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After show
Nouvelle Vague
Nouvelle Vague, Porto
Ainda não são nove horas da noite [o concerto marcado para as nove e meia] e já a rua Sá da Bandeira se enche de filas de carros e de pessoas. A banda que há uns anos atrás, no Hard Club, era ainda um pouco desconhecida, chama agora uma multidão de gente para uma das salas de espectáculo mais bonitas do país. E só não vieram mais porque o espaço é limitado e os bilhetes escorreram rapidamente. Esperando por entrar, muitas saias curtas, pernas francesas e camisolas às riscas.
1º acto:
2º acto:
3º acto:
Entramos n’ “A F[l]orest[a]” dos The Cure e apercebemo-nos imediatamente da mudança do timbre das vozes e mesmo do ritmo da banda [pelo menos, quem já tinha assistido a um concerto dos Nouvelle Vague]. Estranha-se, mas entranha-se. Continuamos com os os clássicos dos anos 70 e 80, com as versões bossa nova que toda a gente conhece. Nadeah Miranda, de vestido-preto-curto[-a-fazer-lembrar-uma-camisa-de-noite] segue os passos da sua antecessora, Phoebe, ao rastejar pelo chão em “Too Drunk To Fuck” (Dead Kennedys), ao seduzir o público em “Human Fly” (The Cramps), ao ‘enlouquecer’ na negritude de “Bela Lugosi’s Dead” (Bauhaus) [um dos momentos altos do concerto]. Marianne Elise parece mais discreta, mas sorri sempre e dança com o público: uns quantos vão parar ao palco.
[Outros pontos altos:
Em falta: “Killing Moon” (Echo and The Bunnymen)]
Epílogo:
*Pelos Nouvelle Vague já passaram uma série de músicos e, especialmente, vocalistas. Melanie Pain e Phoebe Killdeer são as mais conhecidas, tendo sido agora substituídas, já que se iniciaram carreiras a solo. Melanie, no entanto, continua ligada à banda.
Texto: Joana Soares

Sá da Bandeira - Porto
Gerald Toto a solo. Ele e uma guitarra. Pele negra, roupa branca, voz aguda, ritmo reggae-jazzy e um sorriso nos lábios. Foi ele quem deu corda à animação da plateia. Foi ele quem deixou água na boca de todos, ao repetir incessantemente “chocolate cake with cream and raspberry”. E todos o acompanharam nessa frase, balançando o corpo para lá e para cá.
Pele branca-branca, vestido branco-branco, fita de cor na cintura, menina-doce. Saída de uma caixinha-de-música. Voz delicada, gestos delicados. Melanie Pain, a boneca de porcelana dos Nouvelle Vague, lança-se agora numa carreira a solo. A sua música é como a sua pele: perfeito-encantador. Como açúcar. Acompanha-a um músico, Paul [também da banda] e um gira-discos.
Agora, sim, vêm todos, a banda de Marc Colin e Olivier Libaux. Mas as vocalistas são outras. Melanie Pain e Phoebe Killdeer [também lançada a solo] não aparecem. Em sua vez, Marianne Elise, a simpática, e Nadeah Miranda, a sedutora.*
Mas Melanie e Toto também participam na festa. De vez em quando aparecem e deslumbram a plateia. Toto vem das Caraíbas cantar “Heart Of Glass” (Blondie), “Sweet Dreams” (Eurythmics), “Israel” (Siouxsie and The Banshees); mas não canta apenas, agita, aquece as músicas com o seu sotaque e o seu balancear. Melanie faz com que todos se transformem em caramelo: a sua versão melodiosa do hino punk “God Save The Queen” (Sex Pistols) é inesperada. Imaginem uma boneca de voz doce com cheirinho a francês a avisar-vos “no future no future no future for you”. Não sabemos se devemos sorrir ou chorar..
Dois encores. Acaba com Gerald Toto sozinho, em “Relax” (Frankie Goes To Hollywood). Mas o verdadeiro final vem antes, com a sweet-Melanie a embalar-nos com “In A Manner Of Speaking” (Tuxedomoon). Depois desta versão, com a banda a soar tão delicada quanto a voz, a noite está ganha. Perfeito.
- “Friday Night, Saturday Morning” (The Specials), com um final extasiante, de repetições aceleradas, de pôr toda a gente a saltar.
- “Love Will Tear Us Apart”, quando se salientam as batidas-a-la-Joy-Division, e todos cantam o refrão (ainda que mal, alguns).
Os Nouvelle Vague deram um espectáculo magnífico. Bastava olhar para os rostos que saíam do Teatro Sá da Bandeira para perceber isso [para além de corados, vinham sorridentes]. No entanto, para quem já tinha assistido a um concerto deles, talvez se sinta um pouco a nostalgia/a falta daquele ar mais genuíno, mais cru [ainda que doce], que antes apresentavam [Melanie Pain esteve a marcar esse papel]. Não que não tenham sido genuínos, simplesmente são mais profissionais, pode-se dizer.
Mas deixemo-nos de ‘criticismos’. Foi bom. Muito bom. Ponto.
Nouvelle Vague: http://www.myspace.com/nouvellevague
Gerald Toto: http://www.myspace.com/totogerald
Melanie Pain: http://www.myspace.com/melaniepain
Phoebe Killdeer: http://www.myspace.com/phoebekilldeer
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