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After show

Violent Femmes – Porto – 2006-11-22

Sala portuense cheia para receber o trio maravilha, trio que se apresentou com 9 elementos em palco!

Noite de glória para fazer desfilar 25 anos de canções em pura harmonia. Com “Country Death Song” a recepção foi mais do que calorosa neste regresso ao nosso país e aos palcos em geral.
Sentem-se as programações por entre instrumentos loucos desta mini orquestra. Há caixas que soltam sons surpreendentes, chapas que se cruzam com a beleza da luz deste palco. Tudo serviu para se celebrar em festa na sala Batalha na cidade Invicta.

Gordon Gano a comandar e a manter o nível e a postura que os Violent Femmes sempre souberam impor. Uma enorme festa, o desejo que se esperava nesta noite. A celebração festiva desta mítica banda que sempre esteve descontraída com o publico, publico esse que vibrou do início ao fim.
“Blister in the Sun”aparece desfigurado pelo meio, como um estalar de dedos. A partir daqui, o Batalha ferveu sobre uma forma imparável. “What We Have it Do?” Dançar! Pois claro…
Dispara de imediato “Jesus Walking on the Water”, onde se destaca o professor maluco, o mesmo que constrói os instrumentos para a banda, o mesmo que fez a primeira parte nesta noite. Dr. Eugene Chadbourne. Um grande senhor.

O baixo deslumbrante de Brian Ritchie faz se ouvir em pleno em “American Music” sobrevoando o folk-punk recheado de tamanha fantasia. Perfeito! No outro extremo, Victor DeLorenzo recheado de simpatia na bateria. Oferece-nos desta vez “Gone Daddy Gone”, onde se sente um xilofone de encanto.
Depois, “Gimme the Car”, “36-24-36”, “Black Girls” com o sax em tamanha evidência e a distorção em “I Held Her in My Arms”. Foi um percorrer pelos 8 registos da extensa carreira.

“Add It Up” para um final perfeito. Delírio na assistência que não se conteve, pediu mais e tivemos assim direito a um fado em português por parte de Gano, acrescentado de um “Obrigado” bem colorido.
A chave ficou mesmo com “Kiss Of”, que num saboroso delírio, fechou a noite memorável. Sem dúvida, foi a dose ideal neste palco tão pequeno, para os ainda grandes Violent Femmes.

Vítor Pinto / fotos: Ana Sousa




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