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Estivemos à conversa com os Les Crazy Coconuts, a proposito da edição do àlbum homónimo

Fenther – Leiria... Zona do país onde estão a sair pérolas para a musica portuguesa... Concordam?
Les Crazy Coconuts – Sim, claro! Até porque é a nossa cidade e está repleta de pessoas talentosas. Leiria tem muito boas bandas, não dá para ficar indiferente.

Fenther – Como se sentem estar inseridos na movida leiriense?
Les Crazy Coconuts – A cima de tudo lisonjeados. É com orgulho e admiração que olhamos para quem já cá anda há mais tempo, e encontrarmo-nos lado a lado com essas pessoas, com esses amigos, a lutar pelo mesmo objectivo é muito gratificante.

Fenther – Falem-nos sobre cada um de vocês, para quem ainda não vos conhece... (que são para ai dois ou três).
Les Crazy Coconuts – Somos 3.
Adriana Jaulino, 24 anos, professora de dança, faço sapateado, descobri há pouco tempo que afinal gosto de moelas e adoro tudo o que tenha glitters!
Tiago Domingues, 31 anos, agente funerário, toco bateria e aturo a Adriana ! Gosto do Rei Leão e sou muito tímido!
Gil Jerónimo, 30 anos, comercial, sou recordista a fazer bolas com pastilha elástica e em saltar a barreira. Gosto de fazer panquecas e ovos mexidos. Aturo a Adriana e o Tiago.

Fenther – E a originalidade do Tap dancing? Como surgiu? Vocês ganharam pontos com isso…
Les Crazy Coconuts – Foi de mim (Adriana), depois de terminar a licenciatura em dança fiquei com vontade de ter um projecto qualquer que envolvesse sapateado e música. Na altura não me passou pela cabeça que pudesse vir a ter uma banda, mas um ano mais tarde dei por mim no festival Paredes de Coura a convencer o Tiago de que íamos ter uma banda juntos. Já há vários anos que tinha conhecimento de uma banda dos E.U.A., os Tilly and the Wall, que usavam o sapateado como elemento de percussão, mas nunca pensei que eu algum dia viesse a fazer parte de uma cena assim.
Foi uma brincadeira que correu bem.
Suponho que sim (relativamente aos pontos), o sapateado em Portugal não é muito divulgado, ou se calhar não é tão popular como outras técnicas de dança entre jovens alunos, apesar de haver pessoas pelo país fora que cultivam esta arte e que a transmitem, não permitindo que desapareça.
Então tratando-se de uma arte um pouco desconhecida acaba por aguçar o interesse aos curiosos, ainda mais conjugada com música pop rock electrónica.

"É com orgulho e admiração que olhamos para quem já cá anda há mais tempo, e encontrarmo-nos lado a lado com essas pessoas, com esses amigos, a lutar pelo mesmo objectivo é muito gratificante."

Fenther – Ao vivo, já tem muitos carimbos... por onde tem andado?
Les Crazy Coconuts– É verdade, FLIC, NOS Alive, Paredes de Coura, Indie Music Fest, e tantos outros sítios que nos marcaram pela positiva e que somos tão agradecidos por termos sido convidados a ir.

Fenther – Algum palco que já vos marcou? Porquê?
Les Crazy Coconuts– Sim, Paredes de Coura.
Foi muito especial para nós, como tantas bandas a nossa também nasceu ali, e como essas bandas também sonhámos que um dia havíamos de ir lá tocar. E aconteceu, e foi maravilhoso e foi mesmo como um sonho.

Fenther – São fãs de programas de autor? Ou de radio em geral? (é favor ouvir o Lolly Pop aos Sábados entre as 22h e as 00h. )
Les Crazy Coconuts – De rádio em geral! Vamos ouvir com certeza!

"Gostamos de ter o máximo de profissionalismo em todos os aspectos que conseguirmos, a imagem é um deles."

Fenther – Satisfeitos com o resultado final de "Les Crazy Coconuts"?
Les Crazy Coconuts – Muitíssimo! Somos nós, identificamo-nos muito com o álbum. É o nosso “bebé”. Foram 2 anos à procura de uma identidade, dois anos de aprendizagem, muito esforço e sacrifício. E valeu tudo a pena!

Fenther – Há convidados neste disco?
Les Crazy Coconuts – Sim, e ainda são bastantes: Erica Buettner, Hugo Domingues, Paulo Pereira, André Pereira e Rodrigo Sousa. O nosso obrigado para eles!

Fenther – Há alguma figura que gostavam de ter convosco numa musica?
Les Crazy Coconuts – Sim! Derrick Tuggle, o bailarino que participou no videoclip dos Black Keys em Lonely Boy.

Fenther – Musica nacional em geral? Está de boa saúde?
Les Crazy Coconuts – Sim! Está boa e recomenda-se! O que é nacional é bom, já tivemos oportunidade de ir a um festival em Espanha, o Monkey Week e comprovamos que a música nacional tem tanta ou mais qualidade como a que a se faz lá fora.

Fenther – Parabéns pelos excelentes vídeos deste registo! A imagem é uma aposta forte para vocês?
Les Crazy Coconuts – Sim! Obrigada Diana Antunes, foi ela quem realizou os vídeos.
Preocupamo-nos muito com a nossa imagem, é como aquele ditado “Veste-te para o cargo que queres, não para o que tens.”
Gostamos de ter o máximo de profissionalismo em todos os aspectos que conseguirmos, a imagem é um deles.

Fenther – Mensagem final...
Les Crazy Coconuts – Féta é féta ninguém drome!

Vitor Pinto
Fotos: Ricardo Graça