"Punk is Dead". Será que está mesmo?

"Punk is Dead". Será que está mesmo? Não me parece. Está é só diferente. E ainda bem!
Os Vaiapraia e as Rainhas do Baile vêm provar precisamente isso. O punk vive, e está bem de saúde.
Está alterado. Abrange mais àreas. Óptimo. Mais pessoas a que podemos chegar. Ouvir um disco assim tão forte como o dos Vaiapraia, cheio de dor de amor e feeling Grunge sabe bem. Mas ouvi-lo pela primeira vez ao vivo na cultura portuguesa, carregado de uma temática LGBTI sabe ainda melhor! Projecto de Rodrigo Araújo, Helena Fagundes e Frankie Wolf, o trio promete no futuro não só animar as salas portuguesas, mas também apresentar-nos o seu som contestatório, que pretende quebrar com as regras impostas pela sociedade e pela indústria da música.
Uma história de amor não tem de ser sempre vivida por Um romeu e Uma julieta. Pode ser vivida por dois Romeus.

O punk sempre foi uma forma de reivindicação, e por isso mesmo aquela noite na ZDB não foi um mero concerto. Foi um acto de activísmo. Quem disse quem disse que a comunidade LGBTI, só se manifesta através do Pop? Dia 7 de Janeiro serviu para comprovar o contrário.
ZDB esgotada, sala cheia, esgotada à porta.

Savage Ohms, a roçar o shoegaze para abrir, e Vaiapraia a trazer a sala ao rubro.
Foi um concerto único, bonito de se ver, bonito ainda mais de se participar. Estarei orgulhoso de um dia poder dizer, eu estive lá. ☆


Texto e fotos: Filipe Martins


      


    

    

    

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