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A.A.A.
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Estivemos à conversa com os Places Around the Sun a propósito da edição do álbum homónimo.

Fenther – Quem são Places Around the Sun e de onde nos chegam?
Places Around the Sun – Antes de mais obrigado por quererem falar um pouco connosco!
A banda é formada por mim António Santos (vocalista/guitarrista), pelo João Gomes (guitarrista), Alexandre Sousa (baixo) e o Ricardo Martins (Bateria). Nós actualmente residimos em Lisboa, mas eu e o nosso baterista somos naturais da Ilha da Madeira, o Alex é de Torres Vedras e o nosso guitarrista João é o único Lisboeta verdadeiro!
Já estamos juntos com esta formação desde 2018 que foi quando decidimos começar a levar mais a sério o projecto. Antes disso lançamos um primeiro álbum que é sempre aquele primeiro álbum , bastante importante, em que queremos de tudo um pouco e ainda sem rumo.

"Temos algumas influências mais presentes, como é o caso dos Queens Of The Stone Age. Também gostamos de bandas como King Gizzard And The Lizzard Wizzard, Arctic Monkeys, The Black Keys, Royal Blood, etc..."

Fenther – Podem levantar um pouco o véu deste vosso álbum homónimo para quem ainda não conhece bem como o seus videos que o apresentam?
Places Around the Sun – Sim, este álbum é um álbum que para nós é muito especial, não só a nível sonoro, que é o que sentimos que é mais nosso até hoje, como também abri uma porta ao público um bocado mais pessoal e directo a nível lírico.
O álbum fala da minha experiência recente com a ansiedade e depressão, que é algo que muita gente infelizmente sabe bem na pele o que é. A batalha que travamos com nós mesmos e que nos leva a sítios que nunca sonharíamos algumas vez viver, tanto para o lado mau como para o lado bom. Cada música serviu um propósito de catarse em casa fase do processo, algumas vezes falo de coisas que consegui digerir outras em que não fazia a mínima ideia do que retirar e são meros espelhos de emoções que sentia, que de alguma forma ajudou-me a percebe-las melhor depois de ter o distanciamento de as ver escritas.
Sendo nerds de tudo o que é mitologia e com o especial apreço pelo sol, agarramos no conceito que é dado ao escaravelho egípcio, o renascimento e a sua função de levar o sol para lá do horizonte para renascer a cada dia. A ideia surgiu depois de um ensaio em que já andávamos a compor as músicas e quando vim à rua vi um escaravelho na sua vida e por alguma razão quis ir saber mais sobre os escaravelhos e foi aí que descobri esse significado que lhe atribuíam! Agora para a promoção decidimos lançar um singles por casa fase do álbum, sendo que já saíram dois (por do sol e noite) e agora vamos lançar o último single (nascer do sol).
Os dois primeiros vídeo clips foram todos feitos em plena quarentena, por isso também são mais simples e directos que até para aquilo que procuramos fez todo o sentido. Agora para este próximo single vamos tentar manter a natureza simples dos anteriores, mas vamos finalmente poder ter a banda toda no vídeo que até é bom porque dá toda uma vibe de “full circle” a tudo!
A nível da produção também foi a primeira vez que decidimos trabalhar com um produtor que foi o Vitor Carraca Teixeira, foi provavelmente das melhores decisões que já tomamos! Ele conhece-nos bastante bem e o som que tínhamos em mente e agarrou nas nossas ideias e levou-as a todo um novo nível! Portanto escusado será dizer que vamos continuar a trabalhar com ele até ele se fartar de nós!

Fenther – Onde encontram influências? Onde se inspiram?
Places Around the Sun – As nossas influências são bastante variadas, isto até porque somos todos bastantes diferentes no que toca a gosto musical! No meio disso tudo acho que conseguimos uma boa mistura em tanta coisa! Temos algumas influências mais presentes, como é o caso dos Queens Of The Stone Age. Também gostamos de bandas como King Gizzard And The Lizzard Wizzard, Arctic Monkeys, The Black Keys, Royal Blood, etc... Mas também há muita coisa até dentro da música Pop que nos influencia, como Rosalia e Billie Eillish. No que toca a música não costumamos ser esquisitos, tudo o que nos soa bem seja que género for é sempre uma boa fonte de inspiração!

Fenther – Como definem o som que criam?
Places Around the Sun – Já ouvimos de tudo, no que toca a géneros que usam para descreverem o nosso som: Desert, Indie, Alternativo, Stoner, por aí além! Por nós serve tudo porque sempre que lançamos algo novo o nosso som muda sempre um pouco mais, às vezes nem é de todo gradual! É uma das partes que nos dá mais prazer na música, seja para onde for desde que gostemos daquilo que estamos a fazer, vale tudo!

Fenther – O álbum tem convidados? Alguma história por detrás da sua produção?
Places Around the Sun – Neste disco não temos nenhum convidado, mas depois de ler a pergunta não seria nada má ideia para um lançamento futuro! O disco foi todo gravado nos Poison Apple Studios com o Vitor, mas depois quando a quarentena foi anunciada tivemos que acabar a única coisa que faltava, as vozes, em casa! Foi um processo um bocado diferente em que eu as gravava em casa e ia mandando tanto para o Vitor como para o resto da malta e eles iam dando notas até chegarmos ao resultado final. Até foi bastante relaxante porque não havia a pressão de estar em estúdio e acho que me ajudou a sentir a liberdade de experimentar ideias que normalmente não iria ter tempo de experimentar se soubesse que tinha que estar no estúdio de “x” a “x” horas!

"No que toca a música não costumamos ser esquisitos, tudo o que nos soa bem seja que género for é sempre uma boa fonte de inspiração!"

Fenther – Estado da musica nacional? O que ouvem e o que recomendam?
Places Around the Sun – Neste momento é aquela situação que infelizmente estamos todos a par! Já começam a haver alguns eventos que fazem concertos de maneira segura e esperemos que isso comece a abrir para mais e mais bandas. Acho que está tudo a testar o terreno e ainda bem que o fazem que a última coisa que queremos é causar mais um surto do vírus desnecessário! Nós temos mesmo muitas saudades de tocar ao vivo, mas temos noção que algo deste género precisa de tempo para se perceber uma nova maneira de fazer sem por a saúde de ninguém em risco! E até sinto que muita gente olhou para os músicos e artistas nesta altura porque foram quem tomaram as rédeas do entretenimento para toda a gente fechada em casa!
As nossas recomendações: Polivalente, Cíntia, Meses Sóbrio, Yagmar, Caio, Thus Unspoken e Krod! São para nós projectos musicais portugueses que merecem mais atenção do público, umas já com algum nome e outras que estão a começar!

Fenther – Vão conseguir tocar ao vivo em breve? Está algo a ser programado?
Places Around the Sun – Por enquanto ainda não temos nada marcado! Pode ser que em breve haja! Até lá estamos constantemente a trabalhar em maneiras de trazer a nossa música cá para fora e dar a conhecer a quem quiser! Estamos a estudar várias opções para o lançamento do álbum!

Fenther – Mensagem final...
Places Around the Sun – A recepção aos lançamentos que fizemos até agora têm superado ridiculamente as nossas expectativas tanto em Portugal como agora, mais recentemente, lá fora! Um muito obrigado a quem nos ficou a conhecer agora com os novos singles e a quem nos acompanha a mais tempo!
Que continuemos todos a trazer a música à rua em novos formatos seguros e à prova de COVID para que todos o técnicos, músicos e malta por de trás dos eventos possam levantar-se outra vez!
Muito Obrigado por esta conversa boa!

Vitor Pinto