têm havido boas respostas de pessoas que realmente se interessam e julgo que a pouco e pouco estamos a subir a escada que permitirá a muita gente conhecer a nossa música.
UNOESKIMO – Fizemos o lançamento no Plano B no Porto, e depois todo o circuito de FNAC’s do norte, que nos deixou bem oleados para agora entrar nos bares em “full power”. Temos já dia 3 de Janeiro uma data no Breyner85 e 23 do mesmo mês na Casa Do Livro, ambos no Porto, e dia 30 no Kastrus Bar em Esposende.
UNOESKIMO – Eu destinguiria os “Horn Flakes”, que gravaram os metais no tema “Enduring Love”.Fizeram um trabalho fantástico e por um horrível erro acabaram por não ser referidos nos créditos de disco, algo que nos deixou bastante tristes.
UNOESKIMO – Sim. Estamos em http://unoeskimo.com e em http://www.myspace.com/unoeskimo .
UNOESKIMO – Acho que a qualidade geral têm vindo consistentemente a melhorar por todo o país.
Embora tenhamos passado algumas fases em que parecia que tudo estava adormecido, longe dos palcos os músicos portugueses têm andado ocupados a estudar, dentro e fora de Portugal, e a ensaiar, a recombinar-se de varias formas à procura de novas soluções. Isso faz com que, para mim, exista neste momento uma data de projectos cheios de valor. Infelizmente, exceptuando no Hip-Hop, normalmente quem tem conseguido a exposição e sucesso são os projectos fast-food, que duram dois ou três anos e acabam. Mas projectos como os X-wife que lhe dão no duro hà não-sei quantos anos e discos e que acabam por ser ouvidos e reconhecidos dentro e fora do País fazem-me pensar que apesar de a indústria ser muito má e cada vez pior, os músicos continuam a melhorar individual e colectivamente.
UNOESKIMO – Disgrace. Porque é o primeiro single do disco, o primeiro single da banda. Porque não tem assim tanto a ver com nada no disco, mas de alguma forma sentimos que era o cartão de visita que por si ia seleccionar quem se aventurava a explorar-nos. 
Fenther – Quem são os The Dorian Grays e de onde vêm?
Fenther – Edição de um EP por opção ou por experimentação das reacções?
Fenther – E um album? Para quando?
Fenther – Vão continuar a trabalhar com o Marc Jung?
Fenther – Como se apresentam vocês ao vivo?
Fenther – Por onde tem tocado? E por onde vão tocar?
Fenther – Podemos encontrar os The Dorian Grays na net? Onde?
Fenther – Acham importante o meio digital na musica actualmente?
Fenther – Como está a musica nacional na vossa opinião actualmente?
Fenther – Como definem o vosso som? Neste EP há varias vertentes sonoras, certo?
Fenther – Palavras finais...
Vitor Pinto

The Dorian Grays em conversas com o Fenther a proposito do seu EP de estreia, editado no final de 2009.
The Dorian Grays – Somos três rapazes com vontade de fazer caos com alguma organização e uma mão-cheia de instrumentos para o fazer. Cada um de nós nasceu num sítio diferente: o João em Vila Viçosa, o Dinis em Évora e o Miguel em Lisboa. Conhecemo-nos em Lisboa numa daquelas noites que acabam numa praça com alguém a dizer "calem-se ou levam com o balde de água", era uma Segunda-feira acho eu. Foi ficando a vontade de se fazer um projecto e quando nos reunimos as coisas resultaram bem.
The Dorian Grays – Poder-se-á dizer que foi para experimentar reacções, mas só até certo ponto. A banda tem crescido aos poucos e até haver uma maturidade que se reflicta numa colecção de muitas canções que façam todas sentido não vale a pena gravá-lo. Ainda assim há que dizer que para todos os efeitos este acaba por ser um "quase-álbum" de estreia: são 4 canções bastante longas, no total percorrem quase 30 minutos... Que é o tempo que dura boa parte dos discos de punk, por exemplo. Parece-nos que estas músicas fazem sentido sobretudo umas com as outras, daí parecer-nos que ficavam melhor sozinhas do que juntas com outra coisa só para encher. Aliás, tivemos oportunidade de gravar mais música e não o fizemos. Foi, nesse sentido, uma opção: digamos que ninguém acha que o "Morreste-me" do José Luís Peixoto é menos livro porque tem menos páginas que o "Não há coincidências" da Margarida Rebelo Pinto. Ainda que seja pequenino e dê para pôr no bolso e ir a ler no metro.
The Dorian Grays – Ora aí está uma boa questão. Há muito tempo, nos anos 60 e troca-o-passo, a "cena" eram os EPs. Para os albúns ficavam as músicas que não funcionavam bem só por si e nem num lado B cabiam, mas depois vieram os Beatles... E vieram os álbuns. E depois veio a internet... E estão a voltar, lentamente, os EPs. Talvez quando estivermos com aquela ideia do "Bute gravar um álbum!!" isso já se tenha tornado obsoleto. Como já foi aqui dito, este EP é um EP porque dentro das músicas que temos estas soavam bem sozinhas e sem mais nenhuma; talvez venha o tempo em que façamos 11 músicas de 3 minutos e tenhamos um álbum que dure pouco mais que este nosso EP. Não sabemos. O futuro pertence a todos e os passos que vamos dar dependem de tanta coisa...
The Dorian Grays – Gostámos muito de gravar com o Marco Jung. É daqueles gajos com pica para fazer música, um produtor interessado no som que as bandas querem e no que querem transmitir. Trata de nos pôr à vontade para fazermos o que fazemos porque ele sabe muito bem o que faz. Tivemos sessões de gravação muito longas, verdadeiras maratonas intercaladas por discussões apaixonadas sobre o que ouvíamos e os discos de que gostamos. Nas horas que passámos no Marduc sem dúvida que a cada segundo se respirou e transpirou música. Claro que também fomos transpirando algum vinho verde, mas isso é segredo por isso não contem a ninguém... Por isso, sim, gostávamos de voltar a trabalhar com ele.
The Dorian Grays – Apresentamo-nos os três, essencialmente. Fazemos um trio com guitarra/voz, piano/teclados e bateria/voz/atari punk machine (esta última é uma máquina fabricada por uns amigos nossos para fazer essencialmente muito ruído). Geralmente apresentamo-nos com muito barulho, muito suor e muitos gritos mas também com umas coisas mais lentas pelo meio. Gostamos de intensidade e a música sua-se seja lenta ou rápida.
The Dorian Grays – Bem, já tocámos em muitos sítios. Os últimos que visitámos foram o Lounge e o Musicbox, os dois em Lisboa. Estamos agora a marcar concertos de Março para a frente. Sabemos que vamos à zona Oeste inaugurar a próxima volta pelo país.
The Dorian Grays – Claro. No MySpace e no Facebook como toda a gente: www.myspace.com/doriangraysmusic, o endereço do Facebook também surge por lá. Ainda não temos um site oficial mas estamos a tratar disso, entretanto as redes sociais fazem-nos o favor de nos oferecer um cartão de visita.
The Dorian Grays – Claro. O futuro, quer se goste quer não, vai passar essencialmente pela música digital. Se gostamos disso… Já é uma decisão mais cinzenta. Claro que é bom andar de iPod com uma qualidade de som fantástica e 80000 canções na ponta dos dedos, claro que é óptimo ir no carro e ouvir música como deve ser e não sem metade das frequências como antigamente. Claro que é óptimo poder chegar a bandas desconhecidas pelo MySpace, e mostrar-nos ao mundo 5 minutos depois de gravar. E é generoso não ter de pagar uma fortuna para gravar um disco em condições. Mas também falta aquela coisa do “comprei um disco, ena pá ena pá ena pá ena pá ena pá”. Falta aquele sentimento que havia quando éramos putos, em que um álbum era o presente mais pessoal que se podia oferecer.
The Dorian Grays – Muito melhor que há anos, que era só saber tocar uma guitarra para se ser um rei do Rock. Hoje em dia a qualidade é muita e começa a sobressair cada vez mais a singularidade das bandas para além daquele “isto 'tá muita cromo pá”.
The Dorian Grays – Rock. Alternativo. Com cheiros de electro-punk e de classicismo, mas só assim de lado do prato, com um cheirinho de pop, mas como a pop, como a noz-moscada se nota logo… Nota-se logo. Sinfónico, cada música atravessa pelo menos 3 canções. E um bocado de rave, claro, daquele com saltos em cima de amplificadores e a partir teclas de piano com os pés.
The Dorian Grays – Um enorme bem-haja por nos fazerem tantas perguntas. E um grande-enorme bem-haja para quem as veio ler!
Fenther – Qual o tamanho do passo dado entre os The Astonishing Urbana Fall e os La la la ressonance?
Fenther – Este é o segundo registo. Estão contentes com o vosso trabalho editado?
Fenther – Como tem reagido a imprensa ao vosso percurso?
Fenther – E os concertos tem corrido bem? Por onde tem passado?
Fenther – Os proximos serão onde?
Fenther – Sentem-se apoiados por parte do publico, pela imprensa e pelo estado?
Fenther – Como definem o vosso som?
Fenther – Influenciados por quem ou por quê?
Fenther – Como vêm os La la la ressonance a actual musica nacional?
Vitor Pinto

Está ai o segundo registo dos La la la ressonance. O Fenther esteve à conversa com a banda de Barcelos.
La la la ressonance – É do tamanho de um salto paradigmático, pois apesar de ambos os nomes se referirem ao mesmo grupo de pessoas, em termos estéticos não há muitos pontos de contacto. E o mais bizarro é que nem sequer podemos falar dum processo consciente de mudança desencadeado por um qualquer tipo de saturação da sonoridade anterior, muito pelo contrário. Nós estávamos tão confortáveis na pele dos TAUF que chegámos mesmo a entrar em estúdio em 2005 para gravar aquele que teria sido o primeiro álbum da banda em cerca de dez anos de existência. Contudo, durante as gravações fomos surpreendidos por uma sonoridade de tal forma diferente de tudo o que tinhamos feito até então, que não havia como fugir à crise de identidade da qual emergiram os Lllr. Desafiando-me a mim mesmo a sintetizar as duas bandas em apenas três palavras, com o objectivo de melhor clarificar as diferenças entre elas, eu diria que se os TAUF eram corpo, incerteza e efemeridade, os Lllr têm muito mais a ver com cérebro, transparência e intemporalidade.
La la la ressonance – Claro que sim, sobretudo devido à complementaridade dos dois registos. O "Palisade", o nosso álbum de estreia editado em 2006, é um objecto estranho (no sentido mais "Tim Burton" da palavra) composto por 16 temas que, quer pela convivência improvável de universos sonoros distantes quer pela sua fragilidade, melancolia e contenção, mais parecem estilhaços da tal revolução identitária que se impôs durante o processo de gravação. O "Outdoor", por outro lado, é um disco sem qualquer pachorra para crises adolescentes. Três anos passados sobre a edição do "Palisade" eu diria que os La la la ressonance já não sabem nem querem ser outra coisa, daí que o segundo registo se apresente mais rítmico, alegre e "decibélico". E apesar de nele se materializar uma parceria insólita da banda com o Quad Quartet, um quarteto de saxofones erudito, nunca como agora fez tanto sentido em falar-se também duma coerência a nível estético.
La la la ressonance – Depois da ousadia e imprevisibilidade dos TAUF julgo que a imprensa portuguesa estava já preparada para quase tudo, menos para o fim da banda. A notícia da nossa transmutação em La la la ressonance veio num primeiro momento revelar o peso da marca dos TAUF no panorama musical português, um peso que a nós nos surpreendeu pelo facto de nunca nos termos levado muito a sério. E confesso que a insistência nesse saudosismo taufiano por parte da imprensa, aquando da promoção do nosso primeiro disco como La la la ressonance, chegou mesmo a irritar-nos pois víamos o nosso entusiasmo com o presente ser sistematicamente forçado a responder sobre o passado. Mesmo agora, na promoção do Outdoor, julgo que ainda não demos nenhuma entrevista sem qualquer referência aos TAUF. Mas já sentimos que algo mudou, pois esta menção parece-nos ser agora mais uma questão de genealogia, uma breve passagem pelas origens que dá lugar de forma cada vez mais rápida a um interesse genuíno por aquilo que andamos a fazer agora.
La la la ressonance – Ainda mal começamos, mas até agora os concertos que demos excederam as nossas expectativas tanto em termos de bilhetes vendidos como de entusiasmo por parte do público presente. Começamos em "grande" num Pequeno Auditório do Theatro Circo de Braga praticamente esgotado, com nove músicos em cima do palco - banda + Quad Quartet - a deixarem-se levar por quase hora e meia de música instrumental, um formato no mínimo arriscado que mesmo assim conseguiu arrancar da sala uma reacção calorosa. Depois seguiu-se a prova de fogo no Subscuta em Barcelos, ou seja, levar o "Outdoor" ao palco sem o arsenal saxofonístico, e apesar da vantagem de jogarmos em casa foi reconfortante sentir que somos capazes de dar dois concertos bastante diferentes baseados no mesmo disco, sem qualquer complexo de inferioridade ou sensação de vazio motivados pela ausência do quarteto. Pelo meio demos um showcase no Porto na loja da CDGO.
La la la ressonance – Não sei se esta entrevista será publicada a tempo, mas no próximo fim-de-semana em plena noite das bruxas estaremos em Tomar no Theatro Bar. Depois faremos uma pequena pausa na tour de promoção antes de atacarmos Porto e Lisboa lá mais para o final do ano. Assim, tocamos no Passos Manuel no Porto a 28 de Novembro e no Teatro Aberto em Lisboa a 8 de Dezembro. E não posso deixar de referir que para além de voltarmos a contar em ambos os concertos com a presença em palco do Quad Quartet, iremos partilhar o cartaz dessas datas com o Noiserv, um projecto que acompanhamos com interesse e respeito há já algum tempo.
La la la ressonance – Já aqui falei da nossa relação com a imprensa e no que toca ao estado seria fácil preencher umas quantas linhas desta entrevista com clássicos retirados da análise política taxista da estirpe do "Isto é uma vergonha!", mas a verdade é que até hoje ainda mal batemos nessa porta. No que toca ao nosso público a primeira coisa que me ocorre dizer é que agora, pela primeira vez desde que somos La la la ressonance, julgo poder falar disso mesmo: do "nosso" público. Nos primeiros tempos era quase impossível discernir quem eles eram pois entre taufianos confusos, jazzers entediados e rockers imberbes a dar os primeiros passos longe das canções, a nossa música parecia atrair de tudo um pouco. Desta esquizofrenia inicial há um traço que se manteve até hoje e que é talvez o meu maior motivo de orgulho sempre que piso um palco enquanto membro dos Lllr: o carácter transgeracional das nossas audiências. Não dá para explicar o bem que sabe ver uma cabeça meia calva e esbranquiçada a abanar de contente ao ritmo da sapatilha All Star adolescente da cadeira do lado.
La la la ressonance – Não me levem a mal mas sempre achei que esta é talvez a questão mais infrutífera que se pode fazer a um artista que acaba de criar: a definição da sua própria obra. Especialmente num contexto de música instrumental, como é o caso dos La la la ressonance, pois se fizéssemos canções poderia pelo menos agarrar-me ao conteúdo das letras para tentar satisfazer a vossa curiosidade neste ponto. A verdade é que a definição é sempre posterior à fruição, por isso talvez um dia mais tarde quando a música do "Outdoor" já não mexer comigo a um nível tão visceral eu possa dar uma definição minimamente interessante. Para já só vos posso adiantar o óbvio: música instrumental situada algures num cruzamento entre o jazz, a pop, o rock e a música erudita... parece uma empreitada impossível, mas quem ouvir o "Outdoor" irá perceber o que quero dizer.
La la la ressonance – Os La la la ressonance são um grupo de pessoas de tal forma heterogéneo em termos de idades, vivências, rede social e actividades, que falar de influências da banda seria uma lista exaustiva de gostos pessoais sem denominador comum. No meu caso, por exemplo, teria de mencionar os estudos de Leo Brouwer para guitarra clássica como a obra com maior influência a nível técnico e harmónico na criação das minhas malhas lalalianas.
La la la ressonance – A multiplicação desenfreada de projectos musicais a que temos assistido nos últimos anos no panorama nacional, tem a meu ver consequências distintas. Segundo uma perspectiva quase darwinista parece-me óbvio que a explosão de actividade neste campo é de louvar pois há uma maior probabilidade de esbarrarmos em algo muito bom... mas por outro lado, corre-se o risco de nunca se dar essa colisão, de a boa música não conseguir sobressair do ruido circundante. A filtragem passa assim a ser uma tarefa fundamental, um aumento exponencial da responsabilidade da imprensa especializada que a meu ver ainda não tomou plena consciência deste facto.
Fenther – Tell us who are Fight Like Apes and when it starts?
Fenther – How you define your sound?
Fenther – "Fight Like Apes and the Mystery of the Golden Medallion" what it means?
Fenther – Are you happy with this work?
Fenther – Your next gigs you play where?
Fenther – You know Portugal? What?
Fenther – Plans for the future?
Fenther – Choose one song of this record... (Tell us why this choice)
Hope see you soon here in Portugal...
Obrigado! I am Tom.
Vitor Pinto

O Fenther teve o prazer de trocar algumas palavras com os Irlandeses Fight Like Apes. Delicioso!
Fight Like Apes – Fight Like Apes are a 4 piece band from Dublin. We weigh in total just over 250 Kilos. Our combined ages are now officially over 100. Amazing, no? We started playing music together about two years ago out of pure boredom. Funny thing is, the boredom is now gone! Maykay, Pockets, Adrian and me, Tom! are the names of the members.
Fight Like Apes – Angry, noisy synth punk. We take influences from Pavement, Yo La Tengo, Atari Teenage Riot, Sonic Youth etc. We don't really sound like them though, maybe we're a bit more like Bikini Kill or Babes In Toyland.
Fight Like Apes – This is our debut album title. The title comes from an often forgotten episode of the MR. T cartoon where the medallion is stolen from the Olympics by a pair of thieves. It's a sinister tale. Don't be fooled by the cartoon-ish presentation of this programme. It is certainly hard hitting and definitely nail biting. We believe in MR. T very strongly.
Fight Like Apes – Oh, very much so! We produced the best album we could at the time and are all very proud of it! Hopefully the next will be just as much fun to produce. It was made in Seattle WA, and having to live in a city like that for a month is an amazing and weird experience.
Fight Like Apes – At the moment, we're finishing our run of the summer festivals! Next is a tour of Germany and some dates in Belgium and Netherlands in the autumn. I want to go to Portugal, because I've never been!
Fight Like Apes – Yes! I want to go. I hear it's hotter than a cup of English tea in the summer. Maybe I'll go in winter. We don't hear much about Portuguese music, are Tara Perdida worth checking out?
Fight Like Apes – Make another album! We begin writing again as soon as the German tour is over. This should be an interesting time. Then, hopefully we can release it next year! Boom.
Fight Like Apes – My favourite might be 'Digifucker'. We put like, a million instruments into it and made it completely ridiculous. You can tell that the song really tells a story. I like the french horn.
Yes!
Thanks! Cheers...
Fenther – Como nasce este projecto?
Fenther – Uma vontade de fazer coisas novas, diferentes?
Fenther – Este é um EP de apresentação ou de teste?
Fenther – Muito bem conseguida a versão de Tricky. São seguidores dele?
Fenther – Vão andar na estrada a apresentar Andrew Thorn?
Fenther – Já se apresentaram ao vivo, quais as reacções?
Fenther – Como vêm a musica nacional actualmente?
Fenther – Vamos poder contar com um álbum Andrew Thorn em breve?
Vitor Pinto

JP Coimbra em conversa com o Fenther a proposito da estreia do projecto Andrew Thorn.
Andrew Thorn – A ideia surgiu por volta de 2007, quando começaram a surgir alguns temas que não encaixavam, nos projectos que até então vinha a desenvolver. Achei por isso, que o melhor seria, iniciar algo de raiz, onde pudesse dar seguimento a estas ideias.
Andrew Thorn – Sim, Representa a vontade de 4 pessoas que querem tentar coisas novas. Vejo quase como uma obrigação, tentar em cada disco, ir um passo à frente daquilo que já fiz. Acho que nos mantém despertos.
Andrew Thorn – As duas coisas. Quando lanças alguma coisa, ficas sujeito ao escrutínio dos que te vão ouvir. É o contrato! Existiam estes temas e quisemos lança-los agora, por achar que não fazia sentido, esperar por mais temas ou usar outros existentes, mas que não preenchiam os requisitos.
Andrew Thorn – Quando surgiu sim. os primeiros discos foram muitos inovadores. Eu comecei a compor da mesma forma que ele fazia: sampler e caixa de ritmos. Não altura não sabia tocar nenhum instrumental tradicional e o sampler permitiu-me fazer os meus primeiros temas. Há uns meses, estava a tocar num teclado antigo e veio-me à memória esse tema. Ficou bastante diferente do original!
Andrew Thorn – Sim, temos uma digressão planeada a partir de Outubro.
Andrew Thorn – •Muito boas. Já o tínhamos feito antes do disco sair e foi uma das razões que levou a grava-lo. Ver a reacção das pessoas, nos concertos, foi inspirador.
Andrew Thorn – Acho que está a passar um dos seus melhores momentos. Há muitas bandas com qualidade e isso só faz bem, empurra para cima e cria um clima competitivo, mas salutar.
Andrew Thorn – Sim. Em princípio para o ano... 
Fenther – Depois de tanto tempo, o regresso. Como estão actualmente?
Fenther – Esta paragem foi necessária para retomar forças e seguir um novo rumo?
Fenther – Descrevam-nos La Résistance (o vosso novo álbum)…
Fenther – Foi complicado edita-lo?
Fenther – Vão apresenta-lo ao vivo por onde?
Fenther – Quais as vossas actuais referencias?
Fenther – Como está a actual musica nacional na vossa opinião?
Fenther – • Ultimas palavras…
(João Hipólito)
Vitor Pinto

Ölga em conversa com o Fenther a proposito do novo "LA RÉSISTANCE". As palavras de João Hipólito.
Ölga – Bem, de momento estamos na estrada a promover o nosso novo trabalho LA RÉSISTANCE e a compor e gravar novos temas.
Ölga – Na realidade não houve paragem, o processo de construção deste novo trabalho começou quando ainda estávamos a promover o « what is » e decidimos abdicar das actuações ao vivo para nos dedicarmo-nos durante um período de tempo apenas á composição dos temas que incluímos no LA RÉSISTANCE. Em 2007 fomos para estúdio e devido a alguns problemas de carácter artístico que culminou com a rescisão do contrato com a nossa antiga editora Borland, o processo de edição foi atrasado.
Decidimos então assumir todo o processo de produção e misturamos o álbum nos estúdios Golden Pony com a preciosa colaboração do Eduardo Ricciardi, que nos orientou e tornou possível a concretização das nossas ideias, e finalmente fizemos a masterização em N.Y com o Tom Durack.
Desta forma garantimos que o produto final fosse do nosso agrado e correspondesse às nossas exigências, infelizmente todo este processo foi demorado, mas foi algo que nos deu ainda mais vontade de continuar.
Ölga – O LA RÉSISTANCE e o fruto da continuidade e maturação do projecto, é um álbum eclético onde se denota a fusão de diferentes estilos que compõem o nosso universo musical. Centrado numa base rock com influências psicadélicas é um álbum que vive de intensidades e detalhes ao nível das vozes e da composição dos arranjos instrumentais.
Ölga – A edição foi também algo complicado e caricato, pois após a rescisão com a Borland, naturalmente contactamos com outras editoras para a possível edição e distribuição do LA RÉSISTANCE. Depois de analisadas as diferentes propostas, optamos uma vez mais por assumirmos nós a edição, pois embora seja mais trabalhoso as vantagens são sempre maiores quando comparadas com as oferecidas pelas editoras. Optamos por realizar uma edição física de “luxo” em digipack com um layaout e cd muito porreiro (como se fosse um objecto de colecção para gente que ainda prefere o cd ao mp3), e contamos para isso com a ajuda da Skinpin Records que lançou 200 unidades para promoção e também com o apoio da Skud&Smarti para a distribuição física do álbum. Pretendemos também disponibiliza-lo e edita-lo online.
Ölga – De momento já temos concertos agendados durante todo o mês de Setembro e Outubro, para Lisboa, Porto, Guimarães e Barcelos e iremos realizar showcases de apresentação pelas fnac’s de todo o país. O nosso intuito é promover ao máximo o álbum em Portugal e pretendemos também tocar além fronteiras, nesse sentido existe já a possibilidade de realizar alguns concertos em Brooklyn e em Barcelona, vamos ver…
Ölga – • Apenas falando por mim e nas coisas mais actuais fascina-me a loucura e harmonia de bandas como os Animal Collective, Arcade Fire e os The Dodos, mas não deixo de me surpreender pela simplicidade e pela força de bandas da velha guarda como os Pixies, os Beatles e dos Pink floyd na sua fase mais psicadélica.
No panorama nacional ando a ouvir os Gnu e Norberto Lobo que é sem duvida uma referência na forma de tocar guitarra.
Ölga – Existe muita gente a fazer boa musica, e nesse aspecto penso que basta ouvir a compilação dos novos talentos da fnac, ou programas como o do Henrique Amaro para se ficar com um visão bastante positiva daquilo que se anda a fazer em Portugal. No entanto penso que o que falta são apoios por parte da indústria musical, dos promotores de espectáculos e do público que parece estar adormecido…
Ölga – “LA RÉSISTANCE”:
1. Força por meio da qual um corpo reage contra a acção de outro corpo.
2. Defesa contra o ataque.
3. Oposição.
4. Delito que comete aquele que não obedece à intimação da autoridade.
ölga
Fenther – Como estão os Sizo actualmente?
Fenther – Estão de regresso ao activo depois de uma intensa jornada no passado.
Qual o saldo da promoção de "Nice to Miss You"?
Fenther – Aparecem então este ano com um novo single. Fala-nos sobre ele...
Fenther – Tema este que está a ser cartão de visita para o novo àlbum dos Sizo?
Fenther – Será uma edição de autor, disponivel para download como aconteceu com o anterior album?
Fenther – Vão começar já a roda-lo na estrada, ou aguardam pela edição? Já há concertos marcados?
Fenther – Vão trabalhar com a Xinfrim? Como apareceu esta união?
Fenther – Ao vivo, vão manter a mesma energia que os Sizo nos mostraram anteriormente?
Fenther – A web continua a ser uma ferramenta importante para vocês?
Fenther – Definam em poucas palavras o registo GTLPWSTUFD...
Vitor Pinto

Sizo e o album de estreia "Got To Love People Who Set Themselves Up For Disaster".
Sizo – Bem, de saúde e sem gripe A.
Sizo – Bom, muito bom, tendo em conta um disco que não teve edição física até agora, em que esse trabalho de promoção foi feito por nós sem qualquer tipo de agência, e nos fez tocar em Festivais como Paredes de Coura, Alive, Noites Ritual, ir aos Açores e ir a Espanha várias vezes, tocar com boas bandas. Grande parte destes concertos foram memoráveis para nós. Tendo em conta estes aspectos, acho que foi muito bom.
Sizo – Chama-se She Nods, é uma letra que fala sobre uma relação, e uma música de uma banda que voltou com fome de tocar.
Sizo – Sim, foi-lhe dado o nome de single.
Sizo – Não, este disco tem edição fisica, juntamente com o anterior Nice To Miss You, que vem aqui como cd bónus. Já está á venda nas lojas de discos mais interessantes.
Sizo – Somos uma banda que mal faz uma música nova, experimenta-a ao vivo para ver como resulta. Acho que se tocassemos sempre a mesma coisa, nos iamos fartar. Da mesma forma que adaptamos músicas que já tocamos há algum tempo, e da mesma forma que pegamos em músicas dos sonics, dos devo ou dos voidoids. Gostamos de ir mudando.
Sizo – Amigos em comum, interesses em comum.
Sizo – Vamos ser o que sempre fomos ao vivo, se calhar mais competentes.
A tendência é ir aprendendo e melhorando.
Sizo – Sim, no sentido de espalhar informação e chegar ás pessoas de uma maneira mais ou menos livre. O video não passa na mtv, mas passa nos youtubes, ou vimeos, que são sitios que nos interessam.
Sizo – Rock prá frente.
Fenther – Como nasce este projecto?
Fenther – A edição do EP "From Underskin" foi um passo importante para estarem aqui hoje?
Fenther – Três anos depois a edição do primeiro álbum. Como correu?
Fenther – Como aparecem aqui tantos convidados de "luxo"?
Fenther – Como definem o som de A Jigsaw?
Fenther – 2009 e um novo registo "Like the Wolf". Foi dificel pôr este álbum cá fora?
Fenther – Quem são os convidados desta vez?
Fenther – Vão apresentá-lo ao vivo? Por onde?
Fenther – A fechar... três palavras para descrever este trabalho, que na nossa opinião, se arrisca a ser álbum do ano...
Fenther – Como acham que está a musica nacional actualmente?
Vitor Pinto

A Jigsaw e o fabuloso "Like the Wolf". Tema de conversa com o Fenther.
A Jigsaw – Este projecto nasceu da vontade de criar música. Supomos que não tenha sido muito diferente dos primeiros passos de tantas outras bandas. Claro que no nosso caso, quando começámos, as pessoas que constituíam os a Jigsaw não éramos os três. A formação foi-se alterando com os anos, excepto no caso do Jorri e do Joao Rui, que já cá estão desde o início. Entretanto a Susana tornou-se parte integrante da banda após ter sido convidada para o nosso primeiro álbum “Letters From the Boatman”, onde veio contribuir com o violino para duas faixas.
A Jigsaw – Sem dúvida. A edição desse Ep foi de suma importância, porque foi a primeira vez que decidimos calcular de forma profissional a nossa carreira enquanto artistas, no que diz respeito à vertente discográfica e a forma como depois se transporta isso tudo para a mecânica da banda que, até essa data, poderia ser considerada mais “errante” ou mais “amadora”. Claro que agora olhamos para trás e conseguimos ver a forma como errámos em algumas coisas, ou que as poderíamos ter feito melhor, mas achamos que são passos importantes pelos quais todas as bandas acabam por passar. Até ao nível da “construção” ou da procura incessante do nosso som, esse registo em disco foi importante, porque são marcos a partir dos quais se partem para outros caminhos.
A Jigsaw – Quando gravámos o “Letters From The Boatman” já sabiamos que não íamos ser um mega sucesso de vendas, que de um momento para o outro íamos ser reconhecidos na rua… Sabíamos, isso sim, que naquele momento estávamos a dar o nosso melhor e que estávamos no início de uma viagem, que esperamos que seja longa. Ainda assim, as coisas correram muito bem, o álbum esteve em bastantes listas dos melhores do ano, o single “Lion’s Eyes Louder” esteve 10 semanas consecutivas no top da Antena 3, tendo inclusive chegado a primeiro lugar, fomos convidados pela mesma rádio para o tocar no seu 14º aniversário, fomos destaque na Antena 1, para a qual fizemos uma versão de um tema intemporal do David Bowie, “Rebel Rebel”.
Mas, acima de tudo, todo o trabalho que foi feito desde o lançamento do “Letters From The Boatman” fez com que, quando parámos para trabalhar neste novo trabalho “Like The Wolf”, soubéssemos exactamente o que queríamos, foi como o culminar da viagem do barqueiro, chegámos finalmente ao nosso destino. Por isso, resumindo, o principal resultado do “Letters From The Boatman” é o “Like The Wolf”, e quem ouvir os dois álbuns vai perceber que muita correu bem desde então.
A Jigsaw – Os convidados aparecem de uma maneira bastante natural. Tínhamos acabado de ficar sem baterista e decidimos logo que íamos convidar várias pessoas, fizemos os convites que culminaram na presença do Bérito, do Sérgio Nacimento e do Kaló. Depois, à medida que trabalhávamos nas músicas, fomos sentindo a necessidade da presença de mais instrumentos, instrumentos esses que na altura não tocávamos, como foi o caso do Gui na harmónica, do Marco Nunes na lap steel ou do Carlos Santos no acordeão. Tivemos ainda a presença da Raquel Ralha nas vozes, da Marta Navarro no violoncelo e da Susana no violino, que na altura ainda foi só convidada. Esse convite acabou por culminar na entrada da Susana nos a Jigsaw depois da saída do Augusto Cardoso, que hoje é o guitarrista dos Bunny Ranch.
Mas acima de tudo pretendíamos que os convidados trouxessem algo de seu e as músicas deixassem de ser apenas nossas… e agora já não o são.
A Jigsaw – Sermos nós a definirmos o som é subjectivo, ou pelo menos parcial. Curiosamente, uma das grandes diferenças que sentimos durante o processo de criação deste “Like The Wolf” em relação ao álbum anterior foi o sentir que estávamos a caminhar para um terreno nosso. Demasiado nosso. Se durante o “Letters…” poderíamos sentir que estávamos mais próximos de um ou outro tipo de música, desta vez tivemos a nítida sensação que estávamos a criar o nosso som. Não querendo obviamente dizer com isto que não há referências, mas que desta há um cunho muito pessoal de nós os três.
A Jigsaw – Não foi difícil, mas sim trabalhoso. O álbum está ser preparado desde 2007, altura em saiu o “Letters From The Boatman”, que coincidiu com a saída do Augusto Cardoso e da entrada da Susana Ribeiro. Começamos aí uma nova etapa na vida dos a Jigsaw, nova formação, novos instrumentos, o elemento feminino na banda, novos métodos. E foi este o começo. Depois, e como já tinha acontecido no álbum anterior, surgiu o conceito pelo qual se ia reger tudo, letras, músicas, grafismo, fotos, vídeos – o tal Lobo de que se fala… “Oh let’s just sing of the old, the good old days, Let’s just bring them back, And hear them on hi-fi stereos”. A partir daí foi dar forma a canções que iam sendo escritas entre ensaios e concertos. Fechamo-nos na sala de ensaios e começamos a gravar as ideias que tínhamos e a fazer arranjos, enretanto o nosso produtor Miro Vaz, com quem já tínhamos trabalhado no “Letters From The Boatman”, já ia pensando na melhor forma de dar vida às nossas ideias. Mas acima de tudo foi sempre um processo bastante natural, muito orgânico. Quando chegámos a estúdio, foi meramente mais uma etapa, que culminou com o cuidado nas misturas. Como se costuma dizer, quem corre por gosto não cansa e nós neste caso corremos a maratona com no coelho da Alice do país nas Maravilhas como lebre.
Acima de tudo com este álbum procurámos criar uma identidade própria, nos arranjos, na produção, no conceito, e sinceramente achamos que conseguimos, pelo menos estamos bastante satisfeitos com o resultado final.
A Jigsaw – Desta feita, os convidados foram a Becky Lee Walters, a nossa one girl band do Arizona, que nos veio acompanhar na voz, no tema “His Secret” e no” Reurn To Me”. Tivemos dois membros dos Soaked Lamb em duas faixas: o Gito no contrabaixo e o Miguel Lima na bateria, o Carlos Ramos dos Pluma em algumas baterias e, por fim, tivemos o nosso Drunken Sailors Choir, formado por vários elementos que estiveram directa ou indirectamente envolvidos na concretização deste sonho: Banda, Amigos, Convidados… e o omnipresente Jackie!
Não o podendo chamar de convidado, porque é um amigo e depois ainda acumula o cargo de Produtor, engenheiro de som, masterizador e tudo o mais, tivemos mais uma vez ao comando das gravações o Miro Vaz, provavelmente a única pessoa que era capaz de registar este álbum desta banda, tal qual nós o imaginávamos, e ainda capaz de nos surpreender com o seu input criativo. Um “convidado” de respeito.
A Jigsaw – Vamos fazer a habitual peregrinação pelas fnac’s na senda da promoção ao álbum, passando também por algumas salas onde fomos muito bem recebidos no passado, como é o caso do Maxime ou da Tertúlia Castelense. Principalmente queremos chegar ao maior número de pessoas.
Mas acima de tudo, ao vivo, vamos tentar reproduzir o mais fielmente possível o “Like The Wolf”, claro que como gravámos cerca de 18 instrumentos em estúdio será sempre impossível reproduzir na integra este álbum ao vivo, mas vamos tentar fazer com que quem ouça o álbum e veja um concerto nosso não estranhe, reconheça as músicas, mesmo que sejam tocadas de maneira diferente. Embora nunca deixando o formato mais intimista, mas despido, voltando à raiz da construção das músicas.
Além disso vamos tentar que seja com este álbum que galguemos fronteiras, e alarguemos território, saindo de Portugal, possivelmente começando por Espanha, mas com música na bagagem para chegar a paragens bem mais longínquas.
A Jigsaw – Sangue, Suor e Lágrimas…
A Jigsaw – Sinceramente achamos que é cada vez melhor e em maior quantidade. É fácil enumerar projectos que tem bons álbuns, bem gravados, bem produzidos, estética e liricamente ricos… Sendo nós de Coimbra, é com agrado que vemos bandas como WrayGunn, Lengendary Tiger Man, Bunny Ranch, D3O, JP Simões, Anaquim, Sean Riley and the Slowriders serem reconhecidos nacional e no caso de WrayGunn e Legendary terem já um historial rico além fronteiras… e achamos que o que falta, é as bandas acreditarem que é possivél ir lá para fora, apostarem na qualidade e arriscar, porque uma boa música, será sempre uma boa música, aqui em Portugal ou em qualquer parte do Mundo. A massificação da internet veio tornar isso possível.
A música made in Portugal está de boa saúde e recomenda-se. Por isso vão ver concertos e comprem cd’s de bandas portuguesas, que provavelmente irão ter boas surpresas.
Fenther – Francisco, como está a aventura Old Jerusalem actualmente?
Fenther – Este novo disco, foi pensado para ser um grande disco ou nasceu naturalmente?
Fenther – Em três palavras define este disco.
Fenther – Uma paragem agora pela Rastilho. Como aconteceu?
Fenther – Já há datas para o apresentares ao vivo?
Fenther – Qual a exposição "live" de Old Jerusalem?
Fenther – Onde queres chegar? Objectivos?
Fenther – Vamos esperar por mais retractos sonoros de Francisco Silva num futuro próximo?
Vitor Pinto

Old Jerusalem apresenta o novo registo "Two Birds Blessing" no Fenther. As palavras de Francisco Silva...
Old Jerusalem – Está bem, obrigado. :-) No fundo, prossegue o seu percurso, sem grandes percalços mas com suficientes novos caminhos para manter a sua relevância.
Old Jerusalem – Bom, idealmente todos os discos são pensados para serem grandes discos, na mesma medida em que todos nós tentamos ser as melhores pessoas que pudermos ser. Nesse esforço alguns chegam ao topo do Evereste, descobrem a relatividade, pintam a Mona Lisa, etc; outros ficam um pouco aquém desses feitos grandiosos e de grande visibilidade. Certamente todos queriam chegar tão longe quanto possível.
Eu queria o mesmo para este disco, como é evidente, quero sempre, mas as circunstâncias que envolvem a confecção de um álbum de Old Jerusalem ditam também que a sua germinação não pode ocorrer de outra forma que não seja "natural": não há tempo ilimitado para dedicar ao arranjo e gravação das canções, pelo que o tempo de trabalho no disco tem de ser conjugado com os outros tempos de que é feita a vida comum de todos os dias. Acho que a isso se pode chamar "nascer naturalmente".
Old Jerusalem – TWO. BIRDS. BLESSING.
Desculpa, não resisti, sou mau a responder a perguntas deste género, não saberia descrever em três palavras o disco. Em boa verdade, também não saberia fazê-lo em 100 palavras... :-)
Old Jerusalem – Embora o trabalho com a Bor Land tenha sido até ao momento (e continue a ser, eles continuam a gerir as marcações de concertos de Old Jerusalem) bastante positivo, os timings que eu tinha programado para o lançamento deste disco não eram adequados para que fosse a Bor Land a editá-lo. Concordámos por isso que o que melhor convinha a todos era que eu procurasse outras alternativas de edição. Já tinha conhecimento do trabalho da Rastilho, e sempre me pareceu bem conduzido, pelo que, quando manifestaram interesse em editar o álbum, as coisas conjugaram-se rapidamente.
Old Jerusalem – Estamos a trabalhar no agendamento de concertos de apresentação do disco. Neste momento estão confirmadas apresentações ao vivo a 3 de Abril, no Porto (Maus Hábitos), 4 de Abril em Estarreja (Cine Teatro de Estarreja), a 11 de Abril um showcase na FNAC de Coimbra, 18 de Abril em Lisboa (ZDB) e um showcase a 29 de Abril na FNAC Mar, em Matosinhos. Continuamos entretanto a trabalhar noutras datas, à medida que se forem confirmando serão adicionadas à agenda da página myspace de Old Jerusalem (www.myspace.com/oldj).
Old Jerusalem – O trabalho na marcação e gestão dos concertos de Old Jerusalem é um dos aspectos em que mais temos focado a atenção de há uns tempos para cá. Sinto que não estamos num nível de actividade ideal, gostaria de tocar mais, mas nem sempre nos são facilitadas as condições para o fazer. Vamos fazendo o possível, tentando ao mesmo tempo ir "forçando" a entrada num patamar mais confortável de funcionamento.
Old Jerusalem – Tenho 2 ideias recorrentes que me aparecem por vezes como o melhor a que poderei aspirar: ter finalmente disponibilidade material e de tempo para gravar um/mais disco(s) sem as restrições que limitaram o trabalho nos álbuns anteriores; ter capacidade em algum momento para dedicar uns 5-10 anos da minha vida a fazer música em exclusivo.
De resto, numa perspectiva mais próxima, apenas o de prosseguir com a actividade criativa de Old Jerusalem, em concertos, discos, colaborações, etc.
Old Jerusalem – Espero que sim, há material suficiente para desenvolver mais algumas coisas e confio que a escrita de canções me continuará a interessar. Desde que as musas não amuem, eu lá vou escrevinhando... :-)
Fenther – Como estão actualmente os Monstro Mau? E quem são os elementos actuais?
Fenther – Por onde tem andado? Concertos? Composições?
Fenther – Continuam a usufruir das instalações do Estádio 1º de Maio?
Fenther – Qual a vossa opinião sobre estas salas de ensaio em Braga?
Fenther – Vão iniciar uma tour agora? Por onde vão passar?
Fenther – Qual o motivo desta tour?
Fenther – Em poucas palavras definem o novíssimo single "Como é bom"...
Vitor Pinto

O Fenther falou com Monstro Mau a proposito da edição do seu novo video.
Monstro Mau – A formação continua a mesma desde o seu nascimento.Alex Liberalli – Voz, Budda – Guitarra, Nico – Bateria, Tó Barbot – Baixo.
Actualmente o Monstro Mau tem andado em gravações do 2.º álbum.
O ano de 2008 foi positivo para o Monstro mau, ganhámos o Festival Internacional de Vídeo clip de Póvoa de Varzim com o vídeo "Mostro o meu Monstro Mau".
Entramos com dois temas na Telenovela portuguesa "Vila Faia".
Fizemos um série de concertos na Tour de lançamento do Álbum "Mostro o meu Monstro Mau"e tocamos por todo o país e gravamos o vídeo clip "Como é Bom"
Monstro Mau – Neste momento o Monstro Mau encontra-se no seu esconderijo secreto (em Braga, quem vai para o Lidl, não vira na primeira, não vira na segunda, vira na terceira) a preparar o seu 2º disco. Estamos também a organizar a Tour “Como é bom” com uma série de concertos. As composições não têm altura marcada, não paramos para compor ou coisa do género. A maior parte das músicas e letras são do Budda, que nunca escolhe hora para compor, basta apenas sentar-se no seu trono com uma guitarra. Depois, o Monstro Mau trata de arruinar o que foi criado e trazer cá para fora o que lhe vai na alma, traduzindo-se nesta sonoridade tão característica.
Monstro Mau – Sim, sem dúvida.
Monstro Mau – Foi a melhor coisa que alguma vez foi feita no que diz respeito ao apoio às condições de trabalho das bandas. São salas completamente insonorizadas e acusticamente tratadas que permitem um convívio muito interessante de personagens e estilos musicais. Não queremos outra coisa, podemos dizer que foi lá que o Monstro Mau deu os primeiros passos e sem estas salas muita coisa não teria sido possível. Muitas bandas novas de Braga tiveram naquelas salas um refúgio para amadurecer, crescer e vingar na cena musical Portuguesa. Só lamentamos que muita gente que por lá passa não dê a devida importância ao que tem, não tendo o devido cuidado com o que é de todos.
Monstro Mau – 21 Março: Bar concerto N 101 (Calda das Taipas), 27 Março: Alla Scala (Braga), 28 Março: Praça da Cidade (Oliveira de Azeméis), 3 Março: Plano B (Porto), 10 Abril: Cabaret Maxime (Lisboa) e 5 Junho: El Contrabajo (Pontevedra)
Ainda vão se agendar mais concertos, por isso temos o myspace para as pessoas mais interessadas estarem ao corrente de tudo: www.myspace.com/monstromau
Monstro Mau – Apresentação do 2.º VídeoClip "Como é Bom"
Monstro Mau – É uma música que traduz um bocadinho a vertente mais calma e sensível do Monstro Mau, que para além de aterrorizar por onde passa, também tem um coração. Como nós.
Fenther – Quem veste a pele de Noiserv?
Fenther – Como nasceu esta ideia?
Fenther – Quais os objectivos de Noiserv?
Fenther – «One Hundred Miles From Thoughtlessness» foi um trabalho dificil de elaborar?
Fenther – Excelente grafismo! A quem se deve?
Fenther – E a ideia do lápis adicional?
Fenther – Onde te inspiras ou quem te inspira?
Fenther – Tens tocado ao vivo? Por onde?
Fenther – As reacções a este trabalho? Tens conhecimento?
Fenther – Depois desta caminhada, o que podemos esperar de Noiserv?
Fenther – Como está a musica Nacional actualmente na tua opinião?
Vitor Pinto

O Fenther esteve à conversa com Noiserv a proposito do seu album de estreia.
Noiserv – David Santos, nascido a 7 de Abril de 1982 em Lisboa...Licenciado em Engenharia Electrótécnica e computadores...e recentemente a estudar música...
Noiserv – Ao ser um projecto de uma pessoa só, acaba por ser algo bastante pessoal não tendo por isso uma filosofia ou uma "ideia" pré-concebida à partida...acabou por ser algo que se foi construindo à medida que me fui apercebendo da minha paixão pela música do que com ela podia tentar transmitir...Teve talvez o seu momento inicial quando numa tarde, tive de decidir um nome para enviar uma maquete para concorrer ao termómetro unplugged do ano de 2005...e ficou "noiserv"...
Noiserv – Como referia anteriormente é um projecto muito pessoal e dessa forma tem como objectivo conseguir de uma forma nem sempre clara transmitir o que me vai na cabeça...o que nem sempre é fácil...mas tento...
Noiserv – Este disco acabou por sempre um processo de crescimento sobre o que era noiserv em 2005, Ep editado pela merzbau...e o que é agora...foi por isso um processo longo de perceber o que faria ou não sentido...até que ponto estaria a afastar-me ou não do essencial...
O próprio nome significa essa viagem de afastamento do "Thoughtlessness" - (o não pensado) noiserv de 2005...
Noiserv – O grafismo deve-se na sua totalidade a um trabalho de equipa entre mim e a minha prima Diana (www.dianamascarenhas.com) pessoa em quem confio 100% para tentar transcrever aquilo que ela própria intitula de "ideias parvas do david"...
Noiserv – Quando me apercebi que o disco era um bloco de notas de pensamentos e vivências minhas...e que eu própria ao revive-las, era capaz de modifica-las sempre um pouco...quis que quem as ouvisse pudesse fazer o mesmo...e como os próprios desenhos são passiveis dessas mesmas mudanças...achei que acrescentar um lápis dava a cada um o poder de acrescentar algo se assim fizesse sentido...e poder à sua maneira completar o que eu deixei incompleto...
Noiserv – Não existe nada em que me inspire dedicadamente...acaba por ser o dia-a-dia que me dá vontade de fazer esta ou aquela música...este ou aquele bocado de uma outra música...
Noiserv – Felizmente tenho tocado bastante, praticamente por todo o país...o que me permite mostrar o que faço a muitas pessoas...e julgo que isso é claramente o mais importante...relativamente a datas tenho sempre a informação actualizada em www.myspace.com/noiserv ou então www.noiserv.net...
Noiserv – As reacções que tenho tido conhecimento tem sido bastante boas, o que me dá uma grande vontade de fazer mais e mais...e um grande sentimento de dever cumprido, uma vez que a música são sentimentos e se de alguma forma conseguimos que esses sentimento cheguem as pessoas tudo faz muito sentido...
Noiserv – Nem eu sei bem o que posso esperar...mas... vou tentar caminhar de novo...e que no fim da nova caminhada...tudo faça de novo sentido...
Noiserv – Sinto que a música em Portugal está a evoluir ou pelo menos julgo que cada vez menos existe o sentimento "Isto é português, isto é mau" porque realmente não é mau...acho que é necessário Portugal conseguir de alguma forma uma internacionalização mais intensiva dos seus músicos...uma vez que tanto a nível de experiência/reconhecimento/confiança isso terá um papel muito importante..
Julgo também que há uns anos atrás era complicadíssimo ter músicos que admirássemos em Portugal, hoje em dia tudo passa por Portugal, só é preciso que também passem por Portugal, e com reconhecimento, os Portugueses...mas acho que as coisas andam a acontecer...
Fenther/Garagem – Em tempos referiu numa entrevista, que acima de tudo se considera
um DJ,
uma vez que gosta de testar os seus sons junto de um público, para mais tarde
desenvolver um som final. O que mudou desde a queda do muro de Berlim,
relativamente
à receptividade do público?
Fenther/Garagem – O que está em jogo quando toca música com mensagens politicas?
Fenther/Garagem – Os ATR eram um banda
politica, o teu projecto a solo é mais pessoal, e Bass Terror? O que o
inspirou
para criar Bass Terror?
Fenther/Garagem – Acha que também é possível passar uma mensagem na musica electrónica,
nomeadamente na musica jungle?
Fenther/Garagem – O que é que o atrai no drum and bass/jungle?
Fenther/Garagem – O que espera de um regresso ao jungle? Como acha que esta geração ira
responder a esse regresso?
Fenther/Garagem – O que acha do cenário musical presente? Como ira ser no futuro? Que sons
podemos esperar ser reinventados?
Fenther/Garagem – Em que aspecto considera a violência necessária? Que mensagem queria
passar, quando se cortou em palco com uma gilete?
Fenther/Garagem – Também compõe bandas sonoras. Como é que uma pessoa que no passado
despediu-se da editora Phonogram para ter controlo criativo, consegue
trabalhar
sob a visão de um realizador?
Fenther/Garagem– O que podemos esperar do seu DJ-set no ano novo? Os fãs de ATR terão a
oportunidade de ouvir sons dos Atari?
Fenther/Garagem – Iremos ouvir Alec no microfone?
Vitor Pinto / Garagem

O Fenther e a Garagem conversaram com Alec Empire antes da actuação em Portugal.
Alec Empire – O mundo inteiro mudou desde a queda do muro de Berlim. Naquela altura
os DJs e produtores partilhavam um sentimento de que fariam parte da invenção
da música electrónica , ou pelo menos que elevariam a música a outro
nível. Era
muito gratificante. Eu penso que nestes últimos anos, a maior parte das
técnicas musicais e ideias que tivemos na altura, foram aceites pela
maioria do
publico. Quando eu falo e trabalho com DJs mais novos eu denoto que eles
acima
de tudo têm muito respeito pela história que nos fizemos. De certa maneira
isto
preveniu-os de irem contra as regras. Por outro lado nos tínhamos a
vantagem da nova tecnologia, nomeadamente a
tecnologia do sampling, que na altura era algo inovador que convidava toda a
gente a experimentar. Desde aí as coisas têm melhorado em termos de tamanho e
capacidade de armazenamento, mas a ideia embrionária manteve-se a mesma.
Uma vez que eu cresci numa época de mudança, estou sempre à procura de algo
diferente, ao contrario de trabalhar sob as regras. Se eu tivesse que
descrever
esta década então teria que usar como exemplo as redes sociais, que explicam
quase tudo que se esta a passar. A maior parte das pessoas têm medo de ficar
sozinhas, ou de serem rejeitadas pela maioria. Mas ser popular vem com um
grande preço. E se uma pessoa quiser introduzir novas ideias e novas maneiras
de pensar, especialmente na musica, então temos que correr o risco de
confrontar a audiência. Sem isso?.a musica estagna.
Alec Empire – Tudo. A minha carreira, o apoio dos meus fãs, a minha vida. Soa
dramático,
mas é a verdade. A lista daquilo que uma pessoa não pode fazer é longa.
Mas uma
pessoa mantém a sua integridade, e a longo prazo acaba por pagar,
permanecendo
mais tempo no cenário musical. Eu recebo ameaças a todo o tempo. A maioria eu
ignoro, mas algumas são mesmo sérias. A nossa sociedade está à beira de uma
mudança. A maneira como os nossos pais viveram no ultimo século já não faz
sentido. Temos hoje em dia a oportunidade de definir o mundo no qual queremos
viver. E algumas pessoas não gostam.
Alec Empire – A Bass Terror era altamente virada para a politica quando começou.
Surgiu para reagir contra o movimento Neo-Nazi na Alemanha. Desde então o
problema tem aumentado. Eu vejo os neonazis como o maior
problema que temos na nossa sociedade. A maior parte da nova geração não
tem conhecimento desta
história e de como esta é perigosa para todos nos. O fascismo esta
lentamente a
entrar na nossa sociedade. Apesar
de aparentar estar diferente, esta mais perigoso que nunca. Eu sempre vi
a cultura do "soundsystem"
com as suas raízes na Jamaica dos anos 60 como algo que servia para unir as
pessoas localmente. Temos visto corporações a tomar medidas para destruir
cenas
musicais locais em todo o mundo, para poderem maximizar os seus lucros.
Isto já
não se trata de entretenimento. Isto é Guerra. Se nos perdermos esta batalha,
então iremos enfrentar uma situação na qual as pessoas não poderão
exprimir a sua voz. Atrás da cortina
estamos a ser confrontados com uma estratégia "Walmart", que é difícil de
explicar aos fãs, uma vez que não é muito visível., e é bastante complexa.
Nos últimos
dois anos eu apercebi-me, ainda mais, do quanto é importante criar e apoiar
apoios para os músicos underground, promotores e fãs.
Alec Empire – A musica em si já carrega uma mensagem: Não se conformem! Determinem a
vossa própria vida. Uma das partes mais importantes da cultura de DJ é, e eu
refiro-me à verdadeira cultura DJ, é que os DJs têm acesso a musica já
gravada
e mudam-na à sua maneira. Os mixes dos DJs estão sempre a mudar, novas ideias
são assim concebidas. O crescimento do indie rock nestes últimos anos
afastou a
ideia antiga do que era um DJ, um "entertainer", escravo da industria
musical. Basicamente
o DJ recebe promos, incluindo vários remixes para promover o ?produto? num
certo espaço, a um determinado publico, e o nível de criatividade é menos que
zero. Isto mata a arte de DJing. Para mim um DJ é o elo que liga um musico, a
um produtor a uma audiência. È mais do que uma arte. O DJ reflecte o que
esta a
acontecer no momento. Ele ou ela podem manipular o som e inseri-lo num
contexto
diferente. E esta é a base do pensamento independente. E isto é politico.
Alec Empire – Eu adoro o tempo, a maneira como o ritmo é usado e desenvolvido. Eu
adoro o impacto das batidas. Idealmente a musica pode mesmo mudar a
maneira das
pessoas pensar. A maneira como certas ideias são compostas num tema, e mais
tarde modificadas. Esta é a parte que mais gosto. Também gosto do facto
deste género
de musica ser talvez o único género que muda os samples radicalmente. Não se
encontra isso em mais nenhum género. A principal prioridade deste género é
criar um impacto físico no ouvinte. Para mim, ainda é algo por responder o
porque do hip hop ter abdicado desta parte. Houve uma altura que parecia
que o
drum and bass também iria cometer o mesmo erro, mas de à um ano para cá,
que me
apercebi que não, porque tem havido muito bons lançamentos.
Alec Empire – Eu não vejo isto como um regresso. Nos iremos voltar atrás no tempo,
recolher o que é bom, e criar algo de novo. Se nos tentarmos recriar algo
que já
passou, então iremos falhar. E não podemos arriscar falhar. Não agora.
Alec Empire – Iremos ver a industria musical a colidir. Isto não acontece de um dia
para o outro, é um processo e já começou à já alguns anos. Estamos a
aproximar-nos de uma grande mudança no que diz respeito à musica. O velho
século
esta a terminar, e estamos a entrar numa nova época, após alguns anos
perdidos
num conservadorismo musical. Os tops já não interessam, a imprensa
tradicional
perdeu o seu poder, bem como a rádio. Esta cada vez mais difícil chegar a um
consenso musical na nossa sociedade. E eu penso que não necessitamos mais
disso. A musica pop esta a acabar. Esta é uma consequência da
globalização. Uma
boa consequência.
Alec Empire – O episodio da gilete deveu-se apenas pelo facto de eu estar deprimido
na altura. Estou contente de que essa fase já passou e que me posso
concentrar
na musica outra vez. Para mim a violência faz parte de quem somos. Ninguém
gosta de violência. E quando somos forçados a usa-la, deveremos ter a certeza
que a temos controlada. A policia na Grécia que assassinou o jovem
ultrapassou
os limites, e ira pagar muito caro. Nos anos 60, na Alemanha, o Exercito
Vermelho participou em algo semelhante. As autoridades têm conseguido
manter o
seu poder, apenas porque ameaçam a liberdade das pessoas. De onde eu
venho, nos
temos autoridade porque as pessoas nos respeitam, e não porque temos uma arma
apontada às suas cabeças.
Alec Empire – Eu apenas trabalho com realizadores que me permitem uma certa
liberdade. Para mim cada projecto tem que ser desafiante e interessante. Eu
sempre gostei de trabalhar com outras pessoas, desde que haja respeito
mutuo. As editoras de renome não respeitam os
artistas, mas sim aproveitam-se deles. Isto também acontece no mundo do
cinema,
mas eu tento evitar esse género de filmes. Todas aquelas bandas sonoras
magnificas, foram produzidas de uma maneira única. "Taxi Driver" e "Blade
Runner" são óptimos exemplos. Se um realizador conseguir juntar uma boa banda
sonoro ao seu filme, toda a gente sai a ganhar. Não há certo ou errado,
muitos
filmes podem ser interpretados de maneiras diferentes pelo compositor. Por
isso
é sempre muito intenso. Mas eu gosto disto. Estou sou muito mais receptivo a
criticas e mudanças do que as pessoas poderão pensar. Eu gosto de ver as
coisas, filmes, de vários ângulos. Os realizadores com
quem tenho trabalhado têm apreciado essa minha faceta.
Alec Empire – Sim! Irá ser um set muito espontâneo. Estou ansioso pelo evento. Eu acho
óptimo que um evento com este line-up aconteça. Tenho muitas musicas nunca
antes lançadas na minha mala.
Alec Empire – Se me derem um, irei usar!
Fenther – Como estão os Dazkarieh actualmente?
Fenther – Por onde tem animado as almas com o vosso enorme espírito festivo?
Fenther – Ainda a apresentar «Incógnita Alquimia» ou já com novos temas?
Fenther – Por onde vão passar ao vivo?
Fenther – Têm sido bem aceite por onde passam?
Fenther – Melhor compreendidos do que em Portugal?
Fenther – Preparam já novo disco?
Fenther – Vai haver novidades? Podem desvendar?
Fenther – Como está a musica nacional actualmente na vossa opinião?
Vitor Pinto

O Fenther foi descobrir o que andam a fazer os Dazkarieh.
Dazkarieh – Muito bem, a preparar o novo disco. Iniciamos as gravações em Novembro e estamos muito motivados.
Dazkarieh – Este ano tocámos essencialmente fora de Portugal. Realizamos a nossa primeira digressão fazendo 10 concertos de seguida na Alemanha. Também passámos pela Polónia, Bélgica e Suíça.
Dazkarieh – No inicio do ano o alinhamento era essencialmente «Incógnita Alquimia» mas a partir de Agosto começámos a tocar já novos temas e, neste momento andamos a experimentar muitas músicas novas ao vivo.
Dazkarieh – No próximo ano temos já agendadas duas digressões na Alemanha (uma em Maio de 15 concertos e outra em Outubro de mais 10). Também estamos em negociações para alguns concertos em Itália e na Polónia.
Ainda neste ano, temos um concerto em Espanha 25 de Outubro e dois concertos na Alemanha em Novembro para além de um concerto em Lisboa no inicio de Dezembro.
Dazkarieh – Sim, temos sido muito bem recebidos.
Dazkarieh – De uma forma diferente. No estrageiro, somos a banda de fora e por esse motivo as pessoas estão mais receptivas à nossa música. Mas em Portugal também somos muito bem recebidos e temos já um grupo considerável de pessoas que nos seguem e nos acarinham.
Dazkarieh – Sim, é a nossa grande prioridade neste momento. Esperamos lançá-lo em Março do próximo ano.
Dazkarieh – O som está um bocadinho diferente, isto, porque ao longo dos últimos dois anos temos feito muitas experiências nos concertos por um lado, por outro temos alguns instrumentos novos como o cavaquinho, a sanfona e um bouzouki costumizado (um híbrido que mistura baixo e bouzouki) e por fim, como o Baltazar saiu do grupo, temos um músico novo (André Silva) que toca bateria e que vem acrescentar uma nova sonoridade à banda.
Dazkarieh – Está muito boa, há muitos grupos novos a fazer coisas boas e isto em todas as áreas. Acho que cada vez mais a coisa está a florescer. Os músicos já se aperceberam do poder da internet e que não têm de estar dependentes de editoras para fazer e divulgar a sua música.
Fenther – Como surge este projecto?
Fenther – Até chegares a este disco, qual foi o percurso?
Fenther – Foi importante a passagem pela independente Bor Land?
Fenther – Foi complicado por este disco cá fora?
Fenther – Contente com o produto final?
Fenther – Vindos de bandas tão distintas, como conseguiste reunir todos estes convidados?
Fenther – Identificas-te com o som das bandas dos teus convidados ou admiras apenas o trabalho de cada músico?
Fenther – O que te inspira? O que ouves regularmente?
Fenther – Convidados do norte, produção e gravação no norte... Inspira-te os ares nortenhos?
Fenther – Como foi trabalhar com Paulo Miranda nos estúdios AMP?
Fenther – Com o novo filho cá fora, segue-se a estrada?
Fenther – Por onde vais apresentar este disco?
Fenther – Podemos encontrar Rose Blanket na net? Onde?
Fenther – Se tivesses que reduzir o disco numa musica apenas, qual seria?
Fenther – Parabéns pelo excelente disco. Muito saboroso. O Fenther quer ouvir todos os temas de «Our Early Balloons» a tocar por ai. Vais-nos ajudar?
Obrigado
Vitor Pinto

Conversas animadas com Miguel Dias. O cerebro de Rose Blanket!
Rose Blanket – Surgiu em 2003, na sequência da dissolução de um projecto anterior. Preparei um conjunto de temas e posteriormente convidei pessoas com quem tinha trabalhado em projectos anteriores. A partir daí foi tudo um pouco rápido até ao 1º disco. Um ano, sensivelmente e estávamos a gravar o primeiro longa duração.
Rose Blanket – Após o lançamento do primeiro disco e de alguns concertos de apresentação, fiquei logo com a sensação de que tinha terminado uma fase e que a partir dali as coisas seriam de forma diferente. Não sabia ainda bem como, mas tinha essa certeza. E de facto de depois de uma paragem mais ou menos longa, distante de tudo o relacionado com Rose Blanket, foi nascendo a vontade de trabalhar novos temas e aos poucos fui iniciando umas gravações caseiras com esboços dos temas e dos arranjos. Quando já tinha aquilo que pensava ser a estrutura do disco já preparada, parti para gravação no estúdio, sendo que não tinha a certeza se seria para mais tarde acabar em edição. Mas as coisas acabaram por ir-se desenvolvendo, surgiram as participações e quando terminou a fase de estúdio já estava grande parte das coisas praticamente decididas: ia editar em nome próprio, recorrendo quer a parcerias para a promoção, com a Let´s Start a Fire, como para a distribuição, com a Compact Records, quer a colaborações para o design do disco, para as fotos, etc…
Rose Blanket – Sim, estou convencido que foi a melhor opção para a edição do primeiro disco. E até porque se tratava de um primeiro trabalho, o facto de ser editado por uma editora que na altura já tinha um catálogo reconhecido, facilitou um pouco a credibilização do projecto.
Rose Blanket – Não, penso que não. Deu trabalho, claro que sim. Ocupou-me muito o pensamento, mas não foi complicado. É mais ou menos como aquele provérbio, quando tens prazer, ou neste caso, também acrescido de muita vontade, tudo o resto são pormenores.
Rose Blanket – Sim, estou satisfeito. Mas acima de tudo com todo o caminho para o resultado final. É nesse caminho, na criação e na construção que encontro a verdadeira razão para isto tudo.
Rose Blanket – Os convites foram sendo feitos à medida que os temas iam-se desenvolvendo, e na maior parte dos casos, os nomes foram-me sugeridos e felizmente todos os convites foram aceites. Na verdade, inicialmente só o Miguel Gomes (guitarra) e a Petra Pais (voz), é que já tinha a ideia que queria que participassem. Nos restantes casos foram surgindo de acordo com a vontade e necessidade de trabalhar com determinado instrumento, ou como no caso da Ana Deus, um pouco por acaso pois o tema em questão estava pensado para ser instrumental. No entanto, e o mais importante, é que em todos os casos as melhores expectativas foram ultrapassadas e sinto que em todas estas participações, houve espaço, maior ou menor, para a criatividade de cada um.
Rose Blanket – Identifico-me bastante em por exemplo com o Complicado (Miguel Gomes), talvez aquele de maior identificação e mesmo admiração, mas também por exemplo com La La la Ressonance do André Simão, que felizmente conheci devido à sua participação. De toda a forma, não vejo essa identificação como algo de fundamental e se em muitos casos não conhecia os respectivos projectos, o que é certo é que fiquei rendido às capacidades de todos.
Rose Blanket – Pergunta difícil. Particularizando para este trabalho, o que sinto, a esta distância, ainda curta, é que foi tudo muito impulsivo, espontâneo e a certa altura apercebi-me que tal se manifestava nas músicas, nos vários momentos que cada tema parece ter. Acredito que tal será fruto de ter trabalhado de uma forma muito solitária, deixando-me abandonar meramente na observação de sensações momentâneas, menosprezando a necessidade de um sentido para as coisas.
Vendo as coisas desta forma, não consigo concretizar propriamente uma fonte de inspiração, tudo se foi passando ora deitado na cama ora no sofá, com a guitarra nos braços, a dedilhar qualquer coisa, aguardando que algo me prendesse, um acorde, um ritmo.
O que ouço regularmente…bem será algo que me deveria envergonhar, mas não ouço assim muita música. Tenho as bandas, os músicos que me arrebataram já há algum tempo e para algo de novo ocupar um espaço dentro de mim, não é fácil. E não tem a ver com exigência! Nada! Na minha relação com o que ouço, a resposta está no que sinto. Se sinto, gosto. Se nada sinto, para quê ouvir? Não me interessa a teorização sobre se algo é bom ou mau, se é original ou cópia.
E lá está, vou ouvindo o Nick Cave e os seus Bad Seeds, os Velvet Undeground, a maravilhosa Lhasa,…e mais recentemente descobri os (ou “o”) Smog. Mais recentemente ainda, enamorei-me por Mountain Goats e por uma francesa desarmante, a Emily Loizeau. Tenho que prestar mais atenção ao The National que no outro dia em casa de um amigo, a jogar às cartas soou-me lindamente.
Rose Blanket – É pura coincidência, uma série de circunstâncias tem levado a que quase tudo se tenha passado no norte. Tudo começou num concerto no Porto, ainda antes da gravação do primeiro disco. Aí conhecemos o Rodrigo Cardoso da Borland. Ficou o contacto. A partir daí também surgiu a possibilidade de se gravar com o Paulo Miranda e assim se fez. Neste segundo disco também optei por gravar lá e assim sendo e por uma questão de conveniência para todos, os músicos, com uma ou duas excepções, são quase todos do norte do País.
Foram portanto uma série de factores circunstanciais, embora que admito que são ares que me agradam.
Rose Blanket – No primeiro disco já tinha sido assim, sendo que no primeiro disco o Paulo Miranda teve a seu cargo também a produção, e neste já não. Quer num quer noutro correu bem.
Rose Blanket – Sim, vamos apresentar este trabalho em alguns concertos. Numa primeira fase até ao final do ano e numa segunda fase entre Fevereiro e Março do próximo ano.
Rose Blanket – Nessa primeira fase estará centrado em show-cases nas Lojas Fnac, um pouco por todo o País, mais alguns concertos propriamente ditos em espaços maiores e por fim na segunda fase em previsivelmente 3 auditórios/teatros.
Rose Blanket – Sim, em www.myspace/roseblanket.com.
Rose Blanket – Não seria sincero se o fizesse. Não consigo! E nem sequer vou utilizar esse lugar comum de dizer que vale pelo todo, pois na verdade também não acredito nisso. São 11 músicas, e a isso se resume.
Rose Blanket – Obrigado pelas palavras. Enfim, o que posso dizer, o que tinha a fazer na verdade já o fiz. Deu-me muito prazer, foi importante, e agora tudo é de esperar, quem goste, quem não goste. Tudo normal.
Abraço
Miguel

Fenther – Quem são e como surgem os The Great Lesbian Show?
Fenther – Como surgiu este nome tão bem conseguido?
Fenther – Quem vos influencia?
Fenther – Definam o vosso som para quem ainda não conhece?
Fenther – Sempre tiveram esta atitude punk glamouroso?
Fenther – Na vossa opinião, sentem algum glamour na música actualmente?
Fenther – Qual é o vosso percurso discográfico?
Fenther – Novo álbum este ano. Como esta a correr a apresentação?
Fenther – Foi complicado pô-lo cá fora?
Fenther – Contentes com o resultado final de “You’re Not Human Tonight”?
Fenther – Continuam a manter o lema de liberdade absoluta? É regra da casa?
Fenther – Tem sido bem aceites por onde passam? E pelos Media?
Fenther – Tem tocado por onde? Tem havido espaços para vocês tocarem?
Fenther – Qual o vosso ambiente preferido? Onde vocês se sentem bem?
Fenther – Pelas diferentes salas por onde passam, há mudanças? Preparam concertos específicos?
Fenther – Onde podemos encontrar os The Great Lesbian Show ao vivo proximamente?
Fenther – E projectos futuros? Vamos ter novidades em breve?
Fenther – A musica portuguesa? Como a vêem actualmente?
Vitor Pinto

The Great Lesbian Show em exibição!
The Great Lesbian Show – O grupo é constituído por Ondina, Sérgio Lemos, António Manzarra, Nuno Emídio e César Zembla e surgiu porque pretendíamos / pretendemos criar música que sirva como diversão e como escape - para nós e para quem a ouvir.
The Great Lesbian Show – O nome foi inspirado no título de um artigo de uma revista erótica americana dos anos 70. O referido artigo, que se chamava “A Great Lesbian Show!”, era sobre umas senhoras que faziam um espectáculo em Las Vegas e pareceu-nos um bom nome para o grupo. A escolha até foi bem inocente: foi pela sonoridade e porque era divertido.
The Great Lesbian Show – Somos influenciados por imensas coisas – cinema, literatura, música, pessoas, etc. - e somos influenciados por coisas de que gostamos e por coisas que detestamos; neste caso, a estratégia passa um bocado pelo “e se fizéssemos exactamente ao contrário?” … é uma óptima técnica, que aconselhamos vivamente.
The Great Lesbian Show – Um carrossel que não funciona em círculo, mas em espiral.
The Great Lesbian Show – Sempre fomos punks gamourosos!
The Great Lesbian Show – Há mais glamour num consultório de dentista…
The Great Lesbian Show – Dois álbuns e duas participações em colectâneas.
The Great Lesbian Show – Muito bem, com concertos e inúmeras entrevistas (obrigado por esta!).
The Great Lesbian Show – Foi mais difícil com o primeiro; neste tivemos o grande apoio da Zounds, que o editou, e do Jorge Ferraz, que o produziu. Acreditaram em nós e isso foi óptimo.
The Great Lesbian Show – Sim! E quem ouve parece concordar, mesmo quando é necessário insistir numa segunda ou numa terceira audição…
The Great Lesbian Show – É a única regra que vale a pena seguir.
The Great Lesbian Show – Regra geral, os concertos correm sempre bem… já é raro aparecerem pessoas que não sabem ao que vão, embora, no recente concerto no Cabaret Maxime, tenham surgido uns turistas à espera de ver outra coisa… em termos de Media as coisas estão a funcionar bem, temos tido apoio das rádios locais, saíram várias críticas positivas ao disco na imprensa e também na net…
The Great Lesbian Show – Tem havido alguns, sim, embora nem todos com as mesmas condições. Os últimos concertos foram em Lisboa e em Leiria.
The Great Lesbian Show – Nos consultórios de dentistas, onde há imenso glamour…
The Great Lesbian Show – Preparamos concertos específicos pontualmente, quando isso se justifica. Por exemplo, ao tocarmos integrados no Motel X – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, decidimos fazer um concerto que representasse mais o nosso lado cinematográfico…
The Great Lesbian Show – Estamos a preparar alguns concertos para o Norte do país, onde tocámos ainda pouco…
The Great Lesbian Show – Isso é surpresa…
The Great Lesbian Show – Há tanta coisa que se torna impossível seguir tudo, mas, como sucede noutros países, há coisas boas, há coisas interessantes e há coisas más…
Fenther – Foi complicado superar as “malhas” do vosso primeiro disco e aparecer agora com outros tantos grandes momentos?
Fenther – Este é um disco mais forte, concordam?
Fenther – Como foi trabalhar com tantos bateristas?
Fenther – Foi tudo experiências ou passou por alguma necessidade?
Fenther – E ao vivo como funcionam? Qual é o baterista de serviço?
Fenther – Como tem corrido as críticas e as reacções a este trabalho?
Fenther – As críticas menos boas dá-vos mais força?
Fenther – A vossa sonoridade tem sido bem aceite? Um rock poderoso…
Fenther – Peniche não é um grande centro… é dificel expor a vossa musica ai?
Fenther – A edição ficou por vossa conta? Porquê?
Fenther – Por onde passa o futuro dos Dapunksportif?
Fenther – Tem tocado por onde? Algum momento para mais tarde recordar?
Fenther – Vão tocar por onde em breve?
Fenther – Os vossos concertos são deliciosamente intensos e envolventes! Sentem-se a Vanessa Fernandes do Rock?
Vitor Pinto

Encontro escaldante entre os Dapunksportif e o Fenther!
Dapunksportif – Nós temos um “baú” cheio de malhas e ritmos que vamos gravando ao longo do tempo. É uma questão de escolher quais os riffs e trabalhá-los de forma a chegar ao formato canção.
Dapunksportif – Sim, de certa forma pode dizer-se que é mais maturo, a estrada deu-nos inspiração e motivou-nos a escrever canções Rock que reflectissem o nosso espírito sincero e honesto sem recorrer a grandes maquilhagens.
Dapunksportif – Já não é a primeira vez e não será a última. Sempre achámos que seria muito bom poder incluir outras pessoas no seio das nossas músicas. É enriquecedor tanto em termos musicais como pessoais.
Dapunksportif – Como já dissemos anteriormente não foi a primeira vez que tal aconteceu. Já estamos “batidos” em trabalhar em estúdio com vários músicos e de futuro pensamos em convidar outros instrumentistas.
Dapunksportif – Somos um banda totalmente Rock: bateria, baixo e duas guitarras. De momento, é o Zé Carlos que está nas baquetas, é o nosso Dave Grohl!!!
Dapunksportif – Tem sido boas. A crítica especializada tem dado boas notas e o feedback do público tem sido crescente. Estamos no bom caminho.
Dapunksportif – Tens de estar preparado e consciente que a diversidade de opiniões é um valor a respeitar. As críticas de um modo geral têm sido boas. Não vamos “abaixo” com críticas menos boas.
Dapunksportif – Sim, a aceitação tem sido muito boa. Apesar de não termos um “hype mediático” o público tem-nos vindo a descobrir aos poucos. “Depressa e bem não há quem”.
Dapunksportif – Sim não é um grande centro mas fica geograficamente no Centro de Portugal o que nos permite aceder tanto ao Norte como ao Sul e Interior, as distâncias são praticamente as mesmas. Por aqui não existem muitos locais virados para a música original. É uma pena, porque pensamos existir um “público adormecido” que precisa de ser acordado e educado a procurar aquilo que por cá se vai fazendo em termos musicais.
Dapunksportif – Sim em parceria com a nossa agência de espectáculos, Lisboagência. Foi um passo natural tendo em conta o mercado.
Dapunksportif – De momento, vamos continuar a tocar por Portugal mas queremos alargar fronteiras. Tem de se ir com calma ao encontro das pessoas certas. O custo de vida aumentou e não podemos ir “à maluca”. É um caminho longo…
Dapunksportif – Um pouco por todo o Portugal Continental incluindo os Açores. Fomos por seis vezes a Espanha. No total já demos cerca de 110 concertos em três anos. Sabe sempre a pouco. Queremos mais!
Já tivemos situações para todos os gostos. Quando tocámos na primeira parte dos Xutos no Coliseu dos Recreios em Novembro 2005, foi um momento de grande responsabilidade e adrenalina. Era o nosso sexto concerto!
Dapunksportif – Na segunda quinzena de Julho vamos ao Festival na Serra da Estrela dia 18, dia 25 no Cais de Vila Nova de Gaia e no dia a seguir estamos em S.Martinho do Porto no Festival Rock no Atlântico II. Em Agosto vamos estar dia 16 em Peniche e dia 22 em Guimarães, no Festival Barco Fest.
Dapunksportif – De certo modo temos de ter muita resistência psíquica e pulmão, para levar avante esta “embarcação”.
Fenther – Como nasceu este projecto?
Fenther – A ideia inicial, sempre foi ter convidados em todos os temas?
Fenther – Foi complicado editar este disco, pelas vossas próprias mãos?
Fenther – Falta de interesse por parte das editoras ou opção livre?
Fenther – Tens já conhecimento das criticas feitas a este disco? E estás de acordo?
Fenther – A pré edição foi feita on line no vosso site www.fuga.pt . Foi bem aceite? Resultou? Tiveram muitas visitas?
Fenther – Como surgiu esta ideia? Será para repetir?
Fenther – Como funcionam vocês ao vivo? Tem alguns dos convidados?
Fenther – Vão tocar por onde futuramente?
Fenther – Depois de tudo isto, vamos ter a aventura 02?
Fenther – Tens mais convidados em carteira?
Fenther – Como vês a musica nacional actualmente?
Fenther – Escolhe um tema deste 01…
Vitor Pinto

Projecto Fuga em conversas com o Fenther!
Projecto Fuga – Foi através de composições soltas que tinha composto ao piano. Depois foram surgindo convites a músicos de várias vertentes sonoras e mais tarde convites a cantores / cantautores para dar voz aos temas que na génese do projecto eram instrumentais. Pelo meio surgiram as palavras da Maria Pedro, a nossa letrista que muito engrandeceu os temas do Projecto. Todas as pessoas que passaram pelo colectivo foram altamente importantes para despoletar, aos poucos, a identidade sonora desta viagem a que chamei Fuga. Uma das entradas principais para o Projecto foi o Milton Batera, apresentado pela Maria Pedro. Através deste elemento foi surgindo convites a outros músicos que agora integram o núcleo base. Também compôs o tema Sem Pressas e é co-autor noutros temas do disco.
Projecto Fuga – O resultado final não foi esse, visto que a Ana Deus está em 3 temas, mas os temas foram sugerindo vozes para protagonizá-los e os convites foram sendo aceites o que ajudou na multiplicidade de estéticas e de interacção entre músicos. De início a ideia inicial não foi esta, mas naturalmente, o leque de convidados ia sendo maior o que motivou também escolha de mais vozes para estarem presentes neste trabalho.
Projecto Fuga – Teria sido mais complicado se não tivéssemos ganho o Prémio para a edição de disco SPA / ANTENA3. Esse prémio permitiu-nos editar, o que teria levado muito mais tempo se tivesse sido processado nos trâmites habituais.
Projecto Fuga – Tivemos reunidos mais que uma vez com editoras, mas achámos que numa primeira fase, seria melhor termos rédea sobre todo o nosso trabalho. Não foi uma questão de liberdade mas sim de continuarmos a filosofia de trabalho que foi sendo feito ao longo dos anos.
Projecto Fuga – Sim, temos tido conhecimento de algumas críticas que têm saido nos orgãos de comunicação social e penso que uma crítica é algo muito pessoal, mas em 95% das críticas tenho concordado e tem sido muito abonatório para o trabalho que agora estamos a promover. Houve muita compreensão na linha e no objectivo que tentámos transmitir a quem ouve o nosso disco.
Projecto Fuga – Achamos que foi positivo. Não temos ideia de quantas visitas mas a internet foi e sempre será para nós uma das ferramentas mais utilizadas, já que nos próprios convites aos colaboradores do colectivo foi, em alguns casos, através do perfil pessoal de MYSPACE ou por email e por isso achamos que a internet foi fulcral para mostrar a nossa música e receber um feedback pessoal de vários pontos do mundo, inclusivé o Brasil que é um território em que temos muita curiosidade em sentir a reacção à nossa música.
Projecto Fuga – Não é uma ideia nova, nem revolucionária. Foi uma consequência natural da forma como temos trabalhado até aqui. Iremos repetir com certeza.
Projecto Fuga – Ao vivo temos uma banda base. Um núcleo duro constituído pelo MILTON BATERA na bateria, o RICARDO MOURA no baixo, o VASCO TEODORO na guitarra, a ROZETT na voz e eu nos teclados. Achamos que ao vivo é o melhor habitat para estes temas que compõe “01” ganharem uma vida mais significativa. Em alguns concertos iremos ter convidados.
Projecto Fuga – Temos agora agendadas 10 datas depois da festa de lançamento que aconteceu no passado dia 7 deste mês no Auditório da Sociedade Portuguesa de Autores. Estas são datas são showcases nas FNAC’S. Começamos no dia 18 de Julho em Coimbra e terminamos a 10 de Agosto na FNAC do Algarve Shopping. No dia 24 de Julho temos um concerto completo na sala ONDA JAZZ em Lisboa.
Projecto Fuga – Com certeza! Caso contrário o 0 não faria sentido…
Projecto Fuga – “O segredo é a alma do negócio”… É esperar para ver/ouvir…
Projecto Fuga – Está com muita qualidade, de boa saúde e começa a haver mais espaço e alternativas para mostrar os sons que vão sendo criados no nosso país. A rede de teatros está cada vez com mais qualidade e nota-se uma maior assertividade a nível da gestão cultural dos Auditórios/Centros de Artes. O terreno está fértil, há que regá-lo para brotar algo forte.
Projecto Fuga – MARACATURAMA.
Fenther – Um regresso algo demorado... Voltaram só quando perceberam que tudo estava perfeito?
Fenther – Uma das vantagem de se fazerem as coisas pelas próprias mãos, é precisamente não haver pressões nem datas. Foi por isso que partiram para uma producão caseira?
Fenther – Contentes com o resultado?
Fenther – Apostaram muito na imagem? O digipack e a originalidade do disco, tem como objectivo marcar a diferença?
Fenther – Este vosso segundo disco traz um tema bónus, que só pode ser escutado num leitor de vinil. Como surgiu a ideia?
Fenther – Como tem sido as reacções?
Fenther – Qual é o tema?
Fenther – Alguma brincadeira aos Vicious Five e X-Wife ou trata-se de um tributo?
Fenther – Vocês ainda gostam de vinil?
Fenther – Porque não editar os vossos dois discos em vinil?
Fenther – "Emotional Cocktail” porquê?
Fenther – Este é um disco diferente do primeiro?
Fenther – Consideram-no mais dançavel ou assumidamente mais 'emo'?
Fenther – Tem concertos de apresentação deste álbum marcados para breve?
Fenther – Houve uma experiência por vossa parte no Texas no festival SXSW (south by south west)... Quando foi?
Fenther – E valeu a pena?
Fenther – Esperam lá regressar novamente?
Fenther – E em que outros locais gostariam de tocar?
Fenther – Mensagem final….
Vitor Pinto

You Should Go Ahead em discurso directo. Novo álbum na rua!
YSGA – Passaram apenas dois anos do lançamento do 1º álbum… apesar de nos parecer uma eternidade. Inicialmente pensámos em editar no final de 2007, mas era humanamente impossível! Produzimos o disco com alguma calma, tentámos ser perfeccionistas! Não se trata de procurar o cenário perfeito mas de conjugar todo o trabalho que envolve um novo disco.
YSGA – Apesar de termos sido os produtores, a produção não foi caseira. Investimos bastante e pela 1ª vez sentimos que estávamos a fazer um trabalho “profissional”. Sentimos que melhor do que ninguém sabíamos o que queríamos. Essa vantagem rapidamente se transforma numa grande desvantagem porque não temos ninguém a impor-nos nada a não ser nós próprios. Isso implica uma disciplina que por vezes é difícil de encontrar...
Foi só aplicar a experiência passada e tudo correu na perfeição.
YSGA – Muito! Mas somos auto-críticos o suficiente para apontar o dedo a alguns detalhes que poderiam melhorar.
YSGA – Apostámos em ter uma imagem coerente com a música. Foi um processo mais abrangente que envolveu som, imagem, comunicação e tudo o que envolve o lançamento de um disco para o mercado. Um disco vale pela música que contém mas também pelo objecto em si, e pensamos que isso foi conseguido, tentámos criar um objecto de colecção! Algo de único, pelo menos para os próximos tempos!
YSGA – A ideia surgiu em conversa com a editora (EDEL). O mercado está em revolução e é preciso valorizar a parte física do disco de modo a despertar o interesse das pessoas. Uma faixa em vinil no CD pareceu-nos uma ideia original e adequada. Adorámos! É um híbrido...
YSGA – Tal como esperávamos, toda a gente ficou entusiasmadíssima!
YSGA – Vicious Wife
YSGA – Começou tudo com uma ideia para a criação de uma t-shirt… um misto de brincadeira com tributo! Mais tarde, precisava de um nome para um tema que falava de uma mulher “com vícios” que “explorava “ o marido! Pareceu-nos indicado o nome, deixou de ter ligação mas ficou com o nome.
YSGA – Gostamos claro! É um objecto que nos marcou a infância! Ouvir um vinil é um ritual, não é como ouvir um CD.
YSGA – Porque não há... disponibilidade (se é que nos entendem)! Mas está aí uma boa ideia para o pack de Natal 2008 dos You Should Go Ahead! Uma forte possibilidade…
YSGA – Porque este disco é composto por temas bastante diferentes entre si mas que fazem sentido juntos. São “ingredientes” com conta peso e medida, tal como num cocktail. Não se trata de uma mistura aleatória mas de uma conjugação harmoniosa.
YSGA – Em determinados momento sim, noutros é apenas um desenvolvimento do 1º. É um disco variado, com linguagem variada mas dentro de um contexto! O primeiro tinha alguns momentos, que apesar de interessantes, não faziam parte do contexto…
A composição, apesar de não termos alterado a metodologia, é fruto de um maior conhecimento entre nós, de maior diálogo entre instrumentos. Tentámos dar um passo em frente, experimentar coisas diferentes, ser mais arrojados.
YSGA – Respondendo em inglês: both! Achamos que esse é um dos pontos forte do disco! Tal como a nossa vida é cíclica, o disco também o é.
YSGA – Temos, o ideal é estarem constantemente atentos à nossa página do MySpace http://www.myspace.com/ysga Estão sempre a aparecer novas datas… Destacamos o dia 21 de Junho no Santiago Alquimista, onde vamos fazer o concerto oficial de lançamento do disco.
YSGA – Em Março de 2007
YSGA – Claro que sim! Aprendemos muitas coisas novas. Serviu para perceber que há uma longa estrada a percorrer, mas também serviu para nos valorizarmos…
Muitas pessoas nos questionam acerca de resultados directos da nossa ida ao SXSW. Não há! Mas aprendemos muita coisa e conhecemos pessoas interessantes, lógicas diferentes... é uma perspectiva diferente.
YSGA – Claro que sim! Já em 2009.
YSGA – Em alguns Festivais de Verão Europeus e talvez voltar a NYC! Mas...em todo o lado em que nos queiram ouvir!
YSGA – Oiçam o disco, vale muito a pena! Depois sigam em frente… pelo menos deviam!
Fenther – Os Linda Martini tentam marcar a diferença? É um ideal primário da banda?
Fenther – Como nasceu esta ideia excelente de editar um vinil e embrulha-lo num saco?
Fenther – Sentem que estão cada vez mais no topo da música nacional? Sentem alguma pressão ou desafio?
Fenther – Este EP poderia ser um álbum. Porque não o assumiram como tal?
Fenther – Seis excelentes temas... Qual o vosso tema eleito?
Fenther – Porque Marsupial?
Fenther – Vão apresentar este trabalho ao vivo por onde?
Fenther – Mais novidades vão acontecer em breve?
Fenther – Sempre com o espírito inovador e com temas perfeitos?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

Conversa com os Linda Martini a proposito do seu novo registo!
Linda Martini – Só no sentido em que a banda foi feita para experimentarmos coisas diferentes das que fazíamos nos projectos anteriores. Claro que tentamos também não repetir o disco anterior a cada edição. Estagnar é morrer e esse não é de todo o nosso plano.
Linda Martini – Estávamos quase a entrar em estúdio e decidir pormenores no que ao artwork dizia respeito quando o Pedro entra numa dessas tertúlias com um saco na mão e fez-se luz. Decidimos meter o disco num saco e fazer deste a sua capa. Depois a rastilho sugeriu incluir-se um cd-r com os mp3 do ep e o objecto final foi tomando forma.
Linda Martini – Sentimos que estamos um pouco mais longe do fundo. O caminho para o topo ainda é longo. Temos a noção de onde estamos e vamos deixando as coisas acontecerem a seu tempo. Quanto a pressão, só aquela que impomos a nós próprios. Encaramos cada disco como um novo desafio e como já referimos acima, queremos sempre fazer algo diferente de edição para edição.
Linda Martini – Não tem tempo suficiente para ser chamado de álbum. Para isso teria que ter 30 minutos. Mas ainda que tivesse, não o faríamos.
Linda Martini – Dentro da banda há 5 pessoas, pelo que é difícil chegar a um consenso. Gostamos de todos ou não estariam no disco.
Linda Martini – Marsupial, pela analogia com o saco. Como a edição vem dentro de um saco, achámos que o nome era apropriado.
Linda Martini – Já fizemos algumas datas e neste momento, confirmadas estão:
3 Maio - galeria do desassossego em Beja
11 Maio - enterro da gata em Braga
24 Maio - soundtrack na fábrica de Braço de Prata em Lisboa
28 Junho - rockspot na Bajouca, em Leiria
Linda Martini – Sim, vão estando atentos ao nosso myspace. Há mais concertos a serem confirmados, bem como a gravação do video de "a corda do elefante sem corda".
Linda Martini – Essa pergunta foi feita com o intuito de nos deixar corados e como tal não respondemos.
Linda Martini – Obrigado pela oportunidade e apareçam num dos próximos concertos.
Abraços a todos!
Fenther – After all this years, what’s the feeling of you guys? How are you now?
Fenther – «Alles Wieder Offen» is another adventure of E.N. alone, right? Why do you walk with your own foots and not with a major?
Fenther – Was it your choice or solution?
Fenther – It’s hard to do records without any supports? Does this record gets paid right before the edition, how does this work?
Fenther – Tell us 3 words, how describe this record?
Fenther – Do you feel this record is your best album ever? Why?
Fenther – Have you planed a tour to show this work all over the World?
Fenther – And Portugal? It’s in the plans of E.N future tour.?
Fenther – E.N already played in Portugal. Do you like and know Portugal?
Fenther – After this new record, will we have more news about the band? Do you have any plans to the future of the greatest German band?
Danke!
Porto - Casa da Musica dia 3 de Maio
Uma curta conversa com Alex Hacke dos Einstürzende Neubauten...
Alex Hacke – Very good, thank you.
Alex Hacke – We wont be able to find a company that can give to us:
The advance we need
The tour-support we require
The promotional effort necessary
Alex Hacke – We set up a website, where we ask the fans to directly support the production of a new record.
Alex Hacke – It is hard but worth it. About 2000 people paid for the CD or a CD/DVD-combination in advance and we used these funds to produce the new album.
Alex Hacke – Intimate, honest, dynamic.
Alex Hacke – Yes, because it represents the current state of the band.
Alex Hacke – Yes, we will tour extensively in spring 08.
Alex Hacke – Yes, I’m sure we will manage to play at least in Lisbon.
Alex Hacke – Yes, I like Portugal but I don’t speak portuguese.
Alex Hacke – After the tour, EN will rest for a while.
Vitor Pinto
Lisboa - Aula Magna dia 4 de Maio