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Estivemos à conversa com A Boy Named Sue.

Fenther – Em 3 palavras, quem é A Boy Named Sue?
A Boy Named Sue – Rock And Roll

Fenther – Por onde te movimentas no mundo da musica?
A Boy Named Sue – Um pouco por todo o lado, gosto de muitas coisas diferentes, exótica, rhythm & blues, soul, garage, punk, darkwave, psicadelia... como Dj posso passar desde Chuck Berry a Motorhead, desde James Brown a Cypress Hill, desde Cure a Dead Combo, desde Sonic Youth a La Femme. Daí me definir mais ou menos como uma máquina do tempo do rock and roll.

"Acho que todas as vivências, locais e pessoas que nos cruzam ao longo da vida nos inspiram e influenciam de alguma maneira. A escolher uma pessoa, o meu Pai."

Fenther – Como nasceu esta vontade de cruzar discos com estilo?
A Boy Named Sue – Nasceu duma vontade de criar uma alternativa à oferta musical e nocturna que havia em Coimbra (há cerca de 15 anos). Criar um ‘espaço’, noites, festas onde pessoas com gostos diferentes como eu se sentissem bem e se pudessem divertir. Por outro lado, sempre tive vontade de partilhar com os outros a música que ia descobrindo.

Fenther – Porque não tocar numa banda?
A Boy Named Sue – Tive várias bandas nos anos 90. A última terminou porque o baterista (o Afonso vocalista dos Parkinsons) se mudou para Londres. Desde essa altura tenho trabalhado como técnico do The Legendary Tigerman entre muitos outros projectos e tenho-me dedicado a ser Dj. Fiz uma experiência ou outra com uma banda, mas para mim acho que uma banda é quase como uma espécie de casamento ou relação, tens que encontrar as pessoas certas. É uma hipótese que não está de todo posta de lado.

Fenther – Alguma personagem ou local te inspira?
A Boy Named Sue – Acho que todas as vivências, locais e pessoas que nos cruzam ao longo da vida nos inspiram e influenciam de alguma maneira. A escolher uma pessoa, o meu Pai.

"Fiz uma experiência ou outra com uma banda, mas para mim acho que uma banda é quase como uma espécie de casamento ou relação, tens que encontrar as pessoas certas."

Fenther – Por onde vais estar nos próximos tempos?
A Boy Named Sue – Nos próximos tempos vou estar um pouco por todo o país, tenho datas marcadas desde Braga a Évora nos mais variados clubes e eventos... (lista de datas)

Fenther – O rock em Portugal está de boa saúde?
A Boy Named Sue – Sim, de muito boa saúde. Recentemente tenho visto muitos e bons concertos e discos a saírem de Portugal, dentro dos mais variados estilos que o rock engloba. 10.000 Russos, Asimov, The Japanese Girl, The Mighty Sands, Keep Razors Sharp, The Dirty Coal Train, Sean Riley & The Slowriders, TT Syndicate, Cais do Sodré Funk Connection, são só alguns dos nomes que me vêm à memoria assim de repente...

Fenther – Um disco?
A Boy Named Sue – O último disco dos Sean Riley & The Slowriders.

Fenther – Um livro?
A Boy Named Sue – Revista de Imprensa – Os Mão Morta na narrativa mediática (1985 – 2015)

Fenther – Um filme?
A Boy Named Sue – Hail Caesar dos Irmãos Coen.

Vitor Pinto