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Mais Discos Fenther

Edições ao telescópio...

Final de 2007 Vol.3

Estamos no inicio de mais um ano. Altura em que se fazem contas, balanços, e um olhar para trás para ver o que ficou em registo neste ano de 2007.

Muitas foram as edições a nível nacional, ora por via discográfico e com a devida exposição, ora pela via independente, aquele que obriga os próprios músicos a trabalhar no formato “Do it Yourself” para poderem sobreviver.

Por entre novos projectos que surgiram, por revelações e até mesmo por alguns regresso de bandas míticas, estes são alguns dos discos que passaram pela prateleira de audições Fenther, e que retemos para ilustrar o final do ano com muita musica portuguesa, digna de ser bem tratada.

Datado no ano de 2006, o álbum «Incógnita Alquimia» dos lisboetas Dazkarieh foi fazendo delícias em vários momentos Fenther.
Uma paixão imediata salta logo à vista quando temos contacto com a belíssima embalagem totalmente composta por cortiça. Sem duvida, genial o momento. Dentro da cortiça, o disco que contem mais uma fabulosa fornada de musica delicadamente tratada em tons de raízes portuguesas.
“Senhora da Azenha” abre da melhor forma este disco, e “Olhos de maré” consegue trazer ainda mais vontade, mais força para sentir Dazkarieh. Vale bem a pena pensar em projectos assim.

Do Porto foi-nos chegado uma banda que soube desempenhar bem a função de atrair o ouvido com canção marcantes. São os Teia que aparecem no mercado com um EP, muito curto mas ao mesmo tempo directo e sem rodeios. São 4 temas em apresentação, que tem a tarefa de cativar o ouvido mais próximo. “Sonhos Selvas” e o “Pilha Coisas” conseguem perfeitamente atingir o objectivo logo numa primeira audição. Os outros dois temas já não se comportam de igual forma. Diria que se trata de um single alongado.
«Lenga Lenga» foi produzido por Rodolfo Cardoso e apresenta um grafismo saudável e algo perdido na selva.

Da capital o projecto Blumen com seu rock arrojado ao longo de 14 temas, com pitadas de ska tímido e criações sonoras de eleição. “Twist & Shou”' e “Life Around You” demonstram a força e vontade de triunfar. Força rapazes.

Vizinhos na localização e na sonoridade os Holy Llama fervilham em Braga e os Smartini movimentam a suas influencias Sonic Youthianas na zona das Caldas das Taipas.
Os Bracarenses apresentam um EP simples mas bastante forte. «I Spit on You» contem 4 temas de excelência com guitarras em sentimento feroz, o que faz desta banda ainda em iniciação, uma forte promessa nacional. Aguarda-se o álbum.

Os Smartini, já se sentam num cadeirão mais confortável, mais seguro e realista.
Sobre um papel de parede sonoro, «Sugar Train» assumiu-se como um dos mais surpreendentes álbuns do passado ano, e com a agravante de ser uma edição D.I.Y., ou seja, uma edição suportada pelos próprios músicos.
Ainda bem que o fizeram e ainda bem que colocaram cá fora, temas como “Sugar Train” ou “April Sky”.
As explosões eléctricas à Sonic Youth estão bem implantadas em Portugal. Ainda bem.

A fechar esta série, ficam as batidas rítmicas dos Supreme Soul. Um projecto bastante interessante onde as ondas dançantes se unem ao Pop sentimentalista. Tudo pode ser conferido no EP «Love and Shadows» .
Um registo onde “My Last Kiss” comanda um conjunto de 6 temas que se aconselha a uma audição bem disposta e livre de preconceitos. Iremos ver os Supreme Soul triunfar. Até lá aconselhamos a descoberta 'open mind' e constante a esta banda.

Vitor Pinto

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