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Mais Discos Fenther

Edições ao telescópio...

Final de 2007 Vol.2

Estamos no inicio de mais um ano. Altura em que se fazem contas, balanços, e um olhar para trás para ver o que ficou em registo neste ano de 2007.

Muitas foram as edições a nível nacional, ora por via discográfico e com a devida exposição, ora pela via independente, aquele que obriga os próprios músicos a trabalhar no formato “Do it Yourself” para poderem sobreviver.

Por entre novos projectos que surgiram, por revelações e até mesmo por alguns regresso de bandas míticas, estes são alguns dos discos que passaram pela prateleira de audições Fenther, e que retemos para ilustrar o final do ano com muita musica portuguesa, digna de ser bem tratada.

Das movidas mais dançantes, o colectivo lisboeta Cooltrain Crew reuniu uma mão cheia de remisturas a fazerem da compilação «Southeast D’N’B Flavas» um dos grandes registos do ano passado.
De Blind Zero, passando por Prince Wadada, Da Weasel, Melo D ou Blasted Mechanism, tropeçando nos eternos Táxi, com o clássico “Chiklet”. A remistura que deu origem a estas animadas batidas.
Um disco para se ouvir, consumir sem fim. Uma agradável surpresa que tende a puxar novos temas apadrinhados pela Cooltrain Crew. A ver!

Da dança para uma vertente assumidamente “punk”. Dois momentos a reter. As primeiras pisadas do projecto 17icos! (lê-se Desassépticos). Quatro temas que apresentam este colectivo formado por André Pintado na Bateria, André Tavares na guitarra, Mário Campos é o vocalista de serviço e Miguel Salgueiro dá vida ao baixo.
Palavras de intervenção para se interiorizar e para se ouvir bem alto! Estejam atentos a este nome!

Da novidade, um novo regresso em 2007. «Cai no Real» é o novo registo dos Peste & Sida. A ficar em registo, para além de mais uma colecção de músicas que prometem fazer abanar o sistema, outro novo regresso. O do eterno vocalista Pedro Almendra fazendo assim relembrar as velhas glórias do “punk” nacional. “Revolução Rock” assume a linha da frente como single, não desfazendo a alegria dos outros nove temas que compõe esta nova aventura. Os Peste estão para ficar, e com mais um pouco de vinho, eles fazem-se uns homenzinhos… (“Bebe Vinho e Faz-te um Homenzinho”).

Uma tripla assumida das vertentes electrónicas… Dead Boy, Musgo e Umpletrue.
Dead Boy surge da margem Sul com o selo da White Zone ao peito. Acerta as coordenadas e avança com o seu álbum de estreia «Spiritz». As programações fazem frente ás guitarras distorcida e o ambiente está preparado. Venham de lá esses 46 minutos de viagens cósmicas. “Lonely Nights” deixa um pequeno rasto de fantasia viciante, o que nos faz querer voltar ao ponto de partida e viajar de novo por este álbum!

«Lobotomy» é sinónimo das primeiras pisadas dos Musgo. Uma banda bastante interessante e que promete revelações a curto prazo… Os onze temas encabeçados por “Iglo” conseguem aquecer os motores dançantes. O quarteto que forma os Musgo, sente-se culpado por estas reacções dançantes.

Nascidos em 2003 na zona da Marinha Grande, a banda liderada por Carlos Martins, os Umpletrue, estreiam-se finalmente em formato longa duração. O registo «Fab Fight» assume-se totalmente como uma pérola da electrónica actual. Temas deliciosos como “Pink Eyes”, “7 Days” ou o single “N.Y.” compõe a banda sonora muito bem disposta para uma noite verdadeiramente dançante.
Há alegria em “Fab Fight” com aroma a drum ‘n’ bass, e o festim continua até “Budapest in T”.
Os Umpletrue constroem assim um símbolo, uma imagem que promete ser usada bastantes vezes e por muito tempo. Assim esperamos…

Vitor Pinto

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