Wolf Eyes na Zdb (29/03/17)

Wolf Eyes nasceu da mentre de Nate Young como um projecto a solo, corria o ano de 1997, e assim permaneceu até meados de 2000, onde a formação actual começou a ganhar forma, com oscilações, até se fundirem naquilo que são hoje.

Circulando por alguns estilos distintos e ao mesmo tempo complementares, a banda foi fazendo esta flutuação sonora, para melhor exprimirem o que lhes vai no espírito. São cerca de duas décadas a escrever, compor, produzir, mas também improvisar. Noise-rock, Pós-industrial e Trip Metal,são só algumas das etiquetas que poderíamos atribuir aos sons que estes rapazes criam e partilham, não sendo contudo fácil inseri-los num só género (actualmente a sonoridade ronda pelo Psych Jazz, mas sempre com uma surpresa pelo meio).

Sendo esta a sua segunda visita a Portugal o trio tem ao longo dos anos, vindo a reunir um considerável grupo de fãs. O passado dia 29 de Março, serviu para que os fãs que os viram há uma década no Out.fest matassem saudades, mas também para que quem só os conheceu mais recentemente, pudesse matar o bichinho que restava, e logo numa sala intimista como a Zdb.
Apresentando-se com um postura descontraída, mas carregada de profissionalismo, a banda percorreu um pouco do seu repertório, sempre com algum improviso pelo meio, o que permitiu aos fãs reconhecerem os temas, mas ainda assim serem surpreendidos com o que se passava em palco, veia experimentalista a marcar a diferença numa actuação que poderia cair no erro de despachar singles. Muito ruído, muita música distorcida e lânguida, saxofones que surgem para descontextualizar o ambiente que entretanto se criava, e ao mesmo tempo criando uma nova cadeia sonora que prende o ouvinte.

Esperemos que não se passe mais uma década, até que os Wolf Eyes nos decidam visitar, pois por vezes barulho aparentemente desconexo, até pode fazer sentido. E este foi sem sombra de dúvidas um desses casos. ☆

Texto e fotos: Filipe Martins




      


    

    

    

    

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