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After show
SWR PORTO HARD 2011
Texto e Fotos: Helena Granjo
As bandas nacionais também não foram esquecidas pois Utopium e Midnight Priest marcaram a sua presença e deram início ao festival, aquecendo o público que timidamente ia chegando no dia 04. Com Utopium a sala estava mesmo quase vazia, mas isso não deteve a banda que em meia hora apresentou o seu EP “Conceptive Prescience”. Ao Grindcore seguiu-se o Heavy Metal (intercalar característico da noite) de Midnight Priest, projecto como já acima referido nacional e cantado em Português, com influências claras de Iron Maiden e Judas Priest, mas apesar de alguma “colagem” a banda conta já com um grupo de fãs que entoam temas como “A Rainha da Magia Negra” e “À boleia com o Diabo” e fazem notar a sua presença perto do palco.
O Grindcore regressa novamente, desta feita com os norte-americanos Maruta, plenos de energia e agressividade em palco, principalmente o vocalista, Mitchell Luna, o qual ”possuído” percorria o perímetro de um lado ao outro, tornando quase impossível a tarefa de o seguir com uma objectiva. A brutalidade sonora era apenas interrompida por curtas pausas de agradecimentos.
O testemunho do grind e da brutalidade foi passado aos Wormrot, banda oriunda de Singapura e constituída por apenas 3 elementos que não ficou atrás em energia e agressividade na sua performance, impressionando a audiência já de si curiosa perante o trio asiático. Apesar de estar de chinelos, Arif o vocalista não tropeçou, percorrendo o palco e descarregando espasmodicamente os rápidos temas do seu reportório.
Novamente o Heavy Metal viria a palco com o speed dos Enforcer, cujo visual nos remetia agradavelmente para os anos 80. Apesar de não possuírem a agressividade do grind anteriormente presenciado, a festa continuou, pois os suecos proporcionaram um excelente espetáculo com imensa interactividade com o público e este não esmoreceu correspondendo a todas a solicitações. Ninguém diria que Olof Wikstrand ocupa o papel de vocalista há apenas 7 meses, pois desde o primeiro minuto conduziu de forma infalível toda a banda nesta jornada de adrenalina carregada de “high speed heavy metal” onde não faltou um solo do guitarrista no meio do público. Muito “air guitar”, muito headbanging, muita festa caracterizaram a performance do Enforcer, que ainda nos ofereceram um encore.
Se o primeiro dia do festival já tinha sido rico em sonoridades e emoções, o segundo dia prometia ainda mais, tanto a nível visual, como sonoro, pois o cartaz foi mais dedicado a bandas ligadas ao black metal, com excepção para o metalcore dos Six Reasons To Kill que abriram as hostilidades no dia 5. Uma noite bem mais composta do que a anterior, diga-se de passagem, o que se deveria talvez um pouco aos cabeças de cartaz Samael . À excepção de um caloroso fã no meio da multidão, os Six Reasons to Kill eram desconhecidos para os demais membros do público, mas dominaram o palco e acataram com sucesso a tarefa de aquecer a plateia, a qual começava a corresponder positivamente no final da sua performance.
Os Noctem viriam cobrir o palco com o seu visual misterioso com uma mescla de elementos ligados ao satanismo ou ao ocultismo que pelo menos agarram a atenção de qualquer um perante eles. A construção visual é ajudada com luzes bastante fortes e com a voz e atitudes do vocalista Beleth que a dado momento até finge que bebe sangue. Apesar de toda esta construção cénica, os temas tornam-se um pouco repetitivos, mas deram o seu contributo numa noite que se avizinhava musicalmente ainda mais rica.
Os Keep of Kalessin regressaram ao Porto passados 2 anos com um novo álbum debaixo do braço chamado “Reptilian”, embora iniciando o seu concerto com “Kolossus”. Demonstraram a um efusivo publico todo o seu profissionalismo em palco desde o vocalista ao baterista, dando um espetaculo que apesar de rico e competente pareceu demasiado curto para uma plateia que em vários momentos os acompanhou, cantando e entoando os temas tocados.
O palco era agora ocupado pelos israelitas Melechesh que deram um concerto simplesmente espetacular onde é de salientar o uso de elementos étnicos na sua sonoridade e das influências sumérias nos seus temas. Daí que não é só um black metal repetitivo, pelo contrário os toques da sua cultura conferem riqueza aos seus temas, os quais foram bem aceites pelo público. “Rebirth of the Nemesis” foi o tema de fecho para uma prestação bem conseguida e efusivamente recebida pelo público.
Os Samael viriam a encerrar esta noite de bons concertos, tendo como objectivo apresentar o seu novo trabalho, “Lux Mundi”. Samael prenderam a multidão não só com o seu talento, mais do que comprovado em terras lusas, mas também com todo o jogo de luzes e projecção de imagens, com a simpatia do vocalista Vorph e a energia dos restantes elementos, principalmente do baixista Mas, imparável nos seus saltos como sempre.
Lamentavelmente não pudemos estar presentes no dia 6 de Outubro, que contou com bandas como Kongh, Dark Castle e YOB.
Agradecimentos: SWR inc.
Texto e Fotos: Helena Granjo
De 04 a 06 de Outubro o Hard Club foi palco de um novo festival organizado pela SWR Inc. dedicado ás sonoridades mais alternativas e pesadas, como já vendo sendo tradição nos eventos que organizam, como é o caso do SWR Barroselas Metalfest. Apesar do “pesado” ser a linha condutora destes três dias do SWR Porto Hard, dentro deste género foram exploradas sonoridades diversas apeladoras a gostos diferentes da cultura alternativa, sendo apresentado um cartaz variado nas suas opções com cabeças de cartaz como os suecos Enforcer no dia 4, os suíços Samael no dia 5 e os norte-mericanos YOB no dia 6.


























































































“Lux Mundi seria o protagonista deste concerto, mas o passado seria igualmente visitado com temas como “Into the Pentagram” e “Baphomet’s Throne”.






















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