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Estivemos à conversa com Miss Lava, a proposito da edição do 3º disco

Fenther – Quem são e de onde chegam os Miss Lava?
Miss Lava – Somos uma banda de Lisboa formada no final de 2005, com K.Raffah na guitarra, José Garcia na bateria, Ricardo Ferreira no Baixo e Johnny Lee na voz. Temos 2 albums lançados (Blues For The Dangerous Miles – 2009 e Red Supergiant – 2012) e um EP homónimo em vinil (2008). Estamos a lançar em Maio o nosso 3ºálbum (Sonic Debris).

Fenther – Ao terceiro disco... motivados?
Miss Lava – Motivadíssimos. Achamos que temos aqui um disco melhor que os anteriores e já temos tido algumas reviews que excederam as nossas espectativas, por isso a motivação, diria que está no máximo. Estamos muito entusiasmados com o que aí vem.

"O disco é, de facto, uma viagem sónica com paisagens distintas."

Fenther – Porque o lançamento feito pela norte americana Small Stone Records?
Miss Lava – Este já vai ser o nosso segundo álbum com a Small Stone Records. O interesse surgiu no nosso álbum anterior (Red Supergiant). Eles quiseram reeditar e remisturar o disco, que saiu em 2013. Assinámos com eles por 3 álbuns. Sendo a Small Stone Records uma das editoras mais interessantes e com melhor catálogo do nosso estilo, é para nos uma honra fazer parte deste selo, e sendo uma editora americana com distribuição mundial, achamos que teremos melhores hipóteses de chegar a mais gente e de espalhar o nosso nome lá fora.

Fenther – Como está a industria nacional? Está de boa saúde? De confiança?
Miss Lava – A industria nacional, diria que está ao nível da industria internacional em termos de qualidade e confiança e está de boa saúde. Existe muita coisa a sair de Portugal que não fica nada a trás do que se faz lá fora. O problema é que Portugal é um país pequeno com um mercado pequeno. Apesar de haver muita gente que tem interesse no Rock, essa gente é insuficiente para que em Portugal se consiga viver da música. É necessário ainda que as bandas se tenham de virar lá para fora, para tentar atingir outros mercados e felizmente que já começam a surgir mais nomes de bandas Portuguesas a internacionalizarem-se com algum sucesso. Creio que Portugal neste momento é um país respeitado na indústria musical internacional.

Fenther – Satisfeitos com o resultado final de "Sonic Debris"?
Miss Lava – Estamos muito contentes com o resultado final. Para nós este é no nosso melhor disco. Foi o primeiro disco que tivemos a oportunidade de trabalhar com o produtor que não era um membro da banda. Penso que essa foi a nossa decisão mais importante. O Fernando Matias acrescentou muito neste disco. Fomos para estúdio com 12 músicas prontas para escolher 10 e saímos de lá com 14. A grande dificuldade foi decidir quais eram as 4 músicas que ficavam de fora. Muita gente até nos diz que as 4 que ficaram de fora eram as melhores. Nós achamos que escolhemos as melhores músicas para ter um disco coeso, diversificado e mais interessante, mas também achamos que as músicas que ficaram de fora vão dar um EP bastante forte.

"Creio que Portugal neste momento é um país respeitado na indústria musical internacional."

Fenther – Como definem a vossa sonoridade?
Miss Lava – Diria que somos uma banda de Heavy Rock. Temos também uma grande influência de stoner e algum psicadelismo, mas sobretudo somos uma banda rock.

Fenther – Podem levantar um pouco do véu? Em poucas palavras um cheirinho deste novo disco...
Miss Lava – Achamos que o novo disco é um disco mais interessante e diversificado que os anteriores. É um álbum onde exploramos novas paisagens sonoras consequência de um processo criativo mais aberto e inclusivo, que nos levou a projetar estilhaços sonoros distorcidos, asteroides psicadélicos e bestas obscuras. O disco é, de facto, uma viagem sónica com paisagens distintas.

Fenther – Uma cor para este vosso terceiro disco? Porquê?
Miss Lava – Sem dúvida o amarelo. Não só por ser a capa do álbum, mas porque é um disco cheio de referencias visuais com muita cor e luz. É a cor perfeita para esta nova fase que a banda vive.

Fenther – Vão começar com uma tour nacional já com seis datas. E lá por fora?
Miss Lava – Estamos a trabalhar nesse sentido, para já temos Espanha e Alemanha apalavrados, mas só deverá acontecer no fim deste ano ou no início do próximo. Nestes próximos meses estamos um pouco condicionados por motivos profissionais extra banda e porque o nosso baterista vais ser novamente pai no início de Julho. Entretanto já temos outras datas marcadas em Portugal que serão divulgadas oportunamente.

Fenther – Movimentam-se muito com as imagens? Quem é o autor gráfico de "Sonic Debris"?
Miss Lava – É o mesmo de sempre. O José Mendes josemendes.me/ é o nosso quinto elemento. É um prazer enorme contar com o talento e empenho dele. Achamos que ele consegue sempre representar da melhor maneira a fase da banda com a sua arte.

Fenther – Vai haver edição em vinil? Algo preparado para nos surpreender?
Miss Lava – Sim vai haver uma edição limitada a 500 cópias de vinil azul de 180gr. Estamos também a preparar algumas coisas em vinil também com a Raging Planet (editora dos outros discos) para o próximo ano.

Fenther – Mensagem Final...
Miss Lava – Apareçam nos concertos, oiçam o novo disco. Apoiem as bandas Portuguesas e façam parte desta viagem que é meter Portugal no caminho obrigatório do Rock! Sejam felizes!

Vitor Pinto