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After show
Cirque du Soleil
Espectáculo intemporal, universal e que anda pelo mundo, esta é a filosofia do Cirque du Soleil e é este o espírito da cidade Varekai. No parque Tejo em Lisboa esta cidade já foi visitada por milhares de pessoas e todas elas sentiram o espírito de Varekai. Sentiram a hospitalidade do circo que promove a arte dos Homens para os Homens.
Guy Laliberté sonhou com um circo do tamanho do mundo. O resultado do sonho transformou-se em cinco cidades sobre rodas, que não conhecem fronteiras nem barreiras de língua e culturas. É universal porque aposta na luz, na expressão corporal, na melodia e na coragem e treino de artistas de qualidades acrobáticas belas.
Lonas brancas no horizonte fazem despertar a curiosidade que se sente, sempre, numa ida ao circo do Sol. Não encontramos jaulas, nem se ouvem animais selvagens. As pessoas deslumbram as cores das mascaras, das roupas, do ambiente que antecede a entrada no chapiteau. Recordam alguns momentos de outras actuações e criam as necessárias expectativas ao espectáculo que as espera.
Tudo está pronto para iniciar o grande Varekai, as pessoas tiram as medidas entre o lugar correspondente ao bilhete, e tentam perceber se dali vão ver tudo e bem. Este é um momento em que ninguém está disposto a perder pitada. Tudo é digno de contemplação, e os pormenores existem e não são deixados ao acaso.
Varekai estreou em Montreal em 2002 e está na estrada há seis anos. No espectáculo actuam 56 malabaristas, acrobatas, palhaços, dançarinos georgianos e trapezistas, de 18 nacionalidades, que usam mais de 130 fatos ao longo de todo o espectáculo, assistidos por uma equipa de mais de 170 elementos.
À semelhança das anteriores actuações, este espectáculo é apresentado com tal harmonia, que na maior parte dos momentos não nos deixa perceber a entrada de novos números e novos artistas. O palco acolhe a cor e o movimento, a tenda está sempre apetrechada de instalações bizarras onde são possíveis os grandes desafios às leis da gravidade. Catorze números fazem-nos sonhar com acrobacias, movimentos, melodias e um guarda roupa absolutamente fantástico.
Nós estivemos lá e registámos alguns belos momentos.
Texto e fotos: Carla Tiga












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