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After show

Trama

Trama – Festival de Artes Performativas do Porto

No final do terceiro e último dia do Trama, a Casa da Musica foi, uma vez mais, invadída pelos curiosos e amantes de musica, que encheram a sala 2, o já local de encontro, que acolheu o novo projecto de Mike Patton, esse mesmo, o senhor que assinou e assina vários projectos tais como Faith No More, Mr Bungle, Fantômas ou Tomahawk.
Projecto que tem como companhia os nova iorquinos X-Ecutioners, que são Total Eclipse, que brilhou com as suas tecnicas de arrepiar e Rob Swift, o “Asshole” que perdeu o avião e não esteve presente aqui esta noite. Eles que vieram apresentar «General Patton vs The X-Ecutioners»,o disco editado pela sua própria editora, a Ipecac records no ano passado.
Foi sem dúvida um pesadelo para o mundo Hip hop. Hip Hop violento de onde surgiram manobras em geito “Western”, pitadas de “Bossa-nova” endiabrada, situações dislumbrantes de “scratch” vocal puro e duro ou mesmo as vozes finas de Patton a fazer lembrar os belos tempos de vocalista dos Faith No More. A insistência de Mike Patton para a falta imperdoável de Swift, tendo com isto criado uma brincadeira nos pratos onde momentos antes o dj nacional Bezegol, animou os presentes.
Ao longo de pouco mais de uma hora, seguiram-se gritos de estería á lá Mike Patton, gritos controlados por entre um jazz ritmado ao som do saxofone, que se revolta e termina em mais uma das muitas disputas entre a voz louca e as manobras do dj de serviço. Do “Happy Hardcore” á melodia mais pura e simples, ao “Beat Streat” melódico fora de rotação.
Sem duvida um fenómeno que vale bem a pena retirar-lhe um pedaço e colocar na parede. Em suma, mais um projecto de louvar, aqui em estreia a nivel mundial, que passou pela Casa em momentos exóticos culminando quase sempre numa selva onde os sons tribais fizeram dançar toda a gente, mantendo sempre a ordem pelos toques militares de “alvorada”.
Dois encores e o improviso quer por parte de Total Eclipse que saiu do escuro e brilhou com um “Scratch” divino em manobras malabaristas, e Patton a brincar uma vez mais com os presentes que enchiam por completo a sala como de resto, era de prever.
Foi o terminar de uma etapa do festival Trama, que tramou os distraídos e brindou os mais atentos com excelentes performances espalhadas por toda a cidade do Porto,sempre tão perfeitas como a que presenciamos aqui nesta noite de Segunda feira, o dia 3 do mês de Abril.

Vitor Pinto


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