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Estivemos à conversa com Gruve sobre o EP de estreia "Humans Lost Groove".

Fenther – Como se apresenta Gruve e em que orbitas habita?
Gruve – Gruve mora entre o córtex cerebral e a artéria aorta de Daniel Rebelo, como quem diz entre a minha mente e o meu coração. O projecto está a ser desenvolvido na minha cidade natal, Mirandela.

Fenther – Este Ep é um cartão de visita? Já há mais material a ser exposto?
Gruve – Sim é como um cartão de visita, com sonoridades bastantes abrangentes. Desde há um ano para cá que carrego algumas musicas no soundcloud, podem ouvir lá alguns temas.

"O meu conceito live revela um bocado a frustração com o corrente estado da música electrónica."

Fenther – Próximo objectivo... um album?
Gruve – Acho que ainda é cedo para um álbum, embora seja um dos grandes objectivos, mas a longo prazo.
Por agora quero concentrar-me na qualidade da minha música, nas produções e nas actuações ao vivo. Como sou eu que componho, produzo e masterizo tudo leva algum tempo.
Neste Ep criei um conceito que liga as músicas ao ser humano e ao groove, gostava de o conseguir mostrar ao máximo de pessoas possível antes de lançar o próximo trabalho, para o qual já tenho algumas ideias e um novo conceito.

Fenther – Este "Humans Lost Groove" vai ser apresentado ao vivo? Já há datas?
Gruve – O Ep foi lançado e dia 8 de Novembro e foi apresentado em dois locais, agora estou a agendar mais datas para continuar a saga e para conseguir restabelecer o groove da população.

Fenther – O conceito 'live'... como acontece? Também és Dj, correcto?
Gruve– As lives de eletrónica são normalmente confusas com aquelas máquinas todas com mil e um botões. Eu tento combater isso e levo a actuação ao vivo para um contexto mais acústico, que basicamente é composto por um piano, dois microfones, um drumpad onde toco alguma percussão e uma máquina que toca partes das minhas músicas. Não sei se pode continuar a chamar “Dj”, talvez se adeqúe mais a definição de “One Man Band”.

"Na minha opinião na música a originalidade é sempre um dos pontos mais importantes, gosto de criar conceitos à volta das músicas e do design ligado às mesmas."

Fenther – Como está na tua opinião a musica electronica? De saúde?
Gruve– Está muito pesada, precisa de perder um bocado de peso, isto porque existe muita quantidade e pouco sentimento em muito do que se faz na música eletrónica do presente.
Recentemente houve a tentativa de generalizar a musica electrónica dos dias de hoje como EDM, (electronic dance music) e acho que foi quase como a criação de uma cultura POP só que de musica electrónica.
O meu conceito live revela um bocado a frustração com o corrente estado da música electrónica.

Fenther – Para além de Gruve, quem aconselhas neste inicio de 2016?
Gruve – Uiii, aconselho muita coisa, a nível nacional, tens grandes artistas a mostrarem o seu valor e talento, como Isaura, Francis Dale, D’alva, Puro L, Cut Slack, Holly entre outros. Também tens músicos que apesar do seu percurso já ser mais longo continuam a surpreender-me como Moullinex, Dj Ride e o Branko.
Num panorama internacional, eu aposto em artistas como Lido, Marshmellow e Jack Garratt como as grandes revelações de 2016.

Fenther – Este Ep foi apenas editado nas plataformas digitais?
Gruve – O Ep também está disponível em formato físico como pulseira USB, um formato diferente que combate o facto de quase ninguém comprar música hoje em dia. Assim ficam com acesso às músicas e a uma pen de 8gb que é uma pulseira. Não há desculpas!

Fenther – É teu objetivo primar pela originalidade?
Gruve – Na minha opinião na música a originalidade é sempre um dos pontos mais importantes, gosto de criar conceitos à volta das músicas e do design ligado às mesmas. Tento nunca forçar, normalmente as melhores ideias surgem quando não estou a contar.
Embora seja quase inevitável, não quero que a minha cara se torne a imagem de marca do Gruve.

Fenther – Onde podemos então encontrar Gruve on line?
Gruve– Podem procurar o Gruve no bandcamp, youtube e facebook, mas a rede social onde estou mais ativo é sem dúvida o soundcloud.

Fenther – Mensagem final...
Gruve– Obrigado à Fenther pela entrevista e a todos as pessoas que sentem o meu groove."
https://soundcloud.com/gruvemusic

Vitor Pinto