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After show
Festival Sudoeste 2011
Texto: Carolina Matos
No dia 3 de Agosto (4º feira) deu-se início à 15ª edição do Sudoeste TMN que este ano contou com Axwell como cabeça de cartaz para o dia da recepção ao campista. Já se sentia um ambiente festivaleiro com o público sedento de música, festa e cerveja! Não posso deixar de referir que este ano o SW11 foi “vítima” de vários contratempos e até de alguma má publicidade. Foi unanime a opinião de que este ano o cartaz deixou muito a desejar, mas o espírito dos festivaleiros mais fieis a este evento, supostamente, seria o mesmo. A verdade é que a edição deste ano foi marcada pelas notícias de inúmeros assaltos, detenções por posse e venda de droga e houve até um rumor (que até à data não consegui confirmar) de alegadas violações no recinto. De qualquer forma o festival decorreu com casa cheia e com ambiente de festa e descontraído.
5ª feira/4 de agosto
Andreya Triana
Eliza Doolittle
Jamie Woon
Asian Dub Foundation
Bag Raiders
Destroyer
Janelle Monáe
Like The Man Said
Raphael Saadiq
Snoop Dogg
6ª feira/5 de Agosto
Bloco Bleque
Clã
Marcelo Camelo
Deolinda
Cuca Roseta
Junior Kelly
Luísa Sobral
Patrice
Queen Ifrica feat tony Rebel
Deus
Kanye West
Underworld
Sábado/6 de Agosto
Agir
Mexican Institute of Sound
Tony Matterhorn
Valete
Alpha Blondy
King Khan & The Shrines
Mr. Vegas
Marina Gasolina
Nouvelle Vague com Rui Pregal da Cunha
The Script
Scissors Sisters
David Guetta
Domingo/7 de Agosto
Polock
Souls of Fire
Filipe Pinto
Givers
Inner Circle
Neon Indian
Zola Jesus
The Nacional
Interpol
Swedish House Mafia
Os festivaleiros SW
Texto: Carolina Matos
Fotos: Ana Pereira
No palco da Santa Casa já tocava Jamie Woon quando cheguei ao recinto. Honestamente pensei que iria depara-me com muito mais público e parecia estar a ser um concerto demasiado sereno e com um registo bastante sério para um 1º dia de festival. Mas entretanto começa a actuação de Janelle Monáe no palco principal e o público acabou por se dispersar para ver a norte americana. Neste concerto tivemos a oportunidade de ouvir (para além das músicas mais sonantes do seu álbum) temas, em forma de homenagem ao rei da pop Michael Jackson, como a “Smile” e a “I Want you Back” que fizeram furor entre o público.
Demos um salto ao Palco Positive Vibes onde estavam a actuar os Asian Dub Foundation, com uma quantidade de público considerável, onde reinou a boa disposição, o cheiro a ganza e muita dança. Um dos pontos altos foi quando tocaram “A New London Eye”. Este palco ficou marcado neste dia pelo cancelamento do Burro Banton que cancelou a sua tour por motivos de saúde.
Passamos mais uma vez pelo palco Santa Casa para dar uma espreitadela a Destroyer que contou com muito pouco público. Aliás, este ano poucos foram os concertos neste palco que tiveram uma lotação considerável (como tivemos muitas vezes no ano passado em Beirut e Friendly Fires, por exemplo, que estavam a rebentar pelas costuras). Acredito que o canadiano Daniel Bejar tenha ficado desiludido com a quantidade de público que ali estava a assistir a este concerto. Mas a banda que se segue traz muito mais público e tem bastante mais aderência por parte dos festivaleiros. Estamos a falar de Bag Raiders que com a sua sonoridade contagiante criou um mar de mãos no ar e de pessoas a saltar (principalmente quando tocaram a “Shooting Stars” que levou o público ao delírio). Esta dupla de Australianos veio dar vida a este palco que estava necessitado de um concerto assim. Chris Stracey mencionou ainda que esta foi a sua primeira actuação em Portugal e que não podia ter corrido melhor! A satisfação foi visível tanto pelo público como pela dupla que deu um concerto digno deste palco secundário.
Já passa da uma da manhã e continuamos à espera de Calvin Cordozar Broadus, Jr., mais conhecido por Snoop Dogg. Entra em palco (palco este que estava inicialmente reservado para receber Amy Winehouse) depois de uma grande apresentação do seu MC e levou o público ao rubro. Foi sem dúvida um concerto onde todos se divertiram, onde todos cantaram e onde todos fumaram muito (incluindo Snoop Dogg). Este teve ainda uma surpresa quando se deparou com uma bandeira de Portugal com o seu nome desenhado na mesma. Pediu-a ao fã que a empunhava, exibiu-a para todo o público e ficou com ela em palco o resto do concerto. Snoop Dogg mostrou-se orgulhoso e feliz com a recepção e participação do público e teve sempre uma postura muito bem disposta.


























Neste dia seleccionei 3 concertos para ver com atenção. dEUS, Kanye West e Underworld.
No recinto do palco Santa Casa já se encontravam muitos fãs dos belgas dEUS. Deram um concerto descontraído e intimista onde o público interagiu com a banda de forma emocionante.
24h e já se sente a ansiedade do público no palco TMN que se encontra à espera de Kanye West. Despois de uma hora de atraso é revelado um palco com um cenário magnífico e com muitas bailarinas em cena. Kanye surge numa grua que se eleva do meio do público rodeado de fumo (tanto fumo que mal se via o homem!). O concerto foi muito interessante a nível visual e de produção, todos os êxitos foram tocados para grande satisfação do público, houve fogo-de-artifício e coreografias magníficas das bailarinas, mas a interacção com o público por parte Kanye foi praticamente nula (mas também não se esperava outra coisa deste senhor tão intimidante).
Por causa do atraso de Kanye West, Underworld começou mais tarde também por arrasto. Pensei que muito do público se ia dispersar, mas para minha satisfação muitos dos festivaleiros regressam para receber estes grandes senhores. Como sempre deram um grande concerto onde todos não pararam de dançar e saltar. Karl Hyde continua com toda a energia que lhe é característica e até veio “visitar” o público dançando pelo corredor que o divide, para grande satisfação dos fãs. Não faltaram os grandes êxitos como a “Born Slippy” e a “Two Months Off” que fizeram levantar o pó do chão do recinto.















































Neste dia damos destaque a Scissor Sisters e a David Guetta (as 2 grandes atracções da noite)
Os Scissor Sisters deram aquele concerto que todos estavam à espera. Sem grandes surpresas, com as músicas esperadas, mas para um fã especial houve uma grande surpresa. Ao fim da 4ª ou 5º música a vocalista Ana Matronic deu conta que no público estava um rapaz que cantava, sem falhas, todas as músicas que tinham tocado até então. Ricardo (o nome deste fã cheio de sorte) recebeu dois beijinhos e um abraço da Ana que desceu do palco até ao público só para conhecer este rapaz e agradecer-lhe pessoalmente por lá estar de forma tão entusiasta. Este é o tipo de atitude que raramente vemos grandes artistas terem perante o seu público, e sinceramente achei o gesto bastante humilde e tocante.
David Getta entra em palco por volta da uma da manhã. Mais uma vez deparou-se com um recito cheio de “party people” pronta para acabar a noite em grande. Na minha opinião, a actuação do ano passado foi muito mais cuidada e original. Foi mais do mesmo, mas que agrada sempre aos seus seguidores e fãs.








































Mais uma vez estamos à espera de mais um concerto que não começa a horas. Desta vez vamos receber Interpol. Um concerto esperado por alguns que já marcavam lugar perto do palco. Mais um concerto sem grandes surpresas e sem grandes improvisos. Os Interpol tocaram em forma de “play track” (como se estivéssemos a ouvir em casa o cd) e com pouca interacção com o público. Devo confessar que achei o concerto bastante enfadonho.
De seguida entravam os The National (pela 3ª vez neste festival) e foram recebidos com algum entusiasmo pelo público que já lhes é familiar. Mas não consegui deixar de sentir que a maior parte do público que encontrava lá estava à espera de Swedish House Mafia que era a grande novidade do cartaz deste dia, e que havia muita curiosidade em relação a este grupo de DJ’s.
Por volta das 02H00 entram em palco os Swedish House Mafia, mas sem um dos membros deste trio. Axwell não esteve presente mas Steve Angello e Sebastian Ingrosso fizeram a festa pelos 3. Foram muito bem recebidos pelo público que se notava bastante familiarizado com músicas com que estes senhores nos brindaram. “One”, “Miami 2 Ibiza” ou “Save the World” foram temas que levaram o público ao rubro.
E foi com muitos pulos ao som de Swedish House Mafia que terminou mais uma edição do festival Sudoeste TMN 2011.












































Fotos: Ana Pereira
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