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After show
Vanessa da Mata
Noite tranquila no Coliseu do Porto que se apresentou com uma sala a meio gás, transmitindo assim, alguma frieza na recepção da brasileira ao norte do país.
Um belíssimo tango electrónico na introdução sobre o tal cenário floral e descalça sobre um enorme vestido, Vanessa da Mata deslumbra por entre um som de palco de extremo agrado e de excelente qualidade.
Não faltou a “bossa nova” florida em “Joãozinho” com direito à história da sua tia, que tentava sem sucesso alisar o seu cabelo. “Não Me Deixe Só” do álbum de estreia «Vanessa da Mata» no primeiro delírio do publico que permaneceu sempre sentado nas cadeiras do Coliseu, mas que cantava em uníssono.
Chico César e Maria Betânia foram recordados por Vanessa com o muito aplaudido “A Força Que Nunca Acerta”, por entre um batuque que se envolve e um acordeão suave que contrapõe na perfeição. Fabuloso o momento.
Vanessa da Mata e os seus “gatinhos”: Ricardo Prado, Luciano Barros, Marcelo, e o percussionista mágico Guilherme, passaram por “História de Uma Gata” e em ritmo dançante pulverizado pelo encanto de um “break beat” sentimental, o indispensável “Ai, Ai, Ai…” nas despedidas.
Encore feito com um tema de Renato Russo, incluído no DVD de estreia de Vanessa da Mata, recentemente editado. De regresso ao álbum de estreia com “Case-se Comigo” e a versão “drum’n’bass” de “Não Me Deixe Só”. A dança continua num segundo encore, “Ai, Ai Ai…” na versão de Deep Lick, incluída neste disco apresentado. Só assim o Coliseu se levantou, e para um final feliz.
Texto: Vítor Pinto / Fotos: Ana Sousa
Coliseu do Porto
Vanessa da Mata que veio apresentar o seu recente trabalho «Essa Boneca Tem Manual», para uma assistência bastante eclética, que se manteve atenta á doçura da menina dos “pompons”.
Flores que encheram o cenário ao abrir das cortinas, culminando com o ramo de flores plantado no tripé do microfone de Vanessa.

“Essa Boneca Tem Manual”, o tema que dá titulo ao segundo álbum, apresentado em electrónicas fervilhantes por entre as danças sambadas da brasileira, ela que pouco comunicou com o publico, fazendo-o apenas com o seu tom vocal de causar arrepios nos temas bastante animados.


Há um baixo que se solta, e é criado de imediato, uma onda “electro-funk” delirante. O culpado de tudo isto, Ricardo Prado. O musico que mais se evidenciou. 


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