Os Tribalistas

Após vários anos de pausa, os Tribalistas voltaram a reunir-se e editaram o seu segundo trabalho, este que já alcançou ouro no Brasil. Entretanto, com tamanho sucesso conseguiram organizar as muito ocupadas carreiras individuais e lançaram-se na Tribalistas Tour 2018. Depois de terem marcado presença por nove capitais brasileiras, aterram em Portugal para dois concertos.

Chegados do aeroporto ao hotel, a banda teve tempo para uma conversa com os media, um breve reconhecimento do que se poderia esperar no concerto de Domingo. As questões mais óbvias seriam com certeza “o que irá pertencer ao reportório?”, ou “estará a Carminho presente para o tema que têm em colaboração?”. A conversa no entanto debruçou-se mais sobre a identidade e dinâmica do grupo, e cada palavra exuberava boas vibrações. Foi demonstrada na sua plenitude que a amizade se mantém entre os elementos, que o mesmo sentido do colectivo não se dissipou apesar dos anos de pausa, a sonoridade por assim dizer manteve-se do primeiro para o segundo disco. Mais importante, foi explicado o quão espontâneo tudo foi, longe de ser uma estratégia comercial ou alguma meta capitalista, os três elementos da banda apenas criam magia quando estão juntos, cada um traz algum tema em construção e acabam por facilmente criar duas músicas por noite.

Uma outra vertente da conversa foi a política. Embora a situação política do Brasil não tenha sido alvo da atenção, continua em voga a questão dos refugiados, um tema explorado em “Diáspora”. Assim se falou nas nações, em fronteiras, guerras sem sentido e fomes devastadoras, de como a estrutura social do mundo tem de mudar e de como a poesia e a música são o meio de revolta moderno. ☆


Texto: Samuel Pereira
Fotos: Ana Pereira



      

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

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